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Elizabeth só Quer Coroação em 1953

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Text of Elizabeth só Quer Coroação em 1953

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1

44PACI^S- 4 S E€ Ç'Ô E S i 2; Rlf If fA S A CÔ Rt^ ' ií Fundador

Diretor Geral

B. MARTINS GUIMARÃESDiretor Superintendente

DANTON JOBIMDiretor Reialor-Chefe

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Diário CariocaANO XXV

$ UM JORNAL DO RIO PARA TODO- O BRASILN. 7.244 RIO DE JANEIRO, DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO DE 1952

$

PmÇÒrJIM CRUZEIRO

J. E. DE MACEDO SOARES

O TEMPOTEMPO — Bom, com nebulosidadeTEMPERATURA — Em elevação.VENTOS — De Nordeste a Sueste,MÁXIMA: 26.5 - MÍNIMA: 18.1.

!&B B^l H^Ib l^^S B^SI ¦»¦

Semelhanças:Elizabeth I eElizabeth II

LONDRES, 9 (David Murray, daU. P.) — Uma Jovem esbelta ebonita abriu a segunda era eliza-betaria e os Innlèses itídagam queparalelo í possível traçar entre aque-Ia era gloriosa de' hS quatrocentosanos, «ob aquela dura e rulva filhade Henrique VIII, e a que agorate abre.

PARALELOSQuem seriam os herdeiros cspl-

rituais dos guerreiros da er» eliza-belana da estirpe de sir FrancisDrakr,'slríJòhn Hawklns e sir Mar-Un Frob.lsheí, os "piratas legais",que enchiam o tesouro britânico ar-riscando a vida no saque aos navioscb tesouro espanhóis? Quem seriamru novos Leiccster elizabetanos,cuias do povo inglês «um periodoturbulento, cm nue a Esnanha deont.ío é substituída pela Rússia delioje? Quem seguiria os passos dospoetas rllznbctanos, como Shakes-peare, Bpn Johnson, ilr Phlller Sid-ncy e Chrlslopher Marlowere. rie-vando a lingua Inglesa a alturasnunca dantes alcançadas nem, pos-slvelmcntc. depois?

SEMELHANÇAS ,Mas, acima de tudo, os Inqllses

Indagam que é que Elizabeth IItem de comum com a "boa rainhaBess" que, como disse .agora o prl-meiro ministro Churchill, "presidiuf, sob vários aspectos, personificoue Inspirou o gênio da era elizabe-tana". A primeira Elizabeth nasceua 7 de setembro de 1533, filha deHenrique VIM e Ana Bolena. Aos20 anos, provavelmente contra aprópria vontade, tornou-se o centrorie uma conspiração contra sua meio-IrmS mais velha, a rainha Mary —Maria a Sanauinária — e foi tran-cafiada na Terre de Londres du-rante dois altamente perigosos meses.

Conta-se. talvez com visos deli-nda. como para Ilustrar o caráterde Elizabeth I, que. ela se sentou

(Conclui na 8.* página)

BOTAFOGO 2x0'¦;•':'¦•' •'+'•'. • !¦ M-f-M-» W»!

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O triunfo alvi-negro sôbre o Fluminense foi insofismável. Nolance, Pirilo disputa uma bola com Bigode, enquanto Otávioe Braguinha aguardam o desfecho. (Noticiário na 9" página)

PERONIludindo Neves Para Prejudicar1o Brasil Em Favor da Argentina-Voltou o Embaixador Peronista

a Buenos Aires• Depois de tanto barulho, regressou na surdina a BuenosAires o embaixador Luzardo, emissário do governo de Perón

junto ao sr. Getulio Vargas. A missão rio intermediário argen-tino, por incrível oue pareçai foi coroada de êxito, tendo êlealegado aos seus íntimos que obteve tudo, inclusive o emprés-timo disfarçado de quatro bilhões tle cruzeiros oue resultariano fornecimento de recursos brasileiros para o "rearmamento

argentino.POR BAIXO DE NEVES

Se obteve realmente o que«—¦alega o sr. Luzardo, terá sidosem o conhecimento. do chan-celer, sr. João Neves da Fon-toura, tíe quem aliás nem sequerse despediu o embaixador.Passou assim o sr. Luzardo nãopor cima mas por baixo do sr.João Neves, apontado como de-Censor, na manobra peronista,dos interesses brasileiros.

Elizabeth só QuerCoroação em 1953

BARBOSA REFORMARÁ EM BRANCO

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mm ^à^^M^^KÊ^. ISiü^^H0 goleiro Barbosa, do Vasco, declarou estar disposto a reformar 'seu contrato, em branco

Vara atender a um pedido do sr. Ciro Aranha, futuro presidente do clube. Na gravura, o ar'quciro do ''scratch" brasileiro em nossa redação fazendo a entrega de uma cadeira, parao jogo de hoje, ao sr. Adauto Nogueira Rosa, um dos premiados cm nosso concurso perna-_ nenla "Acerte a bola e ganhe uma cadeira", que distribui dez cadeiras por semana

m LONDRES, 9 (INS) — A rai-nha Elizabeth ordenou à suacorte que guardasse o luto pelamorte de seu pai o rei GeorpeVlraté o dia 31,ffie maio; O pe-"rfòdó "dé luto dc 16 semanas foianunciado por lord Chambcr-lain, indicando-se alem distoque a nova rainha não será co-roada formalmente senão cmprincípios dc 1953. A notícia foifeita pelo lord Chambcrlain, cn-quanto Londres e o resto da In-glaterra tencionavam render ho-menagens finais à memória dogovernante morto que será en-torrado na capela-dc São Jor-Se do Castelo de Windsor napróxima sexta-feira.

Os Funerais EmAndamento

_Serviços de luto especiais te-rao lugar amanhã cm todas asigrejas do pais. O Arccbisno deNova York, em substituição aoArcebispo de Cantcrbury queesta de cama com bronquite«ingira os serviços na famosaabadia de Weslminster."A rainha ordena" dizia a no-«cia, c;ue a corte guarde lutoate o sábado 31 de maio pró-ximo por sua defunta MajestadeLrÍM.J°rge VI"- Um períodode luto completo por 6 mesese um período de luto parcial deá meses se seguiram à morte de

Vão Discutiro Aumento doFuncionalismo

Reunir-sp-ão nesta capital nopróximo dia 13, às 17,30 horas,nr. sede do respectivo grêmio,os oficiais administrativos edactilografos federais, para cui-dar de providencias em favordo reaj'ustamento de vencimen-tor- do funcionalismo.

Neste sentido, o Grêmio dosOficiais Administrativos efe-tüou já a convocação de todosos interessados na matéria.

JOGO FRANCO NO ESTADO DO Riuim$>: uVSi RI'Mffl Hsl I

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MgraMMÍMttiMfc«ai m^ammmmiJaJÍLmmmm^mm^^,- ¦¦ >-,¦ :...¦.:..,..,..mmm\-.....^mm^

(Conclui na 8,« página)

Dissolvida cie Fatoa Convenção do PTi

_ Foi praticamente dissolvida, por falta de objetivo, a conven-çao nacional do TTB. Por proposta do sr. Joel Presídio, as reu-mões plenárias foram transferidas para o mês dc junho, issodepois de haver informado o sr. Dinartc Dorneles que não esta-vam concluídos os anteprojetos de reforma dos estatutos e doprograma.OBJETIVO FRUSTRADO

3^'èNo E. do Rio, o jôgó continua franco, corri, ã complacente co-nivência do governo estadual. Situado cm plena praça MartinAfonso, cm"Niterói, o Banco Lotcrico é p centro mais dcscn-volvido e mais importante da jogatina em Niterói. O movi-mento é intenso, todos os dias, dada a variedade dos jogosexplorados. Também é destacada sua contribuição cm dinhei-ro para suborno das autoridades.' (Reportagem na 12° pág.)

Ficou patenteado, assim, queo único motivo determinante ciaconvocação do órgão supremodo PTB era o desejo da maio-ria de desalojar da presidênciao sr. Danton Coelho. Esse in-tento, como se sabe, não foi con-seguido devido à, intervenção dosr. Getulio Vargas em favor do"pombo correio".

PROTESTOS DE BAETAA comunicação do sr. Dinar-

te Dorneles, feita na sessão datarde da, convenção, provocouprotestos do sr. Baeta Neves,que terminou, entretanto, por

Depoimentos Autorizados Sobre o Petróleo-J. E. DE MACEDO SOARES-

GENERAL Horta Barbosa produziu afi-nal o seu depoimento sôbre a questãodo "petróleo é nosso" perante as comis-soes interessadas na Câmara dos Deputados.

Foi, como já se podia esperar, uma demons-tração de incompreensão, intolerância e fana-tlsmo por símbolos e lugares-comuns, sem amais leve aproximação com as realidades brasi-jeiras. As nossas necessidades prementes de ins-talar o setor econômico' da produção do óleocombustível e seus derivados não estão por de-monstrar. Ou. bem nos próximos três anosdisciplinamos o petróleo, que então será "nosso",ou bem o petróleo estrangeiro pesará por talíorma na balança comercial que, para o com-Pi-ar, nada sobrará ao Brasil dos dólares da nos-sa exportação'.

Aliás, a estreita demagogia das Idéias dos ho-mens do "petróleo é nosso" revelou-se mais umavez na frase infeliz do sr. Horta 3arbosa: —'chegaria a ser uma provocação uma lei depetróleo que contrariasse a opinião pública".A única parcela da opinião pública realmenteinteressada no "petróleo é nosso" não é brasi-'eira porém russa, moscovita, bolchevique. Aopinião brasileira se interessa, isso sim, pelosaspectos econômicos, técnicos e po.íticos daquestão, vistos pelo prisma das realidades enecessidades do Brasil e dos brasileiros, que, nocaso, são diametralmente opostos aos do Ko-m nlorm, empenhado na luta contra a nossa ci-vilizaeco e o.padrão de vida das grandes demo-craclas do mundo. Assim, a verdade é que aopinião publica brasileira não está interessadaeni servir os russos e sim cm ver resolvidos osi ossos problemas, segundo as nossas convenien--«"5 c utilidades.Ao tempo que as proposições do sr. HortaBarbosa revelam uma mentalidade mesquinha

e sofistica, oferecendo bases falsas ou meio-fal-sas para assentar o seu sectarismo — os srsJuarez Távora e Pedro Moura, perante as mes-mas comissões parlamentares, colocaram o as-sunto petróleo com uma clareza e senso das con-tingências materiais que o deixaram .definitiva-mente resolvido perante a opinião nacional.Desde o famoso grito do doutor Getulio Var-e

gas em 31 de dezembro de 1940 — "Brasileiros,jorrou o petróleo cm Lobato!!!" — na verdadenem sequer afloramos com planejamento téc-nico um problema que, como a Esfinge, nosameaça devorar, se não o decifrarmos.

O sr. Juarez Távora situou, preliminarmente,o assunto global da exploração petrolífera, istoé, exploração primária, refinação e transporteespecializado. Segundo a experiência america-na, os créditos atribuídos à exploração prima-ria (pesquisa e lavra) deveriam ter absorvido odobro dos requeridos nas outras fases da expio-ração industrial. Isso não aconteceu porque adesorientação oficial e o instinto de lucro dosempreendimentos privados dirigiram-se logo aomais solido no negócio, quer dizer ás refinariase ao transporte especializado do óleo importa-do. Desse modo, o petróleo continuaria a ser'deles", os americanos, não obstante a ilusão ja-cobina de que "deverá" ser nosso.Os ciados numéricos produzidos pelo sr. PedroMoura são, de íato. edificantes. Concorde como sr. Juarez Távora, o ilustre geólogo entende

que se deve acelerar a pesquisa. Para isso, cal-culou os gastos nos anos de 52, 53, 54 e 55 res-pectivamente, em 350, 650, 900 e 1.200 milhõesde cruzeiros — destinados aos trabalhos preü-minares da pesquisa técnica, quer dizer: forma-Cão do técnicos, estabelecimento de áreas pro-dutoras, determinação de estruturas geológicascompra e renovação de material. Mas observe

concordar com seus termos. . Aproposta do sr. Presidio, apre-sentada h tarde, ficou para servotada à noite.

DANTON EVITAO sr. Danton Coelho, que nâo

compareceu à reunião da con-venção, estava tranqüilamenteno seu r/abinete de presidente doPTB, a despachar.

ELEITO SAMUEL DUARTENesta sessão noturna, o sr. Sa-

muel foi eleito terceiro vice-presidente na vaga aberta címa morte do senador EpitácioPessoa Cavalcanti.

Vargas dá CarrosPara os Deputados

TJm deputado ligado ao Catete informava ontem aue o sr.Getulio Vargas estava disposto a "começar a fazer

"politica".As últimas "amarguras" do governo teriam-no convencido aatuar mais diretamente no terreno politico.

Algumas horas, depois, chegava ao conhecimento da repor-lagem que o Catete comunicara ao sr. Nereu Ramos que o pre-sidente ordenara que se puzessem â disposição dos deputadosas cambiais para compra dc automóveis dc acordo com a fa-migerada resolução de iniciativa do sr. Rui dc Almeida.

No Palácio Tiradentes, dizia-se que essa cra uma conse-quencia da rejeição do veto * indicava novas disposições comreferência aos membros do Congresso.

CAPITAL HORTOHenryk Alfred Spitsman Jordan — (Para os "D. A.")

o leitor: - todo esse programade 3 milhões e 100 mil contos agastar em 4 anos ainda náo é opetróleo, mas o estágio aritefinal pará ser, en-'tão, atacado o plano da perfuração pioneira,quer dizer que, enquanto isso, o país continuaráse exaurindo em divisas para satisfazer o Mino-tauro da importação de gasolina que dobra embilhões de quatro em quatro anos.

O sr. Pedro Moura protesta, no interesse psi-cológico do tema, contra a qualificação de "lo-lerico" dada ao programa da perfuração pionei-ra. Contudo, esse protesto está, evidentemente. 1condicionado à sua execução na força dos 3 mi-'lhões e 100 mil contos até 1955. Mas ainda as-!sim pode dar-se o caso de nào encontrarmospetróleo na zona estudada, eventualidade quemostra quão necessário é entrarmos na área da

• prospecç^o petrolifera armados, amparados,baseados com todos os recursos técnicos e finan-cciros possíveis, para reduzirmos as probabilida-des de um fracasso que seria a total desmorali-zação da nossa geração de dirigentes brasilei-ros.

O Governo e o Congresso estão, pois, perfei-tamente elucidados pelos depoimentos de T*á-vora e Pedro Moura sôbre os verdadeiros termosda solução do problema do óleo mineral e seusderivados. Só não o resolverão de acordo comImportantíssimos interesses nacionais, por co-bardia ou cumplicidade com agentes provocado-res comunistas, cripto-comunistas, linhas auxi-liares de Moscou e mais alguns oficiais reforma-dos ou politicos retardatários c desocupados,que pretendem forçar a notoriedade pública,desservindo o Brasil de um modo que oscila es»tre o odioso e o ridículo.

No mecanismo da vida econômico-íinan-ccira do Brasil, enfrentamos um impecilho, cujaInterpretação desafia a inteligência dos econo-mistas: — o entesouramento. Esse fenômeno nãopode ser devidamente apreciado, sem um re-lance de vista sôbre o panorama financeiro ge-ral do país.

Continuamos em plena economia inflacio-nária.

As suas causas predominantes variam: in-fiação orçamentária, inflação relacionada com ointercâmbio comercial, inflação de proveniênciatrabalhista e social e ainda infração de tantasoutras origens. As aparências do surto infla-cionário são nominalmente sempre as mesmas:— emissão em massa do papel moeda c expan-são conseqüente da moeda escriturai.

As emissões foram no ano de 1951 de 4.100milhões de cruzeiros: — aumento de 13 porcento (em 1950 de 7.300 milhões de cruzeiros:aumento de 39,9 por cento), tendo contribuído,uara esse efeito, a elevada parcela dc 1.349 mi-1"lhões, posta cm circulação em Dezembro do anofindo. Assim entramos o ano de 1932 com amoeda fiduciária na casa'dos 35.320 milhões,com o aumento paralelo e, com os ajustamentosde uso (-f-. moeda metálica — encaixe nos ban-eo's), os meios de pagamento devem ter atingi-do, em fins do ano de 1931, o total impressio-nante de aproximadamente 300 bilhões — cponto culminante da maré monetária brasileira

(Conclui na 9.» página'

wEtmm+m&f&KimWm-} ^7^^. , ry i ?3 • ¦ mio» •

S i£r Qrjv p amVm\- mâiQBS'

ÚMcuilia A|L£ 4 6 8 10 H0RAS

J- .-. .-

Rio de Janeiro, Domingo, 10 cie Fevereiro de 1952 DIÁRIO CARIOCA

Vitória Decisivaâe Eisenhower noPleito Primário.4

Venceu o General Candidato Com 3.109Votos. Contra 1.133. Ganhos Pelo Senador

Roberto A. Taft, de OhioSó tiveram permissão para

votar pessoas Inscritas nas lis-'_'.' tas , republicanas. Os demais

•'.." concorrentes obtiveram as se-guintes votações: Harold E.

.'; Stassen, 76; General Douglas:'.; Mac .Arthur, 39: Earl Warren.'; 36;Tl.omas E. Dcwcy, (!; Hen-'..''' ry Cabot Lodgc Jr., 8; Senador

. Everett Dirksen, 1; e Bernard"/.'.'„ Barúch, 1. •

ii ACLAMADO "U-tE".."-.: NOVA YORK, 9 (U. P.) —

 primeira grande concentra»ção política deste ano encheuplenamente o Madison Scjuai-RGarden, cuja capacidade é dc20.000 pessoas, esta manhã, pa-

• • ra'-aclamar- ,o general Eisen-howcr que ora disputa a can-

. . didatura à prpsidência dos EE.-••U.U., pelo Partido Republicano.

O comício contou com a pre-sença . de delegações chegadas

.-'- de dez Estados e com a parti-,. ,!.cipação de astros do cinema «¦

i • televisão! O espetáculo pôdeser acompanhado por dez mi-

lhões de pessoas, pela televisãoom seis Estados.

IMPULSO A CAMPANHADETROIT, 9 (INS) — Arthur

H. Vandenberg, filho do faleci-do senador do mesmo nome,chegou a Detroit disposto a im-pulsionar o movimento "Eisen-howcr para presidente" e pos-sivelmente também para vnrquo possibilidades têm de ocu-par a cadeira pelo Estado rtn

.Michigan, que seu pai desem-penhara. Vandenberg, assinala-do das forças republicanas próEisenhower, declarou antes desair para Detroit: "Serei senti-dor pelo Estado dc Michigan,se fazendo-o estiver ajudandoa candidatura do general Eisen-hower".

Contudo, os simpatizantes deMac Arthur disseram que ins-cre veriam candidatos que secomprometam a apoiar ao ge-neral na convenção do PartidoRepublicano de julho próximo.

Navios DosDiz Pyongyang

Por Sua Vez,, os Aviões Norfe-AmericanosBombardeiam Linhas Ferroviárias Coreanas

Destruídos DoisAliados —

Truman Não'SimpatizaGom FrancoProtestou, Por Isso aEmbaixada EspanholaNos Estados Unidos

WASHINGTON, 9 (U. P.) —Um porta-voz do Departamentode Estado disse que a embal»xada espanhola entregou ao Dè-partamento um rnemorandum apropósito das observações dòpresidente Trúmah, _errt suãconferência de' Imprensa de'quinta-feira, sobre o governofranqulsta da Espanha

NAO SIMPATIZARespondendo a perguntas de

jornalistas, disse o presidentp.que jamais simpatizara com ogoverno do generalissimo Fran-co. O porta-voz do Departa-mento disse que o memorandumioi entregue ao Departamento",-ontem, pelo secretario da em-baixada. Acrescentou que ddocumento não pedia respostae que não se tencionava res-ponder. '

MEMORANDUM ESPA-NHOL

Fontes responsáveis dizemque o memorandum não .deveser tomado como protesto, mascomo uma alusão às observa-ções de Truman.- " Outros-cir-culos -informados -julgam que omemorandum visa apenas par-ticipar ao Departamento a* atl-tude da embaixada'quanto ásobservações do presidente.Acrescentam que a medida vi-sa apenas man-«—tar o descon-tentamento da embaixada,

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SEUL, Coréia, 9 (INS) — Ospilotos das Nações Unidas ava-¦ riaram quatro caças à jacto co-munistas em batalhas aéreas sô-bre. a Coréia do Norte-ociden-tal, em que tomaram parte cen-to e trinta e dois aparelhos deambos os lados. Um avião ini-migo foi descrito como prova-velmente derrubado e outrostrês como avariados, em doiscombates em que um total deSables a jacto norte-americanosse bateram com 80 MIG-15 do

.. tipo., soviético- Ignora-se as fio-tilhas aéreas das Nações Unidassofreram perdas.

, TBAíXAS AÉREAS ALIADAS .í'Às baixas aéreas aliadas só-ciente são anunciadas em resu-rhòs semanais. Na frente terres-ti.e, enquanto isso, as tropasaliadas repeliram ataques desondagem por unidades inimi-gas do tamanho de pelotão, nosetor central. Noutros setores

. se produziriam choques entrepatrulhas de pouca-monta. Aforça aérea aliada prosseguiu em

seus bombardeios estratégia^castigando objetivos da inten-dência inimiga, depois que o co-mando das"Nações Unidas anun-ciara haver perdido nove apare-lhos na semana passada.

BOMBARDEIOS -— FER-¦ ROVIÁRIOS

As super-fortalezas aéreascastigaram uma ponte ferrovia-ria.em Sinanju e um páteo dearmazenagens nos altos fornosde Kyomipo, em bombardeiosconsumados em horas da madru-¦gada, antes, de raiar a aurora,localizando, seus objetivos' pormeio do radar. Os aviões alia-dos* interromperam as linhasferroviárias vermelhas em 125lugares durante operações diur-nas de sexta-feira. No períodode 24 horas, terminado às seisda tarde de ontem, a aviação dasNações Unidas destruiu 75 edi-fícios de armazenagens inimi-gos, 45 veiculos, quatro ipontes,cinco depósitos de abastecimen-tose material bélico, 70 fugõese três locomotivas.

SERÁ HOJE A DECISÃOVERMELHA SOBRE A PAZE m \E'$ a me a Res p o sta Dos*Aliados Ontem Encaminhada'•'•¦•" TÓQUIO, 10 — Domingo — (Dc Rutherfard Poats dáUnited Press) — Espcra-so que os comunistas decidam hoje,domingo, se aceitam ou não a lista reduzida das Nações Unidasdos assuntos a serem debatidos na Conferência Política auedeverá íe reunir após a'¦• assinatura do armistício'na Coréia.As delegações principais dc ambos os-beligerantes se reunirãohoje, às 10-horas (hora da Coréia) cm Pan Mun Jom c òs co-munistas deverão entregar sua resposta. ...

> ACEITAÇÃO ALIADAOs aliados aceitaram, no ,sá

bado, a realização da Conferência proposta pelos vermelhosmas modificaram 2 dos 3' pon-tos sugeridos pêlos comunistascomo' base' da'' citada ' Confe-rencia.' Ademais, os aliados in-trqduziram uma frase que asituação coreana poderia ser,solucionada "por outros meiospolíticos que forem considera-dos apropriados". Isto signifi-cà, .presumivelmente,, qtje talsituação seria considerada pelaONU.'.que se recusaram semorea debater o problema da'Co-.réia enquanto não fosse assina-do o armistício. x

RESPOSTA DA. ONUO chefe da delegação aliada,

vice-almiranté C. Turner Joy,apresentou 4.a feira,'aos comu-nistas;' a resposta da ONÜ em.'fortriá dé contraproposta que,em suas\linhas gerais, parece-se. com a proposta . comunista

embora com uma diferença no-tável constituída pela mudan-ça de três palavras:

As Nações Unidas propuse-ram os seguintes pontos de do-bates: y

l.o —Retirada das tropasnão-coreanas da Coréia. '*

2.° —¦ Solução pacifica daquestão coreana.

3.° — Outras questões vin-culadas com a paz coreana.

• "No .primeiro item, oá" aliadossubstituíram' a palavra- estran-geiras da proposta comunistapelas palavras "não coreanas",Acredita-se que essa modifica-ção destina-se a impedir queos, comunistas classifiquemposteriormente como tropas es'trangeiras as forças da Coréiado Sul.

Exaltação na Alemanha PorCausa da Questão do Sarre

os Franceses Seo Sarre da Alemanha

Desconfiam os Germânicos ííuePreparam Para Desmembrar

NOVA YORK, 9 (De Leroy Pope, da U.P.) _ A explosão Sos alemães com anomeação do embaixador francês no Sarre indica que os alemães ainda são susce-tíveis de se emocionar em algumas questões. Tanto o lider socialista da oposiçãoKurt Schumacher como o chanceler Adenauer ameaçaram paralisar o movimento nosentido do rearmamento sé a França "re primlsse a liberdade no Sarre". Os ale-mães desconfiam de que os franceses estão tentando desmembrar o Sarre comple-tamente da Alemanha, porém o simples ato de elevação do posto de Alto Comissáriofrancês no Sarre à categoria de embaixador não parece suficiente para justificarqúe os alemães ponham areia no plano da defesa ocidental. Parece tudo um sim-pies pretexto para aproveitar a oportunidade de retardar o rearmamento e assimarrancar mais concessões aos aliados. ¦ .-.¦ * ~ ¦

O SABREsr. Adenauer está utilizan-

do o *_aso do Sarre para forta-lecer sua exigência de partici-paçâo integral na Organizaçãodo Tratado do Atlântico Norte.E' iiatural que antes de ;còfitrl-

CO M O T R U. N P O

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buir com tropas para o Exerci-to Europeu a Alemanha Oci-'dental queira ter a segurançade uma voz igual nâs delibera-ções sobre o emprego dessas•tr.opas. Acha • que a melhormaneira de assegurar isso e aomasmoJj tempo,.de, curvar osseus próprios militaristas per-ter cer à -refei. ida'-organização.Os Estados Unidos so inclinampara o ponto de vista alemão.Porém a- França (levantou umaobjeção que deve ser conside-rada. A Alemanha Ocidentaltem reclamações territoriaiscontra, a Polônia, sobre terrassituadas- além da fronteira doOder e dqNeisse. ,

€ INCONVENIENTES. Se, a Alemanha fosse admiti-

•da nã: Organização do Tratadodo Atlântico..; Norte antes deestar; unificada e da fronteira'èstar-âceita rjejà Alemanha Oci'-dental. ¦•éSse^ fato roubaria à'Organizáíjão

o ,seu caráter de-.{ençivo' é dari*a. aos russos umaoportunidade''de dizer que oseu. objetivo era atacar a Po-Ionià* e a União Soviética.

Sugerem, os franceses que aAlemanha Ocidental tenha po-sição '¦.; de igualdade no usodo Exercito Europeu, mas quenão seja admitida na Organiza-ço do-Tratado'.d/. Atlântico Nor-te por, enquanto. Os holandesesapoiam"Q.pedido alemão de ad-

jnissSo. ha .Organização, porémQuerem ter àojíanesmo tempo a•¦' seguçariça fdè| _iue o Conselho•do E-reçcito europeu não se tor-ne mais importante do que uOrganização,'»-,^|;

¦ TEMOR ;ác LANDES;Há entre os holandeses o te-mor .de. que;se todas as Naçõeshão tiverenv''a mesma voz noConselho do Tratado, então a

RESUMOTELEGRÁFICO

Fora da Coréia

O parlamentar trabalhista Sydhe]Silvcrman é partidário decidido d.Que a Grã-Bretanha retire as fòn^que tem na Coréia, a menos qu»a presente linha de interrupção difogo seja violada pelos exército:comunistas. Sllvarman, que faz parte da corrent» de Bcvan, anunciouque tenciona apresentar uma moçâia rste respeito na Câmara.

Bombardeio das Basei

A rídio d» Pyongyang citou on-tem, a um membro do gabinete comunista norte-coreano no sentido d.ter-dito qua a força aérea vermelhadeveria "iniciar uma nova fase"na guerra mediante o bombardeiodas bases ela ONU na Coréia doSul. O ministro em questão é CholYong Kum, que ocupa a pasta daDefesa.

Entrada de Mexicanos

O Departamento de Estado anun-ciou um acordo com o México emvirtude do qual, se prorroga a vlgên-cia da lei atual sôbrc a entrada ile-gal de mcxi.anos nos Estados Uni-dos, até que se aprove a nova leisòbrc- o particular.

Toque de Recolher

A Imprensa de Nova D_]hl ln-formBu, ontem, que o governo deCachcmira impôs o toque de recolherde 72 horas nos limites, municipaisda cidadã dc Kamniu. capital deInverno daquele estado, após a mar-cha de uma muliidão calculrda cm2.000 pessoas contra o edifício doSecretariado.

Estado de Emergência

A polícia egípcia proclamou umestado de emergência parcial noCairo. Uma fonte ligada ao Minis-tério do Interior disse que se trataapenas dc um "semi-estado de cmer-Kência em vista da abertura dasa'1'as de algumas escolas «ecundá-»U*'"»

nação da Europa eventualmentede posse do comando militarmais forte venha a exercer ocontrole. No momento presen-te, essa nação .seria a França,porém os holandeses acham queeventualmente poderia ser aAlemanha. Os aiemães parecemdesconfiar de que a oposiçãodos franceses à sua admissãoimediata na Organização é ba-seada menos na preocupaçãoquanto à fronteira com a Polo-nia do que na vontade da Fran-ça de ter uma posição proemt-nente deixando a Alemanha defora,

Aguarda AdReunião

enauer ae Lisboa

te em sua zona de ocupação naAlemanha.

Em fontes autorizadas se en-trevê a. possibilidade de umapeora.uas relações franco-.ale-más, como resultado das deci-soes de Bonn e à oposição quesegundo se afirmai interpõe aFrança à incorporação de seuantigo e tradicional Inimigo naorganização do pacto do Atlân-tico.

Espera Que os Componentes do Pacto doAtlântico Norte Atendam os Seus Desejos

; . Na Base da Igualdade PretendidayBQNN, 9 (I.N.S.) — A Alemanha tem hoje'os olhos

voltados para a conferência que será realizada este mêsem Lisboa, pela Organização do Pacto do Atlântico Norte(NATO), à espera de uma decisão sobre sua.demáfnda dc"associação sobre bases de iguajdade" na estrutura defen-sivà da Europa.

PONTOS PRINCIPAIS" DO TEMÁRIOEspera-se que as condições es- sia está concentrando atuálmen

tipuladas pelo governo de Bonnpara participar no projetadoexército anticomunista do oci-dente, constituirá um dos poii-tos principais do temário daconferência de Lisboa, cujo co-meço foi assinalado para o dia20 deste mês.''. • '

-Uma resolução auspiciosa pe-los três governos que integram ogoverno de coalizão e despacha-da favoravelmente por 204 vo-tos contra 156, tocaram direta-mente, ainda que por implica-çãOj a questão do Sarre e o pro-blema da Alemanha na Aliançaocidental. As estípulações queconstam na resolução reiteraramem espírito, se não em íraseolo-gia, as condições que segundoinformes apresentou segunda-feira passada o chanceler Kon-rad Adenauer como o preço ml-nimo irredutível pára a partici-paii.ão da Alemanha na estrutu-ra defensiva da Europa ociden-tal. 'Mais tarde, Adenauer ne-gou que houvesse especificadoem forma precisa essas duascondições no discurso que pro-nunclara em uma reunião demembros de sua própria feiçãono Parlamento. A resoluçãoadotada sexta-feira, pelo Par-lamento de Bonn suscitou deImediato, uma enérgica réplicada Alemanha comunista, na zo-na oriental, cujo ministro doex-terior, George Dortinger, prevê-niu a Adenauer e a seu governocontra o qúe chamou sua "poli-tica de guerra".-Dertinger tam-bém fez memória das vitóriasque se registrou para o exércitovermelho contra as forças nazis-tas na segunda guerra mundial.O próprio Adenauer deu lugar aesta tirada da Alemanha verme-lha, ao fazer uma detalhada re-lação no debate parlamentar sô-bre o poderio militar que a Rús-

Detenção deitares naMil

DOENÇAS DA PELESUIIIs, câncer, cezemas, varl-zes, ulceras das pernas, ver-ruças, espinhas, funlnculoses,micoses (Meiras) eletroterapiaDr AnosHiiho da Cunha

ASSEMBLÉIA, 73 - Tel. 32-3265

ArgentinaBUENOS AII.ES, 9 .United

Press) — O semanário "Ado..lante", órgão da União Civica,Radical, provincia ds BuenosAires, publica hoje a scçuintcInformação: "Desde a madruga-da dc domingo último, dia .*!,brigadas policiais, que estavaminusitadamente reforçadas emalguns casos, e em outros comelementos estranhos à policia,iniciaram uma série de buscasc prisões entre militares da ati-va e reformados, alguns delesfiliados à União Civica Radi-

OFICIAIS REFORMADOSForam detidos, entre outros,

os tenentes-coroneis reforma-dos Gregorio Pomar, José VilaMelo, J. A. Quaranta; viec-al-mirante Melean e coronel re-formado Francisco Suarez.DEPUTADOS E DIPLOMATAS

Entre os civis detidos, encon-tram-se o ex-embaixador Al-berto Candiotti, ex-deputatloradical e candidato a senadornas últimas eleições em BuenosAires; dr. César Coronel e srs.Alberto c Oscar Martinez Zem-borain; engenhe.'.o Júlio DuroAmeíihino e d'Angelo,, Germi-nal Basso (detido em Mendo-za) ;¦ tenentes coronéis Legui-zamon e Toranzo Montero, ca-pitão Amorortu. tenente Cquias,ex-comissário Valerga, maruioAngel Gutierrez, dr. Arturo Ti-gier e muitos outros. Calcula-se em mais de cem o númerode radicais detidos".

NÃO PODERÃO PAGAROS SALÁRIOS EXIGIDOSDeclara Um Dos Representantes daIndústria Siderúrgica Ser Difícil

NOVA YORK, 9 (U. P.) — rante uma comissão especial daUm porta-voz da industria sderurglca declarou que, se fo-rem aceitas as exigências dostrabalhadores do aço, todos osassalariados e donas de casa danação terão de pagar mais pelosartigos de primeira necessidade.John H. Morse, advogado daempresa Bethlehm Steel Com.pany, declarou que a Industrianão . poderá pagar salários deacordo com as exigências dossindicatos da industria slderur-glea sem aumentar o preço doaço. -

NOVA YORK, 9 (INS) — O.almirante Ben Morrell presi-dente do Conselho de Direçãodos Jones and Laughlin SteelCompany. declarou qué se seaceder às exigências do Sindi-catn de Metalúrgicos filiados aoCIO .Congresso de Organiza-ções Industriais) desaparecerãopor completo as utilidades bru-tas da industria, quer dizer, ain-da antes que se paguem as con-tribuições. Em declarações pè-antes de pagar seus impostos, «

Junta de Estabilização de ven-cimentos, Morell concluiu queo ceder aiite as demandas dosoperários, significa que o govêr-no se veria privado de conside-raveis ingressos por conceito rtecontribuições e que a industriaficaria arruinada.

Manifestou Morrell qüe. emconjunto, as demandas sindicaisrepresentariam para a empres»um novo desembolso de um do-lar e oito centavos por hora.Em mil, novecentos e cinqüentae um, a Jones and LaughlinSteel Corporation teve 85 ml-lhões de doiares de utilidadeso depoente manifestou que oaumento dé um dólar e oito cen-tavos por hora, baseando . nos37 milhões e meio de horas quetrabalharam seus operários te-ria eqüivalido a 95 milhões dedoiares. Recordou Morrell quea industria do aço pagou 765milhões de doiares por conceitode contribuições ao governo em1950.

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DIARIO CARIOCA Rio de Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952 3

ários Prefeitosoutra Poli CoelhoO Conurcsso dos Municípios do Paraná, reunido em Curi-

tiba enviou ao sr. M. A. Teixeira de Freitas, um telegrama,apresentando tanto ao sr. Teixeira de Freitas como a todos ostc-cnicos demissionários do IBGE, reconhecimento pelos traba-lhos executados cm prol da estatística nacional. ....

O telegrama foi assinado por 35 prefeitos municipais doParaná.

APELO DOS PREFEITOScionais e Conexas e Convênios

JUSCELINO EXPLICA APACIFICAÇÃO EM MINAS

JUSCELINO

ORICO

Ainda a propósito da crise noI G.B.E. a Câmara Municipalde Muqui, no Estado do Espiri-to Santo, aprovou uma resolu-ção, dirigindo ao Presidente daRepública um apelo, no sentidode resolver a crise; A Câmaraencareceu, ainda, ao Presidenteda República, que não permi-tisse qualquer reforma de basena estrutura do Instituto, quevenha a afetar os compromis-sos assumidos pela União, Es-tados, Territórios e Municípios,constante da Convenção Nacio-nal de Estatística, ConvênioNacional de Estatísticas Educa-

Responsávelo GovernoPela Crise

S. PAULO, 9 (Asapress) —A alta constante do custo davida trazendo o desassossego àspopulações do país com as pri-meiras reações populares e oquebra-quebra de Belo Hori-zonte, está preocupando sobre-modo alguns parlamentares, en-tre os quais figura o sr. Juve-nal Sayon, que nos declarou oseguinte a propósito: "Logo noinicio dos trabalhos da sessãolegislativa requererei a consti-tuição da Comissão Parlamen-tar de Combate ao Câmbio Ne-gro, a qual, apesar das afirma-ções dos desonestos que tanto acombateram, produziu efeitosbenéficos".

NAU DESGOVERNADA

Prosseguindo acrescentou oc o n h ecido parlamentar pau-lista: "A situação do país sóé comparável a uma náu desgo-vernada, sem bússola, sem lemec sem piloto. Os maiores res-ponsáveis pelo tubaronismo queameaça a tranqüilidade nacio*nal o própria estabilidade deregime são o governo federal,os governos estaduais e os go*vernos municipais. Estes, potdesconhecimento dos nossosproblemas, por inépcia por de-sonestidade ou mesmo por faltade coragem cívica para enfren-tar os males que nos afligemfrontalmente, não só concor*rem para a manutenção da si-tuação aflitiva por que passa opa's, como igualmente para asua agravação. Todas as intervenções estatais no terreno eco

Nacionais de Estatística Muni-cipal.

Pede a Câmara de Muqui quequalquer medida nesse sentidoemane diretamente do ConselhoNacional de Estatística, por in-termédio de sua assembléia ge-ral, à qual compete, por forçade lei, sugerir aos governos pac-tuantes auaisquer medidas deque resultem a alteração daatual estrutura do IBGE.

A Câmara fêz um apelo, ain-da, a todas as Câmaras Muni-cipais do Brasil para que se di-rijam ao Presidente da Repú-blica fazendo idêntica solici-tação.

POLÍTICAESTADUAL

BELO HORIZONTE, 9. (Asapress) —¦ Es-clarecendo pensamento que externou em recen-te almoço oferecido aos partidos coligados, ne-gou o governador Juscelino Kubitschek quehouvesse convidado a oposição para colaborarcm seu governo, frisando:

"A pacificação das forças partidárias mineiras não tem oobjetivo de fortalecer o governo, que conta com a maioriaabsoluta dos deputados à Assembléia Legislativa. Também nointerior do Estado conta o governador com o apoio dos dire-tórios municipais do PSD. PR e PTB, que lhe fornecem a basepooular indispensável às realizações do programa ¦ jrovernamen-tal" Salientou o governador que desejava que a obra que est»sendo realizada no Estado pertencesse a todos os mineiros, daíseu apelo àqueles de boa vontade.

NAO REALIZOU NENHUM ENTENDIMENTO

W ^íNÃO PAGAM A SOBRE-TAXA OS USINEIROS

Falando ontem à imprensa paulista, a sr. Oscar Cintra Gor-(linho declarou que "o tributo pretendido pelo sr. Gileno deCarli, presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool, é absolu-tamente ilegal, pois a nova taxa só poderia ser criada peloPodei* Legislativo".

MEMORIAL

Defendeu ^ oelo

BELO HORIZONTE, 9 (Ass-press) — Noticiou a imprensacarioca que a política mineira"estava agitada" em torno daformação de uma frente unteapara combater i nenetraçfloademarista em nosso Estado. Asnoticias diziam que o sr. Pe-dro Aleixo vinha mantendo con-

Quem Está Com a MocidadeEstá Com o Futuro: OricoO Discurso Pronunciado- Pelo Deputado Paraense Sustentando o

Veto Em Favor Das Faculdades de Filosofia e LetrasFoi um dos debates mais interessantes o

duelo travado no Congresso Nacional cm tornodo veto presidencial à lei n.° 23, de 51, contraa qual falaram nada menos áe oito oradores.

O DISCURSOE' o seguinte o discurso do

sr. Osvaldo Orico:— Sr. presidente, srs. congres.sistas, entramos na razão dosvetos, e dos vetos perigosos.

O ato do sr. presidente daRepublica, vetando a Lei n.23, de 1951, tem, pelo que severifica na tempestt.de do am-biente e na agitação dos de-bates...

O SR. FELIX VALOIS —No civismo das manifestações.

O SR. OSVALDO ORICO —...o condão, de qualquer ma-neira salutar, de operar o mo-vlmento que se verifica no Par-lamento a que temos a honrade pertencer.

O SR. FELIX VALOIS - Seo nobre colega me permitir,direi que nas longínquas re-giões dos Territórios, se apro-vado este veto, não haverá en-sino secundário, pois não temosainda professores formados porescolas de Filosofia. Ali lecio-nam médicos, bacharéis, enge-nheiros e militares que lá vãoter, á serviço de outros en-cargos.

O SR. OSVALDO ORICO —V. excia. labora em equivoco.Farei um pouco de historia,

nõmico tem redundado num í não a das "mil e uma noites",absoluto fracasso, por ineficá-1 mas do projeto e do veto, para

Defendendo o Teto, falaram apenas o prof.Mauricio Joppert e o acadêmico Osvaldo Ori-co, cujo discurso provocou forte manifestaçãode aplauso das galerias, repletas dc estudan-tes. Ei-lo:

elemento inútil neste assunto, eV. Excia. tem o exemplo vivono oaís que ofereceu, se não emprofundidade, mas em superfi-cie, o maior campo de culturano momento — Os Estados Uni-dos. Não atribuo às Universi-dades americanas a profundida-de que já alcançaram as velhase gloriosas Universidades euro-oéias, mas, em suoerficie, ne-nhum país do mundo pode ofe-recer educarão em. maior nu-mero como oferecem hoje os Es-tados Unidos. Pergunto: existelá um Ministério de Educação?Responda V. Excia.!

O SR. OSVALDO ORICO —

cia e incapacidade dos métodose dos homens. Além disso, osünus cada vez maiores para oEstado, em conseqüência de atosdemagógigos irrefletidos e anti-patrióticos dos responsáveispelos nossos destinos nas esfe-ras governamentais, inclusive opoder legislativo culminandocom o gigantismo burocráticoagravado pela proliferação deautarquias compondo no seuconjunto uma entidade teratoló-pica que absorve 55 por centoda produção nacional, em detri-mento dos que trabalham e pro-duzem em todo setores da ati-vidade das obras públicas, numpais novo onde tudo está porfazer, das atividades produtivas,comprometendo a produção quemal dá para o nosso consumo,constituindo o primeiro fator e omais importante de todos doatual encarecimento da vida.Acrescente-se a isso o apetitedos tubarões, estimulados peladesonestidade reinante, e temosuma definição do quadro demisérias o agitações que amea-çam o pais".

AGRAVA O PROBLEMAConcluindo afirmou ainda o

si*. Juvenal Sayon: O caso daComissão Federal de Abasteci-mento e Preços que estreou pés-simamente em São Paulo no se-tor da carne, é um exemplo ti-pico do que acabamos de afir-mar, pois a entidade que se pro-põe a resolver as necessidadeda nação concorre na sua pri-meira intevenção nesta capi-1tal para agravar o problema dadistribuição daquele alimentoessencial, i

que v. excia. verifique que estaê uma tempestade em copo da-gua.

O SR. FELIX VALOIS — Onobre deputado Osvaldo Orlooé nosso mestre. Vamos ouvi-lo.

O SR. OSVALDO ORICO -Examinimos as origens destedebate.

O SR. RAUL PILA — V.excia. definiu bem a questão:tempestade errv copo dágua Por-que nunca, nunca essa propo-sição poderia ter sido vetada.As razões contra elas invocadassão inexistentes.

O SR. OSVALDO ORICO —Sou o primeiro a lamentar.

O SR. FELIX VALOIS —Permite-me v. excia. mais umaparte ?

O SR. OSVALDO ORICO —Assim v. excia. me está toman-do todo o tempo. Até agora nãome desviei do mérito da mate-ria; v. excia. aguardará oue ofaça para chamar minha aten-çSo.

O SR. FELIX VALOIS — V.excia. é espírito brilhante edeputáó ilustre. Não deve ne-gar a um colsga a oportunida-de de colaborar.

O SR. OSVALDO ORICO -Mas. se der todas as oportunl-dades ficarei sem uma so.

O SR. FELIX VALOIS — Nãoas tomarei todas. Desejo ape-nas uma. Quero dizer que ne-nhum de nós aqui está comba-tendo o presidente da Repu-blica. S. excia., provavelmente,foi mal aconselhado, mal orien.tado pelos que tinham obriga-ção de informá-lo bem.

O SR. OSVALDO ORICO —Oxalá, sr. deputado Felix Valoi.s

CARTA DO SINDICATORAL DO ESTADO DO RIO

Sobre a nota que publicamosna nossa edição do dia 27 domês passado e em que eram da-das como sendo comunistas adireção e os fins visados peloSindicato dos Empregados Ru-rais do Rio de Janeiro, recebe-mos uma carta do secretario dalelerida entidade, em que omesmo procura contestar as in-formações divulgadas. Apesardas assertivas do missivista, quepretende demonstrar fins de de»tesa da massa rural pelo refe-lido órgão, nota-se a sua pre-ocupação de atacar fazendeirose elementos estrangeiros que mi-lilam na lavoura, taxando-os deexploradores e gringos, que tudovêm fazendo para asfixlaT oslavradores, tirando-lhes quais-quer possibilidades de manuten-ção.

AMIGOS DO GOVfRNODepois de falar sobre as con-

dições das massas rurais n aesuas necessidades, *o, missivistareitera que o programa que vembendo executado pelo Sindicatoestá de acordo eom o plano dereforma agrária que o Governopretende executar c, asseguraque a direção dao.uele órgão éconstituída de hótaens probos,ami-ros do Governo e das auto-ridades constituídas do Pais. Êo caso das autoridades ílumi-nenses c do Ministério do Tra-balho procederem uma investi-pação sobre as atividades dogrupo dirigente >lo Sindicato dos

Empregados Rurais do Estadodo Rio de Janeiro, tendo emvista apurar a verdade sobreos seus propósitos. Além domais, embora falando de sin-dicato, o secretário Azevedo rc-fere-se à organização sindical,o que certamente deveria esca-par à competência do órgão emque milita.

ASSISTÊNCIA SOCIALO pagamento da mensalidade

de 20 cruzeiros que o Sindicatocobra dos lavradores, acentua osr. José Azevedo, serve paraampliar o seu campo de assis-tência social aos mesmos, pos-sibilitanao a comecção de bn-letins que são distribuídos nomeio rural e que divulgam o no-ticiário de maior interesse pari»o homem do campo. Alega queo Sindicato não dispõe de ou-tros meios de divulgação paraatender às necessidades de seusassociados. Mas, esquecendo opapel que cabe ao sindicato, e6Ua limitação de atribuições, omissivista fala na necessidadede "incrementação de uma obratranscendental e oportuna comoé a Sindicalização da classe dostrabalhadores rurais, previstaem Lei". Será que o Sindicatodos Empregados Rurais do Es-tado do Rio de Janeiro tem oulhe delegaram competência paraincrementar a slndicalização en-tre a massa rural conforme pen-sa o secretário Jo- SalvadorBastos de Azevedo V

oxalá vv. excias. estivessemcombatendo o presidente da Re-publica ! Mas o que vv. excias.estão combatendo neste mo-mento são os interesses supe-riores da cultura brasileira(apoiados e protestos; aplau-sos), os interesses superiores —repito — da cultura brasileirae a organização do ensino su-perior de'letras do Brasil, amea-çados pela incompreensão dealguns e pela intolerância demuitos.

O SR. VIEIRA LINS — Tan-to não somos contrários a isso,que v.' excia.. uma das grandesculturas desta Casa, não teveprofessor formado em Filoso-fia, porque não os havia noseu tempo.

O SR. OSVALDO ORICO -Sou autodidata, como v. exciae quase todos os da nossa ge-ração. Mas não é pelo fatode ser autodidata que não re-conheça os inúmeros inconve-nientes do ensino em que meformei. Justamente porque osreconheço é que me bato pelaorganização da cátedra no sen-tido de se proporcionar à mo-cidade brasileira a educaçãoque ela merece, o grau de eul-tura compatível com a etapa aque chegamos na evolução- denosso processo histórico.

O SR. RAUL PILA — Nin-guem está combatendo isso.

O SR. ALIOMAR BALEEIRO— Permite o orador um apar-te?

O SR. OSVALDO ORICO —Pois não.

O SR. ALIOMAR BALEEI-RO — O caso pessoal de V.Excia. é um desmentido irre-torquivul à tese que está sus-tentando. V. Excia. se contes-sa auto-didata e podemos pro-clamá-lo um espirito que honraa cultura brasileira. Esse auto-didatismo, esse ensino com to-dos os defeitos que sabemos enão escondemos, pode despertaruma vocação e abrir brilhantediretriz para um jovem comoV. Excia.. (Multo bem. Pai-mas). E' o que desejamos noBrasil. Se pudéssemos, forma-riamos um milhão de professo-res, importaríamos, como fazemos Estados Unidos, os melhoresmestres. Mão o podemos en-tretanto, e faz-se mister come-çar. Pergunto — Como inicia-ram as grandes universidadesde que se orgulham os paísesdianteiros da civilização? Comocomeçaram Oxford, Cambridge,as Universidades de Paris e deMontpellier e todas as demais?Foi com um frade a ensinar.teo-logia. Depois ,o tempo os aper-feiçoou. Pois bem; somentepercorrendo êsse caminho cria-remos uma cultura no Brasil.(Palmas). Por enquanto, so-mente lá chegaremos atraves daporta do auto-didatismo. (Pai-

| bias).O SR. OSVALDO ORICO —

Agradeço as generosas expres-soes de V. Excia., mas sou oprimeiro a reconhecer minhasdeficiências na matéria e, justa-mente, por ter a coragem de re-conhecer as lacunas de minhaformação, de minha^ preparaçãouniversitária, bató"-me, destatribuna, por um ensino capaz deatender às conveniências damaioria, de dar às gerações aque r.ão tive a dita de pertencera faculdade de poder .-sobrele-var-se às falhas de ,uma épocaque não conheceu as influênciasda pedagogia e da técnica e afir-mar-se pela orientação racionaldo ensino, garantida a escalagradual de seus valores. V.Excia. tem razão quando apon-ta o exemplo de certas universi-dades; mas V. Excia. que dizque começaram humildemente,que se organizaram em condi-ções modestas ou precárias, de-via atentar em que o poder pu-blico íoi fator preponderante aque alcançassem a etaoa a quechegaram, justamente facilitan-do aos estudantes e' facilitandoao magistério os elementos quecriam a disciplina indispensávelà cultura que pretendemos fir-mar.

O SR. ALIOMAR BALEEIRO— A argumentação de V. Excia.é contestada pela negação doque V. Excia. está afirmando.Não foi o Estado, de modo ai-gum, aue criou as Universida-des. Toda Universidade — euque sou insuspeito, que me con-fesso agnóstico — começou . àsombra da Igreja, ã sombra deum padre. E' o caso da Uni-versidade de Paris, é o caso detodas as grandes Universidadesque tiveram seu inicio na IdadeMédia. De onde vem o nomeuniversidade? De "universitas".de acordo com o espirito cor-porativista da época. Agora,meu nobre Deputado o Estado

Não. iO SR. ALIOMAR BM-LEIRO

Existem lá. autoridades pu-blicas nadronizando o ensino?Responda!

O SR. OSVALDO ORICO —Responderei, mas V. Excia.tem que ptentar, sobretudo, pa-ra o esnirito que distancia a nr-ganização das Universidadesamericanas Ho das organizaçõeseurooéias. V. Excia. nue-_ queeu resoonda a "ma questão, eeu peco què V. Excia. resn^ndaa nutra:" pode atestar eme asUniversidades eurooéias não ti-veram assistência do Estado? -

O SR. ALIOMAR BALLEIROTodos sabemos nue ha, na

Eurori", como em tod" o mundo,na Ásia. na África, lá tambemexistem Universidades...

O SR. OSVALDO ORICO —A capacidade da iniciativa pri-vada nos Estados Unidos é fe-nômeno peculiar à civilizaçãoamericana. E' uma conseauên-cia da força do caoital esten-dendo-se em anlicações filantró-picas f culturais.

O SR. ALIOMAR BALEEIROV. Excia. de certo viu na

Itália estabelecimentos de altacultura à sombra de uma Um-versidade francesa, um" Escolade Belas Artes de Florenramantida Dor uma Universidadede Grenoble. como terá visto emRoma, na Grécia e por todaparte.

O SR. OSVALDO ORICO —

Muitas delas subvencionadas,até, por organizações america-nas. , • .

O sr. Aliomar Baleeiro —A própria Universidade de SaoPaulo tem. em algumas de suasescolas, se não me engano ade Filosofia, uma correspondén-cia, uma entrosagem com a Uni-versidade francesa.

O SR. OSVALDO ORICO —Mas não queira V. Excia. sub-meter o nosso processo de evo-lução aos moldes de outros pai-ses e de outras civilizações. Aorganização americana tem seusfenômenos; têm seus fenômenosas organizações européias. De-vemos criar a nossa organiza-ção.

O Sr. Artur Santos — NoBrasil, temos o ensino oficial,a organização oficial.

O SR. OSVALDO ORIÓO —V. Excia confirma o meu pontode vista.

O Sr. Artur Santos — Naopodemos estar argumentandoem termos americanos e euro-oeus; temos de estudar a quês-tão em termos brasileiros.

O SR. OSVALDO ORICO —Esta, também, - minha ooinião.Por isto, Dedi a atençãodo no-bre deputado Aliomar Baleeiro,realmente um dos espíritos maispreclaros desta Assembléia, pa-ra os moldes em que foram or-ganizadas as Univer sidadesamericanas e para os moldes.em que foram organizadas asUniversidades européias. Nestepartieular. pouco temos de co-mum, com uma ou outra coisa.Nada temos com as duas sobo ponto de vista da dependên-cia ou do simlle. Temos apenascom a organização. Devemos re-ceber aquilo que é salutar,aquilo que é conveniente, útilc produtivo, da iniciativa da-,Universidades americanas, semesauecer as velhas Trões dacultura européia, que aleitou aformação de nossos primeirosestadistas, dos fundadoro*; daNaçãc com o nosso espirito debrasilidade. Com a nossa au-todireção, com a nossa capaci-dade de autonomia, é que asnossas Universidades devempreparar as futuras geraçõesbrasileiras.

O Sr. Félix Valois — Em Be-lém do Pará. o Estado que V.Excia reoresenta nestfl Casa.a Faculdade de Filosofia emque situação ficará com a apro-varão desse veto?

O Sr. Baleeiro — Fala-se,aqui, na realidade brasileira.

versações com proceres políticos,inclusive com o sr. José Maria •Alkimim, nesse sentido, .e queesses entendimentos tinham en-contrado ressonância em deter-minada ala do PSD e da UDN.

Entretanto, ouvido pela lm-prensa local, declarou o sr. Pe-dro Aleixo:"Não tenho tido relações decaráter político com quem querque seja. Os. casos politicos 11-gados a Minas e de interesse daUDN, devem ser tratt>dos com useu presidente em nosso Esta-do, ou seja o professor JoãoFranzend e Lima.

DEIXOU EM PÉSSIMA SI-TUAÇÃO OS CORRELIGIO-

NÁRIOSMACEIÓ, 9 (Asapress) — Está

marcada para amanhã uma re-união do PSD, para estudar asituação criada com o rompi-menta do senador Ismar de Góiscom o governador. Prevê-se queserá discutida a conduta a serseguida pelo PSD, em face des-ca líeclsâo, acreditando-se quea sessão será agitada, pois mui-tos pessedistas sâo contra orompimento. Além disso, outrosdesfrutam de boa situação nogoverno e náo pretenaem. per-*L§-la, estando entre estes oatual Secretario da Fazenda, sr.José Maria de Melo, e o super-intendente da administração doPorto.

O rompimento do senador is-mar de Góis veio colocar os seuscorreligionários em péssima si-tuação; correndo nos círculospolíticos que pequeno será o nu-mero dos que o acompanharão.CONTINUARA A FRENTE DA

PASTA DO TRABALHOCURITIBA, 9 (Asapress —

Em nota oficial, o PTB confir-mou que o sr. Abilon Souza Ne-ves, Secretário do Trabalho, tia-via solicitado exoneração. O as-sunto foi debatido pela Comis-são Diretora, que resolveu con-tinuasse o referido titular âfrente de sua pasta, atendenaoassim às ponderações do gover-nador.

PORTO ALEGRE, 9 (Asa-press) — Realizou-se no Pala-cio do Governo demorada con-ferência de caráter político eu-tre o sr. Egidio Michalenseii,atual presidente do DiretórioEstadual, do PTB, e o governa-dor Ernesto Dorneles.

Sabe-se que nesse encontrofoi discutida a propalada réfor-ma do Secretariado gaúcho.

"O governo já tem maioria"

O PR do Distrito Des-ligou-se da Coligação

O Partido Republicano, seçãodu Distrito Federal, rompeucom a coligação partidária for-mada na Câmara Municipal pa-ra combater a politica do pre-feito João Carlos Vital, coliga-ção que, de resto, já apoia os•¦¦tos do governador da cidade.

A Comissão encarregada pelaAssociação dos Usineiros jáconcluiu a redação de um me-morial que reúne o ponto dcvista dos usineiros sobre o pro-blema, o que será entregue aopresidente da República.

Os usineiros paulistas se rebe-laram contra a decisão do I.A.A.de cobrar uma sôbre-taxa. Se-gundo os mesmos, o produtorserá beneficiado com apenas ..CrS 0,31 por quilo dc açúcar, en-quanto que o consumir teria oproduto acrescido de CrS 1,30por quilo. Resolveram por issoos usineiros nâo cumprir a de-terminação do Instituto, contraa qual impetraram mandado desegurança.DECLARAÇÕES DO SR, GI-

LENO DE CARLISobre sua entrevista com o

presidente da República, o sr.

CIENTISTA DOS ESTADOS UNIDOS FALASOBRE PROBLEMAS DA AMAZÔNIA

O SETOR ALIMENTAR É COMPLEXO— CINCO ANOS DE TRABALHO

O importante problema ali-mentar da Amazônia, na opiniãodo Professor Robert S. Harris,deve ser encarado em cinco as-pectos diferentes: determinar acomposição de todos os alimen-tos vegetais e animais da re-gião; determinar a composiçãodas dietas alimentares usadas ipela população; o estado nutri-tivo da população (por examesmédicos); educar os agriculto-res a fim de se conseguir me-lhor produção de alimentos me-nos dispendiosos e mais nutriti-vos.

ESPECIALISTAO professor Robert S. Harris

é técnico em nutrição e foi, es-pecialmente, convidado pela Co-missão Nacional de Alimentaçãopara colaborar no plano de ati-vidades sobre o sério problemaalimentar da Amazônia.

Sua experiência adquirida nos.nuitos anos de atividades noseu pais (Estados Unidos) e emoutros da costa do Pacífico seráempregada em combinação coma de técnicos do Instituto deNutrição da U. B. e do ServiçoEspecial de Saúde Pública.

PONTO DE PARTIDA, Considera o sr. Robert Har-ris da maior importância a exe-cüçãd do projeto da região. Nãosó porque a solução do probie-ma implicará em vantagens re-gionais e consequentemente na-cionais, como. também, pelo ía-to de que uma experiência vito-ríosa na Amazônia poderá ser 6ponto de paftida para a solução

de iguais problemas em áreassemelhantes da faixa tropical.nomundo inteiro.

A execução de um plano detal envergadura, observou ocientista norte-americano, noseu primeiro contacto com téc-nicos brasileiros, exigirá, alémde uma equipe de botânicos,educadores, sanitaristas. gei.?.-sistas, químicos, médicos e ou-tros especialistas, cinco anos uetrabalho, no mínimo.

Os órgãos interessados naquestão vão apressar a elabo-ração do projeto para que pos-sam executá-lo, dentro de brevetempo.

Gileno dc Carli. oraidenta doI.A.A., falando à imprensa, de-clarou:

"Realmente esteve ontem como presidente Getulio Vargas, fa-zendo um relatório verbal datodas as ocorrências do» setoreconômico sob minha responsa-bilidade. Inclusive obordei, emtodos os detalhes, a questão sus-citada pela nova política açu-careira".

E qual a orientação que V.Excia. vai tomar?

"Reafirmo o que tive opor-tunidade de dizer à ilustre co-missão de usineiros de São Pau-lo: a política de preço único nãoserá modificada, em sua essen-cia. E' legal e moral. O que nãose pode mais admitir é o usinei-ro sulista se valer do ônus dofrete do Norte para o Sul, para'teorporá-lo aos seus lucros.Como a boa causa está com oI.A.A.. que, inclusive, tem re-cebido significativos aplausos dehomens das classes conservado-ras de São Paulo, julgando ab-solutamente certa a políticaatual desta autarquia, o I.A.A.imoerturbavelmente adotará, emtodos os seus detalhes, a poli-tica de preço único".

E se os usineiros se insubor-dinarem contra a política depreco-único, e se negarem a de-positar o sôbre-preço?

"Não costumo fazer amea-ças. Prefiro a ação. Assim, agi**rei contra aqueles que num ges»to de egoísmo, de individualis-mo, de exagerado sentimento delucro preferirem abraçar* acausa ingrata, pretendendo fl-car com uma parte, hoje consi-derada ilegítima, do preço que.o consumidor está pagando".

TRANSPORTADOS PELO OLEODUTOOS COMBUSTÍVEIS PARA SÂO PAULO

O oleoduto Santos-Sâo Pauloiniciou nova etapa nos trans-portes especializados de combus-tíveis líquidos com a remessada Ilha Barnabé para o Ter-minai de Utinga, da primeirapartida de 3 milhões de litrosde óleo diesel destinado ao con-sumo do Estado de São Paulo.A entrega dessa partida foi rea-lizada em vagões da E. F. San-tos a Jundiaí, que a conduziuaté as instalações das Compa-nhias de Petróleo que operamnaquela região. O novo combus-tivèl está sendo transportadopela mesma tubulação de gasò-

lina, na distância de quase 40quilômetros existentes entreCuba tão e Utinga.

O transporte de gasolina eóleo diesel destinado a S. Pau-lo e regiões vizinhas será feitode agora em diante pelo refe-rido oleoduto, em substituiçãoàs estradas de ferro e de roda-gem que ligam Santos ao Pia-nalto, acabanoo com um trans-porte caro e possibilitando queessas estradas venham a trans- -portar mercadorias mais apro-prladas a êsies sistemas detransoorte.

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M|^ fei vendida!] J|

^j ^^^ 4 luxuosa sapatarla da Ar. Rio Branco, 1*5^^ jfím \

hhíIrealiza

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para liquidar rapidamenteo seu estoque de calçadospara homens, senhoras e criançaspor preços realmente baixos

pode ser posto à parte como (Conclui na 9.* pígina;

Milord cederá lugar a uma nova casa

dm calçados que continuará a manter o

prestigio que eío alcançou e que a do**

foro doi mais selecionadas criações.

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AVENIDA RIO BRANCO, 145

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fiiaf»:»âtfeilANO XXV RIO DE JANEIRO, DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO DE 1952 N.° 7244

As ReformasConstitucionais

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CRESCEM

os rumores de reforma'da Constituição e por mais que oslíderes do governo se esforcem

para desmenti-los, ninguém lhesestá dando crédito. Há, desse modo,a expectativa de um conserto oficialna 5,a Carta Política do país, e 4.* daRepública. E a essa altura já não e:mais causando espanto a sucessão

Ü TLoAâjCíÜpinlão

O Barão do Rio Branco

NO dia de hoje, em 1912, o Brasil perdia

um dos seus maiores filhos: o Barãodo Rio Branco '— José Maria da Silva

Paranhos. Filho do Visconde do Rio Bran-

co, eminente estadista do Império, o barão,

em toda a sua vida pública, honrou o nome

e a glória do pai. .... u ^.tvi Lt. ,„,_„_,.„ „,, .,„_,_,

^ã^MÒAm^^èospm^ Foi fai,S ^usando

espanto a sucessão dq

deputado geral pela Província de Mato tantas Constituições para governar um

Grosso em duas legislaturas. só pais, mas a forma por que elas se

A glória imortal de Rio Branco, entretan- vêm sucedendo e consertando, sobretu-

to, se fixou no terreno da diplomacia. Ad- do nos últimos vinte anos. Na realida-vogando a causa do Brasil, na questão de ^ ate antes desse período, a simpleslimites com a República Argentina, obteve revisã0 •

constitucional era coisa muitoum triunfo formidável que se consubstan- , .ciou no laudo do Presidente Cleveland, dos aW?.;

- _

Estados Unidos. Outra vitória conseguida A Constituição de 1824 vigorou clu-

pelo Barão do Rio Branco foi o reconheci- rante sessenta e cinco anos com dois

mento dos direitos do Brasil na pendência adendos inevitáveis, o Ato Adicional dede limites com a Guiana Francesa, da qual lg34 e a «Lei interpretativa" de 1840.íoi árbitro o Presidente da Suiça. yeio a República e, dentro do primei-

Esses êxitos indicaram o nome do Barão decênio de novo regime, começaram

do Rio Branco para nosso ministro das Re- pruridos reformistas. Basta

lações Exteriores. Exerceu esse posto des- a suigir prurmu. iciu_i „de 1002 até a data da sua morte. Durante lembrar a doutrinação de Alberto Toi-

a sua permanência na pasta, Rio Branco res que, por sinal, foi autor de um

foi um admirável defensor da integridade Projeto de Revisão Constitucional. Mas

territorial do Brasil, conquistando terras, a reforma somente ocorreu em 1926 esem exércitos, e ampliando êsse nosso pa- g^ 0 imperativo das novas condiçõestrimônio de maneira que a história consa- criacjas

pelo primeiro após-guerra.grSouSeteV^solveCr

a velha .questão do Assim, até àquela data, ou, melhor

Acre com a Bolivia, assinando em 17 de no- até 1930, os dois consertos constitucio-vembro de 1903 o Tratado de Petrópoliá. ... . • . A ™ «,-;_ a^ A^nnnc

A criação do _.• cardinalato sul-americano nais introduzidos em mais de cem anos

para o arcebispo do Rio de Janeiro, a ceie- de vida política tinham uma irrecusa-

DA BANCADA DE IMPRENSA

Sobre o Voto SecretoPedro Dantas

.Cronista rarlaraentar do O O

bração no Rio dc Janeiro da 3.a Conferên-cia Internacional Americana, a participaçãodo Brasil na Conferência de Haia, o trata-do de condomínio da Lagoa Mirim e do Ja-guarão, afirmando à República do Uruguaie ao mundo a perduração das generosas tra-

vel causa vinculada aos interesses do

Estado, e não de governantes. Não as-

sim, depois de 1930. Daqui em diante

é que se tornou' praxe tornar a Consti-

Na segunda parte do seu voto divergente,do parecer Balbino, sobre o projeto de resolução,do sr. Arruda Câmara, tendente a assegurar adeliberarão sobre o projeto Nelson Carneiro(novo caso de anulação de casamento) pelovoto secreto, medida requerida pelo terço da to-talidade dos membros da Câmara — o sr. Nes-tor Duarte sustenta o ponto de vista que nosparece mais acertado e consentâneo com a f 1-nalidade da votação secreta, nos termos em quea admitiu o legislador constituinte, como resulta evidente da Constituição.

UTILIDADE DO VOTO SECRETOEm contrário, tem-se argumentado com o dever

de votar âs claras, implícito no mandato popular, não.só porque claras devem ser as atitudes dos homens pú-blicos, mas também porque o povo deve conhecer asopiniões dos seus representantes e o modo por que de-semperiham o mandato outorgado. Esse é, inclusive, ummeio de fiscalização de que dispõe o eleitor, para poder,eventualmente, retificar juizos e corrigir equívocos.

Tudo isso está certo, em princípio; mas o proble-ma do voto secreto é dos que.devem ser examinadoscom espirito realista e julgados pelo critério-da utili-dade, à luz antes da razão prática, ou melhor, das ra-zões.práticas. O voto secreto hão é o ideal, náo repre-senta a perfeição moral, não é um processo que empre-gue pela beleza, pela nobreza, pela virtude que nele setraduzam. Será, mesmo, o contrário de tudo isso: umaconfissão das fraquezas e das torpezas humanas; o rc-conhecimento de que o belo edificio democrático emque desejamos viver, somos forçados a construi-lo, dealto a baixo, com material ruim.

O eleitor precisa do voto secreto como defesa dasua liberdade de eonsciência, ameaçada ou seduzida.E o fato .de ser secreto o voto do eleitorado, se nãoanula, reduz bastante o seu direito de reclamar dos seusrepresentantes o voto a descoberto. O argumento deque o leitor precisa saber como vota o seu deputado,enfraquece,, por certo, ante a consideração de que odeputado não sabe a quem representa. A fiscalizaçãodo exercício do seu mandato há de realizar-se, pois, porintermédio do partido.

Além disso, a objeção ao voto secreto deve ser re-duzida a suas justas proporções: não se trata de op-tar entre um sistema e outro, para adoção exclusiva, e

sim de saber se, adotado o sistema da votaçãoá descoberto, simbólica ou nominal, será, en-tretanto, admissível, excepcionalmente, a vota-ção secreta, e cm que casos se justaficaria.

Ora, a Constituição, a própria Constituição,responde afirmativamente a essa questão: ad-mite e até mesmo Impõe o voto secreto, quandoparece necessário para assegurar a liberdadedo voto de consciência, eximindo os congressis-tas-a toda pressão de forças politicas, para queo Congresso possa deliberar no sentido que bomlhe pareça, e não para atender a injunções e

influências capazes, também, de ação repressiva. O casovisado e previsto é, naturalmente, o da pressão do Exe-cutlvo, que é mal crônico. Mas, e havendo outras hlpó-teses?

VÍCIOS DE MANIFESTAÇÃO DE VONTADELEGISLATIVA

. Não há dúvida que ao próprio Congresso deve ficar,o direito e a missão de reconhecer na conjuntura poli-tica os sinais evidentes de uma pressão possivel. E sem-

pre que essa pressão se apresente capaz de modificar o

quo seria o voto espontâneo das Câmaras, parece-nosque não se deve hesitar em resguardar a sinceridadedesse voto, através do processo secreto de emiti-lo.

O ideal seria que não houvesse pressão alguma,nunca: liem política, nem econômica, nem religiosa,nem publicitária. E, em segundo lugar, se houvesse, quenenhum representante da nação, em hipótese alguma,se deixasse influir e demover por elas. Infelizmente, po-rém, o regime é feito para ser executado por homensíaliveis, sensiveis (e quanto!) à voz dos interesses, às

promessas e ameaças, que vêm do Governo, mas vêmigualmente de grupos sociais poderosos e ativos, comoos que o sr. Nestor Duarte aponta: o religioso, o dosinteresses estaduais, o dos servidores públicos,.o da im-

prensa, o da extrema esquerda, o das classes militares.

Qualquer deles pode modificar o resultado de umavotação, deturpando, pois, o que seria o voto de cons-ciência do Congresso. Essa deturpação, que vicia a ela-boração legislativa, deve ser evitada. Para êsse fim —

pensamos com o sr. Nestor Duarte — justifica-se o

voto secreto, por mais antipático, em principio, que nps

possa pare;*..

dições da politica brasileira no Continente, tuica0 pendente da vontade oficial. Oremataram a glória desse brasileiro, quenão quis ser Presidente da República, nemdeixou que seu nome íôsse objeto de qual-quer cogitação.

Rui Barbosa chamou-o de "nume tutelarda nacionalidade" e êle foi, realmente, êsseprotetor da pátria brasileira, que reverenciaa sua memória como a de um autêntico ci-dadão do mundo.

novo método custou, até 1946, três

Constituições, além de algumas revolu-

ções fracassadas, porém incômodas ao

país.É essa forma de consertar e eliminar

Constituições que agora está causando

Çwkm tw ãtecutes ds JodoÂ

kmbar CimentoComo ê do conhecimento ge-

i _ _,.„_- ral exlslem"düás espécies ciemaior espanto, e temor, cio que a suces- àmbar, um

'cinzento de grande

são delas. Por isso, quanto mais ênfase valor, e outro, o âmbar amarelo. ,. de menor. Este último é pro-

oficial existe nos desmentidos anti-re- veniente da rcsina de certasconíferas que existiram em èuo-

especialmente polvos que pos-suem na boca uma espécie debico córneo, este, segundo as hi-

A Desgraça do Nordestt

RETORNAM ao noticiário dos jornais as

alarmantes comunicações telegráficas,.'."'Vindas do Nordeste, sobre a situação formistas, tanto mais cresce o ce^ticis

criada pelas secas. Quando tudo já parecia ' . , . ,.,al cas ¦passádaà,.^eiid.o portanto um poises de muitos pesquisadores,mais ou menos normalizado, com as pro- mo quanto a duradoura incolumiüaüe composto-;orgânico de origem vai tomar um processo

, vidências tomadas pelo governo federal, as da Carta de 18 de setembro de 1946. fossil» e .empregado-qomumente reacional i,o estômago do caelm-.„,„„„.;._ „,,„

Dn__ „_,____¦, ¦» como ardono ou em mstrumen- lote, com a formação de uma

novao miormaçoes que nos .negam apie- _, . reforma, segundo tos-primitivos para demonstrar substância que após sofrer umasentam os íatos com um caráter muito mais &$$£ %;-\ ¦r.An' 1 nra a eletricidade estática'Cientifí- serie de modificações será oserio, exigindo medidas urgentíssimas dos a expectativa, esta de acordo com a pra- camcn\e tem p0líêm-mil grancle âmbar .inzsnto. -

Normalmente, por vários pro-cessos de defesa, no estômagodo animal forma uma massa que

O que ocasiona a formação do apanha do âmbar em pequenas mite caracterizar o âmbar ê »âmbar cinzento no tubo gastro- bolas que toram eliminadas nor- presença da ambreina. As pro-intestinal do cachalote é o seu malmente ou as grandes massas vas físicas dâo bons inícios,tipo de alimentação. Comendo formadas no estômago e que são principalmente o seu odor que é scu efeito. Nada apurou, puni

Se0i_:...QUE o ator Daniel Gelln.

o mesníe que levou um mtirríe correu de Jacinto de Thor-me«, no festival de Punta dtlEste, foi reconhecido ao en-trar na "boite" "Oásis", em «5oPaulo, e ardorosamente vala.do...

»*»...QUE estavam presentes n»referida "boite" e participaramda referida vala flqurai esnhe-cldas da sociedade brasileira,Inclusive um membro da fa-milla real...

«•*

. .QUE-a prepãslto ainda doIncidente de Jacinto de Thor.mes com o dito Gelln, o atorcinematográfico brasileiro Lew.joy disse ao cronista social dei-ta folha: "Você, Jacinto, meestragou o prazer de vêr fil.mes do Gelln; ele í um bomator, mas não poderei vê-lomal* sem me lembrar de Gellncorr<"ndo de você em Punta deiEste.'...

Ü Opinião

Um leitor viu, na rua do Acrecaminhões da CCPL descarre-gando latas de manteiga paraos armazéns ali instalados. Ime-d._tamer.te comunicou o fato -redação, alegando que' o pro-duto est&va sendo entregue aos' "tubarões". Fomos ao localaveriguar o aviso. E realmen-te, em parte, o fato se confir-mou. Os caminhões de números7-81-52 e 60-62-13 descarrega-vam três. mil latas de mantei-ga para a firma Grillo, Paz tzCia. ali estabelecida. Mas setratava dc um fato normal, semhaver nenhuma irregularidadea ser mostrada. Uma operaçãolegal, realizada com a partici-

. pação da CCPL; nada mais.IMPRENSA NACIONAL

Na Imprensa Nacional tam-bém existem inquéritos, visan-du, como os outros, denegrir a"administração passada". Umafraqueza do atual diretor dainstituição, sr. Brito Pereira, le-vado pela tentação que, tam»bém, vitimou outros adminis-tradores.

Um desses inquéritos da Im-prensa Nacional — informa oleito desta seção — depôs op:oprio diretor. Nas conclusõese, portanto, na hora de aourara justiça e punir os culpados, osr. Brito Pereira relegou a pia-nn secundário suas própriasafirmações isto è, seu própriodepoimento, dando o dito pornao dito.

O inquérito»; contudo, surtiu

poderes públicosSegundo telegramas da capital cearense,

milhares de flagelados ameaçam saquear ocomércio de várias cidades do interior doEstado, entre e'las Tauá, Pedra Branca e Sa-boeiro.

xe. Na realidade, não se pode alegar > valor uma vez. que são verdadei-,. ros relicários de fósseis, princi-

que, no momento, se torne imperativa palmente de insetos que vi-

a reforma constitucional. Nenhuma nham atraídos pela resina, fi-... cando presos e conservados até

razão interna ou externa a 3ustmca. 0s nossos diaôv1

libertadas pela morte do seuportador. Estas são mais encon-iradas nas praias das ilhas dooceano Pacifico ou ao sabor domar.

O âmbar necessita ficar umlongo período exposto à águamarinha, ao sol e ao ar para to-mar as propriedades úteis à ln-«ustria de perfumes. Quandoesta bem curtido toma uma coresoranquiçada e o cheiro sui-generis o caracteriza. Este ama-

envolve os bicos córneos dos poi- uurectmento é multo importante,vos e desta maneira são eliml- tanto que o âmbar retirado donados pelo tubo intestinal sem intestino dos cachalotes mortos

típico. Para tal toma-se uma ções não foram baixadas, a Jus-uerjuena quantidade dei material tiça não se aplicou, simples

1743 - Nasce em Ita_oralFrancisco Solano.

Para maior gravidade dessa situação de p0de pretextá-la, isso sim, o instinto o âmbar cinzento _ de origem causar dano ao catáceo. Estas para a extração de óleo tem quel___ta __ -1 _. <a.ü __ __,_._ — __.-.__ l_.1t •** -t 1 . .1 _ _____ __._. •—. — _._. _1 — _.-_1._.J._L _* __I_^ _. J .^..í/" J _. — i >>¦,***_ _ «i i». a_i<_4* ílni-nnf a Innwn +nm .miséria e de fome, o governo idispensara animal,' tendo sido muito cn- massas de substância cdorificasmiséria e cie íome, o governo >uispensara - ,.,. nartp rios animai»

inúmeros trabalhadores das obras federais, de conservação política por pai ie u. contrado nas costas brasileiras, não possuem mais do que 200 aque se acham, no momento, paralisadas. Os que estão sujeitos ao regime de rotação principalmente no seu primeiro 700 gramas. As vezes forma-sesertanejos nordestinos estão premidos pela . gora não se confor-

sécul° de existência aP°s ° aes" um Process° inflamatório no es-íome. Não são bandidos nem salteadores üe g°vernos > & i

que estão ameaçando de saque o comércio, mam com isso.São infelizes que não têm o que comer e que 1^proclamam principio muito humano: o di- J)oÍS PeSOS C UllCÍSt

Medidas» Na Coréia3, Guilherme de Aragão

reito de viver.Jamais justificaríamos a violência daa

multidões alucinadas. Mas, no caso presen-te, não se trata de um movimento de revi-de contra a alta de preços ou contra a ga-nància de exploradores. O quadro é muitodiferente. São milhares de criaturas como estômago vazio, sem ver esperanças de nês, segundo a qual os exércitos comunistas renciando-sc da baleia, seu pa-

apóscobrimento, e ó utilizado comofixador dos mais finos perfu-mes. Este emprego do âmbaré muito antigo, pois existem re-íerencias ao seu uso antes aaera cristã.

O âmbar cinzento provem docachalote, o Physeter' maeroce-plialus, que é também o grandeprodutor do espermacetc. O ca-

um remédio imediato.

O Combate ao Câncer

j^ LUTA contra o câncer, no Brasil, naopode, não deve parar. A história me-

processotômago e os bicos corneos com oenvólucro protetor não sáo eü-minados para o intestino, íor-mando-se então grandes massasde âmbar que vai ficando retidona cavidade estomacal até quepela morte natural ou acidentaldo animal o âmbar é libertadono meio liquedo. Nestes casos opeso das massas pode attinglr100 quilos.

Assim o homem se abastecede âmbar cinzento de duas ma-

estão preparando um golpe mortal para as rente mais próximo, por possuir neiras, uma quando os caçado-

permanecer durante longo tsnvpo em tanques especiais paraque haja as transformações dassuas propriedades.

Uma das grandes dificuldadesno àmbar c a sua identificaçãode moao a que náo surjam dü-vidas se realmente se trata da

e faz-se uma incineração emum fio de metal.

Atualmente a indústria perfu-mista está tentando resolver oproblema da obtenção de mate-tÍB-prima proveniente do âm-l;ár: através da síntese de subs-táncias que se encontram na suacomposição. Várias tentativasjâ foram feitas no sentido de sts Ántòplo Tauiiayobter sinteticamente a ambei-na, mas até agora as exporiên-c:as realizadas foram em vão,tendo-se somente chegado a ai-guns derivados da ambreina quehão obtidos normalmente pelaoxidação da própria ambreina.

A teoria- moderna para expli-car o grande poder odorífico doâmbar cinzento é a oxidaçãolenta da ambreina,'dando óxl-dos voláteis e dotados das ca-racteristicas tão apreciadas pe-los conhecedores de perfumes.

mente, _ or que não havia cul-pados. Mas o efeito surgiu nainauietação geral aue tais in-queritos sempre deixam.

EFEMÉRIDES10 DE FEVEREIRO

frei

1755 — Nasce em Paris. Nicolau

tão cobiçada matéria-prima das Admitir-se ainda que esta oxida-ção se dá Revido à presença noàmbar de cobre que funcionacomo catalizador.

HA' dificuldade em conciliar o anüamen-

to das conversações da Coréia com a chã_oTe"'élãnrmlmtíerolq^':^.declaração do comando vermelho chi- ve nas águas temperada., dife-

íôrças da ONU. Mas já que os aliados sabem da ameaça, e estão-tomando as provi-dencias necessárias para enfrentá-la, me-lhor é focalizar, por ora, o otimismo mode-

lancólica de Napoleão Laureano deve ™á° ?ue.vf

1 d^ Pan Mun Jom. Otimismo,é certo, intercalado de duvidas e , descon-

dentes e se alimentar de animais de porte às vezes bastantedesenvolvido. O espermacete éretirado da cabeça, onde formauma espécie de bossa adiante doosso rrontal. O alimento preeli-leto destes mamífero, sàopolvos.

res dc cetáceos abatem estesanimais para extrair o óleo e oespermacete, retirando do intes-dústr.a estrativa e ocasional, aIas de âmbar, e nestes casos acoleta é um subproduto da caça-

oa da. A outra maneira é uma in-dustria estrativa 'e ocasional, a

industrias perfumlscas./ sslm t,em-se que considerar o

scu ;».specto externo que deve seresbranqulçado quando já curtidoou preto quando recem-elimina-do. Inicialmente tem um cheirode escremcnlo. adquirindo len-tamente o cheiro que lhe é pe-ciliar. Ao corte observa-se queas bolas sao formadas de cama-das concêntrlcas, sendo as cen-trais as mais escuras. Muitasvezes encontra-se no interiorfragmentos dos bico." dos molus-cos que foram lngerid-»s pelo ca-chalote,

O único melo químico rue per-

1853 — Morre em Minas GeraisMaria Dorotéa Joâqnina de Se»,xas, a Marilla de Dirceu, noiva.de Tomás Antonio Gonzaga.

1310 — Morre no Rio de Janei-ro Cândido Barata Ribeiro.

1812 — Morre na Rio de Janeire»o barão do Rio Branco, ministrodas Relações Exteriores.

3940 — Morre no Rio de Janei-ro o general Mo-elra Guimarães,escritor, deixando varias obraslobre assuntos militares, antr-wo-gráficos, sociológicos e doutv.As-rios, tendo aparecido depois do seufalecimento "A Grande Concepção'de Deus".

11 DE FEVEREIRO1618 — Morre no Maranhão Je-

ronimo de Albuquerque Mara-nhão.

1853 — Nasce em São P_ulo Mar-tin Francisco Ribeiro de Andrada(3").

1894 — As tropas revolucionaria!. .... _, impõem a Capitulação aos Lega.

A Assembléia Fluminense IlstMas ceVcados na cidade da La-pa, no Maranhão.

1917 — Morre em Petropolis Os-valdo Cruz, grande cientista derenome universal.

Sessão Preparatóriada A. Fluminense

voltará a se reunir amanhã emconvocação extraordinária, rea-lizando às 10 horas a sessão pre-para toria. A convocação, con-forme foi noticiada, resultou deum requerimento subscrito pordeputados do PTB e PSP e cn-tregue na ultima quarta-feiraao presidente Moacir Azevedo,pelo trabalhista Magalhães Cas-tro.

S. A. Diário CariocaAvenida Rio Branco n.« JJ

Sede própria

Vencer a Ignorância e a ParcialidadeJacques KAYSER

estar sempre viva diante dos nossos olhos,como uma advertência c um estimulo. Lu- IianÇas-tar contra o câncer é tomar parte numa A verdade é que os delegados vermelhosdas mais beneméritas campanhas de sal- dirigiram aos representantes aliados umavação pública dos nossos dias. proposta de espanto, de tão pacifista. Con-

Temos um Serviço Nacional do Câncer, tém a mesma uma sugestão no sentido de seSabe Deus as dificuldades com que luta es- realizar uma conferência politica entre ossa instituição para atender às suas íinall- governos interessados, visando a pacificação,dades, à falta de verba suficiente. Não não apenas da Coréia, mas também do res-bastante ter um Serviço. E' necessário apa- to do Extremo Oriente. E' claro que de ta- A Assembléia das Nações Unidas não dispõe de tempo ções. O que não será em países menos favorecidos? Pois arelha-lo convenientemente. manho pacifismo desconfiou o chefe da de- suficiente para discutir os problemas da informação do liberdade de informação, que se trata de defender numa

Ha, na Câmara, um projeto dc lei estlpu- legação americana, o vice-almirante Tur- moüo que desejavam grande número de delegações. Se bem época em que milhões de pessoas são informadas pró via ofi-lando a doação dc 100.000.000 de cruzei- ner Joy, sublinhando, de início, que pode que a questão figurasse na ordem do dia, foi dada priorida- ciai, não é completa se não fôr exata e isenta de comenta-ros para o combate ao câncer. Precisamos concordar com a conferência, mas não com de ao exame do projeto do Pacto dos Direitos do Homem de rios desnaturados. Esta ê a questão capital que as Naçõesde um hospital com capacidade e centros o intuito comunista de incluir naquela reu- que" o direito à informação é um dos aspectos particulares. Unidas têm de resolver no interesse da democracia è da paz:de pesquisas e laboratórios. Os nossos cs- nião assuntos não relacionados com a ques- Mas a ausência de debate não significa indiferença e é de qual c o modo de garantir a difusão de informações Verçta- secretaria .» 43-5539

pecialistas se debatem nas aperturas finan- tão coreana. De qualquer modo, a proposi- prever quo durante o ano será abordado o assunto perante deiras? De que modo é possivel aumentar o conhecimento Esportes 23-1473ceiras para realizar estudos sobre o terrível ção vermelha impressionou bem e ocorreu, o Conselho Econômico e Social como perante a 7.a sessão dos indivíduos, de estimularãojeu desejo^de ouvir, de lhe Rcporti:{sCni Po]jtica 23-4437mal.

Administração e RedaçãoDiretor Geral:

HORACIO DE CARVALHO JR.

Diretor Redator Chefe:DANTON JOBIM

Diretor Superintendente:3. B. MARTINS GUIMARÃES

TELEFONES:

Diietoi Geral 23-3763Diretor Redator Chefe ... 43-3014Diretor Superintendente .. 43-3930Gerencia 23-4613Redator Chefe Assistente 23-3239

Torna-se urgente que o Congresso apres-se a votação do projeto a que nos referimos.Trata-se realmente dc um assunto dc sal-vação pública. Que o admirável exemplo deLaureano ilumine os nossos congressistas,para que estes coloquem o projeto dos cemmilhões na frente dc muitos outros.

exatamente no momento em aue o general da Assembléia Geral. Numerosos estudos publicados ulti- permitir uma opinião em confronto com outras. Vai-se como. 1 _ __v_ r.r. «n.P a nm . ri-?. fpu mamente nos Estados Unidos permitirão nessa altura apre- certeza procurar demarcar a informação pura — que deve-Kicigway esiava piesenu; aum.i_«..., itu qs

textos instância nas Nações Unidas sob novos as- ria ser objetiva e espontaneamente semelhante em todosnioes plenárias das delegações. Dai o oti-m^o^ô^rãdoTLn-n_ificaram:se mesmo Pfctos. George H. Gallup, grande perito das opiniões pú- j»pages

~ separando-a dos comentários e da propaganda.""°'"u ^r--rr^-\,'

"~ _. . _

. blica-. __uhliPt.ii nn "Npw Ynfk Timpq Magazine" um estudu «ranae numero ae taras qc que suire a im»j.eiii»a e u 1,

os trabalhos relativos aos debates do ponto ^^S^^^^^^^S^^^^. desapareceria estas fontes de informação tivessemko _- tomói-in Ho no. o o. ..íihrnmissnPK mip du 1UtU ucu ° 5. gesuvo UlUlO. /vs sondagens revelam pei». „„,..„ A~ ,,.„,.<..„„>,. --„ii„ _,i_ _ _ir_r,iQ_ f«tn Ar, «-ii_ r_

número de taras dc que sofre a imprensa e o rádioo

5." do temario da paz, e as subcomissões queestão traçando planos para efetivar a per-muta de prisioneiros e a íiscalibação do ar-misticio já têm pronta a agenda de novasproposições, que se consideram decisivas.

gosas lacunas da nossa informação sobre questões de im-portancia vital".

Os exemplos que cita -são todos tirados de inquéritos íel-tos no seu pais. Infelizmente é muito possivel que se obti-vesseiti os mesmos resultados na maioria dos outros paises.

cuidado dc distinguir aquilo que é simples íato do que repre-senta a expressão de uma opinião.

Infelizmente, em periodo de "guerra fria", são práticaadiferentes que se desenvolvem... Russel F. Anderson con-

Ppnnnnnc PrnW__,.« t,._ i' •„ nronosicões oue se consideram decisivas LUS 1IU üc:u iJilli>' ""enzineiue e mui tu jju.-ivci qu. _c Vuu.- sidera, na "Saturday Review of Literature", que se o servi-l equenos Pioblemas InsoluvciS jgWÇJMFintèr_Shf âè dúvidas vcssem os mesmos «sultados na maioria dos outros países. 0 noticiário do estrangeiro não é o que deveria ser, a res-

PARECE existir, entre nós, incapacidade dSfi^c^SSSI \M_: a pro- GallUp

conslatMuc "o principal domínio da ignorância ponsabilidade recai sobre o número insuficiente de corres-

_r.n..v,i_t,.-f.,.- " • .cicsconiianças. am primeiro lugai, a _>iu concerne os negócios estrangeiros . Funda-se numa sonda- __ndev_tes no e_traneeTo Com efeito êle acha aue naraadministrativa mesmo nara __ rP_nl- posta vern_elha de paz geral prevê a consti- gem ext.émamÍnte simples. As seis perguntas eram as se- [ggggMti&ÊàWmÜcò^r^&^cShiW^

tu.içao de uma conferência de dez membros, guintes: "Onde ficada MandchuriaT Onde fica a Formosa? noticias fossem transmitidas por uma personalidade amen-'" -¦¦'-¦• ...»-.---.."-.- .. ^_ ..... , ,.,. ... ,.,.. -<>n. ^.,» cana> ge esta tese jQSse válida, implicaria a necessidade de

administrativa mesmo para se resolver pequenos problemas de via pú

blica. E' claro que aqui não poderá ser incluindo entre as partes interessadas a De que é que se trata quando se fala do paralelo "38o?

Qumencionadas coisas como o jogo de bicho, china Comunista e a Coréia do Norte, mas significa a expressão Pacto Atlântico? Quem é Chiangcomércio dos "camelots", o dc pedras pre- excluindo a Coréia do Sul. Este ponto susci- Kai Chek? Quem é o Marechal Tito?"ciosas, na. rua do Rosário, etc, já que esse? tou um protesto motivado do governo sul- Apenas 12% dos adultos consultados deram uma respo.-sao problemas definitivamente insolúveis. coreano e está projetando dificuldades na ta correta das seis perguntas e 19T_ náo souberam respon-

Mas, dentre os pequenos problemas per- resposta aliaria aos autores da proposição, der a nenhuma. E no entanto todos os dias êstes nomes epetuamente pendentes, um existe que só Além disso, julgam os aliados que a nova estas expressõ?s aparecem nos jornais c na rádio. Que con-persiste porque, diante dele, a autoridade sugestão tem objetivos outros, contrários à cl _ir ciest.a situação que existe num país onde os meios dejolicial competente parece adotar uma ati- política das Nações Unidas, como a admis-tude de faquir. E' a do mendigo de calçada, são da China Comunista na ONU e o levan-sempre visto nas ruas centrais da cidade, tamento de um'cartaz de propaganda ema dormir ao sol, na via pública. Alguns de- torno da expansão comunista na Malaia, nates preferem até pontos bem freqüentados Birmânia e na Indochina. Tudo isso, é ób-de importância estética, como a

"Esplanada vio. deve vir esclarecido na resposta que os

do Castelo, a Cinelândia.. aliados vão dar hoje aos delegados chineses.

cada pais manter no estrangeiro correspondentes, o queacarretaria uma transformação completa dos métodos em-pregados pelas agências internacionais de informações. Mas,pode-se também pensar que ninguém é mais competentenue os cidadãos de um pais para fazer ouvir, na cacafoniainternacional, o ponto de vista autêntico do seu pais. Oseu depoimento seria, sem dúvida subjetivo e parcial, mas

informação são desenvolvidos, onde, em média, cada habi- saber-se-ia que emana delas e poderia ser utilmente con-tante absorve 33.5 quilos de papel impresso por ano e on- frontando com a matéria que difundem as agências interna-de se dispõe de 620 postos de rádio por 1.000 habitantes, cionais. O que é preciso é distinguir o papel das agênciasGallup escreve: Hoje. pela primeira vez, devo confessar qua internacionais e nacionais. E' necessário, pois, encontrarreceio que a falta de informação poderá conduzir o povo soluções técnicas precisas, no plano dos princípios, paraamericano ao risco de tomar decisões que seriam de lamen- para chegar a um acordo geral sobre o acesso à informa-tar posteriormente". A falta tle informação... num pais ção, sua transmissão, direito de retificação e definição dosque possui a rede mais densa e mais moderna de informa- direitos e das obrigações em matéria de informação.

Reportagem e Policia .... 23-50S3Departamento de Difusão 23-3662 ¦'

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DIÁRIO CARIOCA Rio de Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952

A PRÓ-MA TRE A TENDE A3 MIL PESSOAS POR ANOiovo Prédio Em Construção -¦ Aparelhamento O VELHO PRÉDIOi Serviços Modernos Num Prédio Antigo --Declarações do Professor Guilherme Serrano

' (REPORTAGEM DE R. O. — Exclusiva para o D.O.) .

A Pró-Matre, cm todos os seus serviços, atende, por ano,

a cerca da 3.000 mulheres, Informou à nossa reportagem seu

diretor, 0 professor Guilherme Serrano. Mas, anualmente, cs-

serviços crescem cm proporções elevais, mostrando o que•escrita a instituição para o povo do Distrito ícderal.

A INSTITUIÇÃOsesrepresenta

Miranda, iniciando-se a cons-trução de novo predio. Nâo es-tá terminado ainda. Mas quan-do estiver funcionando, prestaráexcelente ajuda ao desafogo dos

E na visita que fizemos ao ve-lho casarão da nia Venezuelaonde a Pró-Matre está instala-da, podemos observar que, ape-sar do edificio ser antigo e mo- ,.,„;...,,.desto os serviços ali executados serviços da Pro-Matre, deixancm nata ficam a dever, em re- do as velhas enfermarias já un

Qulsito moderno le técnico, aos tanto arcaicas para os dias deexecutados nos mais afamados hoje, destinadas a outro fim.centros hospitalares da cidade, TlrtmT,_AC(Tudo o que o cliente precisar, ESTUDOS

£STSS3£U1SenÃ^S; . Falando à nossa reportagem olucros nem remuneração Cos professor Guilherme Serrano,trabalhos executados. Visa, ape- qüe dirige a Pro-Matre-com um

nas prestar toda assistêcia ne- zelo e dedicação incançavel,

O DIRETOR1111111111^'"• ^^l^i™B^ife^-MS»^^^';|M^^^M|

PllíitlirJÉISO FffMláÉMfiNi m SMSM

O ve//to predio da rua Venezuela onde'furicitma a maioria,dasenfermarias da Fundação Pró-Matre

promoção ao generalato, o ofi-ci.il nãc se esqueceu da Ins-tituição, Conseguindo que íossemantido o fornecimento.

O prof. Guilherme Serrano examina um recém-nascidoextraído em "cesariana"

diretor da Kabrica de Bonsuces-so fornecia todo o oxigênio con-sumido pela Pró-Matre. Deixan-do o posto, em virtude de sua

DIRETORIA¦ ¦¦' *.\. ¦ i . ¦' '.

A diretoria atual da benemérita fundação é composta dasseguintes |pcssoas:' Presidente Perpétua: D. Steila de Carvalho Guerra Durval;1." Vice-Presidente: D. Hortensia dc Mello Cerqueira; 2.a Vice-Presidente: D. Laura de Oliveira Rodrigo Octavio; 3." Vice-Presidente: D. Sylvia Delamare Peregrino da Silva; 1." Secre-tária: D. Maria José de Queiroz Austregcsilo de Athayde; 2."Secretária: D. Zalra Barcellos Vianna; l.a Tesoureira: D. GildaRocha Miranda Sampaio; 2.a Tesoureira: D. Marguerite Grand-masson Rhcigantz; Assistente Técnico: Dr. J. M. Moniz de Ara-gão; Diretor Geral do Hospital. CONSELHO DELIBERATIVO:Dr. Hanibal Porto, representante da Associação Comercial _ doRio dc Janeiro; Dr. Roberto Lyra, representante do MinistérioPúblico; Dr. Getulio Lima Júnior, representante do Departa-mento Nacional da Criança; D. Elza Barroso Batista, represen-tante da Ação Social Arquidiocesana; Dr. Hermes Afonso Bar-tholomeu, representante da Legião Brasileira dc Assistência;Sócios Beneméritos: Dr. Rodrigo Octavio Filho e Sr. SilvertBarthooldy; Membros Efetivos: Dr. Maria Souza Meira, D. Eu-gênia Romann, D. Zélia dc Souza, Dr. Aníbal Prata Soares,Dr. Arthur Moses. Dr. Paulo' Celso Moutinho; Membros Su-plcntes: D. Jcronyma Mesquita, D. Antonicta dc Melo c SouzaMillict, D. Anna Porto Rosman e Dr. Luiz Hermanny. — CON-SELHO PATRIMONIAL: Dr. Manoel Ferreira Guimarães, Dr.Leopoldo Caldcron e dr. Hortcncio Lopes. -— CONSELHOTÉCNICO: Diretor Geral do Hospital: Dr. J. M. Moniz de Ara-gão; Diretor de Clínica: Dr. Nuno de Andrade Magalhães e Dr.

A COTAÇÃO DAS AÇÕESBRASILEIRAS EM LONDRES

As ações industriais brasileiras estiveram menos ativas doque há uma quinzena, mas continuam a figurar na Bolsa commais freqüência do que de costume, informa de Londres aU.P, O fato mais notório da semana foi a queda brusca dasações da Cambuhy Coffee — em 3 sh 9 d, para 77 sh G d. Asda Rio Flour subiram 3 d, para G4 sh G d c as da City of SãoPaulo Improvements permaneceram virtualmente inalteradascm 16 sh. .

Os serviços públicos estiveram calmos. A Para ElectricRailway melhorou 1 £ para 26 £ e a Pernambuco Tramways 3 £,para 40 £. As demais permaneceram inalteradas inclusive aPort of Pará Bonds e a Ceará Tramways, ambas cm 52 £ e amanáus. a 37 £.

As cstgadas dciferro estiveram inativas ou registraram ape-nas modificações fracionais. A compra de bônus do governobrasileiro para o "sinking íund" foi virtualmente o único fatodigno de nota r.esse setor. Assim que passaram os preços dessasemissões particulares, caiu em 1, 11/2 ou 2 libras. O compra-dor ordinário jamais se atreve a competir com o Tesouro bra-sileiro durante esses períodos.

receites da renda nacionalbrasileira, pode-se afirmarque essas duas grandes cm-presas do nosso parque in-dustrial auferiram, em 1950,pouco menos de um milósi-mo do total dos rendimentosdistribuídos nesse período.Em relação ao total dos lu- .cros obtidos pelas quase cin-co mil sociedades anônimas o

¦ dessas duas superam os 4 porcento.

lio Niemeyer, Dr. Benjamin Ferro c Dr.Faria.

Humberto de França

MODERNA ENFERMARIA

cessaria aos que procuram seUs disse que, apesar das instalações Guilherme de Carvalho Serrano; Chefes de Clínica: Dr. Emiserviços. serem velhas, em confronto com __ _ . . _

<¦ os modernos hospitais, a insti-¦CTTTMrkArXfl tuição cumpre, religiosamente,r uhd/iv"" suas finalidades, contando com

A Pró-Matre ioi fundada em Ç> auxilio do seu corpo clínico emelados de 1918, pelo Presidente da valiosa contribuição das fa-Venceslau Braz Foi entregue, millas e das classes conservado-então, um casarão na rua Vene- ras do Distrito Federal. Em bre-zuela, para instalação de uma ve, acrescentou o diretor da Pro-clínica obstrétrlca. O professor Mate estará terminado o novoTernando Magalhães, com o pavilhão doado pela L.B.A.,concurso valioso da sra. Steila aqui ao lado. Além de vir.desa-Guerra Duval, deu vida a "As- fogar estas atuais enfermarias,sociação Pró-íiaire", iniciando teremos'novo e confortável au-uma grande obra de beneme- ditório de estudos. O que pos-rêncla. suimos atualmente só mesmo

com a boa vontade dos profes-sores e alunos é que pode fun-cionar, em vista de ser acanha-do e arcaico para o fim a quese destina.

Café Na ÁfricaA África Orientai Inglesa,

durante 1951, atingiu novorecorde em suas exportaçõesde café, tendo passado aocupar o terceiro lugar en-tre os principais exportado-res do mundo, sendo ultra^passada apenas pelo Brasil epela Colômbia.

Essa região exportou noano passado 1.213.418 sacas deISO quilos de café, das quais

1378.241

destinaram-se à In-glaterra, 145.844 aos EstadosUnidos, 126.041 à França,100.763 à África do Súl e.74.841 à Itália.

Contam-se airida, entre osfregueses dessa parte do lm-peno Britânico, a Argentina,o Canadá, a Holanda, o Egi-to, a Bélgica! a Austrália aAlemanna e o Uruguai.Bebidas e Lucros

cm 1950Dentre as 20 mais impo?-

tantes empresas organizadassob a forma de sociedadesanônimas existentes no Bra-sil, encontram-se as nossasduas grandes fábricas de be-bidas: a Cia. Cervejaria Brah-ma e Cia. A?itártica Paulista.

¦ A primeira apresentou, em1950, lucros no valor de 100milhões de cruzeiros, contra88.7 milhões em 1949 e 64,9milhões em 1948. A compa-n/iia de São Paulo teve seuslucros aumentados de 33,3milhões em 1948 para 57,7milhões em 1949 e 86,5 mi-lhões em 1950.

Segundo as estimativas .mais

provocou enérgica reação daImprensa, devido às suas ín-timas ligações com o govêr-no nazista, vem de concluirum relatório sobre a situaçãofinanceira da Indonésia, aconvite do governo daquelaRepública.

O dr. Schacht considera ln-dispensável a cooperação cs-trangeira no desenvolvimentoda Indonésia, opinando queas condições para o capitalestrangeiro naquele país de-vem ser idênticas às dispen--sadas ao capital nacional, semque isso afete sua soberania;e que a cláusula de 51% departicipação indonésia temum efeito desanimador parao emprego de investimentosestrangeiros.

Após declarar que o traba-lho colonial holandês é' dignodo maior reconhecimento,ctflrma' que a colaboração en-tre a Holanda e a Indonésiacontinua a ser absolutamentenecessária.

O Brasil «ProduzPILHAS SECAS

Até menos de um ano atrásnao existia produção, no Bra-sil, dc pilhas secas,

Agora, entretanto, acabamde se estabelecer no país duasgrandes fábricas, com capaci-dade para produzir cerca do2.000.000 dc unidades por mês,o que cobre totalmente as nc-cessidades nacionais.

Estas fábricas empregamainda grande porcentagem dematerial importado na fabri-cação das pilhas (zinco, bio-xido de manganês, cloreto daamonêo, carvões, grafite, etc).Sob a pressão, porém, da si-tuação internacional e da po-litica de restrições da CEXIM,as fábricas interessadas estãoprocurando substituir as ma-térias-primas importadas porsimilares nacionais.

Os preços das pilhas produ-zidas são equivalentes ao daspilhas importadas.

ProdoBcão tle AçoEm 1951

A produção de laminadosem Volta Redonda durante oano passado, programada em324 mil toneladas, alcançou342.551 toneladas, tendo ultra-passado em quase 20 por cen-to a produção verificada em1550^

Dos fornos da SiderúrgicaNacional saíram, durante oano passado, 342.087 tonela-das de guza e 465.032 tonela-das de aço.

O aumento do valor dos fa-turamentos decorreu somentedo desenvolvimento do volu-me físico da produção, umavez que os preços vêm semantendo estáveis desde 1946.

O RelatórioSclaacli t Sôlirc a

. 'Indonésia

O conhecido economistaa,l e m ã o Hjalmar Schachtcuja vinda ao Brasil, noticia-da há cerca de um ano atrás,

ICOMERCIO EXTERIOR BRASIL * FRANC

Em btlhSes d» CR? a re«agõsfo

1946 1947 1948 * 1948 1950 '9S1

A França figura em quarto lugar na pauta dá nossa ba- ¦

lança comercial, em seguida aos Estados Unidos, Grã-Bretanhae Argentina. No ano de 1950 nosso comércio co?:i aquele paisImportou em 2.120 milhões de cruzeiros, cabendo ao Brasil umsaldo de 228 milhões. JVos oito primeiros meses de 1951, nossa*operações comerciais estavam orçadas em 2.296 milhões, tendo-se efetuado umà' inversão da balança, passando a França a terttm saldo de 284 milhões de cruzeiros.'

Importamos, naquele periodo* mercadorias no valor ãe1.240 milhões de cruzeiros. Desse total destacam-se, de umalista bem diversificada, a lã em fio para tecelagem, valendo 198milíiões, o arame farpado, com 70 milhões e os chassis paracaminhões, etc, com 54 milhões.

Nossas exportações, avaliadas em 956 milhões de cruzeiros,constam essencialmente de algodão em rama, com 505 milhões(53%) é café em grão, com 286 milhões, perfazendo, juntos,82% das exportações nacionais para aquele país.

DOAÇÕESA Pró-Matre, de ano para

ano, aumentou seus serviços.Industriais, comerciantes e„ fa-mflias abastadas contribuíampara sua manutenção e paraseu desenvolvimento. A famíliaRocha Miranda fez doação deum pavilhão *- o atual PavilhãoLuiz da Rocha Miranda —construído ao lado do prédio ve-lho. A contribuição foi valiosa.No novo local, instalaram-se osambulatórios de pedriatria e gi-

UMA VISITAEm companhia do .professor

Guilherme Serrano fizemos, cn-tão, um passeio pelas diversasdependências da Pró-Matre. Oberçário estava quase que com-pletamente lotado de recém-nascidos. Um deles, na incuba-

ÊTÊS aaod°ãhãoURochã "* réS5S&1§S3&leno Junto ao Pavilhão Rocha estivemos, apesar do prédio Neste local surgira, anos a rc

E' de Extrema Miséria aSituação dos Imigrantes

NordestinosS. PAULO, 9 (Asapress) —

O vereador Benedito Quintinotratou na Câmara Municipal dogrtve prubloma constituido pe-la imigração descontrolada' denordestinos para esta capital.Afirmou que chegam diária-mente a São Paulo, de 600 a706 nordestinos? muitos dosquais portadores de schistoso-mose e de outros males ende-micos no norte do país, criandoassim um serio problema dehigiene.

Apresentou então um reque-rimento, pedindo a constitui-ção de uma Comissão de verea-dores para estudar com as de-mais autoridades do municipioc do Estado, providencias à res-peito do importante assunto.

O vereador Herminto Vicentepor sua vez, tratou da situaçãodesse nossos irmãos do norte,que pcrambulam pelas ruas.famintos e maltrapilhos, esmo-lando aqui e ali. Vai o citadovereador solicitar à Câmara a:naçâo imediata de uma Ho3-podaria Municipal, nesta capitalpnra minorar um pouco a situa-;ão desses imigrantes.

ser velho, a limpeza era mode-tar. o*

O NOVO PRÉDIO '

Estivemos, também, no novoprédio, em construção. Ali se-rá construído um auditório quepossa satisfazer às exigênciasdos cursos dos doutorandos,bem como aos conferencistas epalestras de professores e au-toridades médicas.

Espera o professor Serranoque o governo federal e a Pre-feitura forneçam subvenções àPró-Matre cm volume maior,pois as verbas atuais são insu-ficientes òm vista do alto pre-ço dos materiais cirúrgicos odos medicamentos. Contudo,a Pró-Matre vai crescendo eprestando seus bons serviços àpopulação, ajudada, também,especialmente pela LBA,

OXIGÊNIONa enfermaria "Antonieta

Botto", encontramos uma en-ferma submetida a tratamentode oxigênio. O professor Ser-rano nos disse, então, que ooxigênio era devido ao gen,Car-los Proença Gomes que, quando

AUDITÓRIO

nova dependência quesatisfaça ás exigências da moderna medicina obstétrica

Informações Econômicas e FinanceirasMERCADOS

DO RIOCAMBIO

Esso mercado funcionou, ontem,com ns seguintes taxas:

Venda Comp.CrS Cr$

Dólar 18,72 18,38Peso uruguaio .. 7,91 54 7,62 66Peso argentino . 1,31 74 1,29 07Libra 52,41 60 51,46 40Franco' francês 0 05 35 0,05 25Franco belga .. 0,37 78 0.36 42Rscudo 0,65 72 0,03 34C. Dinamarquesa 2,73 53 2,63 69Coroa sueca X .. 3,62 09 2,55 51Coroa tcheca .. 0,37 44 0,36 76Franco'suíço .. 4,31 59 4,20 35Florlin 4,93 88 .,84 13

OURO FINOO Banco do Brasil comprou, hoje,

a grama de ouro fino na basotí° 1 000/1.000 em barra ou amol-dado ao Drrçn do CrS 20.81 76.

CÂMARA SINDICALEm 8 de fevereiro registraram-

se as seguintes médias de cambio:Praças Cruzeiros

Londres 52.41 60França .. .. ",05 35Nova York 18,72Suíça 4 31 59

E^^^^^^^P^^^m \ % ^«^^-aUMl WÈÊÊÊ^MÊÊaMiVB^"-ISffllIS

PortugalBélgica (franoi-belga) .^DinamarcaUruguai Espanha ..SuéciaHolandaArgentina

BOLSA DE VALORESNSo funciona aos sábados.

CAFÉ'Nfto funciona aos sábados.

AÇÚCARO mercado deste produto fun-

clonou, ontem, firme e com os pre-ços Inalterados..

MOVIMENTO ESTATÍSTICOEntradas nada. Saldas 6.000

Existência 56'000 sacas.COTAÇÕES POR 60 QUILOS

Branco-crlstal 3.13,10Demerara 192,10Mascavinho 188,00Mascavos 170,00

ALGODÃOO mercado de algodfto em rama

regulou, ontem, calmo e comos preços Inalterados.

MOVIMENTO ESTATÍSTICOEntradas nada. Saldas 550.

Existência 14.793 fardos.COTAÇÕES POR 10 QUILOS

Fibra longa:Serldó (tipo 3) .. .. 445,00 450,00Scridó (tipo 4) .. .. 440,00 445,00

Fibra MédiaCeará {tipo 3) .. .. NominalSertões (tipo 3) .. .. * 400,00 450,00Serldó (tipo 5) ., .. 370,00 375,00

360,00 362,00300,00 302,00

, NominalNominal

265,00 270,00

Fibra CurtaCeará (tipo 5) ..Matas (tipo 3) ..Mntns (tipo 5) ..Paulista (tipo 3)Paulista (tipo 5)

GÊNEROSO movimento verificado íol o se-,

guinte:Entradas Saldas

11.350 4.531)4.133

10.20010.650

1.79314.26929.750

1.917

Arroz, sacos .. ..Feljfio sacos .. ..Milho, sacos .. ..Cebola, voltsManteiga, quilos,Açúcar, sacos .. ..Farinha, sacos ..Banha, caixas ..

MERCADOS NACIONAISe ESTRANGEIROS

C A F E-

Santos,

EMI s p o n

SANTOS1 T e

Tipo 4Tipo 4,Tipo 5.Mercado ..Entradas .EmbarquesExistênciaSaldas

duroduroduro

17.37035.367

.085.96315.500

ii——. -——¦—¦—— . -

H^B| mimem/ WI% K|l|flj nio íem outtvigml ^Ê^k

^Br^BB RCHEn

H Blusão "Oxford" em cores Camisas "Hawai" de ma- Calças de brim csscíi^Hn ||JI1Í|| sorHdas de 80,00 por lha de 60,00 por de 110,00 por I|||

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entradasSacos

O auditório que será demolido para dar lugar a uma nova enfermaria. Vê-se ao fundoprof. Guilherme Serrano em companhia do repórter e alunos

NO ESPIRITO SANTOVitória. 9

O Preço disponível, tipo 7-8,í 168,10 por 10 quilos..

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1In

H

-itf

Aoí. rrioradores da Favelinhada Estação de Coronel Maga-lhães Bastos, aviso que o "Mo-morial" de interesse dc todos,já foi entregue na Secretariada Presidei.cia da Republica no

dia 7 do corrente mès, e levadoem mão pelo sr. Pacheco, re-sidente na Estrada Água Brancanúmero 305. José Maria líeto.

6 — DIÁRIO CARIOCA, 10 de Fevereiro de 1^52

rr

++++++++++++*++*+++*+++++++*+++*+++**++ +++++*+++**£

PRIMEIRO PLANO OsT¦ MÁRCIA tem doze anos. Muito inteligente,1*1 suas amigas sáo,cm geral de uma gera-

ção bem mais velha, de treze c qua-

;| torze anos.Márcia contou à sua mãe a desventura

de uma companheira: a menina estava que-rendo namorar um menino, mas o menino

náo estava dando bola. Chegava a virar as

costas. E disse Márcia: "Mas eu ensinei praela como a gente arranja namorado .

A mãe pediu uma explicação e Márcia

deu a seguinte receita para se pegar namo-

râdo •"Você telefona às quatro horas para a

!| casa dêlc; faz de conta que êle nao esta. En-

tão, se êle não está, é porque a mae dele

pediu prá êle ir na padaria comprar pao.Então você pede dinheiro a sua mae pra ir

comprar pão na padaria e diz pra ekv que

você tem muito cuidado convos automóveis

para ela não ficar com medo de vocêmorrer

atropelada. Ai, você vai primeiro no çscrl-

tório de seu pai e pega um livro de F.loso-

4 fia. Você põe o livro debaixo do braço,

\ mas com a capa escondida para ninguém ver

o nome do livro.

Você vai andando pela calçada, fingin-

do dc distraída e, aí? você encontra o mem-

no aue vem voltando da padaria. Quandoêle vê você, êle vê que você esta com um

livro e pensa que c livro dc história. Então,ele pára e pergunta:

"Que livro é esse 7"Você então vira o livro c diz: é livro dc Fi-

losofia. Ele não sabe o que é Filosofia e per-gunta prá vooê: "O que é Filosofia?" Aí,

você começa a explicar prá êle o que e Fi-

losofia e êle começa a te namorar".. A essa altura, Márcia interrompeu sua

receita de apanhar-namorado e perguntoupara a mãe, que a escutava c olhava atur-(lida: _„ ,, „— Mamãe, o que e mesmo Filosofia 7

s. * *

W-NIciuS DE MORAIS veio do Uruguai

iros Eram de VerdadeE' Proibido Pescar Camarão

' ,-¦' NUMA REUNIÃO

NICIUS DE MOKA1S veio ao uruguai <no mesmo vanor em que viajava o jo- ígador de futebol Ademir. Ficou espan- *

tado com a popularidade do craque entre i

os inspetores da alfândega: fosse Ademir Z

um contrabandista, e seria êle o mais,rico ídessa classe próspera. í

Observou ainda o poeta e critico de ci- <nema que a palavra ademir tem a estranha Z

qualidade de servir para tudo, para todos os *

sentidos.Se a festa estava meio pau, estava um

pouco • ademir; se estava ótima, estava ade-mlr à liessa; se a pequena está meio inde-cisa, está ademir; se resolveu logo, foi logoademir: m. c.

JACINTO DE THORMESOntem aconteceu o. casa- senhora Pedro Latiff recebe-

mento da senhorita Maria ram na esplêndida casa dedei Carmem Marques e Fer- campo em Cç-rreas.¦" nando Luiz # '

Setembrino No dia de hoje o embaixa-de Carvalho dor e a senhora Carlos Mar-Mmeida. Fo- tins Pereira de Souza rece-ram. A Cate- berão. Será um dia e tanto,dral repleta, Os embaixadores anunciarãoum dia ãe sol. o noivado de sua filha, a tãoPadrinhos da simpática e ultra-inteligentenoiva: senhor senhorita Ana Maria MartinsCarlos Guin- com o senhor Aloísio Neiva.*

• VI —- I Ir'r_

lc,*senho raOtávio Guin-' De Tóquio informam que o

cruzador inglês "Ceylon" c odestróier "Chárity" aprovei--

' (TFÂTRO * Sábato Mas^xT)^^^j^^^^^^^^llil^WS^^^iiS^'

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"ENCONTREI-ME COM A FELICIDADE"I —

A MODA DE PARISUM ABRIGODIFERENTE

De Alexandra Grimrn, daTrance Presse

\ I

le, seuiíuru i-^dro Latiff e se-nhor Levi Carneiro. Paãrinhos do noivo: o senhor e a taram a saudação de 21 tiros-senhora Góis Monteiro, se- comemorativos à subida aonhor e senhora Paulo de Al- trono da Rainha Elizabeth IIbuquerque. Depois dá ceri- e carregaram os canhões commônia religiosa o senhor e a projéteis de tiro real, acertan-

do as linhas comunistas emth eio . Foi uma saudaçãofuncional".

* • -O secretariado da Marinha

io México revelou, que estápronto para decreta/ a proi-bicão da pesca do Camarãonas águas ão Pacífico a par-tir de 9 ãe março próximo.

"Durante um mês ficará estri-tamente proibida a.pesca doreferido crustáceo na costada Baixa Califórnia. Os ho-teleiros e donos de restau-rantes estão indignados coma determinação que não vemacompanhada ãe nenhumaexplicação cientificar ou es-tratégica. Vai haver revolu-cão.

*O Vogue inaugurou seu no-

vo restaurante. Um lugar

1 p 1-5 \f¦i ¦— i. —, —.- -—.—¦¦5~ "' 7 \8

____

i

Çú^Awjimtçã.

Ney Machado é o autor de ambos

"Josefina e o Ladrão'

'- A Óompahhia Milton Carneiro apresenta, para despedir-

se do Rivali a peça de estréia .de Luiza Rodrigues Alves, ence-

nada com êxito popular em várias cidades do pais.Conforme declarou-nos a autora, que e a primeira atiiz uo

elenco, seu trabalho se destina ao agrado do publico, e nao

fugiu, portanto, às. imposições'comerciais. Nessa perspectiva c

que deveremos situar "Encontrei-me com a felicidade .

A peça, como criação artística, não -em njialquer mer to

MelodramV íacrlmejante comum. f llla-se a toda a «tratara

folhetinesca que tem na novela de rádio sc.us melhores^expm-

pios. História vulgar de um personagem cego. cativado após

violenta reação, pela s.mnatia da madrasta, _oode-se prever o

amor que os ligará, e Ói fim do romance: após o pecado, afãs-

ta-se a jovem, abandonando honestamente o lari.«0™» P.^*ção. Gravideí, miséria, ã morte no parto e a filha enwegi.|,

com dezessete anos. ao pai,, fiel à memória triste. Kcali/.a-se

na paternidade o amor frustrado, e a ave-maria em dueto aben-

Ç°a Nã?Sserá difícil encontrar nesse esqueleto todas as receitas os textos

do dramalháo. Ele é enriquecido, ademais, por outros logre-

clientes do gênero: a jovem do interior, recalcada pelos inume-

ros sofrimentos- domésticos (condenação do pai inocente, que Hoje, no Copacabanamorre tuberculoso, etc), aceita nara pacificar-se o M'» „0s Artlstas Unldos.. Viciam', ho.com o velho de. sessenta, anos. Complexo do rapaz pçia ce«uei- ¦.,-. ^ 13 horas os seus cspetáculosra, com a Inevitável cena' de revolta quando o pai ine .ale"a- infantis no Copacabana. Depois de

'se*' (a palavra fica ein susnenso. afirmando a fataimaoe». havel. cncenado "O casaco encanta-

Criados què são como pessoas da família, e lançam nara a pia- do... 0 elenco passa a apresentar

tela todos os problemas. «Ispensa-se maior exemplificarão. para _a platéia de crianças a conti-'

E%4temenÍ^T esse conteúdo, deveria corresnonder se- nuação de peça de Lúcia Benedetu,

melhar.te estilo. A linguagem nunca foge aos lugares comuns

e ao convencional. Frases feitas existem para os diversos senti-

mentos.. Quanto a-estrutura, uma liberdade nos parece sem

propósltoí tendo lugar a ação d.s dois primeiros atos loso anos

a segunda grande guerra, o terceiro se passa dezoito anos ue-noi«i em énòca aue. ainda não atravessamos. Essa transposi- Sgí Zr2?s fS£ Se localizam perfeitamente .no tempo foi to

^p^olu^-me insuspe -

feita porriue a autora queria dar à mesma atriz o pape 1 do to ^^^^^aütóSf. o

mãe e filha, ressuscitando esta a nrimeira. Por certo, um va- Ladr5o„ porémi me agradai e crei0

lor .tão falso, e que tira a verossimilhança a toda a nistnria, que possa interessar realmente àsnão deveria prevalecer sobre um final mais simples, e que se crlanças. ,faria somente nom a comunicação, ao pai, da existência da Quanto à peço de Lúcia Benedefti,

filha.'de possibilidadei noveleseas. também seguras. • não só eu como Graça Melo acredi-

, ÍU^o|amos

ao fco de nartida Se ,i peça.não tem cate- tamos ^-is

regada ^.0>gorla.,deye ser de grande eficácia para certo publico. "'>*«»• d0

diret0rpremiado pela Associaçãose o.período não fossei pre-narnavalesco, era rte se prever um dc Crlticos acho que é dos maia {e.suoeSSO.: Éíarantido pára* o cartaz do Rival. Ainda mais agora, lizes que tem felto e sc distinSUeque a novela de rádio investe com fúria e vitoriosamente so- peia sensibilidade, pela ingenuidadebre «tíOSSO melancólico teatro. com que captou a poesia do origi-

. < • «. ¦ -u nal. Penso, aliás, que Graça MeloPrograma ao, Séry„içfli; Na-

Yolanda Ferri, elemento do "Bal-

let" Pigalle, que se apresenta, comÊxito, na revista "Eva me leva",cartaz do Follies, e em "Zona Sul", alegre, COIIl Uma esplénãidaprograma da "boite" Monte Carlos^ decoração e UVl serVÍÇO espe-

As senfwras João de Saavedra e Otávio Guinle durante uma reuàião.

(Foto da revista SOMBRA).

REGISTRO SOCIAL

que se denominou "Josefina c vladrão".

Carlos Brant, o empresário dacompanhia, presto-nos informaçõessobre a nova estrela

cializado em comidas nacio-nais. Cozinheiros foram tra-ziãos ão norte. O mais curió-so è que o senhor Stuckarãdescobriu que as duas baia-nas que êle mandou vir daBahia trouxeram "autenti-cas" saias rodadas, só que ostecidos eram daqui mesmoda "Bangu", com granâes es-tampados em cores etc.. Orestaurante foi decorado pelosr. Olavo Reding de Campos,o arquiteto moderno que

ANIVEBRSARIOS

Fazem a?ios hoje-.SENHORES;Augusto César Lob...

Albano de Souza Gulza._i Coronel Eloi Câmara Ca-

tSo.Caio Julio César Vilela. Garlbaldi Pylo. Vedro Xavier D'Arau.o. Silvio de Oliveira Doria. Amadeu Guerra. Mario Braga Henrique» . José Diamantino Pereira. Manoel José Maria.

—- Helton Guimarães Ver-

Comendador José GomesLopes,

Eneas Martins Filho.H. G. Barreto Júnior.Comandante Haroldo Cox.Silvio de Oliveira e Souza.Samuel Rodrigues do Cou-

to.

Estou entusiasmado com os construiu a casa do senhor r\ njjj Astrnloí-ip.iT.„, l,,<_.___„_n Y,r. «Vi- TIT..7.H. -í«..„.-..„ C«~7Í„„ V *-'1«- f»O.Í.UlUf,IVUensaios. Embora interessado no êxi- Walther Mórèífá SOlleS

Parece que o incidente como Gelin esitá tomando um as-

_,«, chio totalmente diverso aetudo quanto se tem criado até ago-ra em matéria de abrigo é esteimpermeável eòr de mustarda, quetraz a assinatura de ChrlstianDior c lembra o uniforme dos ofi-ciais da guarda napoleonica, comsua pala horizontal, prolongando-se nas mangas retas o subindo nagola alta, inteiriça e, principal-mente, na dupla fila de botões queo fecha, na frente.

Para os dias chuvosos, confccclo-nado como íoi em tecido fino masabsolutamente, impermeável, é oabrigo ideal.

World Copyright 1951 byA. F. P. Paris.

cional de TeatroProsseguindo o comentário ontem

Iniciado, diremos que. o' plano de

4) -programa cultural. O auxilio é o único diretor do teatro infantila excursão compreende pagamento no Brasil. Pnra perfeito ajustamen-de transporte, passagens c bagagens, to do espetáculo, foi muito' auxilia-

HOJE, 10 — Lua cheia, às 21 ho.ras e 54 minutos. Não encete via-gens, nSo faça mudança e nempoça favores. Amanhã, poderá

pectO inesperado. A CUlpa viajar, pedir favores e fazer ex-

não é minha. Em São Paulo p^w™ cientificas.

êle foi vaiado, aqui a impren- 1^°.nJmE£CEao lHe°itorEsa fica apeHando o rapaz. AMANHA A0

^ ™R;

Amanhã Vinícius de Moraes, «««•"¦ - « ^™TJrt*

O critlCO .ãe Cinema, JOSe e numeros promissores para otLeiügoy, O ator e eu estare- leitores nascidos em quaisquermos na "Conversa em Famí- dia, mês e ano dos períodos abaixo:

da Radio Globo, pára_ ENTPAERA200sEN0AEszC^°BSRo

Dr. Silvio de OliveiraSouzu. _.. .

Rodrigo da Rocha Filho. Jonatas de Carvalho. Filho. Teodomlro Toste», diplo»

mata.SENHORAS:Aurlta Prleto de Almeida.

Calmerlnda Vieira da Sil-va.

Lucla Branco Soares.Professora Deysa Curslnl.

SENHORINHASíBlsoleta Barbosa.—- Alaide da Silva Mer don-

C MENINOS:—— Antônio Carlos, filho do

sr. Valdemar Chaves de Campo»

veu incluir a Suíça entre ospaíses a serem visitados pelo»participantes da grande excursãocultural à Europa, de março pro-ximo.

Assim sendo após a visita aParis, os excursionistas seguirãopara Basiléia, Montereau, Troyc»,Chaumont, Langres, e Belfort.

Em seguida partirão para Lau-sanne, através de Biel e Berna.De Lausanne lrflo a Genebra, en-cerrando, assim o passeio no pi-toresco pais heívetico.VIAJANTES

Chegaram pelos "Clippers": De Caracas — Francisco

Loreto Mayol — Ana MiroyaMendes Salas — Miguel RamonMendez Salas — Flor de MariaP. B. M. Salas — Lourdes SI-reza Mendez Salas — PaulinoSvensson — Tliomas» James MuDow Mackay — Doris E. C. de

e sra. Margarida Jesus de Cam- Mac Dowell — Manuel de Jesuspos.—— Fernando Regls da SllvnBonfim.

João, fllbo do casal JoãoC. Rlbas-Conceição Franco Riba».

Luiz Fernando, filho docasal Antônio Borges da Costa-Ione Guimarães Borges.

Perez — Mary Corcoran Jolins-ton — Cassandra Prietra Cotto-ne — Theodore Vlaminck.

De Nova York — DonalLee Bush _ Jacobs Fokkema —Luciano Gialberto — Lila Botelho— Diana La Rose — Mary Fafano.

De Buenos Aires — Hum-

lia"

. ^êrrena^aoSn^tin£ ^^^0^^ desagraáábel acontecimentoauxílios e as atividades culturais do g^W ^'."q

»uex„,0 à temp0

SNT, para' 1952, prenunciam umano proveitoso. Quanto às subven-ções, abandonou-se o vago critériode concorrência entre as companhias,para se instituir um sistema objeti-vo, de maior utilidade para as em-presas e dc segura aplicação paraas verbas. Sobre o asáunto, assimnos falou Aldo Calvet, diretor doórgão especializado do Ministério daEducação:

— "Este ano, a verba de auxilioserá aplicada de forma indireta.Quatro serão as modalidades deaplicação do auxilio: 1) — excursão;2) — temporada; 3)'— encenação;

contar o que foi o Festival e jo de janeirode Punta dei Este. SÓ espero Concepções grandiosas e pro-que não falem mais nesse bnb.iidades cie °^mB§4r|ai15zacfhe0s:

,._«,. uu» ..» —,.,.., . ..... ..- desagradável acontecimento ra's e nume,.0!... ' '

gurinos. Vale a pena lembrar que C0??l O menino Gelin. Afinal — Manhã favorável, „=°11J,aI<..?_1 „rida compreende pagamento de es- o aplaudido cenógrafo íoi professor ãe contaS essas COlSaS devem «8UrP"sr*s- l8'petáculos (véspérais) no valor má- de pedagogia". ser esQUeCÍdaS rapidamente. J0' en?rE 2l lximo de vinte mil cruzeiros e mini- — Q"a"?0 ao elenco? .,, 1g DE ,mo de dez, para companhias de to- __' Está muito bem ensalado .

„„.„',„„.. ,„,„„„„ . Hesolucocs ludos os generos teatrais. Este espe- todos so sentem bem nos papei?, Ma-táculos serão denominados "Espe- dame Morineau viverá a Bruxatáculos Populares de S.N.T.", e não errada", que faz mágicas que nuppoderão ser sobrados ingressos alémde dez cruzeiros. O auxilio a ence-nação compreende ajuda para mon-tagens de peças de autores brasi-lelroSi quando reconhecidas pelo Con-selho Consultivo de indiscutível va-lor literário e de realização dispen-diosa, sem probabilidade de lucrosfinanceiros. O auxilio a programa

ca dão certo. Os dois alfaiates serãovividos poi' Oscar Felipe c AUanLima. Sara Dartus fará o telefone,com passo de "ballet". O falso prin-cipe será interpretado por FranciscoDantas. Seu secretário, o .duque daPlngolindia. é' o ator Ricardo No-vais. Yemanjá, a atriz .Watida Kos-mo. O príncipe verdadeiro, Jardel

lelFari8e|ovaYorO^?lmmSEU ROSTO E SEU PESCOÇO

Por Diana Dawn

I wmmr*mèWiy&mI^HHMA^ Mff^^_^JBHlPs|Kr _^ÊLa\mWfÍB^L^^mm^^^Ê^^y^^^^^^^^^^r

mmamVJ£$$mmW*0F ¦' ^fíSwFí^MM^^^^MMM^^!:]'mjmg^S _3_y«S miSmwf' •__B^1'' ¦ * ¦TCi^__BPJ^^O!1S»V' "¦ ¦'''

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cultural compreenderá um grande Filho. Armando_ Braga \-iverá o reimovimento de teatro infantil, rea- "'" ' """ ''"

llzado em proporções amplas, soba denominação de "Espetáculos In-fantls Darcy Vargas". Concessão debolsas de estudos para estudantesdramáticos do interior. Ajuda doteatro amador e estudantil, sempreque se disponham a montar peçasde autores brasileiros, especialmen-te dos Clássicos. Manutenção da ro- Carlos Brant.vista "Dionysos", intensificando apublicação de autores nacionais, depláquetes sobre assuntos técnicos,etc. Além destes auxílios, a direçãodo S.N.T. apoiará a realização doCongresso dc Teatro em São Paulo.O S. N. T. realizarj concurso de pe-ças teatrais, concedendo um prêmiopara comédia e um prêmio para dro-ma no valor de oitenta mil cruzei-ros".

Fundada a Caixa Bene-ficente "A Ipasiária"Realizou-se sexta-íeira ulti-

m. a solenidade de fundação daCaixa Beneficente "A Ipasiá-ria" destinada aos funciona-rios da autarquia, O ato, reali-Tado no auditório do IPASE,contou com a presença de gran-de número de servidores, ten-do sido presidido pelo sr. Alui-sío Gonçalves Mello, chefe dogabinete do presidente doIPASE, e explicando os objeti-vos da novel instituição falouo sr. Bolívar Martins Pereira,um dos diretores da Caixa.

de baralho, surdo. Judith Vargas,próloso, estabelecendo para as crlan-cas a ligação entre "O casaco encan-tado" e esta peça, Uma estreante.Lucila Torres, encarnará a princesa.E Córalina Silva a escrava "Será-ticão"."O espetáculo terá ainda músicade Renzo Massarini" — concluiu

DIÁRIO CARIOCAEm sua Scdc-Própria à

AY. RIO BRANCO, 25

19 e 21): 27. 28 enúmeros).

OE JANEIRO BFEVEREIRO

. TtesoluçOes lucrativas e notl-ir „ „ nn»»mn--i- "'as favoráveis. 8, 19 e 20; 31,Vou comemorar gl e 92 (horas e números).

Triunios sociais, encontrosfelizes. 22, 23 e 24; IS, 14 •18. (horas e números).

ENTRE 19 DE FEVEREIROE 20 DE MARÇO

Dia de maus pressaglos, comt„„AnA* nocla rtesarmonla conjugai. 9, 1B e 23;fundada, nesta

^ 34 e M_ (horas e nume.ros),

Tendências para -o Jogo eriscos de pe-das. 22, 23 e 24: 40.41 e 42. fhoras e números).

ENTRE 21 DE MARÇO tüfl DE ABRIL!

Husgas domestica» e compiles-eftes sentimentais. 18, 17 e 18: (11,

ce RamaldesMENINAS:Maria Anita, filha do sr. New-

ton Strauss e sra. Anita Strauss. Denise, filha do casal

Carlos de Oliveira Luzes e Mariade Oliveira Luzca.

Maria Célia filha do ca*sal Valdemar Rossi e Ceei PintoRossi.

Marisa, tilha do «r. Ma-noel Rodrigues Periera Filho esra. Helena Nunes Rodrigues Pe*reira,

O meu Botafogo venceu oCampeãodevidamente.

Associação Brasileira doViolão

Acaba de sercapital a "Associação Brasilei-ra do Violão". A entidade tem

por finalidade despertar o gos-to público carioca pelas pagi-rias clássicas especialmente es-critas para o instrumento quefez a gloria de Tarrega.

Por "decisão

dos sócios fundai 71. e 91. (horas e numeros)

do». M eleito presidente da = -ff^~ com^a^- .

ABV o professor Osvaldo boa-res, tendo sido escolhido parasecretário e tesoureiro, provi-seriamente, os srs. Oromar Ter-ra é Hélio Ataide.

ÍI

I ¦' j 111 ¦ i n'. 11 ii''.".'. 1,1.'.!'. •¦'. l.l.l.i.'! . .W.Vl.v.V

a'{¦'-•--¦'¦••'{•'—'•'•'- • •'. --1 * i '•'• -" ' - •

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Depois de passar creme no pescoso aplique um aslringente n»queixo • nuca.

Jluitas pessoas pensam que bas-fa apenas fazer um "mak-up" norosto e se esquecem que o pesco-ço também 6 parte importante dorosto. Pois é justamente este tipode mulher que depois reclamaquando o seu pescoço fica enru-gado apresentando-se velho an-tes do tempo.

Os especialistas dizem que amaioria das mulheres se esque-cem do pescoço quando estão pas-sando o "make-up".

Mas. ao tratar do pescoço, não5e limite somente a passar creme.A massacem ó da maior impor-tAncia pois fortalece os tecidos ati-vando a circulação do sangue.

Ao retirar o creme use um panofino e nunca esfregue o pescoçocom uma toalha turca, 'lermina-do isto, use um bom astringentedeixando-o secar na pele.

Uma vez por dia, de preferên-cia manhã, faça uma massagem*m todo o pescoço.

QUE VOU FAZER COM 0 "BATON"?Onde será que o meu marido fica rmando èlc diz que náo

vem jantar e que tem um negócio importante para lazer ?Esta preocuparão roubou muitas noites dc sono a dona

Elvira. Certas coincidências contribuíram para isto. Dona El-vira telefonava para o escritório e o "seu" Osório nunca estavatrabalhando. O "seu" Osório chegava cm casa muito despreo-cupado, alegre, com aspecto dc quem gozara e nunca de quemvinha do trabalho. Então dona Elvira começou a busca de-talhada dc uma marca dc baton. de um lenço perfumado, daconta de uma noite de "boite" ou da compra de uma jóia queela não tinha. Tempo perdido. "Seu" Osório era esperto, pru-dente, meticuloso, mas Oona Elvira venceu. A prova irrefu-favel, arrasadora, ela encontrou no carro. Como é que não selembrara antes de procurar ne automóvel ? Primeiro cia en-controu uns grampos e possuída de fúria dctcctivesca ela tirout assento do carro e lá estava um estojo de baton! Culpado!A fúria arrefeceu, dona Elvira pousou o baton em cima dcuma mesa para apanhar a careta c para nos perguntar no fimdc longa carta: "Qual a melhor maneira dc aproveitar estaprova ? "Que devo fazer, dona Mania?''.

Ora essa, minha senhora, quem tem força para desmontaro assento dc um automóvel não precisa dc conselho. Sc asenhora é tão robusta assim, rcuna o material do crime- c vá"conversar" com o "seu" Osório. Ele deve ser fraquinho porquenão conseguiu apanhar o baton ou cnlão estava muito distraído.Mas como a senhora nos disse que cie é muito cuidadoso, vápedir-lhe contas sem medo de apanha.-, Sc apanhar, aprendaa não bisbilhotar.

nüKu.ONTAlS: 1 — IMárantiã?)Nome dado aos oásis dos Campos(alados pelas seca. S — Acrescen-tar. 6 — Entre os gregos antigos,era o indivíduo que usurpava o po-der soberano. 9 — Próprio para •

.nutrição. 10 — (Poét) Berço. 11 —Ligeireza.

VERTICAIS: 1 — Selva. 5 — An.tiR6 magistrado romano, encarrega-do da inspeçüo e conservação dosedifícios públicos. 3 — Sentimrn

amigos. 19, 20 e 21 i 37,4H. (horas e numerost.

ENTRE 21 DE ABRIL 621) DE MAIO!

i Alegria, disposição para pu».seios e contrailedades à tarde.9, 10 e 12; 36, 36 e 57. (horase numeros).

Novas ocorrencl&s e nego.cios lucrativos. 1, 13 c 19: 22,24 e 27. (horas e números..

ENTRE 21 DE MAIO E21 DE JUNHO

Tarde duvidosa, projetos malsucedidos e manha mais razot»-vel. 4, 10 e 11! 13. 28 e 33.thoras e números).

Indlsposlçüo e saúde abala-da. A tarde será mais agradável.12, 13 e 14;. 21, 31 e 41. (ho-ras e numeros).

ENTRE 22 DE JUNHO E22 DE JULHO:

Surpresus agradáveis pela ma-nha. A noite será dc aborreclmeii-tos e misantropia. 1, 13 e 15;74, 76 e 88. (horas e nume-ros).

Dia spm novidades, fi, 8 elü; 13, 14 c 15. (horas » nu-meros).

ENTRE 23 DE JULHO E23 DE AGOSTO.

Êxitos sociais, à tarde. A noiteserá de pesadelos e visCes. 10, 12 e21. 46, 48 e 57. (horas e nu-meros).

Empreendimentos bem su;e-dldos e* perspectivas de ntsocioslucrativos. 10, 14 e 16; 73. 77e 79. (horas e numeros).

ENTRE 24 DE AGOSTO E22 DE SETEMBRO:

Resoluções de negócios paralisa-dos, com lucros lnesueraooe. 15,17 e 18; 51, 80 e 81. (horas enúmeros I.

Energias, dlsposiçSo avent»-reira o recebimentos rte ai-nheiro. 9, 13 e 14; 36, 40 e 44.Ihoras e números).

ENTRE 23 DE SETEMBRO fe20 DE OUTUBRO

Boas probabilidade» par» lnl-

Aniversariou ontem, Almir, filho berto Coutinho Lucena Silviodo nosso companheiro de oficina». Corrêa Marli — Hélio Santiago —Euclides Ramaldes e da sra. Dul- Edgard da Cunha Braga — Emi-lee Azevedo Braga — Edson An-drade Prata — Elsa Botelho Pra-ta _ Eli Botelho Prata — Elisaisoares Botelho - Ramon Amai-

do — Tomas Clemente — ÁnneLoretta Carroll — Jacaues Bo-blnet — Samuel John Cannle —Frnnz Valter Burmann — LornaHuth, Burmann — Thomas Kon-worthy — Mayr Wells Hemvor-thy, _ Henry Saint Plerre —Jupn José Suthmann — PascualCulotta — Romulo Pariente.

,~— De Montevidéu — John'esley Fitzgerald — Heien An-oler Fitzgerald — John Walla*ce Scott — Dorothy Shipley ScottHeinrích Piesper.Partiram do Rio pela Pan

American: Para Nova York: _ Abra-

hSo Koogsij - Simão Waissmangeneral William Kirtlev —Frank Charles Mendal - HugoMay Brook — Roberto Schaus-seur — Dora Caiuby Hardy —Stella Soeers de Barros — HurIiErnest Mavbrook — Charles Ag-fitas — Harry Justessen — JeanMarie de Margerie e ToshioKoyama.

—— Para Caracas — ConsueloProcopio de Abreu — Olavo Pro-copio de Abreu — Regina Pro-Copio Rodrigues Vale — OttoHenrv Amling — Agnes HvlandOtto Klauemboech — Elas-wood Brand Johnson — Lvsle E.Prltchard — Alexander GeorgeSwlnton .

Eliana. filha do sr. Cario» XSSiSâftí?!?^"Pedrosa e sra. Ivanllde Pedro*sa.

Fazem nnos amanha, dia 11:SENHORES:Dr. José Marinho da Rocha,

Edmundo Pena Barbosa daSilva.

Coronel' Edgar Soarei Du*tra.

Alexandre Escragnole.—— Gildo Amado.

Antônio Grinaldes Rodes. Arnaldo Vasconcelos BI-

tencourt. « Cupertlno Gusmão. , Antônio Guimarfiei Ma--

cedo. Mario de Almeida.

—— Antônio A. li. Barbosa.—— Armênio Alves Gouvea.

José Borges.—— José Pereira Leite.

Severo Ângelo Souza Neto,—— Getulío Amaral.—- Amarlllo Albuquerque.

César Marlcio da Rocha. Lázaro Rodrigues de Sou*

za. Gildo Azevedo.

—— Vilson Ribeiro de Barro». VIvaldo Teles.i—— Oscar Maurício da Rocha

Major Real de SouzaMcga.

José Geraldo Barboia.* JoSo Vogeler.

SENHORAS:Zalra de Oliveira Gomes.-— Alda da Conseeu Cavalei!.¦ Maria da Penha Madureira

Vieira. Abllia Duarte de Pinho «

Pinto, i Odete Silva.

SENHOR1NHAS:Heloisa Gouvea Gouthc.-— Ivone Ferro.

Gilda Dantas. Araci Alves.——¦ Dra. Maria Helena Mar-

quês,—— Zllete Pinto Machado. Javet Romão Almeida.

SENHORAS:Clara Maciel de Andrade. Olinda Costa de Andrade.

Cecy de Patena Bastos. Hilza de Oliveira. Maria Neuza da Costa.

MENINOS.Tvo, filho do sr. Antônio Soa-

res de Albuquerque.MENINAS;Neide. filha do sr. Iscr Mar*

quês Saraiva e sra. Adelaide deSouza Saraiva.

Mariza, filha do casalMoacir Medeiros e Julieta Me*deiros.

Eliana, filha do casal Car*los e Ivanildes Pedrosa.TURISMO

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51. 71,

NOTA: Foram considerados vence-dores nos diversos torneios dc cha-radas e palavras cruzadas nos úl-timos meses dc 1931: Os seguintessolucionlstas totalistas.

SMcmbro. Paumito. Novembro.Buridan.

Charadas, torneio de novembro.Iraídc-.

Torneio de dezembro. Buridan.Foi vencedor das Palavras Cru-

zarias tíe Nclv, o confrade Iraydcs.Ao confrade Gil Alvarenga c G.

C. A. os nosso- agradecimentos pe-la^ colaborações enviadas.

Toda correspondência c colabora-

de amizade. 15, 17 . 18:e 91. (horas e numeros).

Luta interior, falta de tran-quilidade e proeh_ltac5o oreiudi-ciai. 7. 9 e 11: 16. 18 e 20.(horas t> numero»).

ENTRE 21 OE OUTUBRO E22 DE NOVEMBRO:

Originalidade e exilo finatl-ceiro. 12, 13 « 15; .21. 31 e 51.(horas e numeros).

Possibilidades com o outrosexo. 1». m « IM: 41. 81 e 81.(horas e números).

ENTRE 23 DE NOVEMBROE 21 DE DEZEMBRO:

Sonho» piofellcui e Inicio de ne.Coclns vitorioso». 11. 14 e 18;m 41 e 61. (horas e nume-ros). . .

Noticias mntrarl»*. «-onfusSopsíquica. 10. 17 e 18: 46. 71 •ções para esta secSo deverão ser en-

derecadas ao *FONEGA — DTARTO 31. (horas e numcrosl.CARIOCA — Av. Rio Branco. 25•obreloia. — D. T..

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Rosário eO impressionante drama passio- Coliseu, São Pedro,nal dos irmãos Borgia, que teve Miramar.lugar há quinhentos anos em Ro- A figura de Lucrécia é perso-ma, é revivido por Abel Gance nlficada por Edwige Feuillère,em "Lucrécia Borgia", que a Tç- uma das mais aplaudidas inter-iefilmes apresentara a partir de . ;..'„.. ___amanhã nos cinemas São Luiz Pr<*»«*s »*0 c»nema í*ancê8 con*Carioca, Odeon, Ideal, Ipanema, temporaneo.

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A QUEM SERVIMOS?Certa vez um diretor brasileiro multo ruim rcvclou-me que

no meio cinematográfico, quando um. produtor ou realizadorcomeça a referir-se à» alusões que a crítica faz aos seus traba-lhos, cái num irremediável descrédito entre os demais de suaclasse. Disse de raiva, que era a razão desse impulso poucohábil. Disse ainda que era multo fácil assumir uma atitude dcimplacável impiedade • e de aparente consciência dos problemasdo "métier" para impressionar o leitor, dizendo coisas vagascomo "o assunto era até aproveitável mas o diretor malbaratoutudo", ou "era bom, porém mal desenvolvido e prejudicadopor uma péssima dialogação", etc. Com um pouco de raiva efalta de assunto, vim para' a redação . è escrevi uma crônicarefletida — dessas que só se escreve depois de um filme deDan** Kaye —- na qual dizia, explicando ponto por ponto, por-que o filme brasileiro em questão era ruim. No dia' seguinterecebi de um leitor uma carta furiosa, na qual era acusado deusar de um "argot" que era aecessível apenas áos iniciados ede explicações que somente poderiam interessar aos que fa-ziam filmes, náo aos que iam vê-los. Demitia-se da minha co-luna após outros protestos que a gente faz nessas ocasiões.

Comentar filmes, principalmente os de produção nacional,é uma das piores obrigações do cronista. Começa pela dificul-dade em se encontrar uma desculpa para eximirmos da "pre-view", que no Brasil é uma chantagem < organizada sem ne-nhuma | imaginação: consiste em comparecer numa cabine ondso som geralmente não presta, sentar-se ao lado da "estrela",que salvo honrosas exceções, traja-se mal c sublinha os diá-logos da tela com as piores sandices e, terminada a função,receber um livro para colocar o parecer e ser surpreendido*por um sujeito falante que nos empurra um microfone no na-riz e pede Uma opinião (se for boa êle ganha algum dinhel-ro). Quando se evita isso, não se evita os telefonemas para aredação e muito menos uma abordagem do ator .principal àsaida do cinema. Conforme a nossa cara, começa por dizer queo cinema brasileiro vai mal com aquele diretor; que êle tudofez para viver - espontaneamente o tipo, mas que o dialoguistaera completamente analfabeto; que nem sequer recebeu o quelhe estipularam e essa coisa.

No final de tudo isso, vem a opinião. Naturalmente o fil-me hão presta e a nossa advertência fica estipulada: "Não vánem prestigie". Ai tudo começa como no início desta crônica,

- que poderia começar com a interpelação que hoje nos dirt&eum leitor de nome (ou pseudônimo) "Teimoso": "Existe o ci-nema nacional?" — pergunta êle. Resposta: Existe, na razãodiscricionária de 8 por 1 e garantido pela Policia. 2.a pergunta:"No caso afirmativo, por que o senhor "cão comenta os cartazesnacionais, dizendo, se não gosta, porque, não gosta, e indicandoum caminhe. 7" Resposta: Porque embora" para ficar' em paz euesteja inclinado a servir a Deus e ao Diabo, não posso fazê-lo

porque não sei quem é Deus nem quem é o Diabo quando setrata de um "nacional obrigatório".

Prosseguem as Apresen- VOLTA AO CARTAZ

taçoes de "O Barco Das

Ilusões""Show Boat", a nova veri&o em

tecnicolor da opereta de JeromeKerr e Oscar Hammernsteln II,vem alcançando retumbante su-cesso nos tres cines Metro desdequinta-feira ultima. No» principaispapeis da novela de Edna Fei-ber qúe no Brasil tomou o nomede "O Barco das Ilusões", Ka-thryn Grayson, Howard Keel, AvaGardner e o barítono negro Wl-lllam Waríteld.

ILJ-Lwwr *sr«w»*s-ti*w***rv-r--»iH.ii4i.i.^^rOàMjWIK^^f^iSi**»*-^^.», y—"***** 1,L J iTjTWM' ' 1 4 J ' TjTBBÊT* *i -i j ¦ Y_i^fltj

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8^SÜÉ Howard KEEL fMj U' MlM mmW*B&±.'— "^*\tiM uni..'!-.'»' .iiiiiiii"..» « *wiy HU**»* -"~*~^z)* ¦

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Cena ao fume "Lucrécia Borgia-,produção francesa dirigida porAbel Gance. que estreará amanha

no circuito Sâo Luiz

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ESCOLHIDA A INTÉRPRETEDE "MARIA BONITA"

Parte Hoje Para São Paulo o Soprano VanjaOrico, Que Protagonizará a Mulher de Lampeão

no Filme "O Cangaceiro", de Lima BarretoA fim de tomar parte nos traba.

lhos de filmagem dc "O Cangaceiro",que a Vçra Cruz vai iniciar emseus estúdios « depois continuar emregião adea*»da, segue hoje paraS5o Paulo a srta. Variya Orlco, aquem foi distribuído o papel deMaria Claudia, que eqüivale ao de"IVIaria Bonita", a mulher d? "Lam-peão" na adaptação cinematográficado drama nordestino.

Varja Orico, que segue em com-panhia de sua genitora, a senhora

m,FABRICA

"

NAftOíÔ-tò/

Osvaldo Orlco, emprestará o con-curso de sua açSo c de sua voz ao"lilm" que Lima Barreto vai 'diri-gir com sua proficiência e no qualdeposita suas melhores esperanças.

Aumento Para os Ban-carios Gaúchos

POKTO ALEGRE, 9 (Asa-press) — A atual diretoria doSindicato dos Bancários destacapital vem desenvolvendogrande atividade. Além das su-gestões enviadas ao presidenteda República, relativamente &modificações julgadas* necessa-rias no funcionamento do IAPBpreocupa agora a entidade emrrelhorar os vencimentos dosbancários dada a súbita e alar-matite alta dos preços das uti-lidades.

Para tanto, foram feitos ape-los aos banqueiros no sentidode que reajustem os venci-mentos ios seus servidores, játendo um Banco atendido aoapelo.

Ob Amores de BocácioNo Cinema

HOLLYWOOD, 9 (U.P.) — O dl-retor argentino Hogo Fregonesepartirá em breve para Londres,para dar inicio à produção dofilme "Amores de Bocado" masé possível que sua esposa, FaithDòmergue permaneça em Hollvwood. devido a compromissos defilmagem.

Consta que Dòmergue estrelará"The Riding Kid", para a Uni-versai. **

Luzardo PrestaráContas a Peron

BUENOS AIRES, 9'(U. P.)— Estava sendo esperado estatarde em Buenos Aires o em-baixador do Brasil, Don JúanBantista de Luzardo, que realizouOorfsultas no Rio de Janeirocom ,o governo brasileiroa respeito da renovação do açor-do comercial entre ambos ospaises.

Soube-se que o sr. Luzardoconferenciará agora com o chan-celer Remorino e os ministrosdo Conselho Econômico Nacio-nal sobre as negociações paraa assinatura do citado'acordo.

1 . —T

-Demoudor^IIInsnniiH-ã ,^L; ™m™™t**** ^Smm^mWlJ

j"PEGGY" 'ÜWl^F^tf9V9J^l^t99W9f9lfV9fFJMm^T*F,9!0Q9fFf,1\

^k\ ^_L__M_fl Wm mJmm\^* ^t\^~Barbara Lawrence e Charlei i^_*_fl H, &Cl^* lt% aDrakc numa cena de "Peggy", tec- WUr * I _g*l

'Winicolor da U.I. que estará no car- | Mvlr y\» . éAAv*taz dos cinemas Império e Icaral M mW^TyvimM Jf^ aMJ * nMlP^

a partir de amanha ¦ I ¦ k|4CÍ* O^^

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FOGÕES I

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Francis Lederer, um dos maiores intérpretes do teatro e do clnenjaeuropeu, aparece no "clichê" ao lado de Vera Ralston numa cena dofilme "Escrava do Desejo", da República. Esta película estará nocartaz dos cinemas Palácio, Rian, Leblon, Vaz Lobo e Rosário,

a partir de amanha. .,

Exames de 2.a épocapara a M. MercanteEstão abertas na Escola de

Mnrinha Mercante do Rio deJaneiro, até o dia 20 do correnteas inscrições aos exames daParte Técnica (1.° e 2,° anosdu Curse df Especialização) pa-ra Praticantes da Marinha Mer-cante (categoria em extinção).As provas de exames serão ini-ciadas, provavelmente, quinta-feira dia 21. Inforinaçfio na Es-cola, dc 9,30 às 11,20 e das13.3C às 16 horas, nos dias úteis,e das 9,10 às 11,50 horas aos sa-bados.

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SERRADOR — "Greve geral", co-media de Guilherme Figueiredo .pela Cdmpanhla Procopio Ferrei-ra. — A's 16, 20 e 22 noras

REGINA — "Massacre", de Ema-nucl Robles. ELENCO*. GraçaMelo. 4*VIario Braslnl. Carlos Cou-to, Labanca, Lidia Vanl e ou-tros. - A's 16, 20 c 22 horas.COPACABANA - Um cravo natapeia',', de Pedro Bloch. Umajovem pobre casa-s»» com um ra-paz de família rica e degenera-do. Terá um filho. A peça narraque sa revele o esconderijo domarido e o desejo de salvar acriança do ambiente prejudicialElenco: Mme. Morineau, JardelFilho, Laura Suarcz. Beyla Ge-nauer e outros. — A's 16, e 21 30horas.

JARDEL — "Pente de careca 4a mão", de J, .Maia e Max Nunes.Trata-se de uma revista carnava-lesca. com musica para os fes-tejos de .Momo de 52. com Cole,Celeste í\ida, Nella Paula, JoãoCabral e garotas de Copacabana,— A s 16, 20,30 e 22.30 horaí./

REPUBLICA — Fechado.CARLOS GOMES — "Branco, tué meu", revista de Rcbert Forcte Humberto Cunha, pela Compa-uhia Miguel Khair. — A"s 16, 20 e

ALVORADA — "Barca da folia",revista c!e Humberto Cunha eNey 4\lachac'o. Elenco: Spina. Ro--a Landrlni. David Conde. IvoneNelson. Carlos Tagte c outros.- A's 13. *:o,3 Oe 22,30 horas.

GLORIA — "O culpado foi você".'comédia tío deputado NelsonCarneiro sobre o tema do des-quite e do divorcio. Dircçüo dcRodolfo Mayer. ELENCO: AndréVillon, Mario Braslnl, Llgla Sar-mento, Isa Rodrigues e outros —— A's 16, 20,30 e 22,30 horas.

FOLLIES — "Eva, me leva". ,Re-vista de Ney Machado e Raul Du-bois. ELENCO: Silva Filho. Bal-let Pigallc e outros. — A's 1620,30 e 22,30 horas.

RECREIO — "Eu quero sassari-cá". — Revista de Freyre Ju-mor, Valter Pirito e Luiz Iglezias.Elenco: Oscarito, Marion,'Irisdei Mar é outros. — A's 16, 20 e22 horas.

RIVAL — "Encontrei-me, com afelicidade" — peça de Lulza Ro-drigues Alves. ELENCO: MiltonCarneiro, Maria Lulza, Elia. Ber.nard, Milton Morais, Lia Jor-

.dan e outros — A's 16, 20 e 22horas.

COPACABANA i_ "Josefina e o la-drão", peça Infantil de Lucla Be-nedettl, pelo elenco de "Os Ar-tistas Unidos", com mme. Mori-ncau. Direção de Graça Melo. As13 horas. '

CINEMASOS LANÇAMENTO?

O BARCO DAS ILUSÕES (ShowBoat — M. G. M.) — 3» versãoda opereta de Jerome Kerr e Or,.cir Harmmenstein. II — ELEN-CO: Kathryn Grayson. Ava Garri-ne*. Howard Keli, Agnes Moorheade o barítono negro WilliamWarfield. Nos 3 cines METRO,às 14 — 16 — 18 — 20 e 22 horas,(r.o Metro Passeio, a partir domeio-dia). %

HOMEM DE BRONZE — (JlmThorpe Ali Amerlca», — War»ner) — O drama intimo de JlmThorpe, o filho de remanescen-tes de uma "reservação" de pe-les, vermelhas de Oklahoma, queta de seu tempo". Dirigido porMichael Curtiz. ELENCO: BurtLancaster, Charles Bickford,Steve Cochran. Phyllls Thaxter,Dick Wesson. Nestor Paiva, Jim-my Moss. Nos cinemas S. LUIZ,ODEON. MIRAMAR. IPANEMA.CARIOCA COLISEU. FLORIANO— A's 14 — 16 — 18 — 20 22horas.

O MARIDO NAO QUERIA (TheGroom Wore Spurs — FfdelityPictures, U-ll — Farsa roman-tica com Gingers Rogers e JackCarson. Dirigido por RichardWhorf. ELENCO: Glnger Rogers,Jack Carson, Joan Da-vis. Stanley Rldges. JamcaBrown. Nos cinemas PALÁCIO.RIAN. LEBLON. BOTAFOGO.ROSÁRIO. VAZ-LOBO e AVENI-DA — A's 14 — 16 — 18 — 20 e22 horas.

LEGIÃO DA ÍNDIA — (Brum —Alexander Korda, London) —Fantásticas aventuras de Sabu'nas selvas da índia. Um filmecomo "Mowli, o Menino Lobo",ou "O menino e o elefante", ondeo exotismo e a aventura figuramno primeiro plano. Dirigido porZoltan Korda. ELENCO: Sabu1,Raymond Massey. Valcrie Hobson.Nos cinemas VITORIA. ROXY,AMERICA e MONTE CAS-TELO — A-s 13,20 — 15.30 —17.40 — 10.50 e 22 horas.

EVIDENCIA TRÁGICA — (Thea»carf — Gloria Fllm, United Ar-tists) — "Thrlller" policial quenarra a historia de um amncsl-co Induzido a confessar um cri-me que não praticou. Marca avolta de um dos maiores reali-zadores da Alemanha radicadoem Hollywood. Dirigido por E.A. Dupont. ELENCO: Mercedesfoi cognomlnado "Ô maior atle.McCambridge, John Ireland,Emlyn Williams, Lloyd Gough.No cinema IMPÉRIO: ás 14 -15.40 — 17,20 — 19 — 20,40 e 22.Mhoras.

O corcunda'da notre da-ME — (The Hunchback of NotreDamt — RKO-RADIO) — Reprl-se da versão cinematográfica dofamoso romance de Vlctor Hugo,apresentada no Brasil pela pri-meira vez há cerca de 10 anos.Marca a época das famosas re-constituições de dramas de época eexibe a parcial reconstitulção deParis e da catedral de NotreDam-, no estúdio da RKO, alémde movimentar uma massa de4.000 extras. Dirigido por WilliamDieterle. ELENCO: CharlesLaughton, Maureen 0'Hara. AlanMarshall, Thomas Mltchell, Ce-drlc Hardivicke. Nes cinemasPLAZA. PARISIENSE, ASTO-RIA. OLINDA. RITZ, COLO-NIAL. PRIMOR. HADDOCK-LO-BO. MASCOTE — A's 14 — 16— 18 — 20 e 22 horas.

CARNE E ALMA — (Eternel Con-flit — Francinex, Art) — Melo-drama. O tema é a luta de umamulher para se libertar do do.mlnio de um homem dotado deforte personalidade e inteligênciadiabólica. Marca a volta deAnnabella ao cinema francês eás telas do Rio. Dirigido por

Georges Lanpin. ELENCO: An-nabella, Louis Salou, FernandLedoux, Michel Auclalr. Nos cl-

nemas PATHE', ART-PALACIO,PRESIDENTE, PARA-TODOS:— A's 14. — 18 — 18 — 20 e 22horas.

O HOMEM E A BESTA — (Argen-tina Sono.Filma, São Miguel) —Versfio argentina do tema Fran-kenstein. Dirigido' por MarioSoffjci. ELENCO: Mario Sofficl,Olga Zubarry, Ana Maria ,Cam-pos. José Cibrian. Nos cinemasAZTECA, SANTA ALICE, RIVO-LI. S. JOSE\ ESPERANTO (Pe-tropolis). CASINO ICARAI (Ni-terol): às 14 — 16 - 18 — 20 e22 horas.

BRANCA SELVAGEM — (WhiteSavage — Realart-Plctures, Film-Classlcs) — Historia de um fan-tastico paraíso pagão no seioda África. ELENCO: Maria Mon-tez. Turhan Bey, Sabu, JohnHall. Nos cinemas REX. ODEON.(Niterói), MADUREIRA, MEMDE SA' c MARACANÃ — A's14 — 15,40 — 17,20 — 19 — 20,40e 22,20 horas.

OUTROS PROGRAMASCentro

CAPITÓLIO _ 22-6788 — Sessõespassatempo.

CENTENÁRIO —vem o barão".

C1NEAC TRIANON •Sessões passatempo.

FLORIANO — 43-8512 —de bronze".

GUARANI — 32-5651 — "Traiçãono Far-West" e "Ticora. a rai-nha da selva".

43.3543 — "Al

42-6024 —

"Homem

fDEAL — 42-1218 — "Perdida".

IRIS - 42-7063 — "Leglio da In.dia".

MARROCOS — 22-7979 — "Missãode vingança" e "Tarzan e » mu-lher leopardo".*

MEM DE SA' — 42-2332 — "Bran-ca Belvagerri'.

LAPA — 22-2543 — "Correio doInferno" e "Quero esse ho-mem".RIO BRANCO — 43-1639 — "A es.posa de Monte Cristo" e "A belaLll".

SANTA ALICE — "O homem e abesta".

S JOSÉ' — 42.0592 _ "O homeme a besta"Zona Sul

BOTAFOGO — "O marido nSoqueria".

FLORESTA — 26-6257 - "O» mor.tos falam" e "Flash Gordon noplaneta marte".

GUANABARA — 26-9339 — "Soresta a lembrança".

LEME — 37-6412.NAdONAL - 26-6072 — "Tripoll".PIRAJA' — 47-2668 -r- "Klm".POLITEAMA — 25.1143 — "Ojhomens rãs".

Zona Norte"O marl-AVENIDA — 48.1667

do não queria".BANDEIRA — 28-7878 — "Abbot eCostello e o homem Invisível".

CATUMBI — 32.2681 — "Tarzane as sereias' e "Demônio dasnuvens".

ESTACIO — 32-2929.FLUMINENSE — 28.0414.

I GRAJAU' — 38-1311 — "O tercei.ro homem".

HADDOCK-LOBO — 48-9810 _ "OCorcunda de Notre Damt".

MARACANÃ — 48-1910 — "Bran-ca selvagem".

S. CRISTÓVÃO — 48-4925 — "Ago-nia de amor".

TIJUCA — "Aventuras do CapitSoFabian".

VELO — "Agonia de amor".VILA ISABEL — 38-151,0 — "Amorvai, amor vem".

Subúrbios da CentralALFA — Í9-8213 — "Meu coraçgotem dono-'. J

BANDEIRANTES — 29.3262 — "Oamanhã- que não virá" e "Vln-gança de El Mocho".

COLISEU — 29-7853— "Homemde bronze".

COELHO NETO — "Tormento deuma gloria".

IRAJA' — "Abbott e Costello e ohomem invisível".

JOVIAL — 29-0652 — "Reb€*:a".

MADUREIRA — 29-8733 — "Bran.ca selvagem".

MASCOTE — 29.0411 — "O cor-cunda de Notre Dame".

MEIER — 29.1212 — "Muro deTrevas" e "Idllio para todos".

MODELO — 29-1578 — "O prlnel-pe ladrão".

MODERNO — (Bangu ) — 872 —"Resistência heróica".

MONTE CASTELO — 29-8250 —"Legião da índia".

PIEDADE — 29.6532 — "Nupclasreais".

PARA-TODOS — 29-5191 — "Carnee alma".

QUINTINO — 29-8230 — "O prin.clpe ladrão".

RI DAN — 49-1633 — "VingadorImpiedoso".

ROULIEN — 49.5691.TODOS OS SANTOS — 49-0300.VAZ-LOBO — 29-9193 — "O ma.rido não queria".Subúrbios daLeopoldina

ORIENTE — 30-1131.PARAÍSO'— 30-1060.PENHA — 30-1121.RAMOS — 30-1094.ROSÁRIO — 30-1889 — "O maridonão queria".

SANTA CECÍLIA — 38-1828.SANTA HELENA — 30-2666.S. PEDRO — "O homem de bron-ze".

ilha do GovernadorJARDIM — "Olhando a moita

de frente".Niterói

ÉDEN — "Vingador Impiedoso".ICARAI — "Veneraç5o\RIO BRANCO — "Eu matei Jes-se James" e "Pecado de umamãe".

IMPERIAL — "Suzana e o presi-dente" e "Segredo de mulher".

ODEON — "Branca selvagem".PALACE — "Perdida".

PetropolisCAPITÓLIO — "Desculpe apoeira".

D. PEDRO — "A ilha dos plg-meus".

PETROPOLIS — "O demolldor".ESPERANTO — "O homem c abesta".

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8 Rio de Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1'95_ DIÁRIO CARIOCA

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Amaíihã a Segunda ApuraçãoUrna à Disposição Dos Volantes — Aviso às Candidatas;, e Cabos Eleitorais — Surpresas

Segunda-feira, às 20 horas,será realizada a segunda apu-'¦- ração do grande concurso que oDIARU' CARIOCA está rea-lizando entre escolas de sam-ba para coroar a "Soberanada Folia de 52".

Espera-se nesta apuraçãomovimento superior ao da pri-meira, onde se classificaramUnidos de Vila Isabel e Filhos

• do Deserto, em primeiro e se-gundo lugares respectivamente,cada um com mais àz 10 milvotos. O nosso prognostico é

•baseado na aquisição de votose trabalhos dos cabos eleito,rais que não se descuidam danos pedir informações parasaber como estão agindo, paraá apuração de amanhã, os de-mais concorrentes.-' AVISO. A'S CANDIDATAS

Pedimos às candidatas e aosseus cabos eleitorais, a fim doevitar atropelos de ultima hora,que compareçam à nossa reda-ção meia hora antes do ini-cio da apuração, colocando os

votos na urna existente naportaria.

SURPRESASQuando encerrarmos os nos-

sos trabalhos na . apuração daam«nhã muitas surpresas apai

Roteiro do FoliãoHoje, domingo, você pode-

rá se divertir nos- seguinteslocais:

DemocráticosTenentesSocêgoSilêncioTurinas de Monte AlegreIndependentesBola Preta .Centro Mineiro.C. R. Flamengo'Banda PortugalLeopoldina R. Associação

Atlética.Del Castilho F. C.

'

OS MENORES E 0 CARNAVALPORTARIA DO JUIZ DE MENORES

REGULANDO O ASSUNTOO juiz de Menores do Distrito

Federal, sr. Alberco ue ...-o. jRussel, assinou provimento in-cumbindo o Cartório do 1.° Oíí-cio de expedir alvarás para. asfestas carnavalescas infantis,após o competente registro naSeção de Fiscalização e Diver-soes. De acordo com o provi-mento baixado, os menores de 5a 14 anos, só poderão tomar par-te em festividades carnavales-cas entre as 14 e as 19 horas,sendo acompanhados dos paisou pessoas responsáveis. Nessasfestas só poderão participar me-nores de 14 a 18 anos, mesmodesacompanhados, desde quehaja para os mesmos salão oulocal separado. As orquestrassáo obrigadas a Interromper asexecuções por cinco minutos, demeia em meia hora.

O comissário Murilo Bretas deAraújo, que foi designado paraorganizar e superintender a vi-gllância e fiscalização dos me-nores durante os festejos carna-valescos já está distribuindo oscomissários pelos clubes e so-ciedades.

Os menores de idade até cincoanos só poderão participar defestividades carnavalescas emsalões, realizadas pela manhã,até às 12 horas, devendo seracompanhados pelos pais ouresponsáveis, nãò se permitindo

o ingresso de adultos outros,nem de maiores de mais de cin-co anos.de Idade. . >

recerãb. Podemos adiantar quecandidatas tidas como fracasdesbancarão outras \ julgadasfortes, num justo esforço paraabiscoitarem os milhares decruzeiros de distribuímos e le-var para o seu reduto o 'co-bicado, titulo de "Soberana daFolia de 1952".

"

Grandiosos Bailes deCarnaval do Leopoldina

A. AtléticaA nova diretoria da Leopol-

dina Associação Atlética, tendoà frente o- desportista Mário daCunha Peixoto, organizou vastoprograma de festividades car-pavalèscas que tiveram iníciono domingo passado, prosse-guindo, amanhã, com outro re-tumbante baile de. Carnaval,bem como nos demais domin-gos e nos dias do Carnaval,com um interessante Baile In-fantil, no dia 23, sábado deCarnaval, com valiosos prêmiosà petizada das familias dos as-sociados e funcionários da Es-trada.

Nos festejos de amanhã, do-mingo, comparecerão, especial-mente convidados, S. M. o ReiMomo e a candidata à Rainhado Rádio, Carmélia Alves.

BANHO DE MAR A FANTASIANA ILHA DO GOVERNADOR

A Ilha do Governador le-vara a efeito hoje um monu-mental banho de mar a fanta-sia, sob ó patrocinio e direçãogeral de nossos colegas do "Dia-rio da IToite", Armando Santose Gerson Bandeira.

Serão distribuídos vários' pre-mios para mascaras avulsas, pa-ra as melhores fantasias, paraos mais espirituosos, f eminimo emasculino; para barcos quedesfilarem, para Escolas deSamba, para blocos, enfim pa-ra todos que aparecerem, ha-vendo, no mínimo, dois prêmiosem cada categoria e três - emquase todas: primeiro, segun-do e terceiro.

Numa extensão de 1500 me-tros,'na Praia da Freguesia, Go-vernador. viverá horas de in-tensa vibração. Três .coretos,duas bandas, uma comissão es-plendidamente organizada e umbanho inesquecível: tipo Gil-

• da...

CARNAVAL VENEZIAN0 NO HIGH LIFEOs Amplos Salões do Palácio da Rua SantoAmaro Repleto de Gôndolas e Canais

• Os bailes do High Life cons-tituem, desde muitos anos, umadas noites características docarnaval elegante . da cidade.Tanto nos nossos círculos so-ciais, comp entre os turistas na-cionais e estrangeiros, que nosvisitam por essa época do ano,as noites de alegria no aristo-crático palacete da rua SantoAmaro desfrutam de prestigiosae irrlvalizavel simpatia.

No sentido de corresponder aessas simpatias que o consa-graram, o High Life está seempenhando êste ano em con-íerir à elegância das suas r.oi-

Batalha de Confeti noOrfeão Portugal

Em sua sede à rua do Sena-do 267 o Orfeão Portugal rea-lizará, na noite de hoje, umagrandiosa batalha de confetededicada especialmente ao seuquadro social.

Como as anteriores, essa ba-talha deverá fazer estrondososucesso dado o carinho com quefoi preparada,O Grupo dos Indepen-dentes Homenageará

José PortelaO Grupo dos Independentes,

tendo em vista a dedicação e osbons serviços prestados pelo seuatual presidente, José Portela,resolveu prestar-lhe significati-va homenagem que constará deum suculento "Vatapá", assimcomo a inauguração de seu re-trato na sede do Grupo, segui-do de uma grandiosa passeatae baile.Foi marcada a data de ama-nha, para a citada homenagemao seu benemérito associado.Esta festividade que terá inicioas 18 horns deverá prolongar-seate a madrugada.

MUDAMOSj Solicitamos aos srs. diri-gentes de entidades carnava-lescas, clubes dc esporte me-nor e associações recreativas,o obséquio de enviarem cor-respondêncla para Everaldode Barros, DIÁRIO CARIO-ÇA, Av. Rio Branco, 25, so-bre-loja.

tes o máximo de esplendor ebrilhantismo. Sua fachada, seusjardins, pavilhões e calõestransformados em |visões deVeneza, com toda a sugestãodas gôndolas, das pontes e doscanais da romântica cidade tíoAdriático, ao mesmo tempo ouea organização geral dos servi-ços, estão sendo objeto de cul-dados especiais.

Tudo indica que, assim cola-borando nos esforços do poderpúblico para restaurar os as-pectos turísticos do .íosso car-naval, os bailes de carnavaldeste ano, no High Life, cons-titulam aspectos marcantes debeleza, concorrência e elogân-CIEI,

A banda de música do Cor-po de Fuzileiros Navais, gen-tilmente cedida por seu co-mandante, o qual estará presen-te prestigiando a festa, toca-rá animando os foliões."Sassarico" no Teatro

RecreioPela primeira vez na história

dos Bailes da Fuzarca, do Tea-tro Recreio, um "sassarico" emregra que se repete todos osanos, haverá a eleição, por umacomissão competente, da Rainhados Bailes. S. Majestade seráescolhida dentre várias candi-datas que se estão inscrevendona redação do nossos confra-des de "A Manhã", promotoresdo original prélio. Não há pre-conceito racial para esta ins-crição, o que há é muito inte-resse e entusiasmo^ pois a Rai-nha não só reinara sobre umdos mais animados festejos car-navalescos da cidade,,.como se-râ coroada pelo Rei Momo eganhará uma infinidade de prê-mios, a começar dè uma viagemde ida e volta a Buenos Aires,oferecida pelo Mundotur. Umsucesso!Formidáveis os Bailes

do Teatro RepúblicaE' digno de nota e registro emtoda a imprensa do Distrito Fe-dera), o espetacular sucesso qüevem alcançando os bailes a fan-tasia nos majestosos salões doTeatro República. Ricamenteornamentados e maravilhosa-

mente decorados os seus salões,o Teatro República tem sido oreduto carnavalesco que todosos bons foliões procuram parabrincar de fato e de direito.Duas grandes orquestras nãodão folga aos carnavalescos,executando sem parar os maio-res sucessos do carnaval de 1952Por deferência especial da em-presa, as damas acompanhadasde cavalheiros continuam nãopagando ingresso

SOMA KETTER LIDERA 0"MISS OBJETIVA DE 195PA candidata Sônia Ketter

classificou-se em 1.° lugar naapuração final do Concurso"Miss Objetiva 1951".

A Comissão encarregada doconcurso na ultima reunião im-pugnou considerável quantidadede cédulas que nâo satisfaziamàs exigências regulamentares. 'Aimpugnação mereceu inteiraconcordância das partes interes-sadas.

A CONTAGEMApós a contagem de todos o.s

os votos, assim ficaram coloca-das as candidatas ao título"Miss Objetiva 1952".

Sônia Ketter — 85.544; OfcllaCollucci — 28.340; Nelia Paula24.237; Norma Rodrigues •-14.327; Carmen Machado —5.762; Mani Abrantes — 1.990;Lucinda Rosa Netto — 1.662;Marilda Clemente — 1.384; Ai-Iene Chuck — 801; Sheila Smith471; Haidée Copello — 263;Araçarl de Oliveira,— 161; Adi-lia Duarte — 147; Nadir — 146;Joana T. Garcia — Ul; Marle-ne Angioletti — 50; Dilma Pôr-to — 40; Etiza B. Lima — 34;Iza Lita — 2; Aidée Miranda —1; Maria Angioletti — l.

OS PRÊMIOSE' a seguinte a relação dos

prêmios oferecidos às vencedorasdesse certame:

1) viagem à Buenos Aires,com acompanhante, em DC-4

GRANDE CONCURSO *

Rainha dos Clubes, Ranchos e Escolas de Samba"'"romovido 0 Patrocinado pelo DIÁRIO CARIOCA)

Voto emrNem» - » w-iiHimti

Pertenceme a.

Votante:

Semelhanças:Elizaheth I eElizabeth II

(Conclusão da 1.* página)noi deoríut lamacentos e .corre-gadios da "Porta do» Tr^ldorea",fora da Torre. Dando atai a todo oleu gênio Iraiclvel de Tudor, real»tlu a todos •• esforços para levarem-na para dentro. Presa ou nâo, pare-ce que os próprios embrutecldoscarcereiros nlo ansiavam por tratarcomo a um homem a filha de Hen-i-ique VIII.

f iblu 40 trono em 1558, aos 25anos, como a nova Elizabeth e eo-meoou a reinar para conduzir aInglaterra a suas maiorea glórias epara assistir ao Renascimento emplena florescência. A nova rainha,ao subir ao trono, 'JA conquistou ocoracilo do seu povo como esposa* mSe. A rainha Bess ia a cáls dePlymouth para saudar seus mari-nheiros de volta rio mar.

A ÉPOCATsso foi «uma época cm que a

Inslaterra' começava a emergir comogrande potência marítima, e suap stuta minha sabia otfde residia sualôr-a. Eram dias, tambím. em nuea Inglaterra ia emergindo comogrande potência comercial, e emnue se podlr.m encontrar lr.lôsosfundando núcleos de coloniza"!. <_¦mo acmel? a nue e'mm?.ram d? Vir-tinia, em honra a s' _ ra!"ha donzela,numa terra multo di« . ni.? c liravia

Antes da morte da rainha, em1(!03. podijm- _ encontrar inglês psem nunsc ÍAdas as Dartea do mundn— buscando "ma nassa<_m npra aTnd'a pelo Noroeste, exo'orando aAfrica. comeondo o . oue vlHa aser a rrande Companhia das índiasOrWtnls e ern-ando cm caravanasa Rússia primitiva, até a Asla Cen-trai.

da Aerovlas Brasil, oferta daTV Tupi;2) estada e passeios turisti-

cos na capital argentina, duran-te' 10 dias, oferta da "Mundo-tur";

3) estada com acompanhante,no pitoresco Hotel da Grama, noMonumento Rodoviário;.

) rádio de cabeceira, ofertada Casa Garson;.

5) rádio de cabeceira, ofertada Casa Yolanda Porto;

6) penteados, cortes e colora'ções para as nove vencedoras,oferta do Instituto de BelezaMme. Toni;

7) uma máquina fotográfica,oferta dia Casa Cine-Foto;

8 coroa e faixas, oferta donosso confrade Silvano de Bri-to;

9) cinco óculos, fantasia-luxo,oferta da Ótica Fluminense;

10) cortes do famoso tecido daFábrica Bangu, oferta do dr.Guilherme da Silveira Filho.

11) um álbum com doze dis-cos, a escolher, de 10 polegadas,oferta da Casa Palermo;

12) 10 vidros de lavolho, 10 vi-dros de sobrancil, ofertas dosLaboratórios de Produtos Fará-ceuticos Glossop; e outros prê-mios.

O DESFILEAs primeiras nove candidatas

terão permante um Júri consti-tuido das seguintes autoridades:

Dr. Herbert Moses — Depu-tados Marion Machado e Bar-reto Pinto Escritor José Lins deRego; Desportista Silva de Bri-to; — Acadêmico Austfegesüode Aathayde; Jornalista UrieíTavares — Industrial Guilhermeda Silveira Filho. — Dr. Sou-za e Silva, presidente da Asso-ciação Brasileira de Artistas —Dr. Serrano Neves.

O desfile será realizado no au-ditório da Rádio Mauá. 2.° an-dar do edifício do Ministério doTrabalho, às 20 horas no dia 11do corrente, segunda-feira.

A candidata apontada poraququele Júri será aclamada ecoroada no Baile dos Artistas,no dia 16 do corrente, sábado,no Hotel Gloria,

Só' O» _er-..(Conclusão da 1." página)

Jorge V, o pai do defunto reiem 1936. • .

Entrementes, nos círculos daCorte, crescia a convicção deque a coroação da rainha Eli-zabeth II não terá lugar antesdo primeira parte do próximoano, de acordo com o prece-dente.

Nos últimos séculos, os so-beranos que subiram ao tronobritânico têm esperado pelo me-nos 1 ano antes de fazê-lo forrmalmente. A rainhi Vitória,que subiu ao trono em 1837,esperou um ano completo parasua coroação, e Eduardo VII,que a seguiu, esperou mais deIri meses. Jorge V esperou 13meses e a coroação de JorgeVI teve lugar somente 6, mesesdepois de sua ascensão ao tro-no, porém-isto só se' deu por-que se deteve a data da coroa-ção decretada por Eduardo VIII,hoje Duque de Windsor, qtysabdicou em favor do defuntomonarca.

Foram colocadas gigantescasbarreiras no trajeto que conduisao Parlamento para ajudar apolicia a controlar a multidão.O trem funerário chegará à es-tação ferroviária "Kings Cross"às 2,45 da tarde. O cortejo seráescoltado pela policia montadaaté Westminster Hall, onde che-garâ 1 hora depois. Guardasde honra dos 3 serviços arma-dos acompanharão o coche sô-bre o qual irá o feretró desdea estação através das ruas pro-tegidas pela policia. O Duquede Edinburgo, filho político dorei e o Duque de Gloucester,seu irmão, formarão parte dacomitiva de luto que marcharáatrás do fere tro. Espera-se queâ rainha Elizabeth ÍT, sua mãe,o a princesa Margareth sigamem automóvel desde a estaçãoaté Westminster, por um tra-jeto diferente.

Um porta-voz da Casa deMalbrorough disse que a rainhaviuva Maria, mãe do defuntomonarca, visitará WestminsterHall na segunda-feira, porémnão se decidiu ainda se assis-tira aos funerais de seu filho.A rainha viuva tem atualmente84' anos ds idade.

Jogo DesenfreadoNo Estado do Rio

(ConclusSo da 12.* página)

Rios, Valença, Miracema, Tere-w5polis, Campos (Praia de Ata-fona), Vassouras (Miguel Pe-reira), Barra Mansa e em ou-tros municípios, todos devida-mente garantidos pela "lei' etaxados pela "caixinha" em im-portânoias relativas às suas pos-sibilidades. Tudo dentro de umarede perfeitamente organizada,e funcionando normalmente,com todas as garantias.

FALSA PERSEGUIÇÃODurante o tempo em que o

cel. Feio esteve na Argentina(reassumirá a Secretaria de Se-gurança amanha), a Delegaciade Jogos, que no momento é aque conta com maior número deinvestigadores, promoveu o "es-touro" de alguns pequenos cas-sinos, isoladamente. Não se tra-tava, porém, de nenhuma cam-panha moralizadora, pois nâohouve a menor interrupção emoutros lugares, como- em Nite-roí por exemplo, mas de simplespretensões financeiras não sa-tisfeitas. O jogo foi "estoura-do" de acordo com as convenl-ências e não em obediência aum plano de «ombate à contra-venção.

NOVO IMPULSONa próxima semana, quandoo cel. Feio voltará ao cargo deSecretario de Segurança, espe-ra-se a reabertura dos pequenoscassinos que tiveram o seu fun-cionamento Interrompido e queestão apenas aguardando a no-vva permissão para reiniciar asua atividade. Vários elementos

políticos, neste sentido, já seentrevistaram com o Secretáriode Segurança, do qual esperama autorização e as devidas ga-rantias para a reabertura doscassinos que protegem...

Homenageado o Sr.Henrique La Roque

Por motivo da passagem doprimeiro aniversário de sua ges-tão à frente do IAPC, o sr. Hen-rique La Roque de Almeida foialvo de várias homenagens porparte de funcionários daquelaautarquia.

Alem das comemorações ha-vidas na sede central do Insti-tuto. nesta capital, realizou-se.cm Niterói, solenidade de inau-guração de um retrato do sr.Henrique La Roque, na salaprincipal da Delegacia esta-dual. Na ocasião, o presidente

j do .IAPC foi saudado pelo sr.j Eduardo Luiz Soares, presidentej da Federação do Comercio Va-

J rejista Fluminense,.

Jato A (ÜWSÜiADA

Destruiria Pelo Fogo a Ótica Brasil

Na noite de anteontem, violento incêndio irrompeu noprédio n.° 210, da rua Buenos Aires, local em que funcio-nava a Ótica Brasil, um consultório médico e a alfaiatariaa> firma A. Moreira. O fogo, segundo declarou o vigia IaÓtica Brasil Ângelo Custódio Pinto, teve inicio na alfaiata-ria, que se achava localizada no 1.° andar.

A Ótica Brasil, é de propriedade de Oscar Gabriel, re-sidente na avenida Vieira Souto,' 718, tendo como sóciosFernando da Silva e Alfredo Barroso, residindo este últimona rua Senhor dos Passos, 165. Segundo nos disse um dossócios da Ótica Brasil, o negócio estava segurado em ummilhão e oitocentos mil cruzeiros. Na foto acima, vemos Al-fredo Barroso, um dos -sócios, em desespero, assistindo à des-

truição do seu estabelecimento pelo fogo.

ESPOLIARAM A VELHINHAEM MILHARES DE CRUZEIROSHistória Complicada Que Está Sendo Apurada nall.a Vara Cível — A Anciã Tem Parentes Mas

• Não Sabe Onde os Mesmos se EncontramEstá em trânsito na 11.* Vara Civel, uni processo em qne.é personagem central uma actogenária, vitima de dois esper-

talhões que procuram, por meios escusos, vender a últimapropriedade que ela possuía.

A HISTORIAMaria Said, uma mulher

de 85 anos, há tempos erapossuidora de vários imóveisna rua José Bonifácio. Nãosabe como, pois é ela analfa-beta, vários destes imóveisforam vendidos» sendo queatualmente só possui ela a ca-sa n. 815 dtquela via publicaa um terreno na rua Conse-lheiro Agostinho, 14 e 16.

Há cerca de um ano apare-ceu em cena o indivíduo Os-valdo Í3raúne que, apresen-tando uma escritura de ven.da, levou ao conhecimento dosinquilinos da' velhinha, Fer-nando Martins da- Silva, esta-belecido com oficina de ou-rives no prédio 815, 1." loja,e Alfredo Araújo, estabeleci-do com a "Casa Celinha", 2."loja, que os mesmos teriamque mudar-se, pois a propne-dade havia sido comprada porsua esposa Iza Araújo e ne-cessltava ela do imóvel paraser demolido.

Os inquilinas não se confor-.nararn com tal situarão e pro-curaram os advogados LuwFaca e Carlts Del Vale, que.sabendo ser Maria Said anai-fabeta e não ter nenhum pa-rente que a protegesse, èh .bargaram a ação, com reque-rlmento apresentado ao ar.Juiz da 11.» Vara Civel.RAPTO E COMPLICAÇÃOEstavam as coisas neste pé,

quando, na manhã de ontem,um carro parou na rua JoséBonifácio dele saltando o in-dividuo Silvio José da Costa,que foi buscar a velhinha,

VENCEU OCARNAVAL

"JimbaúbaQuando foram baixadas as

primeiras instruções sobre asfestas carnavalescas, tivemosoportunidade dc mostrar o êr-ro cm que incidia a policiacriando vários embaraços à

realização das "batalhas", asquais sempre foram o pream;bu lo da maior festividade dacidade.

Além da rxigtncia de um re-qucrimnnto firmado por trêspessoas da identidade compro-vada, que seriam assim osrespònsávp.ij pela testa, deviahaver a concordância do de-legado distrital e por fim obeneplácito do titular da De-legacia dc Costumes c Diver-soes.

Por fim, coroando a série dcexigências, a proibição de rea-lização de "batalhas" nas ruasem que houvesse trânsito debondes.

Era a impossibilidade daefetuação daquelas festas quetiveram por palco o antigo"boulevard" 28 de Setembro,hoje avenida do mesmo nome,e que tanto brilho empresta-ram ao carnaval antes que apolicia tomasse a seu cargo adireção do reinado de Momo,desfigurando-o de sua finali-dade, tornando-o quase impo-pular ante as exigências, cen-suras a proibições impostas.

Aquelas festas, que duravamtrês noites, marcaram suaépoca, não só em face ao cn-tusiasmo dos foliões comotambém em vista ao brilhan-tismo com que eram realiza-dos.

Agora, ao que se anuncia, acélebre "batalha" do populosobairro dc Vila Isabel vai serrealizada com a duração, apompa e o entusiasmo de ou-trora, muito embora em todasua extensão seja a avenida 28dc Setembro percorrida porvárias linhas de bondes.

Terá a policia voltado atrásde sua intransigência ou oscarnavalescos do bairro deNoc) Rosa ignoram a proibiçãopolicial? <•

No primeiro caso é dc se darparabéns à policia ao recuarde seu propósito, permitindoussim que se realize uma dasfestas carnavalescas mais que-ridas da cidade e que há mui-tos anos desapareceu, dei-xando um grande vácuo nasconsagrações ao soberano daFolia.

No segundo caso será extre-mamento lamentável que otrabalho realizado fique des-perdiçado unicamente porqueum ponto de vista policial, quenão encontra apoio em qual-quer principio de ordem ou desegurança se levanta comouma barreira.

Talvez que, por conveniên-ria dc ambas as partes, umaesqueça o que proibiu e outraque há a proibição.

Dc qualquer forma, ficouevidenciada a necessidade demaior cuidado na organizaçãodc instruções policiais, princi-'palmente daquelas que se rc-lacionam com o carnaval, oqual, como o futebol/e o cine-ma, constitui o motivo prin-cipal da razão de ser da cida-di* maravilhosa. Momo venceumais uma vez!

VISTORIA NAELÉTRICA

REDE

Homenagem a Os-valdo Cruz

Transcorrerá amanhã o tri-íéssimo quinto aniversário dofalecimento do higienjsta Os-valdo Cruz. pelo que a Socic-dade Brasileira de Higiene Ie-vara a efeito uma comemoração.

A solenidade deverá ter lugarno prédio da antiga DiretoriaGeral de Saúde Pública, à ruado Rezende, 128. o qual passará3 chnmar-se "Casa de OsvaldoCruz".

O ato. que se realizará às 11horas, contará com a presençade vária, autoridades sanitárias,além dj Prefeito João CarlosVida!, a quem naberá a assina-tura do mesmo.

Por motivos da execução dede serviços que procederá narede, a Light anuncia que ha-verá interrupção no forneci-mento de energia elétrica,'hoje, nos seguintes logradou-ros:

EM NILÓPOLIS — Muni-cípio de Nilópolis — RuasMorais Cardoso — Ema deAbreu — Maria Monteiro —Fernando Mendes — Maria deAlbuquerque — Georgina Mo-reira e Francisca de Al-meida.

NA GÁVEA — (das 9 às 15htíras) — Estrada da Gávea etrecho daJ Avenida Nieméier,entre os postes 2321-40 c 2321-70.

EM MANGUEIRA — (das9 às 11 horas) — Trechos daAvenida Bartolomeu de Gus-mão, entre os postes 369-1, e69-70, e Rua Visconde de Ni-teroi, entre os postes 3307-50e 3367-1.

EM S. CRISTÓVÃO — (das12,30 às 14,30 horas) — RuasDom Carlos — São JanuárioArgentina — Teixeira Ju-nior — General Argolo — Abi-lio — Ferreira de Araújo —Amazonas — Henrique ChavesReservatório e Vieira Bue-no; (das 7,30 às 15 horas 1 —Ruas Antunes Maciel — Edu-ardo Prado e São Cristóvão.

NO ROCHA — (das 12,30às 15,30 horas) — Ruas Dr.Garnier — Aluizio Azevedo eAna Guimarães, e trecho daRua Ana Néri, entre os postes110-89 e 110-115.

. NO MEIER, ENGENHONOVO E CACHAMB1 — (das7 às 15 horas) — Ruas Alva-res Cabral — Miguel ÂngeloCristóvão Colombo — Bai-draco — Silveira Lobo — VazCaminha — Miguel CervantesPeçanha da Silva — DiasBraga — Frei Fabiano- — Vazde Toledo — Propicia — Mar-tins Lage — Marques Leão —Soares — Bolívia — Viscondede Itabaiana — Capitão Re-zende — Hugo Bezerra — Lu-cídio Lago — Rio Grande do¦ Sul — Mossoró — Torres So-brinho — Manoel Alves —Enéias Galvão — Miguel Fer-nandes e Gastão Lobão.

NO IRAJA' — (das 9 às 16horas) — Ruas Cruz Jobim —Itapeba — Itacoatiara — In-daituba — Citérea — Inobi —Iassana. — José Borges — Ubi-.rajara — Bacanga — SabinoCariaça — Nuno AndradeRocha Freire — Abiru —Licinio Barcelos — FerreiraCantão — Oliveira Alvares —Cispiatina — Encanamento —Amandiú — Oliveira César —Samim — Luiz Barroso —Anhembi — Cláudio Costa —Honório de Almeida — Gus-tavo de Andrade — CoronelLeitão e Virite-e-Cinco de De-zembro. Estradas da ÁguaGrande — do Portinho — doColégio — Monsenhor Felixe do Furão. Travessa Nove —Praça Honório Gurgel — Be-co do Portinho e trecho daAvenida Automóvel Clube, en-tre os postes 5402-200 e 5402-240.

EM JACAREPAGUA (das9 às 16 horas) — Ruas Ca-matiá — Augusto Siqueira —Sargento Paulo Moreira eJosé Silva e Estrada do Ca-penha.

EM ENGENHEIRO LEAL(das 8 às 15 horas) — RuasMaria Passos — Itamaratí —Sidonio Paes — FranciscoVale — Caetano da Silva —Florentina — Luiz Delfino —Barbosa — Cerqueira DaltroMoreira Azevedo e Traves-sa dos Cardosos.

EM BONSUCESSO e RA-MOS — (das 7 às 15 horas)Ruas Sabaúna — TangaráJoana Fontoura — UranosPiancó — Adolfo Manes —e Piambé e Travessas Salva-dor Maciel e do Saco.

EM RAMOS — (das 10 às15 horas) — Ruas Viuva Men-donça — Diogo de Brito —Roberto Silva — SargentoArlindo de Souza — Dr. No-Srtichi — Embiara — Nova —Plácido de Castro — MachadoOliveira — Eugenia — "A" —•¦1" _ -2" _ Aracatí — MagéAquiri — Isaura — Cajuipe

Joana Fontoura — Capu-cara — Iporanga — Maquiri

Cássia — Cambara —CaboReis, e Estrada' do Itararé.

EM OLARIA — (das 7,30 às15 horas) — Ruas AnspeçadaMelo — Leopoldina Rego —Angélica Mota — Dr. Alíre-do Barcelos — Leocadia Rego

Eleutério Mota — Guará-tinguetá — Antônio Carlos —Firmino Gamele ira — ClaraRego — Carlina — NoemiaNunes — Drummond — AndréAzevedo — Andira — Pirangte Estrada do Engenho da Pe-dra. •

EM SANTA CRUZ — (das• 8 às 15 horas) — Estradas dosPalmares — do Cortume e doMorro do Ar.

NO RIO COMPRIDO (das7,30 às 15 horas) — Ruas —Barão de Petropolis — Cân-dido de Oliveira — Guaicuruse Caturamà — AvenidaParticular*— Travessa Grapi-ra e Travessa Barão de Pe-trópolis.

HABEAS-CORPUSURGENTES

Está de plantio domingo, dia.10 de fevereiro de 1952 o Juizda 11.» Vara Criminal, dr. Fio-rêncio Aguiar de Matos. .TuizDistribuidor: Dr. Álvaro Tei-xeira Filho, residente à ruaMario Barreto n.° 39 Tijuca.

A Caixa EconômicaEnviou à Polícia umaCédula Falsa de 1.000

CruzeirosO diretor da Caixa EconO-

mica, sr. Claudionor de SouzaLemos, enviou à Delegacia deRoubos e Furtos, para escla-recimento, uma cédula de milcruzeiros, tida como falsa, quefora depositada na Agenciade Taubaté, em' São Paulo,ao que parece, pelo correntis-ta Celestino Camargo, ali re-sidente. .

DILIGÊNCIASA Seção de Defraudações,

designada para esclarecer ofato, já entrou em diligênciasnesta capital, devendo ir aS. Paulo um detective a fimde realizar as sindicânciasjulgadas necessárias.

Cuidado Com os FalsosFiscais

O Delegado Regional doImposto de Renda solicita-nos a publicação do seguin-te:"Tem chegado ao conheci-mento da Delegacia Regiopaldo Imposto de Renda no Dis-trito Federal, que indivíduosinescrupulosos se apresen-tam ^os contribuintes comofiscais desse tributo, sem parai.5so estarem habilitados, vi-

^sando ludibriar os comercian-tes desprevenidos.

Por esse motivo, o DelegadoRegional pede aos contribuin-tes que exijam, sempre que"isitados por funcionários doImposto de Rjenda, a carteirafuncional que os habilitemu proceder à fiscalização des-se tributo.

Solicita, outrossim, a "cola-boração de todos, a fim decoibir os abusos que se vêmverificando, entregando àautoridade policia) mais pro-xima as pessoas que se apre-sentarem como fiscais, e quenão o sendo, pretendam en-ganar os comerciantes".

MORREU AFOGADOO menino Severino, de 12anos, filho de Severino Gomes

Ramos, residente na Estradado Rio Grande. 2.589, pere-ceu afogado, ontem, quandose banhava no riacho conhe-cido naquela localidade porArroi Fundo.

O cadáver foi retirado daságuas pelos bombeiros decampinho e removido para oI. M. L. com guia do 27.°D. P..

colocando-a no Interior doveiculo tomeu rumo Ignora-do.

O sr. Fernando Martins, quea tudo assistia, imediatamentedeu ciência do fato aos seuscausidicos que, por sua vez,solicitaram a captura do vei-culo de _. 5-10-70 à RaaioPatrulha.

Mais tarde, isto é, cerca das14 horas, Silvio José da Cos-ta compareceu à presença domagistrado em companhia daanciã, declarando que levara amesma para seu escritório afim de ficar mais próximo, nahora da audiência, do foru,

O QUE DIZEM OS IN-QUILINOS

No local tivemos oportunl-dade de ouvir os Inquilinosde Maria. Said.

Dizem eles que OsvaldoBraune e sua amante IzaAraújo surgiram há cerca deum ano, em companhia deOrnar Bueatre, patrício da ve-lhinha, que era possuidor deuma procuração da mesma ufim de gerir seus negócios.

Com a apresentação da tal.escritura de venda do imóvele do terreno, ficaram elesdesconfiados de que algumacoisa de anormal estava sepassando, pois, sendo atual,mente a velhinha uma se-nhora decrépita e não ten-do parentes junto a si quepudessem protege-la, resolve-ram eles tomar a incumben-cia de proteger o que aindaresta da Infeliz.

Quanto ao rapto, disse-nos. o sr. Martins que a, historia

esta mal contada por Silvio,pois êle e seu vizinho Al-fredo Araújo estavam encar-regados pelo magistrado delevaram Maria Said para aaudiência e quo no dia an-terior já haviam tomado to.das as providencias.PERANTE O MAGISTRADO

Quando maior era a tensãono cartório da 11. Vara Ci-vel, ali dava entrada MariaSaid-acompanhada por SilvioJosé da Costa, dr. Anacleto,advogado de Iza Araújo, porOrnar Bueatre, pelo curadorde ausentes, dr, Vetaso, e pe.lo advogado João Mussl,constituído defensor pelaanciã.

Durante a audiência, esteultimo num momento de re-volta levantou-se e peranteo juiz declarou em altas vo-

, zes que a pobre velhinha vi-nha sendo vítima de sórdidachantage urdida por OrnarBueatre. Iza Araújo, SilvioJosé da Costa e OsvaldoBraune. »

Prosseguindo em suas ex-planaçôes, o dr. João Musslcomunicou ao magistradoque Maria Said possui umaneta residente nos subúrbiosda Penha, sendo esta talveza única parenta viva da an-ciã espoliada.

O magistrado ordenou dili-gência: nara completa alu-cidação do caso.** ¦ ¦ '¦ ¦"¦'¦ 1. 1 , _

Inquérito em Torno daCompra e Venda de um"OldsmobM"

Solicitou a Auto Comer-ciai Carioca Ltda., estabeleci-da na Avenida Rio Branco,18, a instauração de inquéritopolicial, contra Hilton Ribel-ro Magalhães, o qual adqui-rira da queixosa com reser-va de domínio, um "Oldsmo-bil" 1951, tendo e ntretantenegociado o carro na Bahia,passando quitação e não pa-gou os 50 mil cruzeiros quedevia por saldo da importau-cia maior de 200 mil cruzei-ros, valor da venda que lhefizera a firma.

INQUÉRITOO delegado Paulo de Le-

mos, titular da Delegacia deRoubos e Falsificações, cn-viou a petição ao cartório, afim de que seja iniciado oinquérito pedido.

CAIU DO 2.» ANDAR, — A'".licia está investigando ocaso de AIzerina GonçalvesDamasceno, dé 16 anos, bran-ca, solteira, que foi encontra-da, ontem, na Travessa Ou-vidor, em frente ao prédion.° 4, com o crânio fra<uradoe_ apresentando várias contu-soes e escoriações pelo corpo.Apurou-se até o momentoque a moca trabalha numapensão existente no 2.° andardo prédio em frente ao qualela foi encontrada. Ignora-setodavia se AIzerina tentou osuicidio, se foi atirada pela

janela ou se caiu.

Funcionários daParamount Partiram Para

a ArgentinaGeorge Weltncr e Arthur Prat-chett. diretores da ParamountFilmes, partiram do Rio de Ja-

neiro na sexta-feira, (8 de teve-reiro) num "clipper "O Presi-dente" da Pan American (Vôo201), para Buenos Aires.Durante sua permanência no Riode Janeiro, o sr. Weltner. que cpresidente da Paramount Inter--national Corporation e o sr.Pratchett, diretor da Divisão La-tino-Americana da companhia,realizaram consultas com funcio-narios do governo brasileiro, arespeito de recente regulamentopelo qual os distribuidores terãooue comprar jornais falados bra-sileiros numa proporção de deipor cento sobre o mesmo mate-nal importado.

Dr. Alipio S. TocantinsELETROCARDIOGKAF1ADOENÇAS DO CORAÇÃO

E DOS VASCS3.'sr 5.»s, e Sáb. de 16 às IS hs.Cons.: R. México, 41 - 3.° 5/ 308Tels.: 32-9184 — Res.: 2S-3335

\ I

T)lARIO CARIOCA Rio de Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952

TRANSFERÊNCIAS DO C. P. 0. R.DO EXÉRCITO PARA A ARMADA

GUERRA

O ministro daUucrrn deu o*seguinte u o sim'ctio no oficiodo Ministério daMar lnhn, quoi'C'ian. some «nc.slilínmento do(j. p. o, n. dosnitinos a p r ova-uos c matrl-

nilaao.i nu *-.*. 1. <->. H. M.i — "Se-

.Iam transferidos deste Ministério pa-ra o da Marinha todos os cândida-tos ao C. P. O. K. do Exercito, queforam aprovados no concurso de ad-mlss.to ao C. 1. O. R. da Marinhae matriculados neste ultimo Centro.Oi órgãos competentes tomem as,providencias a respeito".VAI PRESTAR EXAME NA F. P.

DE S. PAULOO ministro da Guerra autorizou o

«oldado Hutien** Marinho Cruz da Es-cola Preparatória dc São Paulo, aprestar exame para a Escola de O/l-ciais da Forca Publica do Estadorie São Paulo, conformo solicita ocomandante da 2.« K. M..DESPACHO PRESIDENCIAL SOBREFUNCIONÁRIO DA EXTINTA CON-

TABILIDADE DA GUERRASebastião de. Figueiredo Leilc, te-

líente coronel nonorarln üa extintaContabilidade da Guerra,.solicitandotranslcrencla para a reserva nos ter-mos dos ar'tgos 45 e 57, letra b, dodec. lei 3.910, de 11131,

Na exposlçüo de motivos n. 39 de24 de Janeiro do corrente ano, emque o Ministério da Guerra opinouque o pedido não esta cm condi-c6es de ser atendido por se tratarde funcionário, oílctal honorário egraduado da extinta ContabilidadeGeral da Guerra, que devera, que-rendo requerer aposentadoria, nostermos nos decretos 11.583-A c 13.470,respectivamente de 1915 e 1919, »não transferência para a reserva, deacordo com o decreto-lei 3.940, deuo presidente da Republica o seguin-1e despacho: "Sim, G. Vargas".INCLUÍDOS NO UUADRO DE TEC-

NICOS DO EXERCITOO presidente da Republica assinou

decretos na pasta da Guerra, man-dando Incluir no Quadro de Tecnl-cos do Exercito, na categoria de Tec-nlco da Ativa os capitães de Enge-nharia Mauro de Faria Becker e deInfantaria Klecius de Pennafort Cal-das. «CLUBE MILITAR

FESTEJOS CARNAVALESCOS —A Diretoria do Clube, esclarecendoque nào serão expedidos convitespara os bailes de Carnaval, reiterau apelo telto aos consóclos paraque providenciem a atualização desuas carteiras de família.

Lembra, outrossim, que a renova-çtto das referidas carteiras de fa-mllia deverá ser precedida da apre-«entação de documentos dc registrocivil do soclo a fim inscrito.

BATALHA DE CONFETI — Ser*realizada hoje, dia 9, das 22 ás 2horas uma batalha de confeti. Tra-je; — Esporte ou fantasia. Reserva**de Mesas no Departamento Kecien-t'vo' -, ,

SEGURO DE AUTOMÓVEIS — Foiproposto e aceito pelo Clube Militarum seguro cm grupo para os auto-moveis, dos associados. Informaçõesapôs As 17 horas, na sala 705, como sr. Castro o Silva.

CURSO DE INGLÊS — O ClubeMilitar mantém para os sócios e»u«s famílias um Curso de Inglês,soo a regência do professor Fio-rlano R. Queiroz, do Ensino Secun-«urlo Municipal, do DASP, e ex-professor da Escola de Estado Mnlordo Exercito. Informações no De-partamento Cultural.

TELEVISÃO — Acha-se a dispu-mçao dos sócios, na ante-sala da BI-blioteca, um aparelho de televisão,vara transmissões dos programasnormais diários e esportivos, aos do-mingos. í

DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DERENDA — Os sócios do Clube quedesejarem fazer suas declarações porIntermédio do Serviço Jurídico, pu-item procurar esse Serviço que seencarrega de confeccioná-las e apre-fentá-las ã Repartição competente".

CIRCULO MILITAR DA VILAComunicam-nos:GRITO DE CARNAVAL — Dia lb

— aaoadt,, das 22 âs 4 horas. Tra-íe — iantasia ou esporte. Ingresso

dos sócios do Circulo, medianteapresentação da carteira social. Osalunos aas Escolas Militares comcartão ae Identidade. Reserva demesa, na sede do Circulo, a parmdo dia 10 do corrente, com o snr-gento Dliceu. l'reço: Cr? 50,00.

SÁBADO E SEGUNDA-FEIRA DECARNAVAL — 1 grandiosos baile*,,das 22 às 4, horas. , Traje — tan-tasiii ou espor,c. Reserva ae mesa,na' sede fló Circulo, a partir do cua15'ao mes cm curso. Preço: Para1 noite — Cr? 80,00. Para as 1noites — Cr? l2j,uo.* DOMINGO E TERÇA-FEIRA DECARNAVAL Baile Infantil, das13 as 18 horas.,' Traje — Fantasiaou esporte? Heserva ae mesa, lmsede ao Circulo, a partir do dia 15deste mês, Preço: Para 1 dia —Cts 30,00. Para os 2 dias — Crí.,40,üu. .CLUBE MILITAR DA RESERVA DO

EXERCITO•CARNAVAL — Por convênio fir-

mado com o A. S. E. S., com seaeá rua L,aui'o Muller n. Io C. M.R. E. esta realizando, aos sábados,alegres reuniões carnavalescas, mui-to concorria as.

SEGURO* EM GRUPO — Acham-»-;à disposição «os sócios lnteressanusos ccrtülcados do Seguro em Grupo.ORDEM DO MÉRITO MILITAR t

MEDALHA DE CAMPANHAO presidente da Republica assinou

decretos nomeando, para o Corpo deGraduados Especiais da Ordem doMérito Mllltai, com o grau de oil-ciai, o coronel Norman t. Fonler, <*,com o grau de cavaleiro, o majorEdward J. Hugglns, ambos do Exer-cito dos Estados Unidos; conceden-do a Medalna de Campanha ao ex-combatente soldado João de SouzaCampos, por ter, como Integranteda Força Expedicionária Brasileira,participado «» operações de guerrana Itaiia, sem nota aesabonadoia.

ESCOLA DE RAUDE DO *EXERCITO

As provai escritas dos, Examesdo Admlssilu nu- aiversus Cursos rea-lizar-se-ão na sede da Escola e nasdas Regiões Militares, no correntemês de fevereiro e nos seguintesdias: mcdicus — dia 12 — farma-ceuticos — dlá 13 — dentistas —dia 14 e sargentos especialistas deSaúde — dia 1» — toaus as 13 horas.As Inscrições encerraram-se a 31 dejaneiro flnuo e as inspeções de Sau-de para os candidatos aos Cursos ueOficiais Já foram iniciadas.FSTABÉLECIMENTO CENTRAL DE

FINANÇASO chefe do Estabelecimento Cen-

trai do Finanças, pieVliie aos lntu-ressados que as consignações arre-cadadas no mês do janeiro ultimo,relativas u Alimento de Família,provenientes da sede, bem como deCartas de Credito, serão pagas nodia 11 du corrente mes das 12 ás14 horas, na respectiva Contadoria.Outrossim, prevlne aos que recebempor procuração para apresentarematestado de vida.

NOMEAÇÃO DE ADJUNTO DEPROFESSOR

O ministro da Guerra assinou por-taria nomeando, em comissão, ad-Junto de professor da cadeira de Tá-tica de Artilharia da A. M. A. N.o capitão José de SA Martins. .,

UNIFORME DE CAMPANHA, O ministro resolveu atribuir ao Es-tado Maloi do Exercito o estudo eestabelecimento das normas de usodo unltorme de Campanha de pra-ças, em combate, serviços gerais ouern folgas bem como fixar as dota-ções anuais para suprimento.

MATRICULA DE "VETERINÁRIOSO ministro fixou em quatro o nu.

mero de vagas para matricula deoficiais veterinários, no corrente ano,nos Cursos Especializados de que tra-ta a portaria

'• 109, de 1951, assimdistribuídas, li» K. ta.: — dois; 3.»R. M. — dols.j-

DESPACHOS DO MINISTROO ministro, da Guerra deferiu os

requerimentos de Mateus Aleixo Lo-pes, Hctio Barroso Neto, Abaon VazTorres, Joaquim Santos Fonseca,Gladston Barcelos e José Fortes C.Branco; e Indeferiu os de Luis Lo-pes de Souza, Luiz Augusto Falcãoda Fruta, Ademar dos Santos Pi-menta, Sllverld José dos Santos, Ll-dio Dias da Silva, Boanerges Men-donça Lau e Evarlsto Marques dosSantos.

PAGAMENTO DOFUNCIONALISMO

4 promoção tio ministro Renato Guillobcl ao posto de vice-almirante foi recebida com o ínaior júbilo por parle dos ofi-ciais e praças das nosáas gloriosas forças navais. No clichê, aspecto da homenagem qu» òs primeiros-tenentes da reservaremunerada e reformados prestaram sexta-feira última ao ministro da Marinha, congralulando-se pela sua promoção, quan

do o ministro Guillobel agradecia as palavras de seus companheiros de armas

CAPITAL MORTO

NOVO SUB-CHEFE DO GABINETE CIVIL

PRESIDÊNCIA

(HEFATÉA

O presidenteda Republica as-ninou decreto,nomeando JosóJoaquim de Sa¦freira A 1 v i rapara exercer asfunções de sub-chel» do gabi-note. civil da

Presidência da Republica na vagadecorrente cia dispensa concediuaao diplomata Moacir RibeiroBriggs, cm virtude da sua re-rente promoção.NOMEAÇAU PARA PRESIDÊNCIA

O presidente da Republica as-sinou decreto, nomeando Clean-tho de Paiva Leite para exer*rer as funções de oficial de ga.binete da Presidência da Rcpu-

í n ([ uéritoAdministrativo

Ao exame. edpcisão do sr.general Chefe dePolicia, fóz aCorregedoria su-bir o inquérito

'a que responde ogunrda-civil .To-se Reis dos San-tos.

JESTINU ÜE INQUÉRITO — Diri-[iu-se a Corregedoria ao titular daEstaplclallzadn de Falsificação ihda-cando se já foi restltuldo ao 19." dis-trito o Inquérito 2C9, do ano proxi-mo passado, cujo prazo dc perma-llencia já se encontra expirado.

G. E. T. — Reclamou a Correge-doria ao órgão acima referido, oUudo referente ao exame cio localrio acidente de transito verificado emIS de março do ano findo, na praiade Botafogo «om o ônibus licencia-do sob número 8-13-55. O distritolocal pediu a perícia pelo oficio 576,de 15-3-931.

NUMERO DE PROCESSO — Foioficiado ao tílular da E.-pccializadaíe Menores, pedindo para esclarecerqu«l o número conferido ao ihqúérl.to resultante das cópias do inquéritoadministrativo decorrente da lavra-tura do auto de flagrante dc Deolin-da Vieira da Silva c outros, do dis-trito do Encantado.

HORÁRIOS DE TRENSNA C. DO BRASIL

A Centivl do Brasil r-.nda nãofixou a data cm que começarão avigorar os novos horários ' dostrens dos subúrbios. A chefiaestá estudando a melhor distri-buição de horários que permitaao público embarques c desem-barques sem atropelos.

colégkTpèdro IIExtcrnato

A Secretaria avisa aos inte-resísdos que amanhã, dia onzerio corrente, às 16 horas, se-i'ão encerradas definitivamen-te os seguintes ates escolares:Inscrições nos exames de se-leção e admissão, renovação dcmatrículas para os antigos alu-no-., inclusive para os que es-tio dependendo de exames desecunda época e inscrição noscxtrãrs de segunda época parao' estudantes maVculados em1931.

blica, na vaga decorrente danomeação de José Joaquim deSá Freire Alvlm para subchele dogabinete civil da Presidência da

MATERIAL PARA PESQUISA' PETROLÍFERAO presidente do Conselho Na.

cionai do Petróleo pediu autori-zação ao presidente da Republicapata entrar em entendimento comos ministros da Guerra e da Ma-rinha, no sentido de promover afabricação; nos arsenais militares,de equipamento de perfuração dopoços de petro!»-*.

DECRETOS NA GUERRAO presidente da Republica as-

sinou os seguintes decretos na pas-ta da Guerra:-

Transferindo, do Quadro Oral-nario (14." B.C.) para o QuadroSuplementar, o coronel OsvaldoMelquiades de Almeida.

Incluindo no Quadro de Esta-do Maior da Ativai o tenente co-ronel Carlos Buck Júnior.

Nomeando — chefe de gabinetedo ministro da Guerra, o coro-nel Mauro Coutinho da Costa;para a Diretoria de Engenharia,o coronel Antenor de AlencarLira sendo cm conseqüência, in-cluido no Quadro de Estado Maiorda Ativa; diretor do Parque Re-gional de Motomecanlzaçâo da 7."Região Militar sendo, em conse-quencia, incluído no Quadro Sil-plementar Geral, o tenente coro-nel Geraldo Alves de Oliveira;para servir na Escola Prepara-toria de Porto Alegre, o tenen.Ie coronel da arma dc CavalariaAdemar Pavão Martins; instru-tor chefe do Departamento deEquitação da Escola dc Apcrfci-çoanicnlo de Oficiais, o tenentecoronel Osiris Bittencourt Coe-lho sendo, cm conseqüência, trans-ferido do Quadro SuplementarGeral para o Quadro Suplcmen-tar Privativo; para servir no Ser-viço dc Intendcncia da ."t.*** Di-visão de Infantaria, o tenente co-ronel Manoel Dias.

Transferindo, do Quadro Suple-mentar Geral para o de EstadoMaior dn Ativa o tenente coro-nel Manoel Garcia de Souza.

Classificando — no 7." R.I., o co-ronel Rafael de Souza Aguiar;no 14.» BatalhSo de Caçadores, ocoronel José Manoel Ferreira Coe-lho; no 14.» R.I., o coronel Je-ronimo Ferreira Romariz Rodrl-gues; no 2." Batalhão de Car-ros de Combate Leve, o coro-nel Cícero Saldanha Bicca; no 9."R. I. o tenente coronel AlfredoSoares Camargo; no 9.» Grupo deArtilharia a Cavalo, o tenente co-ronel Moacir Silveira Lopes: no4.» Batalhão de Engenharia, o te-nente coronel Clovis Rosas PintoPessoa: e, no 20.» Regimento deInfantaria, o tenente coronel Ar-mando Torres Pereira.

Movimento de um Mêsno M. T. I. C.

O gabinete do ministro doTrabalho registrou; durante omês de janeiro próximo passa-do, o seguinte movimento deaudiência: Audiências publicas321; confederações sindicaisIS; federações — 18; sindi-catos — 57; governadores — 4*senadores — 8: deputados — 38:vcr&dorcs — 2ô e audiênciasespeciais — 328. Soma o totalde 689 o número de audiênciasconcedidas naquele periodo, pe-i Io titular da pasta do Trabalho.

(Conclusão da 1.* página)

Tomando-se -como base omeio- circulante em 1941, chega-remos aos seguintes Índices deaumento: — 1949 — 362; 1950- 469; e 1951 — 531.

Com o risco de repetir o queninguém mais ignora, não pode-mos — todavia, deixar de tor-nar bem patente que, contraria-mente à doutrina obsoleta"quantitativista", o mero vultonumérico do meio circulante edo seu acréscimo, não pode serconsiderado, por si só e cxclu-sivamente, como fonte incondi-cionalmcnta negativa dos dis-turbios econòmico-financeiros,comumente produzidos pela in-fiação. Com eleito, para apre-ciarmos devidamente a atuaçãoda expansão monetária, é mis-ter tomar ainda nm considera-ção três outros fatores: 1) osfins específicos a que ge destinau aumento dos meios de paga-mentos; 2) a velocidade dc suacirculação e last but not least;3) as alterações que se verifi-cam, ao mesmo tempo, in plusou in minus, no volume da pro-düção nacional.

Entretanto, ao observarmosatentamente, o panorama finan-ceiro do Brasil, temos de ano-lar a existência de um íenôme-no, à primeira vista incompati-vel com os processos inflacio-nários, um fenômeno menos vi-sivel, mais disfarçado, raramen-te debatido, porém dc impor-tancia rnorme: — o de ente-souramento cm massa da moe-da nacional. A existência devultosos capitais mortos, passi-vos, — que não aparecem nomercado de capital, ficando àmargem de quaisquer opera-ções bancarias é, na realidade,um dos aspectos mais prejudi-ciais da nossa economia subca-pitalizada. Como já foi dito aci-ma, o entesouramento pareçologicamente sem base em faceda inflação, dada a diminuiçãopermanente do poder real aqui-sitivo da moeda entesourada.Isto não impede, porém, os pro-cessos de estesouramento, umdos paradoxos da economia nãoplenamente desenvolvida.

A que causas determinantes éque se deve atribuir o vultoconsiderável de entesouramen-to nacional do cruzeiro? (exis-te tambem, diga-se de passa-gem, o sou entesouramento con-sideravel no estrangeiro; na Ar-gentina, no Uruguai, e, mesmona Europa!) E quais os prin-cipais tipos de entesouvadores ?

Tudo leva a crer que essefenômeno resulta em p^rte dastendências no sentido da eva-são tributária: à íuga do im-posto de renda, bastante comumem alguns meios de interessesnornaacs, pouco estabilizados ameramente especulativos, combaixa moral tributária. Não pa-rece muito convincente a opi-nião, consoante a qual possamexercer uma influência notávelsôbrc a acumulação ciesse ca-pitai, fora do giro das opera-ções bancárias, as operações li-citas dos argentários. Não podetampouco contribuir para talefeito o tator considerado co-mumente responsável pela eva-são do capital do giro banca-rio: a falta de confiança nosestabelecimentos de crédito, orisco de sua insolvabilidade.Com efeito, os casos de falên-cias de bancos são no Brasilextremamente raros e, em vir-tude da impecável administra-ção dc fiscalização bancária,praticamente nunca afetam osinteresses de sua freguesia de-positante. Se existe uma corre-lação entre o entesouramento oo estado atuai da organizaçãobancária, cia deve ser procura-

.da alhures. Como se nos afi-gura, o entesouramento deve-se,em cflttá parte, à inexistênciaem todos os recantos, economi-camente ativos, do territórionacipnal, da rede devidamenteespalhada, bancária, que nãoconseguiu ainda penetrar sufi-cientemente no interior sem po-der acompanhar, sempre, e complasticidade desejável, o desen-volvimento de .novos centroseconômicos.

Evidentemente, seria um errometodológico identificar o vultode capital entesourado com ototal dos meios de pagamentono poder do público, que nãopassam pelos guichets banca-rios. A moeda em circulaçãocm poder do público corres-ponde atualmente a aproxima-damente 21 bilhões. A inflação,aumentando à proporção dos de-pósitos à vista — o lastro na-

para futuros objetivos indefini-dós. ' •

Um dos sintomas clássicos dogiro imperfeito, lento e rudimen-tar do numerário, intimamenterelacionado com o entesoura-mento, é o uso imperfeito decheques, daquela primeira emais elementar forma de entro-samento ou "homo economicus"'com o banco. O progresso nessesentido, no Brasil, foi, no últi-mo qüinqüênio, considerável, semporém, atingir, por enquanto, li-mites que seriam de desejar. Aestatistic-i do movimento decheques e sempre imperfeita, devez que demonstra apenas o vul-to de cheques compensados quepassam pelas Câmaras de Com-pensação, sem incluir: 1.°, acompensação dentro de uma dc-terminada instituição — banca-ria e 2.°, os cheques pagos nobalcão. E' com essa ressalva quetemos de consultar os dados dc-monstrativos do incremento degiro de cheques. Tomando-se co-mo base o Índice 1945 — 100, omovimento dc cheques compen-sados coírespondeu em 1951 a314. O total dos cheques com-pensados atingiu em 1951, 447biliões de cruzeiros, o que cor-responde a um aumento de qua-se 40 por cento sobre os 326 bi-UOés do seu movimento em 1950.

Entretanto, parece certo queo movimento de cheques pode-ria ser multiplicado com rela-tiva facilidade. Vem sendo con-siderado como método capaz deconduzir a tal objetivo a moda-lidade da legislação obsoleta eantiquada que rege essa matériae que data de 1912 (decreto n.2591, de 7 dc agosto de 1912).Está em debate no CongressoNacional o projeto legislativonesse sentido de iniciativa par-lamentar.

Mesmo assim, uma parte ele-vadissima de pagamentos — nãosomente de salários e preços nocomércio retalhista — efetua-sede mão em mão, mediante en-trega física de cédulas...

Muito resta ainda a fazer paranos aproximarmos mais do sis-tema ideal de pagamentos, vi-gente nos EE.UU., onde o dólarefetivo aparece no giro mone-tário raramente, sendo subs-tituido pelo cheque cm todasas operações, mesmo as maissimples e rotineiras de meroconsumo, inclusive no comércionão somente atacadista comotambém retalhista. Parece ina-creditavcl, mas o meio circulan-te monetário ("currency") da-quele país gigante não ultra--passa (conforme dados para ou-tubro de 1951) 25,7 biliões de dó-lares, aproximando-se nos últi-mos meses do record de 1947,quando atingiu pouco mais dc29 biliões; o aumento assim ve-rificado, explica-se, porém, ape-nas pelo envio de tropas ameri-canas à Europa e Ásia, ondetêm de usar os pagamentos cmmoeda, devido à falta de íacili-dades bancárias oportunas. Aomesmo tempo, a moeda escritu-ral ("deposit money") perfaz omontante impressionante dos 38biliões, atingindo, assim, umaproporção consideravelmente su-perior ao meio de circulação ex-terno no Brasil.

Tudo leva a crer que umaexpansão benéfica do cheque po-dera se operar, em conseqüênciade uma ação conjugada e bemplanejada, contra o inimigo n.°1 do nosso programa monetário:contra o entesouramento.

Só mediante julgamentos in-tuitivos, sem quaisquer basesobjetivas de medição cientifica,é que se pode tentar determi-nar o vulto de entesouramentono mercado nacional. Em 1947foi avaliado em 5 até 6 bilhõesde cruzeiros. Com o aumen-to do meio circulante, verifi-cado nesses últimos 5 anos csem a existência dc quaisquerfatores ponderáveis, capazes dcalterar a sua proporção, é dcse presumir que, segundo todaa probabilidade, deve perfazeratualmente, um montante dc 8até 10 bilhões. Em alguns esta-dos (por exemplo Minas Ge-rais) parece mais acentuado doque outros (>or exemplo SãoPaulo).

Não faitam v»zes isoladas dceconomistas que despresam arelevância e grfVidade efessefenômeno. Não compartilha-mos essa atitude dc reserva. —Francamente não vemos as van-tagens que possa proporcionara nossa acentuada subcapila-lizada economia nacional. Oentesouramento em massa é umfator negativo ¦ por excelência,responsável cm grande partepelas deficiências quantitãti

Os Aprovados No Exame de AdmissãoPara o Primsiro Ano do Colégio Naval

PREFEITURA

Terá iniciono próximo dia18 o pagamen-to do funcio-nállsmo muni-cipal, corre*-pondente a omês de íeve-reiro em curso.Receberão nes-

se dia cs servidores componen-tes do lote 1.

M.E.M.Será efetuado amanhS, ieeuiv

da-íeira, dás 8.15 às 16 horas, opagamento das- seguintes propôs-tas dc empréstimos:

COMUNS EFETIVOSMatriculai

14597 — 21188 — 19063 i. 4061131532 — 55820 — 34122 — 21674

25580 _ 25685 — «8111 1(503».5296 — 2C65 — 24)47 44300

27595 _ 29594 -— 28685 164"i«10825 — 11703 — 23623 3152335199 — 27903 — 1610 — 47730&

EMERGÊNCIASMatrículas

1027 r-i 1936 — 6145 1006*111239 — 130.--9 — 13812 1396S14*4*51 — 14470 — 14560 1527116531 — 18052 — 20127 2167022012 —.22868 — 25045 2347728608 — 28849 — 30214 .1040!»30585 — 45457 — 46274 4892350679 — 53305 — 57224 5823760319 — 62340 — 65169 67810

EMERGÊNCIAS SEGUNDACHAMADA IMatriculai

28708 — 56602.

Quem Está Com a Mocidade...(Conclusão da 3." pag.) ( mos criando, ao meu ver, um

tanto fantástica, de que lhes se-

MARINHA

Com o encerra-mento da corre-ção das provasdo Concurso deAclmissSo no Jl.°ano do ColégioNaval, foramaprovadosos cândida-ios cujos nomesconstam da. rela-¦ção abaixo,

além dos que já tiveram seus nomespublicados:

José de Oliveira Freire, Cláudiode Araujo Caparelli, GuilhermeFranco Moreira, Ari Sardanha Penei-.ras, Odilon da Silva Filho, Felipede S. T. D. B. Qucntal, HenriqueAlberto Boeckh, José Rodrigues Pa-checo, Enio Dniso da Costa Studart,Carlos Adão Loureiro de'Oliveira,Leonardo G. Machado Spinctti, Clau-dio César de Avelar, Luciano Alen-car de'Campos, Luiz Augusto Sou-

NOTÍCIAS DO DASPCONCURSO PARA DACTI

LOSCOPIAA prova prática do concur-

so para Dactiloscopista-Auxiliarserá realizada este mês às 20 e21 horas dos dias 13, 14, 15, 18e 19, conforme escala fixada noposto de Inscrições do DASP.

TOMARA POSSE NATERÇA-FEIRA

Está marcada para terça-fei-ra próxima, no gabinete doministro do Trabalho, a possed sr, * Jorge Bering de Matosno cargo de presidente da Fun-dação da Casa Pppular. A so-leniaf.de, marcada para às 15horas, contará com a presençado titular da pasta do Traba-lho.

apenas, a rijor, com trocas emnatureza.

O papel deflacionário do en-tesouramento é duvidoso e mui-to reiativo. Com efeito, nSo ecapaz dc subtrair vultosos capi-tais de modo definitivo e está-vei ao consumo com os riscosde um repentino desentesoura-ménto dos meios de pagamen-to, sem poder portanto amurte-cpi o impacto inflacionlsta. Oentesouramentos náo sumentt;anula os rendimentos dessas re-servas e diminue o seu valor

¦aquisitivo, com prejuízo fia-grar.te dos entesouractofes, co-mo tambem — o que importaincomparavelmente mais! —diminue as disponibilidadesaproveitáveis em empreendi-mentos produtivos. No _ mo-mento em que a mobilização in-tcgral desses recursos se im-põe para aumentar, e acelerardentro do possivel, com os nos-sos próprios recursos, a valori-ai.ção das riquezas nacionais doBrasil, o entesouramento torna-se um crime contra a economiapopular.

evidentemente, convém evi-tar uma simplificação demasia-da do problema, emprestandoao entesouramento um papelexagerado, como causa prepon-derante ou mesmo exclusiva,dos males da nossa imperfeitacirculação e da conseqüentefraqueza do crédito, Entrctan-to, a sua atuação nociva em vá-rios sentidos, é obra indiscuti-vol, O numerário entesouradoimpede os processos de capita-lização, individual ou coletiva.Restringe as disponibilidades

tural das operações de cheques ! vas e funções limitadas do cré-— não contribui porém nunca I dito bancário brasileiro. A ga-para o aumento paralelo dosdepósitos a prazo. Esses últi-mos não atinsem nem vinte porcento do total dos depósitos,sen ultrapassar no momento,mais ou menos 19 bilhões. Umaparte indeterminada da circula-ção extrabancária da moeda,vem sendo aproveitada pelosseus detentores, não somentepara pagamentos de mero con-sumo, como também para tran-sações comerciais, industriais eoutras. Entretanto, uma outra

da em poder do público ficaretida e guardada sem qualqueruso, como reserva destinada

v.-ita e a meia — eis os maioresinimigos do progresso economi-co do país! Constituindo um re-flexo fatal da organização eco-nòmica geral atrasada do Bra-sil, o capital inoperante e pas-sivo é, por sua vez. um podero-so fator retardatário dc sua ex-pansão. E' urn capital que não

7.a, Roberto Rocha dc Oliveira, Car-los Augusto Rainsíord. José GeraldoRossi,, Mario Jorge Ferreira Braga,Paulo César Espíndola de Carvalho,Alfredo Carlos Dias Henriques, JoséHenrique de Souza Aguiar, AlcirRamos da Silva, José Galaôr Ribeiro,Luiz Carlos Burgos, Clovis Humber-to Rodrigues Coelho, Sérgio PauloGomes Pereira, JoIIre Gonçalves deMagalhães, Frederik Georges CravoCosta, Reisauro Pinto Canlzio, Jor-ge Porsati da Silva Pereira, JaimeAntônio . Zambonolli, Plinio GustavoFerreira Villela, Nelson Borges daGama, Carlos Vitor P. S. Corria,Lair Ribeiro dos Santos, João Esta-nislau Façanha Filho, Dante Manoelda Rocha Santos, Augusto CorrimM. do Carvalho Neto, Humberto daCosta Monteiro, Oscar Matoso MaiaForte, Antoncs de Queiroz Chaves,Francisco Sérgio Bezerra Marinho.Hélio Fernandes do Vale, ValmirMagno Lins, Renalo Pereira da Sil-va, Carlos Frederico V. da Silva, Al-(redo Jabor, Heraldo Blaker Espozeue Rubens Areias Franco.CHAMADA DE CANDIDATOS AOCOLÉGIO NAVAL TARA INSPE-

ÇAO DE SAÚDE ¦ .Deverão 'comparecer ao Hospital

Central dc Marinha, a fim de seremsubmetidos a àbreugrafia e reaçãosorológica, nos dias e horas abaixomencionados, os seguintes cândida-tos ao Colégio Naval, aprovados nasprovas intelectuais;

Amanhã, dia 11, às S,30 horas, paraAbreugrafia, e terça-feira,* dia 12, às8,30 horas, para Reação Sorológica.

Sérgio Tasso Vasquez de Aquino,Saint-Clair Guimarães Augusto —Alfredo Henrique rta Silva BritoBorges — Ruy Barcellos CapcttlJoão Bo'*ges Pereira — Pliac.luel Machado Reco — Decio .'.n.tonio Luiz — Jisé Luiz de Olivei-ra Rodrlitues — Josn Luiz Lunas deMelo Massa — Milton LourençoCabral — Roberto de Payla Me-siano — Braullo de Freitas Olivei-ra — José Luiz Guaranys Ri*go —Luiz Felipe da Costa Fernandes

Newton Melo —• Roberto deOliveira Coimbra — Walcy Dela-maré Paiva — Guilberto WendesHippert — Ney da Costa e Sil-va — Jandr Ferreira, dos San-tos — Oscar dos Santos Nunes —José Luiz Ferreira Bastos :— Via-dlmir Pereira, de Carvalho .—Bento Auguslo Magalhães — Ih-sen Carlos de Campos — JoSoMaurício Tenorio Wanderley —Paulo Borges Freire — Carlos Al-berto do Vale Mllanez — CarlosRodrigues Pereira Belchior —Helcio cie Sá Freitas — Luiz Ro-mero Jardim Villasboas — Wll-son Ribeiro — Luiz Antônio .íiQueiroz Maloso — João BaptlslaCovdelro de Melo Serpa — SioberthDiniz Cerqueira — Ivan Pivatelli

Luiz Henrique Crimmcr —Paulo Paulista Sampaio — Jo-sé Francisco Prado Gondlm —Henrique José dc Dunham — Jo-sé Mllauskas — João de AmorimMsgclll Filho — Heraldo BorgesTeixeira — José Lindenberg Ca-mara — Mauricio Halpèrfi — Vai-ter Coelho Bruzzl — Carlos Au-guslo Bastos de Oliveira — An-drel Alves Ribeiro — Antônio Car-ios Oliveira e SUva e FernandoCarneiro Magnovlta.

Terça-feira, dia 12. às 8,30 ho-ras, para Abreugrafia:

Ronaldo Lourenço Conde de' Sou-za — Celso Loubo de Oliveira Fi-lho — Antônio Fernandes Mel rei-les — Carlos José da Cosia Mou-ra — João Cristóvão Silva Cardoso

Geraldo de Abreu Pinheiro —Aírton Sebastião Stumho — JoséNelson dc Moura — Wilson Rochade Souza — Gerardln da Silva Bon-don Júnior — Manuel Nogueira tleSouza -— Rui Moura dc Almeida

Paulo Teles da Silva Primo —Alberto de Oliveira Freitas —.Tulcio Caldeira dc Oliveira —Viior da Cunha Pereira — EdirRodrigues de Oliveira — Paulo rieTarso Marques Solon — Sérgio Ti-noco do Amaral — Sérgio GitiranaFlorcnclo Chagastcles — MauloÂngelo Mala — Geraldo da Sil-va Fonseca — Carlos EduardoRodrigues ria Cosia — EmanuelGama de Almeida — Eldo Veiea13iracuruca — Egbeito Blzzotto deAlmeida — Carlos Alberto Cervel-ri — Ney Marino Monteiro —das organizações bancárias, in

capazes, nessas condições, de Augusto Pinheiro Saldanha da_Ga-canalizar, para os empreendimentos produtivos os capitaisacumulados, contribuindo destaforma, também para limitar asfunções exercidas por nossos es-tabelecimentos de crédito, fun-ções ainda, por enquanto mui-to unilaterais e escassas. E' di-ficil interpretar, em sua inte-gra, as altas taxas de juros ban-cários, sem levar cm conside-i*í.ção o desvio dos bancos deum quantum elevado do nume-rário, que fica entesourado, empoder de vários grupos da cias-sa media, atualmente em pie-no evenimento do íuncionalis-mo e mesmo de camadas altac media do assalariado. Se oentesouramento resulta em par-te, tomo íoi acima aludido, daprecaridade de organizaçãobancária brasileira e, sobretu-do, de sua descentralização im-perfeita esse fenômeno, por seuturnu, deve ser considerado co-mo um dos principais fatoresresponsáveis pela posição dcnossos estabelecimentos dc cré-dito incompatível com a gran-deza econômica do Brasil.

O combate dinâmico, enérgi-co sem trégua ao entesoura-mento deve ser considerado co-rno um dos instrumentos maiseficazes e mais promissores dacampanha, no sentido da plenaintegração nos processos da eco-nomia moderna capitalista daparte da população brasileira,no interior e na base da nossapiramede social que ainda íi-

somente não rende, não cria lu- ¦ ca á margem desses processos:cros, como também não traba- ; é fácil antecipar os resultadoslha nem produz. O numerário j benéficos desse combate sobentesourado pode ser. até certo í o ponto de vista da expansãoponto, considerado como parte | da organização bancária, indis

e considerável parcela da moe- j integrante do setor não-munc- j cutiveimente ligada ao progres-tário da ecbnomia marginal. : so da industria e da lavoura,economia auto-suficiente, comi Tran. r rito de "O Jornal" doauto-produção e auto-consumu i dia 6-2-53

ma — Wagner Teixeira — Epl-lacio Patrício — Ney SaldanhaNogueira da Gama — ArmandoDuarte Thompson.— Francisco Zo-mastro Campos — Sérgio Ribeiro

de Vasconcelos — Edmundo Amé-<*n Caldas Oherlaender — RobertoFernando» Rodrigues — PauloPinto Botelho — Nairvulo CoelhoLoureiro — José Carlos PereiraMagalhães — Roberto MachadoTinoco — Gracio de Aguiar —Cleófas Ismael dc Medeiros Uchoa— Roberto de Almeida — Alov-sio Gomes — Fernando de SantaRosa — Josó Carlos Maraues Lei-le _ Nerimlo Viiira da SUva Bra-ga _ Reinaldo Gundes Pereira eA.lolsio Du = rte rios Santos.UNIFORMES PARA O CENTRO DSINSTRUÇÃO DE OFICIAIS PARA A

RESERVAO ministro assinou aviso, adolan-

do. como medida preliminar, mesmuantes da aprovação do projeto donovo Regulamento para os unlloi-mes ds pessoal da Marinha de Uuer-ra, atujlmente em estuao. n« —-guintes uniformes e distintivos ps^aos alunos do Centro de Instrução deOficiais para a rteserva da Mariniu.7,o A — Cinza tropissl: 7." M —Brim cln7a sem dòlroS — Calçãode brlm cinza para trabalho e de-mais peça» que acompannam esie»umíorme».

Os distintivos para os aluno» tJ-iO. 1. t>. R. M. serão: 1.» ano —Uma ancora dourada: 2.° ano —Uma ancora prateada.

A composição, descrição e uso ae'-ses uniformes e distintivos são os Jàem vigor.

OISPENSA DE OFICIALO ministro assinou portaria Oisoen

Que é afinal, essa "realidadebrasileira", Sr. Deputado?

O Sr. Artur' Santos — S5oas Universidades oficiais, cria-das por lei e ní nítidas peloGoverno Federal.

O Sr. Aliomar Baleeiro —O Governo Federal, pelo Minis-tério da Educação, está na im*possibilidade prática de podeicertiíicsr à Ordem dos Advo*gados do Brasil — conformealgun? Deputados que têm as*,sento no, Conselho Federal po*derão testemunhar — se João,Manuel ou Pedro são bacharéisem Direito. E por que? Por*que essas Universidades, con-troladas pelo Governo Federal,essas Faculdades, à sombra doGoverno Federal, forjaram, atasfalsas, venderam diplomas, ía-tos jà trazidos ao conhecimentodesta Casa.

O Sr. Artur Santos — Issonão ocorreu na Universidadedo Paraná, que jamais vendeudiplomas.

O SR. OSVALDO ORICO -Ainda que houvesse ocorrido.Seria, Sr. Deputado AliomarBaleeiro, episódio transitório navida educativa do Pais.

O Sr. Aliomar Baleeiro —Se a Universidade do Paraná— e aqui respondo ao .nohreDeputado Artur Santos — nãovendeu diplomas, infelizmentehouve Faculdades que os ven-deram. E' íato positivo, certo,incontestável, provado . por_ do-cumentos e que constam, ate, deprocessos criminais. Eu mesmoparticipei de julgamentos naOrdem dos Advogados há trêsou quatro meses, em' qüe íu-lano de tal. nome muito co-nhecido rio Rio de Janeiro, es-tava com sua inscrição em sus-penso, porque não se podiachegar à certeza sobre se elese formou, ou se cursou, ounSo, depois do segundo ano.Este é,o pais cm que o Govêr-

'no tem assistido, impotente, aosdoutores de 60 cruzeiros, aosexames gmasiais pela Lei Je-ronimo Monteiro, aos que fiz?-ram três anos em seis meses,enfim, á todas as vergonhas,em matéria de ensino à sombrado Estado.

O SK. OSVALDO ORICO —Sr. Deputado Baleeiro, não, con-tradigo, nèmdesmintq V. Excia?neste ponto. Acenas sustentoser este um episódio transito-rio da nossa vicV educativa,isso não cria regra geral, issonSo é argumento que se possatrazer para invalidar um vetoque vem, justamente, corrigirfalhas existentes e que, se porum lado restringe as facilidadesconcedidas aos possuidores dediplomas nas cidades do Bra-sil, nor outro, é sustcntáculo daorgãnizaçSo e preservação dacultura.

O Sr. Félix Valois — Res-ponda V. Excia. se no Para"há Faculdade de Filosofia.

O SR. OSVALDO ORICO —Mas o fato de não haver Fa-culdade de Filosofia no Pará,Sr. Deputado Felix Valois, nãoimpede que os elementos ca-pacitados, que existem na cida-de de Belém, venham ao Riode Janeiro oferecer a provapública de sua capacidade, e,de acordo com os resultados,retomem A sede de suas júris-üiçào, para exercer suas «aiVi-dades, dignificar seu sáxierdú-cio, e eiisiiiar, mas ensinai uuii-venientemente, corn atestado uehaDilitaçao que impeça as ía-mas, a vergonha a que se rcle-riu o nobre Deputauo Aliomarualeciro,

U or. Aliomar Baleeiro —V. Excia. me permite um apar-te?

A Sra. Ivele Vargas — V.Excia. me permita um aparte?

O SR. ObVAliUU. OKiUU —Conceuu o aparte, senáo pordireito de prioridade, de galau-teria, a nossa jovem coiega lve-te Vargas.

O ar. Aliomar Baleeiro —Aliás, represL-ntanU üa graça,nesta Casa.

A Sra. Ivete Vargas — Creioque, se o veto íosse rejeitado,a Câmara deveria vutar lei ae-terminando o fechamento dasFaculdades de Filosofia, que setornariam praticamente inúteis.

O SR. OSVALDO ORICO —Nào seria necessária tal providência; a lei eslatla ip»o factodecretada, e as Faculdades te-riam que cerrar suas portas,porque teriam, desde logo, ne-Ias gravados os r e s p ectivosepitáíios. ,

O SR. PRESIDENTE — Lem-bro ao nobre orador de quedispõe de apenas dois minutospara coneluir suas considera-ções.

O SR. OSVALDO ORICO —Disponho de dois minutos ape-nas, Senhor Presidente, e tenholéguas e léguas a percorrer cmmeu itinerário!

Quero esclarecer ao nobredeputado Aliomar Baleeiro...

O SR. EDSON PASSOS —Desejo, corroborando o ponto devista de V. Excia., fazer òbser-vação que reputo esclarecedora.P decreto-lei numero 8.777, de1946, que regula a questão doregistro de professores, estabe-lece, no art. 4.°, que o possui-.andn n eapitao de fragata Daniel icce, no art. *.-, que o possui-

dos Santos Parreira das funções de | dor de diploma de profissão li-diretor da Escola de Marinha Mei-- *"*

cante do Par».DISPENSA DE FUNCIONÁRIOFoi dispensado, a pedido, aa nm-

rão dp p;cre\ enic-dactilografo da Ta-bela Unlca de Extraimir.erarlo?-:.;en-«alistas oo Ministério da Marinha, ofunelon»rlo Oldemar Pereira da Co?-ta.LICENÇA PARA TRATAMENTO DE

SAUUt•¦"oram concedidos 90 oias de llcen-

ç» para tratamento de sua «auae au•ubo/idal Zdg&rd Pio Nunes.

beral — de medicina, advogacia. odontologia, etc, — que de-rojar fixar residência em qual-quer município do interior e alilecionar, tem de submeter-se aoexame de suficiência. Do con-trãrio, não obterá o registroNão impede, portanto, desdeque se mantenha o veto. queestes possam, tambem, exercer omagistério no interior, indeppn-dente dessa situação que esta-

rá negado o direito de lecionar.Assim falo, porque sou profes-sor, sou engenheiro, trabalhei nointerior e lecionei, sei das íacirlidades e conveniências quqexistem. Há necessidade, in-contestavclmente, que, de modosimples, se faça uma pequenaseleção.

O SR. OSVALDO ORICO —Ao contrario, o veto do presi-dente da Republica facilita êsseexame.

O SR. TENORIO CA VAL-CANTI — Tenho engatilhadoum aparte há mais de meia ho-ra.

O SR. OSVALDO ORICO —Então V. Excia. dispare logoêsse aparte. Recebe-lo-ei comose estivesse diante de um pelo-tão de fuzilamento. (Riso)

O SR.. TENORIO CA VAL-CANTI — V. Excia. achou gra-ça no "engatilhado" e disse queeu "disparasse". Parece estarde corno fechado... (Riso)

O SR. OSVALDO ORICO —Se estou de corpo fechado pe-rante V. Excta. terei muitos elongos anos de vida... (Ri«o)Ouvirei com estoicismo o apar-te "engatilhado".

O SR. TENORIO CAVAL-CANTI — Sabe V. Excia. queivíurlinho era medico e, no en-tanto, íoi um dos melhores mi-nistros da Fazenda do Brasil;Pasteur não era formado c revo-lucionou o mundo com a suaciência; o imortal Salgado Fi-lho, a cuja memória ergo, nestahora, meu preito de sauda'de,não era militar e foi dos nossosmelhores ministros da Aeronau-tica...

O SR. OSVALDO ORICO —As citações de V. Excia. pare-cem ser muito extensas e meutempo é muito curto.

O SR. TENORIO CAVAL-CANTI,— Permita-me concluir.Já que V. Excia. mandou dis-parar o aparte, receba a descár-ga... (Hilaridade) >

O SR. OSVALDO ORICO —O aparte de V. Excia. já nâoé de revolver, mas de metralha-dora... (Riso)Vou concluir. Sabe V, Excia.que não sç discute, aqui, apenasa posse;dO' diploma legal ou ile-gal. V. Excia., como mestre queé, de uma cultura ensolarada epor todos nós reconhecida...

O SR. OSVALDO ORICO —¦Êste diploma de mestre, estourecebendo agora. Peço a V.Excia. que não mo dê, porque,do contrário, o Sr. DeputadoAliomar Baleeiro vai processar-me por fraude, pois nunca ire-quentei uma Faculdade de Filo-sofia. Não posso nem cantarcom òs "Anjos do Inferno"aquele samba que reza assim:"Sou diplomata,

Me formei na Academia, , TV.Sei até filosofia,Sei até multiplicar, "Dei vinte mangos . '.> !,Pra tirar t;*ês e trezentos,Você tem que me voltar . ¦)Dezessete e setecentos". 'O Sr. Tenorio Cavalcanti —

... quero dizer, com os méritosque lhe dá a cultura especiali-zada que possui, tanto assimque se imortalizou na Acade-mia Brasileira de Letras, comuentre nós, V. Excia:, que não* éespecialista em moléstias de ne-vropatas, psicopatas e em ou-trás mais, náo obstante, tantasvezes tem discutido medicina,economia, política, borracha eoutras coisas que não são daespecialidade de V. Excia,

O SR. OSVALDO ORICO —E em algumas delas tenho feitoverdadeiras "borracheiras"...(Riso).

O Sr. Tenorio Cavalcanti —Quero dtéer a V. Excia, que adiploma faz presumir uma ca-pacidade que, na realidade, àsvezes, o indivíduo não possui.V. Excia. não ignora que ¦ hámuitos doutores cheios de ven-to, que não têm noção do queseja o vento, e há muitos, quenão são doutores, capazes deanalisar o vento...

O SR. OSVALDO ORICO —Vossa Excia. tem toda razão. Aposse de um diploma, comoestão argumentando alguns co-legas, supõe apenas no indivi-duo trazer um canudo debaixodo braço, anel no dedo, ou ter,um diploma na parede.

Estamos tratando, no momen*to, da organização da culturade "nossa" cultura. O que obje-tivamos, neste instante, é o dí-visor de águas que estabeleça,de uma vez para sempre, ondaestão os interesses de estudan-tes e professores, e onde estáo interesse superior da culturado Brasil, pela organização ha-cionai, presença e desenvolvi-mento das suas Faculdades deFilosofia e de Letras.

O SR. PRESIDENTE — Aten-ção! Está findo o tempo desti-nado ao nobre orador.

O Sr. Tenorio Cavalcanti —;Adverte-me o Sr. Presidente,com sua inflexível ampulheta:Embora não tenha S. Excia.aquela fisionomia que Deus deua outro conspicuo Presidente,devo encurtar minhas conside-rações, indo diretamente ao fimdo discurso. Faço-o para sali-entar mais uma vez que são osinteresses gerais da cultura —¦de uma cultura ameaçada —que ditam a aprovação do veto,porque o Brasil, nesta etapa deseu destino, está, como todos ospaises que. tendo atravessadoosgraus primários da civilização,reclamam que se escute a ad-vertência do pensador íran-cês,ao declarar "qui a la jcunesse a1'avenir". Sim. senhores con-gressistas! O Brasil está. nestemomento, com sua mocidade e,quem está com a mocidade. estácom o futuro! (Muito bem;muito bem. Palmas. O oradoré vivamente cumprimentado)..

:

10' Rio tle Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952 DIARTO CARIOCA

Hl»*''

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OVAVITÓRIAJB^tJfBOS/1 F/tDO BOTAFOGO2x0, Ontem, Sôbre o Fluminense — Otávioc Zezinho, Autores Dos Goals — Futebol Ex-celente, Com Um Primeiro Tempo Extraor-

dinário — Renda — Boa a ArbitragemBotafogo e fluminense joga-

ram, ontem,! no Maracanã, umapeleja excelente. Um futebol deprimeira classe, notatiamenteno período inicial, quando osquadros exibiram tudo o quesabem, com passes excelentes eataques infiltrantcs, proporcio-nando um espetáculo entusias-

jeiras, a deficiência da "mar-cação por zona", com os extre-mas soltos. Isso íacilitou muitoa ofensiva adversária, onde bri-lhou o novato Geraldo, comoum autêntico "crack".

OS GOALSOs goals da peleja foram con-

quistados por Otáuio, aos 13

ASSÍCONTRATO EM RR È N€ ©

O Goleiro Reformará CompromissoAtendendo a um Pedido do FuturoPresidente — Amanha a Conclusão

Vai o Bangu tentar na tarde de hoje contra o São Paulo,no Maracanã, a reabilitação nue vem sendo aguardada ansio-samente nela sua torcida. Tanto contra os rubro-negros e vas-cainos não foram além dc um empate, com o agravante tledeixar fugir tão bisonhamente a vitória contra o conjunto deSão Januário, quando o marcador já lhe era favorável portrês tentos a um.

LITO NA PAUTAA decisão de Barbosa nasceu

de uma conversa com o futuropresidente do Vasco, na sede doclube. O sr. Ciro Aranha, de-pois de ouvir as pretensões do"colored" arqueiro, arriscou sa-ber se Barbosa se dispunha a

firmar novo compromisso paraposterior estipulação das bases.

CONFIA NO AMIGO— A confiança que me merece

o sr. Ciro Aranha, como ho-mem e como desportista, é agarantia que tenho, assinando

"no escuro". Não tenho medo deassinar meu nome num do-cumento que tem como respun-sável um Ciro Aranha".

O IMPASSEA situação de Barbosa, no

Vasco, há mais de um mês, nàose altera: o clube só lhe dá 15mil cruzeiros por mês; o joga-dor ejçige 15 mil por mês alémde 150 mil de luvas.

Amanhã, o jogador e o sr.Ciro Aranha vão se encontrar.Desde ai, o impasse poderá sercontornado.

Santos afasta o perigo com uma cabeçada. Carlyle assiste

mante mesmo para o públiconeutro.

Embora o Fluminense tlves-se caído de pé, embora fossenotada uma in/erioridade no' sistema tático tricolor, é justoressaltar que o quadro orien-tado por Zezé Moreira caiu depé. Caiu lutando até o últimominuto, com contra-ntaques queesbarraram na sólida defesaalvi-negra.

SUPERIORIDADEO quadro botafoguense foi

minutos e Zezinho ,que substi-tuiu Pirilo, aos 43 mi)tutos dafase final. Ambos nasceram dejogadas dos extremas. O deOtáiúo, de um passe de Bragul-nha; e o de Zezinho, de um ou-tro de Geraldo. O que vem con-firmar a vulnerabilidade da de-fesa do Fluminense pelas extre-mas.

QUADROS E RENDAOs quadros atuaram assim

constituídos: BOTAFOGO: Os-valdo; Gerson e Santos; Arati.

PARA O JOGODE HOJE

Os preços de ingressos parao Jogo de hoje, Bangu x RãoPaulo, serão os seguintes:Camarote laterais

(5 pessoas) .. f. .. 347,00Camarotes de curva

(5 pessoas) .. .... 198,50Cadeiras laterais ,. .. 77,50Cadeiras de curva .... .44,50Arquibancadas 22,50Gerais 11,50Militares .. .' «,00

Os portões do Estádio Muni-cipal serão abertos às 14 (qua-torze) horas, e a venda de in-pressos será iniciada às 13,30(treze e trinta) horas, Barbosa na redação do D.C.

VOLTA O QUADRO DOBANGU AO MARACANÃ

DESTA VEZ PARA ENFRENTAR O DO SÃO PAULO F. C. — LITO NA PAUTA— Assinarei novo contrato com o Vasco, cm branco.Essa a sensacional declaração que nos fez, ontem, o goleiro

Barbosa, titular do quadro de profissionais dó clube de SaoJanuário.

Com o Sr. Ciro Aranha

Zizinho e Bauer, novamente frente a frente

Era desejo da direção técnicalançar Lito contra o Vasco, noentanto, o jogador recém-chega-do do Vila Nova foi acometidode uma forte gripe na vésperado encontro. Lito porém já serefez, daí a possibilidade de vira ser lançado no jogo desta

tarde, no centro da intermedia-ria. Podemos antecipar que ne-nhuma outra alteração está pre-vista, o que eqüivale a dizer quea constituição será a mesma dado prelio com os cruzmaltinos,ou seja — Osvaldo — Djalma eSalvador — Barbatana — Lito e

Defesa de Osvaldo. Carlyle e Gerson na expectativa

superior, não somente nas ações,forçando pelas extremas, comotambém pelo melhor futebolapresentado, em que pese o re-cuo inexplicável do meio do se-gundo tempo até à conquista do

Ruarinho e Juvenal; Geraldo,Geninho, Pirilo (Zezinho), Otá-vio e Bráguinha. FLUMINEN-SE: Castilho Píndaro e Pinhei-ro; Vitor, Edson e Bigode; Telê(Robson e depois Lino); Or-

f 79W9S8Sow5Wwv«^3owí^

jr

Homenagens Que Serão Prestadas Aos Jogadores do FlamengoA cidade assistirá na tarde de

amanhã a autentico carnavalcom a chegada dos rapazes tioC. R. do Flamengo, que cm ter-ras do velho mundo honraramo título conquistado pelo Brasilde 3." do Mundo, nas Olimpia-das de 48.

E o feito do quadro de bas-quetebol bem merece a festa quese lhe preparam. E náo so a

torcida rubro-negra estará pre-sente. Todo o aficionado do cs-porte da cesta prestará aos ra-pazes o seu tributo de homena-gem aos invictos da Europa.585 CESTAS EM 11 MATCHS

Sem dúvida alguma o feito do"five" mbro-negro é digno domonta, e a estatística bem oprova do seguinte modo: O Fia-mengo conquistou 585 cestas

HOJE, PELA MANHÃ:

Entrada de Firilfi. Castilho atira-se aos pés do comandantealvi-negro

Cariocas x PaulistasPela

"Paulo Goulart"segundo tento do adversário,recuo que se deu talvez pelocansaço da vanguarda.

E essa superioridade, em cer-tos momentos demonstrada maispela defesa do que pelo ata.-que, teve como prêmio a vitó-ria por dois tentos a zero, qurni-,do menos ela "pintava", poiso quadro tricolor jogou-se todoem busca do empate.

OFENSIVAO sistema de contra-ataques

do Fluminense não conseguiufuncionar porque sempre en-controu atenta a deíesa do Bo-tafogo. E continua a mostrar,o onze do campeão das Laran-

lando (Telê e depois Robson).Carlyle (Telê), Didi e Robson(Quincas).

A renda somou: .....,."CrS 458.325,50.

A arbitragem do inglês Márt-less íoi excelente."LAVAGEM" NO FLAMENGO

O quadro do Flamengo to-mou um "banho", ontem à lar-de, no Pacaembu, do modestoesquadrão do Santos F. C. Os"praianos" conquistaram qua-tro goals contra um apenas doscariocas. Parece que esse feitonegativo do Flamengo seja maisum exemplo para seus respon-sáveis.

NO ESTÁDIO DESÃO JANUÁRIO

Vai a representação metropo-litana de amadores tentar namanhã de hoje na peleja finalpelo campeonato brasileiro, so-brepujar os paulistas, c conse-quentemente assegurar o bi-campeonato. O sensacional en-contro terá por palco o Estádiode São Januário e está' com seuinício fixado para as 10 horas.

EM GRANDE FORMAO time está bem preparado

para a luta, conforme ficou evi-denciado no prelio de domingopassado contra o Estado do Rio,no qual seus integrantes fize-ram alarde de ótima disposição.

OS JÂlâlMS EIBf™ 1A-ETAPA-HAIS-DIFIGILCHBEbOS BÜMIEOS

FLORIANÓPOLIS, 9 (Asa-press) — Depois de oito diasde permanência nesta capital,prosseguiram viagem para Pòr-to Alegre os jangadeiros cca-renses, que tiveram um bota-fora concorrido, comparecendoao cais milhares dc pessoaspara lhes desejar boa viagem.Muitas lanchas e outras em-barcações menores comboiaramo.s jangadeiros até Barra doSul.

Como uma homenagem damulher catarinense aos bravospatricios do Ceará, várias se-nhoras da melhor sociedade lo-cal tripularam a tosca embar-cação até próximo à Barra,sendo esse gesto vivamenteaplaudido pelo povo.

Os jangadeiros deverão esca-lar em Turres c dali atingir oPorto dc Rio Grande.

RECEPÇÃO AOS JANGA-DEIROS

PORTO ALEGRE, 9 (Asa-press) — Esteve reunida noGabinete do Prefeito lido Me-neghetti a Comissão Central deRecepção aos Jangadeiros. sen-do assentadas várias medidas.

O prefeito informou que ha-via se' entendido com o vigárioda Igreja Nossa Senhora dosNavegantes, no sentido do ar-cebispo Dom Vicente Schercroficiar naquela paróquia missaem ação de graças pelo térmt-no feliz do raid. Será pedidoao comércio que cerre suas por-tas mais cedo no dia da che-gada dos jangadeiros, enquan-to que o capitão dos Portos.

Bi gffljjg, SEIO TlflGiR

comandante José Álvaro Rodri-gues, dirigirá o desfile de em-barcações que irão receber osjangadeiros, comboiando-os atéo local da chegada, à Praia de

Ainda no ensaio de conjuntorealizado na sexta-feira sob ocomando de Newton Cardoso, aequipe titular destacou-se so-bremodo pelo grande senso deinfiltração, verlíicando-se mes-mo enorme agressividade aoquinteto atacante íormac.o por,Milton — Humberto e Larry —Vavá e Paulinho. Por outro la-do, o sexteto defensivo apresen-tou o mesmo destaque com quevem se desempenhando no Tor-neio "Paulo Goulart" de Oil-veira", e atuará com — Car-los Alberto — Ismael e Mauro— Zózimo — Adesio e Bene.

OS PAULISTASTambém não se pode deixar

dt negar a ótima forma em quese encontra a representaçãobandeirante, e o marcador dc4x2 com que eliminaram osmineiros do Torneio, domingoúltimo, não oferece quaisquerdúvida. A delegação chegou on-tem pela manhã chefiada peiosr. Fernando Sandoli, e inte-grada por todos os valores quetão bem se conduziram frenteaos montanheses.

O JUIZServirá de juiz o sr. Harry

Hartless, inglês, a pedido dasduas entidades.

contra 367 em 11 partidas emquatro países e contra 10 equi-pes.

NA BÉLGICA . jogando trêspartidas marcou 17 cestas con-tra 117, tendo um saldo de 58cestas.

NA FRANÇA joganco trêspartidas (Paris, Lyon e Marsc-lha), conquistou 152 cestas con-tra 108 dos franceses, tendo umsaldo em França de 44 cestas.

NA ESPANHA jogando duaspartidas marcou 103 cestas con-tra 86 dos ibéricos, tendo por-tanto um saldo de 17 cestas.

E EM PORTUGAL, últimaetapa de vitorias rubro-negras,

o Flamengo conquistou 157 ces-tas contra 56 dos portugueses,tendo um saldo de 101 em duaspartidas apenas.

Como se observa foi em suasduas últimas'apresentações queo "five" rubro-negro conquistouo maior saldo.

CHARANGAETUDOE o povo carioca comparecerá

nessa festa de homenagem queserá autentico carnaval, pois es-tão sendo convocadas escolas des?mba, charangas e agremia-ções para manhã, às 14 horas,na sede íPraia do Flamengo),para em condução especialaguardar os heróicos jogadoresno Galeão.

Mirim — Menezes — MoacirBueno — Zizinho — Decio eNívio. '

COMPLETO O S. PAULOA delegação do São Paulo, que

desembarcou na tarde de sexta-feira por via-férrea, enfrentaráo vice-campeão carioca integra-dò pela força máxima que pos-sui no momento. O zagueiro DcSordi, recentemente contratado

e que atuou contra o Corintians,voltará a ceder o posto a Save-rio já que o técnicoVicente Feola pretende subiiie-ter o jogador a um melhor pe-ríodo de adaptação. Portanto,em tais circunstâncias o timeatuará assim formado: Poy —Saverio e Mauro — ' Bauer —Alfredo e Turcão — Alcino —Bibe — Durval —. Nenem eMaurinho.

BRAÇADAS E REMADAS, Na tarde de hoje, tendo porlocal a piscina ao Estádio Caio

'Martins, em Niterói, surâ desen-volvida a parte complementarda segunda competição por cor-,respondéncia.

Nadadores cariocas estarão emação em busca de classificaçãotambém para o CampeonatuBrasileiro, pois embora algumasescalações já estejam definidas,faltam algumas posições que se-rão com os resultados de hojedefinitivamente definidas.

A competição terá inicio as16 horas, segundo o programaestabelecido, podendo, todaviaser alterado de acordo com adeterminação do Conselho Téc-nico da F.M.N.

WATER-POLONa manhS, de hoje, na piscina

olímpica do Guanabara, serárealizado o quarto treino da se-leção carioca que compareceráao Campeonato Brasileiro. Aprática desta manha, será dasmais interessantes, porque utreinador Introduzirá nova ena-ve, Já que contando agora, comas posições mais claras, podendoportanto aplicar o seu métodocom o aproveitamento das ca-

r alíiieiras x Português;no Estádio d© Pacaembu

Pelo Rio-São Paulo, o Palmei-ras defenderá esta tarde no Pa-caembu frente a Portuguesa aco-liderança. O embate prome-te um desenrolar bastante atra-,ínte, já que ambos possuemequipes capazes dc oferecer umbom espetáculo. A Portuguesaque vem de uma derrota frenteao Fluminense tentará reabili-tar-se, embora a representaçãodos "periquitos" se ' encontredesejosa de manter a posiçãoprivilegiada que ostenta nocertame.

AS DUAS EQUIPESPelas informações bandeiran-

tes as duas equipes , atuarãocompletas, ou sejam:

PORTUGUESA — Mucca —Nena e Noronha — Santos —Carlos e Ceei — Julinho — Leo-poldo — Nininho — Pinga e Si-mão.. PALMEIRAS — Oberdan —Salvador# Juvenal — Fiume —Vila e Dema — Liminha — Pon-ce de Leon — Silas — Jair eRodrigues.

O Quadro Verde Defenderá a Liderança

Belas.

AMANHADAS 22,05 ÁS 22,30 HORAS

^^, Ondas MusicaisAPRESENTAM

UM PROGRAMA WAGNEREM GRAVAÇÕES

NACIONAL, »M KCS. - MAUÁ, 1 130 KCS.. - CUANABARA, 1.340 KCS.ROQUETE PINTO 1.400 KCS

SÍNTESE DAS ATIVIDADESDESPORTIVAS DE HOJE

FUTEBOL — Torneio Rio-S.Paulo — Bangu x São Paulo, noEstádio Maracanã (16,45 horas).

CARIOCAS X PAULISTAS,pela taça "Paulo Goulart", cam-po do Vasco da Gama U0 horasda manhã i.

PALMEIRAS x PORTUGUE-SA. no Pacaembu (às 16 horas).

INTERESTADUAL EM PI-RACICABA — São Cristóvão doRio XV de Novembro.

CAMPEONATO BRASILEI-RO de Futebol — Abertura:Acre x Guaporé. na cidade aeRio Branco e Amazonas x Ter-

ritório do Rio Branco, em BoaVista.

NÁUTICO X ESPORTE — EmPernambuco, segunda da "me-lhor de três" pelo campeonatopernambucano.

NATAÇÃO — Piscina de CaloMartins, em Niterói, à tarac.segunda competição por corres- Ipondência: provas de 200 me-tros em todos os estilos (ícml-nino e masculino).

WATER-POLO — Piscina doGuanabara (às 9 horas), treinoda seleção carioca de Water- jPolo.

racteristicas de cada Jogaaor n»poslçuw.

O treino terá inicio às 9 ho-ras, e contara com assistênciabastante numerosa;

REMOO "dois com** capixaba, cias-

síficado para representar o Bra-sil no próximo Sul-Amencanti,em Valdivia, chegará amanha aesta capital.

E a estada do "duo" caplxauaem águas da Lagoa, será daamais benéficas, pois, carecendoainda de alguma técnica, terános treinadores Keller e Buthaseus mestres. E a assimllaç&odo ensinamento dos dois técni-cos alemães será de utilidadepara as nossas cores no certa»me continental, pois é nos bar-cos curtos que residem as noa-sas maiores possibilidades.

SALTOSEvidentemente que a equips

carioca para o Campeonato Bra-slleiro é homogênea e das maisperfeitas, e sem dúvida algurm»seremos os campeões, pois avinda de saltadores como Haroí-do Mariano (Vasco) e Gunnar(Fluminense) de S&o Paulo tiniuda equipe bandeirante grandochance,.

Já com referencia ao setorfeminino teremos a nossa Diiiuna parte de Trampolim enquan-to Nora Tauz estará na piai.a-forma. Dilia vem trelrianoabem. E Nora ?

Bom, Nora, íaltanco ao cer-tame Carioca veio criar dúvidano Conselho Técnico. Será quoNora irá a Belo Horizonte en!sua melhor forma. Somente No-ra poderá responder treinandocomo deve.

CHEGA HOJES A i V I N IO jogador argentino Salvinl

deverá chegar hoje, para umteste de capacidade técnica noVasco da Gama. Aprovando, oex-titular das seleções porte-níias sorá imediatamente cuu-tratado. E sua estréia poderá,nesse caso, dar-se* contra o Flu-minense, próximo adversáriodos vascainos.

ADEMIR, OUTRO CASÜ

Trabalha o Vasco, por outrolido, para resolver o problemade Ademir, ainda em fase oinegociações de cifras com a rii-reção profissional.

Ademir, Salvini e Barbosa(fiste na mesma situação "oAdemir) são os últimos passospara a composição do planteititular vascaino, para 1953.

Hoje o Início do Cam-peonato Brasileiro

de FutebolInicia-se, hoje. o Campeonato

Brasileiro de Futebol.Em Porto Velho, jogarão M

equipes dos Territórios d0Acre c do Guaporé. .

O outro jogo será efetuaiem Bon Vista. f>ntre os Wun"binados do.Rio Branco e Ama*zonas.

Richard, comandante da ofensiva do Palmeiras

A PREL9MBNARDisputarão a partida prelimi-

nar as equipes do Rosita So-fia. c do Oriente decidinco otitulo de campeão da serie Ku-ral. do Departamento Autono-mo da F.M.F.

Mario Viana será o árbitro oaI peleja.

v'

a

DI\RTO CARIOCA Rio de Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952 11

^^ yv CONFIRMOUPOSIÇÃO: LÍDER

DUAS VITÓRIAS 00 CHILENO - E. CASTILHO FOI 0 HERÓI DA TARDE COM 3 TRIUNFOS

2° PAREO: Castillo "enfia" a segunda da tarde, dirigindo magistralmente Saído; No-caule com um arremate tardio finalizou em segundo

Com altos e baixos, íoi on-tem realizada na Gávea maisuma reunião turlistica. A notaprincipal da tarde foi sem dú-vida a exibição do bridão F.Castillo, que obteve 3 sensacio-nais vitórias, colocando-se nosdemais páreos em que tomouparte. Também o "chileno" O.Ullóa conseguiu levar ao ven-cedor dois parelheiros, coníir-mandoá,desta forma a sua posi-ção de lider . da estatística dejóqueis, com um total de onze•vitórias.

Castillo abriu a reunião ven-cendo com Madrigal; voltou avitoriar-se no segundo páreo,montando Sardo, Na terceiraprova a vitória coube ao L.Meszaros que pilotou Fogo Be-

lo, vitória esta conseguida no"photochart". Ubirajara Cunhafoi o herói do 4o páreo, ven-cendo muito fácil com Felicia;Estalo, que confirmou a suaúltima atuação deu chance aque A. Ribas conseguisse a suavitória na sabatina. Voltou ucruzar o espelho em primeirolugar o F. Castillo, conduzin-do o aluado Osculo. Nos 7o e8o páreos, i Ládano e Anco-ra, respectivamente, proporcio-naram ao bridão Osvaldo Ull&aduas boas vitórias, e com istoa confirmação da sua posiçãode líder da estatística. O 9U eúltimo páreo, V. Cunha íoi ovencedor, conduzindo o animalCrasso.

OS RESULTADOSDOS CONCURSOS

BOLO SIMPLES1 ganhador com 7 pontos —

Rateio: Cl'$ 28.039.00.BOLO DUPLO

1 ganhador com 15 pontos — Ai-telo: Cr| 20.813,00,

BETTING ITAMARATI SIMPLES93 ganhadores — Rateio: Crf....

428,00.BETTINQ ITAMARATI DUPLO4 ganhadores — Rateio: Cr$....

25.034,00.'

O DIÁRIO CARIOCA apontai

LA VESTAL — MARILINA 14DON EUVALDO - ATTACKER .. 14GAY FOX — INDLSCRETO ]<2NAGASAKI — PAO' 13MACABU' — H. BOY 14GATILLO — TURIBIO 34RADIMBA - MITENE 14PELOTÃO - ATREVIDAÇO 23VELUDO — ESTÔNIA 12

OSCULO GANHOU DO CABO FRIO PELA CERCA EXTERNAFoi o seqi/lnte o reiultado d» sabatina d« ontem no Hipodromo Brasileiro!

QO — 1« CARREIRA — Animais nacionais de quatro anoi, sem mais rie quatro vitorias no pais— Pesos da tabela, eom descarna — 1.600 metros — Prêmios: CrS 40.000,00 — CrS 12.030,00 e CrS(.000,00 e 5 por cento aa criador do vencedor:

3° PAREO: — Final duríssimo entre Fogo Belo e Manda decidido no "photochart" e

favor do pilotado de L. Meszaros, Castilho conduziu o segundo colocado

4" PAREO: — Felicia muito ligeira tomou a ponta t rumou ao vencedor sem se aperceberde suas adversárias. O Bira foi o piloto da vencedora e Rigoni conduziu Changa,

segunda colacada

Rieck, Gatilho eSaladito, Páreo Duro0 Francês Mete Pala — Mário Leva No Dedo

Mais um handícap que prome-te agradar a afíicion terá lugarlogo mais na Gávea.

A estréia do francês RIECKé, sem duvida, a grande atraçãodo páreo.

Vencedor de sete carreiras em22 apresentações, RIECK sur-ge, ainda, como uma das espe-ranças para a Temporada ln-ternacional^gste ano.

Animal de^fundo, ganhadoraté em 5.000 metros,' RIECKsempre se revelou corajoso epossuidor de muita "stamina".

Continua ótimo GATILLO,que na estréia impressionoumuito bem, é aparentemente omaior rival do francês dos srs.Caoua.

E Mario de Almeida, ao quesoubemos, continua levando ozaino "no dedo", assim comoafirma que'Gatillo só fez me-lhorar. "TERTIUS" *

Saladito, no entanto, pode fu-rar a "chapa" favorita.

Recentemente, correu multo

INFORMES PÂRÂ Â REUNS ÃO DE HOJE NA GÁVEA.1..° PAREO — 1.G00 METROS — PRÊMIOS CRS 60.000,00 — 18.000,00 — 9.000,00.-r-,ÀS 14,30 HORAS

Animais

La Veslnl ...IVerltablo ..I

.*! Miss Praricel¦I Marillna ...I

|K.s.i 54

SRr,nR0

Montarlas ICts,

L. Diaz 18K. Castillo r>0D. Silva .. S0L. Rigonl 30

Possibilidades

Há vnuila fé Cnmp?Uriora NSo gostamos ...Capaz do--repelir

Ultima performance

Estreante ...3" de Atleta 5° do Mari'»na ....1" de La Guará ...

Tem-o - Dist. . Pista

ai tm(••> 4!382 4|5

1.300 AP1.300 Ati1.300, AU

Trabalhos ou apronto»

1.600 em 10 n3j51.600 em 106"

800 em 53 3J5

2." P.AJREO — 1.300 METROS — PRÊMIOS CRS 30.000,00 — 9.000,00 — 4,500,00 — AS 14,55 HORAS

Animais IKs.1—1 D. Euvaldo..2—2 D. Pancho..3-3 Fl To--o ....4—4 Vico^prlo ..

5 Attncher ...

53

5254

Montarlas ICts.

L. Kieonl T. Pinheiro ti. Cunha S. Ferreira M. Henrique ....

Possibilidades

Vai correr bemEm boa forma .Algo melhor Não gostamos ..Boa surpresa ..,

Ultima performance8" de Incendiario ... 99 1.600. GL5" de Lobelia BI 1|5 1.400. AP4" de Egregious ... 115 1.800, APH" de B. Destino ... »1 1.400, AL,7" de Bom. Destino. 89 1.400. AL

Tempo - Dist. . Pista Trabalhos ou aprontoa

1.20 Oem 81"600 em 38 3JS

700 em 44 2]51.300 em 85"

na milha e carrega, apenas, 50quilos, o que contribui para au-.mentar suas possibilidades.

O pafeo é duro e seri sensa-cional, estamos certos.

FORFAITS PARA HOJEA Comissão de Corridas, até o

termino da sabatina: de ontrm,havia • recebido as declaraçõesdc forfait para a reunião destatarde dos seguintes animais:'ETON

BRUTUSGERICO*

A HORA DA PRIMEIRACARREIRA

A primeira prova da reuniãodesta tarde, no Hipodromo Bra-sileiro, será corrida às 14,30 ho-ras.

O Handícap Especial, denomi-nado "Armando Roxo", tem *sua realização marcada para às16,40 horas.

NAO PODEM ATUARSuspensos pela' Comissão de

Corridas, não poderão intervirna reunião desta tarde os jo-queis: Artur Arauo, BeneditoRibeiro, Pedro Coelho e Valdo-miro de Andrade e Nestor Li-nhares e os aprendizes SeverinoMachado. César Dario Caileri,Roberto Martins e Antônio Por-tilho. » ,

MADRIGAL. masculino,4 anos, São Paulo. FelicMab. do sr. Jorge Jaboiquilos. Emigdio CastilloGafeur. 52, J. Arauio ,Mont Royal, 56, O. Ulloa

PONTAS: DUPLAS:alazão, \

itatlon 1ar, 52'53

1" 12.204 24,50 23| 2.010 57.00,. .. .. '.¦ 2" 4.202 71'.00 241 8.563 11.50

3" 21.054 ' 14,00 34| 3.903 lí.OO

Não correu: Marroquino. Ganho- por um corpo; do 2' ac ?•, aua to corpos. Rateios* CrS 24.50 em1°; dupla (23), CrS 57,00; placé»:nSo houve. Tempo: 101" 4'5.« Total das apostas: Cr$ 510,670,00.Criador: Roberto e Nelson Seabra. Tratador: Mario dc Almeida.nl — 2" CARREIRA — Potros nacionais da trei anij», «em vitoria no pala — Pesos da tabela —*" 1.300 metros — Premloa: Cr$ 40,000,00 — CrS 12.000,00 • Cr$ 6.000,00 t 5 por cento ao criadordo vencedor:

PONTAS: DUPLAS:5ÁRDO, masculino, castanho, *•unos. Rio de Japeiro, Secreto eiConcordância, do stud Casablanca, ..-.*.55 quilos. Emigdio Castillo .. .. 1«! 13.8351 35.00 12 2.867 Dl .00Nocaute. 55 O. Ulloa ,. .. .. .. 2» 25.565' . 19,00 . 13 f>.rv.7 28.00Utaco, 85, A. Veira .... 3" 1.3*4 374,00 14| 4.653 56,00Oiron, 55]56, L. Rlgoni .. 0 9.624 51.00 231 4.47S] 53.00Nlgromante. 55, I. Pinheiro .... 0 . 5.382 91,00 24 2.142 122J00Cltor, 55, J. Araujo ,. 0 5.285 92,00 33 1.3P3 188.10

31 6.77S 33.B0. 44 1.0841 24,00

Ganho por dois corpos e meio; do 2o ao 3\ tres corpos. Rateios; c $ 35,00 cm 1»; dupla (IJ!), CrS28,00; placés: Sardo, CrÇ 14,50: No caule. CrS 13.00. Tempo: 84". To tal das apostas: Cr? 982.260,00.Criador: Osvaldo Aranha. Tratador: Mariano Salles.

92 3' CARREIRA — Animais nacionais de cinco anos, que nSo tenham ganho mais de CrS ....40.000,00 em prêmio» de 1» luaar no pai» — Peso: 50 quilos, cavalo e égua 48, com sobrecar-a

— 1.300 matroí — Prêmios: Cr» 30.000,00 — Crí 9.000,00 • CrJ 4.500,00 e 5 por cento ao criador do ven-cedor:

FOGO BELO, masculino, casta-nho, 5 anos, Minas Gcais. Purt-ch e Betty, dn stud Leblon, 56quilos, Lagds Meszaros ';-,'. .. ..Mandu*. 52Í53, E. Castillo ., ..Malena, 52, J. AraujoBisluri, 56, I. Pinheiro .'. .. ..Gold Matd, 50. U. Cunha .. ..PIndorama. 52Í54. A. C. Ribas ..Alpino, 56153, O. Tomaz, apMqnetario, 52, J. Tinoco .. .....

PONTAS:

12.487.21.338

6.P83'22.1512.2872.3723.4851.239

!

46,00 11127.00 IS87,00 l?j25,00 14|

25",00 221243.00 23165.00 24404,50 31

44]

DUrLAS j

7658..1597. nor,7..-,.-,7|

61415.1551T,"05|3.735|1.231|

3ÍÍG.0O' '.tt.cn•JZfiO64.00

434,0051,00re.oo75,00

222,00

Não correu: Fenlana. Ganho por uma cabeça; rio 2" ao 3». üols corpos. Rateios: CrS 46,00 cm 1";dupla (231, CrS 54,00; placís. Fogo Belo, CrS 15,00; Mandu, CrS 16,00; Malena, CrS 25,00. Tem-po: 85". Total das apostas: CrS 1141.910,00. Criador: Boelsumos Johancs Bodsons. Tratador: Anto-nlo Barboza;

qo _ 4* CARREIRA — Eguai nacionais, de quatro anos, sem mais d» tres vitorias no pais —yy

" peto» da tabela, com descarga — 1.300 metros — Prêmios'1 Cr? 40.000,00 — CrS 12.000,00 e CrS

6.000,00 e 5 por cento ao criador do vencedor:

OLHO TSELES

n a PAREO — 1.300 METROS — PRÊMIOS CRS 40.000,00 — 12.000,00 — 6J)00,00 — ÀS 15,20 HORAS

Animais IKs. Montarlas ICts. Possibilidades Ultima . performance Tempo - Dist. - Pista Trabalhos ou «prontos

1-1 Indiscreto .. 5fi IS. Castillo 25 Pode E«-inhar 2» dc Ma-roouino .. 98 1.500, AP .... 300 em 5*1"2-2 Gav Fox ... 56 L. Diaz ?5 Algo melhor 9» rie Patli Findcr ..- 80 415 1.300, GL .... 1300 cm 85 3153—3 Kárbolilol., 5n J. Graça 35 F.rn boa forma 1" tle Inriolenlc .... 85 215 1.300, AT., ....

4 Maratimb-f*,. 54 A. Ribas 40 NJío cremos 6" de Maluii 8.1 415 1.300, AU ....4—5 Osman 5fi ,T. Portilho .... 50 Há multa fó 1" rie Pirajui 97 215 1.500, AL, ....

6 Indolcnte ...| 5G U. Cunlia 50 Mantém a forfna 1» de Pirajui 87 1.300, AP

4.° PAREO — 1.300 METROS PRÊMIOS CRS 50.000,00 — 15.000,00 — 7.500,00 AS 15,45 HORASAnimais |Ks. Montai-las |Cts, Possibilidades Ultima performance Tempo - Dist. - Pista Trabalhos ou aprontes

1-1 Par, 55 E. Castillo 22 Capaz de repetir .... 1- de Oxford 82 315 1.300. AL .... 1400 em HO"2—2 Pílmer 55 I.. nlRoni 2? Bem na distancia .... 3" rie Granados .... !14 1.500, AL .... 1.300 em 83"3—3 Nagasaki .. 55 O. Ulloa 30 Há muita fé 1" de Palmer 88 415 1.400, AL .... 1.200 em 77"1—t Cor-eglo ... 55 L. Meszaros .... 40 -Não cremos 7" de Fslr Prlnce .. 111 1.800, GL ....

5 Calido 55ÍA. Ribas 50 Bem movido Estreante '

600 em 36"

5." PAREO — 1.400 METROS —'PRÊMIOS CRS 40.000,00 — 12.000,00 — 6.000,00 — ÀS 16,15 HORASAnimr-js IKs.

1-12—2

.13—1

4-6

Macajpú' Orestes ....Obelia Path Findei- .Senta a PuaKami

Happy Boy ,,

Montarlas ICts.

L.M.A.L.I.L.O.

Diaz HenriquesBrito Meszaros ,Pinheiro .,Rigoni .....Ulloa

Possibilidades

Pode blsar Algo melhor Não gostamos Vai correr bem ....Tem ótimo floreio ,Ha muita fé Vai correr melhor

Ultima performance l Tempo - Dist. . Pista

1»3»3"4"4»5"

de Dlngo do Good Sportdr Cuca-Rfha .rie Zánzibnr ...rie Soberano ,.rie Hélio de Good Sport

88 3|5 1.400.82 3'5 1.300.fl3 115 1.500,81 1'5 1.300,

10" 3;5 1.600,03 1.500.82 315 1.300,

ALAPGUALALGUAP

Trabalhos ou aprontoa

600 em600 em

1.200 em360 em

J.400 em

35 2'537 3|J81"

23 3 590 2'5

1.400 em 95"

6." PAREO — 1.800 METROS — PRÊMIOS CR? 60.000,60 — 18.000,00 — 9.000,00 — ÀS 16,40 HORASAnimais Montarlas

1-12—2

33—4

Rleek .Kurdo

ShahpurGatilhoTi roles

SaladitoToriblo

IKs. |I 55 '. O. Ulloa 22| 50 U. Cunha 60

49 S. Ferreira 5053 E. Castillo 25

| 50 .1. Tinoco 'J3j 50 O. Macedo 22I 53 L. Kiogni '.'. 22

Possibilidades

Bem preparado ..Algo melhor Cedo ainda ,Deve ganhar Boa ajuda Cbritlnua tinindo .,Ótimo reforço ...

Ultima performance

Estreante 3« de Atleta

Estreante Io de Don Carelll .6" rie Campeador ,.2" rie Campeartnr ..4" de Lover'3 Moon.

Tempo - Dist. - Pista

80 3J5 1.300, AP

99 4'5 1.600.100 1|5 1.C00 ..100 115 1.H0O AP

90 315 1.500. GU

APAP

Trabalhos ou aprontos

SOO em 50"600 em 38"700 e m42 1IS

800 em 51 2|S700 ém 49"80Ô em M*'

7. PAREO — 1.400 METROS — PRÊMIOS CRS 30.000,00 — 9.000,00 — 4.500,00 — ÀS 17,10 HORASBETTING —

Animais |Ks. Mont.iri.-is |Cts. Possibilidadesl~l ^litci,e 53 ¦'• Coutinho 35 Continua bem 2 Borgamota ,| 51 ,1 Po tilho co Tem bom exercicio ..• B. Dourada .| C.l O. Tnmaz 80 Nada tom feito -—1 Holego 51 A. Ribas 35 Pode surpreender ....

| Ma/aty cn u. Cunha 60 NSo'. gostamos 2 S" W"! 5r ?• £««.110 80 Há muita fó

Jj Nornialfsta 56 I. Pinheiro 40 Pnde surn-eender . .8 arabela 54 L. Rlgoni 50 Alp" melhor 4 in n'vo L,mrí0 -I M- Henriques .... 50 Difícil-

1 %',?'''lllS;l •*' ri i-^szaros .... 40 Vai correr bem

__ Radlmba ... a I N. Mota 35 Reaparece bem

Ultima performance

."." dc Cantinflas ....10» dc Galathóa ....!l" de Cantintlas ...1" de Werrome .,,.6" de Mitcne "' rio Mltene S« rie Mitcne 1"" de Holege

10" dc Egreglous ...S» de Lobelia 9" de Mitenc 1» dc Holão

Tempo - Dist. Pista

83 443 1.300,83 1!3 1.300.83 4J5 1.300,0797979780

1.500,1.300.1.500,

1.500,115 1.300,

102 3'5 l.fiOO,85 3J5 1.300.97 1.50060 3 5 1.000,

ALALALAPAUAUAUGLAPGLAUGL

Trabalhos ou aprentos

1.400 em 91 3,5

1.200 em 78"36" em 23"

800 cm 52"600 em 37"

350 em 23"360 em 22 3.1360 em 21 2S

LA VESTAL estreará comas honras de favorita t não es-tranhando a pista fará boa car-reira.,.

DON EUVALDO andameio aluado, mas querendocorrer é perigpso; agora vaide Kigoni, isto talvez regule...

INDISCRETO é o retrós-pecto do páreo; correndo naponta difiiilmente será bati-üo...

NAGASAKI retorna comseu ótimo trabalho para êstecompromisso; o pupilo de E.de freitas. tem 76" 1|5 nos 1200metros, muito fácil...

—, MACABU' vem coníir-mando os seus bonss privados;bem poupado no percurso poderepetir...

GATILHO estreou venceu-do det forma soberba; êste t{.lho de Boabdil anda na contae tem "voado" nos exercícios...MITENE voltou a atuar demodo apreciável, pois mistura-da com os machos chegou se-gunda; nesta terceira tem mui-ta chance...

HOLEGE anda em boa lor-ma e traz um ótimo floreio;confirmando dará trabalho nofinal...

APINAGE' íoi corrido demodo contrário ao seu gosto;na frente é outro animal...—• ERIM subiu de turma, maspode aparecer no final; o filhode Montador vem confirman-do carreiras...

ESTÔNIA continua emótima forma e em carreira nor-mal devera vencer...

JEFFY teve uma série detropeços, pois largou fora decorrida e ainda chegou em 4o;confirmando é grande adversa-rio...

FELICIA, feminino, castanho, 4anos, Pernambuco, Diagoras •Atatu.va, do sr. Arthur HermanLundgren, 52 quilos,. UbirajaraCunhaChanga, 56, L. RigonlElanut, 52, I. PinheiroGold Dream, 56, L. Diaz .. ..Ovllla, 52, A. VieiraCatira, 56, O. Ulloa .,

POETAS:

13.79314.63521.26829.3982.795,1.7691

I

..... I

48,00 1246.00 1331,00 1423,00 23

239,00 24401,00 33l

¦i«P|44

DUPLAS:

8.7258.8719.6743.8682.7031.415m t'M

38.01!37,0034,no86,00

123.00J*JÍI4,50

5B,0(612,01

Ganho por tres corpos; do 2" ao 3", um corpo. Rateios:* CrÇ 48,08 em 1»; dupla (23), CrS 86.00: pia.cés: Felicia, CrS 27,00: Changa, CrS 26,00. Tepipo: 82" 4|5. Total das apostas: Cr$ 1.301.010 00.Criador: o proprietário. Tratador: Euloglo Morgado.

qa _ 5« CARREIRA -T- Animai» nacionais de sete anpt, que não tenham Banho mais de Cr* ....*** 200.000,00 em prêmio» de ji? luaar no pais — Pe«o: 50 quilos, cavalo e erjua 48, com sobrecar-oa — 1.500 metro» — Prêmios: CrS 30.033,00 — Cr$ 9.000,:*) e CrS 4.500,00 e 5 por cento ao criadordo vencedor. — (Destinado a Jóqueis atuante» no Hipodromo Bra sileiro, que não tenham obtido maisd* 10 vitoria» no pai», desde 1" d» Janeiro de 1951):

ESTALO, masculino, castanho. 7anos. Rio de Janeiro. Apoio eWhit Sunday, do"sr. Plínio Cam.pos,- 56 qulios. Adão Coelho RibasCaoré, 50, A. NahtbAlvor, 56, J. CoutinhoNever Looses, 51, J. Martins ..Haramun, 50|52, R. Urbina .. ..

PONTAS:

20.56110.02315.4233.SÕ38.404

22,0046,0030.00

130,0055,00

12l'3l14|22

2324533444

DUPLAS:

2.47011.8848.398

3.285!1,762

121,0023,0036,00n.c.

91,00170,00

38,00165,00

N5o correram- Lumen e Brutus. Ganho por tres corpos; do a» ao 3o, quatro corpos. Rateios: CrS22 50 em 1»: dupla (14), CrS 36,00: placés: Estalo, CrÇ 14.00: Caorr, CrÇ 22,00. Tempo: 97". Total dasapostas: Cr$ 993.840,00. Criadores Serviço de Remonta e Veterinária do Exercito. Tratador: Leopoldo Benitez. ¦\£-

q«- _¦«• CARFEIRA

vencedor:

Animai» nacionais de quatro anos e mais idade — Peio» especiais — 1.400

OSCULO. masculino, castanho, 4anbs, São Paulo, Royal.Dancer eSunset Com, do sr. Pedro Raggio.54 quilos, Emigdio Castillo .. ..Cabo Frio, 48149, U. Cunl-.a .. ..Jeca. 55, O. UlloaElatl, 55156, L. RigonlManguarito, 55, J. Tinoco ,. ..Onéa, 55|53, P. Tavares, apPracinha, 54, I. Pinheiro .. ..

PONTAS:

12.58818.48514.22221.8H5.081

18.4859.667

B2.00 1235,00 1346,00 1430,00 22

129,00 2335.00 2468,00 33

3444

DUPLAS:

.•,.8968.0417.6941.7234.7775.423P.0476.1961.865

60,5044,0046,00

208,0075,0066,00

117,0058,00

191,50

Ganho por meio corpo; do 2» ao 3». meia cabeça. Rateios: CrÇ 52.00 emplacés: Osculo, CrS 34.00; Cabo Frio-Onêa, CrÇ 18.00 Terono: 87" 4!51 313 270 00 Criador: A. J. Peixoto de Castro Jr. Tratador: Osvaldo Feijó.

1"; dupla (34). CrÇ 58,Tolal das apostas: CrÇ

ft<. _ 7» CARREIRA — Animai» nacionais de tres anos, «em mai» de uma vitoria no pais — Pe."O .„. ri, tabela — 1.400 metroí — Prêmio»: CrÇ 45.000,00 — CrÇ 13.500,00 e CrÇ 6.750,00 e 5 por»os da

cento ao criador do vencedor:

S. P-1KEO - 1.300 METROS - PRÊMIOS CRS 30.000,00 — 9.000,00 — 4.500,00 — ÀS 17,40 HORAS— BETTING —

Animai» IKs.1—1 Waldoif ...

Esp;idatt3 .2 Erin

2—3 Mllu' Gerlcó ....Maná Pelotão ,..3—7 Hollvuood .

F.íon Atrcvtdaço

10 «Turújüba ..4-11 Aoínagó ...12 Cracovia .13 Luarlinda .14 Hazv ..

50f.6435'!53r>i5256565352 I

• 53 í50 I

Montai-las ICts.M. Coutinho0. Ulloa ....1. Tinoco .,L-. LclRhlon•r. Baftlcati. Cunha ...L. Rl«,onl .,F. Machado

^«-.¦ir, ,-nrrerá1. Pinheiro.'. MartinsV. MeirellesJ. Aranjo .R.- Latoi-re '.S. Câmara

...

Possibilidades

Reforça a chaveHá fe Mantém o estadoPode surpreenderDifícil Bom ararPoric ganhar Não gostamos ..

Esperam ganharNão cremo1! .....Muito corrido ..N.-ici,-, tem feito .Levam fé ....Difícil

TAREO — 1.100 METROS — PRÊMIOS

Ultima performance1*° de Oco! -*• de Lucifer

1° rie Fohador . ...I"- dc WnJdo; f fl-1 rie Eton *° rie Livramento ..«V* de Estônia 7" de Estonlí

Estreante ....12" rie Arjinagé

5» de Ocol S" rie Maracaju' ...4' de Ocoi9" de Ocoi

Tempo - Dist. . Pista

102 4'3 1.600101 3'5 1.600,

96 2|5 1.300,98 1.500,87 4'5 1.400,

104 315 1.600.102 4 5 1.600,102 4 5 1.600,

ALALALALGLALALAL

RT 2 .1 1.400, ALJ02 4 5 1.600. AT.,

PO 4 .1 1.400, AP102 45 1.600. AL102 4 5 1.600. AL

Trabalho» ou aprontes

ÍOO em 38"600 em 37 3'5

600 em 37 3'5360 em 22 2;3600 cm 37"

1.300 em 85 219

1.300 em 87"

CRS 30.000,00 — 9.000,00 — 4.500,00 — ÀS 18,10 HORAS— BETTING —

Animais Montaria»l—1 Estônia ..2 Incógnita ,—3 Veludo ...4 Javanès .,3—.-> Mahon

r\)pii!!iio ",Bnifus

4—^ Joffy" Mordaça "

ÍCts. 1 Possibilidades

.. 54 ! I.. Dia* rn50 1 U. Cunha ....". 6055 I 1.. ntconl 4052 : O. Ulloa 5052 ; 1. Pinheiro so32 ¦ .1. Araujo .... 5353 ; E. CasSiUo'.' 4035 ; V. Meirelles ....| 5006 N?o correrá ...,| 50

E' a forci Vai correr bem ..Ha muita fê Depende da saldaPode ganhar Reforça a chave .Competidor Bem movida .....

Ultima performanc»1- rie Jeffy ....3" tie Estôniai" rie Carin-.oR" rie Carinho ."• de Lucifer .õ- de Napoleão4" dc Aquila .

Estreante41 de Cravador

.,— —...» ¦ -

Tempo - Dist. - Pista TrabSIho» ou apronto»

84*3 3 1.:300. ATI .... 700 em 41"84 3 5 1.300. AU ....79 1,393, GL .... 709 em 46"95 1.500, Al 1.300 em 86'*

101 2 5 1.600. AL "O 35 1.400. AI96 1.500. AP .... 800 em 51 2JS

96 2,5 1.500." AL"'.'.'.'.

Participou do Congressode Diretores Regionais

Com destino a Cuiabá, deixouontem o Rio, em um dos Ban-deirantes da Panair do Brasil,o dr. Abrahão Benoliel, diretorregional do Departamento deCorreios e Telégrafos do Esta-do de Maio Grosso, que acabade participar do Congresso deDiretores Regionais do DCTreunido sob a presidência docoronel Adacto de Melo.

No referido conclave, do qualparticiparam mais de trinta di-rigentes, foram debatidos as-suntos de .alta relevância, todosvisando a melhoria e o levanta-mento do nivel de eficiência dosserviços postais telegraficos.

O diretor regional de MatoGrosso apresentou a debate te-ses de grande interesse, como,por exemplo, a necessidade daadoção, em âmbito geral, do sis-tema radiotclegrafico. que já éadotado em larga escala na Re-publica Argentina, e que tem avantagem de, a par da comuni-cação rápida remover o óbicedos acidentes que se registramno atual sistema.

O dr. «\brahão Benoliel, quejã militou na imprensa cariocacomo jornalista profissional,tendo pertencido aos quadros do"Correio da Manhã". "Dia-;o deNoticias" e "Vanguarda". / igiupor muito tempo o "Corre.o Po-pular". Foi professor da Escolade Aperfeiçoamento do DCT.sendo a sua diretoria a únicaque possui um Curso de Revi-são Intelectual.

LABANO, masculino,' castanho, 3anos, SSo Paulo, Wood Note eTriqulnela, do sr. Euvaldo Lo-dl. «73 quilos, Osvaldo Ulloa .. ..Aldebaran. 55156. L. Rigonl .. ..Sarilho, 55, E. CastilloSorriso, 55. J. MartinsEskie, 55. J. Portilho .. •.Coromv, 55. R. LatorreSubmarino, 5£fi56, L. DiazKantar, 55, I. Pinheiro

PONTAS:

14.15511.3886.5952.0869.532

63012.99012.116

39,00 1149,00 12«4,00 13266,50 1458,00 22

B82.00 2343.S0 2446,00 33

3444

DUPLAS:

3715.3252.4989.29!)2.3172.ff458.781

7863.62S5.295

881,0061,00

131,0035,00

.141.00128.0037,00

416,0090,0062,44

nanho nor um corpo; do 2« ao 3», tres corpos. Rateios: CrS 39, 00 em 1"; dupla (34), CrS C2.00;nlar?«f- Labano CrS 18 00; Aldsbaran. CrS 16.00; Sarilho. CrS 2ÍJ.00. Tempo: 89"J Total dasapostas: CrS i. 168.240,00. Criador: José Paulino Nogueira. Tratador: Claudemiro Pereira.

!,_ g, CARREIRA Potranco» nacionai» de tres ano», «em vlto ria no pais — Pesos da tabela —"7 1.300 metros — Prêmios: Cri 40.000,00 — CrS 12,000,00 e Cr? 6.000,00 e S por cento ao criadordo vencedorl ¦'"•¦ ¦¦¦ '- ¦ '¦¦ ¦"' •¦¦ ¦ "-'"¦''

ANCOFA, feminino, castanho. 3ano», Sáo Paulo. Albatroz e Cor-tezlnha, do sr. Victor Guilhem, 55quilos, Osvaldo UlloaAndiruba, 55, J. Portilho .. ..Piegas, 55, E. CastilloHacienda, 55I56, L. DiazPancada, 55J56. L. RigonlLavuska, 55. O. Macedo*8Amaragi, 55|t73, J. Graça. ap. ..Tumuc Hurr.ac. 55, U. Cunha, ..Gildinha. 55. R. LatorreDelta, 55, O. CastroArrojada, 55, J. Araujo

PONTAS:

1» 13.26212" 3.56613» 10.706]

10.876125.525|

0 8.2001880

3.1942.37125.525528

NSo correram: Encantada e Vendetta. Ganho por dois corpos: do 2» ao 3«, meio corpo. Rateio,:CrS 49 00 em 1- dupla (34). CrS 75.&0: placés: Ancora. CrS 23.00: Andiroba. CrS 33,00: Piegas, CrS

Tempo- 84" r*5 To kl das apostas: Cr? 1.283.590,00. Criador: C. G. de Paula Machaio. Tra

49,00, 11ISl.OO 12160,00 1359.00 1425.00 2370.000 24735.00 33163,00 34273.00 4425.00 . |

1.225,00 |

DUPLAS:

lA40 188.0f»7.324 45,007.395 44.008.458 ZSCO2.901 113,004.477 73,001.808 181,004.462 73.002.311 141,50

19,00.tador: Geraldo Morgado.

— 9« CARREIRA Animai» nacionai» de sei» «no» • mais Ida de, que nâo tenham (janho mai»de CrS 60.000,00 em prêmio» de 1" luaar no pai» — 1.400 metro» — Prêmios: CrS 25.000,00 —

CrS 7.500,00 e CrS 3.750,00 e 5 por cento ao criador do vencedor:98

CRASSO, masculino, tordilho.anos. Rio Grande do Sul, CraterFlerecida. do stud Dolimar, 58,1quilos. Valdir Meirelles ,ap. .. .Itamoji, 58. A. C. RibasCarmen. 56, E. SilvaGrSo Vizir. 58. G. CostaFoliador, 52. R. Urbina ..... .Barcena, 54. A. Nobreja .. .Waxy, 56, I. Pin'jítroItapltanga, 34, O. Castro

1«|2«3«nonoo

PONTAS:

18.22617.25316.707|

12.978119.5931-l.lfOr2.998!

603!

30,50 1177,00 12P3.00 1343,00 14123.00 231•79.00 241183.50 33915,00 34!

44|

DUPLAS:

452|2.185!9.377!6.267]2.C-H1.47.ll8.657!7.503!

582'

fii2.no113,0033,no51.00

123,00211.5035.0041,ni

537,50

Rateios: CrSCrSNAo correram: Dehés e Stamina. Ganho por cinco corpos: do2' ao 3v P"C.°.Ç° „

30 30 em 1"; dupla (33). CrS 36,00; placés: Crasso. CrS 20,00: Ita mo]l. CrS 5100: Carmen4000 Tempo- 92" Total das apostas: CrS 1.129.260,00 - Criador: Gaspar de Carvalho. Tratador: Adair Feijó. Total geral das apostas: CrS 9.834.370,00. Tolal geral dos concursos: CrS 31o.600,0J.

i FttU d» areia: pesada.

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LUXO

EM NOME DA LEI...500 MIL CRUZEIROS ASAUTORIDADES POR MÊS

Autoridades subornadas por "bicheiros" c proprietários dccassinos onde o jogo carteado impera, um" governo que procurapor todos os meios amparar e desenvolver os centros da joga-tina, uma assembléia legislativa onde a maioria pessedista ctrabalhista pactua, vergonhosamente, com a corrupção c o re-gime da propina gerado no pano verde, é o quadro moral doEstado do Rio, nos dias que correm. O governo é o fiador datavolagem e das rendas desonestas dos seus principais auxilia- mres, buscadas nas "caixinhas" dc contribuição conjunta dos ex-ploradorcs do jogo. E quando forçado pela opinião públicarevoltada, o Chefe dc Polícia é leyado a prestar contas pe-ranit. uma assembléia local de representantes do povo, a maio-ria já contaminada pela dissolução de costumes, absolve o réudo crime comprovado de permitir o funcionamento escanca-rado do jogo, com seu cortejo de suborno c compra aberta deconsciências.

JOGO INCESSANTE

Nestas duas casas, o jogo do bicho e corridas é patrocinado pela Polícia

mt USe H ouver isrevMédicos cS@ ESrasi

e Ternura® Partent

mriocaSECC/SO

eiroT JÁ DE CARÁTER NACIONAL 0 MOVIMENTO

DE AUMENTO DE SALÁRIO DA CLASSEFalando à reportagem, o professor Emiro Lima, presidente

da Associação Médica do Distrito Federal, declarou que 14\ mil médicos da Associação Médica Brasileira estão dispostos

a entrar em greve, também, solidários com seus colegas ca-riocas, caso a classe, aqui, resolva fazer a parede.

EQUIPARAÇÃO, NADA MAISgreve. Fica deliberado que os

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Rio de Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de .1.952

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Realizar-se-á. amanhã, nestacapital, uma assembléia dos tra-balhadorcs nas indústrias decalcados e de luràs do Rio deJaneiro, a fim de se debater oaumento dc salário pretendidopela classe, na base de 80 por

cento sobre os vencimentosCalcula-se cm 27 mil o nume-

ro de trabalhadores, militantesno ramo e interessados na ob-tenção do aumento,atuais.

JjOÍOA (ÚWRJxMA

Para Não Ser Mortoi- n£

inQuando Geraldo Custódio da Silva chegou

à rua Vinte e Quatro dc Maio e viu a criançacom o crânio ésmigalhado sob as rodas ilo ôni-bus n. 8.2:i_!)l (Viação Glória) perdeu a cabeça.Chorou, tentou se atirar sob as rodas dc umelétrico, sendo, a muito custo, contido por po-

pblares. Um guarda de serviço no 19." D.P. quis. saber a razão da impressionante cena. Geraldo

|\ disse que Identificara a pequenina vítima pelasI tf%. vestes. Tratava-se do seu filho Nelcir, rie !) anos,¦ ^^í\« com cie residente á rua /\ntuncs Garcia, 101.

vífll.i Com muito trabalho o homem foi retiradodali e conduzido para sua casa, enquanto o co-missário de policia fornecia suia para o InstitutoMédico Legal, com o nome dc Nelcir da Silva.

Uma surpresa porém estava reservada parao Geraldo. Quando êle cheirou em sua resitlên-cia, acabado, abatido, completamente desinteres-

sado pelas coisas do mundo, apoiamlo-sc tropegamenté nos braçosdos amiRos, sua mulher, perguntou o que havia acontecido. Commuito cuidado a infausta notí-ria foi transmitida ã senhora.E Geraldo e seus amigos jul-garam que a mulher fora ala-cada de loucura repentina, poiscomeçou a garçalhar rte modoestranho. A maneira ile rir dasenhora atraiu a vizinhança ln-clusivc Nelcir. que na ocasiãodisputava uma "pelada" numtcrrrno baldio existente próxl-mo à sua morAdia.

Geraldo ao ver o filho e rom-preender a razão das gargalha-das dc sua esposa tirou o cintoc deu regular tuntla no garotonara não lhe pregar Jamais sus-to de tal quilate.

A seguir, o professor EmiroLima acrescentou que a classenão deseja abrir precedentes.Necessitamos — disse — é deuma equiparação aos funciona-rios municipais o, agora, nosmarítimos, que tiveram ganhode causa aos seus justos esíor-ços.

A DECISÃODeclarou, ainda, que, no cn-

so da Associação Medica do Dis-trito Federal não conseguir seuintento, o Conselho Daliberati-vo da Associação Medica Bra-sideini decidirá, em reunião jáprogramada para 1.° de março.o aue a classe deverá fazer. Ea Associação Medica Brasileirajá conta, nos seus quadros, 14mil médicos.

GREVE NACIONAL

De uma coisa pode estar cor-to o presidente da Republicn,disse o professor Emiro Lima,apesar de todos os nossos es-forços para evitar tomar qual-quer medida de maior gravi-dade, não hesitaremos cm ado-tár as providencias mais dras-ticas. Dora em diante, a nossaposição será traçada pelo Con-selho. em face do andamento doprojeto de lei. Em caso de gre-ve. não a farão, apenas, os 2.100médicos da Associação do Dis-trito Federal, mas. sim. os 14.000profissionais da Associação Me-dica Brasileira.

REUNIÃO AMANHAA Associação Medica do Dis-

trito Federal convocou uma reu-nifio para amápHãi às 21 horas,em sua sede, na rua SenadorDantas, 7-A, 6.° andar, a ümde acertar providencias para amais perfeita organização 'dagreve em perspectiva. Nessesentido, a Associação dirigiu umtelegrama aos médicos do Dis-trito . Federal, convocando-ospara a reunião.

OUTRA REUNIÃONo dia 8 ultimo, reuniu-se a

Comissão de Defesa Profissionalda Associação Medica do Distri-to Federal, prosseguindo nos es-tudos sobre a organização da

hospitais e serviços do DistritoFederal, om caso de greve, fi-cariam divididos em zonas, afim de melhor dirigir os traba-lhos da parede. Foram orga-nizadas comissões para visitaros hospitais e serviços dazona do centro, e convidar oscolegas para . reunião de se-gunda-feira.

_r6C_tÍ9fl9Sas íüsasde Jogos

,

MANAUS, 9 (Asapress) —O novo chefe dc Polícia, te-nente coronel Luiz Pinhei-ro de Souza, determinou ofechamento dc todas ascasas de tavolagem existen-tes na cidade.

Essa providência foi bemrecebida pela imprensa, queelogia a determinação da-quela autoridade e faz vo-los para quo a mesma tenhacaráter definitivo.

A jogatina no E: do Rio, quenão sofreu solução de continui-dade desde que o sr. AmaralPeixoto assumiu o governo, vemganhando maior desenvolvi-mento nos últimos meses. Estejornal foi o primeiro a denun-ciar, no ano passado, a existen-cia de uma "caixinha do jog"".organizada à base do jogo dobicho, das corridas de cavalos,dos carteados e dos pequenoscassinos espalhados pelo inte-rior. A nossa denuncia reper-cutiu na Assem1 /-ia Legislativae o escândalo levou à presençados deputados o secretario deSegurança, sr. Barcelos Feio.Apesar de haver ficado provadaa existência da 'caixinha" e deserem apontados os seus bene-ticiarios. a maioria da Assem-bléia. composta de pessedistas ctrabalhistas, aceitou as explica-cões do cel. Feio. Somente aUDN, nela "oz do seu lider,denutado Alberto Torres, re-jeitou-as, considerando-as fala-ciosas.e ridículas.

TUDO COMO DANTESO escândalo, com repercussões

poliMcas que atingiam o gover-no fez com nue o jogo deixassepor alguns dias de ser praticadoabertamente como vinha aconte-cendo, passando a se toleradomais discretamente. Nuncn. po-rem, deixou de existir. E logodepois a contravenção voltavaà normalidade, reorganizando-se os pequenos cassinos; resta-hoípcendo-se os talões e ns ta-buW«s nas casas de bicbo e oecorridas de cavalos: reabnndo-se os carteados para atender anrotp"'(io«! nolHicos,..

"CAIXINHA": 500 MIL...O processo era o mesmo de

sempre: os contraventores dobicho, que são os mesmos dascorridas de cavalos, sao obri-gados a aduuirir. semanalmente,uma determinada quota de pi-lhetes da Loteria do Estado, pa-gando adiantadnmente a impor-tancia respectiva e mais umacréscimo destinado ao lunüoda "caixinha". Os banqueirosde outros jogos são obrigados auma'contribuição fixa, indepen-cientemente da renda que pos-sam ter durante o mês. Aque-les que se'negam'a contribuirsão considerados fora da lei eperseguidos implacavelmente.

Presentemente, segundo in-formações dos próprios contra-ventores, muitos deles revolta-dos com semelhante situação, a"caixinha" está arrecadandocerca de 500 mil cruzeiros men-S3lS!

EM NITERÓIEm Niterói funcionam no mo-

mento mais de 30 casas dç jogodo bicho e das corridas de _na-valos. Algumas delas dispõematé de aparelhos de rádio-telc-visão para servir melhor aosparceiros. Na Ponte das Barcas,na verdadeira concentração deantros dc jogatina, destacando-se entre eles, o "Banco Loteri-co", em frente às barcas, 'AFavorita", na rua José Clemen-te, a "Casa Lopes" e "So Valequem tem", na rua da Concei-ção. Em todos esses antros ajogatina é franca e legal e com

a própria polícia de sentinela.Ontem, o movimento de jogonestas casas íol enorme. Hojeo será também, pois apesar danossa denúncia não acredita-mos em nenhuma providênciadas autoridades.

CASSINOSEm quase todas as principais

cidades fluminenses funcionampequenos e grandes cassinos, con-forme o número e qualidadedos seus freqüentadores. Hácassinos em Friburgo, Entre

(Conclui na 8." página)

Um dos mais luxuosos centros do jogo em Niterói

Greve e Dispensa deOperários em S. Paulo

SAO PAULO (Asapress) — Continua sem solução a gre-ve dos operários das Indústrias Matarazzo. A classe reivindicaaumentos dc 50% para os salários de'1.190 cruzeiros.

Ontem, um dos trabalhadores feridos em conseqüência daação repressiva da policia, esteve na Câmara Municipal, parapedir providências com os excessos das autoridades policiais.

DISrENSA DE OPERÁRIOSAlarmado com a onda de dispensa de trabalhadores de

inúmeras firmas que se recusam a pagar o salário mínimo cs-tabclccldo por lei, o vereador paulista, na sessão legislativa deontem, protestou, energicamente, contra as medidas dos patrões.

¥i©Ser marcadas as Provasra os "Degolados" da To U©

Não Quer o DASP Esperara Decisão cio Judiciário

O DASP vai determinar a realização das provas de habl-litaçãp para os servidores reestruturados nas "Tabelas Ünicas'dos ministérios.

A decisão desse serviço auxiliar da Presidência da Repu-blica foi tomada antes da apreciação, pela Justiça, dc diversosmandados de segurança impetrados por servidores, que se sen-tiram prejudicados caso a medida viesse a ser posta cm pratica.

MEDIDA DE ECONOMIAAgindo assim, o DASP pode

ARIZIO

rá acarretar enormes despesasaos cofres públicos, de vez que,

livre o Intercâmbio

PORTO ALEGRE, 9 (Asapress^— Uma correspondência de Uru-guaiana fala dos resultados davisita do prefeita íris Valls aopresidente Peron! por interfe-rência do embaixador BatistaLuzardo, e acrescenta: "Parecefora dc cogitação o retorno doantigo comércio de consumo lo-cal pela ponte, procedente deLibrei".

Anteriormente, grande parteda população de üruguaiana sesupria cm Libres, onde as mer-cadorias eram baratas. Rcccn-temente o governo argentinoproibiu o tráfego de mercado-rias para o Brasil, como vinhasendo feito, daí a visita do pre-feito íris Valls a Perón.

O prefeito reuniu as entida-dcs locais dando conta ^dos re-sullados de sua visita ao presi-dente argentino, c aventou apossibilidade da inclusão noConvênio Argcntino-Brasileiro,que eslá sendo elaborado,

sendo pensamento dispensar osservidores que não obtiveramaprovação nos referidos exa-mes, talvez tenha que readmi-tí-los, caso lhes seja favorávela decisão judicial.

Contudo, ainda não estão^fi-xadas as datas para realizaçãodas provas.

Não quer esperar o resultado>

dos mandados

Caminhões Frigoríficose de Lixo na PrefeituraCustam Caro Mas Gastam Pouco Combustível

O prefeito solicitou orçamento a umapara aquisição dc 20 caminhões coletorescaminhões-frigoríficos.

Frigoríficos

firma alemãde lixo e 30

O pedidp de orçamento foifeito ontem, pela manhã, quan-do os representantes da firmaapresentaram ao sr. João Car-los Vital dois tipos de cami-

hastecido de Gênerosdo Cearáo Bütenor

FORTALEZA (A. N.1 — Re-gistra-se sensível baixa nos pre-ços dos gêneros alimentícios nointerior do Estado. O íenôme-no é conseqüência do satisfató-rio abastecimento que está pro-

H

MÁXIMOS JUROS

Ssr tico íilrs-. .Qldo

bancooliveira roxo1/,lll o o nio 9-ls centrai

.8 cl.adt

R. MIGUEL C0UI0. 7

sob • mesma, '.irt.l-

movendo nas zonas atingidaspela seca, a Comissão dc Abas-tecimento do Nordeste.

A distribuição dos gêneros éfeita através da LBA, Coope-rativas operárias e Santa .Casa.

RESERVA

No momento, estão armaze-nados, para oportuna distribui-ção, 35 mil volumes do produ-tos enviados pela CAN.

O governo cearense já reco-lheu ao Banco do Brasil a pri-meira parcela do pagamentodas remessas feitas, sendo, as-sim, o Ceará a primeira Unida-dc da Federação a saldar com-promissos financeiros com aC.A.N.

O SESI E O SENAI VISITADOS POR INDUS TRIAIS NORTE-AMERICANOS — Cerca dcquarenta industriais de Massachussets, nos Esta dos Unidos, sob a organização do sr. Roy Wil-liams, secretário da Federação de Indústrias dc Massachussets. estiveram em visita à Escola dcAprendizagem do SENAI, cm Triagem, e ao C entro Social n.° 2, do SESI. à praia de Inhaúma,colhendo informes sobre o desenvolvimento in dustrial cm nosso pais, bem como da assistênciadispensada ao trabalhador. Os visitantes foram homenageados com um elenco típico, pelos seuscolegas brasileiros, no "Centro Social -Roberto Simonsen", quando discursaram os srs. EuvaldoLodi e o sr. Roy Williams, que ofereceu um di nloma rte sócio honorário da Federação dc In-dústrias de Massachussets ao presidente da Confederação Nacional da Indústria. A fotografiamostra um aspecto do almo-o, quando falava o sr. Euvaldo Lodi, cm cuja oração salientou o

espirito nacionalista do nosso industrial.

0 S. A. P. S.NãoCompraráMais Veículos

Atendendo à snllcitação dn dire-tor do S A. P. S.. sr. Edson Ca-valcantl, o Conselho Técnico dePrevidência Social, tendo em vis*ta o parecer da Divisão de Con-tabilidade. transferiu para as do.tações de administração geral,serviço de alimentação, serviçorie subsistência e serviços in.dustriais, a verba destinada àuotação de aq«j|sição de veículos.

Nos termos da decisão foi n ato,ontem, ratificado pelo ministro doTrabalho.

ABANDONADA

Maria Said. anciã milionária, sem parentes, reside noquarto infecto cm que aparece falando à nossa reportagem.

O seu caso chesou ao conhecimento dos jornais depois dc di-ligèncias efetuadas a mando do Juiz da 11." Vara. pois. quandotrês pessoas foram apontadas como autoras de uma ação lesivacontra a anciã. Desse fato damos noticiário completo na oitavapágina.

nhões-frigorlflcos, com capael-dade de transporte e congela-mento de 10 a 14 toneladas decarne de tendal, podendo, porémser aumentada para 30 tonela-das, quando se tratar de carneou peixe empacotados. Apresen-taram, também, outros tipos deveículos, inclusive de coleta delixo.

PREÇOS ALTOSO Prefeito reputou os preçosdos veículos muito altos. Mas os

representantes da firma respon-deram, que eles seriam compen-sados pelo baixo custo do com-bustivel consumido, óleo Diezelou óleo combustível. Afiança-ram que um veiculo desse tipo,numa viagem do Rio a São Pau-lo gasta, apenas, Cr$ 28,30.

PARA SANTA CRUZO.Prefeito lembrou que seriainteressante aplicar uma frota

desses carros no transporte edistribuição dos produtos oriun-dos do. Matadouro de SantaCruz, pedindo, então, orçamentopara 20 caminhões de lixo e 30frigoríficos.

Macaé PedeProvidênciasao Governador

Continua sem solução a cri-se que se verifica na cidadefluminense de Macaé. Em íacndos acontecimentos, seus habi-tantes endereçaram ao gover-nador Amaral Peixoto um te-legrama com mais de quatro-cpntas assinaturas de pessoas detodas as classes sociais, e im-portantes firmas locais, pedin-do providências urgentes parao caso..

E' o seguinte o texto do te-legrama:

"População Macaé justam""-te alarmada constante falta luz,força, sem vias comunicaçã«"'.agora também sem água, pelasegunda vez menos de um mê?.conseqüência rompimento vá-rios canos linha adutora, arora-cada ainda epidemia ti"o. vemapelar vossência sejam tomadasseu governo imediatas provi-dencias técnicas c materiais,evitando agravamento.situaçãojá calamitos?'

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2-1 SECÇÃONão Pode Ser Vendida

Separadamente

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Aviação — Fotografia

-&' UM JORNAL DO RIO PARA TODO O BRASIL #Economia & Finanças

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,4/YO XXV — N. 7.244 RIO DE JANEIRO, DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO DE 1952 SUPLEMENTO DOMINICAL Matas, Campos ev Fazendas

A SEMANA INTERNACIONAL EM REVISTAO Potencial Econômico e Militar da Europa C oncentrado Num Triângulo Vital Para a Defesa da Civilização Ocidental

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POTENCIAL MILITAR

ArgentinaPerón Liquidou

o "Bife"Ao contrário de certo setor da

t-piniáo bras'1***, que, até há pou- .co tempo, ainc * espei-va rem—sasd* trigo da Argentina, a Grã-Bre-tanha sabe que Perón não temcarne para cumprir as cotas doacordo • -gio-argentino em vigor.Mais ainda: sabe que a crise nâoecrã de curta duração.

Eíetlv—.-'...c nada mais difícild" prever do que a provável dura-Ção da escassez de carne argentina.O fenômeno não - apenas econô--nlc A política '. tá envolvida nocaso...

Tào embrulhada anda a situaçãoque, em Buenos Aires, não há duasopiniões concordantes sobre as cau-sas da crise. Enquanto criadores•alam na diminuição dos rebanhos,0 governo cita estatísticas paracomprovar aumento de consumo.O ilebate prolonga-se há meses eameaça prosseguir indefinidamente,com o povo e os consumidores cs-trangeiros — indiferentes às teo-rias — reclamando o bife dc tododia..,

Miséria da PecuáriaNo que se refere à Inglaterra, porexemplo, as cifras espelham bem aMiséria da pecuária argentina.Embora as cetas do acordo porUm ano, em vigor até abril pró-"pino, estipulem apenas embarquesde .00.000 toneladas de carne ver-de e 30.000 toneladas de "corned-

bcaf" — isto é, metade do que aInglaterra estava habituada a rc-ceber — sabe-se, em Londres, que"• Argentina não roderá honrar ocompromisso no prazo estipulado.Em julho último, menos de trêsmeses após a assinatura do proto-colo entre a Inglaterra e a Ar-

Ecntlna, o país de Perón foi obri-Pado a reduzir a matança do gadoPara exportação a 10.500 tonela-das mensais, cota esta que perma-»cceu inalterada em agosto, Betem*,oro c outubro. No mesmo período.DS embarques de carne enlatadajairam a 30"i da média do periodo•aneiio-maio

de 51. Em meados;•"• agosto a escassez de carne acen-• uou-sc de tal forma que a expor--ação foi trjtalmente suspensa e sóR Partir de outubro pôde o govôr-'•o reiniciar os embarques, em es-cala moderada.

ControvérsiaAs razões de tal calamidade, em

um pais essencialmente agropaslo-ril, sáo causa da controvérsia alu-dida no principio desta nota. Fa-Ia-se no crescimento da produção,no aumento do consumo e citam-se muitos outros fatores capazes doatingir a crise. Não é possível, con-tudo, vêr duas pessoas de acordo,sóbre o grau de importância dacada um dos motivos alegados.

Ê evidente, porém, que a popu-lação do país aumentou mais dc-pressa do que o número dos reba-nhos. Sabe-se-que muitas cabeçasde gado perderam-se por ocasiãoda seca do verão de 1949-50 e, tam-bém, embora em proporção menor,durante o inverno de 1950. Muitoscriadores declaram, porém, que aquantidade do gado morto, em con-seqüência dos fenômenos climaté-ricos, tem sido muito exagerada.Não há estância sem água de poço— dizem cies — e seca sempreaconteceu...

Para os criadores, adversáriosintransigentes do atual regime, acausa da crise reside nas pertur-bações financeiras provocadas pelaintervenção estatal na. pecuária.

Outra causa que também pareceevidente é a alta do preço da lã,após a guerra da Coréia. A eleva-ção das cotações do produto, nomercado internacional, tornarammais lucrativa a criação de reba-nhos para tosquia. Havendo reau-ção na matança de ovelhas e car-neiros, a procura da carne vacumaumentou inevitavelmente. Aomesmo tempo, a quebra da saíra d8milho, no periodo 49-50, oneroumuito os avicultores e suinoculto-res. Caindo a produção de porcos,galinhas e ovos os consumidoresvoltaram a recorrer, mais uma vei,aos suprimentos de carne bovina.

As estatísticas oficiais mostramque o número de cabeças abatidaspara consumo interno elevou-se de4.742.467, em 1937, a 7.589.270 em1950. No mesmo periodo, a quantl-dada de gado morto para exporta-ção caiu de 2.410.450 a 1.807.229.

Os críticos do governo explicamo fato alegando que, antes, a po-pulação rural era maior e a ma-tança efetuada nas províncias nàofigurava nas estatísticas. O êxodorural, a inflação e o abandono aaagricultura, absorvendo grande par-te da população do interior, queprocurou os salários altos propor-cionados pelas novas industrias,seria o motivo -do desequilíbrio re-glstrado.

O general Perón interpreta aacifras de maneira diferente. O quehá — die o general — é que o pro-letariado, gozando as delicias do"justicialismo", come. hoje, mais doque comia. A alegação, entretan-to, não parece tão sólida quanto so-

nora... Se o operariado pudesse co-mer mais — retrucam os da opo-siçáo — a dieta popular seria maisvariada, pois carne não é novida-de no prato do pobre argentino.

Inglaterra

Bevan e aLicterançaTrabalhista ,

O Governo conservador da Grã-Bretanha acaba de apresentar, naCâmara dos Comuns, o projeto deuma nova iei segundo a qual serãocobradas algumas taxas e despesaspelo tíerviço. Nacional de Saude, eestabelecidas penalidades, tais comomulta de cem libras e prisão atétres meses por tentativa de obterserviço medico gratuito mediantefalsas alegações.

O sr. Aneurin Bevan, chefe da.ala esquerda da oposição, imedia-lamente deciarou que a aprovação,pelo Parlamento, ua lei proposta,eqüivaleria a morte dos serviços aeassistência que ele mesmo ajudoun criar e an-.es administrou, tendo-se exonerado do posto, ainda du-rante o Governo traoainisia, quan-oo o sr. Uaitskell propôs que o Es-tado cobrasse 50',o ao valor dasdentaduras postiças e dos óculosque antes distribuía gratuitamente.Acha o sr. Bevan que os conser-vadores estão procurando tirar par-tido da "crise financeira têmpora-ria" para destruir o Serviço Nacio-nal de Saude.

Acreditam, porém, os conserva-dores que muita gente vinha abu-sanao dos benefícios do Serviço,avançando nos dinheiros do con-tribuinte. A nova lei, estabelecendocritérios seletivos e penalidades, li-mita a concessão de assistênciagratuita a apenas dois grupos queos conservadores apelidam, com al-gum cinismo, de "minoria privile-giada" — as senhoras em estadode gravidez e os veteranos de .guer-ra mutilados.

De acordo com a lei proposta, osemolumentos a serem cobrados porassistência médica e dentária iquefariam suspirar de inveja os bene-ficiários dos Institutos e Caixas deAposentadorias e Pensões do Bra-sil.» seriam os seguintes: 1) por umareceita medica, um xelim (menosde três cruzeiros); 2> pagamentomáximo por tratamento dentário,uma libra (cinqüenta e dois cru-zeirosi; 3) metade do custo de den-taduras, óculos, aparelhos ortopédi-cns. >__.: 4) diária de, no máximo,

12 xelins (trinta e três cruzeiros)por quarto privativo em hospital.

O debate em torno dessa lei vaicontribuir para uma considerávelelevação do prestígio do sr. Aneu-rin Bevan no seio da massa traba-lhista e está tornando cada vezmais melindrosa a posição do sr.Attlee, chefe da oposição na Cama-ra cios Comuns. O sr. Bevan e osseus partidários vão forçar a lide-rança oficial do partido trabalhis-ta a ir mais longe do que ela pró-pria deseja, no atacar as medidasque o Governo conservador propõepara a questão de que se trata eas com que pretende con jurar acrise econômica da Inglaterra, Be-van e seus seguidores estão, tam-bém, fazendo pressão contra os seuscompanheiros moderados (Attlee,Morrison, Gaitskell) no sentido deunr rompimento com a politica cx-terior bipartidária. Tudo agoradepende da habilidade com que seconduzir o sr. Anthony Éden, Mi-nistro do Exterior, para apazigua-los nesse terreno.

Muitos observadores acreditam,na Inglaterra, que o sr. Bevan jáconsidera oportuna a ocasião delançar-se a uma campanha pela'substituição do sr. Attlee na lide-rança do partido. Dois conserva-dores, os sr. David Gammans, As-sistente do Diretor Geral dos Cor-reios, e John Hare, vice-presiden-te do partido governamental, já de-clararam que "é somente uma quês-tão de .tempo o vermos o sr. Attleeegritar cada vez mais alto e mais ir-responsavelmente do que o sr. Be-van, ou ter de entregar a liderançaa èle".

- Com as Rédeas na MãoO fato real é que, embora o sr.

Attlee continue na boléia, quemmanobra as rédeas é o sr. Bevan.Na oposição não pode Attlee man-ter a mesma disciplina interna dopartido, o que era possivel quandoestava no Governo. Quando umpartido está no poder sua políticaé decidida pelo pequeno grupo queforma o Gabinete e o partido pró-priamente dito fica jungido a êle.Na oposição, todos os membros deum partido democrático dão suacontribuição ao esboço de sua poli-tica.

A direção do partido trabalhista,composta, em grande parte, por li-deres sindicais moderados, conser-vadores, conta com a oposição deBevan, mas a massa dos seus filia-dos sempre deu a êste um conside-rável apoio. E êssrs pequenos emo-lumentos que os "Tories" queremcriar para os serviços médicos, rc-alçam-lhe o prestigio dentro dabancada, no Parlamento, e aumen-tam-lhe a força politica no seio damassa.

O sr. Aneurin Bevan é de opi-

nião que a Inglaterra devia ime-diatamente fazer o pedido formalàs Nações Unidas para que a orga-nização internacional assuma aresponsabilidade pela defesa doCanal de Suez. Deseja que a poli-tica externa britânica no Extremo-Oriente seja igualmente guiada pe-Ias Nações Unidas, ao invés de seruma aliança tácita com os EstadosUnidos. A política dos Conservado-res, para Bevan, "é a de fazer apo-drecer os dentes dos mineiros e apolítica externa da Grã-Bretanha".Para o sr. Attlee será cada vezmais difícil manter-se em linhacom a política externa bipartida-ria, tendo também de inclinar-seum pouco para a esquerda, se sequiser manter na chefia do partidotrabalhista.

Espanha

Tempos Melhores1952 parece um pouco mais pro-

missor aos espanhóis. Nevou abun-dantemente no inverno — o quesignificará aumento da produçãoagrícola — e anuncia-se para bre-ve o pagamento de novas parcelasdo programa de ajuda norte-ame-ricano.

Em fins de 51, quando já esta-vam quase esgotados os fundos daAdministração Econômica Euro-péia (Plano Marshall), o sr. PaulA. Porter — diretor executivo dareferida agência — anunciou àimprensa madrilenha que, apóspercorrer as diversas províncias dopaís, havia tclegrafado a Washing-ton, recomendando presteza naconclusão de um acordo para aju-da militar e econômica à Espanha— Tal "acordo" — justificado pornecessidades estratégicas, no inte-rêsse da defesa ocidental — seriaconseqüência lógica de uma rea-proxlmação entre os dois países, as-slnalada pela abertura de um crê-dito, à Espanha, de 62 milhões e500 mil dólares, em setembro de1950, e pelo reinicio de relaçõesdiplomáticas entre os dois paises.

Sob o patrocínio c a influênciaamistosa do sr. Stanton Griffls,embaixador dos Estados Unidos, asesperanças dos espanhóis Já setransformaram em confiante certe-za, embora até agora tenham re-cebido pouco mais de dois terçosdos fundos fornecidos para a com-pra de equipamento industrial eoutras mercadorias diversas.

Histórico

De-e-se *•*» falecido almiranteShennan o primeiro passo para o

reatamento de relações diplomátl-cas normais entre espanhóis e nor-te-americanos. O ex-comandanteda frota do Mediterrâneo avaliavaa importância estratégica das ba-ses espanholas, em caso de confli-to, e na primeira oportunidade quelhe permitiu o Departamento deEstado cieu um pulo a Madrid, paracumprimentar o "caudillo". Nãolhe faltaram, então, criticas e des-composturas. Mas o experiente ml-lltar sabia que os escrúpulos dosdemocratas sinceros estavam setornando, por exagero politico, pre-cioso trunfo para os estrategistassoviéticos.

A partir da visita de Shcrman, ôque se começou a falar em arren-damento das bases espanholas, ae-reas e navais, e num pacto paramútua utilização de instalações ml-litares — fórmula um pouco mal3atraente ao "generalíssimo". Umaimponente missão militar, chefia-da pelo major-general Spry, e umgrupo de. economistas, sob a lide-rança do sr. Sidney Suffrin, per-correram a Espanha em fins doúltimo outono, coligindo elementospara a redação de um relatório ob-jetivo, destinado ao Departamentode Estado. Finalmente, após via-gens de outros técnicos e cspecialis-tas Ianques, unidades da Sexta Es-quadra norte-americana visitaramoito bases do litoral espanhol me-diterrânco.

Após um ano movimentado, vê-sèque a "confiante certeza" espanho-Ia tem algum fundamento. E' deesperar-se, portanto, que estejarealmente para breve, a concessãode um novo empréstimo americano,de 100 milhões de dólares, em tro-ca "de importante contribuição adefesa", conforme se diz em Ma-drid. A "contribuição importante"poderia significar compromissos daexportação para os Estados Unidosde certos minerais estratégicos.

Áustria

Hipóteses eAdiamentos

E no incessante adiamento doti. -. ¦ c-"_ a Áustria que, aosolhos d-- operr••''--'- iuc orgar'*-ouo mais forte partido socialista dai __ de i ^-guerra, a Rússia ser"—lascar? cn"**1 ' i*-_rialist-*. Poríuteis motivos ou alegações infun-i _3^ cs negociadores so/i.ticossempre ericrn.t - manei-- de <-m-baraçar as demarches, toda vez que-.*,._.*.i.t_ntes das potências vuo-

riosas falai.i en reunir-se para exa-*-:':*- o isrunto.

Ora leva-' ndo a questão do do-mlnio de Triecte pelos italianos,ora 'nvr *'ndo contra Tito, 03 rus-sos faze- tudo para i -pedir a con-clusão do tra' _do que determinariaa retirada das tropas ocupantes ddpais. O problema se arrasta, inso-lúvel, há t -**-os anos, que agora jáse fali, m Paris, -ue o Minirtériòdo Exterior 'a Áustria estaria/ co-Citando de suornéter o caso às Na-ções Unidas.

Não se acredita, porem, que osaustriac- tenh- i mtis soi'e destav*z. Stalin teria interesse em man-ter a Áustria no estado atual, umavez que a ocupação da parte ori-ental do país, pelo Exército Ver-melho, tem a vantagem de f-locá-lo praximo à "--onteira de Tito,além c'- con~,Ruir excelente des-culpa r.'ra o p; o_scguimento da( 'pação milit-- ''a Rumania <• da.Hungria, soo pretexto da necessi-dade de "proteger a linha de comu-nicação das forças soviéticas". Oque parece ainda mais Impor tan-te, porém, são os benefícios eco-nômicos proporcionados pela ocupa-ção militar. Náo fosse a presençado Exército Vermelho, e a Rússianáo poderia estar extraindo aosaustríacos cerca de 50 milhões dedólares da produção do pais, anu-almente, numa infindável "opera-ção" da transferência de "bens ale-mães" muito mais numerososos donue Hitler poderia supor...

Certos círculos austríacos ale-, gam, contudo, que Stalin tambem

deve aperceber-se dos lnconvenien-tes da ocupação infindável. Casoa guerra nâo venha já — diz-se naiÁustria — talvez até conviesse aoirussos retirarem-se do pais. O povoaustríaco vê o que fazem os rus-sos, sabe como sua terra está sen-do impiedosamente explorada embeneficio dos Scviets, e as estátisti-cas eleitorais mostram que o pres-tigio dos comunistas na zona russa

t ainda menor do que no setor oci-icntal. De resto — alegam o-: de-.'cnsores desse ponto de vista — ateimosia russa pode levar as de-mocracias a aliviar de tal modo oregime de ocupação, nas áreas oci-dentais, que o contraste ficaria in-tolerável para os comunistas.

Está o pvobler.* neste terreno dehipótese e cogitações e nele per-manecerá até que Vischinsi-y sefaça ouvir nas Nações Unidas. Sónesse momento, portanto, é que omundo sab*rá se os objetivos det.-talin, na Au-'ria, obedecem in-teresses imediatos - o que p.-eriasignificar periro 6*. gf-rra i*niner-te — ou se, ao contrário, são os] -blemas a lonso termo que o pre-ocupam.

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ir^B_B_B_5S__j-Bp_i!-t-C^^By^SIS_^i_^^-^P | I i irC '¦". ¦ .

^^MM^_____________________________BB_g^S____B^£__^_5_i_i__^______^__________ ¦¦

Rio fie Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952 t)TARIO CARIOCA._

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PAIXÃO EMITORoberto Brandão

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0 que chamo, Tenho chamando de apenaB super-htimano no sentido!-.:__;_:-'iií,'«i,?_.!.. ü» 'Snlnclni. a na medida em que as própri.Efigênia implícita de Sófocles, e na medida em que as próprias

nesta série de crônica» a propósito personagens de Sófocles superam

da Efigênia do jovem poeta br*sileiro Emanuel de Morais; e queconsiste na utilização temática domito da Casa de Atreus, na suaElectra (cuja subordinação im-

'plícitá e explícita a Efigênia medispenso, pelo dever da brevida-dei de' particulárizar em citações e

a

de certa íorma o humano, portranscenderem o individual.

AUANDO se começou a contara hjstória da •Semana de Arte

Moderna de 1922, surgiram dúvi-das a aespeilo^da paternidade daidéia. Quem teria sido o seu au«tor?

Ouvidos slguns dos protagonistas,náo se chegou a uma conclusão*egura. ¦ Mário de Andrade, na -

conferência admirável, que pro«

A

O ato. a personagem e a paixão nunciou h» dw anos no Itamarli( -_.__.« _,_-.!« n__U Vam í"iiu-i» nntil ... "w .*» ~

SEMANA. DEARTE

MODERNAAntônio - Bento

"série de escândalos" da Semana leram seus autores-nada tivessem

sem mais nada. Sem causas nemconseqüências fora deles.

Por isso, a Electra criminosa deSóíocles, Electra homicida e ma»tricida — não é a Electra peca-

transcrições, alem dos .elemento» dora de Esquilo; nem, a rigor, é

genéricos jámencionados' anterior- criminosa ou autora de mai algum.

mente)' — a Efigênia implícita de E' apenas Electra vingativa. E,

Sófocles distingue-se' das demais nele, a vingança e o que a vin-

por ser apenas a consumação de gança obra não é nem pecado, nem'ura ato de vingança, pura e sim» crime, nem mal, mas apenas uma

plesmente, sem ás, implicações es- paixão e seus atos. Por .isso, em

peculativas de,. Esquilo nem os Esquilo, Agamemnon finaliza nu-

comprazimentos'p s i c o lógicos de ma nota de funda depressão de

não deu, sobre o assunto contro-vertido, uma resposta elucidativa.Mas, admitiu, em primeiro lugar,que tivesse vindo de Di Cavai-canti a idéia da realização da Se- Tjras;i'>mana, que, neste mês de fevereiro,'está completando trinta anos deidade. Já temos assim uma pers-pectiva histórica para uma apre-ciação objetiva do movimento, quesr.cudiu o ambiente da pacata SãoPaulo de 1922.

Apollinaire e da música de Stra-vins^y.'

Coube a Mário de Andrade, aOswald de Andrade, a Villa-Lobos,a Tirsila e a Di Cavalcanti a ta-refa de dar conte/ido.. brasileiroao movimento resultante da Se-mana de Arte Moderna de SãoPaulo. A-esse respeito, o labor domestre do "Macunaima" foi ina-preciável. .Abraçou todos os do-tninios da criação artística nacio-

POBRE POESIA

de extraordinário. Mas, a Semanar*or que não fazer também despertou curiosidade e repulsa, ^ Un(() na leorja como _.a pra

uma Semana de Escândalos, em sendo tida, ne» salõe». n. impren- ..- ^j^ uma ^ de g».

São Paulo? — perguntou Di Ca- sa, nas conversas de rua e de café,valcanti ao escritor do "Retrato do como um espetáculo dado por um

grupo de loucos, ou de cabotinos,

NA entrevista concedidr- ao re-

Foi assim que nasceu a idéiadas conferências, concertos e expo-sições de artes plásticas realizadasdurante, esse já quase remoto fe-verciro de 1922.

Verifica-se assim que, em seuinício, o movimento apareceu nu-ma fase, airida incaracteristica.

gante. Fêz por assim dizer o tra-balho de toda uma geração. Foipor isso mesmo o espírito de maioruniversalidade do movimento, ape

dator do Suplcmerto Literário' Seus autores queriam apenas fa-

conforme então se dizia.

|\0 ponto de vista doutrinário, sar das limitações è di precarie-balanço da Semana foi fraco, dade dos cacoetes "nacionais" de

Isso acontece porque então os sua lingua, forjada também, prag-

problemas estéticos e artísticos do tnáticamente, como uma arma de

movimento não tinham sido ainda propaganda e de escândalo,

pensados ou ehborados de forma pe Oswald de Andrade, Pauloadequada. Isso só iria ocorrer pos- prac*0 recorda a alegria com que,

Euripedes. Nem as indagações ,o- C^l^^^-^b. do-"zer "escândalo», a fim de que teriormente, comi uma c.n.eouên- em seu apartamento da Place C..

bre a natureza, a causa primeira ^ZS^^Jjt "»"*> último (edição de .) modernismo tivesse a sua estréia eia do movimento surgido mais ou cky, "umbigo do mundoVdesço-meiro aparecimento que ._^_

^ ^^ ^.^ nuín. nmbiente {avoráve, à prop.» menos de forma- anárquica, como briu o Brasil. Foi graças a isso

a questão satisfatoriamente,. pelo gação de suas idéias. Do ponto um éco necessário da revolução que o movimento se valorizou nos

que nos parece, recordando que de vista psicológico, a sugestão foi desencadesda na Europa desde anos seguintes, situando-se na

propusera a realização da Semana, boa. pois o movimento causou começo do século, com o apareci- ampla perspectiva histórica em que

durante uma reunião em casa de escândalo previsto, embora os mé- mento dos primeiros ismas das hoje é. não somente visto, como

Paulo Prado, na qul se falara na todos publicitários de que se va- Escolas de Paris, da poesia de merecidamente comemorado.

por Becher ou Guillevic.A CONCEITO da pus é, porém

muito estranho, pois os poetai

Xwl|| g^JP**»» *_/

perseguirão Orestes homicida ematricida com o horror de seuscrimes e de suas culpas; e Ea-rrtentc.es conclui tudo pelo, perdãoda divina misericórdia. Enquantoque Sófocles termina sua Electratambém homicida e matricida comuma aguda nota triunfal, em quenão entra nenhum perdão porqueienhuma culpa entrou. O triunfoapenas da vingança, da paixão.

*•THEGÒU-SE a acusar Sófocles

de arcaico e mesmo de arcaistapor isso. Por essa inconsequênciafilosófica, teológica. Por tratar oproblema em moldes heméricos,pelo menos pré-esquelianos.

íirro apenas de perspectiva. Nfioeram pré-esquelianos, mas post-esquelianos mesmo, os processosde Sófocles, no sentido em quea criação ganha, através da auto-nomia de processos, de meios deexpressão, a respectiva autonomia

NA INFÂNCIA DO MODERNISMOEneida

A assunto obrigatório destes dias sr. Graça Aranha faz uma conje- espantar... Veio gente até de Sáo lha e mal se continham diante de

c a SemanaTelx7lMcrm r^ncV^volucionúria - Depois do Paulo e o Petit Trianon se encheu tanta inconveniência". "No .fim

incidente o que dizem dois acadê- de gente. O repórter (não é re- da conferência, conta o repórter,entre aplausos e protestos ouviamfazendo trinta anos, e

do momento. Seria, inclusive, cair cho:na antipatia para não dizer no "Realizou-se pou,

« I última conseqüência da mal,do pecado, que 6 a marca do tra-tamento esqueliano do tema, o qual,no caso, 6 apenas, um pretexto e

. uma ilustração para sua exposiçãonem descritiva nem propriamente

. narrativa, mas antes dissertiva; nem dc fjnJ;,,» perquirições sobre. o, movei. ^^ ^.^

: peMOnagem

p.icológico. reais que comandam -,,„„,„,,, divindade. Sófocles co_....aparência, do. atos, humanos, -^ g personagem j»^ da pff-

;: na. mai. freqüente, «mtr.diçoe. aonagemi Dianfe £j oulrggque formam a eterna comedia de ,. â ,ii_. »_• sonagens, diante de si mesma.erro. do homem, e.sfio a caracte» -,, . ,E o mecanismo de sua criação

¦ cênica, que faz da personagem ocentro focai da concepção drama-

que esta Deus me livre de fugir do assunto micos. Vamos reproduzir este tre- portagera assinada) achou a c-»n» ,.,..•

ferencia nebulosa, dificil, confusa se morra e viva» a Academia .

a conferên» e conta que em certo momento Osório Duque Estrada tentou falar

ódio das gentes. Além disso, acho cia anunciada, para cuja audição orador bradou, patético: mas

que devemos contar o mais possi- todos os novo. ou pretensos novos "Não somos a cSm.ra mortuána Coelho

vel, de maneira bcm clara, os fa- escritores concorreiam em um aço- de Portugal"

tos e feitos da Semana para que damento que se justificava pela Houve, muitos aplauso, nia» o. çedimento pouco correto de seu

o respeitável público possa melhor notícia da» "verdades contunden- "acadêmicos presente, estavam so- colega .

sentir, não só o que foram os tes" com qus Graça Aranha iria bre brasas, olhavam-se de esgue- "Esse escândalo repercutiu gran-

a assistência não consentiu.Neto "porém, conseguiu

fazer-se ouvir, verberande o pro-

..,,.- . _,,. Stefan BaciuMA., repúblicas populares, a poe-

"Pensamento .. cristalino"!..." sia é obrigada a emudecer. A Seria dificil imaginar o que Le-vergonha ocupa-lhe o lugar. Assim nin teria pensado de tal "arte",

acontece em Bucareste, na capital sem falarmos de um revoluciona-rumena, hoje em - dia cinzenta e rio como Lunatcharsky ou de umirreconhecível.. Há pouco,, foi. lan- poeta como Mayakowsky. Agon

çado ali um grosso volume com vem um bando de "poetas popu-

não menos de 375 páginas,, cuja. lares" que põem palavras em de_folhas estão cheias de versos. Nu- sordem no papel, lembrando a téc-merosos autores, dos mais antigo, nica dos poetas revolucionários, .e dos mais novos, põem, o seu no- esta gente escreve conforme ee-me à disposição da república po- gue:'_ pular produzindo uma mercadoria

"Nós, porém, para um amanhã

que não tem nada em comum com melhor e bom pão não queremoia poesia, embora tenha .a forma de mais a tempestade.".,versos. A coleção, que pretende Qualquer ginasiasla esperto é ca-Ter uma antologia comunista, é in» paz de brincar com as palavrastitulada "Os escritores a serviço do desta maneira, nunca-, porém, ser.

povo". A coisa- é, porém, muito poesia, mesmo que seja assinadotriste, pois logo que o' escritor re-nuncia à liberdade individual nãotem mais a menor relação com apoesia. Somente um poeta que te-nha sido antigido por esta trágicaexperiência, cujo país. viva atual-mente' nas trevas, entende , estaverdade, que não me canso de re-petir, advertindo a.todos, os poe-tâs e homens que ainÜa estão, fe-lizmente, livres. Um poeta que d.seus versos a serviço do partidehá de escrever mal; não iniportise é um Aragon ou outro qualquer.Sua poesia pode ser distinguidlòom grandes prêmios políticos, niné, porém, poesia. Para nós perma-necem, por conseguinte, os gran-des poetas eternos, como, aquino Brasil, Manuel Bandeira.

Os agitadores da Musa são char-lelães. Qual <í o aspecto de 6ua"poesia" num país castigado? Pro»vêmo-lo somente com alguns exem-pios. Tanta falta de bom-gosto nãopode ser inventada por qualquer

11rística. euripidiana, era., cujo dis-curso poético a dissertação, quaseaempre ausente, será. apenas umresultado, uma ilação, uma impli-eação do» elemento» expositivos dedescrição ou.sobretudo narração.

*A Sófocles, nada disso importa

oito dias de btfafá paulista, masprincipalmente o que representou,depois de 1922, o modernismo bra-sileiro.

Minhas amdanças na BibliotecaNacional, a leitura de jornais trevistas de 1922 ã 1930, deram-me três meses de poeira, gripe,

.mãos e roupas sujas, mas mui-tíssimo prazer. Dois amigos —benditos sejam! — sabendo dlcuriosidade de que fui invadida,,resolveram entregar-me velhos li-vros de recortes, arquivos de an-tigos documentos. Com tudo istoestou eu agora achando graça de

ties. Não a simples ilustração dospensamentos e vontades divinas,eomo em Esquilo. Daí, sua téc-nica da convergência sobre a per-sonagem, sobre a personagem fo-cal. A base principalmente do

ou preocupa, mas apenas' o ato contraste pelo confronto. Em Elec«entrai do tema, o personagem cen- tra, por exemplo, entre outros mansinho, porque li que tambémbál que o pratica, e sobretudo o muitos pontos, na grande cena do a Academia Brasileira de Letrassentimento central que a conduz, diálogo entre esta e sua irmã Chry» comemorará a Semana de ArteNo caso, o matricídio, Eleotra (por sothemis; cena semelhante, ou Moderna. Está claro que é permi-iniera. Orestes i conduzido, desde mesmo idêntica, como processo, tido, inclusive à nossa Academiae nascimento até a consumação do diálogo de Antigona com Is- de Letras, o direito de evolução,

-dos crimes, como üm Instrumen» mênia, na Antigona. mas isso não impede que comen-lo do seu ódio. e da sua vontade Esquilo colocava a personagem terros, por exemplo, um fato ocor-

• aobreumanos) . a vingança. diante da divindade. Sófocles rido na infância do modernismo.O ato, pelo'ato; a personagem, coloca diante de si mesma. Eurí- Comecemos com uma notícia do

pela personagem; a paixão., fiela pedes a colocará diante do acon- "Jornal do Brasil" de 20 de junho-paixão. Nenhuma dissertação, nem tecimento, do episódio. Diante da ano de 1924, dizendo que na vés-•'direta nem por implicação. Só situação, da contingência. O que pera Graça Aranha realizara uma

descrição e sobretudo narração. *- um passo à frente, o passo final sensacional conferência sobre "O

As1 personagens cometem os atos na composição do processe, teatral, Espírito Moderno",v_na Academiaque lhes competem movidas pelas como veremos, na crônica seguin- de Letras. A conferência é re-

paixõe. que lhe. cabem. As pai- te, já diretamente confivmtados produzida na íntegra. Depois verti5e. que a» possuem e conduzem com a nossa personagem de tantas "A Notícia" (não a de hoje, mai

'¦¦como braços, como gestos do Fado. crônicas. Porque, sendo a pri» a outra, de Cândido de Campos)» De um Fado não divino, como o meira, a de Euripedes ó uma Efi- com o título: A Academia'de Le-

de esquilo, mas quase-humano, gênia explicita." trás em polvorosa e subtítulos: O

v^^i/ / I -

demente.em todas ss rodas destacapital e serve hoje de tema detodas as conversas".

haja enorme diferença. Há, porconseguinte, muitos poetas, a ser»viço do "povo", .uma vez que qual»,

IQU1 fico pensando: será ver-. qUcr pessoa pode compor dois ver-dade ou exagero do repórter? 90s onde. o partido.rima com outra

lá houve um tempo em que as palavra. Assim afirma alguém*ioisas intelectuais interessavam ,, .,

"O partido; me tirou da terra iMinha inteligência- está nas: estrela»Ele me trouxe e me ensinou a

populares também escrevem nalu»ralmente a respeito dela, assim di-

Para tai gente o honesto .^"do! "A Paz ,ÍBnÍÍÍC!l » m" n"

espingarda!". Temos de acredilsr,

embora •'*' um Pr°Paíaní''sta • ífi*"»* emvoz alta e faz bem ouvir esta fato

trabalho nas minas e a poesia s'gnificam a mesma coisa

,:ôdas;as rodas e preocupavam tô-Ias as conversas? Mas continue-nosi já que agora vamos saberiue Medeiros e Albuquerque •-;iliás um homem de idéias avan-jadas — jogou-se contra GraçaAranha declarando sua conferên-:ia: "pouco delicada, grosseiramesmo". E, "não há um espíritonovo, como ele apregoa. Esse es-pirito é o da evolução imanentea tudo e não apenas às coisa, dearte. Não existe também um es-pirito acadêmico, como ele pro»

...' A„, ro? Outro poeta que durante umacura fazer "acreditar, pois na Aca- * n. ...demia não existe uma corrente li-terária, mas muitas correntes, deacordo com a independência in-telectual de todos o, seus membro,. dia' e ""«la-pobre velhice, faz ver

O "fanatismo é uma tolice", pois íos como: °9 *£ se se8uem!:

o próprio conferencista cita auto-res antigos, como Plàtâ», etc,paTa provar sua tese".

"por detrás da cortina", pois quemfala aqui uma coisa como ests ilogo designado como agente daWall Street ou como "instigador

de guerra".Polire poesia! Sua. estrofe» po-

.pular-democráticas contêm, ,de tu-do na Rumânia, até os nomes dapolíticos estranhos: "Se querei»

[cantar 1ue vença o novo soj

E me levou para as Jqtas", Tomai.a Thoree como Indicadorde caminho". .

e p5e noSe um autor afirma que êle .vem

"da terra", su* produção há dé ser._ afirmamodesta... Temos de rir de ver-dade, se um outro se dirige à lua-e às estrelas com as palavras:

"Companheira lua, companheirasestrelas" e, perguntam-nos a quécélula pertencem estes "companhei»

"posta"

longa vida foi também presidenteda Sociedade dos Escritores rume-nos e que é escravizado, hoje em

"Os povos não perderam os seus[dirigentes

O archote que ilumina o futuroTranscrevo na íntegra. Fala de» Levam-no os descendentes marca-

pois Osório Duque Estrada comaquela violência que o caracteri-zoü (se quiserem mudar violênciapara outra palavra, podem) dizen-.

(Conclui na 6.* página)

[dos' por eleE na sua ponta está o homem de

[açoAlma enérgica, pensamento cris-

[talino — Stalin",

mesmo poema a» seguintes pala-vras: Canal de Suez, Gibrallar,

Indochina. Há um remédio paratudo: o «chefe comunista da Fr»n-

ça! Com e»ta» citações não quere-mo» comprometer os autores; seuinomes não nos interessam. O sis-tema é horrível • a sorte dos in»telectuais esmagados pelas humi-lhaçóes 6 medonha. Chega-se •«

ponto em que o mestre de ontenescreve da mesma maneira que «

aprendiz de sapateiro recém-des-coberto (nem todos os sapateiroíaão Hans' Sachs), e se preferisempre o jovem proletário, Eem ta-lento, ao mestre até ontem, "de-

cadente". Quem não é "decaden-

te" para a democracia popular!Eliot é "fascista". Kafka é mencionado sempre no mesmo luga:

(Conclui na 6." págln»)

l\\A «)• senhora, José Conde, Otto LaraResende, João Conde, Emanuelde Morais, Ylkn Kerr, SimeãoLeal é senhora, senhora ÁlvaroLins, Geir Campos e senhora eoutras pessoas.

No fim da noite, Thiago deMello puxou na gaita a Sonatinade Bach.

I"'¦ Y_ ¦ . ;.

"Hipocampo55ReúneA primeiro aniversário da editora

Hipocampo foi comemorado,terça-feira última, cora uma re-cepção oferecida pelo casal Thiago

. de Mello, em sua residência, a. escritores • jornalistas. Na oca-

. »ião, foi apresentado, conforme seesperava, a Opus 10, de ManuelBandeira, com uma bela ilustração

¦de Fayga Ostrower. O poeta, que, deveria descer de Petropolis para

assistir ao lançamento do seu livroe homenagear os hipocampos, foiretido na serra por súbita indispo-lição.

Muita gente, porém, compareceu:mineiros e nortistas, entrosadosnum papo que se prolongou poralgumas horas. José Lins do Rego,Anibal Machado, Vinícius de Mo-rais e senhora, Aurélio" Buarquede Holanda • senhora, Ledo Ivo

SchmidtáCòrçãoe DeusPERGUNTARAM a Jaime Oval-

le se havia acompanhado a re-cente polêmica entre Gustavo Cor-ção e Augusto Frederico Schmidt.

'— Li, sim.E que achou?Schmidt saiu-se bem — disse

Ovalle. E explicou:Para mim, Schmidt é amigo

de Deus, tem relações pessoais comDeus, que gosta dele, embora ai-gumas vezes se irrite com Sch-midt, fique safado da vida e digamal dele. Quanto a Corção, Deussabe que ele existe, que está aía seu serviço, mas não mantémcom esse escritor relações pessoaisnem revelou desejo de travar co-nhecimento com o mesmo.

GilbertoFreyreRecusaHomenagemGILBERTO FREYRE já regressou

de sua viagem a Portugal ecdonias ultramarinas. Um jornalde Lisboa dá conta da visita dosociólogo brasileiro ao chefe deEstado, general Craveiro Lopes,que o fêz portador de um Cofrede Arte, com materiais provenien-tes de todas as províncias ultra-marinas, contendo um velho exem»plar dos Lusíadas, a ser entregueao chefe de Estado brasileiro. Gil-berto Freyre foi recebido tambémpelo presidente do Conselho, Oli-veira Salazar.

Escritores e amigos do autor deSobrados e Mucambos iam ho-mcnageá-lo com um banquete.Entretanto a festa foi canceladapor iniciativa de Gilberto Freyre,que, em carta aos seus organiza»dores, salientou que "a época emque vivemos, com rumores de agi-tações e até de guerras a che-garem da Europa, da Asia e daÁfrica, é daquelas que tornam qua-ie absurdos jantares grandio.os dt

DE TODA PARTEhomenagem a um simples indiví-duo, a não ser que os justifiquemmotivos verdadeiramente excepcio-nais". A sua viagem, disse, foia "de modesto homem de es-tudo, recebido em* todas as pro-víncias portuguesas e por portu-guêses de todas as condições nãosó com o mais fraternal dos cari-nhos, porém com a mais honestadas fraquezas". E concluindo:

e lúcida pelo mestre Etienne Sou»riau, é um dos melhores que ten-taram definir e re.umir o pensa-mento de Mallarmé, e, pelo seuponto de vista e os metódicos li-mites de seu objetivo, um dosmais completos e dos mais claros.Direi um dos mais simples comtudo o que esfa simplicidade com-porta de exigências, de conheci»mentos mútiplos e de riqueza".

"Que mais^ poderia ter desejadodos portugueses e de Portugal um TV,*-.-^/*-. T ívrObrasileiro, homem de estudo, em- l^UV-U l_Jl V 1 V

penhado em ver as coisas lusi^-iascomo ela» realmente tão?'*.

Em PoucasLinhasIIM' novo livro de estudo e in-

lerpretação de Mallarmé foipublicado na França. VEslhéti-que de Stêphane Mallarmé, o seunome; Guy Dclfel, seu autor. JeanCassou diz que " o livro de Del-fei, apresentado de maneira sóbria

SobreMallarméJJINAH SILVEIRA DE QUEIROZ

cancelou sua inscrição no Prê-mio Fábio Prado, ao qual concor-rera com a peça o Oiíato Dia,Saiu, lançado pela Cruzeiro, o se-gundo romance de Adonias Filho,Memórias de Lázaro. Esst escritortem pronto outro romance, CorpoVivo e uma peça de teatro, além

GISISSIS

de três volumes de ensaio» e umde novelas. Valdemar Cavalcantivoltou a publicar no suplementode O Jornal sua coluna de còmen-tários e informações literárias.Ledo Ivó iniciou ontdni, no su-plemcnto do Correio da Manhã, '

uma seção noticiosa'.: intituladaTeatrinho das letras. Menotti deiPicchia, falando â Folha da Manhãde São Paulo, disse: "Acho -me

'a literatura brasileira é capaz deser a revelação de coisas surpre-endentemente inéditas para a hu-manidade, porque será resultanteda soma das experiências culturaisde todas á» raças dentro da terranova".

Efervescênciano Brasil, ,Marasmo emPortugalUA' pelo menos um brasileiro

entusiasmado com a nossa"efervescência literária". Esse en-tusiasmo transbordou num* cartadirigida ao escritor português An-tonio Ramos de Almeida, acabru-nhado pelo marasmo de Lsboa."Â literaiur. nacional (Dorluguê-

sa) — diz ele, no O .Primeiro deJaneiro, do Porto — jaz por en-quanto no seu leito de morte" e,para edificação dos seus compa-triotas, escreve:

"Um amigo querido, unia dasmais representativas figuras da mo-derna literatura brasileira, escre-via-me, há dias, dizendo que oBrasil atravessava um período defecunda efervescência'literária, quese traduzia, sobretudb, pelo nú-mero e importância das revistasque se publicavam, das mais va-riadas tendências ou diferentes cor-rentes e onde se debatiam em tompolêmico até, por vezes, os pro-bl-mas mais complexos e mais ins-tantes das letras, das artes, dacrítica, não só do Brasil, mas detodos os outros "quadrantes do'Globo", para aplicar uma expres-tão muito sua '.

"Amigo íntimo e fervoroso dacultura brasileira, em tod^s as suasmanifestações" e afirmações, reju-bilei com a notícia, tanto mais quecada vez se me afipura mais certoe mais verdadeiro ser o Brasil omaior florão cultural das Améri-cas... Tanto mais ainda porqueo desenvolvimento da literaturabrasileira seja no sentido da suaextensão, seja no sentido da suaprofundidade, dará sempre umaprojeção maior à lingua porluguè-

sa e consequentemente à nosstprópria literatura".

Eduarda,a Poetisa deCinco AnosA caso de Eduarda "uvificr. um»

poetisa de cinco anos de idade,foi revelado ao mundo liter&ri»por uma reportagem do Jornal etLetras. A menina é filha do arqui-teto Edgard Duvivier e neta doadvogado e político Eduardo Du»vivicr.

No suplemento do último do-n.ingo, publicamos um poeminnade Eduarda, que, por equívoco,saiu como se fosse de EduardaDuvivier (cinco anos de idade)-Ora, Eduardo é seu respeitávelavô. que a es.a altura anda V10'ximo dos sessenta...

I:

* _r' T__ SS^V? K« «••»'''' ^t*» Zf/tmetç z/tUv/e * .

!) IAUIO CARECA Rio de Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro cie 1952

MORGAN ~~

3^^^_—-———-——————h —aaesa—*-*___________g__ ,,,i

O CASOEST^O

de parabém •» leitores de

Charles Morgan, do qual acaba

tic sair mais um romance: "A

bREEZE OF MORNING" (Mac*,

n.illan, 1951). Quem sabe algo

da vida do autor, reconhece logo

os elementos autobiográficos que

incluiu. Quase como se fosse um,

ajuste de contas com a vida, uma

vida feliz e de grandes êxitos, aliás.

A atmosfera do romance é, no en-

tanto, crepuscular: de uma ligeira

ir elancolia, ao cair das sombras...

mas não esperem que eu faça t

crítica desBa novíssima sombra,

Otto Maria Carpeauxgan. E quando, ii vezes, o ci

(.' ^ymmm

Av'Só aproveilo a publicação par»outro' ajuste de contas: com o

caso Morgan.E' dos romancistas mais admi-

rados. Admiram-lhe * profundavisão filosófica. Há quem o cite

ao lado de Prouste, Joyce e Kafka,

aos quais o grande público (so-

bretudo o feminino) o prefere, co»

mo demonstram as tiragens. Poi»

aquela filosofia, que se diz pia-tônica, encarna-se em personagemmuito nobres, espiritualistas daa

relações sexuais, até num autên-

tico Lorde, enquanto * íignifica-

çáo filosófica e social dos Mareei,

Floom e K. fica aebulosa. O queaqueles três romancista» apenas

prometem, Morgai o cumpre. Pe-

lo menos, para os leitores fora

da Inglaterra.Os ingleses também apreciam

Charles Morgan: como ensaísta.

Mas acham justamente que o' fie-

cionista Morgan náo cumpre •

que o ensaísta promete. Aa tira-

gens, na Inglaterra, sáo bem me-

nores. Em mais ou menos 30 yo.lumes de ensaio. críticos^ sobre

o romance contemporâneo não en-

contrei nenhum estudo sobre Mor-

tam, não é para elogiá-lo. Até

Norman Nicholson, adversário do

néo-naturalista, fala em "misticis-

mo vago aem filosofia alguma".

tSSA forte discrepância entre a

... fama de Morgan no estrangeiro

a a atitude doa ingleses a seu resT

peito não é um caso isolado. Ou-

tro exernplo é o caso de Byron.,

Embora já tenha passado, há mui-

to, o tempo em que o mundo in-

teiro sucumbiu à fascinação pelo

Lorde-poeta, ainda os estrangeiroí

costumam colocá-lo no segundo

lugar, lógò depois de Shakespeare- enquanto oa Ingleses, em geral,

náo o consideram como poeta au-

tênticò. Talvez esse caso explique

o outro? Spar^enbroke, o perso-nigem mais famoso de Morgan,

náo é porventura um Lorde-poeta,

grande senhor excêntrice e au-

blime, nobre pessimista, leão da

pcesia e do amor, fascinando o

público feminino? Quase um Byron

redivivu». Ma» esses ingleses são

mesmo puritanos danados. Ain»

da condenariam Byron porqueamou muito? O crítico inglês quedurante muito» anos- assinou com

©pseudônimo "Menander" o» ar-

tigos de fundo do "Times Lite-

rary Suplement", defendeu porémserenamente »eus patrícios.

kenbroke teria sido? O critico Me-nander talvez encontrasse dificul-dades em refutar as dúvida» contraa criação byronesca de CharlesMorgan, Pois "Menander" é o

pseudônimo de Charles Morgan...AS . estrangeiro»' que lêem Mor-

- gan em traduções, não lhe es-tranham o estilo solene, ornamen*tado, poético, inteiramente alheio \às tradições do romance inglês,doa' quais' o grande Fielding —

razão lúcida, estômago cheio de'bifes, os dois pés fincados na. ter-ra — é e fundador. Os romance»ingleses não são muito filosóficos.São .realistas. Quanto à grandeDesgraça da vida humana, achamque os remédios mais eficientes sãoas pequenas misérias desta mesmavida. São humoristas, ma» Charle»Morgan não é humorista; e aeuSparkenbroke não seria capaz deresistir à paródia. -

Menander não admite que a

repugnância puritana dos inglese»

aos costume» do Lorde tenha fal-

sificado o julgamento de sua poe-sia. A Inglaterra já não aeria,

há muito, tão puritana assim. Me-

nander antes polemiza contra eer-

tos críticos inglese» aos quais By-

ron náo parecia bastante excên-

tricô: leão de aalão que se fingiu

gênio louco ma» sem rtsgar di-

nheiro. baseando sua liberdade, no»

privilégios econômicos dum lati-

fundiário aristocrático. Menander

reconhece, porém, que a vida de

Byron foi grande e generosa. Só

a »ue' poesia não aeria, conforme

conceitos ingjêses, poesia autêntica.

Fi' uma poesia eloqüente, brilhan-

te, espirituosa, mas 'sem aquela

intensidade de visão que define

es Shakespeare, Blake, Coleridge.

Keat». A» obras d..ssesv grande»

poeta* são como o» templos de

uma região sagrada: "the holy

ground of English poetry". Ma»

Byron não possui passaporte para

penetrar nela. "Byron", diz Me-

nander, "nio e poeta". E Spar-

Mas não existe, ao lad.o do em-pirismo e realismo britânicos, maiaoutra tradição, espiritualista, pia-tônica, clássicamente aristocráticae, ia vezes, fantásticamente român-tica? Existe. Até existe no ro-mance: Walter Pater é um exem-pio. Outro, maior, é Emily Bron-te. E os inglese» admitem esseromance poético, cuja psicologia,nâo pode ser a do realismo; masaó o admitem sob a condição deò realismo ficar substituído pelavisão da intensidade ppética. Poressa mesma visão qúe o criticoMenander não encontrou no poetaByron, enquanto o fiecionista Mor-

gan se encarregou dá dificílima

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O RETRATOSérgio Buarque de Holanda

CONCLUINDO o volume inicial de lume (O Tempo • o Vento, II. outro» lados, ,ê moidaaa a narra-

1 O Tempo e o Vento, o sr. Érico Retrato. Editora Globo, Porto Ale- Uva,

Vertimo deve «er deparado com gre, 951)..terá de refletir a vida O mundo de O Continente e I

o~o obstáculo sério ao seu provincial, minguada e sonolenta, longe de esta ihzar-.e completa-

intelde fornecer-nos. com este ,u. tende a prevalecer em todo mente e mumif.car-.e neste «j-

romance, um painel cíclico de pro- perío to seguinte, até ao marco .reato. A mudança dos tempos n.' P

final deste livro, que cai em 1915. dissipou o halo da. hero.ca. v.r-

E embora não se conheça por ora tudes que já se assoc.aram ao an-

a última parte do tríptico é li- "go 'Sobrado. AH continuam os

cito imaginar esta parte como umintermezzo onde o movimento ini-•AU ua

intato c'a'» aS<>ra sofreado, espera oca-sião para recobrar o ritmo e tim-bre momentaneamente perdidos.Na espécie de calma podre que

dois velhos, testemunhos da boatradição dos Cambarás e dos Ter-ras. E o presente, por sua vez,

já está penetrado do futuro, do-minado pela esperança incpnsci-ente de horizonte» novos que, porl.a espccic nc <;aiiua puuic »jur. .

o .• l ' :.„ 1„__. algum vislumbre», «e deixam prei»ele quer refletir ha muito lugar ».m.

para a intriga burguesa, para ofnlMnrio de aldeia, para a sofisti-cação ou rud»za piovincianas; parao amor público e o recluso, quepodem formar a matéria normalde uma boa novela de costumes.

Assim entendida, como pausa

'"Pescadores", óleo de Di Cavalcanti

Soneto ao Poeta CarlosDrummond de Andrade

Abgar Renault

AMO-TE O ENGENHO SUBVERSIVO E GRAVE, .-QUE LEVEDOU SEU PRÓPRIO PÃO DE VIDAE NELE TALHA A FORMA APETECIDA:TARDE DE CHUVA, SOL, SAL, POUSO DE AVE.

AMO Ô TEU VERBO EXTREMO DE SUICIDA,ESSA IMPLÍCITA MÚSICA SEM CLAVE,PÊLAGO NO RECÔNCAVO DA NAVE:TUA POESIA ISENTA E ACONTECIDA.

poi ções monumentais

O problema que teve de resol-

ver na elaboração daquela parteinicial fora nitidamente um pro-blema de ordem técnica': veio da

necessidade de manter-seo foco de interesse, o núcleo vivo

de um tipo de «arrativa que pre-tende abranger o desenvolvimentode diferentes e sucessivas gerações.

Que o romancista soube sair-se

bem de.tamanhas dificuldades é

o menos, creio eu, que ae podedizer em face do resultado.

Acontece, porém, que no pri-meiro volume o sr. Êrico Veríssi-

mo situara-nos a altitudes perigo-sa» pára uma ação que, em seus descanso obrigatórios, no meio de

prolongamentos necessários, há de uma viagem tumultuosa, esta se-

projetar-nos sôb»e o presente. Des- gunda parte não irá desloar fa-

de o pórtico do monumento co- talmente no conjunto do painelmeçamos a respirar uma atmosfera épico. Sucede, entretanto, que de-

que se diria deliberadamente épica pois dessa pausa, iremos desram-

se. a idéia de deliberação não bar em cheio na vida rontempo-

suasse falso no caso de um autor rànea. E aqui o autor deverá en-

menos guiado talvez pêlo arbítrio frentar provavelmente o ponto ne-'e esforço pessoal do que pnr ai- vrálgico de seu empreendimento,

guma predestinação incorrigível: Porque a epopéia, pela sua própriaespécie de romancista pela graça natureza, requer alguma distância

de Deus, que náo necessita para no tempo, distância que compõe

suas criações »»Jo rigor, nem da harmoniosamente os acont^eimen-

paciência, nem da metir.ulosidade tos, que suprime o acessório, que

e,parcimônia dos artífices. lima arestas e vai banhar o todo

O epílogo de O Continente, que ™*e cVms de va«a -'realidade

forma o primeiro volume do ex- ™ idealidade. que faz parte de

"lllHMill VV

Jmtenso tríptico, deixa-nos entre a»

lutas sangrentas' de 93, que his-gan se encaneguu ua min.,""!»

tarefa de inventar um personagem AMO-TE A DESTRA, QUE NOS ARES LANÇA,em cuja genialidade o. leitores £e DENTRO DA TUA ARCA. A NUA HERANÇA: tóricamente, parecem tambem a

têm de acreditar; 0S TEUS CONFLITOS DE ESPLENDOR E BRUMA, sinalar o ocaso jlos ^tempos

he

Resolveu o romancista esse pro-blema? Os estrangeiros ou an:e» TEUS PEIXES, TEUS DEMÔNIOS, TUA ORDEM,

muito, estrangeiro,, alheio, a at- .,_=_ CLAROS ENIGMAS QUE NO TEMPO ACORDEM ..,cm. ,,., -, -

rrosfera da poesia inglesa autên- TEU COSMOS E TEU CAOS DE PEDRA E ESPUMA, diata, representada agora cm O

ABGAR RENAULT Retraio, que forma o segundo vo-V (Conclui na 6.* página) V- .___~~~~~~Tri%ésimo

Aniversário da Semana de Arte Moderna

BANDEIRA ESTÁ FARTO DE FALARE DE OUVIR FALAR EM MODERNISMO"E chefe, qui. unir o

COMENTÁRIOS"AS

poetas românticos da França

tiveram gosto em humanizar o»

anjos, em despojá-lo» da função

divina para rebàixá-lo» à condi-

ção humana, empenharam-se em

pintar-lhes a "queda", suas defi-

ciências ou sua» insuficiências. E

o "deus caido que se lembra do

ceu" de Lamartine. é Eloá, a ir»

má dos anjos, que, por abnegação,

por piedade pelo gênio do mal re-

nuncia sua pureza original. O tema

do anjo decaído que »e consagra

a servir a humanidade, a aliviar

sua miséria, era ótimo para sedu-

zii as almas romântica» fascina-

das cora o problema do destino.

Eles tiraram da idéia da falibilida-

de dos anjos um reconforto, um

remédio à nostalgia, um paliativoque os incitava a pensar que a

sorte do homem era perfectivel. A

rarne espiritual dos anjos não erabenta das tentações para o poetaromântico, ela está submetida ao

peso de gravidade do pecado .

(Maré Eigeldtnger)* *

"A HOMEM deve inclinar-se a

alimentar a estranha naturezade anjo que existe nele". (LouisLambert)

* *"A ELEMENTO angélico e o ele-

mento diabólico funcionam pa-ralelamente." (Baudelaire)

* *' A ANJO em Baudelaire nunca

dormiu um sono profundo".(Aldous Huxley)

« * *"U-V um suicídio angelista, que é

o esquecimento da matéria".(Jacques Maritain)

* * *' CU me contemplo e me veio an-

jo!" (Mallarmé)

zem desse próprio fracasso umcaminho para a sua grandeza' e

para o conhecimento dilacerantedesse fracasso". (Daniel Rops)

• '*

"Ê preciso que o sonhador sejamai. forte do que o sonho".

(Victor Huge)• *

"â Torre Eiffel era a rainha da»

máquina*. Como rainha, naotrabalhava. Agora ela virou em-

pregadinha do telégrafo". (Jean-Cocteau)

• * *

p EDIÇÃO limitada, de 50

exemplares, foi lançado o li-vro "Poesia»', de Paulo Gomiche,ilustrado pelo autor.

CHAMA-SE "Caderno de Poe-

aia o Imo com que estreianas letras a jovem poetisa minei-ra Laís Correia.

movimento àfarto de falar e de.ou- ki..Í.U.À í, r_nfn filosofia da Estética da Vida. Mas

v.r falar do modernismo". Gostaria de Fazer um Poema Alusivo a uata, .^ _e ^ {o. ^declarou Manuel Bandeira, quan- poema_PJada PdrCI

"EnfeZOr OS Crít'lC0S SlSU"do ihe pedimos seu depoimento Pnetinhas Seráficos Das Geraçõespara esta série Ae entrevistaa co- CIOS e OS roermnu. jciumv.

nemorativa. do trigésimo «niver- de 45, 48 e 51" — NdO ÍOI Chefe Nem

aário da Semana de Arte Moderna. SÕO JoÕO BatlSta ."Acho

perfeitamente dispensável . ,„:„.. nnrnue não movia os seus gra com o lialisia. »

- acrescentou - comemorar es - ^Zc vontade de Alguém presente lembrou-lhe que sim se explica que não tenha men-

trigéstmo amversano Se em 2022 P e a uma ^ ^ ^ ^.^ cionado . meu „ome no famoso

ain a ae ^™J>™> JZ por ma? ÍOrÇa que-estava do contra Salomé, uma espécie discurso da Academia,

sim . Confessou Bandeira, porém, »»_»»"u= v ., , » i „. _.l V„*„r, dn temno deque gostaria de escrever um poema n, ar. uma necessidade de reno- de Luz dei Fuego do tempo.de

alusivo, poema-piada, "par. enfe- vação que bulia em todos os de- Herode».

qualquer obra artíotica — mesmoa mais voluntariamenle "realista

— com uma perícia inacessível aosimples engenho humano. A evo-cação do passado glorioso, ou an-

cunho larga- ,e'» do Passatln 1ue " imaginação

rlp ime- nosf!'lg'ca ,eve tempo de tingirde suas próprias cores e deixarenvolto nas lacrimae rerum é oambiente verdadeiramente insepa-rável de toda épica,

« . -¦'

CONTUDO o mesmo problemaque, neste caso, nos pode dei-

xar incrédulos quanto ao bom êxi-to fina] da tentativa do sr. ÉricoVeríssimo, serve para constituir,em O Retrato, um elemento detensão e, vibração íntima, capaz

sentir. Aliás esse futuro latenteenfeixa literalmente, e emoldura,todo o romance, que principia, co-

mo em muitos filmes cinematográ-ficos, com o relato de aconteci-mentos bem posteriores à ação de-senvolvida, explicáveis de algumnrodo poi ela, e termina com outra"faixa" de futuro, imediatamenterelacionada àquele lead inicial, 0só de modo indireto ao transcor-rer da narrativa.

Conquanto nenhuma das perso-nag-ens novas alcance a magníficaestatura das outras, das antigas,náo lhes falta, no entanto, algumacoisa das qualidades, excclsa» queem épocas anteriores é mai» pro-pícias tinham notabilizado um Li-curgo Cambará, ou mesmo da te-nacidade agreite que se encarnaem uma das criaçõei mais admi-ríveis do sr. Érico Verítsimo •de toda a nossa novelística mo»derna: a tia Maria Valeria.

Contudo o ambiente morno daSanta Fé das duas primeiras de-

nenhum de nós foi nisso. Eu ain-

da menos do que qualquer outro.

E esclarecendo: Recusei minha colaboração

ao número da revista Kteon de-

dicado ao grande escritor. Ele

soube disso e magoou-se. Só as-

tensão e vinraçao intima, capai ,cadas deste sceulo, fase em qusde generosamente compensar a es- „

..-','. , »e desenvolve a ação do romance,tteileza de certos padrões nove- , , ,,¦:.¦_ . nan. oferece campo largo para •listicos convencionais, e um tanto

gastos pela usura, em que, po. (Conclui na 6.» página)

.:.„J«. _ />• _«»_ parlamentos da vida brasileirazar os critico» sisudos e os poe- y* ._.»«

.». j. N*0 FOI SAO JOÃOtinha» seráfico» das gerações de V '>" -

45, 48 e 51". O poeta, que consi-, BATlbTA

der. Mário de Andrade a figura. JÔBRE sua participação no movi

mais importaate do r.invimento,não identifica na sua própria po-sição nada que justifique tenhamlhe chamado • São João Batistado modernismo.

REMETENDO AS FONTESI entrevista com Manuel Ban

mento, disse Bande-ira:— Mário de Andrade chamou-

me o São João Batista do moder-nismo. A expressão pegou, mas alguma, nem mesmo de minha mo

a verdade é que não fui anuncia- rena

Essa está muito boa — disse

Bandeira, rindo. E acrescentou:E jamais comi gafanhotos...

Chamaram-me também c_. chefe.A isso só respondendo como fêz

Mário, certa vez que lhe deram o

tí»ulo: "Não sou chefe

E, respondendo a uma perguntai— Estive si, naquela sessão da

Academia. E acabada a sessão fui

abraçá-lo. Senli que o meu gestoo comoveu. Quando o discurso foi

publicado, lá vinha o meu nome.A respeito ainda dessa sessão —

prosseguiu — convém saber-se que

dor de coisa alguma. Só porquefiz meia dúzia de versos livres

deira foi dificil por duas coisas: antes de qualquer outro poeta no

por ele estar em Petropolis. onde Brasil, ou porque f,z uma

J-JE GASTÃO DE HOLANDA,

publicado pelo Teatro de Es-tudante de Recife, é o volume decontos "Zona do Silêncio".

'Al TROS poetas ainda, e são o»maiores, certos que é impôs-

»i»el mantei êsse estado de purê-ta cm nossa condição carnal, fa-

AS EDIÇÕES Hipocampo anun-ciara um poema de Cecilia

Meireles; as edições "Revista

Branca" a novela "O Beco", deRenard O. Pérez.

* •

46"POGO E CINZA", de UlissesLins de Albuquerque, poé-

mas regionais, foi reeditado agoraem Recife.

• *

«/"MNZA DO TEMPO", de Gus-t.TO Barroso, contém vinte

e nove contos do autor.• *

TVOLINO DE CASTRO publica"Francisco de Castro", uma

bi-grafia, no momento em que secomemora o cinqüentenário "N

moita daquele médico brasileiro.

veraneia todos os anos, e pela sua

resistência em falar no assunto.A primeira delas foi vencida

graças à sessão solene realizada

pela Academia Brasileira de Le-trás na penúltima quinta-feira. O

poeta desceu e fomos ao seu en-contro.

Previn» que vou lhe respon-der — disse, derrotado — com_ maior má-vontade: estou fartode falar e de ouvir falar sobremodernismo. Tudo o aue eu tinha

para dizer a respeito, já disse.E, depois de uma pausa:

De saída, remeto você e seusleitores âs minhas Noções de His-tória das Literaturas, à minhaApresentação da Poesia Brasileira,ao meu Itinerário de Pasáigada.

Insistimos no interesse especitlde voltar ele a falar no assunto.Trata-se de comemorar o trigési-mo aniversário da Semana.

Acho perfeitamente dispensa-vel — respondeu — comemoraro trigésimo aniversário da Semana.

Que esperassem o centenário. Senc ano 2.022 ainda se lembraremdisso, então sim.

Acha que se lembrarão?Tenho a impressão que sim.

O movimento modernista marcoufundo a cultura brasileira. E mar-cou devido à »ua vitalidade, à.auí

ou porque fiz uma sátira

contra certos ridículos dos pama-sianos? (Entre parêntesis, escla

GRAÇA ARANHA NAO FOICHEFE

A modernismo teve chefes?

de coisa, os modernistas de maior responsabilidade — o grupo paulista(lembro-me muito bem da atitu-de do Mário) — «e portaram com

a maior discrição: não gritaramdurante a sessão ntm foram car-regar o Graça Aranha à saída.Não assisti a essa charola, mas dis-

seram-me que entre os carrega-

— Não. O modsrnismo foi

anárquico, náo teve chefes. Quan-

sianosr VMire parc.iw.o. ««-»«- do Graça Aranha aderiu ao mo- „„_

reco que toda escola tem 03 seus, vimento, a sua idade, o scu prestí- dores entusiastas estavam o Alceu,

e o modernismo também os teve), gio, a sua ação lhe atribuíram, 0 Grieco e o Schmidt

Por mais que me esforce, não con- na opinião geral, aquela catego-

sigo ver em mim —hnmi» analo- ria. E ele quis realmente ser urn

VIDA LITERÁRIACM abril próximo, no seu 21." UARIAS editoras do Rio e de

número, REVISTA BRANCA São Paulo já estabeleceram

vai publicar um número especial programações de livros histórico»

ledicado ao modernismo, cerca de para as comemorações do 4.° cen-

sessenta páginas de crítica a au- tenário da cidade de São Paulo,

tores obras e aspectos do movi- em 1954. Serão publicadas obra.

mento que agora completa trinta históricas de há muito esgotadas,

anos de existência. Nele cola- livros de viagens à cidade de São

borarão, entre outros, Bráulio do Paulo do passado, de numeroso.

Nascimento, Fausto Cunha, Renato autores estrangeiros, etc. Já se

Rocha, Darcy Damasceno, Salda- pode informar que seráo lança-°

nha Coelho, Haroldo Bruno, Rocha dos: "História e Tradições da ci-

Filho Alberto da Costa e Silva, dade de São Paulo", de Ernani

Pericles Eugênio da Silva Ramos, da Silva Bruno; "Biblioteca His-

Domingos Carvalho da Silva, Rei- tórica Paulista", organizada por

naldo Bairão, Adalmir da Cunha Afonso Taunay, e Integrada de dez

Miranda, Alcântara Silveira, Car- volumes; "História Geral das Ban-

los Burlamaqui Kopke, Roland

Corbisier, Almeida Sales, Oswal-

dino Marques, Afonso Félix de

Souza. Jones Rocha, Geraldo Pin-

to Rodrigues e Samuel Rawet.* * *

deiras

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^'^__-B|^^^_^^íB_H____^'i Ss '

MARIO, O MAIOR

A seu juizo, qual t figura mais¦ importante do movimento?

— A figura central, a mais im-

portante, foi inegavelmente Mário

0 "Clube de Poesia" de Sáo

Paulo decidiu afinal sua pen-

denga a respeito da organização

de uma antologia da poesia modrr-

na: . responsabilidade e a liber-Hu,ia""-t »wi * p — na: a re5puusa"",u»«'*- -• -

^de Andrade. Pela versatilidade de jade da esc0H.a dos poetas ficarãosua força literária: poeta, grande _ carg0 ,,5C]Usjvo de Carloi Bur

poeta, romancista, contista, crítico. (de literatura, de música e deartes plásticas), folclorista; pelasua vasta cultura; pela enormeinfluência que exerceu sobre osoutros. Tomou tão a sério sua ta-refa de renovador, dé abrasilei-rador do Brasil, que sacrificou aesse fim pragmático a beleza desua obra, escrevendo numa lin-

guagem artificialíssima. Linguagemcaracterizada p»los seus maneiris-mos. como a linguagem poética fOMEMORANDO

o 40.

de Gôngora. Só que os maneiris-mos de Gôngora eram as formascultistas do Renascimento; os deMário, plebeismos de todos os can-tos do Brasil.

FARIA UM POEMA-PIADABandeira, a essa altura, tomou

um ar de qn-m encerrara a en

de Afonso de Taunay.* * *

ÜSTA' circulando "Jornal de Le-trás", n." 29, com colaboraçõe»

de Oliveira, Euryalo . Cannabrava,Luiz Santa Cruz, Rubem Braga,Silvio da Cunha, etc, além deuma curiosa entrevista com OswaldAndrade.

* *

| UIS JARDIM está submetendoà leitura de alguns amigos a

peça, que acabou de escrever, "0

Palhaço".* *

AS publicações do Museu aa

Bahia acabam de editar doi*

lamaqui Kopke."O Clube de Poesia" obteve da

Prefeitura de São Paulo uma verba

de 240 mil cruzeiros para a reali-

tr.ção de cursos e edições, já ten- [\noii "Cachaça, moça branca",

do sido planejada uma sére de je jos$ Calasan», estudos sobre

conferências, para as quais serão

convidados nomes como os de Ma-

nuel Bandeira, Cecilia Meireles,

Murilo Mendes e Álvaro Lins, etc.

* * *

V

folclore e "Arquitetura ColonialBaiana", de Robert C. Smith.

* * ,

A Noite lançará breve a "Anto-

logia Poética", de Vinicius d«

Morais, contendo uma seleção de

¦1

aniver

ário da morte do poeta Ruben poema» de »eus livros anteriorei

Dario, a embaixada do Equador » o» versos escritos pelo peta de-

realizou à semana passada uma pois de "Poemas, Soneto» e Ba-

reunião de homenagem em seu Udas".* * *

salão nobre.. » * r)0,S livr0* de COn'°S anu^ci!",0,¦» lOSE" MARIA BELO edita "Re- para breve: "Continhos Bra-

'- * trato de Machado de Assis", sileiros". de Carlos Castelo Branco

Manuel Bandein

trevista. Fechou-se, hostil quase.

(Coi..lúl na 6.* página)

um ensaio sobre a vida do grande e "Primeiros Conto.", d. ütto Lar.

escritor. Rezende.«

¦'¦SIm

:

-,

*

Rio de Janeiro, Domingo, IU de Fevereiro de 1952 DIÁRIO CARIOCA

MATAS. CAMPOS E FAZENDAS

-¦'

Desfile de animais premiados numa Exp osição Nacional de Animais. — (Folo doServiço de Informação Agrícola, Seção de Documentação.

OS BONS RACADORESE SUA IMPORTÂNCIA NO MELHORAMENTO DQ GADO LEITEIRO

Armando ChieffiMédico-Veterinário

Em uma granja leiteira, ovalor econômico de uma vacaé representado pela quantidadede leite que é capaz do produ-zir, pela sua capacidade detransformação dos alimentos in-geridos, e pela qualidade deproduto que fornecerá anual-mente. E, deste modo, a longe-vidade do animal é a qualidadeque influi preponderantementesobre o valor total dessa vaca.

Cada vaca, assim, representauma unidade que tem seu valorrelacionado às três caracteristi-cas acima referidas.

E qual o valor dc um repro-dutor em uma-grania leiteira?Valor êle ter sua importâncialimitada a uma unidade? Qual ainfluência que poderá ele tersobre todo o lote dc vacas e,dai, qual sua função no melho-ramento do rebanho leiteiro deum País? .,A IMPORTÂNCIADO BOM REPRODUTOR

As respostas poderão ser da-das pelos próprios criadores,após terem acompanhado o se-guinte raciocínio:

Se a vaca vale pela sua capa-cidade produtiva, o touro temseu valor relacionado à sua ca-pacidade reprodutora. A pri-meira, além de produzir leite,dará apenas um produto pnrano e durante toda sua vidaprodutiva terá dado. no máxi-mo, uma dezena de produtos. Otouro, sem o qual a própria pro-dução das vacas é comprome-tida, poderá dar, cm um ano,50, 100 c mesmo várias centenasde filhos.

Todo o criador que procuramelhorar o indice do produçãode seu rebanho peia substitui-ção das vacas por filhas ciomaior produção, sabe que umtouro capaz de lhe proporcio-nar essa possibilidade, pratica-mente não tem preço. Ele re-presenta toda a empresa c todoo cuidado deve ser dispensadoa um reprodutor nessas condi-ções.

O criador de gado leiteiroque deseja evoluir, abandonan-do a industria como simplesfonte extrativa dc leite, devose preocupar com a qualidadedo reprodutor que irá utilizarna cobertura^de seus animais.

O objetivo da criação deveráse resumir na obtenção de fu-turas vacas, filhas das que seacham em produção, capazes defronecer maior quantidade deleite da fornecida nelas mães.Q'.íando isto se verificar, a em-presa é econômica e preencherealmente os renuisitos de in-dustria zootécnicamente diri-gida.A VERDADEIRAFINALIDADE DE UM BOMRAÇADOR

O touro, assim, não devo sero animal que se destina apenasa cobrir as vacas, como o ob-jptivo de se conseguir fecunda-ção e conseqüente laclação. Umtouro, numa granja leiteira, dc-ve ser um reprodutor capaz rieaumentar a média de produçãode leite de suas filhas, caiandocomparada coln a média deprodução de leite das mães co-bertas por esse touro.

Isto tudo, porém, abarrota tra-balho e despesas. E qual a ali-

vidade que,, quando consciente?mente feita, não traz despesase trabalho?

Desde que o produto seja am-parado no seu custo real, des-do que o consumidor seja capazde compreender que a boa qua-lidade do leite deve ser recom-pensada por bom preço, o cria-dor poderá cuidar do problema,certo de que toda e qualquerdespesa que venha a ter, visan-do a obtenção de um touro ca-

paz de melhorar, em qualidadee quantidade, a média de seurebanho, será recompensadacom juros.

Sc todos os criadores segui-rem essas normas, em não pou-co tempo a influência dos bonsraçadores se fará sentir sobreo rebanho leiteiro do pai . combenefícios econômicos não sôpara o próprio criador, comopara a coletividade e para aNação.

A CITRICULTURA E SUAMPORTÂNCIA ECONÔMICA

Honor ato de FreitasEngenheiro-Agrônomo

senvolvam bem e se evitem asvegetações de plantas daninhas.

Nas culturas racionais as ca-pinas são feitas com urri culti-vaílor de discos ou mesmo deenxadas, enquanto que is esca-rlficações não se limitam à lim-peza do mato, indo ate a pio-fundidade de 10 a 15 centime-tros para resolver a í-uperfíciedo terreno.

Outra operação é a do coroa-mento que consiste nm manter-se limpa de qualquer vegetaçãouma área em torno de cadaplanta com um diâmetro de 2metros. Essa prática só se ve-comenda quando o '.-mprêgo doarado e outras máquinas é eco-nomica e fácil.

ADÍ_JAÇAOQuanto à v.«ubaçao o agricul-

tor poderá fazer de dois modosprincipais, isto ó, adubação ver-de, que consiste em cultivar umaespécie de leguminosa apropria-da (feijão de porco, favas, etc.)e na época da floração no pró-prio terreno, ou em distribuiradubos, que por sua vez podemser orgânicos e químicos.

Em geral a adubação maisacessível é a do emprego de es-trume de curral bem curtidoTambém podem ser usados adu-bos químicos, cujo emprego df-pende certamente de assistênciatécnica.

A Divisão de Fomento da Pro-dução Vegetal do Ministério daAgricultura, através de suas se-ções de fomento agricola nos Es-tados, presta assistência aos ia-vradores que desejam sua aju-da. Assim, para orientar qual-quer-proíissional na sua expio-ração frutícola o melhor •'; pro-curar um técnico daquela de-pendência.

Cuidados especiais devem terdispensados ao combate a cenaspragas e doenças das árvores,visto como o controle dessesdistúrbios será tanto nais fácile eficiente quanto miiis cedo íôriniciado.

Sobre o combate ás pragas dasplantas citricas, existem nlp.n-mas publicações editadas pelaSecretaria de Agricultura de SãoPaulo, além de empresas como.as de Chácaras e Quintais, e ou-trás, as quais auxiliam muito ocitricultor na orientação do as--sunto.

Mesmo contando c&m a faltaou escassez de dados estatísti-,cos, não é difícil chegar-se àconclusão de que a cultura, dasfrutas citricas assume uma im-portància considerável entrenós. .

Pouco se sabe da área culti-vada e do número de árvorescitricas que existem ent expio-ração no Brasil., Todavia, já épossivel avaliar-se a importân-cia dessa cultura, pelos dadosconcernentes à exportação defrutas para o exterior.

Dois tipos principais de laran-Jas sao exportados: a variedadepêrs. oriunda dos pomares dabaixada fluminense e a laranjatipo bàhia, produzida no Estado

de S. Paulo.A nossa exportação cresceu

até princípio da última guerra enaquele tempo, por volta de 1939as cifras seguintes dizem de quefoi o . valor dessa exportação:Laranjas, limões, pomelos e tan-gerinas — cerca de cinco mi-lhões e novecentos mil caixas,valendo CrS 124.669.064,00.

De 1940 para cá a exportaçãotem sofrido grandes oscilaçõesmuito embora se verifique atual-mente uma reação que está lc-vando os citricultores a trataremmelhor dos seus pomares que es-tiveram quase abandonados.

As zonas citrícoias do Brasilpodem ser localizadas em quasetodos os Estados, sendo que aprodução de frutos para expor-tação está concentrada nos Es-tados do Rio, São Paulo, Dis-trito Funeral e Minas Gerais,exporta o Rio Grande do Sulpequeno volume para os paísesvizinhos.

A cultura de árvores citricasé de grande importância para aeconomia nacional. Possuem asnossas frutas larga aceitaçãonos mercados consumidores doexterior c além disso disfrutade preferência geral, pelo fatodo ser uma fonte de vitamina Cdas mais interessantes.'

Por tudo isso, trataremos aseguir de alguns cuidados a se-rem dispensados ao pomar,apreciando aos tratos culturaiscom o solo e os tratos culturaiscom a planta.

A PREPARAÇÃO DO SOLOPara o solo do pomar devemos agricultores olhar semprecom atenção, pois ô necessáriomanter a área ocupada pelacultura sempre limpa, escarifi-cada para que as plantas so de-

Empresa Viação Âute;fc:!.sla $. A.SEDE: R PREFEITO OLÍMPIO DE MELO,. 148

Telefone: 28-6546ESTAÇÃO RODOVIÁRIA: E'RAÇA .MADATelefone: 43-4676

E. V. A;RIO DE JANEIRO .

QUADRO DS HORÁRIOS _=_____=-

ENERGIA ELÉTRICAPARA 0 RIO GRANDE DO SUL

'Ainda há pouco, no RioGrande do Sul, o sr. A. J. Ren-ner afirmava, pela imprensa,que o que' so deve considerar,no estudo do problema da cner-gia elétrica, é acima de tudo ointeresso coletivo. "Assim —acrescentava — quando não fo-rem suficientes as instalaçõeshidroelétricas ou esta íorma deenergia se tornar econômica-mente desaconselhável, ¦ nadaimpede nem desaconselha queselance mão das usinas termo-elétricas, sem limite cm relaçãoà energia hidroelétrica".

Esses argumentos do grandeindustria], que é também umeconomista e publicista, pro-curavam contestar a incompre-ensão dc uma minoria que vemtecendo restrições ao desenvol-vimento da energia termoelé-trica no culto Estado sulino. Naopinião autorizada do sr. A. J..Renncr, b que importa, eíeti-vãmente, é o expansionismo daeletricidade, sob todos os seusaspectos. No caso da energiatérmica, é necessário antes de

Judô, considerar que o RioGrande do Sul possui as maio-res minas carboníferas do' pais.e que a produção está sendorestringida por várias circuns-tâncias, notadamente pela» faltade consumo. Diante' de _e mo-tivo. a instalação de usinas ter-moelétricas não só concorreriapara apoiar a mineração do car-vão, senão, também nara am-pliar o progresso industrial esocial do Estado.

Esta compreensão, aliás, vemfazendo frente às idéias pessi-mistas, bastando salientar que aAssociação Comercial de PortoAlegre, em memorial dirigidoao Governador General Ernes-lo Dornclles, apoiou incondi-cionalmente a construção da

• Usina de Charqueadas, em SãoJeronimo. Essa usina, com ,.45.000 kw„ consumindo 260.000toneladas anuais de carvão, se-rá uma das mais importantesdo Brasil, podendo auxiliar oabastecimento elétrico de Por-to .Alegre, Pelotas, R _ Grande,e fornecer energia para dozemunicípios. Idealizada pelosmineradores da empresa SãoJeronimo, constituirá uma co-operação para o Plano de Ele-triíicaçâo do Estado, sem ne-nhum ônus para o Governo sul-riograndense. Por outro lado,con/ a cubagem recentementefeita do 40 milhões de tonela-das de carvãòv viria aproveitartodo esse grande volume decombustível, favorecendo a eco-nomia do Rio'Grande do Sul."Conforme patenteou o deba-te efetuado após a exposição doplano — diz o memorial — ainstalação da Usina de Char-queadas cria a possibilidade deexploração em condições alta-mente econômicas e racionaisdc um vasto depósito carboni-fero localizado em situação fa-vorável, à beíra-rio. Com efei-to, o projeto viria, resolver demaneira ideal o aproveitamentodos carvões de tipo baixo, pe-Ia sua transformação "in-loco"em energia elétrica, eliminandodesse modo o mais sério entra-ve que se antepõe aos propó-silos dc beneficiamento do car-van f.oèràhden.? fi."

A Usina de Charqueadas, deacordo com o plano absorveria,em grande escala e no própriolocal, os tipos intermediários decarvão de baixo poder calorifi-co e "ao mesmo tempo viria tra-zer uma valiosa contribuição aoPlano de Eletrificação do Esta-do".

Noutro ponto, acentua o me-morial: "Não nos parece queesse reforço ao Plano de Eletri-ficação seja supérfluo, pois acre-ditamos que as possibilidades doEstado, face às condições natu-tais de produção e ao dinamis-mo de seus homens, são de talordem que todas as previsõesformuladas cm matéria de in-oustrialização e consumo deenergia serão ultrapassadas »s-sim que as iniciativas de traba-lho forem estimuladas pelafranca disponibilidade de lãofundamental elemento de pro-du^õo e conforto".

Mas não foi só a AssociaçãoComercial de Porto Alegre quese mostrou solidaria com ogrande empreendimento ; tam-bem outras entidades opinaramde modo favorável, patentean-do, com o seu parecer, que oEstado só poderia lucrar com o

\yenceslau Rosaaumento da energia elétrica.Por outro lado, o GovernadorGeneral Ernesto Bornelles, queestá realizando uma obra delarga projeção econômica noEstado, por mais' de uma vezexternou sua opinião acerca daeletrificação estadual, mostran-do-se vivamente interessado emapoiar todos os empreendimen-tos que venham beneficiar oRio Grande do Sul. No queconcerne à Usina de Charquea-das, nenhuma restrição opõe àsua construção, e neste casomostra-se coerente com o pro-prio Presidente da Republica,que, manifestando-se sobre oassunto,'declarou recentemente:"O Governo atribui alta prio-ridade à produção de energiaelétrica no país. Encara, as-sim, com muito interesse os pro-jetos visando a aplicação de dis-ponibilidades de energia eletri-ca no Rio Grande do Sul, ondeo déficit de energia é muitoacentuado".

Não será demasiado afirmarque o desenvolvimento da ener-gia elétrica no "pais é medidaque se impõe e que dispensamaior exame, pois nem de ou-tra forma se compreenderia oprogresso. No Rio Grande doSul, onde o indice de cresci-mento é superior ao do Distri-to Federal, a carência de eletri-cidade vem sendo um entravepara a economia estadual. E seassim é, como explicar, então,as restrições que se apresentamà cooperação das usinas termi-cas? . ,

Salientamos, de . a.«agem, quea imnrensa de Sãn Paulo vemde há muito tecendo largos co-mentarios em torno do proble-ma. combatendo seriamente to-das as medidas que r>o<.am pre-judicar o desenvolvimento daenergia elétrica do Brasil. E'nue São Paulo, como o RioGrande do Sul. Minas Gerais1 eDistrito Federal, sofrem as con-seqüências da falta de energiaelétrica. Logicamente, o quese justifica é a necn. _idade dese/enfrentar os problemas nn-cionais com maior largueza devista, visando sempre o engran-deoimento do pais.

Evidentemente, — conformeacentua o economista sç. A. J.Renner - o que s«| deve conside-rar acima de tudo é o interessecoletivo.

A PRODUÇÃO LEITEIRA DEPENDEDO NÚMERO DE ORDENHAS DIÁRIAS

UNHA RIO-JUIZ DE tOHA

Fartldaido Rio

6.0S.15. (luxo)

8.0513.0515.0513,05 (luxo)

Partidasde J. Fora0,05v,15 (Imo)8.05

13,0515,0518.05 (luxo)

LINHA RIO-BARRACENA

Partidasdo Rio

3.S. 5. "s e Sáb5.35

Parlidasdc Barbaccna2.»s. 4»í e 6. _

7,15

LINHA RIO-DELO HORIZONTE

Partidado Rio

2.*s, 4. _ o 6.»BÍ.30

Parlidasdc It Horirnntc3.»s, 5.»s e Sáb.

6.30

LINHA RIO-PORTO NOVO

Partida*oo Rio

5,5515.55

dePartidasPurln Novo

5,55.15.55" -

LINHA R10-CAT.UJl'AZE3

do RioPartidas

6.151 ..15

Partidasdt Ca<a;uazrs

6.152.15

LINHA RIO-MURIAJÍ

Partidado Rio

6.25

Partidade Muriaé

6.00

LINHA RIO-CARATINGA

Partidado Rio

5,30

Partidade Caratlnga

5,30

LINHA RIO-SAO LOURENÇO

Partidado Rio

7,05

Partidade S. Lourenço

8.00

LINHA

RIOCAXAMBU-CAMBUQUIRAPartidado Rio

6.40

Partidasfle Camhuqulra

.40

O leite é formado no interva-lo entre as ordenhas e quantomaior a freqüência destas maisvezes se esvazia o ubre c maisleite se forma. Por outro lado,mais vezes recebe a glândulamamaria o efeito estimulanteda ginástica funcional. Aumen-ta de capacidade, adquire maiorelasticidade; descongestiona-se.permitindo melhor circulaçãosangüínea, o que é dc funda-mental importância, visto queo leite c produto derivado dosangue. Além disso, a ginásti-ca funcional do ubre provoca,como se sabe, uma ação reflexasobre a hipófise, a qual descar-rega mais pitruitrina, hormônioêste que determina a contraçãoda musculatura lisa do ubre.Desta contração depende a "sai-da do leite" c a vaca quo so-ire mais ordenhas diárias adqui-re um mecanismo reflexo maispronto, mais eficiente e um pro-cesso de saída de leite mais fá-cil. Também a manipulação doubre age, por processo indireto,sobre a produção de lactogênio,hormônio responsável pela se-crecão láctea.O VALOR DAS ORDENHASDIÁRIAS REPETIDAS

Além üe influir sobre a quan-tidads do leite, a freqüência dcordenhas influi sobre a sua qua-lidade. Quanto maior o inter-valo entre as ordenhas, menora percentagem de gordura. Al-

Raul Briquet JuniorEng.-Agrônomo

guns técnicos calculam que apercentagem de gordura caia de12 a 15 por mil, por hora, quan-do o intervalo entro as orde-nhas passa de 12 horas, e queaumenta do 2 a 25 por mil, porhora, quando esse intervalo émenor de 12 horas.

Via de regra, áconsolham-seduas ordenhas diárias: uma pe-Ia manhã o outra à tarde. Trêsordenhas diárias, porém aumen-tam a produção de 10. a 20 porcento mais. Quatro ordenhasproduzem um aumento de 5por cento ou mais, em relaçãoà produção de três ordenhas.Nas vacas mais novas, confor-me mostram recentes pesquisas,a diferença de produção obtidacom duas e três ordenhas émaior do que nas vacas maisvelhas.

A maioria dos pesquisadoresadmite, atualmente, qüe o idealseja a prática de três ordenhasdiárias, mas o criador médiopoderá fazer duas, pois tal nú-mero melhor se coaduna cóma rotina diária de uma fazen-da comum.

Os melhores resultados, por-tanto, são os obtidos com trêsordenhas. O método usual, en-tre nós. de uma ordenha. é oque menor interesse apresentapara melhorar a produção lei-teira das vacas, e deve. por isso,ser substituido pelo de duas outrês ordenhas diárias.

m&ã&jMwv :i<tt^HSf^''' _?$. .p^HSa&w m-P!M«aBB88__KaM_5^_WBi_g^MPffinjJPWSmw&yWM MT JKfe < ^"W^M ll_r^Ei_BftO__F Em^mB^^^^sIÍ^

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-fí<ÉHK?i__il -íiw?-::''::É^^_Í _Ml_: ,..%*

\w • V _V_ã£f& ^£fflmmmm^{$£&3ÊÉm\ : li-ttBÍMnftflm8B^ra^^lisnl B3| IÉ| __L_d_É l__^P_S%fl_^Bll VOs estudos já procedidos sobre o babaçu revelam que as amêndoas desse produtooferecem grande quantidade de óleo, o mais apropriado para as indústrias, Acasca que envolve as amêndoas é excelente elemento de combustão. /Vo clichê,

depósito dc amêndoas de babaçu, com peneiras para limpesa.

Regras de Segurança Para Trabalhar Com o TratorSão muito comuns os desas-

tres e acidentes, às vezes fa-tais, com o trator e o tratoris-ta'. Ocoírem freqüentemente,durante os trabalhos de campo,viradas ou capotagens do tra-tor, trazendo sérios prejuízospara o fazendeiro que vê, deum momento para outro, o seutrator quebrado, implementosagrícolas danificados ou o seutratorista impossibilitado destra-balhar durante certo tempo, e,o que é mais importante, os

.trabalhos de rotina, como o ore-paro do solo, semeadura. colhei-ta, etc, seriamente ameaçadosde o aralisação.

Tão grande é o vulto de aci-dentes ocorrido- nos trabalhosde campo entre os tratoristasamericanos, onde a mecanizaçãoagrícola é realmente realizadaem larea escala,' que o "Comi-té de Segurança dos Fazendei-ros", desejando contribuir pa-

DIFUSÃO DE NOVASTÉCNICAS AGROPECUÁRIAS

O Interesse Pelas Semanas Ruralistas' e Semanas de FazendeirosRômolo Cavina

Para ajudar aos lavradores ecriadores e obter o maior lucropossivel de seu trabalho, é queo governo cria escolas praticasde agricultura, os postos agro-pecuarios„os serviços de fomen-to, as escolas superiores deAgronomia e de Veterinária, emuitos outros cursos práticos.

O ensino agricola tom por fimvalorizar o homem do campo eaumentar o rendimento de seutrabalho. Desta maneira crês-eerá a riqueza do Brasil e dosbrasileiros.

Uma das formas rápidas ebem praticas de divulgação denovas técnicas agricolas e ne-cuarias, que têm dado resulta-dos amplos e satisfatórios, sãohs chamadas "Semanas Ruralis-tas" e as "Semanas de Fazendei-ros".

Estas semanas se realizamem escolas de Agronomia, sãopatrocinadas pelas prefeiturasmunicipais, pelos Governos Es-taduais, pelo Ministério da Agri-

Eng.-Agrônomocultura e até pelas associaçõesdê lavradores e de criadores.

Durante oito dias se reúnemmuitos fazendeiros e criadorese muitos agrônomos, veterina-rios e outros técnicos. Nessesdias sâo dadas muitas aulas pra-ticas e teóricas, com demonstra-ções no campo e com cinema,do que há de mais moderno eaconselhável em beneficio daprodução dos campos.

E' nas referidas semanas quefazendeiros e criadores se en-contram para trocar idéias, dis-cutir entre si os assuntos predi-letos. E' tambem nessa opor-tunidade que os produtores temà sua "disposição imediata umgrande grupo de funcionáriosespecializados para serem con-sultados.

E' de toda conveniência paraos lavradores e criadores p com-parecimento às semanas de fa-zendeiros e às semanas ruralis-tas. Mas aí não devem com-parecer apenas para assistir às

ra solucionar o problema, estu-dou detalhadamente a questãoe elaborou as seguintes regraspara conhecimento dos tratoris-tas. O citado Comitê pertenceao Instituto de EquipamentoAgricola (Farm Equipment Ins-titute), instituição americanamundialmente reconhecida, queassocia mais de 200 fabricantesde equipamento agrícola e tempor finalidade fomentar o pro-gresso da indústria e promovero bem-estar do seu mais impor-tante freguês industrial, o fa-zendeiro.

REGRAS DE SEGURANÇA— Tenha certeza de que a

alavanca de mudança está emponto morto antes de dar par-tida ao trator;

— ligue sempre a "embrea-gem" com cuidado, espccialmen-te quando subindo uma ladei-ra ou saindo de uma vala;

— quando dirigindo numaestrada ou no campo, tenha cer-teza de que ambas ar rodas es-tão íreando simultaneamente aofazer uma parad- de emergên-cia;

— ande sempre no tratorsentado no local próprio ou empé junto à direção;

— quando o trator estiverligado a uma carga pesada, li-gue sempre a corrente ao en-gate do trator e nuhca estiquea mesma corrente bruscamente;

— quando estiver trabalhan-do numa encosta, tenha extre-mo cuidado para que uma dasrodas não entre em buracos ouvalas, ocasionando a virada dotrator;

Normando Alves da SilvaEng.-Agrônomo— conserve sempre o tra-

tor em marcha ou "embreado"quando descer ladeiras ou ram-pas fortes;

— dirija sempre o tratorem baixa velocidade, a fim demanter segurança, especialmen-te sobre terrenos acidentadosou perto de valas;

— reduza' a velocidade an-tes de fazer uma curva ou apli-car os freios; o perigo de ca-potagem aumenta 4 vezes quan-do dobramos a velocidade;

10 — antes de descer do tra-tor, desligue sempre a polia;

11 — nunca salte do tratorquando êle estiver em movi-mento; espere até que o mes-mo pare;

12 — não permita que ou-trás pessoas, a não ser o trato-rista, ande no trator quando emtrabalho;

13 — quando estiver colocan-do a barra de implementos min-ca fique entr_ esta e o trator:use um .gancho de ferro paracolocar no lupar;

14 — não puxe nem removaa correia enquanto a polia es-tiver em movimento;

15 — se i motor aquecer de-mais, tome muito cuidado ao en-cher o radiador com água;

16 — nunca reabasteça o tra-tor com gasolina; com êle cm-movimento ou extremamentequente; e

17 — quando o trator estiveiligado a acessórios de fôrçspr-ópria, tenha cuidado de quitodas as ligações estejam isola-das.

demonstrações praticas e às au-Ias de seu interesse. Devemaproveitar a oportunidade paraperguntar, para mostrar aosveterinários os seus problemas,os problemas e as muitas difi-culdades de sua fazenda.

O interesse dos lavradores ecriadores pelas aulas,- .demons-trações praticas é pelas' pergun-tas, concorre em beneficio delesmesmos: e a maneira de apon-tar os defeitos do serviço pu-blico e o modo de orientar ostécnicos para os problemasatuais, mais imediatos e auesão enfrentados na dura luta dosque produzem e aumentam ariqueza do Brasil.

CorrespondênciaA correspon-

trencia pára esta páginadeverá ser dirigida aosredatores Luiz dc ÁreaLeão e Jdsé Irineu Ca-bral, que junto aos ór-gãos técnicos do Minis-tério da Agricultura cnos estabelecimentos es-pecializados de acro-pecuária procurarão oselementos necessários àsconsultas dos srs. agri-cultores e, criadores.

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DIÁRIO CARIOCA Rio tle Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952

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Seu Município, localizado numvasto planalto, apresenta as-pecto geralmente acidentado,dada a. diversidade de altitudesque se notam em seu território,as quais vão de 650 a 1.390 me-tros. No \perimetro urbano, na.praça Rui Barbosa, ou na praçada Liberdade, podem ser obser-vadas alturas que variam de 830a 895, respectivamente. Por ou-tro lado, na zona suburbana,encontram-se morros como osde Lagoinha, da Carapuça e d»Mangabeira, onde as altitudessão de 895, 880 e 1.195 metros,respectivamente.

As serras situadas no Municl-pio de Belo Horizonte constl-tuem ramificações da cordilhel-ra do Espinhaço e fazem partecio grupo da serra de Itacolomi,onde estão os picos mais altosdo pais. Contornando o Municl-pio, na direção de Oeste e Su-doeste, vemos as serras de Jato-bá e do José Vieira, e, inclinai.-do-se para o Nordeste, as daMutuca, Taquarll e Curral, quetambém servem para delimitaro território municipal. Dentrodo Município, o ponto culml-nante situa-se ao Sul, na ja n*-ferida serra do Curral, que atin- jge a 1.390 metros.

Por tudo Isso e mais a cir-cunstància de nunca terem-se re-gistrado surtos epidêmicos emBelo Horizonte, e, sobretudo, ofato de ser essa capital procura-da por habitantes de outras cl-dades, muitas vezes-longínquas,que para lá vão em busca deum coadjuvante no tratamentode males que os afligem, ates-tam, sobejamente, a excelênciade seu clima, que é seco, sau-dável e temperado.

Essas são, sem dúvida, as cau-sas determinantes da evoluçãomagnífica de Belo Horizonte,evolução que tem mesmo ultra-passado as mais otimistas pre-visões — a excelência do climaprivilegiado do Municlplu e abeleza topográfica da locallda-de, que atraem, lrresistiveimen-te, a quantos visitam a cidade.A isso e á ação lecuneta dc seusadministradores, nomens ami-gos da cidade e ae grande vi-são; ao descnvolvlrpento nota-vel dos seus serviços bancários,ao seu comércio e à sua indús-tria como ainda às ligações rcr-roviárias, rodoviárias e aéreas,que ligam a cidade a todo o Es-tado e às demais unidades aaFederação, estimulando as ini-ciativas particulares. Presente-mente, Belo Horizonte possui omais importante comércio e omaior parque industrial do Es-tado, sendo sede de uma Uni-versidade e de um Arcebispado,desdobra-se em bairros aprimo-rados,- magníficos por todos oslados; está engalanada ae nu-merosos arranha-céus, que daoexcepcional majestade; tem ser-viços satisfatórios d. transpor-tes e meios de comunicação in-ternamente com os Estados ecom os paises estrangeiros; pos-sui vasto serviço hospitalai,numerosas instituições de assis-tencia, enfim, uma cidade moae-lar, de clima paradisíaco quedeslumbra os seus visitantes, en-vaidece justamente os horizon-tinos, orgulha o povo mineiroe engrandece o Brasil.

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CACHOEIRA DE PAULOAFONSO

Nossa gravura fixa uma es-plèndida perspectiva da célebrecachoeira de Paulo Afonso, for-mada peio rio São Francisco,chamado o mais brasileiro detodos os cursos dájua que pos-suimos. A cachoeira, cantadaem prosa e verso por nacionaise estrangeiros, é. sem dúvida,um primoroso recanto da terrabrasileira, digno de ser reco-mendado a quantos apreciam asmaravilhas da natureza. Porisso mesmo, o govêrno da Re-pública, em fins dc 1948 (ato doPresidente Eurico Dutra), de-terminou a criação do ParqueNacional de Paulo Afonso, ao

lado dos outros parques existen-tes — Itatiaia, Foz do Iguaçue Serra dos Órgãos — abran-gendo a famosa cachoeira. Ditoparoue tem cerca de dezessetemil hectares, situando terras quepertencem a três Estados — osde Alagoas, Bahia e Pernambu-co. O parque, de todos, è omais novo e seu desenvolvimen-to está ligado à conclusão dasgrandiosas obras de recupera-ção do vale do Sáo Franciscoc da Central hidrelétrica que es-tá sendo construída, que é. ine-gãvelmente. uma das realiza-ções mais notáveis dos últimosanos, destinada a transformartoda a vida e o futuro daqueleImenso trecho do território na-

cional. Amplas rodovias foramtraçadas e ligarão o Parque dePaulo Afonso às capitais de Ma-ceio. Recife,. Salvador e Belémdo Pará, o que vale dizer todoo Norte do país. Simultânea-mente, outras providências estãosendo tomadas no sentido deassegurar todo conforto aos vi-sitantes, seja melhorando ospontos de atração turística daregião, seja dotando a localidadede hotéis condignos e de gran-de capacidade. O mesmo estásendo feito em relação ao cam-po de pouso, por nieio do qualPaulo Afonso está ligado a todoo Brasil e o resto do mundo.Dessa forma, será dentro embreve, com a execução dos tra-

balhos projetados, um dos re-cantos mais preferidos em nossopais pelos que costumam excur-sionar. A idéia da criação doParque íoi das mais patrióticase felizes por ter esse u meloadequado para proteção e pre-servação do que ainda resta danatureza virgem do Brasil, má-xlme confiada a guarda à ad-ministração federal, mais eíicl-ente e de melhores recursos.Protegendo a natureza virgem,conservam a fauna e a flora ln-tangíveis, no seu primitivo ha-bitat, apenas alterando no quese torna absolutamente impres-cindível para abertura de ca-minhos, de construções para res-

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mite, nesses verdadeiros san-tuários. que o machado jamaisse levante para derrubar a ár-vore milenária e o tiro fatal nãoabata os habitantes naturais daregião

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m6 Rio dc Janeiro, Domingo, 10 tle Fevereiro de 1952 DTARIO CARIOCA

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0 RETRATO(Conclusão)

exercício âe tais força». Virtudesem expectativa, ou antes, em dis-panibilidade, aparecem elas, porisso, momentaneamente estagnadas.Rodrigo, o primeiro

"doutor" .dafamílis Cambará •— e figura cen-trai do livro — busca na aventu-ra amoíosa, nas disputas incon-{«quentes, numa elegância quaseefeminada, no gosto dos manjaresfamosos e doi vinhos caros, na"prodigalidade conspícua", parafalar como certos sociólogos, nasocupações honoríficas, na poesia,no jogo, na música, no gesto ar-riscado, um substituto imediatopara a ação em que seus maioresse destacaram. Bio, um inadap-tado às novas' "condições, à vidacivil, prefere o lazer rural, ondeainda é possível algum simulacrodessa ação. E Vi os eternos des-contentes e os ir.conformados coma situação, como • velho don Pepe,ou, ao contrário, os eternos situa-eionistas e adesistas em potencial,que nem o coronel AristilianoTrindade, que, todos, ainda quandopassivamente, participam a seumodo dessa existência transitiva,expectante, impaciente, que do-mina o livro inteiro.1 vida real e presente — o "pre-

Letras e Artes(Conclusões da 2.* e 3/ páginas)

sente" de 1895 a 1915 -

ainda presa por numerososculos ao passado e,

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masvin-

no entanto,já invadida pelo futuro, forma aaubstincia deste romance. A elebem se poderiam associar comoaimbólicas aquelas palavras sobreo famoso "retrato", ditas por Pe-pe Garcia no primeiro capítulo:"Quando tive na miitba frente omodelo e a tela vazia, pensei:Don Pepe, esta vai ser • grandeobra de tua vida. Mas não pintesapenas o corpo de Rodrigo, pintatambém sua alma. Náo fixes ape-nas este momento, mas tambémo passado e o futuro".

Bastando-se embora a ai mesmo,O Retrato encerra, numa efervescência mal contida, o germe deacontecimentos que «6 poderio de-senvolver-se eficazmente no finaldo tríptico. E cabe supor que,inserto na unidade mais vasta, eletambém participará, embora comocontraparte, daquela atmosfera épi-ca dè que se impregna o primeirovolume e que, possivelmente, daráao todo um caráter unitário. Acircunstância de situar-se já nocorpo deste livro o final sem gran*deza de Rodrigo parece indicaruma espécie de seleção negativa,que, reservando para O Retratoa nota da dúvida e melancolia,contribuirá para definir seu valorantitético dentro do conjunto.

Tudo isto são imaginações meioproféticas, sem dúvida bastante ri-dículas e pretensiosas. Mas suge-ridas pelo estranho capricho deum autor que, nos campos ondefoi Tróia, procura implantar umahistória deste.* r.ossos dias pro-saicos e burgueses.

Para remessa de livros: RuaHaddock Lobo, 1625 (Sio Paulo).

0 CASO NORGAM(Conclusão)

tica, acham que sim. Os ingleses,porém, não compreendem que ai-guém possa confundir Spar^en-broke com Emily Broate ou Pater.A visão de Emily Bronte é inten-samente romântica; a de Pater,intensamente clássica; a de Mer-gan não é poética • sim elo-quente, brilhante, espirituosa, querdizer, poesia alguma. Spar^enbro-ke evita oi extremos. O fogo sa-grado (e demoníaco) em EmilyBronte chegou a consumi-la, o deMorgan deu para escrever habi-lissimo livro de publicidade a ser-»iço da editora Maçmillan. O pa-ganismo de Pater engendrou o deseu discípulo Wild» — mas Spar-kenbroke repeita as famosas reti-cências inglesas: i excêntrico semratgar dinheiro e sem se jexpôrà persecuçáo pela Justiça. E' umesteta aristocrático, culto, esquisi*to, rico, um tipo de que aindaexiste na Inglaterra, embora cadavez mais raramente. De uma vidaassim estão sonhando os filhos deengenlieiroí de estrada» de ferro,como o personagem principal de'Breeze of Morning" e o próprioMorgan, sobretudo quando, comoeste, não deram para o serviço na.Marinha de Sua Majestade. NaInglaterra, uma pessoa desse tipoé chamada de "snob". Bastavarelralá-lo para os estrangeiros lheacreditarem na existência, enquan-to os ingleses nio lhe acreditamao gênio poético. "Ce sont deschoses qui ont besoin qu'on lescroie pieusement".1CHAM os ingleses que as muilas

idéias do ensaísta Menandernão chegam a garantir a profundi-dade do romancista Morgan, assimtomo muitos soldados náo giran-tem a vitória de um general. Ao

lado dt sabedoria nutritiva dosFielding, Jane Austen e GeorgeEliot — que i, afinal, também,uma filosofia, embora sem profun*didade — a profundidade de Mor-gan parece aos ingleses linda, or-namental e pouco prática. Nichol-son chega i dizer: "misticismo va-go «em filosofia alguma".' A me-lafisica novelística que os inglê-tes admitem, ato é o irraciona-lismo, seja do espírito, seja dosinstintos, mas sim o reconheci-mento dos limites do racipnalis-mo, limitado pela» fronteiras doreino dos valores éticos, do com-portamento humano. Eis, porexemplo, a metafísica de Conrad,encarnada, não em nobres que go-zam ' esteticamente das suas vidase sim em simples marinheiros —Conrad só deu para isso — queconstróem suas vidas. EnquantoSparkenbro^e só ehegoú a cons-truir seu belo e confortável caixão.

Agora caem as sombras do cre-púsculo. No romance autobiográ-fico de Morgan, em "Breeze ofMorning", citam-se, como sempre,muitos livros: entre outros, "Great

Expectations", d» Dickens, o ro-mance em que um bom rapazi-nho, nascido em ambiente modestomas decente, sonha de vida aristo-crática; complicações romanescastransformam em realidade o so-nho; mas não i esta a felicidade;o fim i o fracasso dis "grandes

esperanças". Ao personagem deMorgan, esse romance de Dickensdá muito para penssr:

"Li-o e relie reli-o outra vez, sempre espe-rando que o desfecho seja di-ferente". Mas não adiantava. Foiisso mesmo. Tampouco adiantareler as obras completas de Char-les Morgan. Esse suposto leáo doromance inglês nio i uma grandefera poétieo-filosófica. Apenas éum leáo domesticado para o usodaa senhorita» dos doi» sexos.

POBRE POESIA(Conclusão)

com Adolfo Hitler, e Rilke, Valérye Proust sáo igualmente decaden-tes! Sua arte náo tem relação ne-nhuma com o "realismo social".â POESIA, porém, segue outros

caminhos. Nas 375 páginas daobra de Bucareste náo encontramosnem os menorei vestígios, pois tô-da esta gente são falsificadores.Em contato com ai diretrizes dopartido, um grande poeta como foiEluard perde a inspiração. Em lu-gar de versos encontramos somen-te palavras, em vez de imagens —sduções de Moscou. Em qualquerparte, longe, paira a imagem dapoesia. A situação é a mesma emqualquer país. Os "poetas popu-lares"' ameaçam t poesia não so-mente em Bucareste como tambémna Bulgária, Hungria, Polônia, Al-bania, e, ainda, nas "Lettres Fran-çaises", em Paris. Dizem às "amos-trás" apresentadas e centenas deoutras. E" necessário fazer soar,de vez em quando, o alarme deemergência, para que a pura essen-cia lírica continue a existir,irraculada e limpa, e para que nãopossa haver erroa.

NA INFÂNCIA DO...(Conclusão)

do cobrai e lagartos do modernis-mo e de Graça Aranha.

..."Graça Aranha ali.iou nu-merosa elaque de partidários en-tre o» quiii sorratelitmente seii.trometeram muitos do» poetai-tros apontados por mim no Re-gistro do Jornal do Brasil comoliteratos analfabetos"...

Cita. depois um trecho do dis-curso de Coelho Neto, aquela hor-rível frase tão conhecida e queDuque Estrada chama de "ele-ruente' expressão". Graça Aranhaacaba de cuspir no prato em quecomt

Pelas palavras azedíssimas dopai do Hino Nacional, sabemosque a mesa da Academia retirou-st no meio do discurso de GraçaAranha e que Coelho Neto foicarregado por pessoas anti-moder-nistas. "Náo

por mim, diz O.D. Estrada, nãe por mim, comofalsamente afirmou um diário des-ta capital, eu apenas segurei amão do grande escritor quandoeste m a estendeu receoso decair".

E' longa a entrevista com DuqueEstrada que aconselha "quanto àquestão propriamente literária e aténvesmo com relação aos futuristasque sabem ler o único partido pos-sivel é continuar a gente a nãotomá-los a sério".

Como demonstração de ridículodá ele dois poemas de Osivald deAndrade para declarar depois:"Es*;s verso» sem pontuação (osnovos literários pretendem abolira pontuação, • gramática, i mé-

trica e tudo o mais, rom grandegáudio de Afranio a de outrosdecididos adepto.» do futurismosalvador) são do poeta Oswald deAndrade da nova geração que osr. Graça Aranha corteja- e aplau-dc buscando para a sua decadênciae senectude intelectual as inocula-ções de energia que ainda lhe nãopodem dar a» ilusórias, e falazespromessas do dr. Vòronoff".fOMO se vê, os insultos não

eram nada gentis, vinham dire*tos, sem envolucros de matériaplástica. , -

Enquanto "A Notícia" tomavapartido contra os modernistas,Agripino Gfieco em longo artigopela "Gazeta de Notícias" do dia21 dc junho comentava • o fatoaplaudindo "o acadêmico que rom-peu contra o mutismo harpocráticodas convencionais reuniões acadê-micas e disse intrepidamenle oque sentia aos seus pretensos con-frades, diante da mais numerosaassistência que já encheu o PetitTrianon, iluminando de mocidadee aquecendo de entusiasmo *'o hi-pogeu da Avenida das Naç«ôes".

O incidente vai continuar agi-tando as folhas; "A Notícia" ouveCoelho Neto: '"A mim pouco meimportam escolas e prog»amas:"passadistas" e "futuristas" sãotranseuntes que passam. Eu sigoo meu caminho sem me deter emconciliabulos"...

Antônio Torrei, "atacando aBastilha . do pedsntismo condeco-rado", brada: "alé* que enfim aAcademia sempre fêz alguma coi-sa". O autor das Razões da ln-confidencia não aceita a filosofiade Graça considerando-a confusa,mas aplaude calorosamente suaatitude na "Academia de Iaudeli-nos, laudelináceos e laudelinizan-tes em pleno laudelinismo". Háainda esta frase de Torres: "se-

gundo noticiaram os jornais, houvequase conflito na Academia porcausa dessa conferência. Os mo-ços presentes aplaudiram o sr.Graça e vaiaram o resto. O sr.Osório Duque Estrada chegou abradar: "Isto aqui não é circode cavalinhos". Também com istoestou de acordo: aquilo foi sem-pre um circo de cavalões, algunsaté bem ajaezados. Os rapazesfizeram muitíssimo bem em pateara Academia". «, •nAULO DA SILVEIRA, vem pe¦ .1- "n tj-.*." ....*_

í\UANDO, dias depois, a Aca-demia Brasileira se reuniu no-

vãmente, Mario de Alencar, o poetafilho de José de Alencar, defendeuGraça Aranha e propôs que aAcademia analisasse serenamente ofato. "Graça ' Aranha não faloucontra a Academia, falou da Aca-demia à Academia". E mais adi-ante: "Não lhe ouvi nenhuma pa-lavra de alusão" pessoal a nenhumde nós; nem dé referência ao nos-so procedimeato moral, nem aonosso mérito literário. As suasconsiderações objetivaram só a en-tidade abstrata da corporação; eleestudou-a idealmente, sob b pontode vista da sua expressão nacio-nal, se ela fei uma necessidadedo nosso meio cultural ou apenasuma criação artificial".

Continuam os artigos pró e con-tra o modernismo e o seu papaGraça Aranha: é Nelson Romeroem "O Jornal", Antônio Torres na"Gazeta de Notícias". Coelho Netono "Jornal do Brasil" (vejam estetiecho: "S.S. o Papa do futuris-mo que tem uma adéga maior doque a de Heidelberg e bebe porum cântaro mais ancho que o deDionisio, pode açular contra mimtodo o seu gregário, peço-lhe. po-rém, que deixe em paz as minhasgarrafas vazias, que tenho paravender".

Tudo isso aconteceu em 1924,mês de junho, dois ano» depoisda Semana de Arte Moderna. Masera ainda a Semana justamenteem sua segunda etapa, a mais agi-tada, começada, em 1924.

Foi dura, terrivelmente dura aluta do modernismo contra a Aca-demia Brasileira de Letras e oódio desta contra os chamados fu-turistas. Hoje tudo está em paz.Mas é

'bom que • respeitável pú-

blico tome conhecimento das coisase saiba que nem tudo foi doideira,alucinaçlo ou exibicionismo dejovens literatos. A Semana de ArteModerna foi realmente o iníciode uma época de viravolta nas le-trás brasileira».

E' muito agradável reviver atra-vés de velhos livros de recortes,uma época táo agitada.

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Um membro da equipe iugoslava, equipado com pára-quedas quadrado, lendo aberto outro velame a fim

de aproveitar melhor a ação do vento.

Aviação

PÁRA-QUEDISMOLuiz F. Perdigão

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TRIGÉSIMO...(ConclusSo)

Mas explicru: a hostilidade eraa tudo o que, «devidamente, setem dito a respeito do modernismo.

— Não tomarei parte na come-rnoraç.ão dos trinta anos da Sema-

Io "O País", em longo artigo' na, senão com esta entrevista quede aplauso ao modernismo intitu-lado "A Revolta dos Marmanjos":"o futurismo é um fato". Tristãode Athayde pelo "O Jornal" dizque não compartilha das idéiasde Graça Aranha mas consideraseu discurso "um fato histórico".

estou lhe dando — disse. — Seestivesse menos infernizado comesta porca vida, gostaria talvez deescrever um poema alusivo —' umpoema-piada, para enfezar os crí-ticos sisudo» e os poetinhas será-¦ficos das gerações de 45, 48 e 51.

Economia & Finanças(Conclusões da 8.' Página)

Transporte Marítimo(Conclusão)

Assim, em 1950, de i.aUO re-ciamações aceitas num valor to-tal de Cr$ 6.208.887,80, --.penasS78 foram atendidas cobrindoum valor total de 208 995,80.Ocorre assinalar que e*»tas re-ciamações são a integração deíatos acontecidos durante osanos anteriores e que, portanto,tr-tão há um ano. p**lo menos, &ctpera de solução.

FATO IMPORTANTE a frisar,

relativamente ao transportemarítimo, reíere-se k sua deci-siva influencia sobre o equilí-brio do Balanço de pagamentos.O transporte marítimo podeconstituir para as nações, ougrande fonte de divisas ou fatorde dlsslpaçao de suas riisponi-bilidades cambiais.

No caso do Brasil, euja fiotamercante além de pequena sofrede üm mal muito, mais sérioque é a ineficiência, o dispendiode divisas para o pagamento defretes a navios de bandeira es-trangeira assume proporçõesavultadas.

Assim, em 1947, recebemos,

NOVOS RECURSOS...(ConclusSo)

assistência econômica e social,quantia nunca inferior a trespor cento da sua renda tributa-ria. Assim, essa receita já seencontra destinada à execuçãode um plano de defesa contra osefeitos da denominada seca doNordeste.

Esse plano, como é óbvio, de-verá ser organizado em con-junto por uma Comissão criadaespecialmente para esse fim, nãosendo aconselhável o desmem-bramento desta verba, destlnan-do um terço para aplicação emestradas de ferro. Primeiro,porque nâo se sabe, exatamen*te, nem mesmo aproxima damen-te, se para o combate às secasnordestinas será necessária aaplicação de um terço da dota-ção concedida em estradas deferro. Segundo, porque estabe-lece uma desigualdade de trata-mento entre as várias regiõesdo país, uma vez que o nordeste, além de custear corr a verba que lhe íoi destinada pela

Constituição o seu reaparelha-mento ferroviário, ainda estarásujeito aos tributos criados peloartigo primeiro do projeto Al-vim, no que, em conseqüência,irá custear o reaparelhamentodas demais regiões. »

A pequena capacidade de ab-sorção de nosso mercado de tf-tulos públicos, não permitiu acolocação das obrigações ferro-viárias instituiilas peia lei n.°1-.272-A, de 1950. Com o intuitode amenizar essa dificuldade oprojeto do deputado Uriel Al-vim institui que as companhiasde seguros que operam ou ve-nham operar no território na-ciona) fiquem obrigadas a apli-car os recursos financeiros cons-tantes de seus diversos fundosde reservas em Obrigações Fer-ro viárias.

Nesse ponto, concordamos emparte com o autor do projetoem fuço. Tprna-se necessário,apenas, acrescentar que essaobrigatoriedade deverá ser es-tendida às companhias de capi-talização, e deve-se cingir, apernas, aos.aumento" das reservasverificados em cada ano. .Nãoseria razoável que se obrigasseàs companhias a transformartodos os investimentos que jàestão realizados em títulos dadivida pública.

ASSOU com relativamentepoucas referências na irri-

prensa brasileira a competiçãointernacional de pára-quedismo,realizada em agosto do ano pas-sado na Ingoslávin. Contudo,êste certame, sobre ser o pri-meiro do gênero jamais realiza-do em caráter internacional,permitiu a apresentação con-junto de técnicas bastante di-versas, cujo estudo pode trazervaliosas lições aos nossos afie-cionados. Por tudo isto não pa-rece demais comentá-lo hoje li-geiramente, apesar da evidentefalta de atualidade.

Competiram em Lesce-pied,na Slovênia, sob os auspíciosda Federação Aeronáutica In-ternacional, a França, a Holan-da, a Inglaterra, a Itália, a Sui-ça e a Iugoslávia apenas, o quevem mostrar que as competi-ções de pára-quedismo ainda sãopouco divulgadas mesmo emgrandes países como os EstadosUnidos. No resultado final cias-sificaram-se, em primeiro lugar,o írancês Pierre Lard, seguidode perto pelo iugoslavo Yucce-vik.com o suíço Hans Walti emterceirp.

O torneio foi constituído detrês provas, incluindo salto deprecisão em terra, queda livrecom abertura retardada, a saltonágua. Para a primeira prova,o alvo era um circulo com 100metros de raio, cabendo quatro-centos pontos ao competidorque pousasse bem no centro e,fora dele, menos dois pontos pormetro de distância. Para a pro-va da queda livre o salto deve-ria ser feit" a 2.000 metros, sópodendo o pára-quedas ser aber-to entre 700 e 300 metros de ai-tura, computando-se quatrocen-tos pontos para quem o abrisseexatamente a 300 metros e sen-do deduzido um ponto por ca-da metro a mais. No salto ná-gua o goal era uma stmicircun-ferência com 100 metros do raio,demarcada na superfície do lagoBled, devendo os competidorescair na parte externa 6 nadarpara ela, com a perda de umponto por cada segundo de de-mora após tocar a água.

pelo transporte efetuado em na-vios nacionais para outros flai-ses, 9 milhões de cruzeiros epagamos, por serviços da mes-ma natureza prestados por fro-tas estrangeiras, 3.240 milhõesde cruzeiros, ou seja, nosso ba-lanço de pagamentos no itemfretes marítimos apresentou umdéficit de 3.231 milhões, Impor-tancia que, por si só, daria para,renovar grande parte da frota"nacional. Em 1948 recebemos2 milhões e pagamos 3.380 mi-lhões com um saldo negativo,.portanto, de 3.370 milhões. Em1949, a receita íol de 95 milhões,o que sem dúvida representanotável progresso,, e pagamos2.730 milhões.

Seria talvez, ocioso, mas nuncainoportuno, repetir que é urgen-te a renovação da frota do Lloyd,a planiíícação racional das suaslinhas, escalas e viagens de mo-do a propiciar índice de aprovei-tamento mais elevado, bem comomedidas enérgicas no sentido dedescongestionar os portos. Comisto poderíamos reduzir forte-mente despesas em moeda es-trangeira*com fretes. ¦

Trê modelos de pára-quedase, em conseqüência, três técni-cas distintas apareceram c cena,'ornecendo de certo modo osprimeiro elementos para um es-tudo compatível. O pára-quedasde tipo Irving, padrão empre-gado no Brasil, íoi utilizado pe-Ias delegações francesa, holan-desa, inglesa e suiça. Os italia-nos deram preferência- ao tipoLise, que descreveremos wiian-te, e os iugoslavos fizeram boafigura com pára-quedas quadra-dos de modelo russo.

O tipo Lise parece umt*, modi-íicação do velho modelo germâ-nico Eschner, no qual o para-quedista fica suspenso por umúnico ponto, ao qual vão ter to-das as linhas que descer*, do ve-lame. O controle se efetua pormeio de uma corda para a qualconverge outro conjunto de li-nhas, presas estás na cúpola deseda, ao redor e a meia dlstân-cia do centro. Puxando a cor-da de controle, o para-quedistaafrouxa completamente a pres-são sobre as linhas externas, esua sustentação passa a dopen-der quaçe qué apenas do peque-no velame delimitado pelas 11-nhas interiores, assim aumen-tando muito a velocidade dequeda e diminuindo a ação dovento. Consta que o eleito éimpressionante para quem assis-te, porque as abas externas dopára-quedas íicam drapejandosoltas, como se tivesse havidocolapso total do mesmo. Mas asua performance íoi excelenteno salto de precisão em terra,cujo primeiro classificado íol oitaliano Enrico Milani,

O modelo russo* de velamequadrado, tem a vantagem' deeliminar a oscilação, conser-vando constante a deriva produ-zlda pelo vento. Além disso po-de ser gllssado com grande fa-cilidade' e eficácia, mas apre-senta o inconveniente de tervelocidade de queda muito ele-vada — da ordem de 7 metrospor segundo, em contraste comos 5 metros dos pára-quedas nor-mais. No salto de precisão o se-ffundo lugar coube a um iugos-lavo, Lutovac, equipado com pa-ra-quedas de velame quadran-guiar.

É' provável e é de desejar queesta primeira competição inter-nacional abra caminho para ou-trás de maior vulto e ensina-mentos para o já popular, masainda pouco regulamentado, es-porte que se chama para-que-dismo. *' .*•'

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PASSATEMPODIREÇÃO DE RONEGA — do C. E. C.Charadas adotadas nesta seção: Eniemas Figurados e Pito.

rescos, Novíssimas, Casais, Sincopadas, Mefistoíélicas, Logopiip.fos em prosas e versos e Palavras Cruzadas. Dicionários ado.tados: • Leio. Popular; S. Bastos; Pequeno ,Dicionário Brasileiroda Língua Portuguesa de H. Lima", 8.n e 9.° edições; Mònóssilá-bicos de Casanovas.e Japiassú; Vocabulário antroponimico deC. Araujo, Êste torneio é composto de cinco etapas, corres-pondentes aos cinco domingos do mês em curso.

Para os solucionadores da totalidade será conferido o léxicoLeio Populai •e para os de mais de 50%, o conhecido dicionáriode Sinônimof' da Lingua Portuguesa de Roquete e Fonseca. Aosdecifradores totalistas das Palavras Cruzadas um exemplardo Pequetto Dicionário Brasileiro da Lingua Portuguesa, fl.1*edição; para os de mais de 50%, uma assinatura de 3 meses doDIARIO CARIOCA.

Prazo para entrega das decifrações: 30 dias após a últimapublicação.

Falta-nos espaço e seria até (ocioso relatar, os estragos e iria-leficos que nos causam os inse-tos. Os técnicos que redigiamos trabalhos da 3.* ConíerênciaEntomológica Imperial (Lon-dres) chegaram a conclusãomais otimista de que 10% dosprodutos agrícolas do mundo"ro destruidores pelos insetosIsso basta, sem mais comenta-rios, para j justificar a necessi-dade.de permanente combate,pelos agricultores, criadores esanitaristas, aos insetos destrui-dores dos nossos alimentos edisseminadores de graves e fa-tais enfermidades.

São evidentes os progressosda entomologia aplicada na lutacontra os insetos.

Possuimos, hoje, aparelhos va-liosos, inclusive aviões e heli-cópteros, e bem assim insetici-das numerosos da mais absolutaeficiência.' E' precisamente aeficácia destes inseticidas quenos obrigam a fazer comenta-rios. Eles atingem certeiramen-te o alvo visado e vão até maislonge ainda.AS AVES TAMBÉM SAO Vf-

TIMAS DOS INSETICIDASRealmente, terfl-se verificado

que, um pouco em toda parte,°scasseiam as aves, notadamen*te os pássaros e Isso em razãodo emprego de inseticidas con-tra as pragas das plantas.

Nas regiões onde habitual-mente se fazem grandes cultu-ras e que, por êste motivo, sãopraticadas, em larga escala, pul-verizações cor.v líquidos inseti-cidas, a quase desaparição dospássaros é notável.

Hyatt Verril faz um relatoacusador. Escreve êle:,"Há ai-gum tempo que num pomar, en-contraram-se, pouco depois daspulverizações, 19 pinta-roxosenvenenados e isso na época emque os filhotes ainda estavam noninho, de forma que a mortan-dade foi pelo menos de trinta epoucas daquelas aves. Não lon-ee, uma família de cambaxirrasfoi exterminada pela ingesjtãode insetos envenenados".

Obrigados a intensificar a lu-ta contra os insetos que aumen-tam à proporção que mais seampliam as culturas, vem ohomem, assim, por outro lado,devastando as aves. E assimexterminando as aves que tãobem lhe controlavam as cultu-ras, mais aumenta.a necessida-de de utilizar inseticidas, comos resultados assinalados.

Caminha-se, pois, quando me-nor, para a extinção de algu-mas espécies e diminuição deoutras. Os lavradores, os ho-mens do campo, dificilmenteescutaram a voz da ciência queprevia o fim minoso de umaagricultura sem a defesa natu-ral que lho ofereciam os ani-mais insetivoros, que eram des-truidos sem motivo.O INSETICIDA IDEAL

A luta contra os insetos aí rs-tá e já com as conseqüênciasque estamos anontando.

Aconteceu até o imprevisível.Um grande numero de insetosjá se mostram resistentes a ve-nenos que a principio os íulmi-navam. Os traçados de entorno-logia regorgitam de exemplos,que por numerosos, não é pos-sivel citar. Hoje há linhas dcmoscas, mosquitos, pulgões, co-chonilhas, coleópteros, resisten-te aos inseticidas mais usuais.(Consulte-se "La lutte contreles insetes". de A.S. Balacho-wsky, Payol, Paris.' pg. 40 a49.).

Mas a luta contra os insetosnocivos alem de prejudicar asaves que a custa deles viviam,também mata insetos uteis, in-clusive a abelha doméstica.

Num resumo que se encontraem "Noticias Bibliográficas" n,12, publicação do Ministério daAgricultura, lê-se que experi-ências levadas a efeito no apiá-rio da Universidade de Massa-chussetts, em relação A açãoresidual de vários inseticidas,demonstraram que após contatocom o "parathion" as abelhas

. morrem em 48 horas, com o hc-xaclorobenzeno, 4 a 5 dias ecom o DDT, 7 a 9 dias. Esta-mos, portanto, com problemasnovos a enfrentar. Estas linhasvisam dois objetivos:

a) lembrar as nefastas conse-quências da destruição dos pás-saros e aconselhar a sua prole-ção, já não falamos por motivossentimentais, mas pelo interes-se dos próprios lavradores, daprópria lavoura; e

b) chamar atenção dos ento-mologistas e dos técnicos espe-cialistas no combate aos inseto»para um problema importante:o emprego de um inseticidaque sacrifique os insetos semmolestar as aves. .

Os inseticidas que tenhampor base a rotenona talvez povsam resolver o grave problemado inseticida ideal, que matios insetos sem molestar aiaves.

0 REFLORESTAMENTO É UMABARRAGEM CONTRA AS INUNDAÇÕES

As Enchentes e o Controle das ÁguasDependem das Matas

Elpídio Moreira PradoEng.-Agrônomo

A agua, hoje em dia utiliza-da na produção de energia pa-ra as necessidades da industriae lavoura, é uma das mais po-derosas auxiliares do homem.E' indispensável para o lavra-dor o conhecimenot do apro-veitamento dos saltos e desni-veis, porque a agua é para êlede tanta importância, como pa-ra a industria. , <

Infelizmente, se o nosso pafsé pródigo em desníveis, origensde saltos, cachoeiras, etc, asderrubadas deixam os montespelados e a escassez de pradosdiminui a riqueza hidráulica.

A agua que- abastece os riose riachos tem sua origem nosníveis das altas montanhas, nosbosques e nos prados. Onde fal-tam esses elementos de reten-ção, nSo há aproveitamentopossível, porque as correntessão torrenciais, violentas e des-continuas, arrastando tudo nasua passagem, e causando maisdestroços que utilidades.

As florestas, os bosques, todaa vegetação, formam depósitosde agua; são como pântanos vt-ventes, que aguardam duranteas chuvas e a devolvem nas sê-cas. O reflorestamento dos nos-sos montes pelados será o le-vantamen.to de uma riqueza ho-je desaparecida.A BARRAGEM NATURALDAS MATAS

Durante as chuvas, as árvo-res com seus troncos, ramos efolhas absorvem parte da agua;a terra molhada guarda a umi-dade protegida pela ramagem:as raizes de sustentação formam,ao apòdrecer-se, uma rede tu-bu1-*r no ronde a a£rua penetrana terra fazendo o terreno mais

permeável. Toda a vegetação é,assim, um obstáculo para a rá-pida marcha da agua.

O reflorestamento é uma bar-ragem qué devemos construirpara evita rem futuro próximo,essas cheias espantoss dos nos-sos curgos dágua: essas aveni-das de inundações e terror, ori*ginadas por qualquer tormenta,cujas águas, sem vegetação queas detenha, inundam os barran-cos, arrastam quanto encontramà sua passagem e levam a todaparte, o terror e o estrago.

Precisamos de água para acio-nar os nossos motores agrícola»e a luz para as vivendas cam-pestres, e, para que tenhamos,nos meses de estio êsse tesouro,que é a agua, urge o refloresta-mento dos nossos morros. Comisto evitarems cheias destrui-dras e teremos rios è ribeirõesde caudal cnstantes.

VELÓRIOSSão Judas TadeuSão SebastiãoSão Thiago

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mmComo deveriam proceder as brancas para

. terminar aeu ataque ao Rei adversário cominecedível brilho?

PROBLEMA 74

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Mate em três lancei

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li 1 -¦'¦As brancas jogam e ganham

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DIÁRIO CARIOCA Rio de Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952

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PREMIO MàíOR:

125: EXTRAÇÃQ CR$ 2.000.000,00 PLANO LLista da extração de SÁBADO, 9 DE FEVEREIRO DE 1952

5.617 PrêmiosNesta LISTA náo tlfnrai

is iettspor extenso «> ataMrot premiados pela termbaçáo do ittwo algarlsao, us figura» os prevlatfot pelos fluris dipios do V io 5/ prênlot

i sapsl tei, ii m\, Isé urde i wft. ira oreta n frente, tn 2 nr. \\\\\\\\ fil 9 be fEVElEllo OE li». is uATENÇÃO; VERIFIQUEM A TERMINAÇÃO SIMPLES DE SEUS BILHETES

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Premio. CRt

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Premio. CRI

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16519Aproximação

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169

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Prêmios maiores

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359551,000,000,00

d* Cruzair**

Perto Aligri

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S. PADLI

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100.000,00DIDIIIIOI

SAHT03

Todos os números terminados em O tem Cr$ 400,00O ESCRITÓRIO * RÜA SENADOR DABTAS N." 84 ESTARÁ ABERTO FARÁ PAGAMENTOS TODOS OS DIAS ÚTEIS, DAS 9 AS 11 i* E DAS 13V4 AS ÍB HORAS. EXCETO NQS.DIAS FERIADOSA ADMINISTRAÇÃO PAGARA O VALOR QUE REPRESENTEM OS BILHETES PREMIADOS, DURANTE 03 PRIMEIROS Í^MESES DA RESPETIVA EXTRAÇÃO. AO SEU PORTADOR, E NAO ATENDERA RECLAMAÇÃO ALGUMA POR PERDA OU SUBTRAÇÃO DEBILHETES. NO CASO DO PREMIO MAIOR CABER AO NOMERO 1. SERÃO CONSIDERADOS COMO APROXIMAÇÕES O IMEDIATAMENTE SUPERIOR E Õ OLTIMO DOS MILHARES Ql/E JOGAREM; SENDO SORTEADO O ÚLTIMO, SERÃO APROXIMAÇÕES OIMEDIATAMENTE INFERIOR E O PRIMEIRO, ISTO f, O NOMXRO AS IXTRAIMl RR I N Cl PI AM AS 14 MORAS •

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Rio Je Janeiro, Domingo, 10 de Fevereiro de 1952 mAlttO CARTOC^

ECONOMIA & FINANÇASTRANSPORTE MARÍTIMOÍ^Í1ÍÍÍÈ1 Baixo índice de É^éè^ÉÊMtterlor, burocrata ou agricultor,pobre ou rico, sente na sua eco-nomia os efeitos das deíicién-cias profundas do parque trans-

. portador nacional.A navegação, particularmente,

meio de transporte principal, deque depende o escoamento e dis-tilbuição de grande parte dínossa produção agrícola e Indus-tnal é reconhecidamente lnca-paz de cobrir as necessidadesbrasileiras, nào apenas dè cabo-tagem, como também as do co-mércio exterior. Agora mesmo,vem o governo de prorrogar opi azo da permissão concedidaàs companhias de navegação es-trangeiras, para fazerem cabn-tagem, única solução encontra-da para garantir o escoamentodas safras em diversos Estados

, da União bem como para lm-pedir uma possível escassez deprodutos alimentícios nos gran-drs centros consumidores.

A frota mercante brasileiraconta, atualmente, com um to-tal de 648.000 toneladas brutas,o que coloca o Brasil em ter-celro lugar na América Latina,sendo precedido apenas pelo Pa-namá e pela Argentina. Relati-Vãmente ao Panamá, ocorre as-slnalar que a sua grande frotamercante é apenas fictícia por-quanto pertence, em grande par-te, a Companhias estrangeirasque, mercê de facilidades con-cedidas pelo governo paname-nho, registram seus navios na-quelé país.

A maior empresa brasileira denavegação.é o Lloyd Brasileiro,cuja frota de 87 navios soma

. 371.848 toneladas brutas, ou sé-Ja 60% da frota mercante na-clonal.

Desses 87 navios, 53 têm en-tre 13 e 63 anos de existência,com uma tonelagem bruta de201.144 e os restantes 35 sãoembarcações novas com 3 a 3anos de operação.

Ofato de a grande maioriados navios do Lloyd Brasileiroeerem unidades obsoletas cons-titui uma das principais causasda situação de déficit a que che-gou a empresa no ano de 1950,da ordem de 101 milhões decruzeiros.

E o próprio Lloyd Brasileiroem seu relatório de 1950 define* situação. Assim, segundo osdados contidos naquele anuárlo,um navio novo, como, por exem-pio, o "Rio Gurupi", com cin-co anos de uso, numa viagemRio-Belém, da um lucro líquidode cerca de Cr$ 1.500.000,00 en-quanto que uma unidade anti-

.Ka, como o "Raul Soares", comQ50 anos de atividade, dá, na

mesma linha, um déficit de Cr$300.000,00, de onde se pode de-preender que, em verdade, é daordem de Cr$ 1.800.000,00.

Em 1950, dos 85 navios que es-tiveram em tráfego, 30 deramprejuzos de operação da ordemde 32 milhões de cruzeiros,'lm-portância que representa apre-clável sangria na economia daempresa.

Outro fato importante a ano-tar refere-se ao aproveitamentoda capacidade transportadorada frota. Assim, dos 9,838 ml-lhões de toncladas-milhas utill-Eávels em 1950 somente 5,000milhões íoram aproveitadas, oque corresponde a um índice deaproveitamento da ordem de50%.

MO TRANSPORTE de cabota-" -gem o aproveitamento da ca-pacidade dos navios apenas emalgumas linhas ultrapassou a50%; na maioria dos casos autilização foi inferior à ofertaem percentagem menor .

Tal situação deixa crer quefalta um planejamento mais ra-cional das viagens e das esca-Ias dos navios do Lloyd Brasi-Jelro. De outra maneira não 6possivel explicar o fato de que,enquanto pedimos auxílio a na-vios estrangeiros para nos aju-dar no transporte costeiro, nos-sa principal empresa de nave-gação funciona com os porõespelo meio.

Com relação ao aproveltamen-to das horas disponíveis, os ia-tos assumem proporções quasecalamitosas. De todos os na-vios da frota mercante de Lloydnão houve um que aproveitassemais de 50% das horas disponl-veis cm navegação. Os restan-tes 50% ou mais foram dissl-pados em espera de vaga paraatracação, carga e descarga. Es-te fato, naturalmente, acontecemenos por culpa da administra-Ção da Companhia do que emconseqüência da insuficiênciaaos nossos portos para abrigartodos os navios que os deman-dem.

O Lloyd mantém em todo opais 25 agências. Durante o anode 1950 a receita bruta dessasagências, decorrente de passa-gens, fretes, armazenagem e ou-trás atividades menores, Impor-tou em 566 milhões de cruzeiros,contra 514 milhões em 1949, comum acréscimo, portanto, de cêr-ca de 10%.

As despesas, entretanto, des-cas mesmas agências orçaramem cerca de 291 milhões decruzeiros dos quais 24 milhõesíoram aplicados na manutençãoda agência, correndo o restantepor conta de serviços e trans-portes em pequenas embarca-ções, armazenagens e aprovislo-namento de navios.

Relativamente às agências es-trangeiras (Uruguai, Argentina,Venezuela, Estados Unidos, Por-tugal. Espanha, França, Bélgi-ta, Holanda, Alemanha, Itália.

Aproveitamentoda Ton.-Milha

e Gibraltar) apurou-st uma re-celta bruta de 237 milhões decruzeiros.

Apesar de todas as deficiên-cias apontadas, o Lloyd trans-portou, durante o ano de 1950,cerca de 1.100.000 toneladas deprodutos nacionais. Assim, du-rante o referido período os na-vios do Lloyd transportaram emseus porões açúcar, álcool, ai-godão, arroz, babaçu,, bananas,cera de carnaúba, cereais emgeral, charque, couros e peles,farinha de mandioca, feijão, fu-mo, madeiras, mamona, mate,milho, minérios diversos, peixes,sal, trigo e vinhos. Dentre és-ses produtos o açúcar, o café,as madeiras e o sal representa-ram mais de 50% da tonelagemde produtos nacionais transpor-tada. Este transporte de pro-dutos nacionais rendeu ao Lloydfretes num montante de 260 ml-lnões de cruzeiros.

Vejamos, agora, o movimentogeral de passageiros e cargas,nas agências nacionais e estran-geiras, nos anos de 1949 e 1950;

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«Ü çj d t- «JO CO -H l» -H«HIO*»

ções e exportações com o VelhoMundo. O movimento de pas-sagelros, entretanto, decresceu,em todas as Unhas estrangeiras,exceto a do Rio da Prata, que,de resto, tem um movimentoinsignificante de passageiros.

Este decrescimento no movi-mento de passageiros nas linhasestrangeiras é conseqüência nãosó da concorrência do transpor-te aéreo como das companhiasestrangeiras de navegação, queoferecem aos viajantes condi-ções de conforto que contras-tam fortemente com as ofereci-das pelos navios nacionais.

Outro fato a anotar é o de-créscimo do movimento de car-gas na linha americana, quequase chega a 50% tm rela-ção a 1949. Na Introdução dorelatório do Lloyd Brasileiroprocuram, os seus redatores, Jus-tificar a situação com um hipo-

tético decréscimo cia tcnelagemdas importações dos EstadosUnidos da América, como con-seqüência do- regime de Jicençaprévia de importação. Esta Jus-tiíicativa, entretanto, não temhase quantitativa porquanto, emrelação ao ano de 1949, a to-nelagem importada . da Améri-ca do Norte cresceu cm cercade 200.000 toneladas.

A redução na tonelagemtransportada nas linhas doLloyd Brasileiro decorreu, anosso ver, por conta da diminui-ção do número de fiagei-s rea-lizadas (81 viagens em 1950 con.tra 96 em 1949, menos 15- por-tanto) como também da con-corrência dos navios de bandel-ra estrangeira, fato que temsuas raízes, entre outras, no ele-vado número de estravios demercadorias cujas reclamaçõesnão foram devidamente atendi-oas pela Administração do LloydBrasileiro, o que teria conduzi-do os clientes a procurerem ou?trás empresas, mais solicitas egarantidas para confiar suasmercadorias.

(Conclui na 6.» página) «j

ANALISANDO o problema dos

direitos autorais no Brasil,constata-se inicialmente sua pre-sença no Balanço de Pagamen-tos do pais, no item referentea Serviços.

Conquanto não seja a rubricamais onerosa, vem acarretandoum "déficit" que, em 1948, atin-giu a 42 milhões de cruzeiros,baixando para 16 milhões em1950. (Registro de Obras e con-tribuição para reprodução deobras), devido sobretudo a es-cassez de cambiais. Entretanto,o."déficit" apurado é muito me-nor do que seria de esperar,considerando que, nesta rubri-ca, está incluída a locação defilmes estrangeiros. O que acon-tece, no caso, é que apenas30% da sua renda é registradana verba "Propriedade Literá-ria, Científica e Artística", sen-do o restante remetido para oexterior como pagamento damercadoria. Além dos filmes,concorrem para o "deficit" amúsica e os livros estrangeiros.

Encarando o problema em re-lação ao autor nacional, veriíi-

DIREITOS AUTORA!ca-se uma série de medidas des- Ç«»». D . * "tinadas a garantir a sua pro- Oejíl íYOteÇaOpriedade intelectual, facultando- * t tlhes autorizar a reproduçSo do Ü, ifrOllTieCLaueseu trabalho por terceiros, seja •*com fins lucrativos ou não.

Assim, já cm 1898 êsse direi-io foi garantido' por. lei e in-;luido mais tarde no Código Ci-vil Brasileiro. Porteriormente olegislativo elaborou nova lei re-guiando a matéria, sendo rece-bida com geral agrado pelos au-tores. Ainda no ano em cursofoi apresentado na Câmara umprojeto de lei criando o "Insti-tuto do Direito .Autoral", consi-derado, contudo, inconvenientepelas organizações da classe.Convém acrescentar que o go?vêrno brasileiro aderiu a impor-tantes convenções internado-nais, como a de Berna, cuja úl-tima revisão foi aprovada em1933.

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Nota-se que houve retraçãono movimento de cargas depassageiros nas linhas estran-geiras, com exceção da Unhaeuropéia que acusou um acres-cimo de 52 mil toneladas decargas, o que correu natural-mente por conta do movimento

MARINHA MERCANTE DA AMERICA LATINA

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ARGENTINA

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BRASIL

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CHILEm

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¦¦¦¦ ÉM* M^MmPERU |VENEZUELA| |

Nos dados estimados para o Brasil e a Argentina estão incluídos os navios encomendados por estes paisese em construção nos estaleiros europeus, canadenses e japoneses.

IntelectualEntretanto, o problema do

autor não se pode resumir naproteção legal de seus direitos,pois está ligado estreitamenteao desenvolvimento' econômicodo país, havendo uma interde-pendência entre a elevação donível de vida do homem brasi-leiro. possibilitando a amplia-ção do mercado livreiro, da in-dústria de discos etc, e as van-tagens que o autor poderá aufe-rir através dc seus direitos in-telectuais.

Enquanto nos Estados Unidosum "best seller" atinge a cente-nas de milhares de volumes, noBrasil, segundo as estimativaspiais otimistas, produzimosanualmente cerca de 12 milhõesde exemplares, ou seja a quin-ta parte da produção argentina.Assim, um autor de sucesso, na-quele país, recebe milhares dedólares por seus direitos, én-quanto o autor nacional arreça-da de 10 a 20% sobre o preçode capa de minguadas edições,que raramente vão além de 15mil exemplares. Além disso aimportação indiscriminada delivros estrangeiros. ainda agra-va mais esta situação. Por isso,são raros os escritores brasilei-ros que vivem exclusivamentede seus livros, se é qüe os há...

0 AUTOR musical, principal-

mente o de.música popular,goza de melhores condições. Omercado da produção musical èmais amplo, contando inclusivecom o auxilio do rádio,, do .dis-co, das orquestras e, últimamen-te, da televisão, para reprodu-zir sua obra.

A indústria de discos desen-volveu-se consideravelmente, nosÚltimos anos. estimando-seatualmente em mais de 6 mi-lhões de unidades nossa produ-ção anual, dos quais 75% seriamde música popular brasileira.

Entretanto, é insignificante oque o compositor recebe pelagravação de sua música. Presen-temente os contratos prevêemapenas 30 centavos por face dedisco sem exclusividade e 40centavos para gravação com ex-clusividade (note-se que ás ra-dioemissoras pagam dois cru-zeiros por gravação transmiti-da), ao passo que os contratoscom autores estrangeiros sãofeitos na base de 3, 75% sobreo preço de venda para cadaface do disco. Portanto, um dis-co de dez polegadas, vendido a

NOVOS RECURSOS PARA O FUNDO FERROVIÁRIOÍ7M 3 DE SETEMBRO DE

1950, ainda se. achavaem discussão no Congresso Na-cional o projeto que, em 12 dedezembro de 1950 transformou-se na lei n. 1.272-A dispôssobre os recursos destinados aofinanciamento do Plano Geraide Reaparelhamento Ferrovia-rio. Essa lei instituía para talfim um fundo especial que de-nominou, à semelhança do quajá ocorria para as rodovias, deFundo Ferroviário Nacional, eque tinha como fontes de re-ceita a arrecadação das taxasde melhoramentos ferroviários,instituída pelo decreto-lei n.°7.632, dex12 de Junho de 1945;o produto do imposto único sô-bre minerais do pais e energiaelétrica, na forma do dispostono artigo 15, item III, e no5 2.° do mesmo artigo da Cons-tituição Federal; o produto damajoração para CrS 20,00 portonelada, do Imposto sobre car-vão de pedra estrangeiro; a ar-recadação proveniente da co-branca das taxas de Contribui-ção de Melhoria relativa às es-tradas de ferro; e, finalmente,as dotações que forem confe-ridas ao Fundo Ferroviário, noorçamento geral da República.

Quando ainda se achava emdiscussão no Congresso, ECO-NOMIA <fc FINANÇAS do DOpublicou uma análise (Ver DC— 3-IX-050) deste projeto, ten-do então concluido da seguin-te forma: "Tudo está a Indi-car que mais uma vez teremosoutro plano com as despesa»bem calculadas, mas sem os re-cursos para cobri-las. Essa prá-tica tem constituído uma dasmaiores causas dos "defieits"orçamentários e conseqüente-mente da inflação. Nâo há dú-vida que as despesas progra-madas nesse projeto sào indis-pensáveis, mas sem a previsãodos recursos financeiros neces-sários, ou a redução de outrasdespesas de caráter menos ur-gente, cremos que redundaráapenas na troca de um prejuízograve por outro não menos in-quietador".

Chegou a essa conclusão apôsestudar detidamente cada umadas cinco fontes de receita pre-vista no projeto.

Eis que. mal havia transcor-rido um ano da data em queo citado projeto havia se trans-formado em lei, é apresentadoà Câmara, pelo deputado UrielAlvim, um novo projeto dis-pondo sobre a mesma matéria,uma vez que se havia compro-vado a insuficiência dos re-cursos previstos na lei número1.272-A de 12 de dezembro de1950.

Os Produtos Siderúrgicos, o Nordeste e as Cias. de Segurosem Face do Projeto Apresentado à Câmara

à que havia sido publicada em3 de setembro de 1950 porECONOMIA & FINANÇAS doDC, e chega, como era natural,às mesmas conclusões.TAURANTE ESSE PERÍODO¦~rr- de mais de um ano, con-tudo, continuou sem solução oproblema do financiamento doPlano de reaparelhamento dasferrovias do pais, cuja necessi-dade ninguém mais pode con-testar,

O problema da ampliação dotransporte ferroviário, que ime-diatamente apôs a II guerramundial Já se revestia da maiorgravidade, assume hoje, como 6de conhecimento geral, propor-ções de verdadeira, catástrofe.A necessidade que há quase umano é meio já era premente,de renovar tanto o materialfixo como o rodante das estra»das de ferro e promover umamelhoria geral das vias perma-nentes, reestudando-se os tra'.çados existentes a fim de re-duzlr os custos desse meio de

transporte, que de tão eleva»dos tornam possível a concor-rència das rodovias paralelas, éhoje ainda mal- aguda.

Tentando atacar novamente oproblema, o projeto n." 1.268-51

ora na Câmara dos Deputados-propõe mais cinco fontes derecursos para o financiamentotío reaparelhamento de nossasestradas de ferro.

Infelizmente, porém, pare-

CR*1000

r-28

ALGODÃO EM RAMAPreço da fontiada «x p o' ra a a

CR$1000

28 H

14 ^rf8^ 14H

1947 1948 , 1949 . 1950 . 1951

Dificuldades no comércio in-ternacional de algodão e o in-tenso interesse por paises eu-ropeus pelo produto brasileirovieram a proporcionar-lhe, nósnove primeiros meses de 1951,um preço bem mais elevado doque o vigente em *»950.

Nota-se, no entanto, grandediversificação dos nossos com-pradores do produto, manten-do-se apenas a Grã-Bretanha,apesar das restrições com rela-ção às oscilações de preço, comonossa principal compradora.

NOTAS E IDÉIASe valor, bem como os preçosmédios da tonelada exportada:

Boas Perspectivas Para o AlgodãoNaquele periodo de 1951, o

preço médio ascendeu aos 27.053cruzeiros, ou seja, um aumentoae 80% em relação ao preço mé-dio de 1950, que foi de 15.027cruzeiros.

O quadro a seguir nos mostraa exportação nacional nos últl-mos cinco anos, em quantidade

Cr$ CrsTons 1.000 1.000

ton.

1947 285 3.385 10,81948 259 3.385 13,11949 140 2.007 14,11950 129 1.936 15,01951 128 3.465 27,1

ce-nos que o deputado UrielAlvim náo conseguirá com oseu projeto resolver de formaapropriada o problema finan-celro da execução do Plano Ge-ral de Reaparelhamento Ferro-viário do País. Pois, embora,pela íorma proposta, obtenhaos. recursos de que necessita,para o objetivo visado, certa-mente ocasionará com os no-vos tributos que pretende criarsérias dificuldades a outros se-tores igualmente importantes.

A principal fonte de recursosprevista no projeto Alvim de-corre da criação de um tributosobre as matérias primas side-rurgicas. Prevê estas uma taxade 10 por cento ad-valorem eespera arrecadar cerca de 600milhões de cruzeiros. Prevê ain-da um tributo de 3 por cento áincidir sobre os produtos me-talurgicos Importados.,

De acordo com cálculo queelaboramos, tomando por base aprodução e a importação des-ses produtos em 1950 a arreca-

;O algodão tem nos Estados

Unidos o seu principal produtor(quase 50% da produção mun-dial) e, considerando-se a pro-dução relativamente pequenanesse pais e da redução acen-tuada na Turquia, Egito e In-dia é de supôr-se que em 1952o mercado externo, que se man-tèm firme, assim permaneça,embora os preços em São Ps*j-lo — por onde sai a quase to-talidade da exportação nacional— sejam mais elevados que osvigorantes no mercado norte-amAicano.

A REUNIÃO DA CEPAL NO CHILE

Ao justificar c projeto o seuInglaterra Irlanda, Dinamarca I autor faz uma análise idêntica

Terá Início amanhã, em San-tiago do Chile, uma reunião daComissão Econômica para aAmérica Latina, preparatória daQuarta Conferência deste ór-gão das Nações Unidas, a serrealizada no Brasil em maiopróximo.

As reuniões da CEPAL sãosempre aguardadas com ansie-dade pelos países latino-amerl-canos, pois cada vez que Issoacontece surgem Inevitàvclmen-te novas sugestões e diretrizespara os seus problemas. No mo-mento presente essa expectatl-va é ainda mais intensa entrenós, não só devido às incertezasda conjuntura internacional, so-bretudo para as economias reíle-

xas mais expostas aos impactosdiretos dos fenômenos econôml-cos, dos paises situados no cen-tro do sistema econômico mun-dial, como tambem por ser onosso pais a sede da próximaconferência.

A CEPAL foi o único organis-mo que levou a cabo o levan-tamento estrutural das eco-nomias regionais da AméricaLatina. Esse tem sido o crltê-rio básico de seus estudos e dalsua originalidade e utilidadepara os países desta parte docontinente americano. Em ver-dade, sentíamos, e sentimos ain-da apesar dos estudos àa CE-PAL, a necessidade de melhoresconhecimentos sobre os íuncia-

mentos de nossas estrutura eco-nòmica. No Brasil, e provável-mente em todos os outros pai-ses latino-americanos, são ela-borados grandes planos de de-senvolvimento, deste ou daque-le setor, sem levar em conta, osfatores estruturais de suas eco-nomlas.

Tem-se cogitado ultimamentede dar à CEPAL atribuiçõesmais amplas, como seja a deapresentar sugestões de ordemprática aos governos membros,exercendo, portanto, uma influ-ência mais positiva sobre a eco-nomia dos países latino-amerl-canos. Assim, além dos estudossobre os aspectos estruturais ede recomendações teóricas, a

agenda da próxima conferênciada CEPAL no Brasil poderá tra-tar de problemas imediatos co-mo a justa remuneração, nomercado internacional, de pru-dutos que constituem o susten-táculo econômico deste ou da-quele país latino-americano, co-mo é o caso do café para nu-merosas repúblicas, do estanhopara a Bolivia, do cobre para oChile e da banana para a Amé-rica Central. Outro assunto degrande atualidade e vital paraa América Latina, que poderiaser discutido na citada confe-rència. seria o problema da as-sistência técnica e ajuda finan-ceira do Ponto IV do Presiden-te Truman.

Jação dessas duas taxas propor-cionará ao Fundo FerroviárioNacional uma receita de cercade melo bilhão de cruzeiros. So-mente a produção nacional dererro e aço ascendeu era 1950 a!,8 bilhões de cruzeiros. So-nando-se a esse total o valorle nossas importações de,mate-rias primas de ferro e aço e deDutros metais teremos um va-'or a ser tributado pela taxa de10 por cento ad-valorem, demais de 4,5 bilhões de cruzei-ros.

Ora, a instituição desses tri-bútos, se bem qué, como acaba-mos de ver, ofereça uma apre-ciavel soma, apresenta sério in-conveniente que não pode serrelegado a segundo plano. So-brecarregar nossa produção deguza, de laminados, etc, a umtributo ad-valorem de, dez porcento, sem sombra de qualquerduvida constituirá um sério em-baraço ao desenvolvimento pie-no da nossa industria siderurgl-ca. Melhor seria ampliar o cam-po de Incidência dessas nova ta-xas, a íim de permitir apenasum pequeno aumento sobre cadasetor. E dentre esses Bejtorés,certamente, não deveria estar osiderúrgico.

Como segunda fonte de recei-ta para-o Fundo FerroviárioNacional o autor propõe o. pro-duto liquido da cobrança exe-cutiva da dívida ativada União.A dívida ativa da União; emconjunto,' vem produzindo emmilhões de cruzeiros, a seguin-te receita:

1948 148,71949 103,81950 133,71951 125,4 (até agosto)

Segundo estimativas oficiais aparte cobrada executiyamentenão atinge a 10 por cento.dòtotal arrecadado. Logo, é fácilde concluir-se que a receita ori-unda dessa fonte não atingirácifra elevada.

O PROJETO ALVIM preten-de . ainda incorporar ao fun-do Ferroviário Nacional, paraaplicação no sistema ferroviárioda zona compreendida pelo po-ligono das secas, importânciacorrespondente a um" terço doquantitativo a que se refere oartigo 198 da Constituição Fe-deral.

Essa receita produzirá, certa-mente, cerca de 150 milhões decruzeiros anualmente. Entre-tanto," o autor do projeto nãofoi feliz ao destinar essa rendapara o Fundo Ferroviário.

Como se sabe, a ConstituiçãoFederal, em seu artigo 198, de-terminou que a União despende-ria anualmente, na zona com

vinte cruzeiros, dará ao aulctfnacional, no máximo, 80 centa-vos e ao, estrangeiro Cr$ 1,50.

Trata-se, sem duvida, de umadiscriminação qüe precisa sereliminada. Nfio se justifica quso autor estrangeiro amparadopelo "Bureau Internacional dosEditions Mécaniques" recebaquase o dqbro-do nacional, uni-camente pelo fato deste serobrigado a recorrer diretamenteàs companhias gravadoras. Des-de há muito vêm os composi»tores reivindicando sua equida-de aos estrangeiros e, segundose diz nos meios autorais logoque se concretizar o aumentode 20 para 25 cruzeiros, no pie-ço de venda dos discos de 10polegadas, atenderão o pedido., Sèm dúvida a principal fonlte dos. autores provém da ar-recadação feita pelas associa-ções de classe, que controlamo rádio, o teatro, as orquestrasetc, .evitando a utilização in-devida do patrimônio intelec-tual de seus associados. Süces-sos do Carnaval passado, porexemplo, como "Daqui não saio""Nega maluca", deram a seusautores mais de 50 inil cruzei-ros. Em 1949, "Jacarepaguá*",rendeu 75 mil cruzeiros.>ONTAM-8E TRÊS sociedades» organizadas com a finalida-de de arrecadar direitos:. A So-ciedade Brasileira de AutoresTeatrais (S.B.A.T.), a'". UniãoBrasileira de Compositores (U.B.Ç.) e a Sociedade Brasileirade Autores, Compositores e Edi-tores de :Música (S.B.A.C.E.M.). A primeira controla os es-petáculos teatrais, óperas,' ope-retas, concertos sinfônicos ».¦"ballets" e. distribuiu em 1950a seus membros 6,30 milhões decruzeiros, contra 4 milhões em1949 (deste total a arrecadaçãoproveniente de representaçõesteatrais atingiu a cerca de 3milhões de cruzeiros).

Às outras duas sociedadescompete a arrecadação dos di-reitos sôbré a execução de. mú-sica popular. No ano passado(1950) a U.B.C. e a S.B.A.C.E.M., distribuíram entreseus associados 4, 9 milhões e4, 3 milhões de cruzeiros res-pectivãmente. Note-se que aarrecadação bruta ajeançou ci-fra bem superior: a S.B.A.T.em 1950 arrecadou 7, 2 milhõesde cruzeiros; a U.B.C, 12, 6milhões e a S.B.A.C.E.M., maisde 7 milhões de eruzeires.

Segundo informa a conceitua-da revista "Conjuntura Eco-nomlca", em seu número de de-zembro, o movimento de arre-cadação da S.B.A.T., em 19Mdeve ultrapassar substancial-mente a cifra de ano anteriorporquanto até 30 de setembroforam arrecadados: 6, 3 milhõesde cruzeiros e distribuídos 5, 5milhões de cruzeiros.

O valor, da arrecadação de di-reitos autorais; apesar de au-mentar de ano para ano, aindanão representa a utilização realdas obras dos autores nacionais.|>0

ESTRANGEIRO pouco re-u cebemos (1, 2 milhões de cru-zeiros, em 1950), não só .pelainsuficiente divulgação de nos-sa cultura literária e artística,como também pela deficiênciada cobrança 'desses

direitos. Osmais prejudicados são os nossoscompositores. Basta que se digaque nos Estados Unidos a nossamúsica é gravada livremente,tendo já ocasionado um pedidodos interessados ao Itamaratipara que intervisse junto ao gõ-vêrno norte-americano, a fim depoderem receber os direitos de-vidos. Não só nos Estados Uni-dos, mas em todo o mundo temacontecido o mesmo, som se terconseguido ao menos remediara situação. Idêntica situaçãoocorria na Argentina, porém aintervenção governamental con-seguiu a reciprocidade de direi-tos para os autores argentinos.

No país a evasão de direitosautorias é muito elevada. OPoder Público assume atitudescontraditóriais em relação aoproblema: por um lado adquireos direitos dos autores do HinoNacional e da obra intelectualde Ruy Barbosa, por outro ladopermite que- estações do rádio,como a da Prefeitura e a Mauá,deixem de pagar esses mesmos-direitos. . '. ,

No interior áo país, as Socie-dades de direitos autorais lutamcom sérias dificuldades para fa-zer valer os • direitos que seus-membros .têm por lei. Mesmoias principais • capitais, há or-quástras, clubes, etc, que^se nc-gam pagar, ora a uma, ora aoutra sociedade de Direitos Au-torais. Os Boletins publicado:por essas entidades atestamessas dificuldades, através . dasinúmeras ações judiciárias alimencionadas. Aliás, a existên-cia de várias organizações deigual finalidad» parece que temcontribuído »ara as dificuldadesreferidas. Outrossim, a campa-nha de esclarecimento que asSociedades vêm empreendendolem resultado num maior nívelde arrecadações.

Entretanto, as percentagensque essas instituições cobram daseus sócios pelo serviço presta-dos ainda são bastante elevadas.Assim, a S.B.A.T. recebe porseus serviços 11%, no DistritoFederal, 14% em São Paula(capitalt. 16% em outras capi-tais e 20% no interior. A taxada U.B.C. é de 35%.

Embora is Sociedades de Di-reitos Autorais representemuma despesa elevada para seusmembros, parece ser essa a me-preendida pelo polígono das se-

cas, com obras e serviços de j lhor forma de organização parai o autor receber o que realmen-

(Conclui na 6.» página) j te lhe c devido.

Mplemento feminino;. ;•.*»•,¦'_.?».., -. ..'.:--^-. >.-¦• :;H- ; <-*.V... •;• *x^53pS_>,*í",-"t>::'. -•¦-- ¦'-¦:.- ¦•.,.;*«.-*_¦_ ¦--•/tf..' "• ¦¦•¦- -.¦¦• -.--*. .•-. -¦-..' ¦« -. •.-¦ .. ._ •-¦ • -,---_^- -... -• -_•

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DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO DE 1952

NAO PODE SEEVENDIDO

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IEIA NA 3- PAGINA

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V-

ÁRIDOS MORREM TÃO*. í.: .<

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Será responsabilidade de uma jovem esposa cwidar da saéde de seu

marido? Sim, e eis abaixo a razão por que:Por HERBERT POLLACK

Faça a si mesma as perguntas que se seguem,SÔbrc a saúde de seu marido: ;

1) Tem êle uma dieta adequada para evitara obesidade?

2) Seu repouso é suficiente?3) Seu trabalho diário é amenizado por uma

distração repousante ?4) Sua vida sexual é feliz e normalmente

ajustada?5) Tem êle assistência médica geral, denta-

ria ou especializada ?Se a resposta é NAO para alguma dessas per-

guntas, você tem um grande trabalho a fazer paraa felicidade de seu marido

Ralph Bates acordou, sábado,whtimlo em todo o corpo unaligeiro mal-estar. Durante o ca-té alegrou-se um pouco com osfilhos e pensou ter melho-rado, conversando com fies,,» respeito de trens eletn-c«s cnsinando-lhes como faze-los funcionar. Depois de comertalvez um pouco demasiada-mente, resolveu praticar umpoueí) de esporte no ginásio. .

_ Não vá se cansar muito,querido, disse-lhe a esposa, au-tornaticameníe.

Apesar disso, Ralph. durantehoras treinou em todos os apa-r.lhos nue havia, tomando, en-l»e isso. um firantlc e suculentolanche. Após, mais exercícios-M-taíanles. A noite, depois deum jantar que faria inveja aum saudável abade da IdadeMédia, alguns amigos viciam a«ua casa para jogar cartas, per-manecendo até tarde, jogando,b<-bendo e conversando.

Domingo pela manha Ralph ie-«antou-se cedo. dirigmdo-sc pa-ra o Clube de golfe e. durantetoda a parte da manha, cami-rthou sem descanso. Almoçoupesadamente e quase sem pau-ata nenhuma encontrou um par-coiro para o resto da tarde.

Koi para o trabalho, segunda-feira pela manhã, e permane-cen Ia ali- depois da hora.Quando resolveu ir para casa,no anoitecer, derrubou um la-pis no chSo e, abaixando-se- pa-

apanhá-lo. estatelou-se, mor-to

Todos os seus amidos, quan-do souberam que éle morrera docoração, disseram:

— Coitado do Ralph; Morrerassim, estupidamente, convtrin-ta e urn anos de idade...

Sim coitado do Ralph. Masnue diriam eles de sua esposa edas duas crianças? Não teriam-ido eles ok mais prejudicados?

Ralph não estaria certo de-mais a respeito de sua bo» sau-de? K o que e mais trágico eoue Me pode servir como ummodelo para centenas de no-mens jovens, casados e rom n-]• os, que morrem frequentemen-te c poderiam ser salvos. Ralphmorreu porque comia demais,níio descansava o suficiente pa-ra recuperar as energias* gastas

no trabalho, queria competircom moços de vinte anos eratodos oi esportes e, principal-mente, não se sujeitava a ne-nhuma assistência médica. As-sim corno êle, outros maridos nasmesmas condições poderão mor-rer, se não mudarem seus modosde vida. E' normal que a espo-so viva mais do que o maridono minimo tres ou quatro anos,mas eles não necessitam, porisso, morrer jovens. Sua saúdeem grande parte depende doscuidados que uma mulher dis-pensa a seu marido.

Isso poderá parecer umagrande tarefa para voeé, a prin-cipio. Mas seus esforços feitosem prol da sua saúde concor-rerão muito para que você omantenha junto * si durantemais tempo. Basta para issoque você insira êsses cuidadosem sua tarefa de rotina. Umajovem esposo pode perfeita-mente estar informada a res-peito do dieta especificada, oque, sobretudo, tornar-lbc-á ascompras mais fáceis de fazer.Ura" mulher casada há poucodisse-me que com isso conse-guia viver mais tempo juntoeorn seu marido e que não sesentia tüo extenuada, no fim dodia.

Uma boa dieta, naturalmente,é o caminho mais certo paramartter em perfeito estado asaúde de seu marido. Seu ma-rido deve evitar a obesidadeprematura. Há um velho ditadoque di?.: "Use sempre um cava-lo deleado. se quiser ter urnaboa deseedência". Cada quiloque êle tiverde excesso farárom que seu coração trabalheacima do normal, pois as expe-riências cientificas feitas a es-se'respeito provam que as pes-soas de pêso normal têm mui-io mais possibilidade de vidalonga do que as obesas. O co-raeáo e todo o sistema circu-lante do sangue são um fatorimportantíssimo numa vida sa-dia e normal.

K lembre-se disso: O exces-so de exercícios eom o fito dediminuição de pêso é quasesempre ineficiente. Seu maridoteria oue andar um quilômetroe meio só para eliminar as ca-lorias adquiridas em uma sim-

pies fatia de pão... A únicamaneira correta para regulari-zar isso é a de uma dieta bemorientada e sobretudo de basescientíficas.

Se seu marido vive na «da-de, normalmente necessita ape-nas de 2.500 calorias por dia.Mas geralmente ele ingere 500ou mesmo 3.000 além desse li-mite. A razão desse excesso _ésimples; vem dos hábitos, trazi-dos no sangue, de nossos ante-passados, que viviam'no campoe precisavam comer muito parasuportar o trabalho durante «resto do dia. Seus descendentes,vindo para as cidades, trou-xeram com eles êsses costumesalimentares. Portanto, se seumarido come demasiadamente,você deve ajudá-lo a reeducar-g« quanto à alimentação.

A maneira mais correta oefaze-lo é procurar um médico ecombinar com ele uma dietaadequada ao caso de seu mari-do, segundo suas condições bio-lógicas, idade, pêso e outros ca-Tacteres pessoais. Veja se eleprecisa mais de leite do que decate, de-lhe mais carne e ovosdo que massas. Faça-lhe maispratos eom legumes, cozidos oucrus, do que alimentos que fa-çam engordar. Deve tambemevitar que ele use em sua ali-mentação normal mais doces}bolos ou outras iguarias condi-mentadas do que pão comum,evitando mesmo o excesso dessealimento. E, nas sobremesas,mais frutas do que tortas ou«remes. *»

E a respeito de um aperitivosuave para antes das refeições?

Não há inconveniente nenhumem que ele, depois de um diade trabalho, tome um ou mesmodois cálices de licor antes desentar-se à mesa. O álcool, emquantidades pequenas, serve co-mo redutor da pressão do san-gue e de seus vasos. Mas tenhaem mente que há uma centenade calorias num cálice pequeno

de licor. leso significa que eledeve evitar, quando ao tomarum aperitivo, antes da refeição,a segunda fatia de pão commanteiga que está desejando...Mas, em certos casos, ao tomarum ovi dois "drinks", muita gen-te perde a força de vontade, aosentir abrir-se-lhe o apetite e,sendo assim, você deve fazercom que ele corte o aperitivo,

Você pode saber com segu-rança quanto seu marido devepesar, consultando uma boatabela sobre condições de vidacom relação ao peso, publicadapor qualquer dessas companhiasde seguros. Essas tabelas, ao in-vés de serem confeccionadasbaseando-se na média tiradaem homens de tal peso *, altu-ra, são feitas tendo por base pe-sos ideais para se ter boa sau-de. Se seu marido esiá, porexemplo, dez por cento acimada normal, isto é, se quando, de-veria pesar 80 quilos, tem 88,você deve levá-lo ao médico,sem porém fazer disso uma cau-sa para alarme. . .

Se ele i)ão é obeso, mas tea-de a isso, você deve tomar as.necessárias providencias, semesmoreeimento e eom método.Substitua todos oe alimentosque contêm gorduras e outrassubstancias pesadas ou condi-mentadas pelos que alimentemapenas o estritamente necessa-rio para a recuperação das ener-gias despendidas.

Se ele concordar em nao co-mer ern restaurantes, quando nacidade, você pode preparar-lheum ligeiro almoço, constante deleite, eornidas frias e bem fei-tas, frutas e, se neeessáno, umsanduiebe, que ele comera nahora do lanche. E, sobretudo,lembre a ele que, mesmo co-mendo pouco, deve comer re-gularmente, pois um homemque não tem método de alimen-tação está à beira de uma doen-ça ou um acidente.

Seu marido deve afastar-se

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desses remédios que prometemreduções milagrosas no peso,sem que deixe de comer derna-siadamente, pois não há reme-dio que consiga isso. Tomandoessas drogas ele poderá perdero apetite, mas, em compensa-ção, transtornará todo o meta-bolismo do organismo, a pressãosangüínea e há casos, como umdo qual tive notícia, da afeta-ção total da glândula tireóide,deixando o paciente em situa-ção crítica durante oito meses.

O corte súbito do peso podeacarretar tambem a diabete. Hámilhões de diabéticos conheci-dos em todo o mund. è talvezum numero bem maior que des-conhece ter essa doença. Por is-so deve seguir o conselho daAssociação Médica Americana,que diz: "Se seu marido tendeà obesidade e teve diabéticosem familia faça com que ele sesubmeta a exames de urina deseis em seis meses, no minimo".

Casos há em que os exerci-cios feitos são tão estaíantesquanto o eram no caso de RalphBates. NSo há nada mais preju-dicial para um organismo (jueum atleta de fim de semana. Osexercícios só são benéficosquase sempre, quando feitos re-guiar e gradativamente.

Tudo o que é feito em exces-so é prejudicial e contrapròdu-cente. Robert, um professor quéconheço, disse-me certa vez:

— Toda vez que sinto uma ne-eessidade imperiosa de sair epraticar algum esporte cansaU-vo deito-me durante, algunsmomentos e fico perfeitamente" imóvel até que esse desejo pas-se e... está feito o exercício...

E essa é a opinião do célebreorador Chauncey Dupew:

— Costumo fazer todos osmeus exercícios servindo comojuiz para os esportes dos meusamigos...

Essas atitudes, por seu lado.tambem não sSo aconselháveis,porque há tanto perigo nc queRalph Bates fazia, corno deixarde praticar qualquer espécie ceexercicio. Nosso corpo necessitaprimordialmente de uma ali vi-dade estimulante, a fim dc eli-minar as toxinas que nele seacumulam, causadas pela vidasedentária de um escritório.

Portanto, eis o segredo parauma vida normal: Moderação.

Seu marido, provavelmente,praticou muitos esportes quan-do em idade escolar. Depois, aocursar a Universidade, jogou-futebol no verão e basquete noinverno, além de outros jogosigualmente movimentados.Principalmente no verão, a es-taeão que naturalmente exi«emais energias cio corpo, ele cos-turnou nadar, fazer excursões,lutar box e jogar tênis,

, Depois, ao casar-se e come-car a trabalhar num escritório,suas oportunidades de viver aoar livre íoram naturalmente cii-minuidas. Seus músculos tor-

" naram-se flácidos e sem a mes-ma resistência. Essa e a razãopela qual êle necessita prau-car exercicios, não para esta-far-se, mas para manter¦umcorpo rijo e a saúde equilibra--;da. Faça, então, um método pa-ra êle Durante umas poucashoras ao dia, êle deve dedicar-se ao seu corpo, dando-lhe achance de praticar algum .exer-

i I cicio, um poueo de natação, s«possivel. ou, quando for ao ci-nema. dê uma caminhada mo

(Continua »» 14.* pág»'-*»

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Í0 de Fevereiro de 1952

Por h GOULART SOARES

A DECORAÇÃO DE UM QUARTO PARA MOÇAS(ilustração iirmrifud w« eaptaf

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Cóu> a atual eacassex áe '

aspãço nos apartamentos mo-demos, > torna-se cada ve* ¦mais difícil a acomodação oon-fortavel para moças numa to-ridência.

De um modo geral, as mo-ças, independente do fato .d*

passarem a maior parte dotempo em casa, necessitam de iam, quarto, cuja decoraçãoflies proporcione conforto e uraambiente agradável, pela suanatural faceirice e feminilida-de,;1;* ;

Para exemplificar a decora-ç5o de um desses ambientes,tomaremos como base, um cô-modo para a acomodação d«duas moças, com as dimeiv^soes aproximadas de S,00x3,50m, tendo numa desuas paredes, a de menor com-primento, um armário embuti-do, destinado ao guarda-vesü-dos.

• ' :Com ura estudo' minucio-so,- ;podemos, de utu» cômodo

- dessas — condições, fazer timalegre e confortável quarto dedormir, vestir • estudar, paiaduas jovens.

Além do armário embutidoe das duas camas, naturalmeiv-te, consideramos como peças

i indispensáveis ao mobiliário asniesas^ individuais dé estudo e

.pertences particulares e á peo-téadeira cofniim' às' duas mo-çai,... • ¦: .. -.- -¦ -

>'"¦ A distribuição dos móveis,'jfelacio.iada à circulação do

cômodo, é o principal proble-ma dessa decoração.

De modo a facilitar o acessoàs duas janelas, dispusemos ascamas junto às paredes d«maior cumprimento, deixandona parte central, uma amplaárea livre, qne contribui paradar a impressão de ura como-do maior. :. •> • ,, .

A penteadeira, entre as, fa»-nelas e, os-dois moveis indivi-duais finalizando as cabeçei-ras das camas, permitem unaacesso fácil a ambas as jane-Ias, facilitando o seu funciona-mento.

As dvias cadeiras, do tipochamado "giratório", servemao mesmo tempo à penteadet-ra e às. mesas de estudo.

Devemos chamar a atençãopara a disposição das cortinasde modo a formar uma unida-de. como sé as duas janelasfossem uma só.

Os abat-jours que iluminamas mesas- de estudo e a pen-téadeira, completam a decora-ção.

Pela observação da ilustra-ção principal e da planta, pu-blicadas na capa deste supla-mento, podemos ter uma idéiageral da decoração. A ilus-tração menor mostra a utiliza-

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. UM MÓVEL POÍtSÈMANAiros alas que correm, Já

Bão são tão comuns as mu-danças freqüentes de domi-cílio, porém, quando há umdesses casos, o tamanho sem-pre menor dos apartamen-tos cria sérias dificuldadespara a colocação de deter-minadas peças do mobiliá-íio. Nessas ocasiões, os mo-veis seccionais são de grandeaülidade pela facilidade com

- Rio, 10 ds Fevereiro

que se adaptam às dificul-dades da falta de espaço.

Os soumiers, pequenas es-tantes e outros móveis dês.se gênero, têm sido eomu-mente- apresentados eomopeças seccionais, porém, osgrandes guarda-roupas não •têm sido, tão ; çqi\u|nente.O movei: desta, s^^^ »í*»-

de 1952

çifc) da penteadeira, comum hzduas moças, • da mesa ds «a-tudes.

CORRESPONDÊNCIAVária* sfio as cartas que to-

nao* recebido da nossas letoamm, perguntando qual a n*e-Btor maneira dc aproesntar «aseus problemas de decoração.A ffaa ds q«*a possamos bisesalgumas sugestões para a db-eoraçSo de suas residências, oselementos necessários, oenfo»-

.ase tá ttremos oportunidade damostrar anteriormente, são, eatlesumo, os segutnteat

•) finalidade do cômode*I») sua forma e dimensões;ai condições de luz (s« é

sombrio ou não);d) quais as ligações com es

•utros cômodos;©J quantas pessoas dela sa

utili/am:

senta uma dessas peças co-mo um movei seccional.

Composto por quatro cor-pos, unidos conforme a ilus-tração, esse guarda-roupaseccional, dependendo dascondições do cômodo, pode serusado como uma só unidade,em forma de "L" ou em cor-pos separados, facilitandobastante o arranjo do como-ão,y,~/3*3$ í''¦ *• •- ? ' ¦.'¦'¦¦

f) quafe os habites •réaciss de eada pcutejõ

0 qw» *» mam» cotms pa»>diletas. {

fei quais aa habita» éproferdncúts da pessòcprincipal («o que tttarespeito à decoração); •

_\ qual a sua eAr pr©<lrts*a,

Kmbora qualquer ouíeh bm-formação seja sempre útil, èm-•ês elemeutos são básicos, seaaes quais nada podemos faase»As respostas do presente quae>tionário devem ser acampanhadas de uma planta ou cre»

quis do cômodo, mostrando aforma do mesmo, suas dime»soes, posição das portas e j»nelas e outros detalhes dlconstrução que porventura tmver. .

. iilHif^-^ ~~~33:s&Z3& Xi\^t r^^331*

CERTO OU tíRRADO ?

Jft estando provado que,uma das melhores maneirasde se aprender é pela obser-vação de exercícios em for-ma de questionários, comrespostas certas e erradas,sempre que possível Inclui-remos nesta págins, um dea-ses exercícios.

Pela observação das gravu-ras do3 problemas apresenta-dos, a leitora poderá adqui-rir a necessária prática paraobservar os menores deta-lhes, dando-lhes a impor-tância que realmente têm nadecoração de interiores epoderá acentuar o seu sensode proteção e equilíbrio.

A leitora, com os elementosjá adquiridos na série depublicações feitas nesta pá-gina, julgará as duas solu-ções apresentadas, indicandoqual delas é a certa. A con-firmacão das respostas cer-tas será dada no númeroseguinte deste Suplemento.

Assim, apresentamos o nos-so problema de hoje: (

q. — Quando queremosdar a nm cômodo a im-pressão de uma alturamenor que a real, comodevemos tratar o teto, e'e tapete, com tonálida-des escuras de cores

quentes, come, no eassda figura 'A', ou com co-res frias em tona viaweomo em "B"?

RESPOSTA DO NUMKROANTERIOR:

..Quando utilizamos nnscortina estampada, as pare-des deverão ser, de prefe-rencia, lisas. Os motivos emlistas finas, bem espaçada^,poderão ser empregados senaprejuízo da decoração, po-rém, os estampados de qual-quer espécie devem ser evi-tados. Portanto, a respost»correta é a ilustrada na gra*vura "A", que apresenta Mparedes lisas.

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tíBploma em Dietetica*. Dma dieta deiSOO catorhus por di» permite-lhe bas-tante coisas boas, capazes de agradar«masc todos, principalmente Be vocêseguiu dieta.-, mals rigorosas, durantetilmini tempo, e ceu estômago contra-ta-se de tal modo que se contentarácom menoc allment-os. Fríuigo assjulo,bife f&o. manteiga, hortaliças e fru-tas, Isso n&o se parece multo com pas-kw fome, náo é?

Ainda aasira, uma dieta de 11300 ca-•teria., emagrece. Üma pessoa sedenta-ria que tem bastante energia para te-ir.mti.r-se d* cama e caminhar emtorno de casa, talvez que arrancandouma ou duas ervas daninhas do Jar-dlm, cm enxotando besouros doe ar-bustos perdera 45 gramas por dia, emmedia. *=.. _ -»~

Nào sla -toe»-»* 46 gr*n*4U. JS tu***»

Caloria* L489

DO LIVRO "EMA-

GREÇA COMENDO"_ EDITORA 0 GLO-BO — DE YARA

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• w«»o n»«_o consegue de «una s6 ves.Be você ganhasse essas mesmas 45

gramas por dia, dentro de um anoSeaaria mals ou menos « quilos maisSTc-ue pesa agora - e nâo serianraito.»! E- óbvio que, BC ^Pefder. ,*»graim-s por dia. roce pesará 17,quilosínenos. Se você é ativa e faz nm ba-•tali» moderadamente árduo, pode

perder umas 120 gran-aa __¦«_*»¦» "¦"ia dieta ã base de 1500 catais.

Use esta dieta para «*£™£*J?

peso ideal, depois que o *™J***°*!ZScT Se você continuar *»!^*Feí*eom as 1500 calorias, aumente MO ea-torias de cada vm **J*^J*" ,££lança ee mantenha estacionaria, tro-Bate esta dieta, também, se k"****

DIETAS BÁSICAS PARA PERMANECES DELGADA

Perde -bacia de gordura,pnra nana pessoa de 68quilos, com 12 quilos deexcesso.

Gs-toetes: IM»

nm adelgaçamento mais gradativo, as-sim com um encolhimento suave dapele Algumas vezes, não sempre,ima prolongada dieta de redução rá-pida queima * gordura tão depressaoue a pele ee afrouxa e as rugas au-mentam. Há poucas probabilidades doacontecer Isto, numa dieta de 1600calorias.

Pente _t**ri« -te 9ordur^-ara __ pessoa de 68iuiloa, com U «-ulos de«cesso.

Se r-_di:_ta_-_*.Se ativa:

46 gramasMO grama»

Se sedentériaSe ativa:

45 gramsa110 gramas

OS AIJM3SNTOS.

Dcsjejwm

topo pequeno de mtco de tomate ._ovos quentes /'-*"*

Presunto cozido, porção regular (naocoma a gordura) «

1 torrada **tini nadinha (ie manteiga Cate preto ou ci_i ....»__

OS AUMENTOS:

_4tni<*.ço

J/2 gropefru-t ou 2 tangerinas 1/2 peito de frango assado 1 tomate, tamanho médio

xicara de vagens amarelas»1/2 xicara de cenouras cozidasSobremesa de gelatina de frutas com

1/4 de copo de leite integral ••1 copo de coalhada magra (feita de

leite desnatado) Cale preto ou chá *

inSTRIBUIÇAO DS CAIX>R-AS:

Sarboidratos Proteína.* Gordura Total

S0

74

4S4

23210

188

84

343

35

168

28148

1466335

420

OS AUMENTO*-

Desjejum

magra, tamanho médio. Ou de vitela

1 torrada ¦¦¦¦¦TJm nadinha de manteigaCafé preto ou chá .,._*.,««—•.—————-¦

DISTRIBtriÇAO EflE CALORIAS: I

Carboidratos Prote-i-a-* Gordura Total

78

124 67 • 191W> 2

35 35

11S 138 107 S58

DISTRIBUIÇÃO DE CALORIAS:

-Carboidratos Proteínas Gordura Totall/S nsaca. 1 fa**8 *•

34

71420

92

215

2141

253

10

31

200

4320 161

92025

21 129

83

55 470

OS ALIMENTOS:

Jantar

1 xícara de caldo de sopa .consím.mé)1 talhada de lombo grelhado1/2 -xícara cie palmito cozido i/2 xícara de espinafre 1/2 xicara de nabos 1 fatia dc pãotlm nadinha de manteiga .»¦•••Salada: 2 folhas de alface. 1/2 pepino, 1

tomate, vinagre ou sumo de limão ..

1 copo de leite sem nata '¦•"_pêssego ou maçã pequena cru mamão

Café preto ou chá

Total

DISTRIBUIÇÃO DE CALORIAS:

Carboidratos Proteínas Gordura Total

25 25131 94 225

23 8 1322 4 }• _*l 10 7023 8

" 39

« 84 IS 9448 2 •>"•

™ iã i« 609«5 602 418 1499

JLlmfiço

galada de fruta:abacaxi. 1/2 laranja» cortados

Bosbiíe, magro, porção regular —

1/2 xicara de espinafre J/2 xicara de tomates enl-ftados oci

cerzidos '.'.'20 gramas bu 1 fatia fina de queijo

Prato2 bolachas -Café preto ou chá _.

OS ALIMENTOS:

Jantar

1/2 grapefruit ou 2 laranjas ._,_—-- —

6 talos de espargos ou 2 tomates

Presunto cozido, porção regular —

1 batata doce pequena, assada -.

1 fatia de pão •••-- ****üm nadinha de manteiga —1/2 colherada de sorvete de baunilha ..

Café preto ou chá -~*

A hora de deitar cm no café on no chá=

j copo de leite sem nata -Total ••

IM23 49 173

13

155

Í04

178

«59

152

27

11542

483

DISTRIBUIÇÃO DE CALORIAS:

.idratos Proteínas Gordura Total

S9 25 7-3 15

112 34 MS-,-« a l*4139 físa ia 3

i 69 7»

264

45877

147

34498

163

15437

574

94mie

kJASCX numa casa rica, numbelo palácio milanês, e ate a

idolescência não conheci senão

E prazeres c » comodidade da•ida Meu pai herdara do meutio urna discreta fortuna, mas

íâo conseguiu conserva-la- asso-

eiou-se nos ™^™c°™ 1™bomem sem escrupu os. e

sar-jss-JÍ5*-*tía is suas expensas.

Nao obstante verem diml-

¦uir rapidamente a sua íortu-

papai e mamãe

SP ^fe

esadas

ver-en-

nao que-

_a„,ai, nos «e-opos .ue o. « ^~

*—-» •***> *^* ***ser feliz assim

barata.

S»^;íe"S_^t(T-rtieravam, resistindo ao me-

íSn, aparência sobre as an-

Cas posiçõe., encontrar um^^'Sbia _£

era terrivel:di-

e umNo ambi-

todos,a

re-

rar-sc da minaR sua situaçãoSdvogados, causas, débitos, di-

nculdades de todo SÔnerocrescente desespero. _*.-*»nte em que vivíamos£ouco a pouco, conheceriam««t-riide e a comédia que5SÃvam«. em face daque-fc gente era inútil; como eradificil de representar!

Antes de ter conseguido en-

eontrar-me um "bom partido ,í^eu pai foi forcado a render-Se a liquidar tudo e a retirar-¦e para a província, para a casaéewa imao que nos ofereceuhospitalidade.

Na nrande e cômoda casa domeu tio. em Placência. a vidaeorria simples e serena, mui-to diversa da que tínhamoslevado nos últimos anos. hen-U o meu coração se alargar na-ouela atmosfera franca e sem

pretensões. Fiz muitas amiza-âes eom moças da minha idade

e frecruentei as famílias ligadas

pela amizade ao meu tio.

E não tinha decorrido umano do nosso -exílio", quandoum dia eo disse ao meu par.

— Papai, amanhã Felipe G.virá ver-te para pedir a minhamão. Papai, mamãezinha. estoutão fe-iz, quero-lh' tanto bem!

Os meus genitores fica- •

ram bastante pesarocos «>m aminba escolha. Felipe era pn-mo de uma das minhas novasamigas, nascera de uma faml-S? pobre e ficou órfão aos.

qivatorze anos. Completara os«tudos i íorça de tenacidadee agora tinha encontrado umbom emprego em Milão. Aminha mãe tinha construídotantos sonhos dourados sobreo meu futuro e estava desespe-rada de ter que renunciar a*lcs- o meu pai imprecavacontra o "morto de fome" queme fizera perder a cabeça.Mas estávamos tão enamoradosFelipe e eu, que terminamospor vencer toda hostilidade coma ajuda efetiva do meu tioDeste modo, um ano mais ter-dc eu desposava Felipe em Mi-lão e iniciávamos na nossa no-va casa uma vida nova.

A nossa era. efetivamente,uma casinha «•^cst«'«ma_1^um apartamento de duas salasnum grande conjunto res.den-ciai popular no subúrbio

4 — REVISTA DO D.C.,

írrobilia era mínima emas os quadros, o* .arros eos livros que me presentearamos meus pais (relíquias salvasdo nosso naufrágio) tornaramelegante a simplicidade do nos-se ninho. . ,

Não esquecerei jamais o p«-meiro ano da minha vida decasada. Nunca tinha ferto tra-balhos domésticos nem meocupara de cozinha. Mas r»zamizade imediatamente comuma vizinha — Delia M. —

que me ensinou uma porção dccoisas. Acompanhando-a aomercado, aprendi a fazer ascompras e. em poucas semanas,guiada por ela, formei um re-

pertório de simples, mas deli-ciosos pratos que deixavarn Fe-lipVboquiaberto. Eu gostavade trazer polida a nossa mi-nuscula casa completamentenova: fazia-a brilhar eomo uraes"pêlhg> Estava sempre muitoocupa-* e alegre. Quando Fe-lipe voltava ao escritório, rm-do e tagalerando, sentavamo-nos diante da mesa na pequenacozinha cheia de sol. toda Un-da, alegrada pelas cortinas no-vas e eu punha no prato delecertos bocadinhos prelibados.Gostava de fazer companhia/Delia e ao marido, empregadoda municipalidade, um honra-do homem sentimental ¦<*-•

pouco poeta. Todavia,um

os nos-

soe -riwnhos vinham sempre anossa casa. Mas muitas ve-zes ficávamos só« e as noiteseram mais deliciosas: falávamosdo passado e do futuro, senta-dos, bem juntinhos, diante dopequeno rádio aceso e as nos-ias confidencias eram de vezem quando interrompidas pelosbeijos. Ea era tâo fe-iz; sentiaque não podia pedir à vada ale-grias maiores. Jamais, nos tem-nos que em meus genitoreschamavam "belo-r", «onha»«er feliz :M«im.

Mas Felipe não se «»***completamente satisfeito. Tsd-vez que se tivesse casadocom u'« moça nascida, como.éle, na pobreza, não pensasseem outras coisas; mas tinl-afreqüentado a casa do meu tio,sabia quanto era diferente aambiente em que eu tinha nas-cido e crescido. Parecia-lhesempre que e* me sacrificavapor êle. Sentia-se humilhadode não me poder dar nm apar-tamento mais cômodo, numacasa mais decente; sofria quan-do me via atarefada à volta dofogão ou na pia. Queria sairsempre comigo ã noite, com-prar_me vestidos novos... maso seu ordenado chegava ape-nas para as despesas correntese para pagar as prestações dosmoveis.

Quando estávamos no centro.

Me quem parava diantavitrinas sonhando cora-

prar-me tantas coisas_ be"»2*Scolerizando-se de_ .«P*fazê-lo. Mas eu nao de_e.ava

0 uobso pequeno munoocompletamente.:

itrava ai»ex-amigas

o-

isso,eatisfazia-meA's vezes eo «ncor.i'-,-r.gmna das minhas

Soí^-^urnpii-er^_mmP_cerrado, morto, que me deix*-

Muitas recordações penosa*Mas Felipe «tava-as com ma-ravilhado^pasmo, v**™**^me sobre _*«* yidas, os seu-hábitos. K eu, ru^í3' ^-^T«í£ todas jt-ntas^ ^ £**£_Sinha querida Deha &>

J**3*óe vitalidade e de coração.

Mas o me* Pob™ ^f ^ ^serias, .r» «r.dc seu emprego- »as agor!' «pois d* um ano aP^V^Zíchava aiesqiúabo e aborre^do,: eem tuturo. Um cba v*

dh_*. que queria tentar "outxa•*jda" e »e demitiu.

Começou e-ntão P^-^S-vida bem aversa.. c°n1f^do por um comerciante cor^r^^entante, Felipe £«35o_5 ;+« Ranhava basta*Ir!jar muito. Ganhava -- -^__ que antes e parem ^te contente com o *£*?£.trabalho. Voltava das suas >*£

gens alegre*, trazendo-me s&^

|re algum hom presente.

{Conciui na *r3.!

Ko, >0 cte Feverei» ds **S2

—~"^»^e»

IiIb * ^ ^'ÂMWÊÈÈÊmBife'. . * ' *;^^m4:*??v-v-s?^f^P

PU I1 54 »* ^1 §

** s,, *

yyyi-myyy.r-^-yx*y : :S;.:.:f;.:::^íí:í-:. "**v;'#ii§§

Victor Mature o sua loura esposa. Dorothy, apare:.ceram de surpresa, recentemente, no Club Mocam-bo de Hollywood. Antes de se casar.'há três anos8 meio, Victor era um freqüentador assíduo de"night clubs", estando agora afastado desses k>-cais de diversão. O atlético ator moreno, que n«principio de sua carreira era apenas considerado"bonitão". provou depois ser um ótimo ator dro-

mático •

E' sempre rara a presença de Dana Andrews •eua esposa Mary ÇTodd), uma antiga atriz, emespetáculos noturnos, e por isso mesmo o fotógrafonão perdeu a ocasião de surpreendê-los, quandoeles compareceram a uma sessão de cinema, numafamosa casa de espetáculos de Beverly Hills. Dana.vem trabalhando na tela desde 1940, e já alcan-çou um lugar proeminente na galeria de "astros"

de Hollywood. ,

Um dos astros mais promissores da atualidade, Da-vid Wayne, é fotografado com sua esposa, Jane

Gordon. uma antiga atriz, observando a chegadade outras celebridades a um cinema de Hollywood.Achava-se David bo topo do 3ua carreira na Broa<%way quando Hollywood foi buscá-lo o instantâneosnente transformou-o num ídolo das multidões. Seaverdadeiro nome » Wayne McMeekan. tun

dcrato de administração.

f&w W) <fe Eevereúè de 1952

—¦¦ ..„,..-i , ,1 ,|, ,11, i——¦ iiiiimnniii i ii ii mu» ¦¦ mi niiii

M s \-/ ==llls!l W W \^ %£?: Wr

Especial para DIÁRIO CARIOCAPor LOUELLA O. PAKSONS

HOLLYWOOD — (INS) —

Há muito tempo que eu queriaentrevistar John Sutton, ¦ ma»nunca havia tempo para isto,ea da minha parte oa da partadele.

Encontrando-me com Sutton,certa tarde, convidei-o a vir iminha casa na primeira oportu-nidade.

He veio, trazendo consigo asoa linda esposa, Bobbe, a suafã número um e crítica. Era umdia chuvoso e senlamo-nos pe*-to da lareira.

"Gostaria de saber moita coi-sa a seu respeito John, fui lo-

go dizendo."Bem, o interessante em Hol-

lywood, pois como você sabe, et»sou inglês, é que vocês aqui pef-mitem que os artistas inglesesoa estrangeiros façam filmes nosEstados Unidos e vençam nacarreira cinematográfica. Na In-

glaterra é diferente. O filme de-ve ser inglês e a não ser quenma companhia americana, comartistas e dinheiro americanos,filme sens filmes nas ilhas, umartista estrangeiro nada cons©-

gue na Grã-Bretanha".Obviamente, chocado com a

injustiça do "sistema", Johncontinua:

"E' por isso que às vezes S-

co aborreciilo. Moitas vezes to-nho conhecido artistas america-nos que poderiam fazer lindose bons filmes na Grã-Bretanha,mas nada cormeguem devido aesta lei nacionalista.

Concordei plenamente com •seu ponto de rista.

¦ Sutlon que. tem estado emHollywood desde 1933, e quefoi um dos principais artistasmasculinos da 20th Century Fox,

gozs atualmente ds grande pore^tígio na colônia cÍDeras«*gTwfi-ea de Hollywood.

6 artista, nascido na Ssã-Bretanha, maa natarotixad»norte-americano, sento-ee orga-Ihoso de sua nora situação. Do-Tante a guerra este*e na Maa*-nha e lutou ao lado doa Naçõesaliadas no Pacífico.

Ele acaba de completar trSifilmes na Columbia: "Captais

Returns"; "The Golden Hawk"e "Thief of Damascas". Neseaatrês películas tem um ótimo do-sempenhe e agora está fazendaant filme unicamente para a TV,• que não é muito comum, aqui,em Hollywood.

Para muito, ele tem um tem-

peramento de um John Lodec,impulsivo e repentino, mas nafundo tem bom coração.

O casal está atualmente con»a mãe de Bobbe, que veio cieLondres passar uma temporadaem Hollywood. Ambos levamo casamento muito a sério, em-bora concordem qae

"nem sem-pre tudo foi cor de rosa, masisto é próprio da vida do c»-sado".

"Brigamos e fizemos as pa-zes muitas vezes," — prossegooSutton • "Mas amo minha nu*-lher e ela me ama tambem".

Durante vários meses do ano,o casal tem 9oh sua custodiauma filha do primeiro casame»-to de Bobbe.

Quando Sutton não está fu-mando dedica-se totalmente 1sua mania: tirar fotografias. E"um dos melhores fotografo*amadores de Hollywood, esp»-cialmente em fotografias em o*>rea, tendo já conquistado ma*meros prêmios.

A maioria dos grandes "cartazes"" de Hollywood não. deixou de ass».

Sr à "première" de "O Rio", em Beveriy Hifls. Adrienne Corri, umadc» "estrelas" do filme, é vista à esquerda, conversando com EstherWilBams, a famosa campeã de natação. Adrienne, atrix inglesa, fe««ia estréia nossa classe de ülmec épicos, devendo aparecei tamb^ai

aos "toas" «at "Qae Va dis".

Casada* há 34 anos. e ainda bastante felizes, loaS. Brown • sua esposa, Xathxyn. dois das membroemens populares da colônia de Hollywood, tombóo»comparecem à "première" de uma película «aBeveriy Hills. Joe íol um dos mais famosos com*-dlantee do mundo, tendo Iniciado soa carreira aoanove anoa de idade, como membro de uma troup*da "Tobnt"". tendo depois aparecido em teatro da

"vaudeviQe" e burlesco.

Fotografada com seu marido, o dr. Eugene Czuk«kum proeminente neurologista. Barbara Britton. umadas louras mais bonitas do cinema, encontra-seentre as artistas que recentemente receberam a"visita da cegonha". Mãe de um garoto com quotto anos o meio. Barbara teve a satisfação de datà lux em dezembro a um lindo "baby". Barbarafoi professora de arte dramática antes ds enUCB

para o cinema.

Figurando na lista dos "pares mais românticos -daHollywood", Maria Wilson o Bob Fallon ocupamlugares especiais aa "première" de "O Hio", nuncinema de Hollywood. Bom tem 3»do o par con»tante de Marie Wilson desde que esta loura srndivorciou de Allan Nixoa- outro simpático galãMais popular do que nunca, Marie está trabalha»d* atualmente not tela. ao pódio e aa teíeròèa

REVISTA DO IXC. — 4

—¦ :.-.-•

par ¦

amou mm*! man

5ou Inteirar-**-!*» àepandat**,

porá • orronjo do coso. <*« dota

fxxnxmtn gorotos. Êle» sfto lâo

(Msquerww que sâo òi vaze* dW-

eeis cio achar, « wo t* seguin-

«to « pista cios coisas c-ue quo-bcam au desarrumam.

Sob certo ponto de vfeta, rt-flo

t«,ho problemas para a orruroo-

çõo da casa, pois eles estão sen»-

pre prontos a fazer qualquer ooi-

•ata qualquer tempo, -seja esse

euxilio o de coxinhor, fazer oa-

mos, carregar coisos a compro»

ér. cima poro baixo, lovor, encher

vostlios de água, isso tudo aos

domingos, sábados e outros dias

do semana, inclusive nas horos de

sexta. (Só não fazem é tirar os

brinquedos das escadas. . .)

Ss menciona a palavra, "as-

pirador de pó", três segundos de-.

poi-, lá vão eles escadas acima, e,

nem bem a palavra saiu de minha

boca, o instrumento, com seus

muitos opetrechos adicionais, me-

tros de fios, vem tudo descendo a

«recado, já sendo montado no co-

winho. Momentos depois, «n caso

começa e ser minuciosamentelimpa. Tudo respira movimento,agitação, um verdadeiro trabalhode equipe.

As codeiras, mesas e sofás ü-

eom cheias de vasos e tapetes e

de tudo o que se encontre no co-«ninho do aspirador. Algumas

coisas soo limpas pelo método da

sucção, enquanto que outros pelo

processo do-sopro. . . Mos quem

M importa com isso? Rapidez. «*

o lema deles. E boruJho, muito

barulho. E, de ve* am quando,--.-,. ruído me diz que otaum dos

voto* que estovam em cimo do

sofá veto oo chão » não há móis

nada a fazer.

Quando começo a orruroor a

mesa opôs o café, e, por uma"madvertência, peço a um dos

meus ajudantes que me leve a

mantegueira e a ponha na gela-deira. é a senha para que eles se

ponham a trabalhar otivomente,os pratos começam a .ser quebra-dos, a manteiga derrama-se pelochão, o resto do bife aparece

misteriosamente sob o meu pé, o

a porta-café escorre pelos bordas

da mesa, a porta da geladeira j>eobre com estrondo e os ovos vêm

oo chão,-mos que importa isso se

todos estão se divertindo à gran-de? Todos, menos eu, se bem queminha opinião não pese muito no

cômputo gerol. . .

A idade dos meus garotos não

possa de quatro onos. O mais

moço não fêz ainda um ano e

meio. Mas não se pode nem

imaginar a força e a energia quehó naqueles corpos. Não existe

nada "

pesado suficiente que nao

possa ser transportado por eles,

rwda tão difícil que não possaser feito (também não há nada

que não possa ser quebrodo, per-

dido ou destruído, de uma ma-

neira ou de outra .)

CANTO DE PÁGINAD« K. SOUZA DANTAS

DORA FAZ CONFIDENCIAS..-c ..,.»u> mMüL de bar eatretidoa num»

sK«^.T^fiSS«jtg«sssaque chamou ji minha *te«-*a ^J^^^Z^ma se-

gredo, segredo do *»>¦*»«¦ ^ «^nqwlo. *m **•»Kl* e»«*v». *li. diaut* de «-aua. um *r

^H ^diWXta -.leu»» «nb* ^J^rQr«^Tcootrt HavU >«»*»eu respeito: ay«-o^ «aue Mina capital; ma* quecerta dewtUimvi em .¦»'** »*»», que uao era B*tp *» ,Tmarcara (wriB -M-W»

^XTntS quer â r^r^?fc lembrança. ««»»*• *»>»«

£l ff^vido*. • «taMIM confidencias. Tolice. l-.rt.go •» «•>•¦» >"--™

«lur eu o recebo, p* éj ^J^* ^a^.

*-|você compreende... N&o se» se • *"*" »—ainda K<wto dele. não W-^ ,

O oue eu temia, o senümentalismo piegas, as b»mrOi-l»w.

lhe pertencer de corpo e alma._ Quisera vê-la qualquer dt* de.ssea...

- a^raihi - • «o»- «-var. ao .om *musica mais detestável. ^ # ^

ív.x-.iiios a mesa do bar horas depois. Seguimos pelas^SSSSSti da "-•/-efa"ndPorde Któ

que ntnauem. t

Resolva eu fozer uma como

em meu quarto e subitomente

quotro mãos ágeis aparecem co-

mo por encanto para mexer em

tudo, quatros pèzinhos através-sam as camas por sobre os troves-

seiros. Airanjam um jeito de obri-

los, espalhar as penos pelo ar, e,

sobretudo meus utensílios de be-

leza jazem virados pelo soalho,

de mistura com espelhos quebra-dos, tudo isso antes que eu tenha

tempo de obrir a boca e gritai

por socorro! Isso para eles é uma

festa e, dizem eles: "Como nós

gostamos de ajudar mamãe a or-

rumar as camas. . .Quando chegam os roupas

«tripas da lavanderia e estão

prontas para ^erem colocados nas

respectivas gavetas, lá estãomeus ouxtliares, com as mãozi-

nhos, gordas e ligeiramente

imundas, prontos a ajudar-menesse trobalho. O mais velho dê-

les, retira energicamente de mi-

nhos mãos uma pilha de camisas

engomadas especialmente porámeu marido e é quase certo elas

irem parar no chão. O menorzi-

nho, não queiend ficar atrás

no auxilio, mete as mãos numa

gaveta, reconhece um por de

meios e vem anunciar triunfal-

mente sua descoberta, sem per-ceber. que trouxe consigo um

monte delas, não ,um por. Ao

percebe-lo, fica tao consternado,

que o destino certo.delas é o chão,de onde o cãozinho de estima-

ção, que geralmente toma partenessas arrumações, leva para fo-ra de casa e enterra no jardim.Felizmente eu ouço sempre^ pelorádio o anuncio de um sabão es-

pecíal que garante uma limpezacompleta das roupos. . .

Agora, de uma coisa não res-

ta dúvida: é tão interessante ter

quem nos ajude tanto, mas eu soousaria pedir a Deus que elesfossem brinca*- bem longe demim! Deixá-los

' brincar com o

aparelho de televisão, com a ma-

quina de escrever de meu marido,fazer o que eles quisessem mas.meu Deus querido, apenas fazer

com que eles, tão 'oonzinhos, nâoinventassem de ajudar sua mãe,tão cozinha, tão sem auxílio...

(Tradução de Luiz Carlos)

Mubel H. 1'raper

miCQMmmummBtèiO alio preço dos alimentos nem

«empre é a causa da" elevação daconta do armazém. A íalta de cui-

dado e a desonestidade podemtambém influir sobremaneira nas

suas verbas para alimentação, sem

lhe dar um tostão em troca.

Há, é verdade, muitos negocian-tes e caixeiros honestos, mas emminha cidade, e. sem dúvida, na

sua, há um grande nkmero de ven-

deiros que exploram seus fregueses .

de todos os meios possíveis. Adiferença nas contas de despesa

geralmente, são pequenas., mas.

com o tempo, essa disparidade po-de dar-lhe um prejuízo considera-vel.

Que se poderá fazer para dar

cobro a essas práticas de descaso

• desonestidade profissional? Pn-

meiro,' esteja sempre alerta. Com-

prove tudo o que você comprar,

para comprar exatamente o quevocê paaa. Segundo, não se enver-

qonhe nem tenha escrúpulos em

chamar a atenção do negociante

quando constatar qualquer discre-

pància. Se êle iôr honesto, terá o

máximo prazer em corriçir seu erro

e retratar-se perante uma conscien-ãa.

Eis aqui alguns dos mais co-nhecidos subterfúgios usados paraenganar o freguês e os processosde fugir a eles:

Pesos e Preços: Os pacotes ia

fechados e pesados com anjece-dencia devem ser cuidadosamenteverificados a fim de ter-se a cer-teza de que está se pagando o

}usto preço pela justa medida. Se

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£„££ ^ ™da £«<, retratista.Prnça da Inrtrprndenrta, 9, «onraoo

de inspiração mexicanaConjunto prático, cômodo e econômico, tão do agra-

do da maioria das mulheres — O modelo em voga

em Nova York — Parec* mewno ter vindo do

México a idéiaMÂRÍA JAMÍ

ífOVA YORK ,Por Tia aé-rea) — A mulher amarica-na aempce teve um gost«especial pelos trajes práU-eo«, entre a* quai* se podeincluir 6s eonjuuto» forma-do« de ita.a-e-blu.ia. Parti-cularmente, t»l preferenciasempre foi flagrante na mu-lher com ocupação fora dolar E" que a saia-e-blusaconstitui, na ve :^de, uniconjunto .ratico, cômodo e,além do mai-s e: cômico.Com dua«s saias e duas mu-sas diferentes, a mulherpratica tem quatro roupassempre variadas. Dai aaceitação unânime destesconjuntos, por

' uarte damaioria das mulheres mo-dernas.WM CONJUNTO EM VOGA

Atualmente, esta muiioem vo°a em Nova York umconjunto saia-e-blusa queuns dizem ter sido - spiradonos costumes -egionais nie-xicanos e que outros acredi-tam tenha sido tirado dostrajes do gaúcho da fron-teira do Brasil com a Ar-eentina. A primeira hipote-se parece «ser a ..lais viável,considerando-se a mfluen-cia que os hábitos e coisasdo México «sempre exerce-ram na' vida americana, no-¦tádamèhté no ^minio dasmodas.. A Califórnia, em

particular, um dos grandes

Wm

centros da moda americana,é que mais tem «sentido essainfluencia.

Entre a saia e a blusa, umlargo cinto de couro reforçaa idéia de que a inspiraçãofoi "importada" do México.Por sua vez. o corte da blu-sa, bem como os motivos deseus adornos, nos animam aacreditar, de fato, na possi-bilidade de a idéia ter vin-a<» do uaís vizinho e amigo.; «

(IPA).

as batatas ensacadas são calculodas erri um quilo, constate se issoconsta da tabela, não antes de sa-ber se a tabela é a legal, peigun-tando a um íiscal. Se você compiauma dúzia de laranjas e. co che-gar á casa. encontra onze apenas,não hesite em procurar o vendeiroe reclamar o que você já pagou.

Comida Estragada: Quando doisovos de uma compra estão estra-qados. e uma batata doce está po-are, ou as laranjas estão sazona-das, você está sendo vitima deuma fraude. Deve levá-los ao donodo estabelecimento onde compioue pedir que ele reponha ¦ outro nolugar ou devolve c dinheiro. Essandeteriorações são parte dq risco

que o negociante tem que .supor-tar e não o freguês.

Cálculos e Enganos: Erros nasoma das parcelas de uma despe-sa, na compra de carne ou qual-quer tipo de comida podem ser sim-

plesmente um engane aritmético,mas é também um excelente meio

para explorar um comprador in-cauto. De qualquer maneira, vocêsempre é quem leva a pior.

Se você • não pode resolver decabeça um cálculo mais difícil, to-me simplesmente de um lápis eum papel e faça a couta. Faça issoalgumas vezes e. se o seu resul-tado corresponde sempre ao dovendeiro, você pode confiar nele,até certo ponto...

Uma porta aberta para o logroé pedir, inocentemente, que íhe se-

ja servido um cruzeiro disso olídaquilo. Você perderá no peso o

ao custo...Nunca creia muito em um nego-

ciante aue não usa uma máquinade somar, pois. quando isso se da,as probabilidades contra você sa«enormes.

Exploração: Há dois método»

principais para explorar urr. ire-

quês com sobrecarga de despesa.O primeiro é cobrar um poucemais na* parcelas de sua l.sta %

po total, haverá um aumento sub*

fcmciol sem que você perceba ai-

qu»a oo»a. Por isso. você aev*

compa** o oréç° de cada merco-

doria e» especial e depois co«-«ovar o resultado. Muitas v««*

. oe eaga»** não são deliberado*-,bmk de toda maneira, wa »

sendo prejudicado.Mas o segundo método

«eoto deliberado. Vejamos, mu»

etempk,: O negociante tem van«.

pacote* com êie. em cima oo bo*

cão. Então, êle di« para • ^

«ante: "Esquecí-me de tomar doM

do pacote de milho". O comprado»,

que não pediu milho nenhum, g*-ralmente não nota o aumento tm

eonta e nunca verá o tal pacote <te

milho... que êle pagou. .Uma variação desse embuste #

«ornar honestamente todas aí po*celas, mas "esquecer-se" de co)

car uma dessas parcelas. Assiw

você pagará por algo que nuncareceberá. Se foi um engano oa

parte do estabelecimento, o pw

prietário honesto será o pnmeir»a querer repor o &;*9&?%am

Uma boa norma e a de ta*"

compra* quando os armazéns e *»•

ias não estão muito cheios. Um •»-

gociante assoberbado de freguês*.vão pode atender com atenção «

um só e fatalmente o prejudicas*será o freguês. ^^

O melhor a fazer seria descobri*

«ma casa de reputação compr»

vada e ali fazer suas comP'<*mas se você notar que esta <*»-•*

deliberadamente esbulhado po»dono de uma loja V^J^seu eaixeiro. escreva u»a«^à repartição competente, t. -

dinheko qae você nata

CTrod-jçSo <te l** Caào^

Rio, 10 de Ftwefeá» <*• *952 •*

f — REVISTA DO D.C

Psicologia Das Forças Ocultas

1

1 — O ForasteiroEnigmático

TTá iá alguns decênios queun; enigmático forasteiro pedeenergicamente para eni rar notemplo cia ciência, mas at ého-

je foi sempre gentilmeiíie afãs-taiio. .

Antes se limitava, quandomuilo- às cabarias e aos case-

bres dos rudes, dos superticiD-sos. dos advinliadores e ciganos,dos velhos t- misteriosos astro-logos Curvos pelos anos...

De quando em quando, en-sáiava aparecer tambem nalgu-ma sala. sob a mesa do chá...levando consigo a arte. herdadade seus augustos antepassados.

Ultimamente, bateu à poriados doulos. entrou pelos labora-tóiios a dentro, fez-se estudar,fotografar (!) e pretende ago-ra que se Jli^ abram faeilmen-

.té as porlas da ciência.Este misterioso forasteiro é o

ocultismo, que exige, de crençaítornar-se ciência...

II — Etimologia ee Realidade

Segundo a etimologia, a pa-lavra "ocultismo" deriva do la-tim ocrultiis e significa precisa-mente o que esla escoittlido, se-creto. Esta palavra foi usada,pela primeira vez, por AgrippaVòhxNeHèsheim, escritor medi-co-cabulistico, dc Colônia (Ale-manha) .

0 ocultismo serra, pois, a dou-triria das coisas ocultas. Masnos nossos dias. a palavra"ocultismo', que não mais soabem. por causa dos muitos abu-sos a que foi sujeila. é substi-tuida por estas expressões: "Me-

tapsíquica" ou "Parapsicolo-

gia", significando ambas a teo-rias das coisas psiquicamentenão acessíveis, islo é, que es-tão fora da experiência da al-ma.

Q "ocultismo", pois. e suas

•denominações' equivalente são afeória"das torças da- natureza eespçgiadmçnt.e, das forças da"psique" humana até hoje a nósdesconhecidas. '•

O caso seguinte, por exemplo,não enlraria no campo do ocul-tismo, num abrasador dia de ve-rão carioca, observamos uma fu-maça num quarto contíguo, queeslava fechado.

Entramos e... e a respiraçãoficou-nos suspensa, tal a sur-presa e o medo... Perto dalinica janela daquele quarto, eu-tava um garda-sol que de impro-viso queimava.. . Pouco antes,esliveramos naquele quarto enada de anormal tínhamos no-tado.

Como. então, se ateou aquelefogo? Por ali não havia fuma-dores e naquele dia ninguém

O"X ¦ ¦'' v;v'nos Vtnvia visitado. Examina-mos os condutores elétricos", masnada descobrimos; desconcer-tado olhamos para fora, comoque a descobrir a chave daque-le enigma. Talvez alguém dovizinho posto policial tivesseprovocado a chama com um es-pcllio. segundo a anliga práticaou costume grego?

Mas os soldados daquele pos-lo não só não fariam tal coisa,porque os conhecemos, mas ain-da, eles eles só possuem espe-iliinhos planos com os quais al-gumas vezes atormentam a pa-ciência de alguma senhorita quepor ali passa... X

Á este ponto de nossa rofle-xão, demos com os olhos sobre

qualquer coisa: olhamos maisatentamente o objeto que quei-mava e de novo caíram nossosolhos sobre a janela.»

Descobrimos um ponto ou fo-co luminoso! Não queríamoscrer. Entretanto, aquela deve-ria ser a causa que tanto nosintrigara.. .

Um cálice de cristal sobre ajanela fazia perfeitamente o pa-pel ile lente, que concentrava osardentes raios solares sC>bre oponto focai, que infelizmentecoincidia com a sublil cohertu-ra ou seda do guarda-sok o qualardia' agora como uma folha depapel.

Lembramo-nos das criançasque assim se divertem com suaslentes... Por três dias pensa-mos sobre o assunto e as repe-tidas experiências que fizemoscom aquele cálice de cristal,saíram-se explendidamente e nosconfirmaram de modo absolutoo que tínhamos nós descoberto.

Dizíamos depois: se isto se ti-vesse passado em casa de certas

pessoas... ou se não estivesse-"níoé cm casa, naquela" ocasião.-6 quarto talvez se tivesse íncen-Sdiado/e ninguém saberia-" jamaisa causa propriamente do inci-deiife." "Ter-se-ia,. quem sabe,culpado a espíritos maus (!),mas ficaria sempre a dúvida s«3-bre algum mistério...

Ora, a respeito dêste fato, tãosimples, mas tão sugestivo, po-deremos nós perguntar, porexemplo, se pertenceria êle aocampo das forças ocultas? Pro-vàvelmente assim se teria crido, .'mas na verdade não .o «5°, pois,tal fenômeno é por, nos .conhe-cido e objeto de experiências.

5

III — O Que São Poisos Fenômenos

Ocultos «VOs fenômenos oculto^ são so-

mente os que contràJteui.ás leisda natureza até agora J)õr: nósconhecidas. oPr issò#ae~>em umfenômeno oculto, quanão por

QUE É OCULTISMO?(Prof. N. C. DE OLIVEIRA)

exemplo, sem algum instrumen-to ou meio, uma pessoa se ele-va no ar. ou ainda, quando sefaz librar nos ares algum obje-to sem tocá-lo visivelmente, por-que segundo as leis dà gravita-ção universal os corpos todostendem pára o centro da terrae não para unia direção oposta.

Asshn igualmente, se tem rirafenômeno oculto, quaudo se for-ma, em poucos instantes, umamão palpável, uma cabeça oa

qualquer outra parte humana,

que depois desaparece novamen-te, pois que segundo as leis Aa

geração é necessário sempre, pa-ra qne isto aconteç-a, um tem-

po mais longo, e a criatura m«_?«at separada de sua mãe, pe»-manece separada para sempr-u

E aqui fica esta nossa intro-dução a respeito desta matéria,

para «estudarmos, dentro de duaasemanas, o problema: há ou nãa

possibilida-bi de fenômeno*'octdtos?

LAR DOCE LAR:

IJUMil i v ftWJ MÓVEISA tendência das camas — Muito em voga og divas para três a quatro pe»-

soas — Não se usa mais cobrir mesasPor AUiVA (Et.pe__ial_Bt4i em A__4--_-t->_i Domfetí«_»»X

Estão em grande voga as pe-quena secretarias, esses moveistão graciosos e de tanta utilida-de no lar. A secretária, que notempo dc nossas avós desempe-nhava o papel de confidente ecofre das cartas de amor, tor-nou-se hoje um móvel, não sódecorativo; mas de muita utili-dade. Pode ser' colocado eraqualquer cômodo, no "living-room" como no quarto de dor-mir. na sala. Com um armárioadatado. poderá tornar-se o mó-vel dc trabalho da dona de ca-sa,- que nela terá seus livros decontabilidade doméstica e seusromances de amor. E' um mó-vel funcional e ao mesmo tem-po decorativo, apresentando-senos estilos mais diversos, deacordo com o ambiente e o gos-'to da dona de casa.

Atualmente, as sacreláriaaperderam aquela fragilidade ro-mantica que as caracterizavamhá uns dois séculos; móveis prã-ticos, são construídos hoje emmadeira forte, principalmente atampa, sobre a qual, aberta, se ,coloca mesmo a máquina de es-crever. Os modelos americanosprevêm uma gaveta alta paraguardar a máquina.A Tendência Das Camas

A cama tornou-se hoje mumóvel de extrema simplicidadena sua forma, porém de cons-trução complicada. A tendên-cia hoje é proporcionar maiorcomodidade e maior confortopara dormir ou descansar- Ocolchão assume uma importan-c" considerável; deverá ser ma-cio, sem ser« mole,, sólido, semrigidez, á permitir que todo o

• corpo repousa ao mesmo tempo.A cama embutida na parede já'passou de moda 'rios EstadosUnidos; . agora aparecem novasextravagâncias nesse setor: me-sas'de cabeceira'pregadas à ca-ma; poltronas ^iue ee destacamdos

"pés Üa. cairia, fazendo _.u;m

jirolongáménlò dé leite; caixasíormacfa-i pela parte bàíxa '''da

cama e onde se guardam as co-bertas e lençóis. Isso é um erro,pois sabe-se que as cobertas de-vem ser expostas ao ar durantealgumas horas do dia.

__S_iP^r "

Divas Para Tr«ês e QuatroPessoas

Muito em voga estão hoje nosEstados Unidos os divas paratrês ou mesmo quatro pessoas.Esses móveis, sempre conforta-veis, de um lado servem paradar maior intimidade às visitase de outra parte dão a impres-são de "ser maior, a peça ondese acham.i :. •. t • ¦

Nos apartamentos modernos étalvez o único móvel grandepermitido. Pode localizar-se nosalão ou no "living-room". Ha-bitualmente, é ladeado por duasmesinhas com "abat-jours"; senão há espaço para as mesinhasos "abat-jours" çolocam-se emSés altos, das mais variadas for-mas.

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B____p___8__--_B-P--_Rio, 10 de Fevereiro de 1952

Trte ou eineo gravuras ba»-tam para decorar as paredes; ouentão um único quadro a óleo.

Caíram da Moda o» Apa-radorès '

!','" ...Passou- definitivamente- o tem-

po dos-grandes aparadores, que*tomavam quase'toda a extensão--das paredes -da-sala de-jantaF.-'Conse-rvam-se hoje ¦¦ -apenas - «so*mo peças de museu, nos-velhoscastelos ou nos palácios onde oespaço permite tais extravagan-cias. Nos apartamentos ou casasmodernas os aparadores são pe-quenos, poupando-se o espaçoque é precioso. Dois metros decomprimento é o máximo que sepoderá ceder ao aparador numasala de jantar; geralmente, amedida mais usada é de 1,20 eu1,50 mts. A altura não deve pas-sar de um metro, com estantesimples ao alto, sem aquelas an-tigas "etageres", que eram ver-dadeiras exposições de cristais.Essas dimensões bastam para seguardarem nos aparadores aslouças de serviço diário e ime-diato. As bebidas podem serguardadas num pequeno bar,com rodas nos pés e que poderáser deslocado à vontade. Cris-tais mais finos e em quantidademaior guardam-se numa vitrinade vidro. Nunca procure im-pressionar seus convidados pelaquantidade dos seus cristais: se-rá mais agradável apresentar-lhes menos peças, mas de exce-lente fabricação.Não se

"Usa Mais Cobrir

as MesasEstão fora de moda, hoje, as

toalhas inteiras para cobrir asmesas por ocasião de recepções.Usam-se pequenas toalhas indi-viduais. Fazem-se em linho oucretone de qualidade superior,em branco, com ou sem dese-nhos, ou em azul. amarelo, ver-de, cinza claro e rosa. Podemser enfeitadas com renda ou

em granar voga ss j^quenas secretarias. .

bordado. O tamanho deve se*um pouco maior que os prato»que pousarão sobre elas. Oagüardanapõs' deverão ser feito*,do mesmo tecido que.às toalhas,pára o serviço de copos., pode-§e' lisar uma única toalha com-prida

'e"estreita.?.que comportatodos eles, oú uma pequena toa-'lhá

para. cada'um. 1 -,: Para Engomar Cretones

-.Para-: engomar .os cretones, dei-•te na-água-de-goma 10% do se--guinte- preparado: 50 grs. de es-permaeete. 5 grs. de alcali. 59-grs. de goma, 125 grs. de glice-rina. 125 grs. de água destiladae 5 grs. de borax. Mergulhe •cretone nessa mistura. Passe aferro enquanto estiver úmidopara obter resultado melhor

Uma Tarefa Diária

da Mulher ModernaCom a descoberta do nylon,

lavar as meias é hoje a preo-cupação diária de numerosa*mulheres. Empregue água mor-na e não esfregue com força.Depois lave em água correntefria, e aperte suavemente entraos dedos, sem torcer as meias.Pendure as meias pelo pé. nun-ca ao sol. Convém lavar asmeias á noite. Pela manhãestarão secas e prontas para auso.Proteja as Mãos no Tra-

balho DomésticoOs trabalhos domésticos estra-

gam as mãos das mulheres. Porisso, é necessário tomar cuida-dos especiais. Tenha sempre àmão, na pia, ura saco cheio deserragem, no qual se devemmergulhar as mãos depois delavá-las. A serragem lhes de-volverá os princípios ativos quauma água mais ou menos calca-rea ou produtos detergentes ha-jam retirado. A pele se torna-rá não somente mais suave, masficará revitalizada, nutrida pe-Ia serragem se fizer dessa op»-•ração um hábito constante.

REVISTA DO D.C. — 1

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MICROORGANISMOSNO SERVIÇO'D A" CASA

fervemos o leite — Para azedar o repolho— O vinho e o vinagre

Maria HELENA (Especialista em Assantox Domfistico*^

ti- ^KO^i _ I I£___.-»-£-.«?*-%3-***7l rs. tf A—*-^\n! •-

Om -niciio-orgctnifPi-*- t-obo-bo-i «iJencio«i • e*'co*-ne-ie «_«}u_9-*-» «dona da comi prepara ¦ almoço.

il»« donusi de «asa, os mA-irv-org anismos auxüiaramos serviços domésticos, exe-«nitando sw mais variada»transformações. Essas bacio--ria* azedam o leite, por e-«em pio, os pepinos, o repo-lho; fazem o vinho e o vina-gre; dão sabor aos queijo*,•te.

Nos tempos passados, osjniero-organismos não eramconhecidos. O processo defermentação era originãriode reações químicas. So-¦mente o descobrimento domicroscópio permititu o de-«•envolvimento dos micro-or-ganismos, até então desço-nhecidos.

Como tratar do leite, dorepolho ou da sopa de beter-raba? Como fazer vinho evinagre em casa? Chegava-sea isso, antigamente, atravésda prática; hoje, podemoschegar a isso por meio de es-tndos experimentais, e faze-mos isto não só porque as-Bim procediam as nossasavós, sem se importar porque assim faziam, mas gra-ças aos conhecimentos e ex-pcriencias cientificas no ra-mo das bactérias, pois sabe-mos distinguir as causas des-te ou daquele efeito de fer-mentação, obtido por estaeu aquela temperatura.

PORQUE FERVEMOS OLEITE

Tememos como exemplo eleiie. Fervemos o leite logoapós o seu fornecimento, pa-ra que morram as bactériasque se encontram nele, ãsquais provocam o seu azeda-mento. O leite fervido con-servamos em lugar fresco eem temperatura baixa, a qualnão provoca o desenvolvi-mento das bactérias. Demodo completamente dife-rente agimos com o leite des-tinatlo ao azedamente Co-locamos o leite cru em lugarquente, numa temperaturade 20 a 25 graus centígrados,pois essa é a temperaturamais adequada para as bac-terias que provocam o azeda-mento, formando-se então acoalhada. Se, no entanto,aiurtlarmos outras bactérias,ot emos" kefir, jòghurt,kumys, leben no Egito, tat-temyelk na Noruega, etc.Cada tipo dessas bebidas éformada por diversos gênerosde bactérias.

PARA AZEDAR O REPO-LHO

Processo semelhante em-

fornecedor

CI-élB

É' ÜNGO

prega-oe para azedar o **e-polho As bactérias causa-doras do azedarnento do ro-polho, não suportam o ocõ-gênio e, por isso, comprensa-mos bem o repolho para quenão penetre o ar. O mesmoprocesso é também empre-gado para o azedarnento dospepinos. No primeiro e nosegundo caso, a temperaturaé de 20 a 25 graus centigra-dos favorece do melhor mo-do o desenvolvimento positâ-vo das bactérias. As bacte-rias que se encontram no lei-te decompõem o açúcar lac-tifero, em ácido latico, e des-sa formam azedam o leite.Da mesma formo, o açúcar dorepolho, dos pepinos, são mu-dados em ácido pelas bacte-rias.

O VINHO E O VINAOREDe modo diferente se nos

apresenta o processo da fa-bricacão do vinho. O açu-car das frutas, dissolvido nosuco, é mudado pelos dias-tases não em ácidos mas simem álcool. O vinho, deixadoaberto, azeda com o tempo etransforma-se em vinagre.E' novamente ação das bac-terias do ácido acético. Ou-tro tipo de diastases, cultiva-dos em grande escala, dá-noso fermento de padarias, em-pregado no feítio de bolos.

MICRO-ORGANISMO NOSERVIÇO DA CASA — 3A cama deve ser colocada

no centro do dormitório, ouentão num lugar onde o arcircule livremente.

Os tapetes ppdem ser íim-pos esfregando-se serragemimpregnada de benzina. Emseguida devem ser sacudidosao ar livre e varridos.

Com um pincelzinho embe-bido em amoníaco limpam-se bem os objetos de cobre,que devem sei- logo lavadoscom água e secados com ser-ragem que, por sua vez, seráretirada com uma escova.

A acelga é uma verduraexcelente, que tem a vanta-gem de não descalcificar oorganismo, como se afirmaque acontece com o espina-fre.

As toalhas e guardanaposque se hajam manchado comcafé ou chã voltam a ficarcomo novos, submergindo-osem água onde se hajam fer-vido batatas. Este resultadoé alcançado sem esfregar aspeças.

As manchas de ovo que fl-cam ãs vezes nas colherinhaa,ppdem ser tiradas íacilmen-te, esfrcgando-_e-Lhe_ salúmido.

w& & isr v4 w^ ^^^^^^^^i^^^^i^i^^^^^ #i?

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£ 5 ""-V*-8',?*5

— Muito fino esse modelo em seda azul-marinho,adornado de '.reversos e bordados em branco. Ligeirosfranzidos sôiíre as espáduas. Golinha pequena, tam-bém branca.! ,

— Vestido em quadriculado preto e branco, en-feitaào de vieses e ciníurão vermelho, com pano em-butírlo plissado. Gola em ponta.

— Surah em "pois" é o tecido em que se deveconfeccionar esse gracioso vestido. Gola e punhos emrenda "guipiére" branca, longo corpete cruzado.

— Grflíioso modelo em "reps" azul-marinhocom corpete aplicado sobre um peitilho plissado de"piquei" branco. Bolsos jram.ziãos, com laço tambémem " piquei" . ¦,

— jVfodeio em Hnho listrado marron, amplamen-^te decolado sobre uma blusa de seda. Cinto em pelicaverde, bem como um grande laço ãe pontas.

" B i— moaew em musselina ae sede ou "voil" aztn-marinho, gola branca drapeada ajustada por um "eUp"do mesmo material do cinto. Saia muito "godet".

• 7„ — Modelo de algodão estampado com detalhesde "piquei" branco nos 'ombros e nos detalhes dasaia. Decote em forma decoração, blusa abotoada najrente.

8 — Lindo pesíiclo em gràbardíree, acompanhado porcasaco' reto, todo forrado de tecido cm "pois", o mes-mo tecida empregado nos detalhes do vestido. - -

, a — Vestido de "piquet" branco, ori{ inal e encan-tador. Um grosso pesponto sublinha os recortes docorpete e ãa saia. Golinha pequena fecha o decote. -

' jo — Vestido juvenil em "rayon" quadriculado, st-

mtflaíido blusíío. Grande poin em "piquei" branco,bem como o paríe interna das jundas pizças da saia.

i^^^it^^^^^^^^^^^^^^^*^*^^^*^S^iss^i^míBmt^masSBA^íVstasasanmaai lll ,^'1-Ll-rÍllliWJIUllllljll11'

- fi- -¦llt ¦!-" ¦—---- "- ~---1|||-|| i- I II III- I

~Çy ^MMMJSmTBnMT 'Tf.-: :¦¦:swg&wxQWTxv.vMBix"'***.'™™*

\\ CIA• • ; i i ' .

(AS BACANAIS ROMANAS DO SÉCULO QUINZE)Por LOVÍS JANFERT

"."PARIS. 1952 (Via Aérea) —¦Ainda outro dia vimos em exi-bicão especial a realização do"diretor Abel Gance, o ^SSr?0

ifilme "Lucrécia Borgia; JAfe-«rèce Borgia). Vimos o,filmeextasiados com a sua^granfe-•za„cinematografica, sobÉel^f*0porAUc .trata-se, incontestável-mente, de uma obra do grandevalor histórico, e ainda, se qui-sermos dizer, o mais fiel aosretratos sobre a vigência cor-ruptiva da família dos.sangui-nários Bórgias, na Roma ãe..1492. Abel Gance, célebre des-de os primeiros filmes que rea-lizou para o cinema francês —cujas obras são de inteiro va-

•„* *lbf antológico —. sempre 10!»• * ¦ ,'iij»'apaixonado pela feitura;:de.'.::'.- uma película sobre os Bórgias.

que ficaram célebres na Histo»tia 'como um exemplo dé vic-»

; .-¦" ' Jência, de brutalidade, de cri»'¦¦-' /'ft-iinosos. Como simples jogue»

tes dos mandos e desmandosdo sélvager César Borgia, sua''J irmã, Lucrécia. ia também co*metendo os maiores crimes ernnome de um Estado^ despóticee corrupto. Certos historiado-res chegam a Considerá-la cul»pada: outros, no entanto, p.ío-curam inocentá-la. consideran»do-a como um instrumento co*mais simples nas mãos de seuirmão e do seu pai.

Assim é que Abel Gance, cotlum entusiasmo invulgar, supe»rior quando realizava àquelaobra-prima que foi "Bethoven*(o inesquecível trabalho de Har*ry Baur), resolveu levar à te»la a verdadeira história de Lu»crécia Bórr*:*}, assim como averdadeiro retrato daquela epo»

—• „. _..„ ca negra da história, não fu»j *.* »- ;„ „»nroram nn- mnh ousadas das cenas do filme trances Lucrécia áo..,.- , uo -, -¦ »-»o g-ndo mesmo aos detalhes m-iii

Grandes personagens da historia aparecem nas mais ousoocis ^^ ceno>

violehtos o mais realistas. Pa-

Rio, lO deVevereiro de 195210 — REVISTA DO D.C. ,»c>, .,>• ^s*&&:#*.

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"Lucrecia Borgia", na interpretação principal de Edwige Feuillère, é Olançamento próximo da Telefílmes do Brasil.

O sanguinário César Borgia, personagem sinistro da historia, e que aparemno filme "Lucrecia Borgia", da Telefílmes do Brasil, a estrear amanhã

r_ * >;.»¦. ,• - _>, „.ji_1.^11i1.____lI-_._ji,. .HM-..U-- .— ;.

Edwige Feuillère, no papel da devassa Lucrecia amfilme francês "Lucrecia Borgia"

"Lucrecia Borgia", símbolo de uma época. EdwigeFeuillère numa cena do filme francês

O retrato de umaBorgia e

n desempenhar o papel-titulodesse filme francês apresenta-«lo entre nós pela **Telefil-nesr",Gance escolheu a grande atrizque é Edwige Feuillère (quevem de conhecer um brühafttetriunfo em "Ouvia", outra fü-tura apresentação da "Telé/il-¦nes"). Edwige Feuillère entre-jfou-se de corpo e alma ao pa_pe. da d-vas-t Lucrecia; toda¦ gama do seu temperamentodramático, dispog-se a da*- umbrilho inexcedível àquela cria-«*ão. Ha momentos dramáticosvividos por Edwige, im filme•joe são eonsiderado-i, pelos

í." $'¦ * * . '- -,mais exige-M_« erfticos Am ei-aema, comp* alijo dc nn senti-do e_«cepe-odaI,\"',Lbgo depoisque assistimos a», filme, ouvi- .mo* algumac palavras de Edwl-ge sobre • neu papel. Disse-no» :eia: — T" ua*. \ papel ideal,:e-reia-me. Lucréeia Borgia éum tipo-aimbolo de mulher oèaépoca em que tranaeorre a nar--¦ativa. Sinto-me, na rea lida-.de, empolgada a cada vez qtieassisto ao *tt**»e,

principalmen-te no tocante aa nue ele repre-senta como uma eontribuiçãodo einema a«a temas históri-cos. E proaseguiti Edwige: Na-

< turalmeute. os sonhores erfti-cos- gostaram d* -filmei não é.

.áçèim'-" —' Respondemos entãor por .nós e por todos *<**

presen-tes' a exibição. '• que

' acharam"Lucrecia Bórem"' «aa obra de

ura sentido -mato, feita ec-níadmirável . precwão. Sobretudoporque o seu. realismo '—-..

quan-do então se r_«M-t-*am aa celebresbacana is romanas, da época «aaque transcorre a t-*n rativa —não tem essa costumeira negü-géncia de csttto. fiada de ro-petições, parece tar sido a lo-ma de Abel Goti-eo. A sua lin-guagem direto***»»* * bem do-

ra. direta, arejarfa. sem rètóri-ea nem vulgaridades. Na reali-dade, confirmamos e repetimos:"Lucrecia Borgia" representa.una trabamo onde tudo se coa-duna ãs inií maravilhai-. Rea-damos justiça à esse magnífico

- triuuJo áe cinema francês.' Osartistas que acompanham' Ed-wige Fe*-itlère na interpretaçãode "Luc-réeio Borgia" -âo Ga-briel Gab-io, Roger Karl, AiméClariond e a notável JosetteDay. a Jh-irlí-a-ima jovem quevimos ea» "A Bete e a Fera",«le Ji-an Cocteau. O cenáriooriginal d« filme é da -rtitorw

época negra da história: Cosaef,Lucrecia, soa irmã,

¦ <*e LépoM Marcha nd • Ph^siVendresse. • acrescente-se quaè um roteiro cinematográfteoide primeira ordem. Aqui msFrança — eon- sabemo* quoao Brasi*, será tambem "Lucro-cia Borgia" foi considerado im»próprio «té 18 anos de idsóo»pela Censura, juntamente potlcontar eenas que Abel G-,-><<--.-,seguindo rigidamente a bi.-te*ria originai, reputou serem _&-di-ipen-wveís para .«-r-*n vi-isana teia. tanto quanto a _u-e-_-.den e o ht-w dos ambif.no-ade Roma no séeiilo qúin-ie.

fixação de tipos aJNH-o 0 fmne

foram roaamriéot paio diretor Abel Ganchado amai a tato acima é uma cena.

"Lmcféãa Borgia" i ama obra de alta expressão dramática, afirmoudos mak destacadas críticos de cinema de França. r

REYÍSTA DO D.C. — ít

—-—

LAR DOCE LAR s

A CASA QUE AS MULHERES DESEJAMAs cozinhas modernas

Sfio rarfsslmas as pessoas<jue não queiram ter sua pró-pria casa, com um lindo jar-dim, seja habitante da cida-de ou do campo. Na Ingla-terra fizeram-se numerososconcursos patrocinados pelo**Woman's Instítute" e desti-nados a apurar qual o tipode casa ideal, na opinião dasnulheres. As respostas ao

questionário íoram em nu-mero de oitocentas mil: se-guindo os métodos Gallup,puderam tirar-se conclusõesque evidenciaram qual deveser a casa que correspondesos desejos da maioria dasmulheres. Essa casa idealtem oa seguintes caractensti-cos: o terreno deve ter ummínimo de quatrocentos me-tros quadrados, incluindo umpequeno jardim; a constru-tóo será em tijolos verme-lhos, e as quinas das paredestm pedra; no andar térreo

— Os corrredores devem estar sempre livresliving-room"

Por AIÀNA (Especialista em Assuntos Domésticos)ílcarão localizadas a cozinha,com fogão elétrico ou a gás;quarto para empregada, la-vapderia, armários paramantimentos, sala de visitase de jantar, pequeno gabine-te e hall. No primeiro andarconterá, três dormitórios ebanheiro. Em todas as peçasda casa, haverá armários em-butldos, com dimensões dife-rentes, apropriados para osmais variados usos. Os corri-mões das escadas deverão sermais baixos do que os habi-tualmente usados, a fim deserem aproveitados tambémpelas crianças. Segundo a»conclusões do concurso, amaioria decidiu que o alu-guel de uma casa nessas con-dições não poderá exceder deoito libras, o que representamais ou menos quinhentoscruzeiros...AS COZINHAS MODERNAS

As modernas cozinhas

SÓ PARA MULHERESAniía Galvão

(Consultora Feminina da Johnson & Johnson.

(Consultora Feminina da Johnson & £*™£

A chuva é complemento tao natural do Verãocomo o calor. Mas só porque o tempo <^ntforecínara natos do que para seres humanos, nao preciSÍS»PíSc tristes e sombrias quanto o proprie, tüa.

o com o maior aguaceiro, devemos apresentar-«f em toda a nossa elegância. O guarda-roupa ba-

Venciapara a estação chuvosa inclui umam impermeável com capus ou chapéu, um guar-

chuva e um par de galochas. Escolha-os defocío a combinarem, juntos ou geladamente com

seus vestidos favoritos para mas de chuva. Aque ias

gnificas, imaginosas capas que admiramos nas vi-"das casas de luxo estão, quase sempre, fora do

i-ance de nossas modestas bolsas. Entretanto compouco cie imaginação e bom gosto, podemos

raniformar uma singela capa de matéria plásticardlne numa peça perfeitamente

"chie .

O cuidado com a capa impermeável é de grandennortãncia. Como, pela sua finalidade, esta fie-«cCSè molhada, pendure-a cuidadoBam^te

ii eme chegar em casa e, sendo possível, deixe aar livre para secar. Para não perder a íorma use

cai.ide com os ombros da largura adequada1 nicaTpendure em ganchos.» e abotoe o botão de

cima. Elimine quaisquer manchas, assim que apareçam.

Aaora, como fazer com que uma capa, peça pornatureza tão desinteressante, ganhe vida e elegan-

Por que não usarmos jóias fantasias? Você usaelips" e broches em outras capas e casacos; por que

não na sua capa impermeável? Pregados como de-vem ser, nas capas de gabardine ou outro tecido demodo nenhum interferem com a sua impermeab li-

ade As capas de plástico, naturalmente, sao outra•tória. Neste caso, você poderá recorrer aos lem*-;• um daqueles de côr alegre num lindo no ou num

ssvoaçante laço tipo "Lord Byron".

Se o capus de sua capa está sempre saindo do"ir aproveite para prendê-lo com um "chps em

. - dè usar um velho grampo de cabelo. Um chapéu--chuva fica mais gracioso se você espetar nele uma

•pena de côr viva..

As galochas evitam a umidade dos pés, masnuantas vezes a chuva nos surpreende sem elas.

ia proteger seus sapatos — e você própria contra.friados — descalce-os assim que chegar em casa,

enxugue o excesso de umidade, encha-os de papel ou,melhor ainda, ponha-as numa fôrma e deixe-os secar

temperatura normai, nunca sob o fogão ou pelocalor artificial.

A estudante ou a secretária previdente têm sem-ore um par de chinelos extra em sua gaveta, paraemergências tão freqüentes nestes caprichosos dias

?erão E elas têm também um estoque do super-absorvente Modess à mão para "aqueles dias , por-3ue sabem que são a melhor solução para seu proble-ma de segurança e conforto. Modess se adapta taoaem ao corpo que fica invisível mesmo sob o vestidomais

"justo, e é tão macio que ela atravessa aquele

neríodo em inteiro conforto. Como é usado so umavez e ideal para nossa vida de hoje, apressada efebricitante. Para conhecer os "cornos" e "porquês"

da menstrução elas lêem o livreto "Ser quase mulher-e ser feliz", um pequeno tratado sobre o assunto. Sevocê quiser também receber o seu exemplar grátis^recorte esta coluna e remeta-a para Johnson *Johnson. Depto. 8, Caixa Postal, 5030 - Sao Paulo.

americanas ocupam grandesuperficie em forma de TJ.A dona de casa sente-se nes-sa cozinha como um piloto nasua cabina de navegação. A'sua frente estão os instra-mentos e mecanismos neces-sários para preparar pratosem série. Tudo está organi-zado para economizar movi-mentos e tempo. Ao lado es-querdo há uma mesinha, comas receitas e livros de cozi-nha; nessa mesinha, em ge-ral, há um aparelho de rá-dio. As associações de donasde casa aconselham a nãoinstalar na cozinha televisão,a fim de não distrair a aten-ção da cozihenra, comprome-tendo, assim, os pratos. Ofogão elétrico ou a gás vemimediatamente depois, numapequena estante, ao lado,acham-se os condimentos:sal, pimenta, etc. Num cantonm armário vertical, ondeestão guardados panelas, vi-dros, pratos, etc. A pia ficacolocada em frente a umajanela e tem em baixo am-pios armários onde se guar-dam panos, garrafas, etc. Dolado direito, uma mesa paraa preparação dos alimentos;junto a esta a.geladeira. Esseconjunto pode ser aplicadoem salas de qualquer dimen-são. com as correspondentes-»-2ças.

AS SALAS DE BANHOA higiene das salas de ba-

nho requer .muita atenção.Mais de três oessoas não de-vem usar em comum umasala de banho. O acesso aobanheiro deve se dar direta-

Você mesma poderá dar mais«m casa mesmo wórios adornos,

são de Jacamente dos quartos de dormir.Se houver corredor ligandoessas peças, aconselha-se ailuminação verde. Os enge-nheiros americanos têm em-pregado a iluminação verdeno rodapé dos corredores.OS CORREDORES DEVEM

ESTAR SEMPRE LIVRESOs corredores devem estar

sempre livres, sem moveis.Admite-se apenas nas pare-des alguns quadros. 3' claroque se o corredor for tãogrande, que tenha o aspectode um "hall", ai se poderãocolocar alguns móveis.

O "LIVING-ROOM"Nos apartamentos inoder-

nos a peça mais freqüentadaé o "living-room", ou seja, asala de permanência, ã' aomesmo tempo sala de recep-ção, sala de jantar e sala detrabalho. Aí é que se reúnea família na vida comum,para as refeições e para ostrabalhos domésticos. Ao

alegria ao lar, confecionandoOs "abat-jours"; por exemplo,

confecçãodispor os moveis num "hvingroom", é necessário não es-quecer de dividi-lo em duaspartes: uma para sala e ou-tra para as refeições. A partedestinada às refeições deveráíicar b mais próximo da co-zinha, com a qual se devacomunicar ou por uma portaou por abertura praticada naparede e por onde passarãoos pratos.

A parte destinada às visi-tas pode ser separada da ou-tra por cortina.A CASA QUE ASMULHERES DESEJAM

Os moveis devem ser esto-fados e confortáveis. Numadas paredes pode-se colocar aestante de livros e uma mesapequena para aparelho derádio ou televisão. Sendopossivel, cubra todo o assoa-lho com um só tapete, de côineutra. Mas, não ponhanunca moveis de estilo num"living-room".

asa

Pergunta: Meu garoto deseis meses costuma comersujeiras e terra. Alguém jáme disse que isso é sinal dedeficiência vitaminosa.

Será isso verdade?Resposta: Muitas crian-

cas de um a dois anos. e mes-mo mais velhas, põem quasetudo' o que encontram naboca, pois os lábios são mui-to sensíveis a esse tempo;elas os usam para sentir osobjetos, tanto quanto ascrianças mais velhas e osadultos o fazem com os ãe-dos. Por uma razão aindanão explicaâa, certas crian-ças costumam colocar naboca substâncias especificas,tais' coino sujeira, pedras spedaços de vidro.

Não há evidência cienti-fica de que isso constituadeficiência ãe vitaminas.

Pergunta: Minha filhinhade dois anos e meio presen-temente recusa dormir asesta. Tenho que ficar comela, ameaçando e mesmoprecisando castigá-la atéque ela feche os olhos e dur-ma. Nem bem saio do quar-to, ela levanta-se e começaa brincar. Isso me tomaquase o dia inteucp, não sópelo tempo qoe tenho que

ficar a seu lado, como tãm-bém por me aborrecer con-tinuamente com ela. Quedevo fazer?

Resposta: Um grande nú-mero de crianças com aidade de dois anos e meioopõem uma séria resistênciaao sono ãe após o almoço.Muitas recusam dormir emseu próprio leito, mas acei-tam fazê-lo em outro qual-quer, num sofá ou tambématé mesmo numa esteira nochão. Mas se ela sentir-sefatigada corn a falta desserepouso é aconselhável dei-xá-la deitada em sua cama,brincando com alguma re-vista ou boneca, ãe manei-ra que essa atividade ocupe-lhe a mente, mas lhe possaconceder o descanso para oorganismo- Mas, sob hipótesealguma, deve-se castigaruma criança para induzi-laao sono.

Pergunta: Minha filha daseis anos ingressou na es-cola no outono passado. Es-tava muito. ansiosa para ir,mas agora passa quase todo

. o" tempo assustada, chupan-do o dedo nervosamente, aoinvés de ir brincar com ascoleguinhas. Não diz uma pa-lavra e nem,mesmo respon-de à professora, pelo quededuzo que não gostou daescola, razão pela qual agorasomente a mando para láquando demonstra desejosdisso. Deverá ela mudar oano que vem? Como pode-rei auxiliá-la a gostar daescola?

Resposta: F-me quaseimpossível dizer alguma coi-sa nesse sentido, sem conhe-cer melhor sua educação ecrescimento^ A maioria dasmeninas nessa idade é per-

Por MILTON LEV11SE

m- ¦¦¦¦ :x^g^m^m^ ¦¦¦'M

feiiamente capaz ãe supor-tar a separação dos pais,trocanão-os pela professora,Mas há várias razoes parauma criança não querer se-parar-se da mãe. Elas sen-tem-se protegidas peloscuidados maternos e nãogostam de trocar de am-biente, sem a certeza de en-contrar o mesmo apoio forado lar. Pode também dar-sêo caso de que ela tenha mui-tos irmãos, sentindo bemem sua companhia paratrocá-la pela ãe criançasestranhas. Você deve esfor-çar-se em analisar a situa-

.'ção particular de seus filhose fazer com eles mantenhamamizade com outras crian-

. cas da mesma iãaáe, princi-pal?nente os colegas de co-légio. Uma medida boa seráa convidar sua professorapara jantar durante algu-mas vezes em sua casa, sfim de que sua filha a cc-nheça melhor e você possadiscutir a situação com ela.Tomando essas providências,é quase certo que essa crisspassará e, no próximo ano,sua filhx aceitará calma-mente o ambiente escolar *a companhia das outrascrianças.

U — REVISTA DO D.CRio, W deTeyerei» ém V9ÊS2

(Conclusão da 4.* página)

_s, doces, perfumes. Comgrande desprazer meu, quistrocar de apartamento e nosmudamos para um feio aloja-mento sem sol, com muitosquartos mal dispostos, más quetinha, para Felipe, o mérito deachar-se num palácio do cen-tro. de ter uma entrada demármores lúcidos e de ser ha-bi tado par "senhores" . Meumarido me constrangeu, tam-bém, a contratar uma empre-gada; de modo que admiti emcasa uma preguiçosa gordu-eha que fazia descuidadamentee com exasperante lentidão oque eu antes executava numrelâmpago com tanto arrojo ebom humor.

Mais que tudo, me desagrada-_a ficar tão freqüentemente só,

Bem Felipe. A nossa doce in-timitlade estava irremediável-mente arruinada. Quando omeu marido voltava a Milãodas suas longas viagens denegócios, passava muitas noiteseom o seu patrão nas casas deamigos comuns; se estava li-_re levava-me ao teatro ou aa

cinema, todavia convidava gen-te à nossa casa. Eram todos co-xnerciantes com as suas esposas* não falavam senão de di-nheiro, de "ocasiões", de ne-gócios. Estes serões me pare-ciam longos e tediosos e eu ti-nha que fazer esforços herói-eos para ser cordial com tan-tas pessoas indiferentes e vai-dosas, com as quais não tinhanada em comum. Lamentava afalta das nossas deliciosas noi-tes com Delia e o seu marido,as leituras em voz alta. a mu-«ca ouvida em recolhimento arádio. Estávamos sempre en-tre estranhos. sempre entregente que falava e pensava sóem dinheiro dinheiro, dinhei-*o...

O dinheiro me preocupava.terrivelmente. Felipe era poucorazoável ao meu parecer: com-prou para o nosso novo aparta-mento móveis novos e moder-Bos. de certo horrivelmente ca-ros. Não me dizia mais os seusprojetos e não respondia às mi-nhas perguntas sobre muitaseoisas. Mas eu estava certa deque, por mais alto que fosse oeeu ganho, ele ainda nSo podia«ustentar semelhantes despesas.TJm dia me disse que havia to-mado emprestada uma soma do

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PS

seu patrão, que tinha uma con-fiança ilimitada no seu futuro.Tudo isto me preocupava nãopouco e eu lamentava a perdada minha serenidade luminosana casinha da nossa lua de mel.Quando estava só e ansiosa iade bom-grado passar a tarde nacasa de Delia e me parecia re-encontrar um pouco da minhaalegria descuidada de antes.

Assim chegou o segundo ani-versario do nosso casamento.Felipe devia voltar naquela tar-de para passar a noite comigo.Eu lhe havia preparado umaceia deliciosa, o apartamento es-tava cheio de flores. Mas à horaestabelecida não o vi chegar eesperei até à noite, com umaansiedade terrível. Na manhãseguinte dois agentes da policiasecreta vieram à nossa casa comum mandado de busca: disse-ram que Felipe e o seu pai rãotinho sido presos por venda demercadorias roubadas.

Eu não quis acreditar: amavao meu marido, tinha uma fé ili-mil ada nele. Consegui-lhe umbom advogado e procurei aju-dá-lo quanto podia. Desgraçada-

mente, antes de tê-lo revisto,adoeci gravemente. Permanecialgum tempo em perigo de vi-da, assistida pela minha mãe eDelia. Apenas fiquei curada, fuivisitar o meu marido no cór-cere.

Vieste, Francisca! — c_-clamou êle e soluçou, ahraçan-do-me. — Cria ter-te perdido!Estava pálido, desfeito.Não sou culpado — disse-me. — Fui enganado, envolvi-do. Mas como poderei fazer m'oacreditarem? Nem ao menos tame crês, receio'

Não, eu lhe acreditava; sentiaque o amava até mais que dam-

tes. Queria salvá-lo, queria dar-lhe de novo a confiança na vi-da. No processo o advogado põ-de provar a Inocência de Feli-pe, de quem o patrão desones-to se servia, iludindo a sua boafé sob a máscara de uma amiza-de sincera. Quando Felipe saiu,absolvido pelo tribunal, pareciaum náufrago.

E agora para onde vamos,• que faremos? — perguntou-me, desanimado, eomo se nãotivesse mais um lugar no mun-do.

Iremos pára onde quiseres— respondi-lhe — e reconstrui-retnos tudo juntos. — E o con-

duzi a Placència, para a cas»dos meus.

Tivemos que sustentar notluta terrível, de novo, com a fa-milia; os meus pretendiam queFelipe recuperasse, por si só*uma situação, para mostrsr-.",digno de nós. Mas eu parti coraêle, mudamos de cidade para es-quecer as tristes recordações.Meu marido encontrou um tra-balho satisfaiório. Como a rui-na do meu pai tinha deixado emmim um sulco inesquecível, atriste experiência fez amr.dure-cer e mudar Felipe. Sentiamo-nos como um ser, êie e eu, e nanossa simples vida tínhamosuma preocupação só: querer-mo-nos bem, proteger ciumenta-mente o mais frágil tesouro àaterra: a nossa felicidade d*amor.

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AMOR SECRETO—CAPÍTULO 7

«ST &2/fí _7 /?/35/?&r<D pt? /?&A,'£>K, PO&fí [W/ -&J ^&#'"^ 111 fe^-£ ;í m/m, êtSSE To&v/ze& mi À/mi&?&£>o WrJ&isir- jMk- t^S&K ^mm% 'P _¦_

p_^CÍ_> <l^'-é&y^-*'~*~J _Ti coht&i & mia- ] J üws j. ÇM:.-S/éiLò~»

\*£™' 7\ f1* &" CASA e 1 Orím^' jÍS /S)Vi 3 MUS, £ ISSO f\OH> RANW,1 ___ itíE<_c _ / \ svi/_•«?_-_____» <¦ cttc ta u g. mt n?j m >_s&, ^^[i _>_7 *____:/ / í OAiaStz o* ]¦ PR)K'Qf%)L ' Mtm jS ^? -- .$$-.---~ - ' S

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KEVISTA DO D.C. — 13

êle, cedendo * 6e«t«««a da to-mar um ônibu».

Se e.wa nataçám e essas ca-minliadas são de todo impossí-veis, èle poderá perfeitamenteíawr um pouco da ginástica

«ri tes de ir deitsr-s*.Outro ponto importantfsaimo,

«fíic contribui para o bem-estardo seu marido, ê a regularida-de seu marido, é a regulanda-Minem normal, que está sujei-te a uma vida ativa, tom queiormir no mínimo de sete a,ilo horas por dia. As festasmuito seguidas, ¦¦ reviravol-

PORQUE OS MARIDOS...tas a* cama, eatucadas por ai-gum problema a ser resolvidono dia wsfluinte podem causara perda da algumas centena*de horaa perdidas, no Om deum auo. Isso com o passar dotempo tornará seu marido ner-vo»o a preocupado, melancóli-co e sujeito a crises de ma*

. humor.Se Sle, por um motivo qual-

quer. nâo pode ter e períodoregular de descanso noturno.

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alguns minutos de relaxamen-to. após o almoço e o jantar,farão com que êle ganhe ai-guns meses ou mesmo anos devida; NSo é necessário, paraisso, que êle tenha uma camano escritório...

'Se fechar aporta durante una quinze mi-nutos, deitar-se num sofá e pu-ser as preocupações de lado, te-rá perfeitamente contribuídopara sua própria longevidade.

Somerset Maugham, o exce-lente contista inglês, disse quepoderia trabalhar durante se-tenta e cinco horas seguidas,apenas fazendo sua sesta nor-mal de quinze minutos após aarefeições.

Mas tudo o que disssemosacima nSo terá proveito algumae seu marido cuidar apenas docorpo e relaxar os cuidados pa-ta com sua própria mente.

Vooê poderá dar a seu mari-áo mais alguns anos de exis-têneia, somente pelo fato d«ajudá-lo a levar avante o tra-balho, considerando-o mais eo-mo Um prazer do que comounia preocupação obrigatória.

fazendo-o encarar as pessoasque à sua volta trabalham oo-'mo seres agradáveis e gentis.

Provavelmente, seu maridotrabalha sob grande pressSoemocional. Seja qual for suaprofissão, terá êle fatalmenteseus momentos de dificuldadese você deve ajudá-lo a vence-los de modo a que não lhe dei-xem marcas na alma « n» pe*-sonalidade. Se, por acaso, êlechegar à easa preocupado anervoso, faça tudo para qua,em seu lar, êle encontre o opoa-to, isto é, um ambiente de cal-má e paz. Algumas vezea. êtechega do trabalho após haver-se incomodado com alguém avocê precisa fazer todo o pos-sivel para tentar resolver comêle a maneira como agir no diaseguinte e, feito isso, induzi-loa ir dormir sem mais pensarno incidente.

Um jovem vendedor de maaloja começou a pensar que iaser dispensado do trabalho. Suaspreocupações, aumentando, fi-zeram-no ir para o hospital, comfebre que ninguém consegui»

AMOR SECRETO — CAPÍTULOS

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ü E... Wú.PEÍ/EMOSIR A LÜ~ 1 TALMENTEo y. ^'^Jk (SAZES FGEãCJENTAPOS M ^—-¦ N^ \

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~&e meus ~ ^x SHpiS2*É*Sll cotvó semp^e/X suspèítA I

?VJ GENTE.*a ) ' lM^J -• • - i/AS P _^/\. /KOff. AnWtyGS' M*°* pfc'v,f= ^y iÊrofi&w ^-\ ° Jr ^ ?^£t\ ül^ffl

aiagnosncar. Durante três na»ses ali permaneceu. Voltou itrabalhar, mas logo foi obrjgad»a guardar o leito novamentoDescobriram os médicos que êkestava sofrendo de úlceras e foobrigado a deixar de trabalhadurante mais de um ano, ca»sando sérios distúrbios em suevida conjugai. Ficou assim po»que a causa de sua doença nã»fora removida e êsse caso se r»pete às centenas em todo o mu»di. Sua esposa, pelo simples r»curso de ir direto à causa de tAda sua desregularização emocio-nal, conseguiu curá-lo completa,mente e hoje êle é um homeafeliz, em casa e no trabalho.

Há um caminho certo paravocê curar seu marido da doen-ça mental da preocupação. B"pura e simplesmente amor...seu amor por êle. Se vocês sãoemocional e sexualmente ajus-tados um ao outro, então tudocorrerá bem para êle no traba^lho, pois há uma base sólidapara essa harmonia.

Já pensou você em conse-güir que seu marido tenha um»distração com que suavise oadias passados dentro de um es-critório. Essa distração deve serrepousante e leve e. se eloacha insulso o fato de colecio-jiar selos ou classificar borbole-

- tas, ache algo que coadune com¦ seu temperamento.

,. Uma jovem esposa teve' aáéia de sugerir a seu marido

a distração de praticar clnem*èm casa. A princípio essa, su-

. gestão não a interessou muitosmas ela não esmoreceu, espe-

>ahdo por uma ocasião propí-cia para investir . novamen ¦>..

Essa oportunidade chego»por ocasião do aniversário de-' le. Deixando de lado os costu-meiros presentes de gravatas •Isqueiros, ela comprou secreta-mente um aparelho completode filmagem, com máquina •projetor. i

Depois das primeiras tom»-das, quando êle viu seu filhi-nho ensaiando os primeiro»passos em frente.a uma cama-ra. seu interesse cresceu e, ho-te ele faz questão de acomp»-'.nhar os acontecimentos de; su»vida matrimonial filmando.* oafins rde-semana passados coraós amigos, os aniversários, dei-xando, nesses momentos, M-preocupações de lado. ,,";"

Úma providência que s« faanecessária no cômputo geralde um corpo saudável é o pa-rlódico exame médico. Se o seumarido não costuma fazê-lo, éImprescindível que o faça des-de já. Raios-X e eletrocardi<>-grama devem ser tirados no mt-nirao de dois em dois anos <a,em certos casos, anualmente.Mesmo que o preço desses exa-mes seja alto, a saúde tem malaImportância que todo o dinhei-bo do mundo.

Muitos cônjuges perguntam-

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se de quem será a responsabi-¦ lidade, nesse particular. E' ver-dade que ao marido caberia,mais certamente, a tareia aeconduzir a si e a sua famíliapara os necessários exames, masuada impede que- a esposa to-

. me a seu cargo esse trabalho,-pois, muitas vezes, seu maTidoo -esquece ou não tem tempopara isso.

• - .«Além do mais, você pode per-feítamente ajudar seu médico,contando-lhe dos sintomas ha-vidos com seu marido, sintoma,?que talvez o conduzam à doen-•ça que ele não descobriria, seassim não fosse.

O câncer, por exemplo, matauma em cada 8 pessoas. Mas sedescoberto a tempo, o pacien-

te poderá viver ainda muitosanos ou mesmo curar-se. Aquivão alguns pontos' pelos quaisse pode identificar um prínci-pio dessa doença:

1) Qualquer ferida que opo-nha resistência à cura normal.

2) Qualquer fluxo de sanguepelos orifícios do corpo.

3) Qualquer quisto na peleque não ..desapareça rápida-mente. ' ", ,- 4) Contínuos distúrbios di-gestivos ou constipadoB crôni-COS.

5) Qualquer, mancha que mu-de de côr-.e seja irritável aotoque. à

O mal é que nunca as espo-eas levam a sério' essas reco-mendações, Confundindo algunsdesses sinais com um simplesreumatismo ou mal jeito.

Quando resolvem ir a um mé-dico- já é 'tarde demais. Umatiorzinha nos quadris poderánão ser nada, mas tambem pó-dera matar seu marido.

Talvez bem-mais mortal quee próprio câncer sejam os dis-turbios do coração. Daremostambém aqui alguns pontos pa-ra a devida identificação do»males do coração:

1) Dores renitentes que par-tem do Ombro esquerdo e se éx-tendem até o braço 'esquerdopodem significar que há algumvaso que não está trabalhandobem ou algo lhe está dificul-tando a. circulação do sangue.

2) Cansaço continuo e fadi- .ga inexplicável; quando, apóster trabalhado apenas algumashoras, sente-se como se o tives-»e feito o dia todo.

3) Inchação dos pés ou dotornozelo. Principalmente quan-do, ao se apertar os pontos tu-mefactos com o dedo, eles de-moram a voltar ao normal.

4) Vertigens, usualmente«quando se têm alta pressão.Sente-se, nesses casos, como setudo estivesse rodando à nossavolta. £

"5) Falta de ar, quando se faa

algum exercício mais pesado,como por exemplo o iato de su-bir uma escada.

6) Distúrbios digestivos; oseiniomas mais comuns são os dafalta de apetite, vômitos e náu-eeíis. ... m

Convencendo seu marido afazer visitas periódicas ao den-tista, você também o está aju-dando a ter uma vida mais lon-ga e sadia. As caries visiveis sãofáceis de notar, mesmo paraum ieigo, mas,' muitas vezes,pode-se formar um abcesso den-tro de um dente e, sem causardôr alguma, espalhar um vene-no por todo o corpo que lhe iráprejudicar a saúde.

Com o tempo, se a negligèn-cia continuar, êle poderá vir aperder os «lentes. Apesar de.quanto à estética, os proféticosjá estarem fazendo maravilhas,quanto à produtividade e efi-ciência, os dentistas afirmamque um homem que usa den-tes postiços está muito mais surjeito a transtornos digestivo^,pois essas dentaduras só «fere?cem quinze por cento de efi-ciência aa mastigação. i

O exame de visita é tambémde grande importância, mesmoque seu marido diga não sen-tir nada nos olhos. Poderá'es-tar com qualquer deficiéiíciaívi-suai, à qual não dà iniportàn-cia e que pode ser curada comremédios e repouso. Mais tarde,com o alastramento da «ioença,'

PORQUE OS MARIDOS...

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será preciso o uso de óculos.Com a idade, os olhos vão secansando naturalmente, pelo-excesso de ieftura, luz deii-

: ciente e falta de repouso ou dei vitaminas adequadas.Acima de :üdo!,üm exame de

vista é necessário, porque, atra-vés dele, um bom especialistapoderá descobrir complicaçõesem outras partes do corpo, dis-'túrbios que haviam passado «ies-percebidos no exame geral.

Poderá êle vislumbrar sinaisprematuros de diabete e, mm-tas vezes, de tuberculose e deoutras doenças mais difíceis dediagnosticar, üm exame cuida-doso poderá discenir sintomasde doenças que mais tarde po-decão produzir a cegueira. AGlaucoma é uma delas. Vocêficaria surpresa se soubesse quemilhões de pessoas têm glauco-ma e não sabem disso.

A cegueira, poderá não matareeu marido. Mas, além de cau-sar-lhe quase que uma impres-.•Wlídade, trapstornará profun-

damente sua vida econômica,social e emocional.

Ai está, em síntese, um qua-dro do que poderá ser feito poruma jovem esposa, á íim demanter seu marido com saúde,contribuindo para sua felicidadepessoal e dos que com êle vi-vem ou têm contacto. ^,

A tarefa está dada. Agora, oresto depende de você, esposajovem que deseja comungar comseu marido as pequeninas coi-sas que fazem a harmonia e apaz de um lar.

Faça com que êle durma bem,coma o que houver de sadio ealimentício, sem com isso con-tribuir para sua obesidade pre-matura. Tenha sempre em men-te que seu marido poderá che-gar cansado e aborrecido dotrabalho e que não lhe convémouvir coisas sem Interesse, me-xericos e briguinhas familiares.Faça com que êle tenha a suadistração, com que afaste osproblemas cotidianos, dê a êleo conforto moral que êle espera

de você, auxi-iando-o a venceros momentos difíceis da vida,concorra para que êle tenha adevida _*a-stência médica, en-fim seja para seu marido a

verdadeira companheira, calmee íorte, suave e carinhosa.

Você tem nas mãos o podeipara prolongar a vida de se»marido. Se você' desleixar desuas obrigações morais e do-mestiças, êle morrerá.

Se fizer o_ contrário, __»poderá viver quase tanto temepo quanto você o quiser...

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AMOR SECRETO — CAPITULO 9

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FUI. L _ã_Sg AKIO E'ÜM ffOM 1 I f£8SOA COMO VOC£f à tt%&ÉeQ#í£Ê, PrSIÊÍ-

I W fí4BB~- GC/EPAWAtfÒ *"f j §H ü &/#/, Uúü-ÁlS V. 7'ESW'SEM £P;7ric,* \

| M/A-MIS I5£ PS/T4/2..* i_gH £HOto!T&J£CCWl \l &UMDD VOC£ l/ÚL~ \_____-^^^-___M I r0ú^a>í£,/?9£'%í£ ^t™ _. Wm -Joe** süçt£l£Fd- v T/3G> <m'esr/ieej¦•:.,WXn ^^^ \D£B3ZCPA PA#A 0&/Z o" Mm Wü~M£ £ tfàMOS V -V/3 CHaM* P&&- \

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jMe, M «fe f«v«*«irc «fe .9üf| REVISTA DO D.C. — IA

I" " II I w l ãlli» rarawAr •% irSr. -1~-~ a- 15 | *4»j*-»t«*> • W-.

CA R CA TU. A A,lll,„i,l,i i.^__ujli— -r^^ni^ffCTnwgggsinalli11 ¦ ¦' h "¦¦'.m |ita«M_«uauI&J-^J»^*''l'^i^' "-^

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— VOGÉ TORNOU A Sí* kiOVEK: I ^—-

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—;*^p|^^^:;- " •¦' .:'.'^___r-_r_________: :.___Ã__-r—• -^^ £fej '~:::_^:'^y^ÍP^

MâS"QUE FAMÍLIA''lKING -T-ATUffiB grt.DlCA'.-. tn-/, WORU> RIQIITS BESES-Veg. •_•-•___«- W. _ _¦_.

<_> ___fll i'i..____.â lilL.__'_.- -irr. *S-_»^_-.5«--_-_ft_w__a___-4r-**< «*>*.-

mmmmmmiimmmmMmlmmbm^ '¦""í""1"" .*•.*** .. ¦ru£_ S_.

Cdí£?/W-Sr/£>?AS-1! di2}V55i//£>-0 SEGUISSE ' ,áilÉB Bi^ i&'ã^sa'Jiapo ^'- i||k iNO-VOSOUEME á AüZ> PERDER = fzE^J',£^ ~^^ &ÈÊÈl l •¦11|v\jJESHfe l_£í/5/W/JjeMK?/ _jlÍllH>«^ *!

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VS\ &HÜ ! nc^m/i 1 ' I O GENERAL f ff57_.&. QUEREM\v»\ 4Í£ÍÍÍ_-á . PSSjTKOEM ' ., p.,.-. ,A CF=TF=tZ OS ÍNDIOS« VM flB| POü^Hd&OS âLLl?A%^ aVSSSeatra-

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