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+ A Arte da Cortiça Apresentação da cortiça em todo o seu potencial

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Text of + A Arte da Cortiça Apresentação da cortiça em todo o seu potencial

  • A ARTE DACORTIA

  • CORTIA NA HISTRIA ...................................................................................................... 02

    O SOBREIRO ................................................................................................................................ 06

    SUSTENTABILIDADE ............................................................................................................... 16

    CARACTERSTICAS DA CORTIA ............................................................................... 30

    CORTIA E GRUPO AMORIM, UMA HISTRIA DE SUCESSO ............... 36

    CORTIA E VINHO .................................................................................................................. 42

    REVESTIMENTOS DE CORTIA ..................................................................................... 58

    AGLOMERADO EXPANDIDO DE CORTIA ............................................................ 70

    AGLOMERADOS COMPSITOS DE CORTIA .................................................... 74

    CORTIA, A ESCOLHA DO DESIGN MUNDIAL .................................................. 82

    INVESTIGAR, DESENVOLVER, INOVAR PARA O FUTURO ...................... 90

  • CORTIA, UMA MATRIA-PRIMA EXCECIONAL

  • 2 | A A R T E D A C O R T I A

    A CORTIA NA HISTRIA

    H estudos que apontam para a origem do sobreiro na Era Terciria (entre o perodo Oligoceno e Mioceno), sendo que algumas teorias indicam a sua existncia desde a formao da bacia do Mediterrneo, h cerca de 60 milhes de anos.

    H 60 MILHES DE ANOS...

    Vrias espcies sucumbiram ao Perodo Glaciar. O sobreiro, porm, ter resistido graas proteo trmica da sua casca a cortia.

    Ter sido depositado na bacia do Tejo um fragmento fssil de cortia, que foi recentemente encontrado, atestando a ancestral presena do sobreiro em Portugal.

    H MAIS DE 25 MILHES DE ANOS...

    H MAIS DE 10 MILHES DE ANOS...

    Foram descobertas vrias nforas contendo vinho ainda em bom estado de conservao nos nossos dias.

    NO SCULO III a.C., EM FRANA

    NO SCULO XIII, EM PORTUGAL

    Rolha de nfora antiga

    No reinado de D. Dinis so publicadas as cartas de criao das coutadas que visam proteger o sobreiro e a azinheira, dando mais-valias a quem protegesse os novos chaparros. Desde essa poca, o sobreiro foi alvo de diversas legislaes em diversos reinados incidindo desde a explorao ao comrcio da cortia.

    O MONTADO DE SOBRO PATRIMNIO NACIONAL LEGALMENTE PROTEGIDO DESDE A IDADE MDIA.

  • A C O R T I A N A H I S T R I A | 3

    A cortia era aplicada em utenslios domsticos, nas artes da pesca e para a vedao de vasilhas.

    1300 a.C., NO ANTIGO EGITO

    Um fresco do Tmulo de Ramss, representa cenas de vindima e feitura do vinho.

    As nforas eram vedadas com rolhas de cortia.

    NO SCULO V a.C.,NA GRCIA

    A cortia servia de isolante trmico em telhados, era utilizada como vedante de nforas e como palmilhas para calado.

    NO SCULO IV a.C., NA CIVILIZAO ROMANA

    Solas do perodo Romano (395 a 30 a.C.), com cerca de 14,5 cm de comprimento.

    Dom Pierre Prignon encontra na cortia a soluo ideal para vedar os seus vinhos da famosa regio de Champagne no norte de Frana. Ter sido iniciado neste momento da histria o caminho para a industrializao da rolha de cortia, j que esta teve um papel determinante na afirmao de qualidade deste consagrado vinho.

    NO SCULO XVII,EM FRANA

    Todas as celas e aposentos dos frades do Convento dos Capuchos, construdo em 1560, foram revestidos a cortia, proporcionando um conforto extra.

    NO SCULO XVI,EM PORTUGAL

    A cortia foi aplicada nas caravelas que levaram os nossos navegadores descoberta do mundo.

    Ainda hoje, como h milhares de anos, a cortia utilizada como bias e flutuadores para redes de pesca.

    NOS SCULOS XV E XVI, EM PORTUGAL

    Janela do Convento de Cristo.Sc. XV, Tomar, Portugal

  • 4 | A A R T E D A C O R T I A

    Inicialmente, a rolha era elaborada a partir de quadros paralelepipdicos de cortia.

  • A C O R T I A N A H I S T R I A | 5

    Na II Guerra Mundial, a cortia aplicada em diversos equipamentos militares.

    Nos anos 50 so lanados no mercado os primeiros ladrilhos de cortia aglomerada com pelcula vinlica.

    Nos anos 90 so registadas patentes para utilizao da cortia em correias de transmisso e pneus.

    Nas ltimas dcadas criada a Confdration Europenne du Lige e o Cdigo Internacional de Prticas Rolheiras (controle de qualidade na produo de rolhas).

    NO SCULO XX

    A cortia tem conquistado as mais exigentes indstrias - como o caso das indstrias automvel, dos transportes de ltima gerao, da aeronutica e da aeroespacial - com solues de alta eficincia e versatilidade em resposta a elevados requisitos tcnicos exigidos.Reforar o domnio da inovao em aplicaes de grande valor acrescentado para o mercado um dos grandes desgnios da cortia para o sculo XXI.

    NO SCULO XXI

    A Corticeira Amorim lana no mercado, em parceria com a O-I, um revolucionrio conceito de packaging de vinho! Helix combina uma rolha de cortia ergonomicamente desenvolvida e uma garrafa de vidro com uma rosca interior no gargalo, dando origem a uma sofisticada soluo de elevada performance tcnica. Helix agrega assim todos os benefcios da cortia e do vidro qualidade, sustentabilidade e imagem premium a que se juntam agora as mais-valias de uma abertura simples (sem saca-rolhas) e uma fcil reinsero da rolha.

    Assiste-se a um grande desenvolvimento da indstria da rolha de cortia, com novos equipamentos a dar um novo impulso sua fabricao.Nos Estados Unidos surgem novas aplicaes para a cortia, como o aglomerado simples ou branco para parquet.

    NO SCULO XIX, NA EUROPA E NOS ESTADOS UNIDOS

    Garlopa, incio do sc. XX, a primeira mquina industrial de produo de rolhas.

    A INDUSTRIALIZAO DA ROLHA DE CORTIA

    Inicialmente, a rolha era elaborada a partir de quadros paralelepipdicos de cortia j com o comprimento final pretendido. Este mtodo prevaleceu at ao aparecimento da Garlopa, no sculo XX, a primeira mquina industrial de produo de rolhas. O quadro paralelepipdico de cortia era ento colocado numa maxila que, com uma leve presso acionava um sem-fim que fazia rodar o quadro contra uma lmina, produzindo rolhas cilndricas.

    ROLHAS PRESERVAM CHAMPANHE COM 200 ANOS

    Foram descobertas no Mar Bltico mais de 160 garrafas de champanhe com cerca de 200 anos que seguiam a bordo de um barco que ter naufragado por volta de 1800. O magnfico estado de conservao deste champanhe histrico atesta o excecional desempenho da rolha de cortia.A Corticeira Amorim foi convidada a substituir a rolha original por uma nova rolha de cortia natural desenvolvida em conformidade com as especificidades destas garrafas antigas, assegurando-se desta forma a qualidade do Champanhe.

    NO SCULO XX QUE A LEGISLAO DO SOBREIRO GANHA OS CONTORNOS MAIS ATUAIS AO NVEL DA SUA PRESERVAO E GESTO.

  • 6 | A A R T E D A C O R T I A

    O SOBREIRO

  • O S O B R E I R O | 7

    Moeda comemorativa da Presidncia Portuguesa do Conselho da Unio Europeia, cunhada com um sobreiro (2007).

    Os Correios de Portugal e a Assembleia da Repblica Portuguesa lanaram um selo em papel de cortia autoadesivo, da autoria de Joo Machado (2008).

    O sobreiro foi oficialmente institudo e por unanimidade rvore Nacional, pela Assembleia da Repblica Portuguesa (2011).

  • 8 | A A R T E D A C O R T I A

    Carl Linnaeus criou o sistema de identi-ficao das espcies, a taxinomia binria, que classifica gnero e espcie e assim designou a nomenclatura botnica do so-breiro Quercus Suber L. O sobreiro pertence a um pequeno subgrupo de espcies europeias e asiti-cas e os seus parentes mais prximos so os carvalhos do oriente da Bacia Mediter-rnica (Quercus cerris, Quercus trojana, Quercus macrolepis).

    TEMPO PARA CRESCER

    O sobreiro originrio da Bacia do Medi-terrneo Ocidental, onde encontra as con-dies ideais para o seu crescimento: Solos arenosos sem calcrio, com baixo

    nvel de azoto e fsforo, elevado nvel de potssio e valores de pH entre 4,8 e 7,0;

    Precipitao de 400-800 mm por ano; Temperatura entre -5 C e 40 C; Altitude de 100-300 m.

    20 METROS DE ALTURA | 200 ANOS

    O maior sobreiro do mundo portugus e encontra-se registado no Guiness Book. Ter cerca de 102 toneladas e, a cada 9 anos, produz cortia suficiente para 10 mil rolhas.

    AS FLORESAs masculinas, apresentam 4 a 6 tpalas em amarelo esverdeado rosadas na margem. As femininas so protegidas por uma cpula escamosa.

    A FOLHA verde escura, denticulare da sua nervura central sinuosa saem 5 a 8 pares de nervuras secundrias. Mede 2,5 a 10 cm x 1,2 a6,5 cm.

    A BOLOTA, GLANDE, LANDE o fruto do sobreiroe semente para novos sobreiros. a base alimentar do Porco Preto Alentejano, raa autctone que temcomo habitat natural o montado do Alentejo, onde vive em plena liberdade. Come 10 Kg de bolota por dia e ganha 60 Kg no seu peso em apenas 3 meses.

    A MADEIRA um bom combustvelpara lenha e carvo.

    A CASCA um tecido formado por microclulas a que se d o nome de cortia.

    Lenho

    Entrecasca

    Cortia

    QUERQUS SUBER L.

  • O S O B R E I R O | 9

  • 1 0 | A A R T E D A C O R T I A

    TEMPO DEDESCORTIAR

    no descortiamento que se inicia o ciclo de vida da cortia enquanto matria-pri-ma: com 25 anos de idade e 70 cm de permetro de tronco medidos a 1,3 metro do cho. Os descortiamentos posterio-res so realizados com um intervalo de, pelo menos, nove anos, entre os meses de maio e agosto.

    O SABER E A HABILIDADE MANUAL DO DESCORTIADOR

    O descortiamento um processo ma-nual ancestral, que requer mo