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A SUPERVISÃO ESCOLAR: BREVE HISTÓRICO A origem etimológica da palavra ‘supervisionar’: ’SUPERVISIONAR = SUPERVISAR’ e ‘SUPERVISAR = dirigir ou orientar em plano superior; superintender, supervisionar’ (FEREIRA, 1993, p. 520) Nérici (1974, p. 29), afirma que Supervisão Escolar é a “visão sobre todo o processo educativo, para que a escola possa alcançar os objetivos da educação e os objetivos específicos da própria escola”

A SUPERVISÃO ESCOLAR: BREVE HISTÓRICO

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A SUPERVISÃO ESCOLAR: BREVE HISTÓRICO. A origem etimológica da palavra ‘supervisionar’: ’SUPERVISIONAR = SUPERVISAR’ e ‘SUPERVISAR = dirigir ou orientar em plano superior; superintender, supervisionar’ (FEREIRA, 1993, p. 520). Nérici (1974, p. 29), afirma que Supervisão - PowerPoint PPT Presentation

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  • A SUPERVISO ESCOLAR: BREVE HISTRICOA origem etimolgica da palavra supervisionar: SUPERVISIONAR = SUPERVISAR e SUPERVISAR = dirigir ou orientar em plano superior; superintender, supervisionar (FEREIRA, 1993, p. 520)Nrici (1974, p. 29), afirma que Superviso Escolar a viso sobre todo o processo educativo, para que a escola possa alcanar os objetivos da educao e os objetivos especficos da prpria escola

  • Data de 1931 o primeiro registro legal sobre a atuao do Supervisor Escolar no Brasil. Neste perodo estes profissionais executavam as normas prescritas pelos rgos superiores, e eram chamados de orientadores pedaggicos ou orientadores de escola, tendo como funo bsica inspeo (ANJOS, 1988).De acordo com Saviani (2003, p. 26), a funo de Supervisor Escolar surge: (...) quando se quer emprestar figura do inspetor um papel predominantemente de orientao pedaggica e de estmulo competncia tcnica, em lugar da fiscalizao para detectar falhas e aplicar punies (...).

  • No final da dcada de 50 e incio da dcada de 60, no acordo firmado entre Brasil e Estado Unidos da Amrica para implantao do Programa de Assistncia BrasileiroAmericana ao Ensino Elementar, o PABAEE, o Supervisor Escolar tem estritamente a funo de controlar e inspecionar. O PABAEE tinha por objetivo treinar os educadores brasileiros para que garantissem a execuo de uma proposta de educao tecnicista dentro dos moldes norte- americanos. Minas Gerais, Gois e So Paulo foram os principais executores do Programa, porm esta tendncia influenciou a educao e a funo do Supervisor Escolar em todo o pas.

  • Segundo Saviani, na escola tecnicista professores e alunos ocupam papel secundrio dando lugar organizao racional dos meios. Professores e alunos relegados condio de executores de um processo cuja concepo, planejamento, coordenao e controle, ficam a cargo de especialistas supostamente habilitados, neutros, objetivos, imparciais (1993, p. 24)

  • Os tcnicos do PABAEE perceberam que o preparo do Supervisor Escolar, com base nas suas concepes tecnicistas, teria uma eficcia maior, pois estes profissionais poderiam atuar: interferindo, diretamente no que ensinar, no como ensinar e avaliar educando professores e alunos para uma organizao escolar fundada na ordem, na disciplina e na hierarquia e cimentada na viso liberal crist (GARCIA)As Leis de Diretrizes e Bases da Educao Nacional, primeiramente a LDB 4024/61, passam a prever setores especializados para coordenar as atividades pedaggicas nas escolas como forma de buscar a execuo das polticas educacionais desejadas pelos Sistemas de Ensino.

  • O Supervisor Escolar possui legalmente um poder institudo que determina suas aes frente ao corpo docente e proposta pedaggica da escola, e a partir de ento, sendo reconhecido como profissional da educao, passando a ter suas atribuies o

  • Decreto n 5.586/75, artigo 7, do estado de So Paulo, define essas atribuies, entre as quais destaca-se:

    (...) II- Zelar pela integrao do sistema, especialmente quanto organizao curricular; (...) IV- Elaborar os instrumentos adequados para a sistematizao das informaes; (...) X- Cumprir e fazer cumprir as disposies legais relativas organizao didtica, administrativa e disciplinar emanadas das autoridades superiores; (...) XI- Apresentar relatrio das atividades executadas, acompanhado de roteiro de inspeo (1984, p. 34-35) definidas pelos rgos superiores.

  • Portaria n 06/77 da Secretaria de Educao do Estado do Rio de Janeiro, sobre as atribuies do orientador pedaggico, nomenclatura dada ao Supervisor Escolar naquele Estado:

    Planejamento, acompanhamento, avaliao e controle: 1.1- Planejar a dinmica da orientao pedaggica em consonncia com os objetivos da unidade de ensino; (...) 1.4- Acompanhar o desenvolvimento do currculo, em entrosamento direto com a Direo do estabelecimento e a equipe de orientao educacional; 1.5 Avaliar, continuamente, o processo de ensino-aprendizagem com vistas realimentao do sistema; (...) 1.8- Elaborar, implementar ou opinar sobre projetos de carter tcnicopedaggico

  • No final da dcada de 80 inicia-se um movimento aberto de repensar a educao. Alguns profissionais, insatisfeitos com a educao disseminada nas escolas brasileiras, passam a refletir, discutir e buscar alternativas para uma nova proposta sobre a funo social da escola, o papel do educador e os resultados que estas prticas pedaggicas trazem para os educandos.O supervisor abdica de exercer poder e controle sobre o trabalho do professor e assume uma posio de problematizador do desempenho docente, isto , assume com o professor uma atitude de indagar, comparar, responder, opinar, duvidar, questionar, apreciar e desnudar situaes de ensino, em geral, e, em especial, as da classe regida pelo professor(Medina)

  • Temos um avano em termos de conceituao de Superviso Escolar, quando Rangel (1988, p. 13), reconhece a necessidade de relao deste com os outros profissionais da escola: um trabalho de assistncia ao professor, em forma de planejamento, acompanhamento, coordenao, controle, avaliao e atualizao do desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.

  • O Deputado Federal Cezar SCHIRMER props a regulamentao do exerccio da profisso de Supervisor Escolar, tornando-se parte da legislao com a publicao do Projeto de Lei 4.412 de 2001, da qual destaca-se:

    Art. 2 O Supervisor Educacional tem como objetivo de trabalho articular crtica e construtivamente o processo educacional, motivando a discusso coletiva a fim de garantir o ingresso, a permanncia e o sucesso dos alunos, atravs de currculos que atendam s reais necessidades da clientela escolar, atuando no mbito dos sistemas educacionais federal, estadual e municipal, em seus diferentes nveis e modalidades de ensino e em instituies pblicas ou privadas.

  • E para que isso se concretize, em sua continuidade, dispe sobre suas atribuies:

    I coordenar o processo de construo coletiva e execuo da Proposta Pedaggica, dos Planos de Estudo e dos Regimentos Escolares;

    II investigar, diagnosticar, planejar, implementar e avaliar o currculo em integrao com outros profissionais da Educao e integrantes da Comunidade;

    (...) VI promover atividades de estudo e pesquisa na rea educacional, estimulando o esprito de investigao e a criatividade dos profissionais da educao; (...) IX planejar e coordenar atividades de atualizao no campo educacional; (...) X propiciar condies para a formao permanente dos educadores em servio (...)

  • TENDNCIAS LIBERAIS

    A doutrina liberal apareceu como justificao do sistema capitalista que, ao defender a predominncia da liberdade e dos interesses individuais da sociedade, estabeleceu uma forma de organizao social baseada na propriedade privada dos meios de produo, tambm denominada sociedade de classe=manifestao prpria desses tipo de sociedade. TENDNCIAS PROGRESSISTASO termo progressista usado para designar as tendncias que, partindo de uma anlise crtica das realidades sociais sustentam implicitamente as finalidades scio-polticas da educao

  • Tendncias PedaggicasPapel da EscolaContedosMtodosProfessor x alunoAprendizagemPensadoresPedagogia Liberal Tradicional.Preparao intelectual e moral dos alunos So verdades absolutas.Exposio e demonstrao por meios de modelos.Autoridade do professor que exige atitude receptiva do aluno.Receptiva e mecnica.ComeniusHerbartTendncia Liberal Renovadora Progressiva (Escola Nova)Adequar as necessidades individuais ao meio social.Parte das experincias vividas pelos alunos frente s situaes problemas.Soluo de problemas.O professor auxiliador no desenvolvi-mento livre da criana.Baseada na motivao e na estimulao de problemas.Montessori Decroly Dewey Piaget Lauro de Oliveira LimaTendncia Liberal Renovadora no-diretiva Formao de atitudes.Busca do conhecimentopelos prprios alunos. Facilitao da aprendizagemEducao centralizada no aluno.Aprender modificar as percepes da realidade.Carl Rogers, "Sumermerhill" escola de A. Neill.Tendncia Liberal Tecnicista.Modelar atravs de tcnicas especficas.Informaes ordenadas numa seqncia lgica e psicolgica.Procedimentos e tcnicas para a transmisso e recepo de informaes.O professor transmite informaes e o aluno vai fix-las.Baseada no desempenho.SkinnerWatsonPavlov

  • Tendncia PedaggicaPapel da EscolaContedosMtodosProfessor x alunoAprendizagemManifestaes Tendncia Progressista LibertadoraConscincia da realidade em que vivem na busca da transformao social.Temas geradores.Dialogicidade do conhecimento.A relao de igual para igual. Resoluo da situao problema.Paulo FreireTendncia Progressista Libertria.Transformar a personalidade num sentido libertrio e de auto-gesto.As matrias so colocadas, mas no exigidas.Vivncia grupal na forma de auto-gesto.O professor orientador e os alunos livres.Aprendizagem informal, via grupo.C. Freinet Miguel Gonzales ArroyoTendncia Progressista Crtico Social dos Contedos"Difuso dos contedos.Incorporados pela humanidade frente realidade social.Relao direta da experincia do aluno confrontada com o saber sistematizado.Papel do aluno como participador e do professor como mediador entre o saber e o aluno.Baseadas nas estruturas cognitivas j estruturadas nos alunos.Makarenko B. Charlot Suchodoski Manacorda G. Snyders Demerval Saviani