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Anais da 1a Conferência da ASSOCIAÇÃO DE ESTUDOS BAHÁ'ÍS DO BRASIL

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Esta coletânea de alguns trabalhos/ensaios de bahá’ís brasileiros feita pela Associação de Estudos Bahá'ís do Brasil (ativa somente durante a década de 1980) foi uma publicação para o estimulo de conferências e estudos cada vez mais profundos para a compreensão mais ampla da fase histórica em que vive a humanidade.

Text of Anais da 1a Conferência da ASSOCIAÇÃO DE ESTUDOS BAHÁ'ÍS DO BRASIL

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    ANAIS DA 1." CONFERNCIA

    Realizada em 30/4 e 1./5 1985 no Soltanieh - SP

    ASSOCIAO DE E S T U D O S ; B A H S D O

    B R A S I L

    VOLUME I

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    ANAIS DA 1 CONFERNCIA

    Realizada em 30/4 e 1./5 1985 no Soltanieh - SP

    ASSOCIAO V. DE E S T U D O S

    B A H A ' S D O B R A S I L

    VOLUME I

  • ANAIS DA 1$ CONFERNCIA DA

    ASSOCIAO DE ESTUDOS BAHTs DO BRASIL

    com enorme satisfao que apresentamos o primeiro volume dos Anais da 19 Conferncia da Associao de Estudos Bah'Is do Brasil realizado em 30 de abril e 19 de maio de 1985 no Instituto Educacional Soltanieh, em Mogi-Kirim, So Paulo.

    Esta coletnea o Volume I de alguns trabalhos que at o presente momento chegaram s rros da Diretoria Executiva e so o registro histrico da primeira ocasio em que Bah'ls do Brasil apresentaram trabalhos, correlacionado suas reas de estudos com os ensinamentos de Bah'u'llh.

    A Associao de Estudos Bah's do Brasil espera, que estes Anais venham a ser para a comunidade uma fonte de inspirao e informaes, uma base para futuras pesquisas e um instrumento prtico de ensino para apresentao ao pblico em geral.

    Esperamos que a publicao destes trabalhos seja um estimulo para os amigos scios apresentarem nas prximas conferncias estudos cada vez mais profundos para uma compreenso mais ampla da fase histrica em que vive a humanidade.

  • C O N T E D O

    Pg

    PALAVRAS DO CONSELHEIRO, Sr. Farzam Albab 7

    CINCIA E RELIGIO, de Farhang Sefidvash 11

    0 MODELO ANISA, de Ingeborg Grunwaldt 15

    OS PODERES HUMANOS EM* FACE DA VERDADE, de Rangvald Taetz 23

    A BlBLIA, UM LIVRO DE TEXTOS DO l 9 SCULO PARA UM MUNDO DO SCULO XXI, de James Walker 27

    A ARTE E A CINCIA DA MEDICINA, de Farhad Shayani 33

    BIOGRAFIA DE EDMUND JOHN MIESSLER, de Margot Miessler Malkim... 49

  • Nesta conferncia tivemos a valiosa presena e cooperao do

    Conselheiro Continental, sr. Farzam Arbab,

    e foram colhidos os seguintes apontamentos de suas palavras:

    "Quero felicitar os amigos do Brasil pela criao desta Associao. um evento significativo que vai trazer frutos importantes. Idias, conceitos, filosofias e as diferentes opinies devem ser anplamente discutidas.

    H uma compilao do Centro Internacional de Ensino sobre o que ser um estudioso Bah'. Gostaria de referir-me a este texto e dar algumas consideraes pessoais sobre o que tenho ouvido e observado no continente sobre o assunto: estudiosos bah's.

    Em 1943 o Guardio explicou quem so os estudiosos Bah's: "... estudiosos bah's so pessoas que alm de serem devotadas, acreditarem nesta F e falarem sobre ela com outras pessoas, tambm tm uma compreenso profunda dos Ensinamentos e dos seus significados e que podem correlacionar sua crena com cs atuais pensamentos e problemas dos povos do mundo".

    importante observar, que neste pequeno pargrafo o Guardio explica o que um estudioso bah'. Antes de mais nada um devotado Bah' que realmente cr na Revelao de Bah'u'l]h e zeloso de compartilha-la com outrem.

    A Casa Universal de Justia .'.-..;.' . .. """', que medida que a Comunidade Bah'1 cresce, necessitai 1 ^ ^:-.-ciclistas em diferentes campos -Bah1ls ou conhecedores dos Ensinamentos, embora ainda no se tenham declarada Quando estas pessoas desenvolverem suas capacidades luz da F, problemas aps problemas encontraro sua soluo. Em outros escritos a Casa Universal de Justia recomenda a promoo de estudos bah's como atividade generalizada para todos e destaca-se nestas referncias, que o estudioso aplique seus conhecimentos na soluo de problemas. Depreende-se dai, que qualquer pessoa que esteja fazendo isto um estudioso bah'1, independente de ter ttulos ou diplomas. Ento, por exemplo, um campons que esteja tratando dos problemas de sua aldeia luz de estudos bah'is um estudioso bah'1. Estudioso portanto, no necessariamente quem tem vida acadmica. No existe na F Baii1 uma casta de estudiosos bah'is. Todo aquele que scio da Associao de Estudos Bah's est mostrando interesse em aplicar o Conhecimento da F na soluo de problemas.

    Um dos problemas do mundo que os doutores esto estudando coisas que no tm relao com a realidade humana. Algum diz alguma coisa e escreve um artigo, nao importando, se o assunto se relaciona com fatos reais. Um outro algum contesta o que aquela pessoa escreveu e assim se forma uma comunidade de estudiosos que nada tem a ver com a verdade. Lamentavelmente a situao em que nos encontramos.

    Ns Bah's no podemos cair neste jogo de palavras. Por isto um dos desafios bsicos da Associao consiste em detectar quais so realmente os problemas da vida humana. Isto significa que precisa haver uma ligao correta com a realidade, cujos problemas se quer resolver. Esta realidade est nos bairros, nas aldeias, na sociedade e no Intimo de cada ser humano.

  • Os estudos bah's no deveir. ser feitos por uma elite, iras deve-se buscar ura participao ampla e deve-se aplicar mtodos e sistemas para enfrentar uma realidade que 1 sumamente complexa. rui to irportante utilizar o que se sabe para o desenvolvimento da comunidade, ras nisto reside um grave perigo. Respostas ou frmulas consagradas no mundo atuai poder, no estar de acordo com a F ou no esto-sendo usados em harmonia cem os ensinamentos.

    Continuamente surge a tentao de se aplicar solues tradicionais em aspectos de vida da F. As vezes correto, mas sempre deve ser detidamente examinado para nao perturbar a pureza dos ensinamentos. Algum pensa, por exemplo, perque estudou administrao de empresas, deve aplicar seus conhecimentos na comunidade. Este algum no deve perder de vista, que a administrao que estudou nasceu de conceitos inteiramente materialistas.

    Tomemos coro exemplo a psicologia. Pode parecer, que uma determinada teoria esteja de acordo com os ensinamentos da F. Pode at haver uma frase que podemos relacionar com a Revelao. Consequentemente haveria uma tendncia de um aluno de certa universidade pensar que possvel aplicar aquilo na comunidade - no , que a cincia e a religio devem andar juntas?

    Cm corpo de conhecimentos nao surge isoladamente. A psicologia moderna, embora tenha nascido de uma mente critica, surgiu no contexto de uma sociedade materialista. Algum que autor de uma teoria psicolgica, por exemplo nos Estados unidos, no pode formul-la desligado de sua prpria cultura. Ainda no sabemos, ceme ser a psicologia da futura comunidade bah'.

    3ah'!s que esto dedicados a um certo ramo de conhecimentos esto inclinados a pensar que o seu campo de especializao tem uma importncia preponderante na F, o que certamente no verdade. Sua Associao ter que estar vigilante para que todos cs conhecimentos estejam em harmonia.

    A Casa Universal de Justia nos previne centra certos perigos que ameaam principalmente cs estudiosos. Um destes o orgulho que deve ser tenazmente combatido no seu Intimo cor cada estudioso. A histria da F nos mestra uma seqlncia de mentes potencialmente privilegiadas perderem-se totalmente por causa do orgulho. absolutamente essencial que a atitude dos estudiosos Bah'Is seja de humildade. Toda vivncia da F Bah'I se estriba sobre a humildade. Ma orao do meio dia afirmamos diariamente nossa ignorncia e quanto mais estudamos mais consciente se toma esta afirmao. Compare-se isto com a atitude dos doutores a de fora.

    0 perigo consiste justamente na facilidade com que algum pode se considerar um "bom bah'I", dizer suas oraes e ao mesmo tempo sentir-se crguihcso diante dos seus irmos e, muito pior, ter orgulho diante de Deus. Os intelectuais do mundo por mais de um sculo esto vivendo o orgulho para com

    Outro perigo aue a fora ningum tolerante com as idias dos outros. Ningum aceita as outras escolas de pensamento. A Casa Universal de Justia, porm., nes exorta a promover um clima de tolerncia, a viver a arte bsica da nossa F que a consulta. Der/emes consultar e no recusar.

    Uma das pretenes do mundo intelectual em qualquer campo a de que eles so objetivos. Asseveram os pensadores c^ie unicamente a cincia objetiva e que encentra a verdade per meio de mtodos cientficos. A religio, porm, considerada como assunta subjetivo. Esta pretenso gravada na mente da maioria dos intelectuais cem por cento falsa. J no so somente cs Bah'Is que constatam esta falsidade. Est crescendoo nmero de cientistas que restram como falsa a pretenso de exclusividade da verdade pela cincia. A prpria cincia est inserida em uma determinada cultura e subeultura. 0 que o cientista descobre est condicionado pelo discurso da comunidade cientfica.

    Prcncve-se, per exemplo, o estudo de uma enfermidade. Constat-se, que

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    esta enfermidade j existia h uma sculo, mas que naquele te"npo nem era considerada uma enfermidade. Era um castigo de Deus. Sao as condies culturais que nos dao as perspectivas com que determinamos os fatos. A cincia portanto, uma atividade que se transforma e se sujeita a ideologias.

    Dada esta condio da cincia estranho que um Bah' possa chegar a concluso que a cincia segue uma metodologia objetiva e que mesmo assim nao est de acordo cora a Revelao Bah'1. Dizendo assim, estaria afirmando que os mtodos cientficos so melhores que a cultura bah'. A pretenso da objetividade falsa em todos os casos. Principalmente o estudioso Bah'1 tem condies de ponderar bem as limitaes e a natureza da cincia e o poder da F Bah'.

    Finalmente, um ponto muito simples: Comecemos a estudar a realidade brasileira. H desigualdade entre homens e mulheres. Isto grave. Fazem-se gracejos, por exemplo, a respeito da prpria esposa. Bah'u'llh categrico ao determinar a igualdade e deve ser tratado intensamente. Esta questo no est totalmente solucionada em nenhum pas, mas no Brasil seguramente as mulheres esto em condio inferior. A Associao deve tomar este assu

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