Batismo e Plenitude do E.S

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Ensino sobre Batismo no Espirito Santo

Text of Batismo e Plenitude do E.S

  • Batismo e Plenitude do Esprito Santo 1

    BATISMO E PLENITUDE DO ESPRITO SANTO

  • Batismo e Plenitude do Esprito Santo 2

    John R. W. Stott

    SOCIEDADE RELIGIOSA EDIES VIDA NOVA

    Caixa Postal 21.486 04698 So Paulo, SP Brasil Ttulo do original em ingls: Baptism and Fullness

    Copyright 1964, Inter-Varsity Press

    Publicado pela primeira vez pela

    Inter-Varsity Press, Leicester, Inglaterra

    Traduo: Hans Udo Fuchs

    Primeira edio em portugus: 1968

    Segunda edio (ampliada): novembro de 1986

    Reimpresso: agosto de 1988

    Contracapa: BATISMO E PLENITUDE DO ESPRITO SANTO

    Em seu estilo claro e lgico, John Stott traz at ns, nesta edio

    ampliada, o verdadeiro significado do batismo e da plenitude do Esprito

    Santo.

    Sempre visando a unidade da famlia de Deus em Cristo, Stott examina

    cuidadosamente a promessa do Esprito (e se ela igual ao "batismo" do

    Esprito), a plenitude, o fruto e os dons do Esprito. Dvidas a respeito do

    Esprito Santo so tratadas sempre com base nas Escrituras Sagradas. De

    incio, Stott nos lembra que nossas doutrinas e obras precisam ser baseadas

    primeiramente nas passagens didticas do Novo Testamento, mais do que nas

    prticas e experincias que ele narra.

    O resultado deste estudo um quadro equilibrado da natureza e da obra

    do Esprito Santo. O leitor de qualquer tradio evanglica no se sentir

    ameaado, pois Stott escreve com o propsito de nos ajudar a conhecer a

    vontade de Deus, para que possamos segui-la e tambm recomend-la a

    outros.

  • Batismo e Plenitude do Esprito Santo 3

    CONTEDO

    PREFCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

    INTRODUO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

    Princpios bsicos de abordagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

    1. A PROMESSA DO ESPRITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

    A promessa de uma bno diferente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

    A promessa de uma bno universal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20

    O dia de Pentecostes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

    Os crentes samaritanos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

    Os discpulos em feso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27

    A terminologia do batismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30

    I Corntios 13:13 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31

    Concluso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

    2. A PLENITUDE DO ESPRITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41

    A diferena entre "batismo" e "plenitude" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41

    Apropriao contnua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46

    Evidncias da plenitude do Esprito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

    O mandamento para sermos cheios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53

    O cristo mdio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56

    Experincias especiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

    Uma exortao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

    3. O FRUTO DO ESPRITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70

    Origem sobrenatural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72

    Crescimento natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73

    Maturidade gradual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76

    Aplicao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78

  • Batismo e Plenitude do Esprito Santo 4

    4. OS DONS DO ESPRITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80

    A natureza dos dons espirituais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80

    Quantos dons existem? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81

    A relao entre dons espirituais e talentos naturais . . . . . . . . . . . 84

    Todos os dons espirituais so miraculosos? . . . . . . . . . . . . . . . . . 88

    Ser que todos os dons da Bblia so dados hoje? . . . . . . . . . . . . 92

    O termo "carismtico" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95

    O alcance dos dons espirituais: A quem eles so dados? . . . . . . . 97

    A origem dos dons espirituais: De onde eles vm? . . . . . . . . . . . 100

    O propsito dos dons espirituais: Para que eles so dados? . . . . 104

    CONCLUSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112

  • Batismo e Plenitude do Esprito Santo 5

    PREFCIO Faz agora onze anos desde que o pastor Peter Johnston convidou-me

    para falar Conferncia de Islington sobre a obra do Esprito Santo. Minha

    palestra foi depois ampliada e publicada sob o ttulo O Batismo e Plenitude

    do Esprito Santo.

    Desde ento, continuou se espalhando o movimento que por alguns

    chamado de "neopentecostal", mas pela maioria de "carismtico". Agora ele

    um fenmeno de alcance mundial, e tem como lderes pessoas muito

    respeitadas. No possvel analisar o cenrio eclesistico contemporneo

    sem lev-lo era conta.

    No pare haver dvidas de que Deus usou este movimento para trazer

    bnos a um grande nmero de pessoas. Muitos cristos do testemunho

    de terem experimentado amor e liberdade novos, uma soltura interior das

    amarras da inibio, uma alegria trasbordante e paz na f, um sentimento

    mais acentuado de que Deus real, uma comunho crist mais calorosa do

    que tinham conhecido antes, e um zelo renovado na evangelizao. Este

    movimento um desafio saudvel para todos os cristos que levam uma

    vida crist medocre e para todas as igrejas que tm uma vida enfadonha.

    Ao mesmo tempo foram feitas avaliaes cuidadosas, de diversos

    pontos de vista. Muitas vezes os lderes carismticos so os primeiros a

    admitir que tem havido algumas causas de inquietao e que a tarefa do

    debate teolgico srio apenas comeou. Uma das dificuldades para uma

    discusso contnua que o movimento carismtico no uma igreja ou

    associao organizada, com frmulas doutrinrias oficiais. As igrejas

    pentecostais, que surgiram a partir do comeo do sculo, tm confisses de

    f publicadas, s quais seus pastores precisam se ater. Porm o movimento

    carismtico anda bastante independente e seus lderes e membros no

    esto sempre totalmente de acordo entre si em questes teolgicas. Parece

    que alguns adotam uma posio totalmente "pentecostal", praticamente sem

    diferena se comparada das igrejas pentecostais. Outros dizem ter tido o

    que eles gostam de chamar de experincia "pentecostal", que, no entanto,

    no formulam em termos da "teologia pentecostal" clssica. Ainda outros

  • Batismo e Plenitude do Esprito Santo 6

    esto passando por um estado de mudana em sua prpria maneira de ver as

    coisas, ainda procurando a forma ms adequada de expressar

    teologicamente suas experincias.

    Uma tal flexibilidade muito bem-vinda, em parte porque ela um

    sinal de abertura, e em parte porque deve impedir que algum polarize a

    situao entre "carismticos" e "no-carismticos", j que parece que um

    nmero cada vez maior de pessoas tem um p era cada um dos lados.

    Porm, mesmo bem-vinda, esta fluidez tambm torna a tarefa da avaliao

    mais difcil, pois nem sempre est claro a quem ou sobre quem estamos

    falando. Desde j quero desculpar-me se algum cristo que se intitula

    "carismtico", ao ler estas pginas, no se reconhece no que escrevi! Eu s

    posso garantir que tentei ser objetivo e honesto, coletei informaes de

    pessoas e literatura atual, e de forma alguma quis ridicularizar algum.

    Agora deixe-me explicar o motivo pelo qual eu rescrevi o livreto

    anteriormente publicado. Quais so as razes de uma segunda edio?

    Em primeiro lugar, ao reler o que escrevi h onze anos, algumas partes

    pareceram-me obscuras e outras fracas, e o todo deu a impresso de estar

    incompleto. Portanto, tentei esclarecer o que estava obscuro e reforar o

    que estava fraco. Especificamente, dividi o material original em dois

    captulos, agora intitulados "A Promessa do Esprito" e "A Plenitude do

    Esprito". Expandi o material destes captulos dando nfase em convices

    comuns e indicando em quais reas as diferenas continuam. Depois,

    acrescentei material novo era dois captulos intitulados "O Fruto do

    Esprito" e "Os Dons do Esprito".

    A segunda razo mais pessoal. Durante os ltimos anos, recebi

    regularmente cartas de pessoas que dizem ter ouvido que mudei de ponto de

    vista, depois que escrevi O Batismo e Plenitude do Esprito Santo. No

    verdade. A edio revista me d a oportunidade de corrigir este falso rumor.

    Em terceiro lugar, seja qual for nossa posio era relao a este

    assunto, todos precisamos permanecer em comunho frutfera e em dilogo

    com os outros. Ningum acha isto fcil. preciso ter maturidade

    considervel para estabelecer e manter um relacionamento pessoal cordial

    com pessoas que no vem as coisas como ns. Em uma conferncia