CADERNO DE PROVA 1 TIPO B - .Verifique atentamente qual tipo de prova você recebeu (Prova Tipo A

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CONCURSO PBLICO PARA PROVIMENTO DO CARGO DE FISCAL SUPERIOR DE

TRIBUTOS (FST) DA PREFEITURA MUNICIPAL DE SOBRAL Data da aplicao: 17/06/2012

CADERNO DE PROVA 1

TIPO B Nome do candidato: Nmero do documento de identidade: Nmero de inscrio:

Nmero de Controle: Sala:

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUES ABAIXO, ANTES DE INICIAR A PROVA 1. INFORMAES GERAIS

1.1. Ao receber este caderno, confira inicialmente seus dados pessoais transcritos acima. 1.2. Verifique se o Caderno de Provas est completo. Este Caderno de Prova composto de 100 (cem) questes. Se este

estiver incompleto ou apresentar qualquer defeito, informe ao fiscal para que sejam tomadas as providncias cabveis. 1.3. Esta prova ter durao de trs horas e meia, j includo o tempo destinado identificao que ser feita no

decorrer do certame - e ao preenchimento da folha de respostas. 1.4. No permitido fazer perguntas durante a prova. 1.5. S ser permitido levar o Caderno de Prova, a partir dos ltimos 15 (quinze) minutos antes do horrio previsto para a

concluso da prova. 1.6. No permitido copiar suas respostas por qualquer meio, exceto no prprio Caderno de Provas. 1.7. Use caneta esferogrfica azul ou preta, fabricada em material transparente, para preencher sua folha de respostas.

2. CUIDADOS AO MARCAR A FOLHA DE RESPOSTAS

2.1. Existem dois tipos de prova. Verifique atentamente qual tipo de prova voc recebeu (Prova Tipo A ou Prova Tipo B) e marque, imediatamente, no campo apropriado (lado esquerdo superior) da folha de respostas, o tipo de prova recebido. Esta marcao obrigatria e a sua ausncia ou a marcao de mais de um campo, implicar a anulao da sua prova.

2.2. A folha de respostas no poder ser substituda. 2.3. Assinale sua resposta de modo que a tinta da caneta fique bem visvel, conforme exemplo a seguir:

2.4. Ao terminar a prova, verifique cuidadosamente se passou todas as suas respostas para a folha de respostas. 2.5. Fatores que anulam uma questo:

2.5.1. questo sem alternativa assinalada; 2.5.2. questo com rasura; 2.5.3. questo com mais de uma alternativa assinalada.

OBSERVAES: I - O gabarito oficial ser divulgado no endereo eletrnico http://concursos.acep.org.br/sobral2012, a partir do segundo dia til imediatamente aps a

realizao das provas. II - Informaes relativas ao concurso, consultar o endereo eletrnico: http://concursos.acep.org.br/sobral2012.

PROVA 1 - LNGUA PORTUGUESA

HERIS DE UM BRASIL PERDIDO

Quando cheguei ao Brasil, agosto de 1946, a revista semanal chamava-se O Cruzeiro, da frota dos Dirios Associados do almirante Chat. Tratava-se de uma publicao provinciana na forma e no contedo, mas algumas de suas pginas nada tinham de provinciano. Aquelas ilustradas por uma equipe de excelentes fotgrafos, entre os quais se destacava Jean Manzon. Outra, sorrateiramente ocupada pelo Amigo da Ona, a maligna criatura do humorista Pricles. E as duas entregues ao Pif-Paf de Millr Fernandes encantariam Saul Steinberg, honrariam a melhor New Yorker. Encantaram tambm a famlia Carta, que se passou disputa acirrada do exemplar do Cruzeiro, da sala aos aposentos. Mas quem era este Millr? Descobrimos um jovem de 23 anos, capaz de um humor que no desdenhava desatar o riso, embora, com naturalidade, fizesse pensar. De resto livre pensar s pensar. No mesmo? Dez anos depois fui para a Itlia e l fiquei por mais de trs. De regresso a So Paulo no comeo da dcada de 60, capturou-me no vdeo um comediante de 30 anos chamado Chico Anysio, capaz de encarnar dezenas de personagens que faziam rir sem deixar de convocar a inteligncia dos espectadores. Millr e Chico, talentos extremos, morreram nos ltimos dias, depois de vidas bem vividas a bem da graa e da leveza, na sua funo de elevar o esprito, sem descurar da consistncia e da densidade. Ambos produziram muito e sem tropeos, aprumados e certeiros. Conheci os dois, com Chico estive ralas vezes, de Millr fui bom amigo e com ele cheguei a trabalhar. No disso, porm, que pretendo falar agora, e sim de como as duas figuras so representativas de um Brasil perdido. Entre o imediato ps-guerra e o golpe de 1964. O Brasil do futuro que nunca chegou. Estranho o destino dos tempos. O futuro de ento queria ser moderno sem manias de grandeza, desenvolvido na medida justa, contemporneo culturalmente, equilibrado socialmente, habilitado a explorar em seu proveito os humores populares ampliando-lhes os alcances e a dar guarida digna aos seus talentos. Independente porque livre de qualquer gnero de colonizao. Hoje h quem enxergue novamente o Brasil como pas do futuro, este, porm, no aquele. Sonha-se com a potncia pela fora da economia, a despeito das abissais disparidades internas ou da condio de exportador de commodities, sem falar das lacunas culturais. H 60 anos, o papel entregue generosidade da natureza era bem diferente em relao ao atual. Cogitava-se explor-la, a natureza, no quadro de um projeto muito amplo. Era o tempo da campanha do petrleo nosso, com todas suas implicaes. Nestes dias atuais a natureza protagonista absoluta enquanto o neoliberalismo, resistente impvido, gera felizes fabricantes de dinheiro. Sobra a convico de que o Brasil progride por conta prpria revelia dos homens. At o tempo conjugado no futuro est exposto a mudanas brutais. Tnhamos Chico Anysio, temos o Big Brother. Tnhamos Guimares Rosa, Graciliano Ramos, rico Verssimo, Jorge Amado, temos Paulo Coelho. Sim, a saudade daquele menino chegado aos 12 h 66 anos proporciona certas decepcionantes constataes. Tudo quanto a realidade do Brasil da minha adolescncia e de minha juventude prometia foi miseravelmente descumprido. Penso em um pas cuja arquitetura era referncia mundial e hoje se inspira em Gotham City, a cidade de Batman e Robin. s vezes, parece-me surpreend-los a sobrevoar em So Paulo a rea da Avenida Berrini. Os pensadores agora atendem pelo sobrenome de Magnoli ou Mainardi, e j foram Gilberto Freire, Raymundo Faoro, Srgio Buarque de Hollanda. Ao sair do curso noturno da Faculdade do Largo de So Francisco, comprava a ltima Hora e no bonde, de volta para casa, lia Nelson Rodrigues, com sua A Vida como Ela , como anos aps leria Stanislaw Ponte Preta a falar do Febeap, o festival de besteiras que assola o pas. Motorneiro, cobrador e os escassos passageiros surpreendiam-se com minhas gargalhadas. Estava alegre e tinha razes para tanto. A marchinha de carnaval recomendava tirar o anel de doutor na hora da folia, para no dar o que falar ao passo que o samba via a lua furando o nosso zinco, a salpicar de estrelas nosso cho. E tu? Tu pisavas os astros, distrada. J no se fazem a alegria e a melancolia de antigamente, diria Millr. A energia criativa, a santa ironia. espera, ento, de um futuro feliz para todos.

Mino Carta. Heris de um Brasil perdido (Editorial). Carta Capital, tera-feira, 3 de abril de 2012

01. Assinale a alternativa que apresenta o sentido mais adequado interpretao da palavra ralas (l. 14). A) A palavra foi usada no sentido aproximado daquele dado pela linguagem nutica, que significa pequena entrada por onde

penetra a extremidade interna do mastro da vela, no frechal dos moinhos de vento. B) Significa folha de metal cheia de pequenos orifcios que se pe nas janelas, nas portas, no locutrio dos conventos etc., para

se falar sem contato ou comunicao direta. C) A palavra foi usada no sentido aproximado ao de estertor, ronqueira, asma. D) A palavra foi usada em sentido conotativo e pode ser interpretada como raras, poucas. E) A palavra corresponde a uma denominao comum dada, em Portugal, a certos insetos de vida subterrnea. 02. O texto em estudo um editorial - gnero jornalstico que expressa a opinio oficial da empresa diante dos fatos de maior

repercusso no momento. Marque a alternativa que caracteriza tipologicamente o editorial. A) um texto informativo, que trata de conhecimentos atuais relativos ao tema analisado. B) Tem por base a argumentao, apresentada de forma lgica e coerente, a fim de defender um ponto de vista. C) Trata-se de um texto narrativo, de uma sequncia de fatos ocorridos nos ltimos anos. D) Tem como objetivo fazer uma descrio de um conjunto de ideias sociolgicas sobre a imagem do Brasil. E) Caracteriza-se como injuntivo, pois utilizado para predizer acontecimentos e comportamentos.

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03. Assinale a alternativa CORRETA, quanto justificativa para o uso da palavra frota no perodo:

Quando cheguei ao Brasil, agosto de 1946, a revista semanal chamava-se O Cruzeiro, da frota dos Dirios Associados do almirante Chat. (l. 1-2).

A) A palavra usada denotativamente, com o sentido de armada. B) O sentido da palavra polissmico, pois se refere apenas revista. C) O autor usou a palavra metaforicamente, referindo-se s empresas jornalsticas a que a revista pertencia. D) A palavra um hipnimo de navio e refere-se Marinha Mercante. E) O termo frota usado como antnimo de comboio. 04. Assinale a alternativa que corresponde interpretao a ser dada s expresses entre aspas encontradas no ltimo pargrafo

do texto (l. 37-39). A) As expresses correspondem a citaes da obra Febeap, a que o autor se refere no pargrafo anterior. B) As expresses entre aspas correspondem fala de personagens, em discurso direto. C) As expresses entre aspas fazem referncia a canes que sintetizam a alegria e a melancolia de antigamente. D) As expresses entre aspas representam a ironia de Millr Fernandes. E) As expresses entre aspas so frases de marchinhas de Carnaval que indicam a alegria do narrador em primeira pessoa. 05. Assinale a alternativa CORRETA quanto justificativa da acentuao das palavras heris, l, impvido. A) Pe-se acento agudo em todas as