CONCURSO PÚBLICO - .Este caderno contém 50 questões de múltipla escolha, apresentando 4 opções

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  • NO ABRA ESTE CADERNO ANTES DA ORDEM DO FISCAL

    PSICLOGO

    SERVIO PBLICO FEDERAL MINISTRIO DA EDUCAOCENTRO FEDERAL DE EDUCAO TECNOLGICA DE MINAS GERAIS

    CONCURSO PBLICO

    CONCURSO PBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS NA CARREIRA

    DOS SERVIDORES TCNICO-ADMINISTRATIVOS DO

    CEFET-BAMBU E UNED-FORMIGA2008

  • INSTRUES

    1. No abra este caderno de questes antes da ordem do fiscal.

    2. A prova ter 4 horas de durao, improrrogveis, incluindo o tempo ne-cessrio para marcar a resposta de cada questo das provas de LnguaPortuguesa, de Legislao, de Informtica Bsica e de ConhecimentosEspecficos.

    3. Este caderno contm 50 questes de mltipla escolha, apresentando 4opes cada uma, assim distribudas:

    Prova de Lngua Portuguesa, 10 questes, numeradas de 01 a 10.Prova de Legislao, 10 questes, numeradas de 11 a 20.Prova de Informtica Bsica, 5 questes, numeradas de 21 a 25.Prova de Conhecimentos Especficos, 25 questes, numeradas de 26 a 50.

    4. Somente a ltima folha, gabarito rascunho, poder ser destacada.

    5. Leia, atentamente, cada questo antes de responder a ela.

    6. No perca tempo com questo cuja resposta lhe parea difcil; volte aela, quando lhe sobrar tempo.

    7. Quando necessrio, faa os clculos e os rascunhos neste caderno dequestes, sem uso de mquina de calcular.

    8. Marque a folha de respostas, preenchendo, atentamente, a opo corre-ta, apresentada em uma das letras (a, b, c, ou d) com caneta esferogr-fica de tinta preta ou azul.

    9. O nmero de respostas dever coincidir com o nmero de questes.

    10. O candidato devolver este caderno de questes e a folha de respostasidentificada com o nome e o nmero de inscrio.

    11. O gabarito e a relao dos candidatos aprovados sero divulgados nosquadros de avisos da instituio em que voc fez sua inscrio e nosite http://www.concursota.cefetmg.br

  • 5 Concurso Pblico 2008 CEFET-MG Psiclogo

    LNGUA PORTUGUESA

    A CRISE DA PERCEPO

    Estamos j no incio do sculo XXI. Como num audaciososonho de fico cientfica, uma poca que at pouco tempo pare-cia distante agora real e faz parte concretamente da nossa reali-dade. O progresso material, alimentado pelo crescente desenvolvi-mento cientfico e tecnolgico, tem alado o homem a nveis devida jamais sonhados. Em questo de segundos, pode-se falar como outro lado do mundo ao toque de um boto; astronautas passei-am no espao csmico como se estivessem nos gramados desuas casas e os avanos da informtica possibilitam a soluode problemas cada vez mais complexos.

    A face cruel de todo esse progresso, no entanto, est ex-pressa nas manchetes de jornais e nos noticirios de televiso,nos discursos dos parlamentares e no matraquear dos camels,nas conversas das donas-de-casa, nos supermercados e nas le-tras das canes populares.

    a crise, palavra que tem adquirido um significado to pr-prio nos ltimos tempos que j passa a prescindir de adjetivao.Crise moral? Crise poltica? Crise econmica? Crise de valores?Crise das instituies? No importa. a crise e pronto. Dela seocupam intelectuais e polticos, na tentativa de explic-la, outros decontorn-la ou resolv-la. Dificlima tarefa, j que o seu aspecto mltiplo e a sua localizao difusa.

    A crise no somente brasileira. Nem somente econmi-ca, ou poltica, ou institucional. uma crise planetria, e que abran-ge aspectos os mais diversos. Seu principal sintoma parece ser asensao incmoda, e de certo modo frustrante, de que o progres-so cientfico e tecnolgico no trouxe as conquistas esperadas noterreno da vida individual e coletiva.

    Essa sensao se traduz pela falta de habilidade do ho-mem em lidar com o progresso e a tecnologia que ele prprio criou.Sinais dessa inabilidade so a poluio incontrolvel do ar, da guae dos alimentos, a destruio das florestas e da camada de oznioque envolve a Terra, o lixo txico, a extino de espcies de ani-mais e a contaminao do subsolo. No campo da sade, presenci-amos, de um lado, a mortalidade infantil e a desnutrio, e, de ou-

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    tro, o seu contraponto: a obesidade, as doenas cardacas, o cn-cer e o diabetes, doenas da superabundncia alimentar e da faltade atividade fsica. Males medievais, como a clera e a dengue,convivem com pragas ps-modernas, como a Aids. Os distrbiosde comportamento, os crimes, os suicdios, os assassinatos, asdependncias de drogas, em especial o lcool e a cocana, o coti-diano violento e o desemprego so ainda outros aspectos dessarealidade contraditria em que vivemos.

    Pergunta-se ento por que os especialistas economistas,socilogos, psiclogos, cientistas polticos, mdicos, pedagogos ,apoiados nas mais modernas ferramentas tecnolgicas e em teo-rias testadas em slidos institutos de pesquisa, no conseguemresolver os problemas cruciais de suas reas.

    Parece que esses especialistas e tcnicos j no conse-guem compreender o mundo, j no conseguem oferecer uma in-terpretao da realidade que permita a tomada de medidas ade-quadas para enfrentar as dificuldades da poca em que vivemos.Essa viso dos especialistas uma viso estreita, limitada e frag-mentada, e a que se deve buscar a raiz da crise, no modelocorrente de explicao da realidade, que no d mais conta dosdesafios da mudana de sculo.

    A crise na verdade uma crise de percepo. uma criseda forma de interpretar o mundo que nos cerca e agir sobre ele. Omundo mudou, e o nosso grande engano tem sido continuar ten-tando explic-lo como o fazamos em tempos passados, por meiodo modelo que constitui o chamado paradigma newtoniano-cartesiano.

    O paradigma newtoniano-cartesiano de explicao da reali-dade tem dominado a cincia ocidental nos ltimos trezentos anos.Suas principais caractersticas so o mecanicismo (concepo douniverso como um mecanismo, uma mquina, sujeito a leis mate-mticas), o empirismo (apenas o conhecimento a partir de fatos con-cretos, passveis de serem apreendidos pelos sentidos e passveistambm de mensurao, teria valor cientfico), o determinismo (umavez conhecidas as leis que causam os fenmenos, seria precisodeterminar com preciso a sua evoluo) e a fragmentao (decom-posio do objeto de estudo em suas partes componentes).

    Nesse paradigma, a fsica obteve sensveis progressos apartir do sculo XIX, tanto pelo uso consistente da matemtica e

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    pela eficcia na soluo de problemas como pela sua aplicaobem sucedida em diversas reas da vida cotidiana. Ademais, aconcepo newtoniana do Universo serviu de modelo para o de-senvolvimento de vrias outras cincias e prticas que se encon-travam nessa poca em processo de sistematizao. Assim quea biologia, a medicina, a psicologia, a psiquiatria, a antropologia e asociologia, entre outras, assumiram as caractersticas bsicasdesse paradigma.

    Alm disso, ele serviu de base a toda uma forma de atua-o sobre a realidade calcada na tendncia auto-afirmao ex-cessiva e dominao dos outros pela fora, levando ao surgimentode uma classe dominante organizada, em posies de podermantidas de acordo com hierarquias sexistas e racistas na nfa-se da competio em vez da cooperao e no endeusamento deuma tecnologia que tem como objetivo o controle, a produo emmassa e a padronizao.

    Comeava a correr, no entanto, uma revoluo na primeirametade do sculo XX, com as teorias de Einstein e da fsicaquntica, que abalaram as bases do mecanicismo, com modifica-es profundas e importantes para o conhecimento humano. Essarevoluo ainda est em curso e se localiza no domnio da cincia,em particular a fsica e a biologia, sendo to fundamental para oplaneta como o foram a descoberta do fogo, da roda, da imprensae da energia atmica. [...]

    TAVARES, Clotilde Santa Cruz. Por uma Pedagogia da tolerncia. In: FICHMANN e BIASOLI-ALVES (org.) Crianas e Adolescentes: Construindo uma Cultura da Tolerncia. So Paulo:EDUSP, 2001. p.152-154. Texto adaptado.

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    QUESTO 01

    A discusso central do texto est apresentada no seguinte trecho:

    a) Essa sensao se traduz pela falta de habilidade do homemem lidar com o progresso e a tecnologia que ele prprio criou.

    b) a crise e pronto. Dela se ocupam intelectuais e polticos, natentativa de explic-la, outros de contorn-la ou resolv-la. Difi-clima tarefa, j que o seu aspecto mltiplo e a sua localizaodifusa.

    c) Essa viso dos especialistas uma viso estreita, limitada efragmentada, e a que se deve buscar a raiz da crise, no mo-delo corrente de explicao da realidade, que no d mais contados desafios da mudana de sculo.

    d) Comeava a correr, no entanto, uma revoluo na primeira meta-de do sculo XX, com as teorias de Einstein e da fsica quntica,que abalaram as bases do mecanicismo, com modificaes pro-fundas e importantes para o conhecimento humano.

    QUESTO 02

    A seqncia argumentativa do texto pode ser verificada em

    a) descrio do sculo XXI explicao da palavra crise caracte-rizao das mudanas de paradigma enumerao dos sinto-mas da crise definio do novo paradigma cientfico.

    b) descrio do sculo XXI caracterizao da crise definio dacrise anlise da mudana de paradigma caracterizao doparadigma newtoniano-cartesiano.

    c) caracterizao do sculo XXI explicao da palavra crise enumerao dos sintomas da crise definio do paradigmanewtoniano-cartesiano constatao das mudanas deparadigma cientfico.

    d) definio do sculo XXI caracterizao da crise definio doparadigma newtoniano-cartesiano descrio dos sintomas dacrise anlise das mudanas de paradigma cientfico.

  • 9 Concurso Pblico 2008 CEFET-MG Psiclogo

    QUESTO 03

    As inferncias sobre os paradigmas cientficos podem ser com-prov