Download Nephilim

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Text of Download Nephilim

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    Nephilim

    memria mais que viva e imortal de meu filho Lukas, meu amiguinho e meu cangurizinho de carinho a proximidade visceral, o qual, hoje, habita uma das muitas moradas da casa do Pai Eterno (1982-2004).

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    Nota do Autor

    Esta uma obra de fico. Por esta razo, nela no tenho outra inteno seno provocar a imaginao de meus leitores, na busca de tentar pensar, sem nervosismo religioso ou doutrinrio, uma das mais intrigantes histrias da humanidade, com suas implicaes na prpria formao do psiquismo humano e nos seus mitos. Aqui, portanto, no fao doutrina e nem ofereo argumentos de natureza teolgica, mas apenas exero o privilgio de ter recebido a beno da imaginao.

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    Apresentao desta Edio

    A primeira edio de Nephilim foi um

    sucesso. Eu, todavia, me senti um pouco

    frustrado. E a razo simples: o texto original

    foi a escrito com notas de roda-p e, por

    razes que fugiam ao meu controle, a deciso

    editorial foi public-lo sem as referncias que

    eu havia colocado como ajuda ao leitor.

    O que aconteceu que recebi milhares de

    e-mails fazendo as perguntas que as notas de

    roda-p explicavam. E meu trabalho, em

    razo disto, foi imenso. Da a deciso de

    publicarmos esta edio conforme o meu

    primeiro original.

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    As notas que voc ver nesta edio tem

    como finalidade ajudar o leitor a fazer um

    estudo paralelo dos temas que aparecem no

    livro. Muitos deles so baseados na Bblia.

    Outros so o resultado de muitas pesquisas, e

    julgo que podem ser muito teis como cultura

    geral.

    O que mais desejo, no entanto, que elas

    possam ser teis em grupos de estudo e como

    referencia aos que ensinam ou desejam

    discutir o assunto com amigos.

    A fartura de material que encontrei sobre

    os temas que este livro levanta imensa. Me

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    senti mal ao ter que selecionar apenas as

    informaes mais diretas e pertinentes ao

    texto em si. Minha esperana, todavia, que

    muitos, estimulados pela leitura, prossigam

    fazendo sua prpria pesquisa, e, em

    descobrindo coisas novas, gostaria muito de

    ser informado.1

    Como autor me senti imensamente

    recompensado ao ver o que o livro causou nas

    vidas de milhares de leitores. Os e-maisl que

    recebi fazem agora parte de um dos materias

    mais ricos que j reuni na vida, e, um dia,

    pretendo publica-lo.

    Espero que a Luz invada voc durante a

    leitura.

    1 Meu e-mail contato@caiofabio.com

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    Caio Fbio

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    A Mquina Quntica

    e ps a eternidade no corao do homem.

    Salomo, no livro de Eclesiastes

    Um grupo consideravel de pessoas neste fim de milnio j no pensa em tempo do mesmo modo que a maioria dos seres humanos ainda concebem essa dimenso. Hoje, com os novos experimentos da fsica quntica, uma revoluo est para acontecer. Haver grande aproximao entre cincia e religio, entre tecnologia e biologia, entre mquina e realidade orgnica. Muitas das hoje chamadas energias sutis -- bem conhecidas por profetas e msticos como mundo espiritual -- estaro ao alcance da cincia e da tecnologia.

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    Mquinas sero construdas a partir

    de clulas, criando um mundo de comunicao instantanea de informaes. Sero aparatos magnticos, e no eltricos. Nada do que hoje ns chamamos de avanado, poder, ainda, ser assim considerado, depois que isto acontecer.

    Em meio a todo esse progresso, se

    chegar uma concluso: a grande mquina quntica no est por ser criada, mas j existe h milhares de anos.

    Tambm se descobrir que essa

    mquina viva jamais foi usada em plenitude na Terra execeto uma nica vez, h cerca de dois mil anos--, em razo de que, logo aps ter sido criada livre, apareceu nela um desejo que, consumado, lhe atrofiou os sensores e inibiu seus recursos de percepo. Desse modo, ela perdeu a conexo com as milhares de

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    formas de energias sutis e dimenses existentes no universo. A pior de todas as perdas, todavia, aconteceu na area de voice recognition, pois nessa mquina quntica surgiu uma quase total impossibilidade para o reconhecimento da Voz de seu Criador. A despeito disso, o potencial dessa mquina no foi aniquilado, e, em tempo, ainda se saber sobre as grandes maravilhas que a habitam.

    Esta extraordinaria tecnologia

    quntica presente neste planeta possui corpo, alma e esprito. O corpo experimenta o tempo; o esprito transcende ao tempo -- pois tem natureza atemporal. E a alma faz o elo entre as vrias formas de energias da dimenso fsica e psicofsica, e as profundidades das formas de existncia que no podem ser medidas ou mesmo assumidas como reais no mundo das coisas palpveis, pois so espirituais.

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    A vida humana o grande complexo eterno-temporal a ser descoberto nas dcadas por vir. E quando essa conscincia se instalar, ento, se saber que a eternidade habita o corao dos homens e que o tempo nada mais que uma momentnea impresso de uma das muitas formas de existir e conhecer a existncia, que os humanos possuem, mas que foi em ns atrofiada por algo que na linguagem teolgica se chama de a queda.

    Sobretudo, se saber, que assim como

    profetas visitam o que ser, tambm podem visitar o que j foi, pois, no espirito, o que , ; porque passado, presente, e futuro, nada mais so que expresses daquilo que , e habita o interior dos seres humanos.

    Abellardo Ramez II2

    2 Este texto foi escrito por Abellardo Ramez II dois anos antes de iniciar sua viagem narrada neste livro.

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    Maria Flor de Cristo

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    Dar-vos-ei corao novo, e porei dentro em vs esprito novo; tirarei o corao de pedra e vos darei corao de carne.

    Profeta Ezequiel.

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    Despediu-se da esposa e dos filhos enquanto era empurrado para dentro daquele lugar intermedirio, onde a vida e a morte alternavam cumplicidades. No corao, cria que no escaparia. E quando os procedimentos iniciaram, mergulhou em escurido abissal e, numa frao de tempo que no sabia definir, abraou a si mesmo e entregou seu esprito. Era o dia 28 de abril de 1998! Quando despertou, soube que o transplante havia sido um sucesso. Dentro dele, entretanto, havia a sensao de que aquela realidade para qual voltara, j no era a mesma que tinha deixado. De volta ao seu pas, Abellardo encontrava os amigos e contava como estava se sentindo: s vezes eu penso que o transplante foi de alma.

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    Sentia que havia uma outra energia pulsando nele de modo latente. Era como se estivesse possudo por um mundo de sentimentos e intuies que no conseguia associar a nada que fizesse sentido no seu mundo; e como se o corao que agora lhe habitava, tivesse sua prpria agenda emocional, e no abrisse mo de praticar seus prprios ritos interiores. Impondo alegria, quando ele estava triste; tristeza, quando ele estava alegre; ou antipatia, quando ele sabia e sentia que estava sendo bem tratado. E mais: ele no aguentava inebriar-se com cheiros que antes ignorava, balanar-se gostosamente ao ritmo de msicas que antes no apreciava, reconhecer beleza interior em homens nos quais, antes, s via msculos; desejar comer comidas estranhas que jamais haviam feito parte de seu cardpio, e, sobretudo, viajar para

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    regies remotas pelas quais jamais se interessara antes. Alm disso, Abellardo Ramez II sentia que sua viso da vida havia mudado, dando-lhe a impresso que este mundo estava sendo habitado, ao mesmo tempo, pelo passado, o presente e o futuro. Queria uma resposta. Por isto, leu. Leu muito. Num nico livro encontrou centenas narrativas idnticas ao que sentia, e tambm muitos outros relatrios cientficos que davam conta do mesmo fenmeno; e que atribuam ao corao, no apenas o papel de bomba de sangue, mas o de detentor de memrias emocionais mais profundas, em estado bruto, no elaboradas e filtradas pelas censuras exercidas pelo crebro.

    2 Leu o trabalho intitulado The Hearsts Code, escrito por Paul Pearsall e que trazia um nmero imenso de relatos semelhantes ao que com ele estava acontecendo, todos relacionados a transplantes de corao.

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    Inconformado com sua situao viajou outra vez a terra de Merlin, onde sofrera o transplante. L, com a ajuda do doutor Isaak Harbour -- um dos mdicos que o operara -- descobriu quem era a pessoa que lhe doara o corao. Ao aproximar-se da rua onde a doadora vivera, comeou a sentir impulsos estranhos lhe visitando a alma. Olhou para um parque e sentiu paixo, como se naquele lugar, um dia, tivesse namorado. Viu um cachorrinho andando pela calada e teve desejo de parar para traz-lo ao colo, pois o animal lhe correu ao encontro fazendo-lhe com o rabinho saudaes de intimidade. Contemplou um jardim florido, e chorou, como se nele tivesse um dia meditado. Parou, enfim, quase sem precisar confirmar o endereo na porta

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    de uma casa que seu corao chamou de lar. Ento bateu palmas, mas era como se no precisasse. Quando um homem de pela escura e cabea embranquecida abriu a porta, subiu-lhe ao corao um desejo enorme de lhe saltar nos braos e lhe chamar de pai

    - Desculpe. Meu nome Abellardo

    Ramez II e vim porque herdei o corao de sua filha.

    O velho homem o convidou a entrar e pediu licena para que tambm chamasse sua esposa. A senhora entrou na sala, olhou para ele e disse: O que , . Isto tudo e tudo .

    - O que isto? Que coisa interessante! - No sei. Mas nossa filha sempre dizia

    isto.

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    - Desde a operao que es