Ed. 807 O Regional

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O Regional é um semanário distribuido em Curitiba, RMC e região da AMSULEP

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  • Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012 Edio 807 - Ano XVII

    Circulao: Pin, Agudos do Sul, Tijucas do Sul, Mandirituba, Quitandinha, Campo do Tenente, Contenda, Lapa, Fazenda Rio Grande, Rio Negro, Pinhais e So Bento do Sul.

    O Jornal da Regio

    Amsulep somou 106 homicdios no ano de 2011Nos dez municpios que fazem parte da regio da Amsulep foram registrados mais de 100 assassinatos no ano passado. A cidade de Fazenda Rio Grande disparada a cidade com maior nmero de mortes. J no municpio de Contenda no houve nenhum registro. PGINA 5

    Neco Prado divulga pacote de obrasO prefeito de Quitandinha, Neco Prado, vai reunir sua equipe e algumas lideranas na prxima semana para anunciar o programa de obras em 2012. Ele pretende encerrar seu oitavo ano de governo com importantes benefcios populao. PGINA 9

    Dranka prev 1 mi do governo federalEm Pin, o prefeito Gilberto Dranka informou nesta semana que foram empenhados 1 milho de reais em recursos federais para o municpio. Parte da verba ser utilizada para aquisio de mquinas e caminhes. PGINA 13

    Hoje ganhamos um novo portal

    O Regional estria a partir de hoje seu novo portal na internet. A inteno aumentar a velocidade da informao e incentivar a interao dos leitores. O projeto segue as tendncias dos grandes veculos, integrando o veculo principal com as redes sociais. Todos podero compartilhar matrias e sugerir reportagens. PGINA 6

    @o_regional

    Tijucas pretende lanar carto de crdito localAlm de facilitar o crdito e incentivar as compras, a Associao Comercial de Tijucas do Sul pretende segurar os clientes no municpio. Para isso vai lanar um carto de crdito s para o comrcio da cidade. PGINA 10

    Foto Ilustrativa: GiroRN.com

  • O REGIONAL - Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012 2

    Jornal Semanal de Pin e Regio Insc. Municipal - 0308 / 2422

    Rua Manaus, 500 Centro PinParan - Cep 83860-000

    Jornalista Responsvel:Heros Fanini DRT/PR 05111redacao@oregionalpien.com.br www.oregionalpr.com.br

    Telefone/fax: 41 3632 1256

    Editora J. O Regional LtdaCNPJ-01.276.217/0001-91T. B. R. S.CNPJ-05.526.452/0001-25

    O que para muitos parece algo distante, complicado e at impossvel, para as senhoras que trabalham no Comit Contra a Forme e Pela Moradia de Mandirituba totalmente diferente. Elas esto provando nos ltimos anos que vivel e possvel manter uma entidade social de forma slida e com resul-tados surpreendentes. O mais recente deles foi a concreti-zao de uma sede prpria com 400 metros quadrados de rea construda.

    A nova obra, que j abri-ga a entidade, est dividida em dois pisos e atende as demandas dos trabalhos di-rios. Anteriormente, o Co-mit funcionava num espao cedido pela igreja matriz do municpio. Foi a igreja, por sinal, que doou o terreno onde o prdio foi construdo. A prefeitura participou com 24 mil reais, houve algumas doaes particulares e a grande parte ser custeada pela prpria entidade. No total sero 260 mil reais.

    Segundo Eloina Ferreira, uma das coordenadoras do Comit, a receita oriunda das refeies que so servi-

    Comit contra a fome jtrabalha em nova sedeEleita a entidade social do Paran em 2009, o Comit Contra a Fome e Pela Moradia de Mandirituba

    continua surpreendendo e comemorando resultados. O incio de 2012 foi com casa nova

    A EntidadeO Comit Contra a Fome e Pela Moradia foi uma idealizao do socilogo Hebert Jos de Souza o Betinho, que ganhou notoriedade por sua participao em movimentos sociais pela erradicao da fome no pas e pela descriminalizao dos portadores do vrus HIV. Em 1993, Betinho liderou a criao do Comit de Entidades no Combate Fome e pela Vida - COEP. Com o passar dos anos, a entidade ampliou suas reas de atuao, tornando-se a Rede Nacional de Mobilizao Social - congregando cerca de 1.100 organizaes pblicas, privadas e da sociedade civil - atuando em 116 comunidades, no s na luta contra a fome, mas em iniciativas de promoo da cidadania em geral. Em Mandirituba, a entidade existe desde 1993.

    das diariamente no horrio de almoo, da confeco de pes, doces, gelias e sucos e da promoo de bazares. Atualmente so 7 voluntrias e outras 12 mulheres contratadas que atuam na entidade.

    Nos ltimos anos, o Co-mit tambm atuou fortemen-

    te no trabalho de reciclagem de lixo. Pessoas consideradas em situao de risco, carentes e desempregadas so recruta-das e atendidas pela entidade. Todos so motivados a prestar algum tipo de servio, para em troca receber auxlios que possam contribuir numa melhor condio de vida. As mulheres que procuram a instituio so indicadas para trabalhar em residncias ou empresas que necessitem de servios gerais. Na prpria sede do Comit, algumas so aproveitadas em uma panificadora adquirida com recursos federais e que produz pes, bolos, bolachas e outros doces comercializados junto comunidade.

    Os trabalhos no param

    por a, o Comit j construiu e reformou mais de 30 resi-dncias para famlias menos favorecidas, uma parceria que acontece com a participao direta dos prprios beneficia-dos. Aqui todos precisam dar sua parcela de contribuio e responsabilidade, relata Eloi-na. No restaurante popular da entidade, que iniciou com cerca de 20 refeies dirias, hoje j so mais de 80.

    Da nova sede ainda res-tam 30 mil reais para serem pagos, mas as voluntrias do Comit sabem que isso questo de tempo, pois para quem chegou at aqui sau-dar esse compromisso ser apenas mais um passo numa longa caminhada de muito trabalho e conquistas.

    EQUIPE DO CMITE Contra a Fome de Mandirituba comemora mais essa conquista

    Dinheiro e posse de bens de consumo podem ser sinais exterio-res de prosperidade, mas o que realmente distingue com clareza a classe social qual o brasileiro pertence a escolaridade.

    O levantamento Datafolha mostra que no topo da pirmide, por exemplo, a maioria possui nvel superior. Descendo um degrau, no que seria uma classe mdia alta, esta proporo cai significa-tivamente, e o nvel de instruo da maioria passa a ser o ensino mdio completo.

    Assim vai at chegarmos base da pirmide, em que o mais comum ser analfabeto ou nem sequer ter completado o primrio, equivalente hoje ao quinto ano do ensino fundamental.

    Estudar , portanto, o melhor passaporte para a mobilidade so-cial. E, apesar de muitos brasileiros ainda terem uma escolaridade precria, a boa notcia foi que a distncia entre pobres e ricos no que diz respeito ao acesso escola diminuiu.

    H dez anos, o Datafolha registrava que havia mais brasileiros que no tinham completado o ensino fundamental do que aqueles que possuam ao menos o nvel mdio completo.

    Hoje, a situao se inverteu, e esse movimento teve papel fun-damental na reduo da desigualdade e no crescimento da classe mdia no pas, como comprovam alguns estudos.

    O mais recente deles, dos pesquisadores Narcio Menezes Filho e Alison Pablo de Oliveira, ambos da USP (Universidade de So Paulo) e do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), mostra que 40% da queda da desigualdade no mercado de trabalho na dcada passada explicada pela melhoria da escolaridade dos mais pobres.

    O economista Marcelo Neri, da FGV (Fundao Getlio Vargas), que chegou a concluso semelhante em estudo divulgado em maio, lembra que a educao no Brasil nem sempre jogou a favor da reduo da desigualdade.

    Nos anos 1970, durante o chamado milagre econmico, o avano pfio da escolaridade fez com que os poucos brasileiros mais instrudos se beneficiassem muito mais do bom momento econmico do que os aqueles que estudaram menos tempo.

    Na dcada passada, mesmo sem taxas to altas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), foram os mais pobres que registra-ram maior aumento na renda, permitindo que muitos mudassem de classe econmica, em boa parte devido melhoria de sua escolaridade.

    A educao teve papel fundamental para explicar essa fantstica queda da desigualdade. E, nesse campo, muito do que foi colhido na dcada passada comeou a ser plantado nos anos 1990, afirma o economista.

    Neri se diz otimista com a continuidade desse processo. Muitos, inclusive eu, acreditavam que o crescimento dessas classes era sustentado mais na oferta de crdito e de programas sociais. Mas hoje entendo que as pessoas esto ascendendo tambm porque estudaram mais e tiveram menos filhos.

    MENOS RISCOSPriscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela

    Educao, lembra que quanto menor a escolaridade, menor a proteo contra crises econmicas.

    Se a economia desaquece, muitos dos brasileiros que migraram para a classe C beneficiados s pelo crescimento podem voltar para as classes D ou E. Com mais instruo, a pessoa tem mais fora para reagir s adversidades e capacidade de migrar de um setor para outro.

    Para ela, no entanto, medida que as diferenas em termos de acesso diminuem, aumenta a importncia da qualidade do ensino.

    Cada vez mais, o que diferenciar as classes no ser tanto o nvel de ensino ao qual cada um chegou, mas a qualidade da educao recebida, afirma.

    Cruz avalia ainda que ser um erro se boa parte dessa nova classe mdia fugir da escola pblica em busca de mais qualidade nos colgios particulares.

    Seu argumento que essa migrao teria efeito prejudicial para a educao na rede pblica e no seria garantia de melhor ensino, j que muitas escolas privadas, especialmente as que oferecem cursos mais baratos, tm tambm qualidade muito ruim.

    ANTNIO GOIS/Folha de So Paulo

    Escolaridade fundamental para crescimento da classe mdia

  • O REGIONAL - Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012 3

    A rea central da cidade de Quitandinha, que cor-responde principalmente a Avenida Fernandes de An-drade, ganhou cara nova aps algumas intervenes pro-movidas pela prefeitura mu-nicipal. A pavimentao em paraleleppedo foi retirada e em seu lugar foi implantado o asfalto, parte da avenida ganhou um canteiro central para contribuir no fluxo em duas mos e no cruzamento com a