Equipamentos E InstalaçõEs De Abate Aula 1

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    16-Dec-2014

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  • 1. EQUIPAMENTOS E INSTALAES DE ABATE BOVINOS Professora Samira Mantilla

2. INSTALAES

  • Localizao: zonas isentas de odores indesejveis, fumaa, poeira e outros contaminantes, e que no estejam expostas a inundaes.
  • Vias de transito interno: superfcie compacta e/ou pavimentada, apta para o trfego de veculos. Devem possuir escoamento adequado, assim como meios que permitam a sua limpeza.

3. INSTALAES

  • Aprovao de projetos de prdios e instalaes:
  • construo slida e sanitariamente adequada. Todos os materiais usados na construo e na manuteno devero ser de natureza tal que no transmitam nenhuma substncia indesejvel ao alimento.
  • disponibilidade de espaos suficientes realizao, de modo satisfatrio, de todas as operaes.
  • O fluxograma dever permitir uma limpeza fcil e adequada, e facilitar a devida inspeo da higiene do alimento.
  • impeam a entrada ou abrigo de insetos, roedores e/ou pragas e de contaminantes ambientais,
  • devero garantir que as operaes possam realizar-se nas condies ideais de higiene

4. INSTALAES

  • Nas reas de manipulao de alimentos
  • Os pisos devero ser de materiais resistentes ao impacto, impermeveis, lavveis e antiderrapantes no podendo apresentar rachaduras, e devem facilitar a limpeza e a desinfeco. Os lquidos devero escorrer para os ralos (sifonados ou similares), impedindo a acumulao nos pisos.
  • As paredes devero ser construdas e revestidas com materiais no absorventes e lavveis e apresentar cor clara. At uma altura apropriada para as operaes devero ser lisas, sem fendas, e fceis de limpar e desinfetar.
  • Os ngulos entre as paredes, entre as paredes e os pisos, e entre as paredes e os tetos ou forros, devero ser de fcil limpeza. Nos projetos deve-se indicar a altura da faixa que ser impermevel.

5. INSTALAES

  • Os tetos ou forros devero estar construdos e/ou acabados de modo que se impea a acumulao de sujidade e se reduza ao mnimo a condensao e a formao de mofo. Devem, ainda, ser fceis de limpar.
  • As janelas e outras aberturas devero ser construdas de forma a evitar o acumulo de sujidades
  • Os alojamentos, lavabos, vesturios, sanitrios e banheiros do pessoal auxiliar do estabelecimento devero estar completamente separados das reas de manipulao de alimentos

6. INSTALAES

  • Abastecimento de gua
  • Evacuao de efluentes e guas residuais
  • Vestirios, sanitrios e banheiros

7. INSTALAES

  • Instalaes para a lavagem das mos em dependncias de fabricao
  • Instalaes de limpeza e desinfeco
  • Iluminao e instalaes eltricas
  • Ventilao

8. INSTALAES

  • Armazenamento de resduo e materiais no comestveis
  • Devoluo de Produtos

9. EQUIPAMENTOS E UTENSLIOS

  • nas reas de manipulao de alimentos, que possam entrar em contato com estes, devem ser de materiais que no transmitam substncias txicas, odores nem sabores, e sejam no absorventes e resistentes corroso
  • Deve ser evitado o uso de madeira e outros materiais que no se possa limpar e desinfetar adequadamente,

10. EQUIPAMENTOS E UTENSLIOS

  • Desenho Construo
  • desenhados e construdos de modo que assegurem a higiene e permita uma fcil e completa limpeza e desinfeco.
  • Os equipamentos fixos devero ser instalados de modo que permitam fcil acesso e uma limpeza profunda.

11. INSTALAES E EQUIPAMENTOSRELACIONADOS COM A TCNICA DA INSPEO ANTE-MORTEM e POST-MORTEM - BOVINOS 12. DEFINIES

  • INSTALAES o que diz respeito ao setor de construo civil da sala de matana, dos currais e seus anexos, envolvendo tambm conjunto sanitrio, sistemas de gua e esgoto, de vapor,etc.
  • EQUIPAMENTO, a maquinaria, plataformas metlicas, mesas e demais utenslios e apetrechos utilizados nos trabalhos de matana.

13. CURRAIS

  • Os currais devem estar localizados de maneira que os ventos predominantes no levem em direo ao estabelecimento poeiras ou emanaes; devem, ainda, estar afastados no menos de 80 m das dependncias onde se elaboram produtos comestveis e isolados dos varais de charque por edificaes.
  • Classificam-se em:
  • Currais de Chegada e Seleo;
  • Curral de Observao;
  • Currais de Matana.

14. RESUMO 15. CURRAIS

  • Curral de chegada e seleo
  • Finalidade: receber e selecionar os animais formando lotes de acordo com sua categoria (sexo e idade) e procedncia.

16. Requisitos curral de chegada e seleo

  • a) rea nunca inferior dos currais de matana;
  • b) facilidades para o desembarque e o recebimento dos animais, possuindo rampa suave (declive mximo de 25), construda em concreto-armado, com antiderrapantes;
  • c) iluminao adequada (5 watts p/m2);
  • d)pavimentao, com desaguamento apropriado, declive de 2% (dois por cento),no mnimo; superfcie plana (com antiderrapantes no raio das porteiras), ntegra,sem fendas, dilaceraes ou concavidades que possam provocar acidentes nos animais, ou que dificultem a limpeza e desinfeco;
  • e)cercas de 2m (dois metros) de altura, construdas em madeira aparelhada ou de outro material resistente, sem cantos vivos ou proeminncias (pregos, parafusos, etc.), que possam ocasionar contuses, ou danos pele dos animais.

17. Requisitos curral de chegada e seleo

  • f) muretas separatrias (cordo sanitrio) elevando-se do piso, ao longo e sob a cercas at a altura de 0,30m (trinta centmetros), com cantos e arestas arredondados
  • g) plataformas elevadas para facilitar o exame ante-mortem, o trnsito de pessoal e outras operaes.
  • h)bebedouros de nvel constante, tipo cocho, construdos em alvenaria, concretoarmado. Suas dimenses devem permitir que 20% (vinte por cento) dos animais chegados bebam simultaneamente;
  • i)gua para lavagem do piso, distribuda por encanamento areo, com presso mnima de 3 atm e mangueiras de engate rpido, para seu emprego. Com referncia ao gasto mdio de gua, destes e dos demais currais, inclusive corredores, deve ser previsto um suprimento de 150 l de gua de beber, por animal, por 24 horas e mais 100 l por metro quadrado, para limpeza do piso;

18. Requisitos curral de chegada e seleo

  • j) seringa e brete de conteno para exames de fmeas (idade e grau de gestao), inspeo de animais suspeitos e aplicao de etiquetas aos destinados matana de emergncia. O brete deve facilitar o acesso direto ao curral de observao.
  • k) lavadouro apropriado limpeza e desinfeco de veculos destinados ao transporte de animais

19. CURRAIS

  • Curral de observao
  • Finalidade: receber os animais que foram julgados suspeitos ou doentes na inspeo ante mortem

Plataforma de observao 20. Requisitos curral de observao

  • Deve atender s especificaes constantes das alneas c, d, e, h e i do item curral de chegada e seleo e mais s seguintes:
  • a) adjacente aos currais de chegada e seleo e destes afastado 3m (trs metros) no mnimo;
  • b) cordo sanitrio, com altura de 0,50m (cinqenta centmetros), quando se tratar de cerca de madeira;
  • c) rea correspondente a mais ou menos 5% (cinco por cento) da rea dos currais de matana;
  • d) as duas ltimas linhas superiores de tbuas, no seu contorno, pintadas de vermelho, ou uma faixa da mesma cor, em altura equivalente, quando se tratar de muro de alvenaria;

21. Requisitos curral de observao

  • e) identificvel por uma tabuleta com os seguintes dizeres: CURRAL DE OBSERVAO - PRIVATIVO DA I.F.. Deve possuir cadeado com chave de uso exclusivo da I.F.

22. CURRAIS

  • Curral de matana
  • Finalidade: receber os animais aptos para a matana normal.

23. Requisitos curral de matana

  • Necessitam atender s especificaes das alneas d, e, f, g, h e i do itemcurral de chegada e seleo e mais s seguintes:
  • rea proporcional capacidade mxima de matana diria do estabelecimento, obtida multiplicando-se a cmmd pelo coeficiente 2,50m2 (dois e meio metros quadrados). Para melhor movimentao do gado, cada curral deve ter duas porteiras da mesma largura do corredor: uma delas para entrada, de modo que, quando aberta, sirva de obstculo para o gado no ir frente; outro, de sada, para, quando aberta, impedir o retorno do gado pelo corredor
  • luz artificial num mnimo de 5w (cinco watts) por metro quadrado.

24. DEPARTAMENTO DE NECROPSIA

  • Deve localizar-se nas adjacncias do Curral de Observao, prximo rampa de desembarque ou situar-se nas proximidade da Graxaria.
  • constitudo de: Sala de Necropsia e Forno Crematrio.

25. DEPARTAMENTO DE NECROPSIA

  • Sala de Necropsia :
  • Ser construda em alvenaria, com paredes impermeabilizadas com azulejos ou outro
  • ter janelas e portas teladas; piso impermevel e ntegro com declive para ralo central e escoamento separado dos fluentes da indstria.
  • Dever dispor de instalaes de gua e vapor para higienizao e pia com torneira acionada a pedal, munida de saboneteira de sabo lquido e de munidor de desinfetante; dispor ainda de mesa metlica fixa na parede, de armrio metlico para o guarda de instrumentos de necropsia e desinfetantes, e ainda de carrinho metlico provido de tampa articulada, que permita perfeita vedao, para o fim especial de transportar os despojos do animal para a graxaria, quando for o caso. Este carrinho, pintado externamente de vermelho, conter a inscrio: DEPARTAMENTO DE NECROPSIA - I.F. (Desenho N 6 )

26. DEPARTAMENTO DE NECROPSIA

  • A Sala de Necropsia dar acesso cmodo ao forno crematrio, distando deste, no mximo, 3m. O equipamento desta seo de uso privativo e intransfervel.
  • Forno Crematrio : De alvenaria (tijolos refratrios) ou de outro material apropriado; fornalha alimentada a lenha ou a leo. O forno pode ser substitudo por autoclave. O resduo poder ser destinado produo de adubo ou fertilizante.

27. BANHEIRO DE ASPERSO

  • Ter sistema tubular de chuveiros dispostos transversal, longitudinal e lateralmente (orientando os jatos para o centro do banheiro); presso no inferior a 3 atm.
  • Recomenda-se a hiperclorao dessa gua a 15 p.p.m. A sua largura ser, no mnimo de 3m

28. 29. RAMPA DE ACESSO MATANA

  • Da mesma largura do banheiro de asperso, provida de canaletas transversal-oblquas para evitar que a gua escorrida dos animais retorne ao local do banho, e de paredes de alvenaria de 2m (dois metros) de altura, revestidas de cimento liso e completamente fechadas.
  • O seu aclive deve ser de 13 a 15%, no mximo. Necessita de porteiras tipo guilhotina ou similar, a fim de separar os animais em lotes e impedir a sua volta.
  • O piso, construdo de concreto ou de paraleleppedos rejuntados
  • Sua capacidade deve ser de 10% da capacidade horria da sala de matana.

30. 31. SERINGA

  • De alvenaria, com paredes impermeabilizadas com cimento liso, sem apresentar bordas ou extremidades salientes; piso de concreto ou de paraleleppedos rejuntados com cimento. No deve apresentar aclive acentuado.
  • O comprimento foi calculado em funo de 10% da capacidade horria de abate e da dimenso de 1,70m por bovino.
  • 40 bois / hora . . . . . 6,80m
  • 60 . . . . . 10,20m
  • 80 . . . . . 13,60m
  • 100 . . . . . 17,00m
  • 120 . . . . . 20,40m

32. 33. SERINGA

  • A movimentao dos animais, desde o desembarque at o boxe de atordoamento, ser auxiliada por meio de choque eltrico, obtido com c/a de 40 a 60v, proibindo-se o uso de ferres.

34. 35. BOXE DE ATORDOAMENTO

  • sero individuais
  • conforme a capacidade horria de matana do estabelecimento, trabalhar ele com um boxe ou com mais de um boxe.
  • Ficam estabelecidas as seguintes dimenses-padro para um boxe singular:
  • Comprimento total:................. 2,40m a 2,70m
  • Largura interna:...................... 0,80m a 0,95m (mximo)
  • Altura total:............................. 3,40m
  • .

36. BOXE DE ATORDOAMENTO

  • construo metlica
  • O fundo e o flanco que confina com a rea de Vmito so mveis, possuindo o primeiro, movimento basculante lateral e o segundo, movimento de guilhotina. Acionados mecanicamente e em sincronismo, depois de abatido o animal, ocasionam a ejeo deste para a rea de Vmito.
  • Na rea de Vmito no permitido nmero de animais marretados, em decbito, superior ao dos boxes com que opera o estabelecimento.
  • O atordoamento efetuado por concusso cerebral, empregando-se marreta apropriada ou outro processo, que seja aprovado pelo Servio.

37. BOXE DE ATORDOAMENTO

  • Insensibilizao:
  • Pistola pneumtica

38.

  • Box para Atordoamento Bovino
  • Box de atordoamento com piso mvel.
  • A porta de entrada tipo guilhotina e a porta lateral funciona por sistema de alavanca, conjugada com o piso inclinvel, para permitir a sada do animal atordoado. Juntamente com o box fornecido uma plataforma metlica para o operrio, com corrimo de proteo e piso antiderrapante. Acabamento: fundo antioxidante e esmalte sinttico

39. 40. REA DE VMITO

  • Esta rea ter o piso revestido, a uma altura conveniente, por grade metlica resistente, de tubos galvanizados
  • As paredes da rea sero impermeabilizadas com cimento liso ou outro material adequado at 2m de altura, requerendo-se arredondamento nos ngulos formados pelas paredes entre si e pela interseo destas com o piso.
  • comprimento correspondente extenso total do boxe, ou dos boxes, acrescida de 1,50m , no sentido da seringa, e de 2m no sentido oposto; largura, 3m

41. REA DE VMITO 42. CHUVEIRO PARA REMOO DO VMITO

  • Considerando que, freqentemente sujam-se os bovinos, enquanto em decbito na rea de Vmito, com a regurgitao de outros que esto sendo alados, fica instituda a obrigatoriedade de serem eles mais uma vez banhados.
  • O tempo mnimo de permanncia do animal sob a ao do chuveiro de 60 segundos

43. 44. CHUVEIRO PARA REMOO DO VMITO

  • Sua extenso obedecer aos valores da tabela abaixo, em cuja composio levaram-se em conta dois fatores essenciais, a saber, velocidade horria de matana e o tempo mnimo de um minuto de banho:
  • Tabela:
  • At 40 bois/hora . . . . . 1,20m
  • 40 - 60 bois/hora . . . . . 1,80m
  • 60 - 80 bois/hora . . . . . 2,40m
  • 80 - 100 bois/hora . . . . . 3,00m
  • 100 - 120 bois/hora . . . . . 3,60m

45. SALA DE MATANA

  • deve ficar separada do chuveiro para remoo do vmito e de outras dependncias (triparia, desossa, seo de midos, etc.). Nos projetos novos a graxaria ficar localizada em edifcio separado daquele onde estiver a matana, por uma distncia mnima de 5m (cinco metros).
  • O p-direito da Sala de Matana ser de 7m (sete metros).
  • A sua rea total ser calculada razo de 8 m2 por boi/hora. Assim, por exemplo, se um estabelecimento tem velocidade de abate de 150 bois/hora, sua sala de abate requer uma rea (incluindo a rea de vmito, rea de sangria e Departamento de Inspeo Final) de 1200 m2 (mil e duzentos metros quadrados); para 100 bois/hora, 800 m2 (oitocentos metros quadrados); para 50 bois/hora, 400 m2 (quatrocentos metros quadrados), etc.

46. 47. SALA DE MATANA

  • Requisitos da sala de matana:
  • Pisos: Construdo de material impermevel, resistente aos choques, ao atrito e ataque dos cidos,
  • As paredes sero impermeabilizadas com azulejos brancos ou em cores claras, at a altura de 2m, salvo no caso de estabelecimentos exportadores, em que a altura requerida de 3m.

48. SALA DE MATANA

  • iluminao e ventilao naturais por janelas e aberturas sempre providas de tela prova de insetos. A iluminao artificial, tambm indispensvel, far-se- por luz fria (mnimo de 200w por 30m2)
  • Em caso de necessidade, podero instalar-se, supletivamente, exaustores

49. RE...