EXÉRCITO BRASILEIRO DECEx - DEPA COLÉGIO MILITAR DE ...· 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL ... Esses

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Text of EXÉRCITO BRASILEIRO DECEx - DEPA COLÉGIO MILITAR DE ...· 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL ... Esses

  • MINISTRIO DA DEFESA

    EXRCITO BRASILEIRO

    DECEx - DEPA

    COLGIO MILITAR DE FORTALEZA

    CASA DE EUDORO CORRA

    CONCURSO DE ADMISSO 2009/2010

    6 ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

    PROVA DE LNGUA PORTUGUESA

    INSTRUES AOS CANDIDATOS

    N DE INSCRIO __________ NOME: ____________________________________

    1. Esta prova est dividida em duas partes, contendo um total de 12 (doze) folhas,

    incluindo a capa, 01 (uma) folha de rascunho e 01 (uma) folha de redao.

    1a parte (folhas 02 a 09 ) itens objetivos de 01 a 20 (passar para o carto-resposta).

    2a parte (folhas 10 a 12) item 21 produo textual.

    2. Verifique se sua prova est completa.

    3. Escreva nos locais indicados na capa seu nmero de inscrio e nome.

    4. Alm da capa, APENAS A FOLHA 10 dever ser identificada no local indicado: nmero de

    inscrio, nome completo e assinatura.

    5. Assine o carto-resposta, escreva o seu nmero de inscrio e marque-o no local

    indicado. Em caso de erro ou dvida na identificao do carto-resposta, consulte o

    fiscal.

    6. S sero aceitas as respostas contidas no local indicado no carto-resposta e assinaladas

    com caneta de tinta azul ou preta.

    7. S ser aceito o texto redigido com caneta de tinta azul ou preta.

    8. Leia com ateno todos os itens e, somente ento, comece a resolv-los.

    9. No ser permitida a consulta a quaisquer documentos, nem a outro candidato.

    10. O tempo mximo para a resoluo de toda a prova (1a e 2a partes) de 2 (duas) horas.

  • CONCURSO DE ADMISSO 6 ANO / ENS. FUND. LNGUA PORTUGUESA 2009/10 Fl. 02

    PROVA DE LNGUA PORTUGUESA 1 PARTE

    MARQUE, NO CARTO-RESPOSTA ANEXO, A NICA ALTERNATIVA CORRETA CORRESPONDENTE A

    CADA ITEM.

    TEXTO 1

    Filhos do sol

    Jean-Louis Trudel

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    Est bonito e ensolarado l fora. Mesmo deste

    lado da janela, posso ver que vai ser um dia quente,

    inclusive sombra. Sei que os dentes-de-leo vo

    brotar em breve daquilo que era lama de primavera

    ao lado das caladas, poucos dias atrs. A terra vai

    enxugar as ltimas poas deixadas pelas chuvas de

    abril at no sobrar nada.

    Logo vai ser vero nos subrbios.

    Gostaria de estar l fora. Gostaria de jogar bola com meus amigos naquele trecho de grama

    alta e de bebedores-de-gasolina enferrujando do outro lado da cerca do estacionamento. Mas o

    dia est bonito demais para a minha me. Ela no vai me deixar sair, com o dia ensolarado

    assim.

    Continuo olhando, mas no consigo achar uma nica nuvem para cobrir o claro do sol

    forte de maio. O azul do cu est imaculado, to puro quanto um lago glacial. A poluio da

    cidade embaa os perfis das arcologias1 do centro, distncia, mas isso no o bastante. Tanto

    os ndices de oznio quanto os de partculas teriam de chegar aos nveis de alerta para a minha

    me me deixar sair para o sol do meio-dia. E, mesmo assim, apenas com uma mscara contra o

    p...

    Uma porta bate. O baque da armadura de composto prova de laser balana o prdio

    todo. Ouo gritos de prazer e em seguida vejo eles passarem correndo sob a minha janela. So

    cinco. Conheo James e Lydia porque frequentam a minha escola. Eles tm at um bilhete dos

    1 Conceito criado pelo arquiteto italiano Paolo Soleri, que imaginou prdios enormes que abarcariam uma cidade dentro de um sistema ecolgico fechado, como forma de racionalizao de recursos.

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    seus pais, permitindo que vo para a escola a p!

    Quanto a mim, tenho que me levantar antes do sol, quando os passarinhos comeam a

    cantar. Acho que os pssaros tambm tm medo do sol, agora.

    Eu pego o nibus especial que passa antes do sol nascer, com os outros meninos. Ns

    todos temos medo da vermelhido do sol no horizonte a leste, mas pelo menos um aviso. Na

    escola, temos de esperar at que os outros cheguem, antes de comear as aulas. chato

    esperar nos corredores e nas salas de aula meio vazias, mesmo quando brigamos ou

    apostamos corridas pelos corredores. Sabemos que ningum vai dar bronca na gente.

    Ento, eu observo eles irem embora sem mim, rumo a um jogo de futebol em um canto do

    campo onde a grama no cresce. Vo gritando felizes, rindo, se divertindo...

    Eu odeio eles.

    Outro dia, um desses garotos me convidou para ir jogar com eles. Eu disse que no e eles

    riram. Ento entendi que tinha sido um truque, uma piada sem graa. Eles sabiam que eu no

    sairia da sombra do toldo que protege a sacada do nosso segundo andar.

    No quando o sol est brilhando. No quando no h nenhuma nuvem para filtrar nem um

    pouquinho dos raios ultravioleta. No quando no h quase mais nenhum oznio sobre ns.

    No quando eu tenho a pele to clara que no posso me bronzear. No quando os

    bloqueadores solares so to arriscados quanto o sol.

  • CONCURSO DE ADMISSO 6 ANO / ENS. FUND. LNGUA PORTUGUESA 2009/10 Fl. 03

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    Oh, eu sei que a grama vai amarelar logo, logo. Esses raios ultravioleta, eles no so bons pra

    nada nem pra ningum. Sei que poderei sair e brincar quando o cu se cobrir com as cortinas de

    cinza industrial. (Mas no gosto de ficar nas ruas com aqueles fantasmas plidos, suas bocas

    escondidas, como a minha, por uma mscara branca que ficar escura com uma rapidez

    espantosa!) E sei que iremos Amaznia para as frias da famlia, onde ainda existe oznio

    bastante para se desfrutar de meia hora ao sol, e aonde James e Lydia nunca iro porque as mes

    deles no tm dinheiro para isso.

    No consigo segurar as lgrimas, sem saber se choro lamentando o passado ou de dio do

    presente. s vezes sonho que eles esto no hospital e eu os visito... Na verdade, eles so quase

    to vulnerveis quanto eu, mas no tm medo, ainda no, e eu tenho, e talvez seja por isso que

    choro e por isso que odeio eles, e todos os que so como eles...

    Eu no devia, j me disseram muitas vezes, mas eu odeio eles. Porque sou branco e eles,

    negros.

    In: CARUSO, Roberto de Sousa (org.) Histrias de fico cientfica.So Paulo: tica, 2005, p. 123-126.

    01. O assunto central da narrativa :

    (a) a destruio da natureza pelo homem.

    (b) a alegria de James e Lydia em brincar ao sol.

    (c) a tristeza de quem no pode brincar ao sol.

    (d) o dio daqueles que temem o sol.

    (e) o grande progresso obtido pelo homem do futuro.

    02. Sobre o narrador do texto podemos afirmar que:

    (a) um garoto branco que sonha em ser jogador de futebol.

    (b) um adulto que lembra com emoo a infncia perdida.

    (c) um menino do subrbio que teme os efeitos dos raios ultravioleta.

    (d) um garoto que tem apenas dois amigos, Lydia e James.

  • (e) um adulto que chora lamentando o passado.

    03. Acho que os pssaros tambm tm medo do sol, agora. (l.23). Sobre os pssaros, a frase leva a crer que:

    (a) sempre tiveram medo do sol.

    (b) comearam a cantar por medo do sol.

    (c) comearam a cantar para anunciar o nascer do sol.

    (d) passaram a temer o sol nestes tempos.

    (e) cantam ao nascer do sol, pois so noturnos.

    CONCURSO DE ADMISSO 6 ANO / ENS. FUND. LNGUA PORTUGUESA 2009/10 Fl. 04

    04. Ns todos temos medo da vermelhido do sol no horizonte a leste, mas pelo menos um aviso.

    (l.24/25). A expresso grifada se refere:

    (a) ao sol nascente.

    (b) ao sol poente.

    (c) a nuvens de poeira.

    (d) ausncia da camada de oznio.

    (e) chegada do vero.

    05. No desenrolar do texto, o narrador demonstra trs diferentes sentimentos, que so:

    (a) tristeza, amor e dio.

    (b) angstia, medo e felicidade.

    (c) inveja, tristeza e dio.

  • (d) saudade, dio e esperana.

    (e) dio, decepo e felicidade.

    06. Em relao s afirmaes abaixo sobre o texto, escreva (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:

    ( )

    ( )

    ( )

    ( )

    ( )

    A me do protagonista no o deixava brincar do lado de fora, porque ela era uma pessoa

    pessimista, triste e no gostava de dias bonitos.

    James e Lydia no so irmos, apesar do protagonista afirmar que ...eles tm at um

    bilhete dos seus pais... (l.20).

    Os negros poderiam ser considerados os filhos do sol, pois tinham privilgios e liberdade

    que os brancos no tinham.

    O protagonista, James e Lydia tinham a mesma condio financeira.

    O protagonista odeia apenas James e Lydia, e no todos os negros.

    A seqncia correta :

    (a) F V V F F

    (b) F F V V F

    (c) V F F V V

    (d) F V F V F

    (e) V F V F V

    CONCURSO DE ADMISSO 6 ANO / ENS. FUND. LNGUA PORTUGUESA 2009/10 Fl. 05

    07. Filhos do sol um texto de fico cientfica, porque:

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