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FOSSAS SÉPTICAS IMNHOFF DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS Lei Complementar nº 09/96, localizada na esquina da Av. Dr. Ismael Alonso Y Alonso com R. Couto Magalhães, Jardim Consolação Tratamento de esgotos. Fundação Tratamento de esgotos. Desoneradores, Tanques Tanques Imhoff. Imhoff e Câmara Seccagem. Em agosto de 1936, após vencer as eleições, Antônio Barbosa Filho, assumiu a administração municipal trazendo o grande desafio de ampliar o fornecimento de água e esgoto aos bairros carentes desse serviço, além de garantir a melhor qualidade do produto, agora muito questionado pela população e pela imprensa local. Assim que assumiu a condição de prefeito, Antônio Barbosa Filho, em conjunto com seus assessores, organizou um plano de abastecimento para a cidade, o qual seria necessária a realização de um empréstimo junto ao governo do Estado. Em 24 de fevereiro de 1937, o prefeito recebeu a autorização do empréstimo no valor de 4.508:873$300, para que o município pudesse ampliar seus serviços de abastecimento de água e tratamento de esgotos. Tendo sido aprovado o empréstimo, a prefeitura oficializou um contrato com a Companhia Geral de Obras e Construção S/A – GEOBRA, que se comprometia a construir as obras de ampliação da captação

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FOSSAS SPTICAS IMNHOFF DA ESTAO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS Lei Complementar n 09/96, localizada na esquina da Av

FOSSAS SPTICAS IMNHOFF DA ESTAO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS Lei Complementar n 09/96, localizada na esquina da Av. Dr. Ismael Alonso Y Alonso com R. Couto Magalhes, Jardim Consolao

Tratamento de esgotos. Fundao Tratamento de esgotos. Desoneradores, Tanques Tanques Imhoff. Imhoff e Cmara Seccagem.

Em agosto de 1936, aps vencer as eleies, Antnio Barbosa Filho, assumiu a administrao municipal trazendo o grande desafio de ampliar o fornecimento de gua e esgoto aos bairros carentes desse servio, alm de garantir a melhor qualidade do produto, agora muito questionado pela populao e pela imprensa local.

Assim que assumiu a condio de prefeito, Antnio Barbosa Filho, em conjunto com seus assessores, organizou um plano de abastecimento para a cidade, o qual seria necessria a realizao de um emprstimo junto ao governo do Estado.

Em 24 de fevereiro de 1937, o prefeito recebeu a autorizao do emprstimo no valor de 4.508:873$300, para que o municpio pudesse ampliar seus servios de abastecimento de gua e tratamento de esgotos.

Tendo sido aprovado o emprstimo, a prefeitura oficializou um contrato com a Companhia Geral de Obras e Construo S/A GEOBRA, que se comprometia a construir as obras de ampliao da captao de gua e instalao de redes de esgoto, que tanto se faziam necessrias para a melhoria da sade e higiene da populao francana.

O contrato assinado entre a prefeitura e a GEOBRA em 27 de fevereiro de 1937 pode ser avaliado como o mais importante servio de abastecimento de gua e esgoto implantado at ento, em Franca.

Iniciada em 21 de maro de 1937 e sendo concluda em outubro de 1939, as obras implantadas trouxeram importantes modificaes no sistema que vigorava at ento.

O servio de tratamento de esgoto em Franca no perodo de 1937 e 1957 era feito pelo processo de decantao simples, iniciado com um poo de visita montante da caixa de areia onde chega o material fecal para ser processado. Em seguida, duas caixas de areia com duas clulas ou cmaras (uma em servio outra em limpeza) distribuem o material para as duas unidades decanto-digestoras do tipo imhoff, ou seja, as duas unidades de tanque em forma de oito onde era feito o tratamento do material, separando o lodo do lquido, formando gases que eram eliminados por cima.o lodo ia para o .leito de secagem e o lquido para o crrego receptor. O ltimo processo do tratamento consistia em levar o lodo para os seis Leitos de Secagem e depois ser utilizado na agricultura como adubo.

Em linhas gerais, esse era o processo de tratamento de esgoto de Franca, um dos mais modernos da poca, cujo sistema deu origem ao atual sistema que vigora em nossa cidade.

Dados do coreto tombado pelo decreto 9.133 de 26/08/2008.

Dados do Coreto

Bem Tombado: Coreto da Praa Sabino Loureiro

Localizao: Bairro da Estao

Data da Construo: 1 CORETO 1908.

Construido pelo Prefeito Coronel Martiniano de Andrade.

Reformada na dcada de 1930 pelo arquiteto francs Chauvire.

Finalidade Atual: Compe a Arquitetura da Praa - Lazer.

rea: 2.095m.

Breve Histrico da Praa e do Coreto

A primeira referncia histrica do local em tela, quem nos fornece uma Ata da Cmara Municipal de 1892, situada no Arquivo Histrico Municipal Capito Hiplito Antnio Pinheiro que diz: ... Indico que est Cmara oficie ao chefe do Trfego da Companhia Mogyana, afim de que o mesmo mande demolir o curral que actualmente serve de embarque gados, fazendo-on outro logar visto o existente estar na Praa da Estao e alinhamento da rua ... Temos tambm o historiador Fransrgio Follis, em sua obra Estao: Bairro Centro, contando ... Na ltima dcada do sculo XIX, esta praa, ainda conhecida como Largo da Estao, era utilizada como curral de embarque de gado pela Cia. Mogiana e em 1908 o ento prefeito Cel. Martiniano de Andrade construiu um coreto e plantou algumas rvores no local.

Sem pavimentao e sem arborizao, ela se manteve at o incio do sculo XX e foi ponto de chegada de quase todos os viajantes e migrantes que aportavam na cidade. Da, ser o ponto das charretes e dos bondes puxados a burros, mais tarde, tambm ponto dos carros de praa.

Quanto ao uso do Coreto, atravs de uma Ata da sesso ordinria da Cmara Municipal em 07 de Maio de 1920, temos o seguinte: .. requerimento do cidado Antnio Martins Coelho, em nome dos habitantes do bairro da Estao, pedindo um auxlio de cincoenta mil ris, mensaes para gratificao da banda musical Euterpe So Sebastio pelas digo, para que a mesma faa retretas no coreto existe naquelle bairro. Julgado motivo de deliberao, vae s commisses de Justia e Finanas....

A Praa Sabino Loureiro, foi assim denominada em 1929. Na dcada de 1930 ela recebeu um projeto urbano-paisagstico feito por um arquiteto francs Chauvire, que era o arquiteto oficial da cidade e estava remodelando quatro praas da cidade, inclusive a Praa Nossa Senhora da Conceio.

Em relao a essa obra, temos o seguinte comentrio do Arquiteto e Historiador Paulo Queen: O desenho arquitetnico obedece a formas geomtricas bem definidas e cortando-se-a em dois eixos, longitudinal e transversal, observa-se a simetria do traado. Ao centro foi construdo um coreto de concreto e alvenaria e a sua forma arquitetnica lembra um chapu muito usado pelos rapazes daqueles anos.

Entre os anos de 1956 e 1960, administrao do Prefeito Onofre Gosuen, foi colocado na praa o monumento: O menino tirando estrepe, a Esttua da Criana a Esttua da Repblica e o Servio de Alto-Falantes Zig-Zag.

O local, na poca era muito utilizado pelos jovens do bairro para footing, comcios, encontros para namoro patrocinado pelos Alto-Falantes e principalmente ponto de passagem de transeuntes que se locomovem de um bairro para outro.

Fig. 01 Coreto na dcada de 1930.

Em 1962 o prefeito Flvio Rocha realizou reformas nesta praa, onde foi trocado a antiga pavimentao de pedra em tamanhos retangulares pelo piso em petit pav. Instalou tambm a iluminao a vapor de mercrio, e remodelao dos canteiros, mas especificamente na vegetao.

Fig. 02 Dcada de 1950 e 1960

CORETO EM 2009

IMVEL LOCALIZADO NA ESQUINA DAS RUAS MONSENHOR ROSA E VOLUNTRIOS DA FRANCA,

Decreto n. 9.198 de 29/12/2008

IMVEL LOCALIZADO NA ESQUINA DAS RUAS MAJOR CLAUDIANO E VOLUNTRIOS DA FRANCA, n 1557, Centro Decreto n 8726 de 22/08/2006.

O imvel construdo originalmente para abrigar o Banco Commercial de Franca teve sua planta de edificao aprovada pela Prefeitura Municipal em 1922, na gesto do prefeito Torquato Caleiro, cujo engenheiro responsvel foi Giacomo Jussani. Desde ento,sempre abrigou estabelecimentos bancrios. Depois do Banco Commercial sucederam-se o Banco do Estado de Minas Gerais, Banco Bandeirantes e recentemente, o Banco Santander.

Trazendo caractersticas arquitetnicas do ecletismo, intermedirio ao neoclssico e o modernismo, sua construo na primeira metade da dcada de 1920 retrata a importncia da cafeicultura francana no contexto nacional, onde seu desenvolvimento atraiu a instalao de inmeras agencias bancrias interessadas em fornecer crdito e financiamento a essa classe produtiva.

A correlao entre crdito e a cafeicultura foi fator importante para a modernizao da cidade, estimulando a instalao e desenvolvimento dos servios de energia eltrica, saneamento bsico, calamento de ruas, comrcio, servios e industrias. Nessa rea da cidade, situaram por vrias dcadas estabelecimentos comerciais, bancrios e industriais, alm da camada dominante da sociedade que ali morava e realizava seus negcios.

Alm de Franca, outras cidades brasileiras receberam edificaes semelhantes a esta, que testemunharam a virada ocorrida a partir da dcada de 1930, em que o Brasil deixou de ser um pas eminentemente agrrio para assumir a partir de ento, um papel decididamente urbano e industrial.

A preservao deste imvel significa preservar a memria de uma trajetria da atividade cafeeira de exportao, que produziu um dos processos mais salientes de urbanizao ocorrido em todo o hemisfrio sul do planeta.

CASA DO PINTOR BONAVENTURA CARIOLATO Rua Tomz Gonzaga esquina com Campos Salles Decreto n. 8783 de 18 de dezembro de 2006.

Casa que pertenceu ao pintor Bonaventura Cariolato. O imvel, localizado na esquina das ruas Campos Sales e Thomaz Gonzaga, na regio central, foi alugado pela prefeitura este ano e abriga o Espao Cultural Feac, onde funciona a Pinacoteca e o MIS (Museu da Imagem e do Som). Construda no sculo 19, a casa abrigou um centro de sade antes de ser comprada por Cariolato. O pintor veio para Franca no comeo da dcada de 1920 e morou na casa at sua morte, em 1989. Depois, a famlia continuou no local por mais algum tempo at que, em 1998, o local se tornou uma casa de cultura, inicialmente com o patrocnio da Unifran (Universidade de Franca), depois da Uni-Facef e Faculdade de Direito de Franca.

FRONTO DO ESTDIO PALMEIRAS FUTEBOL CLUBE Decreto n 8729 de 28/08/2006, localizado na R. Santos Pereira, n 484, Bairro Cidade Nova

Fachada do Estdio em 2009 Arquibancadas do Estdio na dcada de 1950

Em 25 de dezembro de 1917 um grupo de entusiastas italianos, torcedores fanticos do time do Palestra Itlia, atual Palmeiras da capital,resolveu fundar um clube em Franca que levaria o mesmo nome do clube predileto.

O clube possua um campo simples situado na quadra contornada pelas ruas Afonso Pena, Santos Pereira,Carlos do Carmo e Major Niccio. O material de jogo era guardado em uma casa prxima, onde o casal moradores tambm cuidava da lavagem dos uniformes dos atletas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, por determinao do governo federal, nenhum clube ou agremiao poderia levar o nome dos pases do Eixo,envolvidos no conflito. Assim, o Clube Palestra Itlia da capital tornou-se Sociedade Esportiva Palmeiras, da mesma forma, o Palestra Itlia de Franca tornou-se ento, Palmeiras Futebol Clube.

Entre os anos 1930 e 1940 a diretoria conseguiu angariar fundos e construir arquibancadas, colocando o clube nos padres dos clubes profissionais do interior paulista. Entre 1947 e 1953 o clube se profissionalizou disputando campeonatos que envolviam Botafogo, XV de Piracicaba, Ponte Preta,alm da tradicional rival, Associao Atltica Francana. Entre 1983 e 1993 o clube retornou ao profissionalismo, porm, atualmente s participa de campeonatos amadores.

Em 1947 foi inaugurada grande parte das obras do Estdio, num projeto assinado por Antnio silva Lima, num jogo memorvel entre S.E. Palmeiras X Palmeiras Futebol Clube, presenteando a populao francana com uma obra que marcaria a paisagem arquitetnica do bairro Cidade Nova.

A fachada frontal do Estdio, concluda em 1958, ajuda a compor a imagem da cidade, enriquecendo seu espao urbano, se estabelecendo como smbolo de uma poca em que o futebol se tornava a paixo mundial, se fixando tambm como um marco construdo atravs da unio entre italianos e brasileiros.

CADEIA PBLICA Decreto n 7686 de 15/09/1999, localizada R. Major Claudiano, n 2292, Centro.

O prdio foi construdo na dcada de 10 (1913), substituindo o antigo Frum e cadeia onde hoje funciona o Museu Histrico Jos Chiachiri, inserindo-se no processo de modernizao da chamada Repblica Velha. O edifcio de dois pavimentos sbrio e destaca-se na paisagem urbana comum pelo seu jogo de abertura diferenciada: no trreo, as celas, na parte superior, janelas comuns na delegacia. Com a construo do novo frum no final dos anos 1950, o prdio sofreu alteraes internas, transformando-se no antigo cadeio da dcada de 70.

Por sua mstica e volumetria merece ser preservado para as futuras geraes, sobretudo no sentido de se analisar as diferenas entre as construes daquela poca, com os projetos construdos na atualidade, destinados aos mesmos fins ao qual foi planejado no inicio do sculo XX.

DUAS RESIDNCIAS GEMINADAS DA CIA. MOGIANA Decreto n 8015 de 16/04/2002, localizadas no Prolongamento da Av. Integrao, s/n, Bairro Miramontes

Parte integrante de um conjunto arquitetnico formado pela Capela Santa Cruz, o embarcadouro de passageiros e as casas geminadas da antiga Companhia Mogiana utilizadas antigamente por seus funcionrios que davam manuteno a sua composio, carregam consigo grande valor histrico de um perodo de transio econmica vivida pelo municpio de Franca.

Regio marcada pela presena de boiadeiros que ali marcavam seus pousos, despertando o desenvolvimento da produo artesanal dos produtos derivados do couro, dando inicio ao desenvolvimento da indstria caladista. Ao mesmo tempo, a regio conserva os traos da modificao trazida pela chegada da ferrovia, fato que ocorreu em 1887, promovendo a modernizao dos transportes, iniciando um novo ciclo econmico para a cidade, possibilitando a construo da Franca do presente.

Ocupando o antigo leito da ferrovia, encontra-se um poo onde era abastecida a locomotiva a vapor, bem como o embarcadouro revestido de tijolos macios aparentes, trazendo o smbolo tpico da Companhia Mogiana.

A preservao desse espao possibilita garantir a sobrevivncia de um local que abrigou dois smbolos do desenvolvimento econmico, social e urbano de Franca: o surgimento da indstria caladista, originada pela presena dos tropeiros, assim como a presena da ferrovia que, por onde passou, deixou seu rastro de progresso.

ESTAO FERROVIRIA Decreto n 7420 de 11/08/1997, localizada na R. Frei Germano s/n, Bairro da Estao.

Municpio de Franca, SP

Linha do Rio Grande - km 416,461 (1938)

SP-0841

Inaugurao: 11.04.1887

Uso atual: departamento de sade da Prefeitura e terminal rodovirio sem trilhos

Data de construo do prdio atual: 1939

HISTORICO DA LINHA: A Linha do Rio Grande foi inaugurada em seu primeiro trecho em 1886, e em dois anos (1888), j chegava a Rifaina, onde cruzava o rio Grande e mudava o nome para Linha do Catalo, que por sua vez chegou a Uberaba j no ano seguinte. Em 1970, as duas linhas foram seccionadas, com a construo da barragem de Jaguara. O trecho a partir de Pedregulho foi extinto, e logo depois, o trecho a partir de Franca tambm o foi. Em 15/02/1977, os trens de passageiros deixaram de circular, e em 1980, passou o ltimo trem de carga. Em 1988, seus trilhos foram arrancados. Em 1990, foram recolocados os trilhos no trecho entre Pedregulho e Rifaina, constituindo-se a E. F. Vale do Bom Jesus, com fins tursticos.

A ESTAO: A estao de Franca foi inaugurada em 1887, sendo esta, na poca, um dos objetivos mais importantes a ser atingidos pela ferrovia. Depois da chegada da linha a Casa Branca, em 1878, que a Mogiana passou a avaliar a alternativa de seguir em linha reta para o norte, chegando a essa cidade, mas, graas expanso muito rpida da nova regio de Ribeiro Preto, a companhia decidiu-se por mover a linha para oeste, e somente depois de cruzar o rio Pardo, a sim, voltar para nordeste para atingir a velha Franca do Imperador. Em Franca cita-se o dia 5 de no o 11 de abril como a inaugurao da estao. Pode ter sido uma antecipao dos servios, que teriam, ento, comeado 6 dias mais tarde. Em 5 de abril, uma locomotiva a vapor com um carro de passageiros e alguns vages de lastro inaugurou o prdio e a linha. sua volta, duas casas apenas, num enorme deserto: a de Antonio Niccio e a de Simo Caleiro. O bairro da Estao foi-se desenvolvendo a partir da: a estao era sempre um centro de recepo de personalidades. Em 1939, a estao ganhou um prdio novo, mais moderno, estilo "art-noveau". Com o tempo, entretanto, a linha do Rio Grande foi perdendo a sua importncia, reduzindo muito seu movimento. Ainda assim, em 01/06/1969, as oficinas da estao receberam boa parte do que estava sediado na estao de Ribeiro Preto-velha, recm-desativada. Em 01/08/70, porm, pouco mais de um ano depois, o destacamento de trao de Franca foi definitivamente suprimido, com seu pessoal sendo deslocado para outras unidades da ferrovia (*RM-1970). Foi este o golpe de morte. Nesse mesmo ano, a linha do rio Grande tornou-se o ramal de Franca, seguindo somente at Pedregulho, e, poucos anos depois, chegando mesmo somente at Franca. Em 15 de fevereiro de 1977, o ltimo trem de passageiros, alis, um trem misto, com um carro apenas e cinco vages cargueiros, partiu de Franca, conduzido pelo maquinista Augusto Ferreira Mendes, ao meio-dia de uma tera-feira, com o chefe do trem Olivio Marques avisando aos passageiros da notcia. J os de carga sobreviveram somente at 1980. A estao fechou oficialmente em 1983, quando seu ltimo chefe, Jos Antnio Bosco, entregou suas chaves.

TOMBAMENTOS EM MBITO ESTADUAL

ESCOLA CORONEL FRANCISCO MARTINS Decreto de 1979 e Notificao de 2002.

Fonte da foto: So Paulo (Estado). Inspetoria Geraldo Ensino. Escola Coronel Francisco Martins 1905

Anurio do Ensino do Estado de So Paulo - 1908-1909. So Paulo:

Tip. Siqueira, Salles& Cia., 1909

Fo i c r i ad o em 3 0 d e ab r i l d e 1 9 0 4 e i n s t a l a d o a 03 d e m a i o d e 1 9 0 5 , f u n ci o n a n d o e m u m p r d i o a d a p t ad o, d o ad o a o

g o v e r n o d o E s t a d o p e l a C m ar a Mu n i ci p a l. Fo i s e u o r g a n i z a d o r e p r i m e i r o d i r e t o r o p r o f e s s o r B e n e d i c t o E s t e - v a n d o s S a n t o s.

Em 1 9 0 5 , n o p r i m e i r o a n o d e f u n ci o n a m e n t o , f o r a m m a- t r i cu l ad o s 2 0 4 a l u n o s; e m 1 9 0 6 , 3 0 7 ; e e m 1 9 0 7 , 3 5 3 .

E m 1 9 1 0 , v i s a n d o a a m p l i a r o a t e n d i m e n t o p o p u l a o

e m i d ad e e s c o l ar , h o u v e u m d e s d o b r a m e n t o d o h o r r i o d e a u l a s e m d o i s p e r o d o s, co m o a co n t e c e u em o u t r o s g r u p o s e s c o l ar e s: d a s 8 h s 1 2 h p ar a o s m e n i n o s, e d as 1 2 h 3 0 s 1 6 h 3 0 p ar a a s m e n i n as.

P e l o a l t o v a l o r h i s t r i co n a e v o l u o e d u c a ci o n a l d o E s -

t a d o d e S o P a u l o , j u n t a m e n t e co m o u t r a s 1 2 2 e s c o l as

p b l i c a s d a c a p i t a l e d o i n t e r i o r , s e u p r d i o f o i t o m-

b ad o p e l o Co n s e l h o d o P a t r i m n i o H i s t r i co , Ar q u e o l g i co , A r t s t i co e T u r s t i co d o E s t ad o d e S o P a u l o

( CONDEPHAAT) , c o n f o r m e p u b l i c a o n o D i r i o O f i ci a l d o E s t a d o d e S o P a u l o , d o d i a 07 d e a g o s t o d e 2 0 0 2 , p g i -

n a s 01 e 5 2 .

RELGIO DO SOL Decreto Municipal n 7688 de 15/09/1999, localizado na Praa Nossa Senhora da Conceio

Localizao Praa Nossa Senhora da Conceio - Centro

Orgo Responsvel pelo tombamento:

Conselho de Defesa do Patrimnio Histrico, Artstico e Turstico do Municpio de Franca, Condephat,

Ano de Tombamento: 1999

Descrio Relgio:

Montado pelo padre capuchinho francs frei Germano DAnnecy, convidado por Dom Pedro II para dirigir o Observatrio Meteorolgico do Imprio.

Construo de 1886, feita em mrmore de carrara.

Possui quatro mostradores: norte, sul, leste e oeste.

O relgio pode fornecer inmeras informaes relativas medida do tempo, das estaes do ano, etc..

o nico do pas e semelhante a ele s existe um no mundo, o da cidade francesa de Annecy.

O relgio do Sol uma construo muito antiga. Uma das mais antigas de Franca. importante ressaltar que esse monumento usado em pesquisas escolares e dados histricos da cidade e sua regio, proporcionando um aprofundamento mais detalhado sobre a Cultura e a Histria de Franca.

JARDIM ZOO BOTNICO.

Tombado pelo Decreto n 7509 de 20/03/1998,

Histrico

O antigo Horto Florestal de Franca (atual Jardim Zoobotnico de Franca) foi criado oficialmente pela Lei Municipal n. 269 de 10 de dezembro de 1952 pelo Prefeito Dr. Ismael Alonso y Alonso (1952-1955) e situa-se na Fazenda Pouso Alto, propriedade da Prefeitura Municipal, compreendendo uma vasta rea de terras e de mata nativa. Foi criado no incio da dcada de 50 com o objetivo de cultivar mudas de rvores frutferas, principais variedades de caf, mudas de floricultura ornamental e tambm distribuir sementes e mudas destinadas a agricultores, bem como essncias florestais, hortalias e legumes. O Horto florestal teve sua construo e formao em janeiro de 1956, atravs do Prefeito Onofre S. Gosuen, que trouxe de So Paulo uma grande quantidade de mudas de pau-brasil e aroeira do Viveiro Manequinho Lopes. No entanto, suas atividades no fornecimento de mudas, sementes e o atendimento geral ao municpio e regio comearam de fato em 24 de abril de 1956. Aps 9 anos de funcionamento, foi construda uma represa para abastecimento da irrigao das mudas e os trabalhos passam a ser administrados pela engenheira agrnoma Olga Toledo de Almeida, na gesto do Prefeito Hlio Palermo (1964-1969). A implantao de infra-estrutura s ocorreu no ano de 1984, quando foi construda sua primeira edificao destinada ao uso de um apirio, sob a gesto do Prefeito Sidnei Rocha (1983-1987), onde hoje funciona como prdio administrativo.O mel era destinado a merendas escolares, creches, asilos e APAE e esteve em atividade at 1994.

Nesta mesma administrao, foi implantada a Horta Municipal, para produo de verduras servidas nas merendas escolares e nas entidades. No ano de 1985, o Sr. Clio Milani entra como supervisor de equipe no Horto e, em 3 anos de trabalho, aumenta o viveiro de mudas em 2/3 de seu tamanho. Em 1987 foi construda uma edificao para uso dos funcionrios, compreendida de refeitrio, vestirio e cozinha, ainda sob a gesto do Prefeito Sidnei Rocha. No mandato do Prefeito Maurcio Sandoval (1989-1992), realizou-se a construo dos depsitos de ferramentas e materiais no Horto Municipal, devido ao aumento da produo de mudas proporcional ao crescimento e desenvolvimento do Municpio. Sob a gesto do Prefeito Ary Pedro Balieiro (1993-1996), foi implantado o sistema de irrigao com aspersores, ou seja, irrigao automtica (que antes era feita manualmente). Tambm foram construdas duas estufas para germinao das sementes. partir da nova administrao do Horto Florestal Municipal, com o Sr. Clio Bertelli como chefe da Diviso Ecolgica no mandato do Prefeito Gilmar Dominici (1997-2000), houve um grande aumento na produo de mudas e o Horto passa a ser aberto ao pblico, visando proporcionar noes de educao ambiental aos alunos da rede pblica e particular do Municpio. Com a degradao ambiental crescente e a necessidade de preservao dos ecossistemas tornou-se imprescindvel a criao de reas protegidas com a finalidade de manter a fauna e flora nativas. Para se adequar aos novos objetivos pretendidos, o Horto Florestal foi transformado no Jardim Zoobotnico de Franca atravs de uma lei municipal, em 17 de julho de 1998, objetivando principalmente a formao de mudas e a conservao da rea. A Prefeitura Municipal de Franca pretende, atravs da preservao da fauna e flora nativas, transformar a rea preservada em um local disponvel para pesquisas cientficas, educao ambiental e espao de lazer. Dessa forma, sob a orientao do Engenheiro agrnomo Clio Bertelli, esto sendo desenvolvidas pesquisas cientficas como: desenvolvimento das mudas de pau-brasil em rea temtica; inventrio florstico da vegetao nos bosques temticos; estudo da disperso de sementes do palmito-juara, por pssaros; e uso do biosslido da SABESP no desenvolvimento inicial das mudas. O Jardim Zoobotnico de Franca est sendo regularizado de acordo com o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), responsvel por resolues reguladoras dos Jardins Zoobotnicos do Brasil atravs de convnios com o IBAMA. Atualmente, esta sendo efetivada a criao do Jardim Zoobotnico Municipal de Franca, desenvolvendo reas temticas, construes de estufas, infra-estrutura para recebimento ao pblico em geral, pesquisas cientficas, educao ambiental com visitas programadas, produo de mudas para reflorestamento, arborizao urbana e paisagismo, coleo de plantas "in situ" e " ex situ". Juntamente com uma rea conservada de vegetao nativa, aproximadamente 90 hectares, o Parque Zoobotnico de Franca um local de abrigo para a fauna remanescente prximo a rea urbana, totalizando uma rea de 200 hectares reconhecida como Unidade de Conservao Municipal e evolui a cada dia, na persecuo de seu objetivo de tornar-se referncia de Estratgia de Gesto Ambiental, priorizando a educao ambiental e conservao da Natureza

INVENTRIO FLORESTAL DO JARDIM ZOOBOTNICO DE FRANCA

A flora do J. Zoobotnico de Franca constitui-se de espcies herbceas, arbustivas e arbreas, dispostas em grandes canteiros (quadras), isoladas ou em pequenos remanescentes de mata nativa. As espcies arbreas esto sendo catalogadas e quantificadas em 12 canteiros previamente delimitados. Nos remanescentes de mata nativa est sendo realizado um levantamento florstico. Tanto nas quadras quanto nos remanescentes, as espcies amostradas so aquelas com pap (Permetro Altura do Peito) 15 cm, medido a 1,30 de altura do solo. As espcies identificadas esto sendo plaqueadas com recortes de calhas numerados e pregos galvanizados para evitar oxidao. Os indivduos da mesma espcie recebem nmeros iguais, estando nos remanescentes de mata, isolados ou nos canteiros, porm quando presentes em quadras diferentes so marcados com letras diferentes. At o momento, foram identificadas e plaqueadas 136 espcies pertencentes a 46 famlias. Caesalpinaceae e Bignoniaceae so as famlias representadas por um maior nmero de espcies: 15 e 10 respectivamente. Das 136 espcies identificadas 102 so nativas e 34 foram introduzidas no territrio brasileiro pelo homem. Com as espcies identificadas e plaqueadas, elas podero ser selecionadas para prtica de Educao Ambiental e formao de mudas para os municpios de Franca e regio, de acordo com as caractersticas que apresentam, como produo de frutos para atrao da fauna, propriedades medicinais para usos mltiplos e rvores smbolo do Brasil (devido beleza das flores ou processos histricos).

DOIS POSTES METLICOS DA ILUMINAO PBLICA Decreto n 8333 de 06/05/2004, localizados no fundo da Igreja Santo Antnio, Bairro Cidade Nova

Situados em frente aos ns 814 e 834 da Rua Atlio Zuanazzi, fundo do cruzamento com a Rua Major Mendona, prximos Igreja Santo Antnio, os dois postes metlicos representam a preservao da memria da instalao dos servios de iluminao pblica em Franca, cuja chegada se seu em 1904. Os postes so remanescentes da dcada de 1940, perodo em que a CPFL utilizou-se desse tipo de material. A partir da dcada de 1960 a empresa passou a fazer a substituio desses postes, juntamente com os de madeira por postes de concreto. O tombamento dos mesmos justificou-se como forma de se preservar um estilo de iluminao de uma determinada poca, servindo de comparativos com as tecnologias atuais e futuras.

DOIS BEBEDOUROS DE ANIMAIS Decreto n 8015 de 16/04/2002, localizados na Av. Major Niccio, aos fundos da Escola Estadual Torquato Caleiro, entre as ruas Campos Salles e Major Claudiano, Centro, e outro na Praa Ana Niccio, Bairro da Estao.

Bebedouro da Estao

Existem em Franca dois bebedouros de cavalos, um situado na praa adjacente Estao Mogiana e outro localizado na avenida Major Niccio, na calada que contorna a escola Torquato Caleiro. Remanescentes de uma poca marcada pelo uso do transporte de trao animal, a localizao desses bebedouros atendia s necessidades funcionais do passado.

Sendo um meio de transporte rstico e barato, o uso de carroas de aluguel era constante na cidade. No caso da praa da Estao, muitas mercadorias chegavam pela locomotiva e eram distribudas pela cidade por intermdio dos carroceiros. Materiais como tijolos, areia, pedras mrmore entre outros, chegavam dos vages e seguiam para seus destinatrios atravs das carroas. Esse bebedouro servia para matar a sede dos animais que ali descansavam entre um carreto e outro.

Da mesma forma o bebedouro da Major Niccio servia aos carroceiros que trabalhavam no transporte de entulhos de diversas reas da cidade, os quais eram usados no aterramento da vooroca prxima a Escola Pestalozzi.

importante observar que existiam diversos pontos de carroa por toda cidade,chegando alguns a contarem com mais de cinqenta carroas. Alm desses servios prestados, os mesmos transportavam tambm mercadorias como calados para serem embarcados na mogiana, ou mesmo para o transporte de passageiros.

O tombamento desses bebedouros significa preservar a memria histrica de um passado ainda distante dos avanos tecnolgicos, mas que ainda resiste s mudanas ocorridas em quase um sculo de transformaes, haja visto que ainda comum inmeras pessoas ganharem a vida atravs desse trabalho.

ESTAO ELEVATRIA DE GUA BRUTA DO SISTEMA SO JOO Lei Complementar n 09/96.

Barragem do rio Salgado construda pela GEOBRA Elevatria do Salgado construda pela GEOBRA

Em agosto de 1936, aps vencer as eleies, Antnio Barbosa Filho, assumiu a administrao municipal trazendo o grande desafio de ampliar o fornecimento de gua e esgoto aos bairros carentes desse servio, alm de garantir a melhor qualidade do produto, agora muito questionado pela populao e pela imprensa local.

Tendo sido aprovado o emprstimo, a prefeitura oficializou um contrato com a Companhia Geral de Obras e Construo S/A GEOBRA, que se comprometia a construir as obras de ampliao da captao de gua e instalao de redes de esgoto, que tanto se faziam necessrias para a melhoria da sade e higiene da populao francana.

A primeira medida a ser adotada pelo novo sistema implantado se refere captao de gua do leito do Ribeiro Salgado, e dois ribeires afluentes, no caso o Meio e o Natal, na regio noroeste do municpio, cuja vazo atingiu 84 litros por minuto.

A Estao de Tratamento de gua se situava no Alto de Covas, prximo ao atual Bairro Miramontes, construda de concreto armado, onde se realizava o tratamento antes de ser direcionada ao consumo da populao:

Iniciada em 21 de maro de 1937 e sendo concluda em outubro de 1939, as obras implantadas trouxeram importantes modificaes no sistema que vigorava at ento.

A Estao de Tratamento de gua de Franca que uma das mais modernas do Estado, est situada numa colina, a 1037 metros de altitude, distando do centro da cidade 3 quilmetros.A usina elevatria, construda no local da captao, Fazenda So Joo, de propriedade de Tonico Alves, composta de 2 conjuntos de bombas conjugadas de 200 cavalos cada uma, com rendimento de 86 litros por segundo.

A gua recalcada por um dos conjuntos, para a Estao de Tratamento, numa distncia de 3680 metros, tendo uma altura manomtrica de 135 metros. Chegando Estao, a gua recebe o sulfato de alumino e gua de cal, e depois de uma decantao de 4 horas lanada em 3 filtros ultra-rpidos, de capacidade para 8.400.000 litros em 24 horas, e depois de filtrada recebe o clro que atua como germicida, tornando-se excelente para ingesto, usos industriis e domsticos. Esse processo de tratamento da gua j antigo e muito usado nas grandes cidades dos Estados Unidos e da Europa. (Almanaque Histrico de Franca, 1943, Esboo Histrico da Franca, p. IX)

Ainda no que se refere captao e tratamento de gua realizado pela GEOBRA, a mesma reaproveitou toda tubulao antes usada nos reservatrios Taveira e Urias, como tambm construiu casas para residncia de qumicos e maquinistas, bem como seus auxiliares.

GINSIO DO CLUBE DOS BAGRES Decreto n 8161 de 10/03/2003, localizado na R. General Carneiro, n 873, Centro.

O Ginsio Clube dos Bagres, situado Rua General Carneiro, 873, foi projetado pelo engenheiro-arquiteto caro de Castro Mello, respeitado atleta que se especializou na elaborao de projetos arquitetnicos esportivos, destacando-se entre eles o Estdio do Guarani Futebol Clube de Campinas, piscina coberta da gua Branca em So Paulo, Clube Atltico Mineiro de Belo Horizonte, Ginsio de Esportes do Ibirapuera, Estdio Man Garrincha de Braslia, Setor esportivo da Cidade Universitria da USP de So Paulo, entre outros.

Situado na baixada da Rua General Carneiro, ao lado do Bairro da Estao, oGinsio Clube dos Bagres foi fundado no dia 4 de setembro de 1953 por pais de alunos e antigos jogadores, sob a presidncia do mdico Jarbas Spinelli, pois a cidade no comportava mais a realizao dos seus jogos no I.E.E.T.C.

"com o passar do tempo esse clube tornou-se um Osis aos desportistas de Franca; tornou-se uma espetacular academia de basquetebol, orientada pelo Prof. Pedroca, tendo a princpio a retaguarda de Ademar Rodrigues Alves, Jos de Alcntara Vilhena (o Juca), Paulo Archeti e sucessivamente os demais presidentes at 1971". (Srgio Aleixo de Paula)

A partir de 1961, o Clube dos Bagres foi registrado na Federao Paulista de Basquetebol, e passou a ser o representante francano nos campeonatos estaduais, onde deu incio a trajetria de ttulos. Srgio Aleixo de Paula tem registrado em seus arquivos que o Clube dos Bagres realizou 294 jogos, obteve 225 vitrias e 69 derrotas, conquistando 37 ttulos de campeo, 9 de vice e um de 3 lugar. E diz que "em 1971 o Sr. Vitor de Andrade, presidente do Clube dos Bagres simplesmente acaba com o basquetebol do clube (...)".

A estreita ligao do Clube dos Bagres com o basquete na cidade outro elemento que justifica a preservao do mesmo dentro da histria de Franca.foi neste Ginsio que,em1971, o basquete francano conquistou seu primeiro ttulo estadual.

Revestindo se de um carter simblico e de uma arquitetura exuberante, projetada por um dos mais renomados arquitetos brasileiros, sua preservao se torna fundamental para a manuteno da auto-estima e identidade de seus cidados.

REMANESCENTE DA CAPELA DE SANTA CRUZ Decreto n 8015 de 16/04/2002, localizada na R. rico Verssimo, n 905, Bairro Miramontes

Pintura de Bonaventura Cariolato

O Bairro Miramontes, localizado na regio norte de Franca um dos mais antigos e tradicionais da cidade, cuja ocupao remonta os pousos da Estrada dos Goyases, que ligava o porto de Santos ao interior do pas,at Gois Velho,na rota do sal. Ao longo dessa estrada floresceram pousos, como ponto de apoio ao trajeto,que durava quase trs meses, do comboio de sal e gado que circulavam por ali.

A ocupao urbana do local s se deu a partir da dcada de 1840, quando as posturas municipais obrigaram os comboios de sal a no mais circularem ou permanecerem na regio urbana de Franca, tornando-se essa regio o local preferencial para esses veculos de trao animal.

Com a ocupao desse local por estabelecimentos comerciais, o local se desenvolveu. A partir de 1844 construiu-se uma capela, por iniciativa de um morador do local, Francisco de Paula Marques. Embora no autorizada pelo bispo de So Paulo, a capelinha foi erguida com o nome de Santa Cruz das Covas, que possua um pequeno cemitrio.

Em 1933 iniciou-se a construo de uma nova igreja erguida num local mais amplo defronte a uma praa pblica, transferindo assim, todas as prticas religiosas para o novo templo, abandonando-se a capela de Santa Cruz, ocupada a partir de ento, pela prefeitura, adaptando-a para suas necessidades, atualmente como escola.

A capelinha de Santa Cruz resistiu aos tempos, estreita, comprida, com p direito muito baixo, construda com taipas e pilares de aroeira, suas paredes principais e a estrutura da edificao foram preservadas. Seu tombamento representa manter viva a memria de uma construo fincada num local de grande influncia na formao urbana do municpio.

FRONTO DO ESTDIO CORONEL NH CHICO Decreto n 8182 de 12/05/2003, localizado na R. Simo Caleiro, 1408, Centro.

A Associao Atltica Francana foi fundada no dia 12 de outubro de 1912 por David Carneiro Ewbank, Homero Pacheco Alves e Beneglides Saraiva. O terreno onde at hoje funciona a sede social do clube foi doado no final dos anos 1910 pelo Cel. Francisco de Andrade Junqueira, o "Nh Chico". O Estdio da Bela Vista foi inaugurado em 1922 e foi onde a Francana sediou as partidas at 1969, quando foi construdo o Estdio Municipal, que leva o nome do mdico Jos Lancha Filho, ento prefeito de Franca. Em 21 de abril de 1947 o estdio remodelado foi reinaugurado quando, atravs de um projeto do construtor Antnio Silva Lima o estdio ganhou arquibancadas de concreto armado, uma entrada por meio de um prtico, alm da marquise em concreto destacando o porto principal, assim como duas torres e o escudo do clube ao centro, dando ao estdio maior sensao de imponncia. Em 1958 o estdio foi rebatizado com o nome de Estdio Municipal Cel. "Nh Chico", como conhecido o Estdio da Bela Vista, atualmente no utilizado para comportar partidas de futebol, pois no tem estrutura para suportar tal evento, no entanto, sua fachada faz parte do patrimnio histrico da cidade de Franca e no pode ser modificada.

Remanescente de um perodo histrico para o futebol, marcado pelo surgimento dos grandes clubes no pas, alm de ter sido palco de grandes espetculos onde passaram grandes jogadores brasileiros, o Fronto do Estdio do Nh Chico e um smbolo do amor ao futebol, demonstrado at hoje pela comunidade francana.

ACERVO DO ARQUIVO HISTRICO MUNICIPAL CAPITO HIPLITO ANTONIO PINHEIRO Decreto n 8563 de 25/10/2005, localizado na Av. Champagnat, 1808, Centro.

O Arquivo Histrico Municipal Capito Hiplito Antnio Pinheiro, conceituada instituio de memria da municipalidade de Franca, SP, integra a atual organizao da Secretaria Municipal de Educao, criado em 25 de julho de 1989, pelo Decreto n 5.987. A Lei n 3.630 de 03 de outubro de 1989 (que modificou a estrutura administrativa da Prefeitura), ratificou o Decreto citado dando ao Arquivo o carter de unidade cultural do Municpio de Franca.

No ano de 2005, conforme o Decreto n 8.563, o acervo do Arquivo Histrico passou a ser tombado, tornando-se patrimnio pblico protegido pelo CONDEPHAT (Conselho de Defesa do Patrimnio Histrico, Artstico e Turstico). Recentemente, atravs da Lei n 6.966 de 29 de novembro de 2007, foi criado o Arquivo Geral do Municpio de Franca, no qual o Arquivo Histrico Municipal est inserido.

Atravs dessa legislao foram definidos os objetivos da nova instituio que em sntese so os de reunir, catalogar, restaurar, conservar a documentao sobre a histria de nossa gente e oferecer as condies necessrias para o bom desenvolvimento do trabalho dos estudiosos da histria de Franca e regio.

MUSEU HISTRICO MUNICIPAL JOS CHIACHIRI Decreto n 7420 de 11/08/1997, localizado na Rua Campos Salles, n 1699, Centro

O EdifcioO prdio atual que abriga as dependncias do Museu Histrico foi construdo em 1896 cujo projeto foi elaborado pelo arquiteto francs Victor Dubugras. Carregado de traos medievais, o edifcio caracteriza-se pelo estilo ecltico. O prdio abrigou inicialmente a Cadeia Pblica e o Frum da cidade at 1913. Em meados de 1913, passou a abrigar a Prefeitura Municipal e tambm a Cmara Municipal (Pao Municipal Rui Barbosa).Em 1970, no dia 28 de novembro inaugura-se a sede definitiva do Museu Histrico Municipal Jos Chiachiri.Em 1997, o prdio do Museu Histrico Municipal Jos Chiachiri foi tombado pelo Condephat Municipal pelo Decreto 7420, de 11 de agosto do mesmo ano

CAMPUS DA UNESP ANTIGO COLGIO NOSSA SENHORA DE LOURDES Decreto n 7420 de 11/08/1997, localizado na R. Major Claudiano, n 1488, Centro.

Cravada nas paisagens verdejantes das trs colinas, sentindo o sabor da chegada do progresso que se projetava para o futuro vindouro por meio da recente chegada da ferrovia um ano antes, a cidade de Franca chegava s portas do sculo XX ainda carente de um sistema educacional de maior qualidade que pudesse atender populao local e cidades vizinhas.

Foi com o intuito de preencher esta lacuna que o Monsenhor Cndido Rosa iniciou sua luta na tentativa de trazer para Franca, um grupo de irms da Congregao de So Jos. .Sua inteno era, com a instalao desse ensino, semear nas mentes infantis as sementes do amor e da f. Em 31 de outubro de 1888, o sonho do Monsenhor comeou a tornar-se realidade. Chegaram Franca as irms de So Jos, lideradas pela Madre Maria Teodora Voiron, fundando aquele que seria o primeiro estabelecimento educacional voltado para o apostolado e educao feminina a se instalar na cidade.

No dia 1 de novembro de 1888 inaugurou -se o Colgio, num prdio adquirido e reestruturado por benemritos de Franca e cidades vizinhas. Com a instalao do curso normal livre, o Colgio Nossa Senhora de Lourdes tornou-se um dos estabelecimentos de ensino mais tradicionais da regio.

Em 1967, quando as Irms de So Jos decidem deixar o local, no prdio, passa a funcionar a Faculdade de Filosofia, Cincias e Letras de Franca, criada em 1963 que vai manter sua estrutura at 1977, quando instalada a UNESP, Universidade Estadual Paulista, criando uma nova estrutura administrativa, sendo que Franca perde os cursos de Geografia, Letras e Pedagogia, ganhando os Cursos de Histria, Direito e Servio Social e mais recentemente, o curso de Relaes Internacionais.

Nesse ano de 2010, o prdio j no abriga mais o campus da UNESP que ganhou nova sede. O novo projeto para o prdio da Rua Major Claudiano se tornar um posto integrado de servios estaduais.

Em pleno sculo XXI o prdio do antigo colgio Nossa Senhora de Lourdes ocupa um local privilegiado na regio central da cidade, conservando uma arquitetura sbria do sculo XIX, contrastando com a arquitetura moderna que surgiu a sua volta aps longas dcadas, demonstrando que o novo e o antigo podem conviver de forma harmoniosa, permitindo aos cidados comuns ou especialistas em arquitetura ou histria, compararem essa evoluo de estilos, mantendo viva a memria do municpio de Franca.

EDIFCIO DA SECRETARIA DE EDUCAO E CULTURA ANTIGO COLGIO CHAMPAGNAT Decreto n 7420 de 11/08/1997, localizado na Av. Champagnat n 1808, Centro

HISTRICO DO PRDIO DO ANTIGO COLGIO CHAMPAGNAT

Bairro Coqueiros ( Champagnat) na dcada de 1930

A Vila Franca do Imperador, instalada em 28/novembro/1824 envolvia uma extensa regio que ia do Rio Pardo ao Rio Grande. Sua principal atividade econmica era a criao do gado, vacum e a plantao de gneros alimentcios. A sede da Vila localizava-se no Arraial da Franca, cujo nascimento datava de 1805 com o incio da construo de uma "Casa de Oraes".

Durante quase todo o sculo XIX o Arraial, 1 Ncleo Urbano do todo Norte do atual Estado de So Paulo no foi alm de um "Arraial Sertanejo, tmido e acanhado em sua populao e em seus equipamentos urbanos.

Nos finais do sculo XIX o advento da lavoura cafeeira e da ferrovia ir mudar significativamente o panorama da regio. a partir desse momento que o ncleo Urbano, isto , o antigo arraial da Franca ir desenvolver-se e consolidar-se. Suas ruas comeam a receber calamento, suas praas e demais logradouros passam a ser tratadas com o devido esmero e cuidado. A cidade cresce, a populao urbana aumenta e produz em suas fbricas as cervejas, as gasosas, os chapus, os fsforos, os macarres, os couros curtidos e os calados. Fundam-se a Santa Casa de Misericrdia c o Teatro, os Hotis e Bilhares, os Jornais, os Colgios.

Antes de se iniciar o sculo XX Franca j possua dois Estabelecimentos de Ensino de alto nvel. Um era o Culto s Letras, dirigido por Csar Augusto Ribeiro e o outro Colgio Nossa Senhora de Lourdes, das irms de Chamberry.

Monsenhor Cndido da Silveira Rosa, poca vigrio da Freguesia empenhou-se na vinda das Freiras" afim de que as meninas e as adolescentes da Franca pudessem ter uma formao educacional e religiosa comparvel europia. Sua preocupao estendeu-se aos meninos e rapazes e por isso, o Monsenhor foi buscar os irmos Maristas para exercerem o Magistrio na Franca do Imperador.

OS MARISTAS EM FRANCA

Em 1817 Marcelino Champagnat funda na Frana uma Instituio com o objetivo de educar e dar a devida formao religiosa juventude. Em menos de um sculo essa Instituio encontrava-se espalhada por vrias partes do mundo.

Em 1902 os Irmos Maristas chegam Franca e instalam-se na chcara que Monsenhor Rosa possua no Distrito da Estao. Sobre o importante acontecimento assim se manifestou o Reverendo Cndido Rosa (Almanaque da Franca- 1902).

"Trata-se com empenho de fundar nesta cidade, uma casa de educao para meninos, com a denominao de Collgio Internato So Paulo. O lugar designado para este Estabelecimento o que est prximo estao da Mogyana, onde se acha uma chcara com casa trrea de nossa propriedade... concedemos de bom grado esta nossa propriedade para o fim j declarado. No podemos fazer a bem da Franca, que muito amamos, mais do havemos feito. Nada pedimos, nada queremos para ns.

0 Colgio, portanto funcionou at 1912, na propriedade cedida pelo vigrio. Neste ano ocorre uma epidemia de varola na cidade e o prdio onde funciona o estabelecimento dos Maristas foi transformado em abrigo para os doentes. Tal fato leva a direo do Colgio a procurar um novo local e a construir um outro prdio para que os Maristas pudessem continuar sua misso educadora.

O NOVO EDIFCIO: CONSTRUO E REFORMAS

No antigo Bairro dos Coqueiros, na Rua Capito Canuto (atual Av. Champagnat) os irmos Maristas encontram uma rea ideal para o reerguimento de sua escola a qual adquirem em 1912. No mesmo, local j havia funcionado o Colgio Culto s Letras de Csar Augusto Ribeiro e Gaspar da Silva. Posteriormente nas mesmas antigas instalaes o Prof. Francisco Cndido Alves havia mantido, sua Escola, o Colgio do Prof. Chiquinho.

Em 1915 os discpulos de Marcelino Champagnat, aps comprarem uma outra gleba anexa A primeira, lanam a pedra fundamental de um novo prdio para sua Instituio que passaria a ser chamada de Instituto Champagnat.

No ano em que a Congregao Marista completava 100 anos de existncia, isto , em 1917 inaugurava-se o Colgio que permaneceria em Franca, por mais 53 anos.

s antigas instalaes da Escola do Prof. Chiquinho os Maristas acrescentaram uma ala para abrigar 50 internos, em dois andares frente.

Ao longo do tempo o prdio do Instituto Champagnat foi recebendo reformas e ampliaes indispensveis ao seu crescimento. Em 1923, houve novo acrscimo em forma de L a partir da primitiva casa que servia de sede do Colgio Chiquinho. No trreo deste pavimento foi instalada a Capela.

Em 1948 foi construda a sede da Associao dos Antigos Alunos localizada num terreno mais elevado direita do corpo, principal do prdio. Completava a sede da Associao uma sala de reunies e projees e um amplo palco aberto para um grande galpo que, servia para salo de festas, e representaes teatrais.

Em 1949, procedeu-se a unia ampla reforma no edifcio, cujo projeto e execuo couberam ao engenheiro Dr. Paulo Rocha de Freitas e ao construtor Antonio Silva Lima, reforma esta que deu ao prdio as suas linhas e caractersticas atuais.

Em 1950, foi inaugurado o monumento de Marcelino Champagnat na frente da entrada principal. Data deste ano a construo de uma passarela ligando as instalaes no sentido norte-sul. As reformas se prolongaram. at meados de 1960.

Ao artista plstico Agostinho Ferrante foi entregue a tarefa da restaurao da pintura interior da Capela.

Ao encerrar suas atividades em Franca (1971) o Colgio Champagnat possua um prdio cerca de 2.500 metros quadrados de construo numa rea de 41.000 metros quadrados. Dispunha de 13 salas de aula. Alm de numerosas outras dependncias, que atenderam, no passado, s suas necessidades em regimes de internato, semi-internato e externato. Completando o conjunto havia vrios campos e quadras para a prtica de esportes.

A INCAMPAO E O TOMBAMENTO DO PRDIO

A ao educacional dos irmos Maristas foi de fundamental importncia para o desenvolvimento cultural da juventude francana e regio. Alunos de vrios Estados da Federao vieram tambm para Franca a fim de aprenderem e se formarem no tradicional Estabelecimento de Ensino que deu ao Estado e a Nao vrias pessoas de projeo pela sua cultura, pelo seu tino administrativo e pela sua formao moral, porm, em 1971 os irmos Maristas resolvem encerrar as suas atividades em nossa cidade. A nica Instituio capaz de adquirir o valiosssimo patrimnio era o Governo do Estado. E assim foi feito com a instalao no antigo prdio do Champagnat da Escola Estadual Mrio DElia.

No ano de 1979 a Escola Mrio DElia passa a funcionar em um outro prdio recm construdo pelo Governo do Estado. A Prefeitura de Franca reivindica para si o histrico edifcio dos Maristas.

Pelo Decreto N 14.207, de 12/novembro/1979, a Fazenda do Estado autorizou a utilizao do prdio, a ttulo precrio, em favor da municipalidade, para instalao de rgos educacionais e culturais, medida efetivada em 16/setembro/ 1981.

A Prefeitura Municipal de Franca assume o prdio e aps devidas e necessrias reformas destina-se para a sede da Secretaria de Educao e Cultura, sendo que a construo anexa serviria para a Secretaria de Promoo Social. A escritura definitiva de doao do prdio efetivou-se em 29/maro/1983.

Considerando o inestimvel valor histrico e arquitetnico do edifcio o Conselho de Defesa do Patrimnio Histrico Artstico e Turstico de Franca, decidiu sabiamente tomb-lo em 11/ agosto/ 1997.

O PINTOR E A CAPELA

Em artigo publicado no jornal Comrcio da Franca (01/01/1971) o articulista que escrevia sob o pseudnimo de centurio assim se referiu ao velho Colgio e a sua Capela:

O reprter freqentou os Maristas entre 1918/20 e se lembra com esforo de memria, de alguns de seus contemporneos e, entre eles...".

"Quantas saudades dsse tempo de juventude, quando a f e a religiosidade dominavam a alma e o corao da gente, ouvindo com freqncia as prdicas do incansvel frei Gil, na Capela acolhedora do Colgio, impregnada de misticismo e de santos odores."

A Capela o centro da religiosidade e da f. Desde o incio ela est presente no edifcio.

Agostinho Ferrante nascido em Franca em 15/junho/1908 foi o artista plstico que decorou a Capela do Champagnat. Autodidata, no transcurso de sua carreira como pintor acabou se destacando pela decorao de vrias Igrejas, tais como: a de So Sebastio e Nossa Senhora Aparecida (Franca), a de Pratpolis, Itirapu, So Jos da Bela Vista, Belo Horizonte, Sacramento e Presidente Wenceslau.

Os tetos dos templos de vrias Lojas Manicas tambm receberam a sua arte (s vezes em companhia de seu primo Alberto Ferrante).

Dentre os prmios recebidos destacam-se:

1929 1 prmio de desenho na Escola Profissional Dr. Jlio

Cardoso/Franca

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1945 2 prmio - Medalha de Prata Franca

1957 1 prmio - Medalha de Ouro Barretos

1959 2 prmio - Medalha de Prata - Barretos.

Agostinho Ferrante foi funcionrio do Colgio Champagnat, tendo de incio exercido as funes de servente de pedreiro e posteriormente de pintor e decorador.

Faleceu em So Paulo em meados da dcada 90.