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1 2009 Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa Leia os seguintes artigos do Capítulo VIII do novo Código Civil (Lei no. 10.406, de 10 de janeiro de 2002): Art. 1.548. É nulo o casamento contraído: I – pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil; II – por infringência de impedimento. (...) Art. 1.550. É anulável o casamento: I – de quem não completou a idade mínima para casar; (...) VI – por incompetência da autoridade celebrante. a) Os enunciados que introduzem os artigos 1.548 e 1.550 têm sentido diferente. Explique essa diferença, comparando, do ponto de vista morfológico, as palavras nulo e anulável. b) Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2001), infringência vem de infringir (violar, transgredir, desrespeitar) + ência. Compare o processo de formação dessa palavra com o de incompetência, indicando eventuais diferenças e semelhanças. Resolução: a) No primeiro enunciado, o adjetivo "nulo"— palavra primitiva — indica que o casamento não tem validade; no segundo enunciado, o adjetivo "anulável", formado por derivação sufixal a partir do verbo "anular", indica que o casamento pode ser anulado, ou seja, pode tornar-se "nulo". b) Ambas as palavras apresentam o mesmo sufixo , porém o vocábulo "incompetência" é formado por derivação prefixal e sufixal, o que não ocorre com o vocábulo "infringência", formado apenas por derivação sufixal. Reportagem da Folha de São Paulo informa que o presidente do Brasil assinou decreto estabelecendo prazos para o país colocar em prática o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que unifica a ortografia nos países de língua portuguesa. Na matéria, o seguinte quadro comparativo mostra alterações na ortografia estabelecidas em diferentes datas: Após as reformas de 1931 e 1943: Êles estão tranqüilos, porque provàvelmente não crêem em fantasmas. Após as alterações de 1971: Eles estão tranqüilos, porque provavelmente não crêem em fantasmas. Após o novo acordo, a vigorar a partir de janeiro de 2009 Eles estão tranquilos, porque provavelmente não creem em fantasmas. Sobre o acordo, a reportagem ainda informa: As regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entram em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, vão afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen. Cuidado: segundo elas, você não poderá mais dizer que foi mordido por uma jibóia, e sim por uma jiboia. (...) (Adaptado de E. Simões, “Que língua é essa?”. Folha de S.Paulo, Ilustrada, p. 1, 28/09/2008.) a) O excerto acima supõe que alterações ortográficas modifiquem o modo de falar uma língua. Mostre a palavra utilizada que permite essa interpretação. Levando-se em consideração o quadro comparativo das mudanças ortográficas e a suposição expressa no excerto, explique o equívoco dessa suposição. Questão 01 Questão 02

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    Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa Leia os seguintes artigos do Captulo VIII do novo Cdigo Civil (Lei no. 10.406, de 10 de janeiro de 2002): Art. 1.548. nulo o casamento contrado: I pelo enfermo mental sem o necessrio discernimento para os atos da vida civil; II por infringncia de impedimento. (...) Art. 1.550. anulvel o casamento: I de quem no completou a idade mnima para casar; (...) VI por incompetncia da autoridade celebrante. a) Os enunciados que introduzem os artigos 1.548 e 1.550 tm sentido diferente. Explique essa diferena, comparando, do

    ponto de vista morfolgico, as palavras nulo e anulvel. b) Segundo o Dicionrio Houaiss da Lngua Portuguesa (2001), infringncia vem de infringir (violar, transgredir, desrespeitar) + ncia.

    Compare o processo de formao dessa palavra com o de incompetncia, indicando eventuais diferenas e semelhanas. Resoluo: a) No primeiro enunciado, o adjetivo "nulo" palavra primitiva indica que o casamento no tem validade; no segundo enunciado, o

    adjetivo "anulvel", formado por derivao sufixal a partir do verbo "anular", indica que o casamento pode ser anulado, ou seja, pode tornar-se "nulo".

    b) Ambas as palavras apresentam o mesmo sufixo , porm o vocbulo "incompetncia" formado por derivao prefixal e sufixal, o que no ocorre com o vocbulo "infringncia", formado apenas por derivao sufixal.

    Reportagem da Folha de So Paulo informa que o presidente do Brasil assinou decreto estabelecendo prazos para o pas colocar em prtica o Novo Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa, que unifica a ortografia nos pases de lngua portuguesa. Na matria, o seguinte quadro comparativo mostra alteraes na ortografia estabelecidas em diferentes datas:

    Aps as reformas de 1931 e 1943: les esto tranqilos, porque provvelmente no crem em fantasmas.

    Aps as alteraes de 1971: Eles esto tranqilos, porque provavelmente no crem em fantasmas.

    Aps o novo acordo, a vigorar a partir de janeiro de 2009

    Eles esto tranquilos, porque provavelmente no creem em fantasmas.

    Sobre o acordo, a reportagem ainda informa: As regras do Novo Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa, que entram em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, vo afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hfen. Cuidado: segundo elas, voc no poder mais dizer que foi mordido por uma jibia, e sim por uma jiboia. (...) (Adaptado de E. Simes, Que lngua essa?. Folha de S.Paulo, Ilustrada, p. 1, 28/09/2008.) a) O excerto acima supe que alteraes ortogrficas modifiquem o modo de falar uma lngua. Mostre a palavra utilizada que permite essa interpretao. Levando-se em considerao o quadro comparativo das mudanas ortogrficas e a suposio expressa no excerto, explique o equvoco dessa suposio.

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    Ainda sobre a reforma ortogrfica, Diogo Mainardi escreveu o seguinte: Eu sou um ardoroso defensor da reforma ortogrfica. A perspectiva de ser lido em Bafat, no interior da Guin-Bissau, da mesma maneira que sou lido em Carinhanha, no interior da Bahia, me enche de entusiasmo. Eu sempre soube que a maior barreira para o meu sucesso em Bafat era o C mudo [como em facto na ortografia de Portugal] (...) (D. Mainardi, Uma reforma mais radical. Revista VEJA, p. 129, 8/10/2008.) b) O excerto acima apresenta uma ironia. Em que consiste essa ironia? Justifique. Resoluo: a) A palavra que permite essa interpretao "jibia". A suposio equivocada, porque as reformas ortogrficas alteram apenas a grafia

    das palavras, e no o modo de pronunci-las. Conforme se pode constatar pela observao do quadro comparativo, os vocbulos "eles" e "provavelmente" deixaram de ser acentuados, a partir a reforma de 1971, e no sofreram qualquer alterao fonolgica.

    b) A ironia do articulista refere-se hiptese, que fundamenta o Acordo, de que apenas algumas alteraes ortogrficas sejam suficientes para promover de maneira significativa o intercmbio cultural entre pases lusfonos. Ao referir-se a lugares distantes e ignorados, o articulista, alm de dar expresso a preconceitos sociais e culturais, tenta sugerir que o atraso econmico, social, cultural presumvel em tais cidades seja o maior problema que trava as relaes culturais entre os pases envolvidos.

    sabido que as histrias de Chico Bento so situadas no universo rural brasileiro.

    a) Explique o recurso utilizado para caracterizar o modo de falar das personagens na tira. b) possvel afirmar que esse modo de falar caracterizado na tira exclusivo do universo rural brasileiro?

    Justifique. Resoluo: a) O recurso utilizado foi reproduzir, na escrita, o dialeto caipira. Esse dialeto indicado, no texto, pelas formas pranta, rvre, di e isperana. b) No, seja porque o dialeto caipira tem traos partilhados por outras formas da linguagem coloquial, seja porque ele tambm pode ser

    encontrado nos grandes centros, em conseqncia do fenmeno de urbanizao de populaes rurais. Em transmisso de um jornal noturno televisivo (Rede TV, 7/10/2008), um jornalista afirmou: No h uma s medida que o governo possa tomar. a) Considerando que h duas possibilidades de interpretao do enunciado acima, construa uma parfrase para cada sentido

    possvel de modo a explicit-los. b) Compare o enunciado citado com: No h uma medida que s o governo possa tomar. O termo s tem papel fundamental

    na interpretao de um e outro enunciado. Descreva como funciona o termo em cada um dos enunciados. Explique. Resoluo: a) As duas possibilidades de parfrase so:

    1) No existe uma nica medida que o governo possa tomar, ou seja, o governo no poder tomar nenhuma medida. 2) No existe somente uma medida que o governo possa tomar, ou seja, h vrias medidas que o governo poderia tomar.

    b) Em No h uma s medida que o governo possa tomar, o adjetivo s tanto pode significar nica quanto valer pelo advrbio apenas. Por causa disso, a frase pode significar que o governo no pode tomar nenhuma medida ou ento que o governo tem a sua disposio diversas medidas. Quanto frase No h uma medida que s o governo possa tomar, nela o termo s significa somente ou sozinho, referindo-se a governo, e o sentido que a medida no depende apenas do governo, no podendo ser tomada somente por ele.

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    Calvin personagem de uma conhecida tirinha americana traduzida para vrias lnguas.

    a) A primeira tira uma traduo portuguesa e a segunda, uma traduo brasileira. D um exemplo de uma diferena sinttica entre a traduo do portugus europeu e a do portugus brasileiro. Descreva essa diferena.

    b) Explique a diferena de sentido entre os verbos ter e haver em Tem que haver um jeito melhor de fazer ele comer!, na segunda tirinha.

    Resoluo: a) A fala da me de Calvin, sem fugir ao coloquial lusitano, corresponde norma culta quanto ao emprego do pronome oblquo o como

    objeto direto de fazer e sujeito do infinitivo comer. No portugus do Brasil, a construo fazer ele comer corresponde variante coloquial popular, que no est de acordo com a norma culta, pois apresenta o pronome reto ele em funo objeto direto de fazer.

    b) A frase tem que haver um jeito melhor de fazer ele comer! apresenta o verbo ter com sentido de dever e haver com significado de existir. Encontram-se, abaixo, a transcrio de parte de uma transmisso de jogo de futebol, trecho de uma cano e uma manchete de notcia. TEXTO 1 Na marca de 36 minutos do primeiro tempo do jogo, pode abrir o marcador o time da Itapirense. A Esportiva precisa da vitria. Tomando posio o camisa 9 Juary. a batida de penalidade mxima. Faz festa a torcida. Fica no centro do gol o goleiro Clber. Partiu Juary com a bola para a esquerda, tocou, gol. Gol da Esportiva! E o Mogi Mirim tem posse de bola agora, escanteio pela direita. 39 minutos, Juan na cobrana do escanteio para o Mogi Mirim, chutou, cruzou, cabeceia Anderson Conceio e gol. Foi aos 39 minutos do primeiro tempo, Juan pra cobrana do lado direito, subiu, desviou de cabea o zagueiro Anderson Conceio, bola pro fundo da rede do goleiro Brs da Itapirense. Cutucou pro fundo da rede Anderson Conceio, camisa 4.

    (Transcrio adaptada de trecho da transmisso da partida entre Mogi Mirim

    Esporte Clube e Itapirense em 04/10/2008. Disponvel no Podcast Mogi

    Mirim Esporte Clube, em www. mogimirim.com.br)

    TEXTO 2 Cotidiano (Chico Buarque) Todo dia ela faz Tudo sempre igual Me sacode s seis horas da manh Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca De hortel (...) TEXTO 3 Presidente visita amanh a Estao Antrtica

    (Imprensa Nacional, em www.in.gov.br, 15/02/2008)

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    a) Nos trs textos ocorrem verbos no tempo presente. Entretanto, seu uso descreve as aes de formas diferentes. Compare o uso do presente nos textos 1 e 2, e mostre a diferena. Faa o mesmo com os textos 2 e 3. Explique.

    b) O encadeamento narrativo do texto 1 construdo pela alternncia entre verbos no presente e no passado. Justifique a presena exclusiva do passado no ltimo pargrafo, considerando que se trata de uma transmisso de jogo de futebol.

    Resoluo: a) Os verbos no presente indicam diferentes aspectos. No texto 1, o uso do tempo presente indica o momento da fala e, no texto 2, aes

    costumeiras. No texto 3, usado para indicar ao que se realizar no futuro e no aes habituais e frequentes, como no texto 2. b) O emprego exclusivo do pretrito perfeito, no ltimo pargrafo, justifica-se porque, nesse momento, o locutor est retomando um fato

    ocorrido, narrado por ele no instante anterior. Na seguinte cena do Auto da Barca do Inferno, o Corregedor e o Procurador dirigem-se Barca da Glria, depois de se recusarem a entrar na Barca do Inferno.

    Corregedor arrais dos gloriosos, passai-nos neste batel! Anjo pragas pera papel, pera as almas odiosos! Como vindes preciosos, sendo filhos da cincia! Corregedor ! habeatis clemncia e passai-nos como vossos! Joane (Parvo) Hou, homens dos breviairos, rapinastis coelhorum et perniz perdiguitorum e mijais nos campanairos ! Corregedor ! No nos sejais contrairos, Pois nom temos outra ponte! Joane (Parvo) Beleguinis ubi sunt? Ego latinus macairos.

    pera: para habeatis: tende homens dos breviairos: homens de leis Rapinastis coelhorum/Et perniz perdiguitorum: Recebem coelhos e pernas de perdiz como suborno Beleguinis ubi sunt?: Onde esto os oficiais de justia? Ego latinus macairos: Eu falo latim macarrnico

    (Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno. So Paulo: Ateli Editorial, 1996, p. 107-109.) a) De que pecado o Parvo acusa o homem de leis (Corregedor)? Este o nico pecado de que ele acusado na pea? b) Com que propsito o latim empregado pelo Corregedor? E pelo Parvo? Resoluo: a) O Parvo, acusa o Corregedor de se deixar subornar com as ofertas de coelhos e pernas de perdiz, sendo, dessa maneira, segundo o

    Diabo, um santo descorregedor, sentenciando com pouca honestidade. Outro pecado do qual o Magistrado acusado pelo Diabo o de ter explorado os trabalhadores inocentes: A largo modo adquiristis/sanguinis laboratorum, /ignorantes peccatorum.

    b) Para o Corregedor, o latim instrumento de autoridade; para o Parvo, ao contrrio, um meio de contestao da autoridade e de zombaria. O Corregedor utiliza o latim de uso jurdico, que caracteriza o homem de leis, tipificando a personagem. O Parvo, por sua vez, vale-se do latim de maneira humorstica e, consciente de seus erros, declara falar macarrnico, isto , mistura de latim e portugus.

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    Leia, abaixo, a letra de uma cano de Chico Buarque inspirada no romance de Jos de Alencar, Iracema uma lenda do Cear:

    Iracema voou Iracema voou Para a Amrica Leva roupa de l E anda lpida V um filme de quando em vez No domina o idioma ingls Lava cho numa casa de ch

    Tem sado ao luar Com um mmico Ambiciona estudar Canto lrico No d mole pra polcia Se puder, vai ficando por l Tem saudade do Cear Mas no muita Uns dias, afoita Me liga a cobrar: Iracema da Amrica

    (Chico Buarque, As Cidades. Rio de Janeiro: Marola Edies Musicais Ltda.,1998.) a) Que papel desempenha Iracema no romance de Jos de Alencar? E na cano de Chico Buarque? b) Uma das interpretaes para o nome da herona do romance de Jos de Alencar de que seja um anagrama de Amrica.

    Isto , o nome da herona possui as mesmas letras de Amrica dispostas em outra ordem. Partindo dessa interpretao, explique o que distingue a referncia Amrica no romance daquela que feita na cano

    Resoluo: a) Iracema desempenha no romance o papel de herona romntica, mrtir do amor. Essa personagem sugere a pureza do continente e da

    cultura indgena da Amrica, remetendo ao mito do bom selvagem de Rousseau.Na cano de Chico Buarque, Iracema desempenha o papel da brasileira exilada que, com astcia, consegue se virar, procurando se dar bem na Amrica do Norte.

    b) No romance Iracema, lenda do Cear, o jogo anagramtico com o nome da herona , evidentemente, uma referncia ao Brasil ou, genericamente, Amrica do Sul. J em Iracema voou, o anagrama funciona como referncia Amrica do Norte, mais especificamente, aos Estados Unidos.

    Leia o seguinte captulo do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis

    Captulo XL

    Uma gua Ficando s, refleti algum tempo, e tive uma fantasia. J conheceis as minhas fantasias. Contei-vos a da visita imperial; disse-vos a desta casa do Engenho Novo, reproduzindo a de Matacavalos... A imaginao foi a companheira de toda a minha existncia, viva, rpida, inquieta, alguma vez tmida e amiga de empacar, as mais delas capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo. Creio haver lido em Tcito que as guas iberas concebiam pelo vento; se no foi nele, foi noutro autor antigo, que entendeu guardar essa crendice nos seus livros. Neste particular, a minha imaginao era uma grande gua ibera; a menor brisa lhe dava um potro, que saa logo cavalo de Alexandre; mas deixemos de metforas atrevidas e imprprias dos meus quinze anos. Digamos o caso simplesmente. A fantasia daquela hora foi confessar a minha me os meus amores para lhe dizer que no tinha vocao eclesistica. A conversa sobre vocao tornava-me agora toda inteira, e, ao passo que me assustava, abria-me uma porta de sada. Sim, isto, pensei; vou dizer a mame que no tenho vocao, e confesso o nosso namoro; se ela duvidar, conto-lhe o que se passou outro dia, o penteado e o resto...

    (Dom Casmurro, em Machado de Assis, Obra Completa em quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008: p. 975.) a) Explique a metfora empregada pelo narrador, neste captulo, para caracterizar sua imaginao. b) De que maneira a imaginao de Bentinho, assim caracterizada, se relaciona com a temtica amorosa neste captulo? E no

    romance?

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    Resoluo: a) A imaginao de Bentinho era muito frtil, rpida e audaciosa. A imagem das guas oferecia vrios pontos de semelhana para sustentar a

    metfora, sobretudo fertilidade, velocidade e arrojo. b) Nesse captulo, Bentinho recorda que, quando adolescente, imaginou confessar austera me, Dona Glria, o amor que ele tinha por

    Capitu, as primeiras carcias que trocara com ela e a ausncia de vocao que sentia em si para a vida eclesistica. No romance, o fato de o narrador ter uma imaginao fecunda coloca sob suspeita sua verso da realidade, fundada na crena de que Escobar se tornara amante de Capitu e Ezequiel fosse produto desse adultrio.

    No poema abaixo, Alberto Caeiro compara o trabalho do poeta com o do carpinteiro:

    XXXVI E h poetas que so artistas E trabalham nos seus versos Como um carpinteiro nas tbuas! ... Que triste no saber florir! Ter que pr verso sobre verso, como quem constri um muro E ver se est bem, e tirar se no est! ... Quando a nica casa artstica a Terra toda Que varia e est sempre bem e sempre a mesma.

    Penso nisto, no como quem pensa, mas como quem respira, E olho para as flores e sorrio... No sei se elas me compreendem Nem se eu as compreendo a elas, Mas sei que a verdade est nelas e em mim E na nossa comum divindade De nos deixarmos ir e viver pela Terra E levar ao colo pelas Estaes contentes E deixar que o vento cante para adormecermos E no termos sonhos no nosso sono.

    (Poemas completos de Alberto Caeiro, em Fernando Pessoa. Obra potica. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983, p. 156.) a) Por que tal comparao feita? Por que ela rejeitada pelo eu lrico na segunda estrofe do poema? b) Identifique duas caractersticas prprias da viso de mundo de Alberto Caeiro presentes na terceira estrofe.

    Justifique sua resposta. Resoluo: a) Para Caeiro, h poetas que compem seus versos valendo-se da razo e do clculo, assim como no trabalho de um carpinteiro, sendo por

    isso carentes da naturalidade que deveria ser expresso artstica da simplicidade do mundo. O poeta rejeita a poesia do tipo que se pode comparar carpintaria a poesia premeditada, trabalhada, que no expresso direta e simples da realidade.

    b) Caeiro defende em sua poesia um pensamento contra o pensamento, que rejeita o hbito de interpor o pensamento entre as coisas e a sua pura percepo: O essencial saber ver,/Saber ver sem estar a pensar. Para ele, apenas pelos sentidos que se entra em contato com a verdade.

    Carlos Drummond de Andrade reescreve a famosa Cano do exlio de Gonalves Dias, na qual o poeta romntico idealiza a terra natal distante.

    Nova cano do exlio Josu Montello Um sabi na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto. O cu cintila sobre flores midas. Vozes na mata, e o maior amor. S, na noite, seria feliz: um sabi, na palmeira, longe.

    Onde tudo belo e fantstico, s, na noite, seria feliz. (Um sabi, na palmeira, longe.) Ainda um grito de vida e voltar para onde tudo belo e fantstico: a palmeira, o sabi, o longe.

    (A rosa do povo, em Carlos Drummond de Andrade, Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988, p.117.)

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    a) Alm de expatriao, a palavra exlio significa tambm lugar longnquo e isolamento do convvio social. Quais palavras expressam estes dois ltimos significados no poema de Drummond?

    b) Como o eu lrico imagina o lugar para onde quer voltar? Resoluo: a) A ideia de exlio como lugar longnquo, est presente no termo longe, que aparece no poema seja como advrbio (estrofes 1, 3 e 4), seja

    como substantivo (estrofe 5). J o sentido de isolamento se encontra no adjetivo s (estrofes 3 e 4). b) Ao caracterizar o local para onde quer voltar como um lugar onde tudo belo / e fantstico, o eu-lrico o imagina como fora do comum,

    prdigo no que se refere aos aspectos positivos ligados Natureza (O cu cintila) e emotividade (maior amor). Eleva-o, a um nvel arquetpico, cujo carter ideal e inalcanvel resumido na expresso o longe, que fecha o poema.

    Conversa de Bois, de Guimares Rosa, narra acontecimentos de uma viagem no carro-de-bois, em que esto o carreador Agenor Soronho, Tiozinho e o corpo de seu pai morto. O trecho abaixo reproduz um dos dilogos entre os bois:

    - Que que est fazendo o carro? - O carro vem andando, sempre atrs de ns. - Onde est o homem-do-pau-comprido? - O homem-do-pau-comprido-com-o-marimbondo-na-ponta est trepado no chifre do carro... - E o bezerro-de-homem-que-caminha-sempre-na-frente-dos-bois? - O bezerro-de-homem-que-caminha-adiante vai caminhando devagar... Ele est babandogua dos olhos...

    (Conversa de Bois, em Joo Guimares Rosa, Sagarana. Rio de Janeiro: Jos Olympio, 1979, p. 317.) a) Explique o sentido das expresses bezerro-de-homem e babando gua dos olhos. Relacione-as com o enredo. b) Explique a expresso homem-do-pau-comprido-com-o-marimbondo-na-ponta. Que caracterstica do carreador Agenor

    Soronho ela busca evidenciar? Resoluo: a) As coisas so vistas da perspectiva dos bois, com resultados que tornam estranho o que familiar. O menino Tiozinho chamado de

    bezerro-de-homem, tal como, do ponto de vista humano, o bezerro seria o beb do boi. O ato de chorar, por sua vez, entendido como babar gua dos olhos, numa assimilao entre o compor tamento dos homens e o dos animais.

    b) O pau-comprido-com-o-marimbondo-na-ponta o chicote que Agenor Soronho usa para aoitar os bovinos, nos quais os golpes provocariam uma dor parecida com a da picada de um marimbondo. Esta metonmia, pela qual se designa o carreador pelo objeto com que exerce o seu domnio, evidencia o seu carter opressor, presente na forma como tratava no s os bois mas tambm Tiozinho.

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    Biologia Horas depois de uma pequena farpa de madeira ter espetado o dedo e se instalado debaixo da pele de uma pessoa, nota-se que o tecido ao redor desse corpo estranho fica intumescido, avermelhado e dolorido, em razo dos processos desencadeados pelos agentes que penetraram na pele juntamente com a farpa. a) Indique quais clulas participam diretamente do combate a esses agentes externos. Explique o mecanismo utilizado por essas

    clulas para iniciar o processo de combate aos agentes externos. b) Ao final do processo de combate forma-se muitas vezes uma substncia espessa e amarelada conhecida como pus. Como

    essa substncia formada? Resoluo: a) Clulas: Macrfagos e Neutrfilos( leuccitos)

    Mecanismo de ao: Essas clulas atravs da fagocitose englobam corpos estranhos com liberao de enzimas digestivas que digerem os corpos estranhos.

    b) Essa substncia amarelada formada por clulas de defesa mortas e tambm pelos corpos estranhos que foram destrudos. Bem como clulas do tecido infectado.

    A figura abaixo mostra um corte histolgico de um tecido vegetal em que esto assinaladas clulas em diferentes momentos do ciclo celular.

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    a) Em algumas das clulas mostradas na figura esperado encontrar atividades de sntese de RNA mensageiro. Em qual das

    clulas, numeradas de 1 a 3, deve ocorrer maior atividade de sntese desse cido nuclico? Justifique indicando a caracterstica da clula que permitiu a identificao.

    b) O que faz com que, em mitose, ocorra a separao das cromtides-irms de forma equitativa para os plos das clulas? Indique em qual das clulas numeradas na figura est ocorrendo essa separao.

    Resoluo: a) Clula 3- pois ela se encontra na interfase- fase em que a clula apresenta intensa atividade metablica preparando-se para diviso

    celular. b) Clula 1- Atravs da diviso dos centrmeros as cromatides irms separam indo cada um para os polos opostos da clula, o que ocorre

    devido o encurtamento das fibras do fuso acromtico.

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    Recentemente pesquisadores brasileiros conseguiram produzir a primeira linhagem de clulas-tronco a partir de embrio humano. As clulas-tronco foram obtidas de um embrio em fase de blstula, de onde foram obtidas as clulas que posteriormente foram colocadas em meio de cultura para se multiplicarem. a) As clulas-tronco embrionrias podem solucionar problemas de sade atualmente incurveis. Quais caractersticas dessas

    clulas-tronco permitem que os pesquisadores possam utiliz-las no futuro para este fim? b) Blstula uma etapa do desenvolvimento embrionrio de todos os animais. Identifique entre as figuras abaixo qual delas

    corresponde fase de blstula e indique uma caracterstica que a diferencia da fase anterior e da posterior do desenvolvimento embrionrio.

    A B C D E F Resoluo: a) As clulas tronco presente em embries at a fase de blstula so totipotentes isto totalmente indiferenciadas o que favorece a obteno

    de tecidos novos. b) Blstula E

    Com relao a fase anterior ( mrula) ela apresenta a cavidade interna denominada blastocele o que no ocorre na mrula. Com relao a fase posterior( Gstrula) ela apresenta um processo de invaginao com surgimento do intestino primitivo e de sua abertura denominada blastporo.

    Com a manchete O Vo de Maurren, O Estado de So Paulo noticiou, no dia 23 de agosto de 2008, que a saltadora Maurren Maggi ganhou a segunda medalha de ouro para o Brasil nos ltimos Jogos Olmpicos. No salto de 7,04m de distncia, Maurren utilizou a fora originada da contrao do tecido muscular estriado esqueltico. Para que pudesse chegar a essa marca, foi preciso contrao muscular e coordenao dos movimentos por meio de impulsos nervosos. a) Explique como o neurnio transmite o impulso nervoso ao msculo. b) Para saltar, necessria a integrao das estruturas sseas (esqueleto) com os tendes e os msculos. Explique como ocorre

    a integrao dessas trs estruturas para propiciar atleta a execuo do salto. Resoluo: a) Atravs da formao da sinapse neuromuscular com liberao de neurotransmissores o que permite a ao das fibras musculares. b) Atravs do sistema nervoso central os estmulos chegam aos msculos esquelticos que se ligam ao esqueleto atravs dos ligamentos ou tendes. Na Olimpada de Pequim ocorreram competies de tiro ao alvo e de arco-e-flecha. O desempenho dos atletas nessas modalidades esportivas requer extrema acuidade visual, alm de outros mecanismos fisiolgicos. a) A constituio do olho humano permite ao atleta focar de maneira precisa o objeto alvo. Como a imagem formada? Quais

    componentes do olho participam dessa formao? b) Os defeitos mais comuns na acomodao visual so miopia e hipermetropia. Por que as imagens no so ntidas no olho de

    uma pessoa mope e de uma pessoa hipermtrope? Como os culos podem corrigir esses dois problemas? Resoluo: a) A imagem formada atravs da passagem da luz por um conjunto refrator que simplificado por duas lentes - crnea e cristalino. Essas

    lentes apresentam um comportamento convergente e projetam a imagem real no fundo do olho, onde temos a retina. Elas formam um conjunto de clulas fotosensveis que mandam um sinal eltrico para o nervo ptico que, por sua vez, envia a mensagem ao crebro. O crebro interpreta a informao atravs da formao da imagem que enxergamos. Assim, os compontentes do olho que so importantes para a formao da imagem so: crnea, cristalino, retina, nervo ptico. Clulas diferenciadas na retina tm a funo de interpretar intensidade e cor so os cones e bastonetes.

    b) A miopia e a hipermetropia so doenas da viso em que a pessoa apresenta um globo ocular mais longo ou mais curto respectivamente em relao ao que deveria ser para seu conjunto crnea-cristalino. O olho do mope se apresenta convergente demais e, por isso, devemos usar uma lente divergente para a correo visual. No caso da hipermetropia, o conjunto se apresenta pouco convergente e, por isso, devemos usar lentes convergentes em sua correo.

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  • 10

    O aumento na taxa de transpirao das plantas, levando-as a um maior consumo de gua, torna-as mais sensveis deficincia hdrica no solo. a) Explique o mecanismo de reposio da gua perdida pela planta com o aumento da taxa de transpirao. b) Explique o(s) caminho(s) que pode(m) ser percorrido(s) pela gua nas plantas, desde sua entrada nos plos absorventes at a

    sua chegada no xilema da raiz. Resoluo: a) O aumento da taxa de transpirao estomtica gera um aumento diretamente proporcional da capacidade de absoro dos plos

    radiculares. Desse modo o volume maior de seiva bruta transportada pelo lenho compensa a gua perdida pelo vegetal. Ou seja, um maior nmero de molculas na superfcie foliar so convertidas em vapor, arrastando uma coluna de molculas unidas por ligaes de hidrognio com reflexos na ao dos plos absorventes que retiram mais gua do solo.

    b) Caminhos da gua: 1) pelo absorvente parede celulsica das clulas do parnquima cortical endoderma periciclo xilema. 2) pelo absorvente citoplasma das clulas vacolos xilema.

    Nos Jogos Olmpicos de Pequim, pouco antes do incio das regatas, ocorreu grande proliferao de uma alga verde do gnero Enteromorpha na regio costeira, levando necessidade de sua retirada antes das competies. Essa alga apresenta ciclo de vida com alternncia de geraes (abaixo esquematizado), no qual ocorrem indivduos adultos haplides e diplides.

    a) Os diplides so chamados esporfitos e os haplides so denominados gametfitos. Indique o nmero da figura que

    corresponde a cada um desses indivduos e explique como cada um deles originado. b) Que vantagens resultam do fato de a alga apresentar gerao gametoftica e gerao esporoftica? Resoluo: a) Organismo diplide nmero 5 formado a partir de mitoses sucessivas do zigoto (4) resultado da fuso de gametas haplides.

    Organismo haplide nmero 1 formado atravs do desenvolvimento de esporos (6) resultante da meiose intermediria ou esprica. b) As etapas de vida haplobionte e diplobionte somadas em um mesmo ciclo de vida garantem maior variabillidade gentica. Devido a

    meiose na formao dos esporos e unio de clulas haplides formadas pelo gametfito.

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  • 11

    Pesquisadores vinham estudando a variao do nmero de indivduos das espcies de peixes A e B em uma lagoa estvel. Em um determinado momento (indicado pela seta), foi introduzida acidentalmente a espcie C. Os pesquisadores continuaram acompanhando o nmero de indivduos das trs espcies e apresentaram os dados na figura abaixo.

    Nm

    ero

    de

    Indiv

    duos

    Espcie A

    Tempo

    Espcie B Espcie C

    a) Que relaes ecolgicas poderiam explicar a variao do nmero de indivduos das espcies A e B a partir da introduo da

    espcie C? Justifique a sua resposta. b) Os pesquisadores tambm observaram que uma espcie de ave que visitava a lagoa diariamente para se alimentar no foi

    mais vista algum tempo depois da introduo da espcie C. Explique o que pode ter provocado esse fato. Que nvel(is) trfico(s) essa ave ocupa?

    Resoluo: a) Possivelmente as espcies A e B so competidoras, aps a introduo da espcie C observamos o declnio brusco do nmero de indivduos

    da espcie B com um aumento seguido de estabilizao da espcie introduzida o que evidencia um possvel predao de C em relao a B. O aumento da populao A pode ser resultado da ausncia de competidores.

    b) Provavelmente a ave se alimentava da espcie B, portanto a diminuio da oferta de alimento culminou com seu desaparecimento. A ave ocupa o terceiro nvel trfico ou outros nveis superiores.

    Vrias evidncias cientficas comprovam que as aves so descendentes diretas de espcies de dinossauros que sobreviveram ao evento de extino em massa que assolou o planeta 65 milhes de anos atrs. O achado mais recente, um dinossauro emplumado chamado Epidexipteryx hui, foi apresentado na revista Nature. Alguns dinossauros menores adquiriram a capacidade de voar, e foram eles, provavelmente, que sobreviveram ao cataclismo e deram origem s aves modernas.

    (Adaptado de Herton Escobar, Curiosidades e maravilhas cientficas do mundo em que vivemos. http://www.estadao.com.br/vidae/imagineso_265208,0.htm. Acessado em 27/10/2008.)

    a) Conforme o texto, as aves provavelmente seriam descendentes de um grupo de dinossauros, relao cada vez mais

    evidenciada pelo estudo dos fsseis. Contudo, as aves modernas diferem dos rpteis quanto ao sistema respiratrio, diferena essa que pode ser considerada uma adaptao ao vo. Que diferena essa e como ela est relacionada ao vo?

    b) A capacidade de voar ocorre no s em aves mas tambm em mamferos, como os morcegos, e em insetos. Os pesquisadores explicam que as asas podem ser rgos homlogos, em alguns casos, e rgos anlogos, em outros. Indique em quais dos animais citados as asas so rgos homlogos e em quais so rgos anlogos. Em que diferem esses dois tipos de rgos?

    Resoluo: a) As aves atuais possuem sacos areos o que garante maior leveza. b) Nas aves e mamferos as asas so consideradas rgos homlogos uma vez que apresentam uma mesma origem embrionria. Porm, as

    asas de insetos em relao as asas de aves e morcegos apresentam analogia, pois no compartilham a mesma origem embrionria.

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  • 12

    Um reality show americano mostra seis membros da famlia Roloff, na qual cada um dos pais sofre de um tipo diferente de nanismo. Matt, o pai, tem displasia distrfica, doena autossmica recessiva (dd). Amy, a me, tem acondroplasia, doena autossmica dominante (A_), a forma mais comum de nanismo, que ocorre em um de cada 15.000 recm-nascidos. Matt e Amy tm quatro filhos: Jeremy, Zachary, Molly e Jacob. a) Jeremy e Zachary so gmeos, porm apenas Zachary sofre do mesmo problema que a me. Qual a probabilidade de Amy

    e Matt terem outro filho ou filha com acondroplasia? Qual a probabilidade de o casal ter filho ou filha com displasia distrfica? Explique.

    b) Os outros dois filhos, Molly e Jacob, no apresentam nanismo. Se eles se casarem com pessoas normais homozigotas, qual a probabilidade de eles terem filhos distrficos? E com acondroplasia? D o gentipo dos filhos.

    Resoluo: a) A probabilidade de ter uma criana com displasia 50 % se os pai for dd e a me Dd e 0 %se a me for DD.

    A Probabilidade de ter uma criana com nanismo de 50% pois o pai aa e a me Aa. b) Se casarem com pessoas normais homozigotas a chance de terem filhos com nanismo e displasia zero pois os eles apresentam gentipo

    Ddaa. Notcias recentes informam que, no Brasil, h mais de quatro milhes de pessoas contaminadas pela esquistossomose. A doena, que no sculo passado era comum apenas nas zonas rurais do pas, j atinge mais de 80% das reas urbanas, sendo considerada pela Organizao Mundial de Sade uma das doenas mais negligenciadas no mundo. A esquistossomose causada pelo Schistosoma mansoni.

    Verme adulto

    Verme adulto

    Esporocisto

    Miracdeo

    Cercria

    Ovo

    Ovo

    Fase

    2F

    ase

    1F

    ase

    3

    a) O ciclo do Schistosoma mansoni, acima esquematizado, est dividido em trs fases. Em qual das trs fases ocorre a

    infestao do homem? Explique como ocorre a infestao. b) O Schistosoma mansoni pertence ao Filo Platyhelminthes, assim como outros parasitas, como Taenia saginata, Taenia solium

    e Fasciola hepatica. Esses parasitas apresentam caractersticas relacionadas com o endoparasitismo. Indique duas dessas caractersticas e d a sua funo.

    Resoluo: a) A fase de infestao a 2 pela presena das cercrias, formas infectantes, que penetram ativamente pela pele. b) Presena de ventosas de fixao, cuticula protetora na pele para evitar ao do sistema de defesa do hospedeiro e ainda sistema digestivo

    (reduzido ou ausente) que favorece uma melhor obteno de alimentos; respirao anaerbica devido a baixa concentrao de oxignio.

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  • 13

    Testes de paternidade comparando o DNA presente em amostras biolgicas so cada vez mais comuns e so considerados praticamente infalveis, j que apresentam 99,99% de acerto. Nesses testes podem ser comparados fragmentos do DNA do pai e da me com o do filho. Um teste de DNA foi solicitado por uma mulher que queria confirmar a paternidade dos filhos. Ela levou ao laboratrio amostras de cabelos dela, do marido, dos dois filhos e de um outro homem que poderia ser o pai. Os resultados obtidos esto mostrados na figura abaixo.

    Me Marido Filho 1 Filho 2Outrohomem

    a) Que resultado a anlise mostrou em relao paternidade do Filho 1? E do Filho 2? Justifique. b) Num teste de paternidade, poderia ser utilizado apenas o DNA mitocondrial? Por qu? Resoluo: a) O filho 1 tem como pai legtimo o outro homem, comprovado pelas bandas coincidentes em relao a esse e pelas bandas no

    coincidentes em relao ao marido. O filho 2 apresenta bandas coincidentes com o marido, portanto seu pai.

    b) No. Pois geralmente herdamos apenas mitocndrias de origem materna, as mitocndrias trazidas pelo espermatozide degeneram aps a fecundao.

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    Professores:

    Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa Guilherme

    Biologia Du

    Eloy Marconi Vincius

    Colaboradores Kleuber Henrique

    Jos Diogo Themudo

    Digitao e Diagramao Leandro Bessa Mrcia Santana Nathlia Meyer Nayara Isabella

    Val Pinheiro

    Desenhistas Isabella Rodrigues

    Leandro Bessa Mariana Fiusa

    Rodrigo Ramos Martins

    Projeto Grfico Leandro Bessa Mrcia Santana

    Assistente Editorial

    Alicio Roberto

    Superviso Editorial Jos Diogo

    CopyrightOlimpo2008

    A Resoluo Comentada das provas da Unicamp 2 Fase poder ser obtida diretamente no

    OLIMPO Pr-Vestibular, ou pelo telefone (62) 3637-4188

    As escolhas que voc fez nessa prova, assim como outras escolhas na vida, dependem de conhecimentos, competncias e habilidades especficos. Esteja preparado.

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