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Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa Matemtica

Instrues para a realizao da prova

Neste caderno responda s questes das provas de Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa (questes de 1 a 12) e de Matemtica (questes de 13 a 24).

A prova deve ser feita a caneta, azul ou preta. Utilize apenas o espao reservado (pautado) para

a resoluo das questes.

Cada questo vale 4 pontos. Ser eliminado o candidato com zero em qualquer uma das provas da 2 fase.

Ateno: nas questes que exigem clculo, no basta escrever apenas o resultado final.

necessrio mostrar a resoluo ou o raciocnio utilizado para responder s questes.

A durao total da prova de quatro horas.

ATENO Os rascunhos no sero considerados.

ASSINATURA DO CANDIDATO

ORDEM INSCRIO ESCOLA SALA LUGAR NA SALA

NOME

VESTIBULAR NACIONAL UNICAMP 2012 2 FASE LNGUA PORTUGUESA E LITERATURAS DE LNGUA PORTUGUESA MATEMTICA

1

Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

RASCUNHO

1. H notcias que so de interesse pblico e h notcias que so de interesse do pblico. Se a celebridade "x"

est saindo com o ator "y", isso no tem nenhum interesse pblico. Mas, dependendo de quem sejam "x" e "y", de enorme interesse do pblico, ou de um certo pblico (numeroso), pelo menos.

As decises do Banco Central para conter a inflao tm bvio interesse pblico. Mas quase no despertam interesse, a no ser dos entendidos.

O jornalismo transita entre essas duas exigncias, desafiado a atender s demandas de uma sociedade ao mesmo tempo massificada e segmentada, de um leitor que gravita cada vez mais apenas em torno de seus interesses particulares.

(Fernando Barros e Silva, O jornalista e o assassino. Folha de So Paulo (verso on line), 18/04/2011. Acessado em 20/12/2011.) a) A palavra pblico empregada no texto ora como substantivo, ora como adjetivo. Exemplifique cada um desses empregos com passagens do prprio texto e apresente o critrio que voc utilizou para fazer a distino. b) Qual , no texto, a diferena entre o que chamado de interesse pblico e o que chamado de interesse do pblico?

2

Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

RASCUNHO

2. Os enunciados abaixo so parte de uma pea publicitria que anuncia um carro produzido por uma conhecida montadora de automveis.

(Adaptado de Superinteressante, jun. 2009, p. 9.)

a) A meno Organizao Mundial da Sade na pea publicitria justificada pela apresentao de uma das caractersticas do produto anunciado. Qual essa caracterstica? Explique por que o modo como a caracterstica apresentada sustenta a referncia Organizao Mundial da Sade.

b) A pea publicitria apresenta duas oraes com o verbo caber. Contraste essas oraes quanto organizao sinttica. Que efeito produzido por meio delas?

UM CARRO QUE AT A ORGANIZAO MUNDIAL DA SADE APROVARIA: ANDA MAIS E BEBE MENOS. ELE CABE NA SUA VIDA. SUA VIDA CABE NELE.

3

Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

RASCUNHO

3.

TEXTO I Entre 1995 e 2008, 12,8 milhes de pessoas saram da condio de pobreza absoluta (rendimento mdio domiciliar per capita at meio salrio mnimo mensal), permitindo que a taxa nacional dessa categoria de pobreza casse 33,6%, passando de 43,4% para 28,8%.

No caso da taxa de pobreza extrema (rendimento mdio domiciliar per capita de at um quarto de salrio mnimo mensal), observa-se um contingente de 13,1 milhes de brasileiros a superar essa condio, o que possibilitou reduzir em 49,8% a taxa nacional dessa categoria de pobreza, de 20,9%, em 1995, para 10,5%, em 2008.

(Dimenso, evoluo e projeo da pobreza por regio e por estado no Brasil, Comunicados do IPEA, 13/07/2010, p. 3.)

TEXTO II

(BENETT, chargesdobenett.zip.net. Acessado em 21/10/2011.)

a) Podemos relacionar os termos misria e pobreza, presentes no TEXTO II, a dois conceitos que so abordados no TEXTO I. Identifique esses conceitos e explique por que eles podem ser relacionados s noes de misria e pobreza. b) Que crtica apresentada no TEXTO II? Mostre como a charge constri essa crtica.

4

Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

RASCUNHO

4. Os verbetes apresentados em (II) a seguir trazem significados possveis para algumas palavras que ocorrem no texto intitulado Bicho Gramtico, apresentado em (I). I II

BICHO GRAMTICO Vicente Matheus (1908-1997) foi um dos personagens mais controversos do futebol brasileiro. Esteve frente do paulista Corinthians em vrias ocasies entre 1959 e 1990. Voluntarioso e falastro, o uso que fazia da lngua portuguesa nem sempre era aquele reconhecido pelos livros. Uma vez, querendo deixar bem claro que o craque do Timo no seria vendido ou emprestado para outro clube, afirmou que o Scrates invendvel e imprestvel. Em outro momento, exaltando a versatilidade dos atletas, criou uma prola da lingustica e da zoologia: Jogador tem que ser completo como o pato, que um bicho aqutico e gramtico.

(Adaptado de Revista de Histria da Biblioteca Nacional, jul. 2011, p. 85.)

Invendvel: que no se pode vender ou que no se vende com facilidade.

Imprestvel: que no tem serventia; intil.

Aqutico: que vive na gua ou sua superfcie.

Gramtico: que ou o que apresenta melhor rendimento nas corridas em pista de grama (diz-se de cavalo).

(Dicionrio HOUAISS (verso digital on line), houaiss.uol.com.br)

a) Descreva o processo de formao das palavras invendvel e imprestvel e justifique a afirmao segundo a qual o uso que Vicente Matheus fazia da lngua portuguesa nem sempre era aquele reconhecido pelos livros.

b) Explique por que o texto destaca que Vicente Matheus criou uma prola da lingustica e da zoologia.

5

Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

RASCUNHO

5. O texto abaixo parte de uma campanha promovida pela ANER (Associao Nacional de Editores de Revistas).

Surfamos a Internet, Nadamos em revistas A Internet empolga. Revistas envolvem. A Internet agarra. Revistas abraam. A Internet passageira. Revistas so permanentes. E essas duas mdias esto crescendo.

Um dado que passou quase despercebido em meio ao barulho da Internet foi o fato de que a circulao de revistas aumentou nos ltimos cinco anos. Mesmo na era da Internet, o apelo das revistas segue crescendo. Pense nisto: o Google existe h 12 anos. Durante esse perodo, o nmero de ttulos de revistas no Brasil cresceu 234%. Isso demonstra que uma mdia nova no substitui uma mdia que j existe. Uma mdia estabelecida tem a capacidade de seguir prosperando, ao oferecer uma experincia nica.

por isso que as pessoas no deixam de nadar s porque gostam de surfar. (Adaptado de Imprensa, n. 267, maio 2011, p. 17.)

a) O verbo surfar pode ser usado como transitivo ou intransitivo. Exemplifique cada um desses usos com enunciados que aparecem no texto da campanha. Indique, justificando, em qual desses usos o verbo assume um sentido necessariamente figurado. b) Que relao pode ser estabelecida entre o ttulo da campanha e o trecho reproduzido a seguir? Como essa relao sustentada dentro da campanha?

A Internet empolga. Revistas envolvem. A Internet agarra. Revistas abraam. A Internet passageira. Revistas so permanentes.

6

Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

RASCUNHO

6. O pargrafo reproduzido abaixo introduz a crnica intitulada Tragdia concretista, de Lus Martins.

O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lbio, lbia. O lbio em que pensou era o da namorada, a lbia era a prpria. Em todo o caso, na pior das hipteses, j tinha um bom comeo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrana daqueles lbios, achou que podia aproveitar a sua lbia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar criatura amada, na esperana de maiores intimidades e vantagens. At os poetas concretistas podem ser homens prticos.

(Lus Martins, Tragdia concretista, em As cem melhores crnicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132.) a) Compare lbio e lbia quanto forma e ao significado. Considerando a especificidade do poeta, justifique a ocorrncia dessas duas palavras dentro da crnica.

b) Explique por que a palavra todavia (linha 3) usada para introduzir um dos enunciados da crnica.

7

Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

RASCUNHO

7. O excerto abaixo foi extrado do poema Balada Feroz, de Vincius de Moraes. (...) Lana o teu poema inocente sobre o rio venreo engolindo as cidades Sobre os casebres onde os escorpies se matam viso dos amores miserveis Deita a tua alma sobre a podrido das latrinas e das fossas Por onde passou a misria da condio dos escravos e dos gnios. (...) Amarra-te aos ps das garas e solta-as para que te levem E quando a decomposio dos campos de guerra te ferir as narinas, lana-te sobre a cidade morturia Cava a terra por entre as tumefaes e se encontrares um velho canho soterrado, volta E vem atirar sobre as borboletas cintilando cores que comem as fezes verdes das estradas. (...) Suga aos cnicos o cinismo, aos covardes o medo, aos avaros o ouro E para que apodream como porcos, injeta-os de pureza! E com todo esse pus, faz um poema puro E deixa-o ir, armado cavaleiro, pela vida E ri e canta dos que pasmados o abrigarem E dos que por m