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volume CLAUDIA REGINA KLUCK GISELE MAZZAROLLO SONIA DE ITOZ LIVRO DO PROFESSOR 4

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volume

CLAUDIA REGINA KLUCKGISELE MAZZAROLLOSONIA DE ITOZ

LIVRO DO PROFESSOR

4

Page 2: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Nome:

Escola:

Turma:

Responsável: Telefone:

IDENTIFICAÇÃO

SEG TER QUA QUI SEX SÁB

AULA 1

AULA 2

AULA 3

AULA 4

AULA 5

AULA 6

PROGRAMAÇÃODE ATIVIDADES

EMERGÊNCIA

Page 3: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

LIVRO DO PROFESSOR

VOLUME 4

1.a ediçãoCuritiba - 2019

CLAUDIA REGINA KLUCK

GISELE MAZZAROLLO

SONIA DE ITOZ

Page 4: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Presidente Ruben Formighieri

Diretor-Geral Emerson Walter dos Santos

Diretor Editorial Joseph Razouk Junior

Gerente Editorial Júlio Röcker Neto

Gerente de Produção Editorial Cláudio Espósito Godoy

Coordenação Editorial Jeferson Freitas

Coordenação de Arte Elvira Fogaça Cilka

Coordenação de Iconografia Janine Perucci

Autoria Gisele Mazzarollo

Reformulação dos originais de Claudia Regina Kluck e Sonia de Itoz

Edição de conteúdo Lysvania Villela Cordeiro (Coord.) e Michele Czaikoski Silva

Edição de texto Giorgio Calixto de Andrade e Mariana Bordignon Strachulski de Souza

Revisão João Rodrigues

Consultoria Sérgio Rogerio Azevedo Junqueira

Capa Doma.ag Imagens: ©Shutterstock

Projeto Gráfico Evandro Pissaia

Imagens: ©Shutterstock/KanokpolTokumhnerd/Zaie Ícones: Patrícia Tiyemi

Edição de Arte e Editoração Debora Scarante e Evandro Pissaia

Pesquisa iconográfica Junior Guilherme Madalosso

Ilustrações Dayane Raven e Danilo Dourado Santos

Engenharia de Produto Solange Szabelski Druszcz

Todos os direitos reservados à Editora Piá Ltda.

Rua Senador Accioly Filho, 43181310-000 – Curitiba – PR

Site: www.editorapia.com.brFale com a gente: 0800 41 3435

Impressão e acabamentoGráfica e Editora Posigraf Ltda.Rua Senador Accioly Filho, 500

81310-000 – Curitiba – PRE-mail: [email protected]

Impresso no Brasil2020

Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)

(Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)

© 2019 Editora Piá Ltda.

K66 Kluck, Claudia Regina.

Ensino Religioso : passado, presente e fé / Claudia Regina Kluck, Gisele Mazzarollo, Sonia de Itoz ilustrações Dayane Raven, Danilo Dourado Santos. – Curitiba : Piá, 2019.

v. 4 : il.

ISBN 978-85-64474-88-8 (Livro do aluno)

ISBN 978-85-64474-89-5 (Livro do professor)

1. Educação. 2. Estudo religioso – Estudo e ensino. 3. Ensino fundamental. I. Mazzarollo, Gisele. II. Itoz, Sonia de. III. Raven, Dayane. IV. Santos, Danilo Dourado. V. Título.

CDD 370

Page 5: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Cada um tem os seus ritos ___________________________________________ 8

Nascimento e iniciação religiosa __________________________________ 12

Casamento: dois que se tornam um _____________________________ 17

Os mistérios da vida e da morte nas culturas ________________ 50

A arte e as religiões _____________________________________________________ 58

A dança e o sagrado ____________________________________________________ 61

Etapas da vida ____________________________________________________________ 27

___________________________________________________________ 30

E depois? Diferentes respostas para o pós-morte __________ 41

O que é transcendência? _____________________________________________ 67

Deus uno-trino ___________________________________________________________ 74

Deus no plural ____________________________________________________________ 76

Sumário

RITOS PARA CADA MOMENTO 6

RITOS PARA ALÉM DA VIDA 24

ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE 46

DESCOBRINDO A DIVINDADE 64

Capítulo

Capítulo

Capítulo

Capítulo

1

3

2

4

Page 6: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Neste ano escolar, os personagens do seu livro contarão um pouco mais sobre as religiões a que pertencem. Também vão falar a respeito de alguns ritos religiosos e do que acreditam que acontece após a morte, além de mostrar a presença do sagrado na arte.

MEUS

AMIGOS

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Orientações para a abordagem do Ensino Religioso.1

OLÁ, AMIGOS! MEU NOME É FELIPE. SOU EVANGÉLICO. EM MINHA IGREJA, APRENDI QUE DEUS

É O PAI DE TODA A HUMANIDADE.

EU SOU O SIKULUME! NÓS DA UMBANDA ACREDITAMOS NO GRANDE PAI, QUE SE

CHAMA OLORUM.

EVA

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CHAMA OLORUM.

SOU DULCE E ESTE É TECO, MEU CÃO-

-GUIA. SOU CATÓLICA E, QUANDO VOU À

IGREJA, REZO SEMPRE PARA DEUS, A QUEM

CHAMO DE PAI.CHAMO

EU SOU POTIRA E PERTENÇO A UM GRUPO INDÍGENA BRASILEIRO.

EM MINHA ALDEIA, OS LÍDERES RELIGIOSOS E CURANDEIROS SÃO

CHAMADOS DE PAJÉS.

O AIRO. ES SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSÃO

MEU NOME É ESTELA, QUE SIGNIFICA ESTRELA. MORO COM MINHA MÃE

E NOS FINS DE SEMANA VISITO MEU PAI. QUANDO ELES SE SEPARARAM,

DECIDIRAM QUE EU MUDARIA DE ESCOLA. SEI QUE AQUI VOU APRENDER

MUITO E FAZER NOVOS AMIGOS!

OI, SOU ABNER. MINHA RELIGIÃO É O

JUDAÍSMO E, NA SINAGOGA QUE

FREQUENTO, ORAMOS A

DEUS.

EU SOU YUREM! FAÇO PARTE DO ISLAMISMO. CHAMAMOS O

NOSSO GRANDE PAI DE ALLAH.

OLÁ, SOU MANJARI! NA MINHA RELIGIÃO, O

BUDISMO, NÃO TEMOS UM DEUS. PARA NÓS, BUDA É UM GRANDE MESTRE

ESPIRITUAL.

EU SOU LEZA E MINHA RELIGIÃO É O CANDOMBLÉ. ESTOU FELIZ POR ESTAR COM

VOCÊS, MAS AO MESMO TEMPO TRISTE, POIS MINHA AVÓ ESTÁ MUITO DOENTE.

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Page 8: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

CAPÍTULO

RITOS PARACADA MOMENTO

1

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©Fotoarena/Mauro Akiin Nassor

©Glow Images/AP Photo/Andre Penner

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Page 9: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Orientações para a abordagem do capítulo.2

Neste capítulo, você vai aprender o que são ritos e verá

que eles estão presentes em diversas situações, podendo

ser religiosas ou não.

Com a ajuda dos personagens do seu livro, você tam-

bém vai conhecer exemplos de ritos de iniciação religiosa e

de casamento, realizados em diferentes religiões.

! Monges budistas meditando

! Yom Kippur, Dia do Perdão do Judaísmo

!Kuarup – ritual funerário dos povos indígenas da região do Xingu

©Shutterstock/Tanachot Srijam

©Futura Press/Photoagencia/Eraldo Peres

©Shutterstock/ChameleonsEye

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Page 10: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

CADA UM TEM OS SEUS RITOS

Em nosso dia a dia, repetimos ações ligadas a certos hábitos e regras, como escovar os dentes

pela manhã, após as refeições e antes de dormir, ou levantar a mão e esperar a vez de falar, entre

outras. Também usamos gestos, palavras e atitudes para expressar sentimentos, desejos, crenças e

assim por diante. Por exemplo, quando gostamos muito de uma pessoa, repetimos alguns gestos

ou palavras para expressar o que sentimos, como abraçá-la, dizer ou escrever bilhetes com palavras

de afeto, entre outros. Esses gestos simbolizam nosso sentimento.

Quando um indivíduo ou um grupo repete gestos simbólicos de acordo com regras, em cer-

tas ocasiões, esses atos são considerados ritos. Assim, encontramos ritos em diversas situações do

dia a dia e também em situações especiais, religiosas ou não, como os momentos de celebração.

Encaminhamento metodológico.4

Observe as imagens a seguir. 1.

Converse com os colegas sobre este assunto: Quais gestos as crianças precisam repetir para realizar as brincadeiras que aparecem nas imagens observadas?

2.

Orientações para a realização das atividades. 3

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8 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 11: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Observe a seguir a descrição de alguns momentos que fazem parte da vida humana. Eles estão rela-cionados a diferentes celebrações, religiosas ou não religiosas.

1.

A visita de um parente que há muito tempo

não se via.

Recebê-lo é uma grande alegria e um motivo de festa!

Um casamento.

A família toda se prepara para a festa. É

muita alegria e diversão!

Um nascimento.

Que alegria! É hora de festejar a chegada de um

novo membro na família e na comunidade.

A morte de alguém especial.

Momento triste, que pede a união de

familiares e amigos em busca de consolo.

A formatura de um membro da família.

Toda a família festeja e fica feliz com essa conquista!

No espaço a seguir, registre:

a) um momento em que sua família faz algum tipo de comemoração ou celebração.

b) um ritual que sua família realiza para comemorar ou celebrar esse momento.

2.

Teco trouxe um bilhete da Dulce para você. Leia-o com atenção.T

Orientações para a realização das atividades.5

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RITOS RELIGIOSOS

Os ritos ocorrem em diversas situações e também estão presentes nas religiões. Cada religião

tem os próprios ritos relacionados com as regras que seus seguidores devem respeitar: no dia a dia,

quando se encontram, em momentos de estudo, nas cerimônias ou nas festividades e assim por diante.

Orientações para abordagem do tema. 6

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Algumas religiões têm celebrações similares, mas com detalhes distintos de acordo com os

diversos grupos e as culturas com os quais se relacionam. Observe, a seguir, alguns exemplos de

celebrações que envolvem ritos de iniciação religiosa.

No Judaísmo e no Islamismo, há cerimônias para a escolha do nome e para a apresentação

dos bebês nos templos.

Na maioria das Igrejas Evangélicas, o bebê é apresentado à igreja nos primeiros meses de vida,

lembrando a apresentação de Jesus ao templo. O batismo ocorre mais tarde, na adolescência.

Na Igreja Católica e na Igreja Luterana (que é protestante), o bebê é batizado nos primeiros

meses da vida e, na adolescência, realiza a confirmação do batismo.

Na Umbanda, o batizado também ocorre nos primeiros meses de vida, tendo algumas seme-

lhanças com o batismo católico, como o fato de haver padrinhos para a criança.

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10 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 13: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

No Judaísmo, os meninos participam do Bar Mitzvá, e as

meninas, do Bat Mitzvá. Esses ritos marcam a passagem dos

adolescentes para uma espécie de “maioridade religiosa”.

Com base nas informações apresentadas, complete o quadro a seguir.1.

Bar Mitzvá: rito que ocorre quando o menino faz 13 anos.

Bat Mitzvá: rito que ocorre quando a menina faz 12 anos.

Orientações para a realização das atividades.7

De acordo com o quadro acima, responda:

a) Quais são as religiões que realizam o batismo?

Cristianismos católico e evangélico/protestante, além da Umbanda.

b) Quais são as religiões em que o primeiro rito é a apresentação do bebê à comunidade religiosa?

Islamismo, Igrejas Evangélicas e Judaísmo.

2.

Rito Islamismo Judaísmo Igreja Católica

Igrejas Evangélicas/Protestantes

Umbanda

Escolha do nome X X

Batismo X X X

Apresentação do bebê X X X

Bar Mitzvá e Bat Mitzvá X

Confirmação do batismo ou crisma X X (Luterana)

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11CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO

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NASCIMENTO E INICIAÇÃO RELIGIOSA

Vimos que, em algumas religiões, a iniciação das crianças à religião acontece por meio do

batismo e, em outras, por meio de uma apresentação à comunidade religiosa. A seguir, vamos co-

nhecer alguns rituais religiosos realizados nesse momento marcante da vida, que é o nascimento.

Orientações para a abordagem do tema.8

POTIRA, VOCÊ PODE NOS CONTAR UM RITO DE NASCIMENTO PRATICADO POR

UM DOS POVOS INDÍGENAS?

CLARO. OS TUPINAMBÁ CELEBRAM O NASCIMENTO DE UM BEBÊ COM UMA GRANDE FESTA. SE FOR MENINO, O PAI CORTA COM OS DENTES O CORDÃO

UMBILICAL; SE FOR MENINA, É A MÃE QUEM O CORTA. EM SEGUIDA, A CRIANÇA É BANHADA EM UM RIO. DEPOIS, EM CASA, ELA É COLOCADA EM

UMA REDE, COM UM ARCO E UMA FLECHA. O MENINO E A MENINA RECEBEM OBJETOS DE PRESENTE, COMO CABAÇAS, BRACELETES E UM COLAR DE

DENTES DE CAPIVARA, PARA QUE SEUS DENTES SEJAM FORTES E CAPAZES DE MASTIGAR BEM A MANDIOCA, APRECIADA POR ESSE POVO.

SIM, TODO RECÉM-NASCIDO É SAUDADO PELA COMUNIDADE COMO

UM PRESENTE DE ALLAH. O PAI SUSSURRA NA ORELHA

DIREITA DO BEBÊ AS PALAVRAS DO ADHAN, QUE SÃO UM CHAMADO PARA A ORAÇÃO, E COLOCA MEL NA

BOCA DO BEBÊ. DEPOIS, A CABEÇA DA CRIANÇA É

RASPADA, SIMBOLIZANDO PUREZA.

YUREM, HÁ ALGUM RITO NO ISLAMISMO QUANDO NASCE UMA

CRIANÇA?

cabaças: frutos da cabaceira que, depois de secos e limpos interiormente, ficam ocos e podem ser usados como recipientes de líquidos e para outras utilidades domésticas.

Dayane Raven. 2016. Digital.

12 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 15: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Na Umbanda, alguns meses de-

pois de nascer, a criança é batizada

com o propósito de encaminhá-la para

as práticas de sua religião. Essa criança

terá padrinhos que cuidarão de sua

vida religiosa.

Na cerimônia de batismo, ela é

levada ao terreiro, a um rio ou a uma

cachoeira. O padrinho segura uma vela

branca, a madrinha segura uma vela

rosa e todos os participantes levantam

a mão direita para enviar bênçãos ao

bebê. A criança também recebe a pro-

teção de orixás e guias espirituais.

Orientações para a abordagem do tema.9

FELIPE, O BATISMO ESTÁ PRESENTE NAS

RELIGIÕES CRISTÃS E, DE ACORDO COM AS IGREJAS,

HÁ SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS, NÃO É?

TISMO TE NAS ÃS E, DEGREJAS, ÇAS E ÃO É?

ISSO, DULCE! UMA SEMELHANÇA É O

USO DE ÁGUA PARA BATIZAR, LEMBRANDO

QUE JOÃO BATISTA BATIZOU JESUS NAS

ÁGUAS DO RIO JORDÃO!

AMIGOS, VOU CONTAR PARA VOCÊS COMO É O BATISMO DA UMBANDA.

INFELIZMENTE, A LEZA NÃO ESTÁ AQUI PARA FALAR SOBRE ESSE ASSUNTO NA VISÃO DO CANDOMBLÉ, POIS ELA FOI

VISITAR A AVÓ, QUE ESTÁ MUITO DOENTE!

©Carlos Gutemberg de Assis

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13CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO

Page 16: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Geralmente, o batismo na

Igreja Católica é realizado nos pri-

meiros meses de vida do bebê. A

cerimônia acontece na Igreja. Os

padrinhos seguram uma vela e a

criança é batizada na pia batismal.

O padre molha a cabeça do bebê

e unta o peito dele com óleo. Os

padrinhos devem ajudar a cuidar

da vida religiosa da criança.

Nas Igrejas Evangélicas, o batismo também é realizado com

água. Mas a pessoa é batizada com mais idade, sendo mergulha-

da em uma piscina ou em um rio. Algumas Igrejas Evangélicas

realizam o batismo na adolescência, e outras, somente na idade

adulta.

No Judaísmo, a iniciação da criança é feita de forma distinta para meninos e meninas. Os

meninos passam pelo Brit Milah, uma cerimônia em que o bebê recebe um nome e são realizados

rituais que simbolizam a aliança com Deus. Já para as meninas, é marcado um dia de leitura da

Torá e na cerimônia os pais escolhem um nome para o bebê, enquanto a criança está com as mãos

sobre a Torá.

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NO JUDAÍSMO, TEMOS UMA INICIAÇÃO À COMUNIDADE

JUDAICA!

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14 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Se você foi batizado ou apresentado a um espaço religioso, peça a seus familiares que o ajudem a trazer objetos, fotos e informações dessa cerimônia. Se não participou de uma cerimônia desse tipo, escolha uma religião e pesquise imagens e informações a respeito dos ritos de iniciação religiosa pre-vistos para os seguidores dela.

Que tal organizar uma exposição sobre os ritos de iniciação religiosa de bebês e crianças? Para isso, utilize o material reunido na atividade anterior e siga estes passos, com a orientação do professor:

a) Organize um convite com o nome da exposição, o local e o horário.

b) Distribua os convites para as pessoas que você e os colegas gostariam de convidar.

c) Classifique os objetos a serem expostos por meio de um critério. Por exemplo, a ordem crescen-te de datas das cerimônias ou os tipos de material expostos. Nesse caso, pode haver uma sessão de fotos, uma de lembranças e outra de roupas utilizadas no dia da cerimônia.

d) Definam o local da exposição e uma forma segura de apresentar os objetos sem que corram o risco de serem danificados.

e) Em um cartaz, indique o nome, o motivo da exposição e a turma.

f) Durante a organização e a duração do evento, você e sua turma devem estar presentes para cuidar dos objetos e contar aos visitantes o que aprenderam sobre os ritos de iniciação religiosa.

Converse com os colegas e relembrem a exposição.

a) O que aprenderam na separação ou na pesquisa de materiais?

b) Como foi a experiência de conversar com as pessoas que vieram visitar a exposição?

c) Os convidados compartilharam lembranças de ritos de iniciação? Se a resposta for sim, qual história mais chamou a sua atenção? Por quê?

Escreva algo que você aprendeu na exposição.

1.

2.

3.

4.

Orientações para a realização das atividades.10

15CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO

Page 18: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Escolha as letras e resolva as questões. 1.

a) Religião em que, no batismo, há a proteção dos orixás.

b) Religião em que a criança é batizada em uma pia batismal.

c) Religiões que mergulham o adulto ou o adolescente em rio ou piscina.

d) Religião na qual a menina, ao ser apresentada à comunidade, coloca as mãos na Torá.

e) Religião em que, quando a criança nasce, o pai fala na orelha direita dela as palavras do Adhan.

Construa um parágrafo com as palavras a seguir. 2.

A E É I Í O Ó U B C

D G J L M N S T V

U M B A N D A

C A T Ó L I C A

J U D A Í S M O

E V A N G É L I C A S

I S L A M I S M O

RITO – IGREJA – BATISMO – CATÓLICA – EVANGÉLICA – ALEGRIA – PAIS

Pessoal. Observe a coerência das relações estabelecidas em cada frase de acordo com o que foi estudado.

Orientações para a realização das atividades.11

16 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 19: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

ressoa: produz som.

presunçoso: vaidoso.

triunfa: vence.

CASAMENTO: DOIS QUE SE TORNAM UM

O amor faz parte da vida. Esse sentimento está presente nas relações entre as pessoas, nos

textos sagrados das religiões e em outras expressões de diferentes culturas.

Observe, a seguir, um trecho da Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, e de uma música inspirada

nele. Ambos falam sobre o amor, sentimento que pode levar as pessoas à decisão de viverem juntas.

Se eu tivesse o dom de falar em outras línguas sem

tê-las aprendido, e se pudesse falar em qualquer idioma dos homens

ou dos anjos, e, no entanto, não tivesse amor, eu seria como o sino

que ressoa ou como o prato que estaria só fazendo barulho. [...]

O amor é paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento,

nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é grosseiro, nem egoísta. [...].

O amor nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a

verdade triunfa [...].

1 CORÍNTIOS. In: NOVA Bíblia Viva. São Paulo: Mundo Cristão, 2010. p. 950-951. Cap. 13, vers. 1, 4-6.

Monte Castelo

Ainda que eu falasse a língua

Dos homens

E falasse a língua dos anjos

Sem amor eu nada seria

RUSSO, Renato. Monte Castelo. Intérprete: Legião Urbana. In: LEGIÃO URBANA. As quatro estações. Rio de Janeiro: EMI, 1989.

1 LP, analógico, estéreo. Faixa 7.

17CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO

Page 20: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Normalmente, depois de algum tempo de namoro ou de noivado, as pessoas decidem viver

juntas. Quando estão enamoradas, dizem palavras que firmam uma aliança ou um acordo na frente

de um juiz ou de um líder religioso. No Brasil, chamamos essa união de casamento ou de união

estável e ela pode incluir ou não um rito religioso.

A celebração de um casamento pode variar de uma cultura para outra, dependendo de cada

povo e do lugar em que as pessoas vivem.

Orientações para a abordagem do tema.12

AS ROUPAS USADAS PARA OS CASAMENTOS PODEM SER

DIFERENTES EM CADA CULTURA.

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©Getty Images/Marilia Ferraz

! Convite de casamento

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Page 21: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Converse com os colegas sobre as perguntas a seguir.

a) A sua família já recebeu um convite de casamento?

b) O casamento seria realizado em alguma instituição religiosa?

c) Você já assistiu a um casamento? O que mais chamou a sua atenção?

Orientações para a realização da atividade.13

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19CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO

Page 22: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

UMA NOVA FAMÍLIA

Iniciar uma nova etapa da vida significa assumir novos compromissos, adquirir outros conhe-

cimentos e também ter mais responsabilidades. Mas o que significa o casamento?

Casar-se com alguém representa uma nova etapa da vida e, para começá-la, as pessoas con-

tam com o apoio e a presença da própria família e de outras pessoas que também as amam.

Vamos saber como acontece, em algumas religiões, o rito do casamento.

Encaminhamento metodológico. 14

No Hinduísmo, a cerimônia de casamento

é realizada em frente ao fogo sagrado, no qual se

invoca a força dos deuses para que o casal tenha

um bom início de vida juntos. Na Índia, o casa-

mento hinduísta é realizado depois de os pais do

noivo consultarem os mais velhos da família e

os astrólogos. O casamento é considerado uma

união sagrada, feita para durar para sempre.

A celebração de um casamento judaico

não precisa ser realizada em uma sinagoga, mas

é obrigatório que seja debaixo da chupá, um

tipo de tenda que fica rodeada pelos familiares e

pelos amigos do casal. A chupá simboliza a casa

na qual o casal vai construir a própria família.

No Islamismo, a celebração varia de acordo

com a cultura do local em que é feita. A família

do noivo é que procura uma noiva adequada para

ele. O casamento é um contrato entre o noivo e

o pai da noiva. Geralmente, esse contrato inclui o

pagamento de um valor ao pai dela, o dote.

©Wikimedia Commons/Karthikeyan.pandian

©Wikimedia Commons/Gryffindor

©Shutterstock/ZouZou

20 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 23: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Com base no modelo ao lado, crie um convite de casamen-to para noivos fictícios (inventados). Escolha uma das religiões apresentadas nas páginas 20 e 21 e inclua no convite alguma informação relacionada ao rito de casa-mento da religião escolhida.

Lembre-se: você pode inserir outras informações no convite, como um pensamento sobre o amor e a união.

Orientações para a realização da atividade.15

No Cristianismo, as celebrações de casa-

mento variam de acordo com a igreja cristã a

que os noivos pertencem. Geralmente, a noiva

usa vestido branco e véu. Espera-se que a união

celebrada com o casamento dure a vida toda.

No casamento cristão ortodoxo, são usa-

das coroas para representar a realeza, ou seja, os

noivos são como “reis”. O casamento significa a

união deles com Jesus e costuma ser celebrado

com muita festa e alegria pelos familiares e pe-

los convidados dos noivos.

No Xintoísmo, o casamento é realizado na

presença de um sacerdote em uma cerimônia

solene. São feitas oferendas, orações e promessas

aos deuses, chamados de Kami. Na sequência,

há um banquete para os convidados. O noivo

veste um quimono, parecido com o dos antigos

samurais; a noiva usa um quimono branco de

seda. O quimono simboliza a união com os an-

tepassados e o início de uma nova vida a dois.

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21CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO

Page 24: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Tunísia

A religião com mais seguidores na Tunísia é o Islamismo. Para se

casar, a noiva usa dourado no traje, que simboliza a fertilidade, e

argolas, que representam a riqueza de sua família. Algumas noivas

podem ter as mãos pintadas para a ocasião.

Nigéria

As religiões mais seguidas na Nigéria são o Islamismo, no

Norte, e o Cristianismo, no Sul. Em ambas as religiões, a noiva

geralmente veste iro (blusa) e buba (pano sobre o corpo),

vestimentas tradicionais em eventos sociais no país. O pano no

cabelo e o xale colorido simbolizam saúde e beleza.

Índia

A religião com mais seguidores na Índia é o Hinduísmo. A noiva

hinduísta usa um saree para a cerimônia. Esse traje típico deve ser

feito de seda e ter cores fortes.

As noivas, em geral, são foco de grande atenção em uma cerimônia de união ou casamento. O vestido

branco é um traje muito conhecido e utilizado por elas em boa parte do mundo. Entretanto, você sabia

que, em algumas religiões, as noivas usam outros tipos e cores de roupa nessa data especial?

Você sabia?

Coreias

Tanto na Coreia do Norte quanto na Coreia do Sul, há muitos

praticantes do Budismo. Nessa religião, as noivas escolhem a cor do

vestido que será usado na cerimônia religiosa.

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22 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 25: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Encontre, no caça-palavras, oito palavras relacionadas com os assuntos que estudamos até aqui.

Q A E I N I C I A Ç A O Q W E

P M I R O L E N U I W M P I I

L O J T R I T O F T L G L S J

N R V Y L Ç S I K L C B N L V

C D E J I Ç S V B Ç A V C A E

W S X R P Y A O J K T Y W M X

Z A C A S A M E N T O L Z I Q

O I U S H B P T I S L O O S U

T G B K Ç J Ç L H T I K T M B

R F V C A S A M E N C O R O V

M N B A T I S M O D A Ç M O B

Escolha palavras do caça-palavras para formar quatro frases que mostrem o que você aprendeu de acordo com o que estudou até aqui. O desafio é não repetir as palavras.

1.

2.

Orientações para a realização das atividades.16

APRENDEMOS QUE RITO É UM CONJUNTO DE RITUAIS (GESTOS SIMBÓLICOS QUE SE REPETEM) E PODE SER RELIGIOSO OU

NÃO. NAS RELIGIÕES, HÁ DIVERSOS RITOS. ESTUDAMOS O RITO DO BATISMO E O DA INICIAÇÃO DA CRIANÇA NA COMUNIDADE

RELIGIOSA. ESTUDAMOS TAMBÉM O RITO DE CASAMENTO NAS RELIGIÕES, QUE PODE SER REALIZADO DE DIFERENTES MANEIRAS,

DEPENDENDO DA CULTURA.

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23CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO

Page 26: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

CAPÍTULO

RITOS PARA ALÉM DA VIDA

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Page 27: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Orientações para a abordagem do capítulo.1

Neste capítulo, você e os personagens vão conhecer

uma nova amiga. Juntos, poderão refletir sobre a beleza e o

sentido da vida.

Cada personagem vai falar também dos ritos fúnebres

e das crenças da religião dele sobre o que acontece após a

morte. Além disso, vocês aprenderão sobre ritos e crenças

de outros grupos, religiosos ou não, a respeito do assunto.

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Page 28: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Leia o diálogo entre Sikulume, Potira e Abner. Depois, converse com os colegas a respeito do que eles estão dizendo.

1.

Orientações para a realização das atividades.2

Registre uma lembrança de alguém de quem você sente saudades. O registro pode ser feito em forma de desenho, poema ou relato.

2.

PENA QUE A LEZA NÃO ESTÁ AQUI PARA VER ESTAS FOTOS. MAS ELA TEVE QUE

VIAJAR COM OS PAIS PARA VISITAR A AVÓ QUE ESTÁ DOENTE...

ESTOU COM MUITA

SAUDADE DA LELÊ!

CALMA, POTIRA. ASSIM QUE A AVÓ DELA MELHORAR, ELA VOLTA PARA

BRINCAR COM A GENTE.Dayane Raven. 2016. Digital.

26 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 29: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

ETAPAS DA VIDA

Algum tempo depois do diálogo que você leu na página anterior, aconteceu algo que deixou

nossos amigos muito tristes...

Orientações para a abordagem do tema.3

ESTOU TRISTE COM O FALECIMENTO DA AVÓ DA

LELÊ. ELA DIZIA QUE A AVÓ ERA MUITO QUERIDA E

CONTAVA MUITAS HISTÓRIAS. ÀS VEZES, A LELÊ TRAZIA

BISCOITOS QUE A AVÓ FAZIA E EU ADORAVA!

A LELÊ DEVE ESTAR BEM TRISTE COM TUDO ISSO. NÃO É FÁCIL TER QUE SE DESPEDIR DE UMA PESSOA QUERIDA, MESMO

ACREDITANDO QUE A MORTE NÃO É O FIM.

AGORA, NOSSA AMIGA VAI MORAR COM O AVÔ EM

OUTRA CIDADE. JÁ ESTOU COM SAUDADES DELA!

VAMOS DAR UM ABRAÇO NELA QUANDO ELA VIER

PARA A MUDANÇA?

A LTRISTFÁCIL UMA P

ACR

É VERDADE! VAMOS SENTIR MUITA FALTA DA LELÊ. MAS

SEI QUE ELA VAI FAZER MUITOS AMIGOS NA NOVA

ESCOLA,

E NÓS AINDA PODEREMOS

CONVERSAR COM ELA PELAS REDES

SOCIAIS.

VAMOS, SIM! ELA PRECISA SABER QUE, MESMO LONGE, SERÁ

SEMPRE NOSSA AMIGA.

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Nascer, viver e morrer são etapas pelas quais os seres vivos precisam passar. Você já pensou

nas etapas da sua vida? Elas são compreendidas de maneiras diferentes, de acordo com a crença

de cada um. Além disso, aquilo em que acreditam influencia as pessoas a tomar decisões e a fazer

escolhas. Quando alguém pratica o bem, pode estar motivado pela sua religião. Por exemplo, quan-

do faz o bem, porque isso agrada a Deus. Portanto, a religião, assim como a sociedade e a cultura,

influencia o modo de vida das pessoas.

27CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 30: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Algumas pessoas evitam falar sobre a morte. Po-

rém, ela faz parte da vida e conversar a respeito dos

sentimentos que ela traz pode ajudar as pessoas a lidar

melhor com eles. Além disso, quando refletimos sobre

a morte, também pensamos na nossa vida e nas ações

que dão sentido a ela, como fazer o bem.

Com as orientações do professor, converse com os colegas sobre os sentimentos de vocês em relação à morte. Lembrem-se de respeitar as falas de todos e os sentimentos de cada um. Você receberá do professor um papel com o nome de um colega e deverá ouvir com atenção especial o que ele disser.

Escreva a seguir o que você sentiu ao ouvir a fala dos colegas.

Escreva um parágrafo sobre o que você e os colegas aprenderam com as atividades anteriores.

Na atividade 1, você recebeu o nome de um colega a fim de ouvi-lo com maior atenção. Agora, escreva a ele uma mensagem de carinho e conforto. Depois, leia a mensagem para o colega e ouça a que foi escrita para você.

1.

2.

3.

4.

Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.4

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28 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 31: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Pensando nas etapas da vida, que tal construir um caminho simbólico e colocar diferentes

placas marcando os principais acontecimentos de sua vida?

Ilustre o caminho com desenhos e sinalize situações e ações importantes que demonstrem o que você viveu até aqui. Por exemplo:

Onde e quando você nasceu.

Como foi celebrada a sua chegada quando você nasceu.

As comemorações, festas ou celebrações de sua família ou religião.

Quando você entrou na escola.

Se fez alguma viagem, festa ou algo que seja importante para você.

Se você mudou de endereço.

Datas que lembrem perdas de algo ou alguém de que(m) você gostava muito (podem ser pes-soas, animais de estimação ou outro tipo de perda).

1.

Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.5

Que gesto de respeito podemos fazer para homenagear nossas histórias de vida?

2.

AO OBSERVAR UM CAMINHO SIMBÓLICO, É POSSÍVEL CONHECER UM POUCO

MELHOR AS PESSOAS. NÃO É, YUREM?

É VERDADE! AO CONHECER AS SITUAÇÕES PELAS QUAIS AS PESSOAS

PASSARAM, TAMBÉM É POSSÍVEL AUMENTAR O RESPEITO POR ELAS. CADA

HISTÓRIA DE VIDA É ÚNICA, VALIOSA E MERECE CONSIDERAÇÃO.

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29CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 32: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

CERIMÔNIA FINAL

Respeitar a vida é também se lembrar das pessoas que já morreram. Muitas vezes, tal lem-

brança se expressa por meio de gestos e ritos de homenagem a essas pessoas.

As religiões oferecem explicações e sentidos para a vida e ainda para o que acontece depois

da morte. Além disso, apresentam diferentes interpretações e respostas às perguntas:

Para onde iremos?

De que maneira iremos para lá?

Como será nosso cotidiano?

Orientações para a abordagem do tema.6

Além de explicações distintas, as pessoas e os grupos

têm diferentes formas de agir com relação ao fim da vida.

Em algumas culturas, participar de cerimônias fúnebres

(aquelas que acontecem por conta do falecimento

de alguém) é uma maneira de transformar a saudade

e a dor da separação em rito ou gesto de despedida.

Algumas pessoas fazem celebrações na presença do

corpo do falecido com orações, louvores e rituais próprios

de sua cultura. Os seguidores de algumas religiões realizam

cortejos fúnebres, outros optam pela cremação, e outros,

por depositar o corpo em locais sagrados, como templos, rios,

entre outros. Quando o corpo é cremado, ele é transformado em

cinzas, que são guardadas em uma urna funerária, um recipien-

te próprio para isso.

Um exemplo de rito fúnebre é o rito católico da missa

de sétimo dia, que acontece uma semana após o faleci-

mento.

No calendário brasileiro, que regula a vida das pes-

soas e o funcionamento do comércio e das escolas, o

dia 2 de novembro é o Dia de Finados, uma data para

se lembrar daquelas pessoas que já morreram.

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Page 33: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

! Cortejo/cerimônia fúnebre do Judaísmo

! Cortejo/cerimônia fúnebre de religião africana

! Cortejo/cerimônia fúnebre do Budismo

! Cortejo/cerimônia fúnebre do Islamismo

! Cortejo/cerimônia fúnebre do Hinduísmo

! Cortejo/cerimônia fúnebre do Cristianismo

cortejos fúnebres: procissões que seguem uma pessoa ou um grupo para prestar- -lhe homenagem. O cortejo fúnebre é a procissão que segue o corpo da pessoa falecida.

urna funerária: urna é um recipiente que pode armazenar diversos conteúdos. A urna funerária é uma espécie de vaso em que são depositadas as cinzas de pessoas falecidas, após o rito de cremação.

©Wikimedia Commons/ Marie-Lan Nguye

! Urna funerária indígena

©iStockphoto.com/EdStock

©Shutterstock/Dennis van de Water

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©iStockphoto.com/David_Bokuchava

©Shutterstock/Thitisan

©Futura Press/Jose Lucena

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Cortejo/cerimônia fúnebre do Islamismo

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©Fotoarena/Album

! Urna funerária africana

31CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 34: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

✧ ✦ ▼ ✜ ✪ ✚

Converse com os colegas sobre estas questões:

Você conhece cerimônias para relembrar alguém que já faleceu?

Já participou de alguma delas?

Será que as cerimônias são iguais em todas as religiões?

A mensagem secreta a seguir apresenta uma informação importante sobre a morte e as religiões.

1.

2.

Orientações para a realização das atividades.7

a) Use esta legenda para decifrar a mensagem secreta.

O QUE

EXPLICAM

ACONTECE

DIFERENTES

MORTE

FORMAS

DA

DEPOIS

AS RELIGIÕES

DE

b) Anote a mensagem decifrada.

MENSAGEM SECRETA

As religiões explicam o que acontece depois da morte de formas diferentes.

32 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 35: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

AGORA, VOU FALAR SOBRE O RITO

FÚNEBRE DO POVO BORORO E VOCÊ VAI FAZER UM DESENHO

DELE. VAMOS LÁ!

Os indígenas Bororo acreditam que a alma da pessoa que morre passa a habitar o corpo de

certos animais, como a onça-pintada, a onça-parda ou a jaguatirica.

O enterro é realizado no pátio central da aldeia e o local é regado diariamente, como uma

planta, por dois ou três meses.

Durante esse tempo, realizam-se cantos, danças, caçadas e pescarias com a participação de

todos. Assim, os mais novos da aldeia aprendem as principais tradições de seu povo. Ou seja, o

momento de perda, com a morte de uma pessoa, é aproveitado para promover um aprendizado

sobre o sentido da vida.

CERIMÔNIA INDÍGENA

Para o povo indígena Bororo, que vive

no estado do Mato Grosso, o ritual após a mor-

te de alguém é também um momento para

transmitir as tradições do povo aos mais jovens.

Encaminhamento metodológico.8

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33CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 36: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

CERIMÔNIA BUDISTA

De acordo com o Budismo, Buda Shakyamuni, também

conhecido como Sidarta Gautama, tinha alcançado a libertação

(ou iluminação) aos 35 anos de idade. Faleceu muito tempo

depois, aos 80 anos. Conta-se que sua morte ocorreu assim: Buda

estava deitado tranquilamente, entre duas árvores, com a mão

direita sob a cabeça, como um travesseiro. No momento de sua

partida, pétalas de flores brancas caíram sobre ele.

Sidarta foi cremado e suas cinzas foram guardadas em várias

urnas. O falecimento de Buda é lembrado pelos budistas com uma

cerimônia. O rito dela não é triste, pois a morte significa que a

vida não acabou, isto é, ainda continua.

Antes de falecer, é importante que a pessoa se arrependa

do que tenha feito de errado. Depois do falecimento, a família

carinhosamente troca a roupa do morto, iniciando o ritual de

despedida. O rito fúnebre dura cerca de 49 dias, mas as orações ao

ancestral continuarão na família, em sinal de respeito.

Você sabia?

! Rito fúnebre no Budismo

A FLOR DE LÓTUS PODE SER UTILIZADA NO BUDISMO COMO

SINAL DE PERFEIÇÃO. ELA NASCE NO LODO, MAS É BELA E

PERFUMADA.

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A FLOR DE LÓTUUTILIZADA NO BUD

SINAL DE PERFNASCE NO LODO,

PERFUM

©Wikimedia Commons/MurielBendel

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Page 37: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Escolha cinco palavras que se destacam em relação à cerimônia fúnebre do Budismo. Escreva cada palavra em uma das pétalas da flor de lótus a seguir.

1.

Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.9

Organize as palavras escolhidas e as utilize para criar um diálogo entre você e Manjari.

Sublinhe as cinco palavras no diálogo. Depois, leia-o para os colegas.

2.

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Sugestão de respostas: Buda, iluminação, cremação, orações, ancestrais, respeito, rito fúnebre.

35CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 38: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

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CERIMÔNIAS CRISTÃS

Os cristãos realizam os ritos fúnebres de maneira parecida,

mas cada Igreja tem suas particularidades. N+a Igreja Católica e

em algumas Igrejas Evangélicas, depois do falecimento, é feito o

velório, um momento em que familiares e amigos se encontram

para se despedirem da pessoa querida.

Cerca de 24 horas depois, o falecido é levado para o cemi-

tério, onde será enterrado. Algumas famílias escolhem realizar a

cremação. O velório e o enterro são acompanhados de orações e

canções conduzidas pelo padre, pastor ou líder religioso.

CERIMÔNIA JUDAICA

No rito fúnebre judaico, a pessoa falecida é lavada com

água, para purificação, e vestida com uma roupa branca especial.

Essa roupa representa a pureza e a simplicidade, evitando que

ricos e pobres usem trajes diferentes nesse momento. Depois,

são feitas orações pedindo a Deus que perdoe a pessoa falecida

se ela tiver algum pecado.

O período de despedida do corpo é breve. Antes de enter-

rar essa pessoa, um familiar faz um discurso em homenagem a

ela. Alguns membros da família podem rasgar um pedaço de suas

roupas em sinal de dor. A cremação é proibida para os judeus.

CERIMÔNIA MUÇULMANA

No Islamismo, a pessoa falecida é lavada para purificação. O

período de despedida é muito breve. O líder religioso ou um fa-

miliar faz uma leitura do Alcorão e conduz orações. Estas louvam

Allah, pedem a benção do profeta Mohammad e depois pedem

por todos os mortos e pela pessoa falecida, em especial.

Em seguida, a pessoa falecida é levada a um cemitério is-

lâmico para ser enterrada. A cremação não é permitida para os

muçulmanos.

36 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 39: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Descreva um rito fúnebre de que você tenha participado ou que tenha estudado.

Pessoal.

Assinale X nas alternativas que correspondem a algo que poderia ser feito para ajudar alguém que está passando por uma situação de perda e luto.

( ) Conversar e dar risadas durante o velório ou o enterro.

( X ) Oferecer um abraço para que a pessoa possa chorar e se sentir acolhida.

( X ) Dizer palavras de ânimo e gentileza para quem está sofrendo.

( X ) Oferecer ajuda financeira ou material para esse momento difícil.

( ) Oferecer ajuda aos familiares e aos amigos do falecido apenas durante o rito fúnebre, pois, ao final dele, a ajuda não é mais necessária.

( X ) Permanecer com a pessoa que está sofrendo, mesmo que em silêncio, em sinal de solidariedade.

( X ) Participar de atos religiosos, como cerimônias e orações, em homenagem ao falecido, indepen-dentemente de ser de outra religião.

Em sua opinião, quais outras ações poderiam ser realizadas para auxiliar alguém que está enfrentando a morte de uma pessoa querida?

Pessoal. Espera-se que os alunos identifiquem outras maneiras de auxiliar uma pessoa enlutada, como estando

presente na vida dela, não apenas no dia do ritual fúnebre; disponibilidade para escutá-la falar sobre os sentimentos

dela, etc. Verifique também se os alunos percebem a diferença entre ações que podem ser realizadas por eles e

aquelas que precisam da ajuda de um adulto, como a ajuda financeira, por exemplo.

1.

2.

3.

Orientações para a realização das atividades.10

37CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 40: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

A VIDA CONTINUA

A turma ainda sente muito a falta da Leza e lembra dela a todo momento, mas há sempre

espaço para uma nova amizade. Vamos dar as boas-vindas à Estela!

Orientações para a abordagem do tema e da chegada da nova personagem.11

OLÁ! EU SOU A ESTELA. VIM DE OUTRA CIDADE.

EU QUERIA PERGUNTAR POR QUE VOCÊ ESTÁ EM UMA CADEIRA DE RODAS. MAS SE FALAR NISSO LHE

DEIXA TRISTE, NÃO PRECISA RESPONDER, TÁ?

A CADEIRA DE RODAS ME AJUDA A ME MOVIMENTAR DESDE PEQUENA, PORQUE MINHAS PERNAS NÃO TÊM

FORÇA.

OLÁ, SEJA BEM- -VINDA! QUEREMOS QUE VOCÊ SE SINTA MUITO BEM EM SUA

NOVA ESCOLA.

OBRIGADA! VOCÊS ESTUDAM AQUI HÁ

MUITO TEMPO?

ACHO QUE VOCÊ VAI

GOSTAR DAQUI!

SIM. MEUS PAIS SE SEPARARAM.

ENTÃO, MINHA MÃE E EU VIEMOS MORAR

AQUI.

SIM! VOCÊ SE MUDOU PARA

NOSSA CIDADE HÁ POUCO TEMPO?

Dayane Raven. 2016. Digital.

38 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 41: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

SIM. HAVIA MAIS UMA ALUNA, A LELÊ, MAS ELA FOI MORAR COM O AVÔ. A AVÓ DELA FALECEU HÁ POUCO

TEMPO. NÓS ATÉ CONVERSAMOS UM POUCO SOBRE ISSO E ENTENDEMOS QUE A MORTE FAZ PARTE DA VIDA. MAS A LELÊ FAZ FALTA. SENTIMOS

SAUDADES DELA.

PARA OS ESPÍRITAS, A MORTE NÃO É O FIM. ACREDITAMOS NA REENCARNAÇÃO,

OU SEJA, QUE NASCEMOS, VIVEMOS, MORREMOS E, DEPOIS DE UM TEMPO DE

PREPARAÇÃO, NASCEMOS NOVAMENTE PARA APRENDERMOS A SER PESSOAS MELHORES.

AS RELIGIÕES INDÍGENAS LEMBRAM QUE A VIDA TEM VÁRIAS FASES.

FESTAS E RITOS MARCAM A PASSAGEM PARA UMA NOVA FASE: QUANDO NASCEMOS, CRESCEMOS, CASAMOS. O MOMENTO DA MORTE É UMA PASSAGEM MARCADA POR

RITOS FÚNEBRES.

Estela explicou que, nas reuniões do Centro Espírita, ela e sua família estudam o Espiritismo, além de receber passes, que

são como bênçãos, pelas mãos de um médium, uma pessoa que se comunica

com os espíritos.

Quando a aula começou, Estela já se sentia parte do grupo.

NÓS, CRISTÃOS, ACREDITAMOS NA RESSURREIÇÃO, NO DIA DO JUÍZO FINAL. TODOS RESSUSCITARÃO E OS QUE FORAM BONS VIVERÃO ETERNAMENTE COM DEUS.

PARA AS RELIGIÕES AFRO--BRASILEIRAS, A VIDA E A MORTE SÃO GUIADAS POR FORÇAS DIVINAS. MORRER

É PASSAR PARA OUTRA DIMENSÃO NA QUAL ESTÃO

OUTROS ESPÍRITOS, OS ORIXÁS E OS GUIAS.

TODOS OS ALUNOS

DA CLASSE VIERAM HOJE?

39CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 42: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Desenhe o que você imagina que acontece depois da morte. 1.

Orientações para a realização das atividades.12

Em pequenos grupos, exponha aos colegas o que você desenhou e converse sobre o assunto.

Cada grupo deve apresentar para a turma o que foi discutido na atividade anterior.

2.

3.

40 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 43: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

E DEPOIS? DIFERENTES RESPOSTAS PARA O PÓS-MORTE

Em algum momento, as pessoas percebem que um dia a vida acabará, que a morte chega

para todos os seres vivos e não pode ser evitada. O relacionamento das pessoas com o sagrado pode

levá-las a diferentes interpretações sobre a morte e o que acontece depois dela, o pós-morte. Por

exemplo: o fim de tudo, uma passagem, um recomeço, uma mudança, etc.

Que respostas a humanidade conseguiu dar até hoje para o que acontece após a morte?

As religiões apresentam pelo menos quatro formas diferentes de explicar o que acontece

depois da morte: a ressurreição, a reencarnação, a ancestralidade e o nada. Nas próximas páginas,

você vai conhecer cada uma dessas explicações e o significado delas.

Orientações para a abordagem do tema.13

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NÓS, OS BUDISTAS, E OS ESPÍRITAS CREMOS QUE EXISTE A REENCARNAÇÃO. EU SOUBE QUE, PARA QUEM É ATEU, NÃO HÁ NADA ALÉM DESSA VIDA.

PARA MIM, PARA O FELIPE, O YUREM E O ABNER, A MORTE NÃO É O FIM. HÁ OUTRA VIDA. OS CATÓLICOS A CHAMAM DE

VIDA ETERNA.

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Page 44: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

RESSURREIÇÃO

A palavra "ressurreição" traz a ideia de ressurgimento de uma pessoa. As religiões que creem

na ressurreição, como o Cristianismo, o Islamismo e o Judaísmo, compreendem que a morte é uma

limitação humana, mas não é o fim de tudo. Ressuscitar significa reviver, mantendo a mesma identi-

dade que se tinha antes da morte.

Os adeptos dessas religiões acreditam que o destino da alma, após a morte, é temporário. O

destino final ocorre apenas depois do Juízo Final, quando terá início a vida eterna, de acordo com

as obras que a pessoa realizou enquanto vivia.

REENCARNAÇÃO

O Espiritismo, o Budismo

e algumas religiões afro-brasi-

leiras respondem à pergunta

sobre o que acontece após a

morte com a palavra "reen-

carnação". Ela traz a ideia de

um novo nascimento, em um

novo corpo.

As religiões que acredi-

tam na reencarnação enten-

dem que, depois da morte, a

pessoa volta a nascer, inúme-

ras vezes, sempre em um novo

corpo, para uma nova vida.

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42 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 45: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Cada uma dessas exis-

tências é uma oportunidade

para a pessoa superar falhas

e defeitos, modificando-se e

corrigindo os erros cometidos

nas existências anteriores. Por-

tanto, a reencarnação é vista

como uma forma de alcançar a

perfeição, por meio do esforço

pessoal.

ANCESTRALIDADE

A palavra "ancestralidade" vem de "ancestral", termo que se refere a um antepassado, ou seja,

a um familiar do qual se é descendente. De acordo com as crenças de grande parte dos povos

indígenas e de alguns povos da África, mesmo após a morte, as almas das pessoas permanecem

presentes na comunidade em que viviam. Esses povos valorizam muito a ancestralidade e realizam

celebrações para os mortos, a fim de homenageá-los e fazer com que a presença deles no grupo

seja sentida.

O culto aos ancestrais é celebrado com orações e oferendas; é uma prática que se baseia na

crença de que a pessoa falecida continua existindo após a morte e tem a capacidade de influenciar

os vivos, especialmente aqueles com quem tem relações familiares ou comunitárias. Ou seja, os

vivos devem manter a memória dessa pessoa para serem auxiliados por ela.

NADA

Há indivíduos e grupos que não adotam uma explicação religiosa para o que ocorre com

as pessoas após a morte. Entre eles, alguns consideram que não temos como responder a essa

questão. Outros entendem que não existe nada além da vida atual. Essas pessoas acreditam que

nascemos e morremos na Terra, que tudo começa e acaba aqui.

Para elas, após a morte, há “o nada”, ou seja, não existe outra realidade, outro mundo, nem

alma, espíritos, divindades ou seres sobrenaturais. Quando alguém morre, o corpo se transforma

em matéria, que a natureza aproveita para nutrir a terra e, assim, alimentar outras formas de vida.

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43CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 46: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Agora é sua vez de expressar suas ideias.

a) Quais são as diferentes crenças apresentadas a respeito do que acontece após a morte?

São apresentadas três formas de crer: ancestralidade, reencarnação e ressurreição. Quem não acredita na vida

pós-morte crê que a morte é o fim de tudo.

b) Quais são as religiões dos personagens e suas crenças a respeito do pós-morte?

Dulce (Catolicismo), Felipe (Religião Evangélica/Protestante), Abner (Judaísmo) e Yurem (Islamismo) acreditam

na ressurreição. Manjari (Budismo), Estela (Espiritismo) e Sikulume (Umbanda) acreditam na reencarnação.

Potira (Religião Indígena) acredita na ancestralidade.

c) Qual é a sua crença ou a de sua religião a respeito do que acontece após a morte?

Pessoal. O objetivo da resposta é que cada aluno consiga ser coerente com a explicação da vida pós-morte de

acordo com a sua crença ou a da religião que pratica.

1.

44 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 47: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Leia a carta que o Teco trouxe para você!1.

Orientações para a realização da atividade.14

Neste capítulo, você estudou sobre cerimônias e ritos fúnebres das religiões dos personagens. Viu

que algumas religiões têm diferenças em relação à forma do sepultamento, que pode ser o enterro

ou a cremação. Mas todas têm uma crença a respeito da vida após a morte, que pode ser a vida

eterna ou a possibilidade de reviver em novos corpos. Além disso, os ritos têm em comum as orações

e o cuidado com a pessoa falecida. Este estudo é importante para conhecer e respeitar as crenças de

outras pessoas e também para reafirmar em que você e sua família acreditam.

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45CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA

Page 48: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

CAPÍTULO

ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

3

46

Page 49: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Orientações para a abordagem do capítulo. 1

Neste capítulo, você vai conhecer diferentes expres-

sões artísticas, como pintura, escultura e dança, que repre-

sentam e manifestam o sagrado nas religiões. Você vai per-

ceber que essas expressões da arte são diferentes em cada

cultura e também que fazem parte das religiões.

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Page 50: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Ao longo do tempo, indivíduos e culturas criaram diversas maneiras de expressar sentimen-

tos relacionados à perda e ao luto. Uma das formas é por meio da arte. As crenças a respeito da vida

após a morte e os ritos fúnebres foram representados artisticamente por diversas culturas.

Observe algumas obras de arte cujo tema é a morte.1.

Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.2

! Pietá

UMA OBRA DE ARTE FAMOSA COM ESSE TEMA É PIETÁ, DO ESCULTOR ITALIANO

MICHELANGELO. ELA REPRESENTA A MÃE DE JESUS COM O CORPO DO FILHO NOS BRAÇOS,

DEPOIS DE SER RETIRADO DA CRUZ.

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YOSHIYUKI. Retrato da morte (shini-e) para Kataoka Gadô II. 1863. 1 xilogravura, color., 26 cm × 37,5 cm. Universidade Ritsumeikan, Quioto.

! Atores de teatro kabuki que faleciam eram retratados em gravuras chamadas de shini-e

NESTA OBRA, O ARTISTA FEZ

UMA HOMENAGEM A UM ATOR DE

TEATRO QUE HAVIA FALECIDO.

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BUONARROTI, Michelangelo. Pietá. 1499. 1 escultura em mármore, 174 cm × 195 cm. Basílica de São Pedro, Vaticano.

48 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 51: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Converse com o professor e os colegas sobre estes assuntos:

a) Que sentimentos você teve ao observar as obras de arte desta página e da anterior?

b) Em sua opinião, por que as pessoas fazem obras de arte cujo tema é a morte?

c) Você já viu outras obras de arte cujo tema é a morte? Em caso afirmativo, onde foi: em um mu-seu, na internet ou outro lugar?

2.

!sacerdotes e, acima, estão Jesus, Maria e outros seres divinos

A PINTURA O ENTERRO DO CONDE DE ORGAZ É

CONSIDERADA UMA OBRA- -PRIMA DO PINTOR EL GRECO,

QUE NASCEU NA GRÉCIA E DESENVOLVEU GRANDE PARTE DE SUA CARREIRA ARTÍSTICA

NA ESPANHA.

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NA ESPANHA.

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EL GRECO. O enterro do conde de Orgaz. 1587.

1 óleo sobre tela, color., 480 cm × 360 cm. Igreja

de São Tomé, Toledo.

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mé, Toledo/Fotógrafo desconhecido

49CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

Page 52: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

OS MISTÉRIOS DA VIDA E DA MORTE NAS CULTURAS

A vida renova-se constantemente, e as pessoas que por aqui passam deixam sua contribui-

ção para a humanidade, que continua sua caminhada no mundo. É importante entender a morte

como parte do ciclo de existência de cada um.

A vida é feita de muitos mistérios e temos as curiosidades: De onde viemos? Por que estamos

aqui? Para onde vamos? O ser humano sempre buscou respostas a essas perguntas para auxiliá-lo

a enfrentar os mistérios da existência: o nascimento, a vida e a morte.

Assim, os diferentes modos de viver levam a diversas interpretações a respeito da vida e do

que acontece depois da morte. De qualquer forma, desde os povos ancestrais, a morte sempre foi

vista como algo enigmático, misterioso.

enigmático: difícil de compreender e de interpretar.

misterioso: que contém algum mistério, um sentido que está oculto.

É VERDADE! ALGUMAS CULTURAS MANTÊM

A MEMÓRIA DE QUEM JÁ MORREU. O QUE SE

ENTENDE SOBRE O PÓS- -MORTE É UMA

EXPRESSÃO DAS CRENÇAS RELIGIOSAS.

DEPOIS QUE COMECEI A APRENDER SOBRE RITOS,

ENTENDI QUE A VIDA É CHEIA DE CERIMÔNIAS QUE CELEBRAM O NASCER, O VIVER E ATÉ O MORRER.QUANDO O ASSUNTO É O

QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE, CADA PESSOA CRÊ DE UM MODO DIFERENTE.

As tradições culturais e religiosas têm interpretações dife-

rentes para tais mistérios. Isso também ocorre em relação à mor-

te. Como vimos, existem ao menos quatro respostas para o que

acontece após a morte: a ressurreição, a reencarnação, a ances-

tralidade e o nada.

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50 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 53: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

A figura de Jesus Cristo ressuscitado é o maior símbolo das religiões cristãs, compreendida

como sinal de um novo começo. Que tal montar um quebra-cabeça de uma pintura que represen-

ta a ressurreição? A obra é do alemão Matthias Grünewald, que viveu de 1470 a 1528.

Recorte as peças do quebra-cabeça da página 7 do material de apoio. Monte-as e cole-as a seguir.1.

Orientações para a realização das atividades.3

De que maneira você compreende essa pintura?

Pessoal. Espera-se que os alunos percebam a ressurreição, superando os dois momentos da morte de Jesus na pintura:

a crucificação e o túmulo (Santo Sepulcro).

Para os cristãos, a essência da fé está na ressurreição, vista como uma transformação. De que outras maneiras uma pessoa pode se transformar?

Pessoal. O objetivo é que os alunos pensem nas possibilidades de mudança de atitudes, como passar a dividir o lanche

com os colegas, passar a ajudar nas tarefas da casa, decidir-se por agir com mais paciência, etc.

2.

3.

onte-as e cole-as a sssssssssege uir.

51CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

Page 54: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Orientações para a abordagem do tema.4

ANI.O livro dos mortos. [1300 a.C.]. 1 papiro. Museu Britânico, Londres.

ESTA OBRA SE CHAMA O LIVRO DOS MORTOS. ELA FOI PRODUZIDA MAIS DE 1 300 ANOS ANTES DO

NASCIMENTO DE CRISTO E REPRESENTA COMO OS ANTIGOS EGÍPCIOS ENTENDIAM A MORTE E

O QUE ACREDITAVAM QUE ACONTECIA DEPOIS DELA.

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A MORTE E AS ARTES

ESTA É UMA RÉPLICA DO MAUSOLÉU DE HALICARNASSO, O

LUXUOSO TÚMULO DO GOVERNANTE PERSA

MAUSOLO, CONSTRUÍDO 353 ANOS ANTES

DO NASCIMENTO DE CRISTO. SEU NOME DEU

ORIGEM AO TERMO “MAUSOLÉU”, QUE HOJE

SIGNIFICA "TÚMULO GRANDIOSO".

!atual Bodrum, na Turquia

©Museu Britânico, Londres

©Wikimedia Commons/Nevit Dilmen

52 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 55: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

ESTA É A ORIXÁ OYÁ OU IANSÃ. NA TRADIÇÃO

DOS POVOS AFRICANOS IORUBÁ, ELA GUIA OS ESPÍRITOS DOS QUE

MORREM PARA O MUNDO DOS MORTOS.

! Escultura de Iansã

!O Dia dos Mortos, celebração que mistura tradições indígenas com as católicas, realizada no México

VEJA UMA FOTO DA COMEMORAÇÃO DO DIA DOS

MORTOS, REALIZADA NO MÉXICO PARA CELEBRAR A

VIDA DOS ANCESTRAIS. ESSA É UMA DAS FESTAS

MEXICANAS MAIS ANIMADAS E FOI DECLARADA PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE

PELA UNESCO.

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PELA UNESCO.

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©Shutterstock/Kobby Dagan

MORENO, Tatti. Iansã. 1979. 1 escultura em metal. Parque da Catacumba, Rio de Janeiro.

53CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

Page 56: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Faça uma pesquisa sobre o Papiro de Ani, a versão mais conhecida de O Livro dos Mortos, feito mais de 1 300 anos antes do nascimento de Cristo. Anote, a seguir, qual era a crença egípcia acerca do pós--morte, especialmente em relação ao chamado Tribunal de Osíris.

O Livro dos Mortos continha orações e fórmulas que cada alma deveria recitar a Osíris no Julgamento, para que ela

fosse aceita no Paraíso. Os egípcios acreditavam que, após o falecimento, as almas seriam conduzidas pelo deus Anúbis

(representado como um homem com cabeça de chacal) até o Tribunal de Osíris, onde suas ações em vida seriam

julgadas para decidir seu destino. O coração do falecido era posto em uma balança, equiparado com uma pena

(que representava a deusa Maat e a verdade). Se o coração fosse mais leve do que a pena, a alma seguia para ser

interrogada pelo deus Osíris e teria a oportunidade de seguir para o Paraíso ou para o Inferno; se o coração fosse

mais pesado, a alma era devorada por uma criatura misto de hipopótamo, leão e crocodilo, chamada Ammit.

Entre as obras de arte apresentadas neste capítulo, de qual você mais gostou? Por quê?

Pessoal. Incentive os alunos a compartilhar suas opiniões sobre as obras de arte apresentadas e sua possível relação

com as crenças deles.

Sobre as obras de arte que tratam da morte como tema, assinale as afirmativas corretas.

( ) São obras que, geralmente, têm o objetivo de alertar as pessoas sobre os perigos da vida.

( X ) São maneiras de retratar as crenças do pós-morte.

( X ) Essas obras de arte podem ser feitas para expressar sentimentos de perda e de luto.

( ) Representam momentos felizes de alguém que já faleceu.

( X ) Os ritos fúnebres podem ser representados nessas obras.

( ) Não existem obras de arte que tratem da morte como tema.

1.

2.

3.

Orientações para a realização das atividades. 5

54 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 57: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Nesta página, crie uma obra de arte com desenho, pintura ou colagem. Sua obra deve representar algo que você considera sagrado.

4. p g

55CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

Page 58: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

ARTE PARA OS ANCESTRAIS

Os ancestrais são pessoas que viveram no passado e já faleceram, mas que deixaram ensina-

mentos e memórias importantes para seus descendentes. Esses ensinamentos e essas memórias

são transmitidos de geração em geração.

As religiões têm diferentes formas de expressar a importância dos ancestrais para as pessoas

e para as culturas. Por exemplo, a transmissão de mitos, a realização de ritos e celebrações em ho-

menagem aos que já se foram e a representação por meio de obras de arte.

! Algumas cerimônias do budismo honram a vida dos ancestrais; podem ser realizadas em casa ou em templos, em cultos e ritos ligados aos ciclos da natureza.

! Celebração em homenagem aos antepassados durante o Festival de Qingming, relacionado ao taoismo

!O afoxé Ylê de Egbá, fundado em 1986, no Recife, tem por objetivos tratar da ancestralidade africana e mostrar a riqueza de seus heróis, príncipes, reis e orixás.

! Entre os Iorubás, os antepassados são os aliados mais poderosos para ajudar as pessoas a evoluir. Simbolizam a passagem do tempo e a rapidez da existência física.

!Máscara do Reino de Benin (atual Nigéria): homenagem à ancestralidade

!Na Umbanda, os pretos--velhos representam ancestralidade e sabedoria

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ZUMBA, José. Preto velho IV. 1993. 1 pintura. Acervo Walter Ferrari Filho.

PINGENTE representando a máscara da rainha-mãe. Século XVI. 1 escultura em marfim, ferro e cobre, 23,8 cm × 12,7 cm × 8,3 cm. Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque.

56 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 59: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Procure uma imagem de arte religiosa e cole-a no espaço a seguir. Pesquise e escreva o significado dessa obra e o nome da religião que ela representa.

Orientações para a realização da atividade.6

A cruz, quando é representada vazia, simboliza a ressurrei-

ção de Jesus. Vamos fazer uma obra de arte simbolizando atos

bons e transformadores que realizamos no nosso dia a dia?

Realize dez ações que possam ajudar a vida de outras pessoas.

A cada atitude praticada, desenhe uma flor na cruz e, ao lado de cada flor, escreva o que você realizou.

1.

2.

Orientações para a realização das atividades.7

se e escreva o significado

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57CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

Page 60: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Mosaicos são

montagens coloridas feitas

com pequenos pedaços

de vidro, pedra ou outros

materiais, colados muito

próximos uns dos outros,

formando desenhos.

Podem retratar seres e

objetos ou, como na arte

islâmica, figuras e formas

geométricas.

A ARTE E AS RELIGIÕES

A arte toca as pessoas por meio de linguagens e formas, como: arquitetura, pintura, escultura,

desenho, música, dança e outras. Essas demonstrações artísticas transmitem aspectos de diferentes

culturas. Por isso, espaços e construções especiais, religiosos ou não, usam a arte para revelar a be-

leza, provocando nossa sensibilidade, e também para manter vivos certos conhecimentos. Do mes-

mo modo, os livros religiosos podem ser produzidos, decorados e ilustrados de maneira artística.

Os templos e outros locais sagrados consideram a fé das pessoas que se reúnem ali, mas

também são construídos e decorados de acordo com a cultura da região em que se encontram e

com o estilo seguido pelo artista que os projetou. Algumas expressões de arte encontradas nesses

espaços são: as pinturas, os entalhes, os mosaicos, os ícones, os vitrais. Além de serem decorativas,

essas obras podem relembrar pessoas e entidades importantes para um grupo religioso (divinda-

des, santos, etc.) e ensinar ou ilustrar cenas significativas e trechos de narrativas sagradas. Alguns

templos são decorados ainda com formas geométricas e livres, ou com figuras significativas, como

as mandalas.

Orientações para a abordagem do tema.8

!Mosaico islâmico em São Paulo

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58 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 61: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

A PALAVRA “MANDALA” VEM DO SÂNSCRITO E SIGNIFICA

“CÍRCULO”.

! Ícone de Cristo Pantocrator do Sinai

Ícones são representações de personagens sagrados ou

cenas por meio de pintura ou gravura. São essenciais nos

cultos da Igreja Ortodoxa.

AS MANDALAS FAZEM PARTE DE VÁRIAS RELIGIÕES,

MAS TAMBÉM PODEM SER UTILIZADAS COMO OBRAS DE ARTE, SEM SE ASSOCIAREM A

UMA RELIGIÃO.

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Os vitrais são obras feitas com pedaços de vidro

colorido, frequentes nas igrejas do Catolicismo.

As mandalas são figuras circulares que contêm muitos

detalhes. Representam a relação do ser humano com o

Universo e estão presentes em diversas culturas.

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O BOM PASTOR. 1920. 1 vitral. Catedral Católica Romana de Nossa Senhora dos Anjos, Los Angeles.

CRISTO Pantocrator do Sinai. Século VI. 1 pintura encáustica, color., 84 cm × 45,5 cm. Mosteiro de Santa Catarina, Monte Sinai, Egito.

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Page 62: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

A imagem a seguir é um exemplo de mandala. Pinte-a com as cores que preferir. 1.

Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.9

Agora, crie uma imagem artística utilizando formas geométricas e livres para expressar como você entende a relação do ser humano com o Universo.

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60 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 63: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

A DANÇA E O SAGRADO

A dança é uma manifestação artística praticada de forma individual ou coletiva. Em alguns

contextos, ela está associada a ritos religiosos, sendo considerada um ato sagrado. Trata-se de uma

manifestação humana muito antiga, presente nas mais diversas culturas.

Em diferentes épocas e lugares, a dança foi, e ainda é, realizada para celebrar momentos

importantes da vida, como o nascimento, a maturidade, o casamento, a morte, a guerra, o traba-

lho e os ciclos da natureza (tempo de plantar ou de colher, chegada de uma estação, etc.). Além

de ser uma forma de arte, a dança proporciona alegria e o encontro entre as pessoas, reforçando

seus laços comunitários. Também faz parte

de ritos e celebrações de diferentes grupos

religiosos, como meio de se aproximar do

sagrado para agradecer ou para pedir o au-

xílio divino.

Em cada situação cultural, comemo-

ração ou rito religioso, a dança é formada

por um conjunto próprio de passos e ges-

tos. Muitas vezes, é realizada por um grupo

de pessoas reunidas em uma roda. Nesses

casos, é conhecida como dança circular.

Orientações para a abordagem do tema.10

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61CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

Page 64: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Formem quatro grupos e sigam as orientações do professor para realizar uma pesquisa sobre algumas danças existentes no Brasil.

1.

Orientações para a realização das atividades. 12

Cada grupo deve produzir um texto coletivo com o resultado das pesquisas e ler seu conteúdo para compartilhar o aprendizado com os demais colegas.

2.

Vimos que as danças circulares, ou dan-

ças de roda, são praticadas em diferentes lo-

cais e culturas. Podem ser danças tradicionais,

comemorativas, folclóricas e até religiosas.

São coletivas e acontecem na forma de uma

roda, proporcionando aos participantes sen-

timentos de união e de pertencimento a um

grupo. Além do contato físico, por estarem de

mãos dadas, os participantes cantam juntos a

mesma melodia e realizam passos iguais.

Orientações para a realização da atividade e sugestão de atividades.11

Vamos fazer uma brincadeira em forma de dança de roda.

a) Escolham uma música e, juntos, realizem uma dança de roda. De mãos dadas, todos devem fazer gestos e passos iguais.

b) Depois de dançar, diga: Como você se sentiu durante a prática? Por quê?

Neste capítulo, vimos que o ser humano se expressa por meio da arte. Ela pode dar origem

a manifestações individuais ou coletivas com influência da cultura em que se vive e pode ter

significados religiosos. Por meio da escultura, da pintura, da música e da dança, por exemplo, a arte

pode ser um meio de expressar a fé e os sentimentos mais profundos das crenças religiosas.

©Shutterstock/Ayelet-keshet

62 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 65: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Leia com atenção o texto a seguir.1.

Encaminhamento metodológico e sugestão de atividades.13

Criança cadeirante dança balé com amiga de escola de 6 anos

Uma história linda surgiu da amizade das crianças Antônio – que é cadeirante – e Alícia, ambas

de 6 anos de idade. [...] convidados assistiram a uma coreografia feita pelas duas crianças, que são

melhores amigos na escola. [...]

A professora Cleide Fernando explicou por que escolheu os dois para representar a turma na

apresentação do Dia das Mães. “Notei a amizade e cumplicidade deles na aula de dança. E a dança é

isso: superação, não tem limites. Por meio da dança, eles estão aqui. Antônio é o primeiro cadeirante

que coreografei, e eles conseguiram absorver a dança muito bem”, contou.

[...]

As crianças falaram da amizade entre eles (sic) e encantaram a todos. [...]

Converse com os colegas sobre o texto e responda às perguntas:

a) Você considera que a dança pode ser um meio de inclusão social? Explique.

Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a dança pode incluir pessoas de diversas classes sociais

e com deficiências e habilidades diferentes. No caso da reportagem, o menino cadeirante foi o primeiro

a ser coreografado pela professora, o que representa a novidade dessa forma de inclusão.

b) Em sua opinião, por que as pessoas gostam de dançar?

Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a dança pode ser apreciada por diversos motivos, entre

eles, o religioso.

c) O que a dança pode fazer pelas pessoas?

Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a dança pode fazer bem para a saúde física, emocional e

espiritual, além de contribuir para a sociabilização e a superação de desafios.

2.

CRIANÇA cadeirante dança balé com amiga de escola de 6 anos. Disponível em: <http://gshow.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/O-Programa/noticia/2015/06/emocao-crianca-cadeirante-danca-bale-com-amiga-de-escola-

de-6-anos.html>. Acesso em: 16 jun. 2019.

63CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

Page 66: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

CAPÍTULO

DESCOBRINDO A DIVINDADE

4

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Page 67: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Orientações para a abordagem do capítulo. 1

Neste capítulo, você vai aprender que a divindade,

ou o transcendente, pode ser representada de diferentes

formas, de acordo com as crenças religiosas. Porém, há re-

ligiões que acreditam no mesmo Deus, como ocorre com o

Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo.

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Page 68: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Se você acredita em uma divindade, desenhe em uma folha como a imagina. No verso da folha, escre-va o nome e as características da divindade que você desenhou.

Em uma roda de conversa, apresente seu desenho aos colegas e observe a produção deles.

Leia o texto a seguir.

1.

2.

3.

Orientações para a realização das atividades.2

O poder de um sorriso

Havia um pequeno menino que queria se encontrar com Deus. [...]

Quando ele andou umas três quadras, encontrou um velhinho sentado em um banco da praça

olhando os pássaros. O menino sentou-se junto dele, abriu sua mochila, e ia tomar um gole de guaraná,

quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome, então ofereceu-lhe um pastel.

O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino

quis ver de novo, então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino. O

menino estava muito feliz. Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto

da tarde sem falarem um ao outro.

Quando começou a escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair

ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho. [...]

Quando o menino entrou em casa, sua mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada em

sua face: “O que você fez hoje que te deixou tão feliz?”. Ele respondeu: “Passei a tarde com Deus.” E

acrescentou: “Você sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi.”

O PODER de um sorriso. Disponível em: <https://www.acidigital.com/Historias/sorriso.htm>. Acesso em: 11 abr. 2019.

Retome com os colegas os desenhos observados na atividade 2 e responda:

a) Alguém desenhou uma divindade como um senhor idoso? E como uma criança?

b) Na opinião de vocês, por que algumas pessoas imaginam Deus como um senhor idoso?

4.

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Enquanto isso, o velhinho chegou em casa radiante,

e seu filho perguntou: “Por onde você esteve que te

deixou tão feliz?” Ele respondeu: “Comi pastéis e tomei

guaraná no parque com Deus”. Antes que seu filho

pudesse dizer algo, ele falou: “Você sabe que ele é bem

mais jovem do que eu pensava?” [...]

66 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 69: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

O QUE É TRANSCENDÊNCIA?

"Transcender" significa ultrapassar um limite. No caso das religiões, as palavras "transcendên-

cia" e "transcendente" referem-se àquilo que está além da realidade concreta e visível deste mundo,

por exemplo, o sagrado e os poderes (sobrenaturais ou milagrosos) que estão acima das capa-

cidades comuns do ser humano. O transcendente pode ser compreendido como Deus ou uma

divindade suprema.

Dessa forma, "transcendente" é aquilo que transcende, ou seja, que está além do ser humano,

e pode ser representado de variadas formas, em diferentes períodos e lugares. Diversas religiões

acreditam que essas representações ajudam na comunicação com o transcendente. Assim, as di-

vindades eram cultuadas desde tempos remotos, e ainda o são, recebendo pedidos, orações e

oferendas.

NÃO CONSIGO PASSAR DESSA FASE, ABNER!

É QUE VOCÊ NÃO CONHECE OS PODERES DESSES

DEUSES DO JOGO!

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67CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE

Page 70: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Reflita e discuta com os colegas e o professor este assunto: O que significam os termos "Deus", "divino" e "divindade", na sua opinião?

Agora, pesquise os significados dessas palavras no dicionário e os anote a seguir.

Deus

Se necessário, auxilie os alunos a perceber a definição mais adequada ao contexto. O sentido mais próximo da

compreensão nessa faixa etária, segundo o Dicionário Aurélio (2010), é o de “ser infinito, perfeito, criador do

Universo”. Outras definições podem ser encontradas, caso sejam consultados outros dicionários, ou mesmo um

de termos religiosos. Por exemplo: ser supremo, espírito infinito e eterno, criador e preservador do Universo, etc.

Divino

Se necessário, auxilie os alunos a perceber a definição mais adequada ao contexto. Segundo o Dicionário

Aurélio (2010): "Respeitante ou pertencente a Deus. [...] Proveniente de Deus; concedido por Deus. [...] Sobrena-

tural, sublime. Perfeito [...]”.

Divindade

Se necessário, auxilie os alunos a perceber a definição mais adequada ao contexto. Segundo o Dicionário

Aurélio (2010): “Qualidade de divino. Natureza divina. Deus. Coisa ou pessoa que se adora. Deidade [...]”.

Compartilhe com os colegas os significados que você encontrou e considere os que foram encontra-dos por eles.

Com base nos significados obtidos, escreva como você entende o que é Deus, divino, divindade e transcendência.

Pessoal. Incentive os alunos a comparar suas respostas na atividade 1 com as definições encontradas nos dicionários.

1.

2.

3.

4.

Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.3

68 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 71: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Você sabia?

Antes da invenção da escrita, muitos registros humanos foram deixados em forma de pinturas

rupestres. Algumas delas representam animais e cenas do cotidiano. Acredita-se que os seres humanos

pré-históricos atribuíam poderes mágicos a essas pinturas, ou seja, imaginavam que aquilo que retratassem

aconteceria na vida real. Assim, cenas de caçada teriam sido desenhadas para que os caçadores reais

obtivessem sucesso em suas tentativas.

Orientações para a abordagem do tema e sugestão de atividades.4

Acredita-se ainda que as pinturas rupestres não represen-

tavam apenas os animais, mas o espírito deles, invocado pelo

xamã. Este é um personagem tribal que exerce diversas funções,

como as de sacerdote, curandeiro e estudioso do poder de cura

das plantas. Pode também atuar como músico e narrador das

tradições e dos fatos importantes de um povo. Por isso, ele é con-

siderado guardião dos mitos e das histórias do seu povo. Durante

os ritos religiosos, ele recorre a espíritos dos falecidos, de animais,

de elementos da natureza e de divindades.

pinturas rupestres: pinturas encontradas em cavernas e rochas, feitas com tintas naturais (produzidas com plantas, frutas, sangue de animais, carvão e outros elementos da natureza).

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69CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE

Page 72: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Orientações para a realização das atividades.5

Islamismo

Indígena

Oxalá

Guaraci

Sem divindade

Javé

Allah

Deus

Espiritismo

Budismo

Religiões Protestantes/Evangélicas

Catolicismo

Umbanda

Judaísmo

Você conhece os nomes do transcendente nas religiões? Observe os itens a seguir e associe cada personagem à sua religião e ao nome da divindade em que acredita.

1.

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ital.

70 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 73: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

No espaço a seguir, apresente de forma artística em que você crê. Pode ser o transcendente ou algo que não seja religioso. O importante é que você demonstre qual é a sua convicção.

2.

Descreva seu desenho e explique o porquê da sua crença.

3.

nvicção.

71CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE

Page 74: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

DEUS QUE É UM

Algumas das grandes religiões do mundo, como o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo,

creem que há um único Deus.

Encaminhamento metodológico.6

Realize um acróstico com a palavra Deus. Para isso, utilize as palavras dos livros sagrados acima para definir Deus nessas religiões.

Day

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Rave

n. 2

016.

Dig

ital.

SURATA. In: O ALCORÃO Sagrado. Tradução de Samir El Hayek. LCC Publicações Eletrônicas. 59, 22-24.

“Ele é Deus; não há mais divindade além d'Ele, Soberano, Augusto, Pacífico [...]. Tudo quanto existe nos céus e na terra glorifica-O, porque é o Poderoso, o Prudentíssimo.”

ISAÍAS. In: BÍBLIA Hebraica Stuttgartensia. Cap. 44,

vers. 6. v. 3. [s.p.]. E-book.

“Assim diz Iahweh, o rei de Israel,

Iahweh dos Exércitos, o seu redentor: Eu

sou o primeiro e o último, fora de mim

não há Deus”.

“Eu sou o Senhor, e não há nenhum

outro; não há outro Deus além de mim.

[...]”.

D

E

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S

ISAÍAS. In: NOVA Bíblia Viva. São Paulo: Mundo

Cristão, 2010. p. 606. Cap. 45, vers. 5.

72 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 75: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

OS MISTÉRIOS DIVINOS

Encaminhamento metodológico.7

Leia o texto a seguir e depois responda.

A HISTÓRIA do “Grande Espírito”. Revista Mundo e Missão, São Paulo, ano 22, n. 197, nov. 2015.

De que maneira os animais acharam que encontrariam o Grande Espírito? Na história, como isso ocorreu?

Os animais esperavam que o Grande Espírito se manifestasse como uma entidade, que aparecesse diante de seus

olhos. Entretanto, os animais sentiram a presença da sua divindade ao compartilhar alimentos, unidos e alegres.

Nesse sentido, o Grande Espírito representa a paz e a união.

Orientações para a realização da atividade.9

O QUE VOCÊ ENTENDE PELA PALAVRA “MISTÉRIO”?

VOCÊ JÁ ASSISTIU A UM FILME OU LEU UMA HISTÓRIA QUE

TINHA ALGUM MISTÉRIO A SER DESVENDADO?

A

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A história do “Grande Espírito”

Era uma vez uma grande assembleia de bichos. Vieram de toda parte para conhecer e falar com o

Grande Espírito, criador e mantenedor da vida que ia se manifestar. Pensando que poderia demorar vários

dias, cada um trouxe comida dentro de um pote de barro. Tinha pote de todo tipo: pintado, com alças,

com tampa, sem tampa, redondo, oval, com desenhos, simples. Um espetáculo!

Puseram-se a rezar e a refletir, mas nada de o Grande Espírito aparecer. Passou tempo. Ficaram com

fome. Cada um foi para seu lado comer. A onça tinha trazido só piracuí (farinha de peixe), a cutia só

pimenta, o jacaré só tucupi (sumo da mandioca brava), o macaco só farinha de mandioca, o veado só

trouxe água, e assim por diante. Cada um se satisfez e voltaram a rezar e a refletir. Continuaram assim

durante três dias. Estavam cansados de esperar, cansados de sempre comer a mesma coisa; começaram a

ficar irritados uns com os outros. Até duvidaram do Grande Espírito, pois este não aparecia mesmo.

Aí, neste terceiro dia, o filhote da onça foi brincar com o filhote da cutia e lhe disse: “Vamos misturar

pimenta de vocês com nosso piracuí e ver no que dá!”. Dito e feito. Ficou gostoso! Eles ficaram alegres e

os outros filhotes os imitaram: se aproximaram com farinha, tucupi, água. As mães, vendo aquilo, em dois

tempos arrumaram uma mesa grande onde todos os potes de comida foram colocados em comum. Todo

mundo veio e fizeram o maior banquete, bonito e alegre.

Neste dia, neste banquete, conheceram o Grande Espírito.

Encaminhamento metodológico.8

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73CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE

Page 76: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Na história, os filhotes tiveram a ideia de juntar os alimentos para que todos pudessem aproveitar a

contribuição de cada um. Agiram assim por pensar no bem de todos e não apenas no próprio interesse.

Organize com os colegas e o professor uma campanha de arrecadação de alimentos, roupas, brinque-dos ou outros itens. Para isso, escolham uma instituição que esteja precisando de doações e façam outras pessoas felizes!

Descreva no caderno como foi a preparação da atividade e a entrega da doação. Depois, escreva como você se sentiu após essa ação.

DEUS UNO-TRINO

1.

2.

Orientações para a realização das atividades.10

Pesquise no dicionário e registre os significados das palavras a seguir.

a) Uno: Único. b) Trino: Composto de três elementos.

PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO

Orientações para a realização da atividade.11

Para o Cristianismo, Deus é uno e, ao mesmo tempo, trino.

Esse conceito é conhecido como “trindade” e significa que Deus

é entendido como a unidade entre Pai, Filho e Espírito Santo. Essa

é a compreensão da maioria dos cristãos católicos, evangélicos

e ortodoxos que reconhecem Jesus Cristo como o filho de Deus.

RINOSERÁ QUE NOSSOS AMIGOS SABEM O QUE SIGNIFICAM ESSES TERMOS?

PARA O CRISTIANISMO, DEUS

É UNO E TRINO AO MESMO TEMPO!

EUS AO O!

Marcelo Bittencourt. 2016. Digital.

Dayane Raven. 2016. Digital.

74 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 77: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Para entender melhor como “três” podem ser “um”, você vai precisar de três cores diferentes de massa de modelar. Agora, siga as orientações a seguir.

a) Faça três rolinhos de massinha, cada rolinho de uma cor diferente.

b) Faça uma trança com eles.

c) Desenhe neste espaço o que você fez com a massa de modelar.

1.

d) Os rolinhos estão juntos; mas é possível distinguir cada cor?

Pessoal. Espera-se que seja possível distinguir cada cor.

Relacione a trança de massa de modelar com a frase: No Cristianismo, Deus é entendido como uma trindade, ou seja, como a unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O que é possível compreender dessa frase por meio da experiência de confeccionar a trança?

Pessoal. Espera-se que os alunos compreendam que as unidades Pai, Filho e Espírito Santo podem ser vistas em sua

representação individual (como os rolinhos), mas que juntas se tornam uma nova unidade, a trindade (como a trança).

2.

Orientações para a realização das atividades.12

75CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE

Page 78: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

As diferentes crenças do ser humano influenciam o comportamento que ele tem com o pró-

ximo e com a natureza. Reconhecer que existem diferentes entendimentos do sagrado é uma forma

de respeitar o outro. Assim, respeitar a relação que cada pessoa tem com Deus ou com os deuses em

que acredita é uma maneira de conviver bem, fazendo valer os direitos humanos e a liberdade.

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DEUS NO PLURAL

No passado, as religiões praticadas na Grécia Antiga, em Roma, no Egito e em outras regiões

do mundo se baseavam na existência de diferentes deuses relacionados às forças da natureza. Cada

divindade tinha uma personalidade própria e era responsável por algum elemento da natureza ou

da vida humana. Algumas dessas divindades eram representadas como figuras humanas e outras,

como figuras compostas de partes humanas e partes de animais. Os deuses gregos, por exemplo,

eram semelhantes aos seres humanos e, portanto, tinham qualidades e defeitos. Além disso, os

gregos acreditavam que, em diversas situações, os deuses deixavam o Monte Olimpo, onde viviam,

para interagir com os mortais.

Atualmente, ainda há religiões, de diferentes lugares do mundo, que acreditam em vários

deuses; por exemplo, o Hinduísmo, o Xintoísmo, a Wicca e religiões africanas e afro-brasileiras,

como o Candomblé. As divindades africanas, conhecidas como Orixás e presentes nas religiões

afro-brasileiras, reúnem características humanas com as de elementos e forças da natureza, como

as águas, o fogo e outros.

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76 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 79: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

DIVINDADES NO HINDUÍSMO

Vimos que o Hinduísmo é um exemplo de religião que

acredita em várias divindades. Observe, a seguir, as representações

artísticas de algumas divindades dessa religião.s dese sa religião.

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Orientações para a abordagem do tema e sugestão de atividades.13

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!Divindades Brahma, Vishnu e Shiva !Divindade Shiva

!Divindades Gorabhairava, Bahuchara e Kalabhairav

!Divindade Vessavana

!Divindade Lakshmi

77

Page 80: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

©Wikimedia Commons/Tris T7

Entre as diversas divindades do Hinduísmo, há três deuses principais:

Brahma, o criador do Universo: pode ser representado com quatro cabeças, que simbolizam

os quatro Vedas (textos sagrados hinduístas).

Vishnu, o preservador do Universo: é associado ao Sol e representa aspectos como o amor, a

verdade, a lei e a piedade.

Shiva, o deus da destruição, mas também do renascimento e da transformação.

Esses três deuses, Shiva, Vishnu e Brahma, em equilíbrio, formam o Brahman, um deus só:

trino e uno.

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78 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 81: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Em cada região da Índia, as pessoas se aproximam mais de uma ou de algumas das diversas

divindades do Hinduísmo. Entre as mais populares, podem ser citadas Ganesha e Krishna. Ganesha

supera todos os obstáculos e é o deus dos novos empreendimentos. Krishna, por sua vez, repre-

senta a verdade absoluta.

! Ganesha ! Krishna

Você sabia?

Orientações para a abordagem do tema.14

As vacas são sagradas para os

hinduístas. Segundo a crença

desse grupo religioso, elas são a

montaria do deus Shiva. Em sinal

de respeito, os hinduístas não

se alimentam da carne desses

animais.

Em algumas regiões da Índia,

o rato e o búfalo também são

considerados animais sagrados

e, portanto, não podem ser

maltratados ou mortos.

! Vacas, animais sagrados para os hinduístas

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79CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE

Page 82: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Vamos brincar com o Jogo da memória?

a) Recorte as peças das páginas 9 e 11 do material de apoio.

b) Convide um colega para jogar com você.

c) Misturem as cartas dos dois jogos e deixe-as viradas para baixo.

d) Decidam quem iniciará o jogo.

e) Encontrem a carta com uma imagem e a carta com o seu significado na mesma rodada.

f) Quem acertar poderá jogar mais uma vez.

Depois de jogar, cole as peças do jogo no caderno, mantendo a correspondência entre as imagens e seus significados.

Crie um jogo de memória para relembrar os assuntos que você estudou ao longo do ano. Para isso, use os moldes de cartas das páginas 13 e 15 do material de apoio.

1.

2.

3.

Orientações para a realização das atividades.15

Encaminhamento didático.16

Neste volume, foi possível pensar em diferentes etapas da vida e nas crenças que envolvem esses ciclos!

Você aprendeu sobre os ritos de batismo das religiões cristãs e afro-brasileiras e a apresentação da criança

nas comunidades religiosas do Judaísmo, do Islamismo e dos povos indígenas. Aprendeu também como

as religiões celebram o casamento e as particularidades de cada crença nos ritos fúnebres. Compreendeu

que cada religião tem ideias diferentes sobre o pós-morte, como a reencarnação, a ressurreição e a

ancestralidade, e que existem crenças não religiosas a respeito, como a ideia do nada.

Você conheceu ainda exemplos de como as noções de morte e de sagrado podem ser representadas por

meio de pinturas, esculturas, vitrais e ícones. Além disso, aprendeu que as religiões podem crer em uma ou

mais divindades e que há religiões sem divindades, como o Budismo.

Refletir sobre as etapas da vida e seus ritos em diferentes religiões reaviva o planejamento de vida

baseado na religião e nas crenças de cada um. Perceber que existem outras religiões que abordam temas

semelhantes nos auxilia a perceber que não estamos sozinhos e que muitas pessoas se baseiam em uma

religião para traçar suas vidas.açaçarar suau s s vividad s.

Dica: Procurem deixar as

peças nos mesmos lugares

ao virá-las no jogo.

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Page 83: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

JOGO TRILHA DA VIDA – TABULEIRO

Página 45

O pneu do carro

dos noivos furou.

Volte 1 casa.

Flor de lótus.

Avance 3 casas.

O noivo fugiu.

Retorne para o

início do jogo.

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1MATERIAL DE APOIO

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JOGO TRILHA DA VIDA – TABULEIRO

Página 45Co

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Que alegria, um nascimento!

Avance 2 casas.

Fim dojogo

Cerimônia religiosa da morte da avó de Leza. Deixe de jogar 1 vez.

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3MATERIAL DE APOIO

Page 86: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com
Page 87: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Casa 3 – Pergunta:Qual é o personagem que,

quando nasceu, foi apresentado à comunidade judaica, assim recebendo o seu nome?

Se acertar a resposta,

avance 2 casas.

Casa 5 – Pergunta:Qual é o nome do personagem

cuja religião geralmente realiza o batizado na adolescência ou quando a pessoa é adulta?

Se acertar a resposta,

avance 2 casas.

Casa 9 – Pergunta:Qual é o nome do

personagem em cuja religião, na cerimônia de casamento, a noiva tradicionalmente escolhe a cor do vestido?

Se acertar a resposta,

avance 2 casas.

Casa 13 – Pergunta:Qual é o nome do personagem

cujo batismo acontece no terreiro, ou em um rio, sob a proteção de orixás?

Se acertar a resposta,

avance 2 casas.

Casa 16 – Pergunta:Qual é o nome do personagem

em cuja religião o falecido é lavado com água e depois vestido com vestes brancas?

Se acertar a resposta,

avance 2 casas.

Casa 20 – Pergunta:Qual o nome do personagem

da comunidade religiosa que acredita que, quando uma pessoa morre, pode habitar o corpo de um animal?

Se acertar a resposta,

avance 2 casas.

Casa 22 – Pergunta:Quais os nomes dos

personagens pertencentes a religiões que acreditam na ressurreição, isto é, na vida eterna?

Se acertar a resposta,

avance 2 casas.

Resposta: Abner.

Resposta: Sikulume.

Resposta: Dulce e Felipe.

Resposta: Felipe.

Resposta: Yurem.

Resposta: Manjari.

Resposta: Potira.

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JOGO TRILHA DA VIDA – CARTAS E DADO

Página 45

5MATERIAL DE APOIO

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Page 89: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

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QUEBRA-CABEÇA DA RESSURREIÇÃO

Página 51

©Museu de Unterlinden, Colmar, França

7MATERIAL DE APOIO

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JOGO DA MEMÓRIA

Página 80

Marcelo Bittencourt. 2016. Digital.

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9MATERIAL DE APOIO

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OGUM

ORIXÁ GUERREIRO,

DE ACORDO COM AS

RELIGIÕES

AFRO-BRASILEIRAS.

GANESHA

SUPERA TODOS OS

OBSTÁCULOS. É

DEUS DOS NOVOS

EMPREENDIMENTOS.

OMOLU

ORIXÁ CONSIDERADO

SENHOR DAS DOENÇAS

NAS RELIGIÕES

AFRO-BRASILEIRAS.

IEMANJÁ

ORIXÁ DAS ÁGUAS

SALGADAS, RAINHA

DO MAR, SEGUNDO

AS RELIGIÕES

AFRO-BRASILEIRAS.

VISHNU

É ASSOCIADO AO

SOL, PRESERVA O

UNIVERSO E REPRESENTA

O AMOR, A VERDADE,

A LEI E A PIEDADE.

KRISHNA

NO HINDUÍSMO,

REPRESENTA A

VERDADE

ABSOLUTA.

SHIVA

É O DEUS DA

DESTRUIÇÃO,

MAS TAMBÉM DO

RENASCIMENTO

SEM FIM.

TRINDADE

NO CRISTIANISMO,

DEUS É UNO E TRINO,

OU SEJA, É ENTENDIDO

COMO UNIDADE ENTRE

PAI, FILHO E ESPÍRITO

SANTO.

BRAHMA

CRIADOR DO UNIVERSO,

É REPRESENTADO POR

QUATRO CABEÇAS

QUE SIMBOLIZAM AS

UNIDADES DOS VEDAS.

JOGO DA MEMÓRIA

Página 80

11MATERIAL DE APOIO

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JOGO DA MEMÓRIA ASSUNTOS ESTUDADOS AO LONGO DO ANO

Página 80

13MATERIAL DE APOIO

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JOGO DA MEMÓRIA ASSUNTOS ESTUDADOS AO LONGO DO ANO

Página 80

15MATERIAL DE APOIO

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LIVRO DO PROFESSOR

VOLUME 4

1.a ediçãoCuritiba - 2019

CLAUDIA REGINA KLUCK

GISELE MAZZAROLLO

SONIA DE ITOZ

Page 100: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Presidente Ruben Formighieri

Diretor-Geral Emerson Walter dos Santos

Diretor Editorial Joseph Razouk Junior

Gerente Editorial Júlio Röcker Neto

Gerente de Produção Editorial Cláudio Espósito Godoy

Coordenação Editorial Jeferson Freitas

Coordenação de Arte Elvira Fogaça Cilka

Coordenação de Iconografia Janine Perucci

Autoria Gisele Mazzarollo

Reformulação dos originais de Claudia Regina Kluck e Sonia de Itoz

Edição de conteúdo Lysvania Villela Cordeiro (Coord.) e Michele Czaikoski Silva

Edição de texto Giorgio Calixto de Andrade e Mariana Bordignon Strachulski de Souza

Revisão João Rodrigues

Consultoria Sérgio Rogerio Azevedo Junqueira

Capa Doma.ag Imagens: ©Shutterstock

Projeto Gráfico Evandro Pissaia

Imagens: ©Shutterstock/KanokpolTokumhnerd/Zaie Ícones: Patrícia Tiyemi

Edição de Arte e Editoração Debora Scarante e Evandro Pissaia

Pesquisa iconográfica Junior Guilherme Madalosso

Ilustrações Dayane Raven e Danilo Dourado Santos

Engenharia de Produto Solange Szabelski Druszcz

Todos os direitos reservados à Editora Piá Ltda.

Rua Senador Accioly Filho, 43181310-000 – Curitiba – PR

Site: www.editorapia.com.brFale com a gente: 0800 41 3435

Impressão e acabamentoGráfica e Editora Posigraf Ltda.Rua Senador Accioly Filho, 500

81310-000 – Curitiba – PRE-mail: [email protected]

Impresso no Brasil2020

Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)

(Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)

© 2019 Editora Piá Ltda.

K66 Kluck, Claudia Regina.

Ensino Religioso : passado, presente e fé / Claudia Regina Kluck, Gisele Mazzarollo, Sonia de Itoz ilustrações Dayane Raven, Danilo Dourado Santos. – Curitiba : Piá, 2019.

v. 4 : il.

ISBN 978-85-64474-88-8 (Livro do aluno)

ISBN 978-85-64474-89-5 (Livro do professor)

1. Educação. 2. Estudo religioso – Estudo e ensino. 3. Ensino fundamental. I. Mazzarollo, Gisele. II. Itoz, Sonia de. III. Raven, Dayane. IV. Santos, Danilo Dourado. V. Título.

CDD 370

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SUMÁRIO

1 Proposta pedagógica ______________ 4

Concepção de ensino _______________________ 4

Objetivos __________________________________ 8

Avaliação __________________________________ 8

Organização didática _______________________ 9

Referências ________________________________ 12

2 Orientações metodológicas ________ 13

Ritos para cada momento ___________________ 13

Ritos para além da vida _____________________ 20

Encontrando o sagrado na arte ______________ 29

Descobrindo a divindade ____________________ 36

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016.

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Page 102: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

PROPOSTA PEDAGÓGICAENSINO RELIGIOSO

CONCEPÇÃO DE ENSINOA coleção Passado, presente e fé para o Ensino Religioso tem por princípios a valorização e o

respeito à diversidade cultural, com vistas à promoção dos direitos humanos e da cultura da paz.

De acordo com a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural (UNESCO, 2002), a cultura adquire formas diversificadas no tempo e no espaço, o que se manifesta na originalidade e na pluralidade dos grupos humanos, atuando como fonte de intercâmbios, de inovação e de criativi-dade. Assim, a diversidade cultural constitui patrimônio comum da humanidade e deve, portanto, ser reconhecida e respeitada em benefício das gerações presentes e futuras.

A pluralidade religiosa é um aspecto da diversidade cultural presente no mundo e também no Brasil. Sua abordagem nos nove anos do Ensino Fundamental pode favorecer o aprimoramento da pessoa humana e da convivência social. Nesse intuito, a escola mostra-se um espaço privilegiado para a construção do conhecimento religioso e da tolerância por meio do diálogo, da reflexão e do respeito mútuo.

Historicamente, o conhecimento religioso tem sido objeto de estudo de teologias e ciências, como História, Sociologia, Psicologia, Antropologia, Geografia e, mais recentemente, Ciência da Religião. O Ensino Religioso, por sua vez, permeia o espaço escolar desde o momento em que o Estado passou a ocupar-se da educação dos cidadãos.

Assim, na Europa do século XVIII, organizou-se um sistema educacional em que o ensino da religião era visto como meio de educar os cidadãos para valores como humildade, generosidade, paciência, equilíbrio e piedade. O instrumento básico para tanto era o catecismo católico, por meio do qual se realizavam a instrução religiosa e também a alfabetização.

No Brasil, a introdução oficial do Ensino Religioso no currículo escolar ocorreu em 1827, sendo, então, conferida à escola a função de ensinar leitura, escrita, as quatro operações, os números decimais, proporção, introdução à geometria, gramática da língua portuguesa, princípios da moral, doutrina católica e História do Brasil, além de favorecer a leitura da Constituição do Império. Com a Proclamação da República, em 1889, o Ensino Religioso foi retirado do currículo das escolas públicas brasileiras e retornou apenas em 1931.

Nas Constituições posteriores, permaneceu como componente obrigatório para as escolas e optativo para os estudantes, condição confirmada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/96) e, mais recentemente, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que lhe concede o status de área do conhecimento, juntamente com Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Além disso, a BNCC afirma que o fenômeno religioso constitui “um dos bens simbólicos resultantes da busca humana por respostas aos enigmas do mundo, da vida e da morte” (BRASIL, 2017, p. 434).

4 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Esses documentos demonstram a relevância do Ensino Religioso para os currículos escolares do Ensino Fundamental, uma vez que se favorecem a compreensão e o respeito às diversidades cultural e religiosa do povo brasileiro.

O artigo 32 da LDB estabelece como objetivo para o Ensino Fundamental a formação básica do cidadão com base nos seguintes aspectos:

I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno do-mínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de co-nhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. (BRASIL, 1996)

A BNCC, por sua vez, defende para o Ensino Fundamental o desenvolvimento de competências e habilidades que possibilitem concretizar os direitos de aprendizagem das crianças e dos jovens. Esse documento propõe a organização dos componentes curriculares por meio das categorias: competências, unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.

Assim, orienta um processo de ensino e aprendizagem do conhecimento histórico-cultural para o desenvolvimento de valores humanos, ou seja, propõe o desenvolvimento da sensibilidade, do diálogo, da tolerância e da convivência pacífica, respeitando as pluralidades cultural e religiosa brasileira.

Também reconhece a relação do conhecimento religioso com a busca humana de respostas para questões existenciais básicas: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Qual é o sentido da existência?

Como principal referência para a abordagem do conhecimento religioso no Ensino Fundamental, a BNCC elege a Ciência da Religião, uma vez que esta, como disciplina autônoma, “possibilita a análise diacrônica e sincrônica do fenômeno religioso, a saber, o aprofundamento das questões de fundo da experiência e das expressões religiosas, a exposição panorâmica das tradições religiosas e as suas correlações socioculturais” (SOARES, 2009, p. 3).

Ao compreender o ser humano como um ser complexo, integrado, a BNCC define o indiví-duo como ente constituído de “imanência (dimensão concreta, biológica) e de transcendência (dimensão subjetiva, simbólica)” (BRASIL, 2017, p. 436). Ambas as dimensões, de forma associada, propiciam a cada um relacionar-se com os demais, com a natureza e com o transcendente. Essas relações, múltiplas e dialógicas, possibilitam ao indivíduo compreender-se como igual aos outros, em sua humanidade, e como diferente deles, em sua singularidade.

5LIVRO DO PROFESSOR

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Portanto, as unidades temáticas previstas na BNCC e descritas a seguir contemplam uma cosmovisão que favorece a compreensão da estrutura das religiões e de conceitos fundamentais nelas presentes, bem como das formas de expressão que influenciam as relações sociais por meio dos costumes, das tradições e da linguagem.

• A unidade temática Identidades e alteridades, especialmente contemplada nos Anos Iniciais, promove o reconhecimento da singularidade e da importância de cada indivíduo (subjetivi-dade). Ao mesmo tempo, é reforçada a compreensão de suas conexões com os outros seres humanos (alteridade), identificando as semelhanças e as diferenças em uma perspectiva de coexistência. Logo, essa unidade temática proporciona os primeiros reconhecimentos das dimensões imanente e transcendente que integram o patrimônio cultural humano, o que se realiza por meio da identificação de diversos costumes, crenças, formas de viver e símbolos.

• A unidade temática Manifestações religiosas possibilita a abordagem de informações acerca de componentes do fenômeno religioso, como: espaços sagrados, símbolos, ritos, representações religiosas, formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, cantos, danças, meditações), práticas celebrativas, indumentárias, alimentos e objetos con-siderados sagrados, bem como líderes religiosos e suas formas de atuação.

• A unidade temática Crenças religiosas e filosofias de vida, cuja abordagem se intensifica nos Anos Finais, fomenta a compreensão, a valorização e o respeito em relação às diversas experiências religiosas, possibilitando identificar, reconhecer, analisar e discutir o fenômeno religioso com base em seus elementos estruturantes: os mitos (que estabelecem relações entre a imanência e a transcendência), as crenças, as narrativas religiosas (orais e escritas), as doutrinas religiosas (princípios e valores das diversas tradições), os códigos ético e moral (balizadores de comportamento dos adeptos) e as ideias de imortalidade (como ancestrali-dade, reencarnação, ressurreição e transmigração). Também integram essa unidade temática as relações possíveis das tradições religiosas com a esfera pública (política, saúde, economia, educação), as mídias e a tecnologia.

Os quadros a seguir destacam as unidades temáticas e os objetos de conhecimento previstos pela BNCC para os nove anos do Ensino Fundamental. Além disso, ao final de cada volume anual, as orientações didáticas trazem um mapa curricular integrado, que explicita os conteúdos e as atividades propostos para a abordagem desses elementos, bem como as habilidades da BNCC contempladas em relação a eles.

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Anos Unidades temáticas Objetos de conhecimento

1.º anoIdentidades e alteridades

O eu, o outro e o nós

Imanência e transcendência

Manifestações religiosas Sentimentos, lembranças, memórias e saberes

2.º anoIdentidades e alteridades

O eu, a família e o ambiente de convivência

Memórias e símbolos

Símbolos religiosos

Manifestações religiosas Alimentos sagrados

3.º ano

Identidades e alteridades Espaços e territórios religiosos

Manifestações religiosasPráticas celebrativas

Indumentária religiosa

4.º anoManifestações religiosas

Ritos religiosos

Representações religiosas na Arte

Crenças religiosas e filosofias de vida Ideia(s) de divindade(s)

5.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida

Narrativas religiosas

Mitos nas tradições religiosas

Ancestralidade e tradição oral

6.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida

Tradição escrita: registro dos ensinamentos sagrados

Ensinamentos da tradição escrita

Símbolos, ritos e mitos religiosos

7.º ano

Manifestações religiosasMísticas e espiritualidades

Lideranças religiosas

Crenças religiosas e filosofias de vidaPrincípios éticos e valores religiosos

Liderança e direitos humanos

8.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida

Crenças, convicções e atitudes

Doutrinas religiosas

Crenças, filosofias de vida e esfera pública

Tradições religiosas, mídias e tecnologias

9.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida

Imanência e transcendência

Vida e morte

Princípios e valores éticos

7LIVRO DO PROFESSOR

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OBJETIVOSNo artigo 33, a LDB determina o “respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil”. Nessa pers-

pectiva, a coleção Passado, presente e fé tem como objetivo central promover o conhecimento e a reflexão acerca do fenômeno religioso em âmbito mundial e, especialmente, em suas manifestações no Brasil. Para isso, contempla os objetivos de ensino e aprendizagem indicados pela BNCC:

a) Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a partir das manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos;

b) Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de crença, no constante propósito de promoção dos direitos humanos;

c) Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre perspectivas religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de concepções e o pluralismo de ideias, de acordo com a Constituição Federal;

d) Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a partir de valores, princípios éticos e da cidadania. (BRASIL, 2017, p. 436)

Cabe ressaltar, ainda, a importância de respeitar e fortalecer a identidade religiosa de cada educando, uma vez que o direcionamento religioso de crianças e jovens é prerrogativa das famílias e das instituições religiosas. A escola, por sua vez, pode contribuir para a formação cidadã das novas gerações por meio do estímulo às compreensões reflexiva e analítica das manifestações religiosas, promovendo a cultura da paz e a valorização dos direitos humanos, conforme o princípio constitucional da liberdade de crenças, ideias e consciência. Nesse sentido, Aragão e Souza (2017, p. 19) apontam que o Ensino Religioso: “[...] está assumindo essa responsabilidade de oportunizar o acesso aos saberes e conhecimentos produzidos pelas diferentes tradições espirituais e cosmovisões religiosas enquanto patrimônios da história humana.” “

AVALIAÇÃOO conhecimento religioso é bastante complexo, pois, além das especificidades do seu objeto (o

transcendente), envolve elementos histórico-culturais e ainda a dimensão psíquico-afetiva de in-divíduos e grupos identitários. Esse conhecimento demonstra que a experiência religiosa humana, em sua diversidade, constitui um dos caminhos percorridos por diferentes grupos e sociedades em busca de respostas para os problemas fundamentais da existência.

Ao defrontar-se com a finitude e com a possibilidade de conduzir a vida por variadas direções, apresenta-se aos seres humanos a necessidade de encontrar uma explicação para a morte e um sentido para a vida. Nesse contexto, as religiões despertam a esperança de superação da morte e indicam valores para orientar a vida, conferindo-lhe uma finalidade e um significado. Além disso, a experiência religiosa pode ser considerada “humanizante”, ou seja, capaz de tornar cada um mais sensível aos outros e mais consciente da condição humana compartilhada com eles. Uma experiência dessa natureza é, portanto, indissociável de uma consciência ética.

8 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Dayane Raven. 2016. Digital.

Logo, os processos de ensino e aprendizagem do conhecimento religioso requerem metodologias e estratégias capazes de ampliar a consciência e a valorização da identidade dos educandos, assim como o respeito aos diversos grupos identitários que compõem o seu contexto sociocultural. Em todas as etapas desse processo, inclusive na avaliação, deve-se ter presente o desenvolvimento das seguintes competências, estabelecidas pela BNCC para o Ensino Religioso:

1. Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos.

2. Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas expe-riências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.

3. Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de valor da vida.

4. Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.

5. Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da eco-nomia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.

6. Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discri-minação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.

ORGANIZAÇÃO DIDÁTICAA observação do(s) fenômeno(s) religioso(s) faz parte da realidade do educando antes mesmo

de seu ingresso no sistema escolar, seja por uma opção familiar, seja pelo contexto social que o circunda. A coleção Passado, presente e fé parte desse pressuposto para oportunizar a compreensão reflexiva e analítica de diferentes manifestações.

Com esse propósito, os con-teúdos são explorados por meio de textos e atividades, que, por sua vez, organizam-se didati-camente em seções e ícones, considerando as especificidades de cada nível de ensino.

9LIVRO DO PROFESSOR

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Para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais

Ícones

Pesquisa

Caderno

Você sabia?

Atividade coletiva

Atividade oral

P

Apresenta diferentes recursos e atividades com o propósito de fazer um levantamento dos co-nhecimentos prévios dos alunos acerca dos conteúdos que serão trabalhados no capítulo.

Por meio de propostas lúdicas, busca a interação entre os alunos, além de oportunizar reflexões significativas e contextualizadas a respeito dos conteúdos desenvolvidos.

Incentiva os alunos a construir suas concepções, elaborar e sistematizar, de maneira individual e coletiva, o conteúdo. É o momento da sistematização do conhecimento e de novas indagações.

Oportuniza a interação entre os alunos e com outras pessoas da convivência deles. Traz atividades como rodas de conversa, entrevistas e diferentes propostas de trabalho em equipe.

Envolve os alunos em atividades voltadas ao desenvolvimento de valores, como empatia, soli-dariedade, respeito e tolerância.

10 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Para o Ensino Fundamental – Anos Finais

Ícones

Caderno

Glossário

Texto informativo

Atividade coletiva

Propõe atividades com o ob-jetivo de exercitar a tolerância, a compreensão e a harmonia nas relações em família, na comuni-dade escolar e nas demais esfe-ras de convivência dos alunos.

Traz atividades, objetivas e discursivas, com a finalidade de sistematizar os conhecimentos adquiridos ao longo do estudo do capítulo.

Propõe o debate em sala de aula, sempre mediado pelo professor. Os temas sugeridos são relacionados aos conteúdos estudados e ao cotidiano dos alunos, que serão estimulados a compartilhar suas ideias e seus posicionamentos, sempre respeitando as opiniões dos colegas.

Sugere atividades, indivi-duais ou coletivas, de investiga-ção e estudo acompanhadas de orientação e roteiro para alunos e professores com o objetivo desenvolver a capacidade de selecionar fontes, coletar dados e produzir sínteses.

Apresenta atividades diversi-ficadas que sistematizam e am-pliam os conteúdos trabalhados no capítulo.

Apresenta diversos gêneros textuais e verbo-visuais para que os alunos realizem atividades de análise de documentos, re-lacionando-os aos conteúdos estudados.

Possibilita diferentes olhares sobre os temas tratados no ca-pítulo com o objetivo de am-pliar os assuntos abordados e o contato com outras opiniões e modos de viver e de pensar.

Aborda temas de grande relevância para a convivência harmônica em sociedade. São incentivadas reflexões a respeito de documentos importantes, além de pronunciamentos ofi-ciais de líderes religiosos e secu-lares, que tratam de temas como igualdade, direitos humanos e liberdade.

11LIVRO DO PROFESSOR

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REFERÊNCIAS ARAGÃO, Gilbraz S. Apresentação. In: JUNQUEIRA, Sérgio R. A.; BRANDENBURG, Laure E.; KLEIN, Remí (Org.). Compêndio do Ensino Religioso. São Leopoldo: Sinodal; Vozes, 2017.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 24 de fevereiro de 1891). Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao91.htm>. Acesso em: 16 ago. 2018.

______. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 16 de julho de 1934). Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm>. Acesso em: 16 ago. 2018.

______. Lei n.º 9.394 de 20 de dezembro de 1996: estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 20 dez. 1996.

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GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.

HOCK, Klaus. Introdução à Ciência da Religião. São Paulo: Loyola, 2017.

IMPÉRIO DO BRASIL. Documentos complementares do Império do Brasil (15 outubro 1827). artig. 6. In: BONAVIDES, Paulo.; AMARAL, Roberto A. Textos políticos da História do Brasil. Brasília, Senado Federal, 1996. v. I.

JUNQUEIRA, Sérgio B. A. O processo de escolarização do Ensino Religioso no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2002.

PASSOS, João D.; USARSKI, Frank. (Org.). Compêndio de Ciência da Religião. São Paulo: Paulus, 2013.

REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL. Coleção de Leis. Rio de Janeiro: Senado Federal, 1931. v. I.

SILVA, Eliane M. Religião, diversidade e valores culturais: conceitos teóricos e a educação para a Cidadania. Disponível em: <https://www.pucsp.br/rever/rv2_2004/p_silva.pdf>. Acesso em: 17 ago. 2018.

SOARES, Afonso M. L. Ciência da Religião, Ensino Religioso e formação docente. Disponível em: <https://www.pucsp.br/rever/rv3_2009/t_soares.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2018.

UNESCO. Cultura de paz: da reflexão à ação; balanço da década internacional da promoção da cultura de paz e não violência em benefício das crianças do mundo. Brasília: UNESCO; São Paulo: Associação Palas Athena, 2010.

______. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Paris: Unesco, 1948.

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USARSKI, Frank. Interações entre Ciência e Religião. Revista Espaço Acadêmico, Maringá, v. 02, n. 17, 2002.

______. Os enganos sobre o sagrado: uma síntese da crítica ao ramo “clássico” da Fenomenologia da Religião e seus conceitos-chave. Disponível em: <www.pucsp.br/rever/rv4_2004/p_usarski.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2018.

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Este é o quarto volume da Coleção Ensino Religioso para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais. Em consonância com as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), para esta etapa de estudos, são aprofundados os conhecimentos sobre os ritos e a ideia de transcendente, com abordagem de conhecimentos acerca do fenômeno religioso e também das filosofias de vida (BRASIL, 2017).

O conceito de “fenômeno religioso” pode ser compreendido como as expressões cultural e social da religiosidade por meio de gestos, palavras, atitudes, símbolos e ritos – elementos reveladores da busca do ser humano por algum tipo de relacionamento com algo ou alguém que o transcenda. Já as “filosofias de vida” são conjuntos de ideias e valores que orientam a conduta individual com base em princípios éticos. Estes podem até apresentar semelhanças com alguns princípios religiosos; todavia diferem deles por não dependerem da crença em uma esfera transcendente.

Ao proporcionar a compreensão dos fenômenos religiosos, cujas “múltiplas manifestações são parte integrante do substrato da cultura humana” (BRASIL, 2017, p. 434), bem como dos valores que norteiam as diferentes filosofias de vida, pretendemos favorecer a aprendizagem do diálogo e da tolerância, fundamentais para a boa convivência social.

Assim, na construção do presente volume, foram privilegiados os objetos de conhecimento e as habilidades indicados pela BNCC para o quarto ano escolar dessa etapa de estudos. Além disso, é importante atentar-se para a apresentação dos personagens da coleção, realizada nas páginas iniciais do volume, pois a classe escolar representada por eles passará por mudanças no novo ano letivo.

Nesse contexto, Leza diz que sua avó está muito doente – essa informação está relacionada aos conteúdos do capítulo 2, que inicia com os personagens conversando sobre a viagem da amiga para visitar a avó; em seguida, informam que esta faleceu e que Leza vai morar com o avô, em ou-tra cidade. Por outro lado, uma nova personagem se apresenta aos alunos. Chama-se Estela e está mudando de escola após a separação dos pais. A menina revela que é espírita – doutrina que terá alguns aspectos abordados no capítulo 2 com a chegada de Estela à classe.

A unidade temática estabelecida pela BNCC que norteará o primeiro capítulo é Manifestações religiosas e o objeto de conhecimento abordado será Ritos religiosos. As páginas de abertura do capítulo trazem imagens de diversos ritos religiosos. Nas páginas seguintes, é apresentado o conceito de rito, com destaque para a sua presença no cotidiano, em situações religiosas e não religiosas. Ao compreender o conceito de rito, os alunos poderão perceber que há ritos em várias fases da vida.

ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS

CAPÍTULO RITOS PARA CADA MOMENTO1

Veja o Mapa curri-cular integrado no final das Orientações metodológicas.

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No nascimento de uma criança, o rito religioso pode ser o batismo ou a apresentação dela à comunidade religiosa. Na adolescência, há ritos de batismo, confirmação ou passagem para a matu-ridade religiosa. Na vida adulta, apresentam-se os ritos de casamento. Nesse estudo, os alunos terão a oportunidade de resgatar a própria identidade religiosa e a de seus familiares, além de perceber semelhanças entre os ritos de religiões distintas.

Sugestão de número de aulas: 8

Orientações didáticas

Página 5

1 Ao iniciar o ano letivo, quando os alunos participam das primeiras aulas de Ensino Religioso, é comum a apreensão de suas famílias quanto ao modo como o fenômeno religioso será tratado na escola. Muitos pais sentem receio de que os conteúdos abordados em sala possam interferir na identidade religiosa de seus filhos. Nesse sentido, é importante esclarecer à comunidade escolar o objetivo do Ensino Religioso, que é promover o conhecimento sem privilegiar nenhuma religião e, ainda, sem realizar experiências religiosas de qualquer natureza com os alunos. Trata-se de olhar para as manifestações religiosas que acontecem na sociedade, nas comunidades e nas diversas culturas e de tentar entendê-las. Trata-se, ainda, de identificar as crenças e os significados das diferentes expressões religiosas a fim de melhorar as relações interpessoais e sociais.

O respeito à identidade religiosa de cada aluno começa pela atitude do professor, que deve abordar as várias temáticas sem privilegiar ou desprezar qualquer religião. Além disso, deve ser reservada especial atenção à abordagem dos conteúdos diante da identidade dos alunos cujas famílias profes-sam uma religião e concordam com alguns pontos de determinada crença, porém não participam de todas as atividades religiosas prescritas. O número de pessoas que pertencem a esse grupo é expressivo no Brasil. Ademais, há um percentual elevado de pessoas que, mesmo sem se vincular a uma religião, se apoiam em diversos sistemas de crenças, segundo convicções pessoais. Por outro lado, há alunos cujas famílias se declaram “sem religião” ou que se reconhecem como ateias. É impor-tante que estes não se sintam pressionados nem excluídos nas atividades realizadas em sala. Ainda que não tenham crenças religiosas nem realizem práticas dessa natureza, eles podem, e devem, ser estimulados a compartilhar valores, experiências e princípios aprendidos em família.

Ao abordar o conteúdo das páginas 4 e 5, pergunte aos alunos se recordam o nome e as características dos personagens, bem como a religião de cada um. Observe a presença de uma nova personagem, Estela, que é espírita. Mais detalhes sobre a menina e sua religião serão mostrados no segundo capítulo. Destaque o fato de que alguns personagens representam denominações religiosas que se ramificam em diversos grupos. Felipe é evangélico, denominação que inclui inúmeras igrejas. Potira representa as religiões indígenas, mas há distinções relevantes nas crenças e nas práticas de cada povo. Leza e Sikulume representam as religiões afro-brasileiras, na condição de seguidores do Candomblé e da Umbanda, ainda que existam outras religiões ligadas à mesma denominação. Ressalte ainda, na fala de Manjari, as explicações de que no Budismo não há uma divindade e Buda é um grande mestre espiri-tual. Essa religião é a única, entre as citadas, que não crê em um deus, mas no autodesenvolvimento.

14 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Aproveite o diálogo sobre as religiões dos personagens a fim de identificar os nomes das religiões e das igrejas às quais os alunos pertencem, pois isso pode contribuir para a afirmação da identidade religiosa de cada um deles.

Página 7

2 Neste capítulo, os alunos estudarão o conceito de rito, verificando sua presença em situações do cotidiano e no contexto das religiões. Serão enfatizados os ritos de diferentes religiões ligados ao nascimento, à iniciação religiosa e ao casamento. O conceito de rito é norteador para a compreensão das práticas das religiões. Os alunos terão a possibilidade de identificar semelhanças entre alguns ritos religiosos. No final do capítulo, há uma sistematização do que foi desenvolvido, retomando o conceito de rito.

Explore as imagens de abertura do capítulo. Pergunte aos alunos:

• Que religião cada imagem representa?

• O que as pessoas estão fazendo em cada situação?

• Alguém já vivenciou alguma dessas cenas?

• O que sentiu? Isso costuma acontecer sempre nessa religião?

Se os alunos tiverem fotos de algum rito do qual participaram, poderão trazer cópias à escola a fim de socializá-las com os colegas.

Página 8

Ponto de partida

3 A análise das imagens contribuirá, a seguir, para a compreensão do conceito de rito. Ao ob-servá-las, os alunos poderão comentar que as atividades exibidas são rotineiras e que as crianças sempre as realizam. Diferencie com eles atividades que ocorrem com e sem periodicidade, uma vez que o rito é definido quando há periodicidade e repetição.

Com base nas respostas apresentadas à questão proposta, aprofunde o diálogo direcionando-o para novas questões. Converse com a turma sobre os gestos e as atitudes das pessoas. Indague, por exemplo: Quais são os gestos e as atitudes mais comuns das crianças e dos adultos? Quais são os gestos mais comuns dos jovens e dos idosos?

4 Após a leitura do texto, esclareça aos alunos que gestos repetidos diariamente, a ponto de se tornarem costumes ou regras, podem ser considerados ritos. Em seguida, crie uma tabela com todos os dias da semana, oriente-os a copiá-la no caderno e a preenchê-la com ações e atividades que realizam em cada um deles.

No final da semana, retome essa tabela para que os alunos percebam as atividades que se repetem no dia a dia. Então, nomeie tais atividades como ritos não religiosos. Faça um levantamento das atividades que mais se repetiram e explique a eles que um rito pode ser coletivo e exercido em diferentes lugares e tempos.

15LIVRO DO PROFESSOR

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Página 9

Atividades

5 Explore esses momentos do cotidiano com outros exemplos dos alunos: Como você se prepara quando um amigo especial vai à sua casa? Quando o ano letivo se inicia, como você se prepara? O objetivo da seção é que, na própria conversa, eles percebam que repetimos ações e que existem acontecimentos importantes em diferentes fases da vida. O conteúdo também contribui para a percepção de que os ritos, religiosos ou não, ocorrem em distintas etapas e situações da vida.

Página 10

6 Converse com os alunos a respeito dos ritos presentes no cotidiano em sala de aula, no contexto da escola e no âmbito da família. Destaque os ritos ligados à religiosidade deles. Explore as imagens e pergunte a eles se frequentam escolas dominicais, catequese ou outros estudos preparatórios para os ritos de iniciação das religiões às quais pertencem. Solicite a eles que descrevam como acontecem esses momentos: Quem os orienta? O que estudam e aprendem? Por que os ritos de iniciação existem?

Relacione as fases da vida do ser humano aos ritos que os alunos conhecem e/ou que já viveram. Pergunte a eles sobre a importância do rito em cada fase; neste caso, o rito religioso. Mas e quanto àqueles que não praticam ritos religiosos, que outros ritos poderão realizar?

Página 11

Atividades

7 Por meio do quadro preenchido na atividade, os alunos poderão visualizar algumas semelhan-ças e diferenças entre os ritos de religiões distintas. Explore esse aspecto com eles e oportunize um momento para que exponham conhecimentos que porventura já tenham acerca dos ritos citados.

Página 12

8 Demonstre aos alunos que não participam de rituais de iniciação religiosa que estes existem, são muitos e variados. Trabalhe a liberdade de culto e de expressão enfatizando a dimensão do respeito às pessoas nas suas opções e práticas. Explore com eles a iniciação dos bebês nas diferentes reli-giões. O estranhamento em relação aos ritos pode causar distintos comentários na sala de aula. Daí a importância da mediação do professor, expondo as diversas possibilidades culturais e destacando que o respeito é fundamental no processo de conhecer novos ritos. Lembre-os de que cada povo indígena tem uma forma própria de iniciar suas crianças na comunidade.

Página 13

9 Sikulume faz um comentário acerca da personagem Leza. Converse com os alunos sobre a visita dela à avó doente. Essa é apenas uma introdução do que está acontecendo com a personagem. Comente o assunto, mas sem enfatizá-lo, pois será retomado e aprofundado no capítulo seguinte.

Leia para eles a passagem bíblica de Mateus capítulo 3, versículos 13 a 15, que menciona o batismo de Jesus. Em seguida, faça perguntas orais sobre a compreensão desse texto e discuta o gesto de Jesus, que pediu para ser batizado por João Batista, e a atitude deste diante do pedido do mestre.

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Destaque semelhanças e diferenças entre os batismos católico e evangélicos. Relembre os alunos de que ambas as vertentes fazem parte do Cristianismo. A Religião Evangélica se fraciona em várias igrejas, com nomes distintos e que podem, inclusive, ter ritos diversos.

Observe ainda que, embora a Umbanda seja classificada como religião afro-brasileira, em vez de ser incluída no grupo do Cristianismo, alguns de seus símbolos e ritos se parecem com os de religiões cristãs, em especial o Catolicismo. Um exemplo é o batismo. Isso se dá pelo sincretismo religioso. Sincretismo é a mistura de crenças e ritos próprios de diferentes religiões em uma nova. A Umbanda é uma religião sincrética, formada por elementos do Catolicismo, do Espiritismo, bem como de religiosidades africanas e indígenas.

Página 15

Conversar e fazer juntos

10 A realização das atividades propostas requer mais de uma aula e pode ser interdisciplinar. No dia da exposição, explore a riqueza e a diversidade de elementos e, se possível, registre falas dos visitantes, grave vídeos e fotografe o evento.

Atividades 1 e 2

O intuito é que os alunos sejam protagonistas em todas as etapas da organização e da realização da exposição. Aqueles que não passaram pelo batismo ou por outro tipo de iniciação religiosa podem trazer material resultante de pesquisa ou emprestado de um amigo ou familiar.

Divida a turma em grupos com diferentes atribuições na organização do evento:

Grupo dos convites

• conversar com a coordenação para eleger o melhor espaço e a data em que a exposição será feita;

• divulgar essa informação à turma a fim de que os colegas possam se organizar no período indicado;

• elaborar uma lista de convidados;

• procurar modelos de convite na internet ou até mesmo trazê-los de casa;

• ensaiar como realizar os convites oralmente e depois distribuir o modelo escrito aos convidados;

• recepcioná-los no dia da exposição.

Grupo da organização dos materiais

• conversar com a coordenação para alocar os materiais da exposição até o dia de ela acontecer;

• receber os materiais dos colegas;

• estabelecer critérios para a classificação desses elementos (com a ajuda do professor);

• criar cartazes de identificação da classificação, o nome da exposição e seu objetivo.

Grupo da organização da exposição

• buscar mesas de acordo com a necessidade;

• prover toalhas iguais ou de material TNT para cobrir as mesas;

• organizar os materiais a serem expostos, conforme os critérios do grupo;

• depois do período estipulado pela coordenação, retirar os materiais do espaço e entregá-los ao grupo da organização dos materiais para que este os devolva aos respectivos donos.

17LIVRO DO PROFESSOR

Page 116: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Grupo do varal de fotos

• providenciar barbante e prendedores para colocar no varal as fotos e as lembranças de batismo;

• conversar com os grupos de organização dos materiais e da exposição sobre o melhor local para a montagem do varal;

• escrever um cartaz sobre o significado do varal;

• montar o varal e, depois do período estipulado pela coordenação, desmontá-lo, entregando fotos e lembranças ao grupo da organização dos materiais para que este os devolva aos respectivos donos.

Atividade 3

Momento de retrospectiva e avaliação coletiva da aprendizagem, mas também do passo a passo da organização e do dia da exposição, para que todos compreendam a importância do trabalho coletivo e colaborativo. Caso tenha registrado momentos da exposição, compartilhe os registros com os alunos.

Atividade 4

Retome com os alunos o passo a passo da organização da exposição para que possam relatar o que aprenderam de maneira coerente. No final da escrita, é importante que cada aluno cite suas aprendizagens e apresente sua opinião pessoal sobre o evento realizado.

Página 16

Atividades

11 O intuito das atividades é que os alunos utilizem os conhecimentos adquiridos para diferenciar uma religião da outra com base no rito do batismo ou da iniciação na comunidade, assim iden-tificando as características solicitadas na questão 1. Antes de construir o parágrafo requisitado na atividade 2, retome com eles o significado de cada palavra relacionando-o com o rito estudado.

Página 18

12 Assim como foi feito com os ritos de batismo ou de iniciação em uma comunidade religiosa, destaque semelhanças e diferenças entre os ritos de casamento em culturas e religiões distintas. Antes de iniciar a leitura do texto, peça aos alunos que observem as imagens de casamentos para citar diferenças e semelhanças encontradas. Solicite a eles que tragam imagens de casamentos de distintos períodos da história e de lugares diversos. Em uma roda de conversa, passe as imagens de mão em mão para observação dos detalhes. Classifique as fotos por períodos, identifique as religiões nelas presentes e retome o significado de casamento comum entre as culturas e as religiões.

Página 19

Conversar e fazer juntos

13 Combine antecipadamente com os alunos para trazer à sala de aula convites de casamento que tenham em casa. Quem não os tiver pode pesquisar modelos na internet ou emprestá-los de amigos ou familiares. Assim, de forma lúdica, é possível explorar os convites conversando com a turma sobre as tradições religiosas.

18 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 117: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Página 20

14 Retome com os alunos o respeito à diversidade, antes de iniciar a leitura do texto. A cultura e a sociedade influenciam nos ritos religiosos. Converse com a turma sobre os costumes culturais da região e também como foram mudando ao longo do tempo, inclusive influenciando no rito do casamento.

Página 21

Atividades

15 Relembre os alunos dos passos da confecção de um convite. O local deve fazer referência à religião escolhida por eles. No caderno, os alunos podem detalhar a vestimenta do casal e como seria o casamento conforme o rito religioso.

Página 23

Atividades

16 O intuito das atividades é avaliar nas frases a associação das palavras encontradas no caça-pala-vras. As frases deverão expressar a relação entre as palavras e os elementos abordados sobre o rito do casamento.

Sugestões para o professor

Leitura

• FRAAS, Hans-Jürgen. A religiosidade humana: compêndio de psicologia da religião. São Paulo: Sinodal, 1997.

O livro trata de um diálogo entre teologia e psicologia dividido em duas partes: primeiro, com a história da psicologia da religião; depois, com a relação entre a religiosidade e o ser humano.

Filme

Importante:

Professor, recomendamos que você assista aos filmes e avalie a adequação deles antes de exibi-los aos alunos.

• CASAMENTO grego. Direção de Joel Zwick. Canadá: Europa Filmes, 2002. 1 DVD (95 min), son., color.

O sonho do pai da personagem principal, Toula, é vê-la casada com um grego. No entanto, ao realizar um curso de informática, ela se apaixona por um inglês. Assim, o namoro é mantido em se-gredo. Mas quando ele é descoberto pela família dela, o noivo procura se adaptar às tradições gregas.

19LIVRO DO PROFESSOR

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A unidade temática estabelecida pela BNCC que norteará o segundo capítulo é Manifestações religiosas e o objeto de conhecimento considerado será Ritos religiosos. Nesse contexto, a morte será abordada, possibilitando aos alunos que reflitam e conversem a respeito dela. Para isso, o capí-tulo inicia com os personagens lembrando da amiga Leza (Lelê), que está visitando a avó em outra cidade por motivo de doença. Em seguida, os personagens informam que a avó da amiga faleceu e, por isso, ela e a família vão morar com o avô. Adiante, a personagem Estela é apresentada à turma e traz informações da visão espírita acerca dos temas abordados.

No início do capítulo, os alunos deverão se lembrar de pessoas das quais gostam muito e que faz tempo que não veem. Eles poderão expor seus sentimentos e conversar sobre isso. O momento deve ser de muito respeito e empatia. Em seguida, terão a oportunidade de expor os sentimentos que têm com relação à morte. Proporcionar momentos assim é importante, pois, socialmente, não há muitas oportunidades de diálogo acerca desse tema que, por vezes, é considerado um tabu.

No entanto, ao tratar da morte, é preciso falar a respeito do sentido da vida, que se constrói todos os dias. Por isso, o capítulo aborda as etapas já vividas pelos alunos, celebra o presente e faz pensar no futuro que eles desejam. Além disso, aborda o questionamento sobre o pós-morte e apresenta três respostas em que as religiões sustentam sua fé: a ressurreição, a reencarnação e a ancestralida-de. Também menciona a crença de alguns grupos não religiosos, segundo a qual nada existe após a morte. Após a explicação dessas concepções do pós-morte, a identidade religiosa dos alunos é resgatada para que eles tenham clareza acerca das próprias crenças.

Sugestão de número de aulas: 8

Orientações didáticas

Página 25

1 O capítulo aborda a morte e os sentimentos dos alunos em relação a ela, propiciando que com-partilhem vivências pessoais ligadas ao tema e à visão deste em seus grupos familiares e/ou religiosos. Na sequência, traz exemplos de cerimônias e ritos fúnebres de diferentes religiões. Por fim, trata das visões do pós-morte conforme as diversas religiões e para quem não crê em nada transcendente a esta vida. Explore a imagem de abertura do capítulo questionando: O que as pessoas costumam dizer para as crianças quando uma pessoa querida falece? Qual é a relação das estrelas com pessoas que faleceram? Nesse diálogo, é válido esclarecer aos alunos que as pessoas podem utilizar linguagem figurada a fim de explicar acontecimentos tristes, para atenuar a dor e o sofrimento decorrentes deles.

Página 26

Ponto de partida

2 Após a leitura do diálogo dos personagens sobre a saudade que sentem de Leza e acerca da doença da avó da menina, pergunte aos alunos: O que será que Leza está sentindo ao ver sua avó doente? Quando alguém está nessa situação, o que é possível fazer?

CAPÍTULO RITOS PARA ALÉM DA VIDA2

20 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

Page 119: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Pergunte ainda: O que significa “saudade”? Então, propicie aos alunos a oportunidade de contar, em uma roda de conversa, de quem sentem saudade e o que fazem para acalmar esse sentimento.

Página 27

3 Na ilustração dessa página, os personagens falam sobre a morte da avó de Leza e sobre a mu-dança da menina para outra cidade. Ressalte, nesse diálogo, as formas encontradas por eles para lidar com a saudade da amiga. Converse com os alunos indagando se já viveram a experiência de ter um amigo que se mudou para longe. Em caso afirmativo, pergunte como se sentiram e se conseguiram manter contato com quem se mudou. Destaque ainda a afirmação de Yurem, de que, mesmo longe, Leza continuará sendo amiga dos personagens.

Converse também acerca da morte da avó da menina. Assim como na atividade da seção Ponto de partida, da página anterior, pergunte aos alunos quais sentimentos imaginam que Leza experimentou nessa situação. Peça exemplos de atitudes dos amigos que poderiam ajudá-la a enfrentar os sentimen-tos gerados pela morte de uma pessoa querida e pela mudança inesperada de cidade. Ao responder a essas questões, é possível que algum aluno mencione sentimentos já vividos por ele, diante da morte dos avós ou de uma pessoa querida. Sendo assim, é essencial lembrar que a abordagem de assuntos dolorosos e, por vezes, pouco discutidos na família ou na sociedade pode evocar nos alunos sentimentos difíceis de gerenciar. Portanto, eles precisam contar com a sensibilidade e o acolhimento do professor. Um modo positivo de lidar com o tema é mostrar que, mesmo não estando perto, as pessoas falecidas continuam sendo queridas. É válido também falar da importância de relembrar as qualidades dessas pessoas e os bons momentos vividos ao lado delas.

Página 28

Fazer o bem

4 Atividade 1

Esta atividade proporcionará aos alunos a organização dos seus sentimentos e o desenvolvimento de empatia em relação aos colegas. Distribua a cada aluno o nome de um colega, escrito em um papel (como na brincadeira amigo-secreto). Ao sentar em círculo com eles, oriente-os dizendo que, no momento em que cada colega fizer um comentário, é necessário olhar para ele e ouvi-lo aten-tamente. Ressalte que, cada aluno deve ouvir com atenção ainda maior a fala do colega cujo nome consta no papel recebido por ele. Circule pela sala a fim de verificar as percepções dos alunos e, na atividade seguinte, ter a sensibilidade necessária para a condução do tema.

Fique atento aos comentários relacionados à morte de animais de estimação e os acolha, pois a dor e o sofrimento decorrem da morte de qualquer ser querido. Ressaltamos ainda a possibilidade de alguns alunos se emocionarem na atividade, uma vez que a temática pode tocar seus medos ou re-lembrar situações de perda que lhes causam tristeza. Por isso, aja com muita empatia, mas também com naturalidade, pois a morte é um assunto da vida e precisa ser abordado para que não se torne um tabu. Seja afetivo e incentive-os a se colocarem no lugar dos colegas para que compreendam os sentimentos deles. Participe do diálogo e fale de seus próprios sentimentos sobre a morte. Ao final, retome com os alunos a importância de se respeitar a dor e a saudade de todas as pessoas. Afinal, em uma atividade como essa, surgem revelações que devem ser acolhidas com carinho.

21LIVRO DO PROFESSOR

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Atividades 2 e 3

Com os alunos ainda reunidos em círculo, pergunte a eles como responderiam às questões propostas e ofereça a palavra a alguns voluntários. Em seguida, cada aluno deve registrar individualmente as suas respostas, podendo inspirar-se no que ouviu dos colegas.

Sugestão de atividades

Para o diálogo proposto na atividade 1 da seção Fazer o bem, pode ser aplicada a metodologia dos Círculos de Construção de Paz, estruturada para facilitar o diálogo e também para a aplicação como metodologia restaurativa. Quando empregada de maneira sistematizada, essa metodologia pode proporcionar o ganho de autoestima, de confiança e de segurança no trabalho em grupo.

Lembre-se: tenha sempre um objetivo para realizar a Prática do Círculo, faça um roteiro e prepare o ambiente. E se algum aluno não quiser falar do assunto em questão, ele deve ser respeitado.

Os Círculos vêm da tradição oral, quando as pessoas em diferentes culturas se reuniam ao redor da fogueira ou, mais recentemente, de uma mesa ou em uma roda de cadeiras. Em 2014, o ministro da Educação dos Estados Unidos validou, com base em evidências, que os Círculos fazem parte de prá-ticas de justiça restaurativa. Desde então, os Círculos de Construção de Paz são utilizados em diversas escolas de vários países.

A Prática do Círculo é ensinada pela vivência; por isso, é possível aplicá-la na escola, em vez dos Círculos no seu processo como um todo. A diferença entre eles é que a Prática é apenas uma parte dos Círculos de Construção de Paz. Estes têm mais etapas (PRANIS; WATSON, 2015, p. 21).

Os Círculos e a Prática do Círculo podem ser utilizados para:

• construir um vínculo positivo;

• construir normas comunitárias;

• construir relacionamentos;

• construir aprendizagem social e emocional;

• conversas difíceis;

• construir uma equipe de trabalho;

• construir envolvimento com os pais.

E para situações difíceis, são empregados os Círculos de Conflitos (PRANYS; WATSON, 2015, p. 21).

Para realizar essa prática, é necessário que o professor prepare o ambiente com um círculo de cadeiras, com o número exato de participantes, e uma peça no centro, como inspiração, que pode ser um objeto significativo para o grupo. Sugerimos algo que faça referência a um dos quatro elementos da natureza, como água, uma planta (representando a terra e o ar) ou uma vela (representando o fogo). Para indicar quem está com a palavra, pode ser usado um objeto de tamanho razoável, que as pessoas gostem de manipular e que as deixe tranquilas; por exemplo: um boneco de pelúcia, uma bolinha de borracha, um pequeno bastão com fitas, etc.

22 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Planejamento da prática:

1. Cerimônia de abertura: pode ser uma leitura significativa, uma música, palmas, um agradecimento e até mesmo um relaxamento.

2. Check-in: é a expressão do sentimento dos participantes; deve ser realizado com perguntas nor-teadoras, tais como:

• Como você se sente no momento?

• Quem é você? etc.

O facilitador (professor) deve estar com o objeto indicativo de quem está com a palavra. Quando faz a pergunta norteadora, ele inicia respondendo-a; depois, passa tal objeto para o seu lado direito ou esquerdo. Esse objeto deve circular e passar por todas as mãos, em ordem. Não é possível que passe de forma aleatória ou por alguém que queira interromper a fala. É preciso esperar a vez de falar, até ele chegar ao facilitador novamente, que vai repassá-lo em ordem.

Atividade principal: dependerá de seu objetivo. Por exemplo:

• Como o seu melhor amigo o descreveria?

• Se você pudesse ser um super-herói, que superpoderes teria e por quê?

• O que você mais valoriza em um amigo?

• Quem você é de verdade? etc.

O objeto da palavra na atividade pode circular mais de uma vez com perguntas diferentes. Se observar que é necessário passá-lo outra vez pelos alunos, sem pergunta alguma, por perceber que eles querem acrescentar algo, isso pode ser feito.

3. Check-out: pode ser uma leitura significativa, uma música, palmas, um agradecimento e até mesmo um relaxamento (BRANCHER, s.d.).

Página 29

Atividades

5 Falar da morte também significa falar da vida, que conduzimos todos os dias por meio de ações e gestos. Auxilie os alunos a pensar sobre os atos cotidianos e que falas surgem socialmente em relação ao castigo ou à premiação que teremos na vida após a morte de acordo com os nossos atos. A música pode proporcionar tal reflexão. Assim, reproduza a música “O que é, o que é?”, de Gonzaguinha, em sala de aula para que os alunos a ouçam na íntegra. Em seguida, faça a correlação da letra com a opção de cada pessoa, comunidade e religião pelas celebrações que consideram relevantes. Destaque ainda a importância de também olhar para si mesmo com carinho, permitir-se ser feliz, ser leve e praticar atos de bondade consigo mesmo.

Atividade 1

Prepare a sala com a execução de uma música instrumental, mantendo as luzes apagadas, para que haja um momento de introspecção. Faça algumas perguntas e, entre uma e outra, dê tempo para a reflexão dos alunos. Sugerimos que sejam feitas perguntas como as seguintes:

23LIVRO DO PROFESSOR

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• O que lhe deixa mais feliz?

• O que você mais gosta de fazer e o que lhe agrada muito?

• Qual é a parte do corpo de que você mais gosta? Por quê?

• Se você pudesse oferecer um carinho a si próprio, qual seria?

• Se você pudesse fazer um elogio a si próprio, qual seria?

Depois dessas reflexões, forre as paredes da sala com papel-pardo de forma contínua, isto é, sem cortá-lo. Deixe um espaço para cada aluno desenhar e pintar. Essa tarefa será realizada com tinta guache e pincel. O objetivo é que os alunos desenhem e pintem tudo que há de bom dentro deles e o que imaginaram nas perguntas realizadas no momento de reflexão. Em círculo, sentados, e com a possibilidade de ver a obra que cada um fez, convide-os a contar o que desenharam e a apresentar aos colegas o que tem de bom.

Complemente a atividade com um texto escrito. Sugira o roteiro aos alunos para que possam ter uma lógica de escrita:

1. Explique o momento de reflexão na aula.

2. Escreva resumidamente o que respondeu nas perguntas:

• O que lhe deixa mais feliz?

• O que você mais gosta de fazer e o que lhe agrada muito?

• Qual é a parte do corpo de que você mais gosta? Por quê?

• Se você pudesse oferecer um carinho a si próprio, qual seria?

• Se você pudesse fazer um elogio a si próprio, qual seria?

3. Escreva o que você desenhou, que cores utilizou e se gostou do desenho.

4. Descreva dois colegas e comente o que você conheceu de bom sobre eles na conversa no círculo.

5. Dê a sua opinião a respeito da atividade.

Recolha e analise os textos dos alunos. Esses tipos de texto dão a oportunidade de conhecer mais os estudantes. Inclusive, com essa análise, é possível criar estratégias para recuperar a autoestima de algum aluno.

Atividade 2

Faça um levantamento prévio a respeito das datas significativas para a turma: da vida dos alunos, do bairro, da cidade e da escola, dando destaque às principais festas religiosas que marcam a cultura local. Após a conclusão dessa “estrada da vida”, o caminho simbólico de cada um, leve a turma para um es-paço aberto, se possível em contato com a natureza. Cada aluno deve procurar um colega, mostrar a ele sua produção e explicar a história de vida representada por ele. Na sequência, deve ouvir a história do colega. Depois, as duplas devem ser trocadas e a dinâmica, repetida, até que os alunos conheçam a história de todos. Em seguida, solicite a eles que formem uma grande roda e que, um por vez, falem das descobertas que fizeram acerca de alguns colegas e o que é importante saber sobre eles. Ao final, proponha a todos que coloquem os livros, com suas histórias de vida, abertos no meio da roda. Sugira que seja feito por todos, durante um minuto, um gesto de reverência às histórias de vida de cada colega.

24 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Solicite aos alunos que pensem nas histórias de vida e nas diferentes situações que viveram até o momento atual e como cada pessoa reage diante dos fatos. Ao realizar a atividade, incentive-os a se lembrarem de suas memórias afetivas.

Sugestão de atividades

1. Bandeira pessoal

Explique à turma que a bandeira geralmente representa um país e retrata algo da história dele. Nesta atividade, cada aluno vai construir sua própria bandeira com base nestas perguntas:

• O que lhe deixa mais feliz?

• O que você mais gosta de fazer e que lhe agrada muito?

• Qual é a parte do corpo de que você mais gosta? Por quê?

• Se você pudesse oferecer um carinho a si próprio, qual seria?

• Se você pudesse fazer um elogio a si próprio, qual seria?

Peça aos alunos que respondam às perguntas por intermédio de um desenho ou de um símbolo. Quando todos tiverem terminado, coloque-os em pequenos grupos para que compartilhem suas bandeiras.

Exponha na sala de aula as bandeiras pessoais (GONÇALVES; PERPÉTUO, 2001).

2. Onde está o meu colega?

Divida a turma em duas equipes, se possível com igual número de participantes. Escolha um adivi-nhador de cada equipe. Ele deverá sair da sala. Quando o adivinhador estiver fora dela, escolha um participante do grupo adversário. Este deverá ser encontrado pelo adivinhador.

Quando o adivinhador entrar novamente na sala, deverá realizar perguntas, tais como: Sua cor de cabelo é castanha? Está de tênis branco? Quem responderá a estas questões será a equipe adver-sária. Ele deve adivinhar o nome do colega com até no máximo oito perguntas. Se não adivinhar, a equipe adversária ganha um ponto; se conseguir, a sua equipe é que ganha o ponto. Podem ser trocados os papéis enquanto a turma estiver motivada.

O objetivo da realização da atividade é estar mais atento aos colegas da turma, percebê-los e, prin-cipalmente, estar com eles, aproveitando os momentos que passam juntos. Da mesma forma como fizeram os personagens com a amiga Leza. Registre no caderno a atividade, com o passo a passo e as conclusões obtidas com a brincadeira. Peça aos alunos que escolham cinco colegas com os quais não convivem muito para que escrevam características físicas e emocionais deles (YOZO, 1996).

Página 30

6 O texto introduz a definição de cerimônias e ritos fúnebres. Em algumas famílias, as crianças não podem frequentar tais cerimônias por acreditarem que elas são muito jovens para conhecer esse tema de modo mais aprofundado. Se alguns alunos não puderem participar de funerais, peça a eles que perguntem os motivos aos responsáveis e os relatem aos colegas, a fim de valorizar a opinião da família.

25LIVRO DO PROFESSOR

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Explore o conteúdo com os alunos observando as imagens com as diferenças dos ritos fúnebres nas religiões. Questione-os se já participaram de algum rito fúnebre diferente e peça a eles que o relatem à turma. Explore também perguntas sobre o sentido da vida. Demonstre que há infinitas possibilidades de respostas para elas. As religiões ajudam a expressar de forma organizada e siste-matizada tais respostas, auxiliando o ser humano a ver caminhos que considere coerentes.

Página 32

Conversar e fazer juntos

7 É possível resgatar falas e exemplos dos alunos em aulas anteriores a fim de ilustrar as respos-tas ou criar novas problematizações. Se possível, leia para a turma o livro O que acontece quando alguém morre? (ver referências no item Sugestões para o professor). Depois, indague-os se suas famílias permitem que participem de funerais. Para quem participa deles, pergunte:

• Qual sentimento lhe provoca? Como é participar desse rito?

• Para quem não toma parte deles, pergunte: Você tem curiosidade em saber como é um funeral? Como imagina que ele seja?

Página 33

8 Os povos indígenas acreditam na ancestralidade. Para compreender melhor a cerimônia deles, os alunos vão desenhar partes da informação. Explore a cerimônia com dramatização ou perguntas orais para que todos consigam compreendê-la.

Página 35

Atividades

9 Auxilie os alunos a encontrar as palavras-chave do texto. Releia-o iniciando a leitura de frase por frase para que eles possam sublinhar as palavras importantes. Quando estas são retiradas do contexto, podem gerar dúvidas. Anote-as no quadro e redefina-as com os alunos, para que não tenham dúvidas no momento de criar o diálogo.

Sugestão de atividades

Escolha um espaço amplo para que os alunos possam se movimentar. Divida a turma em grupos de cinco. Eles precisarão montar uma única flor de lótus, com o corpo. Para isso, deverão pensar em como realizar coletivamente a tarefa. Depois, deverão apresentar o resultado aos colegas. Repita a atividade juntando dois grupos e, na sequência, a turma toda. Incentive-os a montar a flor fechada e, depois, ela deve se abrir lentamente.

Questione-os acerca da percepção que tiveram sobre a brincadeira, as dificuldades e as facilidades. Comente com eles suas observações. Pergunte: O que é possível compreender com a atividade? E qual é a relação desta com o significado da flor de lótus? A ideia é que percebam que muitas vezes o lodo ou a lama se parece com as dificuldades da turma em interagir em busca de um mesmo objetivo. Mas quando há superação disso, surge a união da turma, a conquista de objetivos e a linda flor de lótus.

26 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Página 37

Atividades

10 As atividades retomam os sentimentos dos alunos sobre o tema “morte”, que agora passa a ter outro sentido, pois eles já aprenderam mais informações a respeito desse conteúdo, ampliando seus conhecimentos. A intenção é que consigam alinhar o conhecimento religioso à sua prática religiosa, reforçando a própria identidade. Além disso, devem se colocar no lugar do outro e pensar na postura mais adequada em momentos de luto.

Página 38

11 A nova personagem, Estela, pode gerar algumas dúvidas nos alunos em relação à sua deficiên-cia. Converse com eles sobre esse assunto e também a respeito da crença religiosa dela, que é o Espiritismo.

Página 40

Atividades

12 Observe atentamente os detalhes dos desenhos dos alunos para compreender o universo simbó-lico representado por eles. Explore por meio de questionamentos as ideias que tiveram ao desenhar.

Página 41

13 Tendo por base o diálogo dos personagens, realize uma enquete com os alunos sobre a crença que eles têm acerca da vida pós-morte. Geralmente, eles descrevem o que creem, mas não sabem nomear tal crença. Há períodos em que os meios de comunicação influenciam essa visão, fazendo com que o aluno confunda a crença de vida pós-morte da sua religião com a crença apresentada em novelas, filmes, séries e outros.

Registre a opinião deles e verifique se há relação entre a religião indicada por eles e a explicação de vida pós-morte. É possível que não haja coerência. Assim, mais adiante você terá elementos para discutir o assunto com a turma.

Página 45

Brincar e aprender

14 O objetivo da trilha da vida é revisar os temas desenvolvidos no primeiro e no segundo capítulos. As questões presentes nela podem ser copiadas no caderno e respondidas individualmente, após a realização do jogo.

27LIVRO DO PROFESSOR

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Sugestões para o professor

Leitura

• PRANIS, Kay. Guia de Práticas Circulares no Coração da Esperança. Disponível em: <http://www.crianca.mppr.mp.br/arquivos/File/publi/tdhbrasil/guia_de_praticas_circulares_no_coracao_da_es-peranca.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2019.

Esse guia, baseado nos Círculos de Construção de Paz, auxilia no respeito aos relacionamentos positivos e tem como pergunta inicial: Como nós promovemos esses relacionamentos? O intuito é aumentar a consciência emocional e a compreensão de relações saudáveis dos jovens para o desenvolvimento da autonomia.

• SILVA, Andréia V. da. Rituais interacionais: o enterro evangélico. Revista Intratextos, Rio de Janeiro, n. especial 2, p. 1-16, 2011.

O artigo traz resumidamente o ritual fúnebre dos evangélicos e caracteriza alguns ritos nas igrejas mais populares.

• MUNDY, Michaelene. O que acontece quando alguém morre? um guia para as crianças lidarem com a morte e os funerais. São Paulo: Paulus, 2004.

Você consegue se lembrar da primeira vez em que esteve presente em um funeral? Quais lem-branças são mais vívidas? Essas mesmas questões, sem dúvida, farão parte algum dia da vida de uma criança. O livro é repleto de ilustrações e conselhos para ajudá-la na compreensão desse delicado assunto.

Filme

Importante:

Professor, recomendamos que você assista aos filmes e avalie a adequação deles antes de exibi-los aos alunos.

• A PARTIDA. Direção de Yojiro Takita. Japão: Shochiku Company, 2008. 1 DVD (131 min), son., color.

Daigo Kobayashi é um violoncelista que fica desempregado, pois a orquestra em que trabalha é dissolvida. Seu próximo emprego é como agente funerário e terá que preparar os corpos de pessoas mortas. Os cuidados de Daigo com os mortos é o aspecto relevante no filme.

28 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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A unidade temática estabelecida pela BNCC que norteará o terceiro capítulo é Manifestações religiosas e o objeto de conhecimento abordado será Representações religiosas na arte. Nesse contexto, os alunos poderão estudar como o sagrado se revela na arte e perceber que é possível transmutar a dor e a saudade por meio de diferentes manifestações artísticas.

Serão apresentadas obras de diferentes linguagens e técnicas artísticas, tais como: escultura, pintura, gravura, entalhe, vitral, mosaico, dança. Elas serão tratadas como expressões artísticas pre-sentes em diversas culturas do mundo e também nas religiões. A crença e a explicação da vida após a morte igualmente podem ser demonstradas por meio da arte. Um exemplo disso é a cruz vazia, expressão de muitos artistas. Além de ser uma simbologia viva, ela lembra aos cristãos que devem transformar a vida diária em uma constante ressurreição.

Sugestão de número de aulas: 8

Orientações didáticas

Página 47

1 Explore com os alunos a imagem de abertura do capítulo. Pergunte a eles de que formas a arte pode se revelar; se a imagem das páginas de abertura é considerada arte; se esta expressa senti-mentos, momentos vividos em determinada época; e de que forma, com ela, é possível representar o sagrado ou a morte.

Página 48

Ponto de partida

2 O capítulo apresenta as expressões de arte em diversas religiões e culturas. Inicia com a expressão da morte na arte, resgatando a temática do capítulo anterior. Ao mesmo tempo, insere a estética e a sensibilidade, introduzindo a arte com temas religiosos ou não. A representação da morte em diferentes expressões artísticas reforça a ideia de que esse é um tema comum a todas as sociedades.

Com a turma, analise as imagens do livro e proponha algumas questões para serem discutidas: Em que elas se parecem? Em que se diferenciam? Comente que são representações de várias partes do mundo. Explore com os alunos o sentimento e a percepção que têm ao observar a morte retratada em uma obra de arte. Utilize as respostas para problematizar e questionar sobre a leveza da repre-sentação artística da morte em algumas obras e o impacto de outras.

Sugestão de atividades

1. Muitos cemitérios são considerados obras de arte. Apresente à turma alguns cemitérios famosos e proponha uma análise da arte que neles aparece (ver referências no item Sugestões para o professor). Discuta com os alunos as expressões artísticas e seus detalhes.

CAPÍTULO ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE3

29LIVRO DO PROFESSOR

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2. Verifique se os alunos conhecem o significado da palavra “epitáfio” (inscrição sobre lápides tumula-res ou monumentos funerários). Pergunte ainda: Alguém já leu um epitáfio? O que costuma estar escrito nele? Então, reproduza a música Epitáfio, da banda Titãs, que fala a respeito de aproveitar o tempo de vida (ver referências no item Sugestões para o professor). Depois, discutam: Por que a letra da música está no passado? Na música, há certo lamento. Do que ele trata? Quem ou o que é o acaso sugerido na música? Qual é a ideia central da canção? Qual é a relação entre a letra e o título da música? Reflita com a turma sobre a importância de viver bem a vida, aproveitando cada momento, para que não haja arrependimentos posteriores.

Página 51

Brincar e aprender

3 Comente com os alunos que as igrejas cristãs focam na ressurreição de Jesus para enfatizar a esperança e a renovação da vida. A imagem do quebra-cabeça trará essa reflexão. Relacione a maneira como Cristo foi representado no período de vida do pintor com a maneira como é na atualidade.

Página 52

4 O objetivo da apresentação das imagens é esclarecer que muitos ritos foram retratados por meio da arte, pois esta é, há muito tempo, uma forma de expressão de crenças e costumes. Os po-vos indígenas celebram a ancestralidade de um falecido que continua a viver em espírito. Para os povos africanos, uma mesma divindade pode apresentar a dualidade entre doença/morte e cura, dependendo das circunstâncias. Explore as imagens que representam diferentes culturas.

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Atividades

5 Atividades 1 e 2

Incentive os alunos a conversar com diferentes pessoas ou até mesmo buscar livros na biblioteca ou pesquisar na internet para responder às questões. O objetivo das atividades é aproximar dos alunos a ideia da vida após a morte, buscando respostas na comunidade em que vivem.

Atividade 3

A questão pretende contribuir para que os alunos percebam que a arte também pode ser uma ma-neira de transmutar a dor e homenagear o ente querido. As religiões que acreditam na ancestralidade transmitem seus conhecimentos religiosos de geração em geração e, por meio das representações artísticas, têm a possibilidade de resgatar sua história.

Atividade 4

A atividade pode ser realizada em casa com o acompanhamento dos familiares, a fim de que haja tempo de secagem de materiais eventualmente utilizados, como tinta e cola. Na aula seguinte, promova uma roda de conversa em que os alunos possam apresentar suas produções e explicá-las.

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Atividades

6 Os alunos podem colar imagens de vitrais, azulejos, etc. A pesquisa pode ser feita na internet ou em revistas. É importante que eles saibam o significado e o nome da religião representada na imagem que vão selecionar. Uma proposta interessante é fazer agrupamentos das mesmas tradições religiosas para que sejam identificados os vários elementos artísticos a elas relacionados. Eles podem registrar no caderno as religiões e o tipo de arte que encontraram.

Fazer o bem

7 Organize um período para a realização da atividade. Traga para a sala um crucifixo de madeira para representar a cruz. Cubra-o com folhagem verde, qualquer que seja a disponível na sua região. O crucifixo ficará totalmente coberto pelo verde. Providencie flores (uma para cada aluno) com cabos pequenos e as coloque em uma cesta. Deixe o crucifixo em um lugar silencioso da escola; disponha as cadeiras em círculo; coloque a cesta de flores no meio do círculo e reproduza uma música am-biente para receber os alunos. Proponha a eles um momento de reflexão sobre os atos cotidianos e sobre tudo aquilo que gostariam de transformar em seu dia a dia. Peça a eles que imaginem todos os gestos bons ou a gratidão que gostariam de manifestar por motivos diversos. Lembre-os do que é belo, bom e de todos os desejos de transformação. Cada aluno, então, pega uma flor no centro do círculo e a coloca na cruz. Esta ficará coberta de flores. Relembre-os de que a ressurreição (cruz vazia) só acontece quando há transformação, desejo de vida, de dignidade, e assim por diante. O símbolo pode ficar exposto para que alunos de outras turmas também coloquem suas flores.

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8 Convide o professor de Arte, de História ou mesmo um artista plástico para explicar sobre arte em vitrais, mosaicos, ícones de diferentes religiões. Se alguns alunos frequentarem espaços que tenham essas expressões artísticas, peça fotos ou convide alguém dessa comunidade religiosa para explicá-las. Se possível, visite algum espaço que contemple esse tipo de arte na cidade em que eles vivem.

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Atividades

9 Reproduza uma música suave para que os alunos pintem a mandala e elaborem uma imagem artística. Isso auxilia na concentração e na expressão de sentimentos.

Sugestão de atividades

Uma alternativa é propor a cada aluno que, em uma folha A3, crie sua mandala e enfeite-a com papéis coloridos, formando um mosaico. As mandalas produzidas podem ficar expostas para toda a turma apreciar.

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10 A dança e a música fazem parte das religiões. A dança religiosa pode ser coletiva ou individual, mas essencialmente proporciona a conexão com o sagrado, a fé e a divindade. Pergunte aos alunos se recordam de cenas de filmes que tenham a dança como tema e em que momentos ela acontecia. Explique que, na Antiguidade, o ser humano utilizava a dança para expressar gratidão, pedir proteção, etc.

31LIVRO DO PROFESSOR

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Brincar e aprender

11 Atividade a

Providencie a música escolhida pela turma para a dança circular. Oriente os alunos a formar uma roda e solicite a eles concentração. No início, eles podem fazer os gestos individualmente, nos próprios lugares; por exemplo: um passo para frente, juntar os pés, um passo para trás, dois passos para a direita e um passo para a esquerda, juntar os pés e iniciar novamente.

Em um segundo momento, os gestos devem ser feitos por todos juntos, de mãos dadas. Incentive os alunos a se manterem concentrados. Quando todos estiverem alinhados e em sintonia, peça a eles que fechem os olhos. Depois, eles podem repetir os movimentos sem as mãos dadas. Se for possível gravar a atividade, o vídeo pode ser apresentado à turma durante o diálogo proposto na atividade 2.

Atividade b

Durante a exposição das opiniões dos alunos, organize uma roda de conversa. Nela, comente a sintonia coletiva e a capacidade de não repreender quem teve dificuldades, mas continuar a dança até que essa pessoa se sentisse bem. Depois, questione os alunos: O que sentiram ao realizar essa dança? É possível dançar sem pensar no outro? Quando vocês conseguiram dançar tendo confiança nos outros? Como sabiam que podiam dançar com as mãos soltas e, ao mesmo tempo, em sintonia com o grupo?

Sugestão de atividades

Aprofunde a experiência da dança em roda propondo uma dança circular propriamente dita. Dê aos alunos os seguintes comandos: Fechem os olhos. Ouçam os sons e a música que vêm de fora. Vamos dançar para nos movimentarmos. Circulem para a direita. Deixem o corpo leve e girem em sintonia, com vocês mesmos, com os outros e com o Universo. Se alguém errar o gesto, mantenham os olhos fechados, prossigam e logo o passo será acertado.

Crie passos para ensinar aos alunos. A dança pode ser simples, como um passo à direita, outro à esquerda e um para frente, e assim sucessivamente. Depois que todos estiverem dançando em sintonia, podem soltar as mãos e continuar fazendo o mesmo movimento. À medida que os alunos se sentirem mais seguros, é possível colocar outra música e criar outros passos com o auxílio deles.

Atividades

12 Organize a turma em quatro grupos. Para cada grupo, distribua uma das seguintes tarefas:

Grupo 1

Perguntar em casa, em um clube ou em uma associação:

• Que danças culturais são feitas em nossa cidade ou região?

• Quem ou o que as danças homenageiam?

• Que tipos de roupa os integrantes usam?

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Grupo 2

Perguntar em casa, na igreja ou na escola:

• Que danças religiosas existem em nossa cultura local?

• Quem mantém a cultura dessas danças?

• Que tipos de roupa os integrantes usam?

Grupo 3

Pesquisar, em livros ou na internet, informações a respeito dos diferentes povos indígenas que vivem no Brasil e responder:

• Qual é a função da dança para os povos indígenas?

• Como os povos indígenas se preparam para as danças?

• Em que local ocorrem as danças de uma comunidade indígena?

Grupo 4

Procurar, na internet, um vídeo que exiba duas ou mais crianças dançando, uma delas com alguma restrição a movimentos que a maioria das crianças está acostumada a fazer. Depois de assistir ao vídeo, discutir sobre o que ele apresenta e responder às questões:

• Como se apresentam as crianças do vídeo?

• O que a dança é capaz de mostrar nesse vídeo?

• Por que a dança pode ser sagrada?

Explique aos alunos que as perguntas que farão precisam ter o acompanhamento de um adulto. Também é possível que cada integrante do grupo faça a pesquisa em casa e, na aula, as respostas obtidas sejam reunidas. O registro no caderno é importante para que as informações não se percam e os alunos possam consultar as informações quando necessário.

Após a pesquisa, eles devem mostrar aos colegas as informações obtidas. Auxilie os grupos a resumir as informações para a apresentação oral. Dê um tempo para que possam ensaiar oralmente e fiquem seguros em sua demonstração. Combine uma forma de apresentação dinâmica e interativa. Use mídias digitais, cartazes, danças, roupas caracterizadas e o que mais a criatividade dos alunos propor.

Seguem algumas informações a respeito das danças sagradas e das danças rituais indígenas.

• A dança pode ser sagrada quando praticada como um rito voltado para o transcendente. É um rito que acontece em lugares sagrados ou em momentos de busca para estar próximo da(s) divindade(s).

• As danças sagradas são praticadas para invocar o auxílio dos deuses ou para lhes agradecer. Eles são invocados com danças nas mais diversas situações: nascimentos, casamentos, ritos de pas-sagem, morte, guerra, colheita, etc.

33LIVRO DO PROFESSOR

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• Os ritos dos povos indígenas nunca estão separados da vida cotidiana. Para esses povos, a dinâmica da vida e do Universo, em permanente movimento cíclico, torna-se o movimento ritualístico da natureza. Sendo assim, celebram as épocas de colheitas, caça e pesca, entre outros momentos importantes da vida. Em seus ritos, há diferentes elementos simbólicos, como danças, cantos, pinturas corporais, adornos e vestimentas de materiais diversos, extraídos da natureza, todos de grande relevância. As cores mais usadas são o vermelho, o preto e o branco, cujas tintas são extraídas do urucum, do jenipapo, do carvão, do barro e do calcário. Conforme a tradição de cada etnia, a música é executada por meio de cantos e de instrumentos construídos com madeira, casca de frutas, bambu e outros materiais disponíveis.

• Os povos indígenas valorizam suas tradições e sentem a necessidade de cultuar suas crenças por meio de ritos sagrados, em que o canto e a dança constituem os principais elementos. Além disso, a dança tem grande influência na vida social desses povos, simbolizando tudo o que acontece, as situações que ameaçam a saúde, as vitórias nas guerras e nas caçadas, o triunfo no amor, etc. A dança indígena constitui uma “dança dramática” para agradecer a colheita, marcar a passagem do jovem à idade adulta, saudar aqueles que chegam à aldeia, entre outros motivos especiais e sagra-dos. Ressalte aos alunos que, apesar de algumas semelhanças nos gestos de diferentes grupos (como bater mais forte um dos pés no chão, em um compasso binário, para marcar o ritmo da dança e da música), o significado muda de uma dança indígena para outra, em decorrência da história que se está representando.

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Fazer o bem

13 Antes de ler o texto, busque e reproduza o vídeo que mostra as duas crianças dançando. Em seguida, converse com os alunos acerca dos sentimentos que tiveram e os de quem estava dançan-do. Depois, leia a história e a relacione com o vídeo. Sugira também a eles que pesquisem outras danças realizadas por pessoas com deficiência. Depois, discutam e reflitam sobre estas questões:

• O que mais chamou a atenção nas danças?

• O que pode impedir uma pessoa de dançar?

• O que motiva as pessoas com deficiência a dançar?

Sugestão de atividades

Organize os alunos em quatro grupos. Cada grupo escolhe uma música para dançar. Verifique se a música escolhida é adequada para a idade deles e se traz valores construtivos. Proponha o seguinte desafio: um componente de cada grupo deverá simular algum tipo de deficiência (vendar os olhos, amarrar um braço ou dois para que não possa utilizá-lo(s), usar fone de ouvido, estar em uma cadeira de rodas, etc.). Os grupos deverão criar uma coreografia e executá-la com todos os componentes dançando. Em seguida, conversem sobre a experiência.

É possível que essa atividade precise de um tempo maior em razão dos ensaios. Além disso, é im-portante organizar uma data para a apresentação de todos os grupos, se possível, perante outras

34 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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turmas. Registre a apresentação em fotos e/ou vídeos para ser apreciada pelas crianças. Avalie com os alunos as facilidades e as dificuldades em realizar a coreografia. Peça a eles que registrem no caderno as dificuldades e as facilidades que experimentaram nos ensaios e na apresentação, bem como a conclusão que tiraram da atividade.

Revisite o capítulo com os alunos. A cada página, questione a turma sobre as lembranças e indague o que de significativo se construiu com o estudo. Relembrem juntos a identidade religiosa de cada um deles e o conhecimento ampliado de outras tradições religiosas que tiveram ao longo do capítulo. Finalize destacando a importância de que mantenham sua própria crença, sempre respeitando as outras religiões.

Sugestões para o professor

Leitura

• BRITO, Daiane. Os cemitérios mais turísticos do mundo. Disponível em: <https://viagemeturismo.abril.com.br/materias/veja-cemiterios-que-atraem-visitas-pela-beleza-e-pelos-tumulos-famosos/>. Acesso em: 24 fev. 2019.

O artigo traz imagens e revela as principais características de cemitérios considerados pontos turísticos em diferentes lugares do mundo. Pode servir como recurso para a atividade (1) sugerida na página 29 das orientações didáticas, item 2.

Áudio

• BRITTO, Sérgio de; AFFONSO, Álvares; SILVER, Eric. Epitáfio. Intérprete: Titãs. In: TITÃS. A melhor banda de todos os tempos da última semana. São Paulo: Abril Music, 2001. 1 CD, digital, estéreo. Faixa 6.

A faixa Epitáfio propõe uma reflexão sobre a vida e a necessidade de aproveitá-la. A respeito dessa letra, foi sugerida uma atividade (2) na página 30 das orientações didáticas, item 2.

35LIVRO DO PROFESSOR

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A unidade temática estabelecida pela BNCC que norteará o quarto capítulo é Crenças religio-sas e filosofias de vida e o objeto de conhecimento abordado será Ideia(s) de divindade(s). Na abertura do capítulo, os personagens são representados realizando gestos que simbolizam a busca de conexão com a divindade. Em seguida, serão abordados os conceitos de “transcendência”, “transcendente” e “divindade”, bem como os nomes dados às divindades nas diferentes religiões e a especificidade do Budismo, que não apresenta a crença em Deus ou deuses.

Cada aluno parte de sua crença individual e de sua ideia de transcendente de modo que, ao conhecer outros conceitos de divino, tem a possibilidade de compreender melhor o conceito de di-vindade presente em sua religião. Além disso, o capítulo possibilita aos alunos compreenderem como a transcendência se manifesta na realidade da vida, na história humana e nas expressões culturais.

Sugestão de número de aulas: 8

Orientações didáticas

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1 Convide os alunos a observar as páginas de abertura do capítulo e questione-os: Que gesto os personagens estão fazendo? O que esses gestos representam? Você costuma realizar algum gesto como esses?

Página 66

Ponto de partida

2 Indague os alunos com as perguntas propostas e aproveite as respostas deles para construir novas problematizações. Incentive-os a desenhar detalhes sobre a ideia de divindade que têm. Peça a cada um deles que justifique e relacione o seu desenho com o dos colegas. Crie com eles cate-gorias para agrupar os desenhos, tais como: imagens de Deus como rei, velhinho ou que tenham elementos de fábulas e histórias infantis; representação da divindade com símbolos do seu grupo religioso; representação de Deus ou da divindade na natureza ou nas pessoas.

Analise os desenhos dos alunos de acordo com os estágios da fé descritos por James Fowler. Ele menciona seis estágios e um pré-estágio, identificados com um modelo em espiral, pois cada etapa impulsiona a seguinte. As crianças pequenas costumam relacionar a divindade à ideia de rei ou velhinho por associarem as histórias infantis ao conceito de autoridade que estão construindo. Para crianças maiores, tais características estão ligadas à simbologia do grupo religioso a que pertencem. Já os jovens e os adultos costumam representar formas de abstração, como Deus em tudo, na natureza, no coração das pessoas, etc. Não há certo ou errado, apenas o desenvolvimento que o indivíduo realiza de acordo com as problematizações de sua própria família, comunidade religiosa e escola. Identifique, a seguir, as características de cada estágio de fé e qual deles contempla a faixa etária dos alunos.

CAPÍTULO DESCOBRINDO A DIVINDADE4

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O pré-estágio inicia com o nascimento e vai até os dois anos. A confiança e a desconfiança desenvolvida nos primeiros anos de vida são importantes para que se possa sustentar a passagem para outros estágios. Aqui surgem as primeiras imagens de Deus.

O primeiro estágio chama-se fé intuitivo-projetiva, que ocorre dos 3 aos 7 anos. Esta fase é fantasiosa e imitativa, pois a criança é influenciada pelos exemplos, histórias e ações. A criança começa a perceber a existência da morte. As imagens de fé são transmitidas pelas figuras de socialização. Deus é imaginado de forma antropomórfica. Os perigos deste estágio surgem quando a imaginação da criança cria imagens de terror e de destrutividade, conscientemente ou não. A transição desta fase para outro estágio acontece quando a criança se preocupa com a diferenciação do que é real e do que é imaginário.

O segundo estágio é chamado de fé mítico-literal, ocorrendo em média dos 7 aos 11/12 anos. É a partir deste estágio que a criança começa a contar suas próprias histórias, porém ainda não consegue produzir conclusões a respeito do sentido da vida. Porém, a criança já consegue discernir o que é real e o que é fantasia. Neste estágio a criança começa a compreender o significado de um grupo religioso e assumir esta identidade, dando um significado mais elaborado a sua experiência espiritual. O Deus mágico, o velhinho com barbas, não existe mais, pois a criança passa a encontrar estas projeções no pai, avô, no idoso. A transição para o próximo estágio acontece quando a criança percebe contradições entre o conflito nas histórias e o conflito na vida adulta.

O terceiro estágio é a fé sintético-convencional, que acontece dos 12 aos 18 anos. É muito importante a presença dos adultos e do tipo de ambiente para a formação do adolescente neste período. Pois é através da construção das relações e da definição de papéis que o adolescente poderá encontrar o caminho da sua real essência. A autoridade está externa à própria pessoa.

O quarto estágio, chamado fé individuativo-reflexiva, acontece aproximadamente dos 19 aos 25 anos. Neste estágio, o jovem continua com a desmitologização da fé, procurando racionalizá- -la, distanciando-se criticamente dos valores a que antes aderia e desenvolvendo um estilo próprio de vida. Neste estágio, o jovem decide sozinho, não mais utilizando as escolhas do grupo. Algumas dúvidas são frequentes nos processos de decisão (ou/ou), num aparente dilema entre fé individualista ou fé comunitária, ocorrendo um duplo desenvolvimento.

Neste estágio, o jovem inicia a estruturação do ego. Apenas mais tarde, com trinta ou quarenta anos, é que se finaliza essa estrutura. O estágio três, evoluindo para o estágio quatro, tem como objetivo a estruturação das responsabilidades, do estilo de vida, das atitudes, das crenças. Nessa perspectiva, a fé é uma qualidade intrínseca do ser humano, ajudando-o a sentir-se integrado com o universo e dando sentido para sua vida. A fé não tem necessariamente um cunho religioso; porém, a crença em uma religião pode ser um dos meios pelos qual a fé se expressa.

O quinto estágio é a fé conjuntiva. Neste estágio, as pessoas já conseguiram vencer suas grandes dúvidas e dilemas. A vida está repleta e voltada para o sentido, ainda com capacidade crítica, porém só confia em si mesmo.

Por fim, o estágio da fé universalizante. As pessoas, neste estágio, perguntam-se ao extremo sobre o sentido da vida, podendo ter dois desfechos: buscar sentido e não encontrar, desesperando-se, assim; ou basear-se em um sentido último, produzindo, então, a integridade.

FOWLER, James. Os estágios da fé: psicologia do desenvolvimento humano e busca de sentido. São Leopoldo: Sinodal, 1992.

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O ser humano procura transcender o seu cotidiano. Conforme afirma Leonardo Boff, transcendente é o que vai além, que supera. Para Fowler, transcendência é a possibilidade de ultrapassar limites físicos, materiais e simbólicos. No aspecto religioso, transcender relaciona-se com o que vai além da realidade concreta e visível. Assim, a busca da transcendência está relacionada com aproximar--se do sagrado, ou de Deus, e isso pode ser feito de diversos modos, como por meio da oração, da meditação, do trabalho solidário, das boas obras, etc.

Sugestão de atividades

Providencie balas diferentes para todos os alunos da turma, preferencialmente balas que eles não conheçam.

Primeira etapa:

1. Entregue balas somente a alguns alunos. Instrua aqueles que ganharam a bala para que a colo-quem na boca com o intuito de degustá-la, mas sem mastigá-la.

2. Proponha os seguintes questionamentos aos alunos que receberam a bala:

• A bala é macia ou dura?

• Ela é gostosa?

• Que sabor ela tem?

• É parecido com o sabor descrito na embalagem da bala?

Em seguida, pergunte aos alunos que não receberem a bala:

• Conseguem imaginar o sabor que a bala tem?

• Conseguem imaginar se ela é gostosa?

• Estão com vontade de comer a bala? Por quê?

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Conversar e fazer juntos

3 Auxilie os alunos nas atividades para definir, associar e diferenciar os termos “Deus”, “divindade”, “divino”, “transcendência”, “transcender” e “transcendente”. Peça a eles que desenhem o que seria cada definição e construam juntos uma definição própria por meio de mapa conceitual. Em segui-da, oriente-os a organizar os desenhos em forma de diagrama, utilizando flechas para relacioná-los, como no exemplo a seguir.

TranscenderDivino

Transcendência

DivindadeTranscendente

Deus

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3. Solicite aos alunos que estão com a bala que a comam. Deixe um minuto para que a saboreiem e observe as reações deles para utilizá-las na problematização.

4. Para os alunos que comeram a bala, pergunte:

• Gostaram da bala?

• Ela é melhor do que estavam imaginando?

• Será que é melhor imaginar apenas ou saborear?

Segunda etapa:

1. Entregue balas aos alunos que não as comeram anteriormente. Eles poderão comê-las.

2. Questione-os:

• A bala é como imaginavam?

• Se tivessem recebido a bala por primeiro e logo a saboreassem, será que ela teria o mesmo sabor que tem agora?

O intuito é que os alunos percebam que experimentar a bala é muito bom. Às vezes, há pessoas que não querem a bala; outras vezes, há pessoas que a querem muito, mas não a conseguem por algum motivo. Nesse sentido, somente experimentando a bala é possível saber se ela é boa ou não.

3. Como relacionar a dinâmica das balas com a ideia do transcendente, de acreditar em alguma divindade?

• As balas eram iguais ou diferentes? Existem diferentes transcendentes?

• O que é preciso para conhecer e sentir a divindade no coração?

• Como vocês relacionam isso com a bala?

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Você sabia?

4 Ressalte que a ideia de divindade já era representada em pinturas rupestres. Nesse contexto, os xamãs exerciam o papel de aproximação dos primeiros povos com as divindades em questão. O importante é que os alunos compreendam que, em diferentes épocas e lugares, os seres humanos sentiram a necessidade do divino.

Sugestão de atividades

Prepare uma tinta natural para a atividade (barro, beterraba, etc.). Entregue a cada aluno um palito sem ponta e um pouco de tinta – a medida de uma tampinha de garrafa de PET é o suficiente. Diga aos alunos que serão os “moradores das cavernas” e peça a eles que registrem em um papel algum símbolo que possa representar um tipo de poder da natureza ou uma divindade.

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Atividades

5 Atividades 1 e 2

As atividades podem ser realizadas em dupla ou individualmente para que sejam observados os conhecimentos prévios dos alunos. Ao conversar sobre transcendência e divindade com eles, faz-se necessário considerar as seguintes variações entre as religiões:

• Cristianismo – Para os católicos e a maioria dos evangélicos, Deus é o criador de todas as coisas e é, ao mesmo tempo, Pai (Deus), Filho (Jesus) e Espírito Santo.

• Espiritismo – Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, conceito presente no Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec. Não se crê que Jesus seja Deus, mas um espírito que passou por várias encarnações até se tornar um espírito puro.

• Judaísmo – Deus é o criador e legislador que propôs as leis civis e religiosas da Torá, por meio do profeta Moisés. Seu nome não deve ser pronunciado, por que é sagrado, mas aparece nas escrituras como Yhwh.

• Islamismo – Allah é absoluto e recebe no Corão 99 nomes ou atributos que enfatizam que Ele é a origem de todas as qualidades positivas do Universo. Alguns desses nomes são: Al-Gahani (rico e infinito), Al-Muhyi (doador da vida) e Al-Alim (conhecedor de tudo).

• Hinduísmo – Há milhares de divindades. Os deuses reencarnam e são representados sob diferentes formas. Os mais importantes compõem uma tríade, formada por Brahma (deus da criação), Vishnu (o que preserva) e Shiva (destruidor e recriador).

• Budismo – Não concebe a figura de uma divindade. O caminho para alcançar o sagrado depende das ações do indivíduo. A ideia de deus é substituída pelas forças que regem o Universo.

• Candomblé – Olorum é o deus supremo e criador dos Orixás (entidades africanas responsáveis pela ligação entre o mundo espiritual e o terreno). Ele não interfere no funcionamento do Universo, que fica a cargo dos Orixás. Olorum incumbiu Oxalá, o mais sábio deles, de criar todas as coisas, mas a Terra acabou sendo criada por Oduduá. Oxalá criou as pessoas e outros seres vivos.

• Umbanda – Tem os mesmos Orixás do Candomblé, mas eles não se manifestam no culto. Nestes, quem se apresenta aos médiuns são os Guias, que se dividem em Índios, Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças.

REVISTA das Religiões. 7. ed. São Paulo, mar./abr. 2004.

Atividade 3

Observe atentamente se os alunos mantiveram sua opção religiosa e se desenvolveram a imagem de transcendente. Esse tipo de atividade se repete, pois é necessário continuar reforçando a iden-tidade religiosa dos alunos, respeitando a família e as crenças particulares.

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6 Divida a turma em grupos de acordo com o número de frases citadas no Livro do aluno. As frases são das três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo (por ordem crono-lógica de surgimento). Cada grupo receberá uma frase para realizar a compreensão e apresentá-la à turma. Interaja com os grupos para auxiliá-los com exemplos. Na apresentação, os alunos podem fazer perguntas e dar exemplos. O intuito é que eles compreendam que, embora haja diferentes visões do transcendente, Deus é único para as três religiões. Essa conclusão e outras que surgirem podem ser registradas no caderno.

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7 Explore os significados da palavra “mistério” e utilize os exemplos que os alunos citarem sobre filmes e livros para a problematização. Em seguida, organize a turma em círculo de modo que todos estejam em pé e proponha uma atividade lúdica.

Explique a atividade dizendo que todos vão contar uma história. Esta deverá conter um mistério, que poderá ser desvendado ou não. Ressalte que não vale pular a vez de falar. A história deve ser iniciada pelo professor. Por exemplo: “Era uma vez em uma pacata cidade do interior de Lindanópolis, uma...”. Com isso, passe a palavra a um aluno, que deve continuar a história e, em seguida, passá-la para o próximo colega continuá-la até chegar ao último aluno.

Depois da brincadeira, converse com os alunos sobre o sentido da palavra “mistério”. Ela deriva do grego mýein, que significa “fechar especialmente os olhos”, para manter segredo no que é visto. Atualmente, embora o significado dessa palavra tenha mudado, a ideia de “segredo” ainda se mantém.

8 Realize a leitura de A história do “Grande Espírito” procurando mudar o tom de voz nas diferentes partes do texto para que a narração tenha emoção. Depois, faça uma breve retomada com os alunos a fim de que relembrem tudo o que foi relatado nele. Questione-os sobre em que parte da história existe mistério e por que eles pensam assim. O objetivo é ampliar a compreensão do conceito de mistério por meio de um exemplo.

Atividades

9 A história sugere que a conexão com a divindade ocorre com o reconhecimento do outro e da partilha com ele. Converse com os alunos, indagando se a crença deles em seus transcendentes também evoca esses gestos. Discutam a segunda pergunta, buscando exemplos do cotidiano.

41LIVRO DO PROFESSOR

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Fazer o bem

10 Investigue uma instituição que necessite de materiais, alimentos, etc. Organize um período para esta campanha, avise os pais ou responsáveis sobre ela e prepare os alunos para divulgá-la nos se-tores da escola e nas turmas. Escolha um espaço para guardar as doações e contabilize com eles o que foi recebido. Se possível, realizem a doação in loco ou convidem representantes da instituição para receber os donativos na escola, possibilitando a participação dos alunos até o final da atividade. Registre as diversas etapas desta por meio de fotos. Ao final, proponha uma avaliação individual, perguntando aos alunos:

• Você se envolveu na campanha? Conseguiu trazer doações?

• Você conseguiu imaginar as pessoas que estão precisando de sua ajuda?

• O passo a passo da atividade foi organizado? Qual foi a sua contribuição em relação a isso?

• O que você aprendeu com essa atividade?

• Se a atividade fosse realizada novamente, você gostaria de modificar algo? O quê?

Solicite a eles que registrem, no caderno, uma breve conclusão da atividade em dois parágrafos.

Atividades

11 Após a busca no dicionário, discuta e reflita com os alunos sobre o significado da palavra “trino”. Explore a imagem para que eles compreendam a ideia de um Deus que é um e três concomitantemente.

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Brincar e aprender

12 Com antecedência, solicite aos alunos que tragam massa de modelar e um jornal para cobrir a mesa e evitar sujá-la. Proponha essa atividade de acordo com as orientações do Livro do aluno, a fim de tornar concreta a compreensão deste Deus que é “um” e, ao mesmo tempo, “três”.

Página 77

13 Relembre os alunos dos conceitos de “divindade”, “transcendente” e “deus”. Em filmes, desenhos e novelas, há a presença de diferentes divindades e inclusive a crença nelas. Com isso, aproveite o conhecimento prévio dos alunos para que consigam estabelecer relações concretas sobre o assunto.

No Hinduísmo, há também uma ideia de divindade trina. Brahma realiza o equilíbrio entre Vishnu e Shiva, criando assim Brahman. Mas como existem muitos deuses na Índia, as pessoas se identificam mais com alguns deles, dependendo da região.

42 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4

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Sugestão de atividades

1. Caso os alunos se interessem por mitos, explore essa temática relacionando-a com o assunto estudado. Nesse sentido, podem ser utilizados diferentes recursos para contar e explorar os mitos. Assim, escolha alguns com elementos que possam interessar a eles; por exemplo, mitos gregos, romanos, egípcios, persas, nórdicos, africanos ou indígenas. Conte a história um pouco por dia e/ou leia trechos de mitos para que eles se interessem sobre o que acontecerá no decorrer dela.

2. Outra possibilidade de atividade é levar mitos resumidos aos alunos. Divida-os em grupos para que façam a leitura deles. Depois, devem transformar o resumo em uma apresentação de teatro (com falas, indicação de cenário e música, figurino, etc.). Auxilie-os na produção da escrita e no ensaio teatral. Se possível, leve-os para ensaiar em um palco ou auditório. Dessa maneira, essa atividade pode ser apresentada aos pais e responsáveis e/ou a outras turmas.

3. Aproveite a contação de história do mito ou o resumo para que os alunos, em duplas, produzam uma história em quadrinhos a fim de representá-lo. Organize com eles um rascunho e, depois, solicite uma versão definitiva da representação em quadrinhos da história. Essa representação pode ser feita em forma de desenho, colagem ou, ainda, de imagens produzidas com o auxílio de programas de computador que os alunos saibam utilizar (como Paint, CorelDRAW, etc.). Se possível, exponha na escola as histórias criadas por eles.

4. Caso haja, na região ou na própria escola, mitos locais, é possível explorá-los por meio de narra-tivas. Assim, os alunos podem entrevistar pessoas mais velhas sobre os mitos da região, buscar detalhes acerca das histórias e remontá-las em sala de aula com os elementos trazidos pelas pessoas por meio da criação de um texto coletivo. Dessa ideia, pode-se criar um flyer relatando resumidamente os mitos locais. A escrita pode ser desenvolvida no computador, impressa e, depois, divulgada em outras turmas para ser objeto de leitura e, quem sabe, estudo orientado pelos professores.

Página 79

Você sabia?

14 No hinduísmo, a vaca não é uma divindade, mas é considerada sagrada. Reflita com os alunos sobre o papel desse animal, para que não haja distorções. Em duplas, eles devem realizar uma pes-quisa na internet buscando manchetes e/ou reportagens a respeito do assunto.

Página 80

Brincar e aprender

15 O objetivo do jogo é sistematizar o conhecimento dos alunos sobre os nomes das divindades das diferentes religiões estudadas. Divida a turma em duplas, organize com elas um pequeno en-velope para que possam guardar as peças depois de finalizar o jogo. Auxilie-as nas nomenclaturas.

16 Ao finalizar o ano, é importante revisar com os alunos o livro desde as páginas iniciais. Relembre com eles todas as tarefas e as leituras que fizeram. Solicite a eles que resumam o que aprenderam. Depois, faça a leitura da página e confirme o que apresentaram sobre esse aprendizado.

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Page 142: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Sugestões para o professor

Leitura

• AGUIAR, Luiz A. Monstros mitológicos. São Paulo: Quinteto Editorial, 2007.

Essa coletânea de mitos pode ser usada como recurso para a realização da atividade proposta na orientação didática.

• BOFF, Leonardo. Crise: oportunidade de crescimento. São Paulo: Verus, 2002.

Nessa obra, o autor defende a tese de que, para o enfrentamento das crises contemporâneas, é necessária uma nova experiência espiritual com o intuito de se estabelecerem novos valores para o ser humano e também para o planeta.

• FOWLER, James. Os estágios da fé: psicologia do desenvolvimento humano e busca de sentido. São Leopoldo: Sinodal, 1992.

Fowler evidencia a ideia da fé como sentido da vida e a analisa em paralelo com os teóricos Erik Erikson e Jean Piaget, apresentando seis estágios da fé com exemplos.

• CALDAS, Roberto. A menina das borboletas. São Paulo: Paulus, 1990.

Uma história contada apenas com imagens em que uma menina cultiva uma flor, enfrentando dificuldades para mantê-la viva. A riqueza simbólica dos personagens pode ser interpretada como a presença de Deus na vida das pessoas.

• RISKE-KOCH, Simone; OLIVEIRA, Lílian B.; POZZER, Adecir (Org.). Ensino Religioso e o fenômeno religioso nas tradições religiosas de matriz ocidental. In: ______. Ensino Religioso: capacitação para um novo milênio. Florianópolis: Saberes em Diálogo/Fonaper, 2017. v. 6.

Esse caderno foi desenvolvido para uma capacitação de professores do componente de Ensino Religioso. Ele aborda como deve ser apresentado o fenômeno religioso na escola, com enfoque na matriz ocidental, nos seguintes aspectos: Cristianismo oriental e ocidental, o pensamento cristão, modelos culturais, Cristianismo no Brasil e um olhar sobre a religiosidade atual. Esse material pode ser solicitado no site do Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (Fonaper).

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Page 143: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Filme

Importante:

Professor, recomendamos que você assista aos filmes e avalie a adequação deles antes de exibi-los aos alunos.

• TODO-PODEROSO. Direção de Tom Shadyac. EUA: Universal Pictures/Buena Vista International, 2003. 1 DVD (101 min), son., color.

Bruce tem uma vida perfeita até o momento em que as coisas começam a dar errado. Ele passa a questionar Deus, problematizando seu jeito de comandar a Terra. Então, Deus resolve dar todos os seus poderes a Bruce. O filme é do gênero comédia, porém instiga os alunos a pensar sobre as verdades religiosas que são passadas de geração em geração.

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Page 144: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

Referências

AGUIAR, Luiz A. Monstros mitológicos. São Paulo: Quinteto Editorial, 2007.

BÍBLIA de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.

BOYES-WATSON, Carolyn; PRANIS, Kay. Círculos em Movimento. Tradução de Fátima Debastiani. Porto Alegre: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, 2015.

BRANCHER, Leoberto (Coord.). Programa de formação voluntários da paz: material instrucional. Caxias do Sul: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, 2015.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC/SEB, 2017.

______. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 23 fev. 2019.

______. Lei nº. 9.475, de 22 de julho de 1997. Dá nova redação ao art. 33 da Lei n°. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l9475.htm>. Acesso em: 23 fev. 2019.

FERREIRA, Aurélio B. de H. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 5. ed. Curitiba: Positivo, 2010.

FOWLER, James. Os estágios da fé: psicologia do desenvolvimento humano e busca de sentido. São Leopoldo: Sinodal, 1992.

GILBERT, Monique. Amigos de fé: para responder às perguntas das crianças sobre as religiões. São Paulo: SM, 2006.

GONÇALVES, Ana M.; PERPÉTUO, Susan C. Dinâmica de grupos na formação de lideranças. 6. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

LAMM, Rabi M. A maneira judaica de morrer. Disponível em: <http://www.chabad.org.br/ciclodavida/Falecimento_luto/artigos/maneira.html>. Acesso em: 8 fev. 2019.

MAYER, Canésio S. J. Viver e conviver: dinâmicas e textos para diferentes momentos. São Paulo: Paulus, 1997.

MENEZES, Rachel A.; GOMES, Edlaine de C. Seu funeral, sua escolha: rituais fúnebres na contemporaneidade. Revista de Antropologia, v. 54, n. 1, São Paulo: USP, 2011.

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Page 145: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

MIRANDA, Bruce-Mitford. O livro ilustrado dos símbolos: o universo das imagens que representam as ideias e os fenômenos da realidade. São Paulo: Publifolha, 2005.

NOVA Bíblia Viva. São Paulo: Mundo Cristão, 2010.

PELIKAN, Jaroslav. A imagem de Jesus ao longo dos séculos. São Paulo: Cosac & Naify Edições, 2000.

RISKE-KOCH, Simone; OLIVEIRA, Lílian B.; POZZER, Adecir (Org.). Ensino Religioso e o fenômeno religioso nas tradições religiosas de matriz ocidental. In: ______. Ensino Religioso: capacitação para um novo milênio. Florianópolis: Saberes em Diálogo/Fonaper, 2017. v. 6.

ROSHI, Monja C. Arte de morrer – Budismo – Zen Budismo. Disponível em: <https://www.monjacoen.com.br/textos/textos-da-monja-coen/299-arte-de-morrer-budismo-zen-budismo>. Acesso em: 7 fev. 2019.

STACEY, Aisha. Ritos funerários no Islã: toda a alma provará o sabor da morte. Disponível em: <https://www.islamreligion.com/pt/articles/4946/viewall/ritos-funerarios-no-isla-parte-1-de-3/>. Acesso em: 8 fev. 2019.

YOZO, Ronaldo Y. K. 100 Jogos para grupos: uma abordagem psicodramática para empresas, escolas e clínicas. São Paulo: Ágora, 1996.

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Page 146: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

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1. RITOS PARA CADA MOMENTO

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2. PARA ALÉM DA VIDA: RITOS DE PASSAGEM

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3. ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE

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4. DESCOBRINDO A DIVINDADE

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FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal)CERFLOR – Programa Brasileiro de Certificação FlorestalINMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e TecnologiaPEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification SchemesTECPAR – Certificação do Instituto de Tecnologia do ParanáCARBONO ZERO – Compensação de Emissão Carbono ZeroLIFE – Iniciativa Duradoura para a Terra

LIVROS QUERESPEITAMA NATUREZA

Os livros da coleção Passado, presente e fé são impressos na Posigraf, uma gráfica comprometida com a responsabilidade socioambiental. A Posigraf e seus impressos têm as certificações ISO 9001, de gestão de qualidade; ISO 14001, de gestão ambiental; e OHSAS 18001, de gestão de saúde ocupacional e segurança. Foi a primeira gráfica do Brasil a compensar integralmente as suas emissões de carbono, com o programa Carbono Zero, e também a adotar uma floresta e patrocinar sua conservação – a Mata do Uru, localizada na Lapa – PR. Além disso, tem os certificados FSC® – Forest Stewardship Council® e PEFC – CERFLOR (validado pelo Inmetro), atestando que a matéria-prima para a impressão é proveniente de florestas manejadas de forma responsável. Ambas são certificações florestais, mas cada uma conta com princípios e critérios diferentes. Em 2011, a Posigraf recebeu o Prêmio Abigraf de Responsabilidade Ambiental por seu Sistema de Gestão Ambiental.

Page 148: LIVRO DO PROFESSOR volume4 - WordPress.com

A coleção Passado, presente e

fé convida o aluno a conhecer

e a compreender as diversas

culturas religiosas que

compõem a sociedade brasileira.

Alinhada com as novas

diretrizes da BNCC, essa

coleção oportuniza o estudo e a

compreensão de conceitos

religiosos, fundamentados em

conhecimentos das Ciências

da Religião e demais áreas

acadêmicas afins.

volume4

2000.94091

ISBN 978856447489-5

9 7 8 8 5 6 4 4 7 4 8 9 5