Pacto Nacional pela Alfabetizao na Idade CC433...A alfabetizao matemtica na perspectiva do letramento foi um ... no segredo que o ... crianas tm concludo sua escolarizao sem estarem

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  • Ministrio da EducaoSecretaria de Educao Bsica

    Diretoria de Apoio Gesto Educacional

    Pacto Nacional pela Alfabetizao

    na Idade CertaAPRESENTAO

    Braslia 2014

    Alfabetizao Matemtica

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  • Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)Centro de Informao e Biblioteca em Educao (CIBEC)

    Brasil. Secretaria de Educao Bsica. Diretoria de Apoio Gesto Educacional. Pacto nacional pela alfabetizao na idade certa: Apresentao / Ministrio da Educao, Secretaria de Educao Bsica, Diretoria de Apoio Gesto Educacional. Braslia: MEC, SEB, 2014. 72 p.

    ISBN 978-85-7783-149-4

    1. Alfabetizao. 2. Alfabetizao Matemtica. 3. Formao Continuada de Professores.

    MINISTRIO DA EDUCAOSecretaria de Educao Bsica SEBDiretoria de Apoio Gesto Educacional

    Tiragem 362.388 exemplares

    MINISTRIO DA EDUCAOSECRETARIA DE EDUCAO BSICA Esplanada dos Ministrios, Bloco L, Sala 500CEP: 70047-900Tel: (61)20228318 - 20228320

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  • Sumrio

    APRESENTAO

    05 Editorial

    08 Introduo

    09 Formao de professores que ensinam Matemtica no mbito do Pacto Nacional pela Alfabetizao na Idade Certa

    Operacionalizao da formaoAs Estratgias formativas no Pacto Nacional pela Alfabetizao na Idade CertaO dilogo com as outras reas do saber e com as prticas sociaisApresentao dos Cadernos de Referncia e de Jogos

    18 A Criana e a Matemtica escolar

    26 Alfabetizao MatemticaO ensino de Matemtica no Ciclo de Alfabetizao

    32 Os saberes das crianas como ponto de partida para o trabalho pedaggico

    37 Direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: a Matemtica como instrumento de formao e promoo humana

    Direitos e objetivos de aprendizagem da Matemtica

    45 Eixos estruturantes e objetivos dos Direitos de Aprendizagem para a Alfabetizao Matemtica na perspectiva do letramento

    56 Papis do brincar e do jogar na Alfabetizao MatemticaO jogo visto como atividade de gerao, proposio, resoluo e validao de problemasO professor como elaborador e propositor de jogos para favoreceraprendizagens matemticasH muitas possibilidades de insero do jogo na escola para favorecer aprendizagens matemticas

    71 Referncias

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  • APRESENTAO

    Organizadores:Carlos Roberto Vianna, Emerson Rolkouski.

    Comit Gestor:Adilson Oliveira do Esprito Santo, Liane Teresinha Wendling Roos, Mara Sueli Simo Moraes.

    Consultores: Alexandrina Monteiro, Alina Galvo Spinillo, Antonio Jos Lopes, Celi Espasan-din Lopes, Cristiano Alberto Muniz, Gilda Lisba Guimares, Maria da Concei-o Ferreira Reis Fonseca, Maria Tereza Carneiro Soares, Rosinalda Aurora de Melo Teles.

    Pareceristas ad hoc:Adail Silva Pereira dos Santos, Adriana Eufrasio Braga Sobral, Ana Marcia Luna Monteiro, Carlos Eduardo Monteiro, Cecilia Fukiko Kamei Kimura, Clarissa Ara-jo, Gladys Denise Wielewski, Iole de Freitas Druck; Lilian Nasser, Maria Jos Cos-ta dos Santos, Paula Moreira Baltar Bellemain, Paulo Meireles Barguil, Rute Eli-zabete de Souza Rosa Borba.

    Leitores Crticos: Camille Bordin Botke, Enderson Lopes Guimares, Flavia Dias Ribeiro, Helena Noronha Cury, Laza Erler Janegitz, Larissa Kovalski, Luciane Ferreira Mocrosky, Luciane Mulazani dos Santos, Maria do Carmo Santos Domite, Marcos Aurelio Zanlorenzi, Michelle Tas Faria Feliciano, Nelem Orlovski.

    Apoio Pedaggico:Laza Erler Janegitz, Nelem Orlovski.

    Autores:Antonio Jos Lopes, Carlos Roberto Vianna, Cristiano Alberto Muniz, Emerson Rolkouski, Maria da Conceio Ferreira Reis Fonseca, Rosinalda Aurora de Melo Teles.

    Reviso:Clia Maria Zen Franco Gonalves.

    Projeto grfico e diagramao:Labores Graphici

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    A P R E S E N T A O

    Editorial

    O Brasil um pas de dimenses continentais e possui invejvel diver-

    sidade cultural. Dessa maneira, quando fomos convidados a organizar

    um material para a formao de professores que ser distribudo e

    espera-se utilizado por todos os municpios brasileiros, logo definimos

    que o material deveria conter vozes de todas as regies e, na medida

    do possvel, de todos os grupos que trabalham com as prticas de sala

    de aula e/ou de pesquisa em Educao Matemtica; seja participando

    como autores de alguns dos textos, seja na consultoria, reviso tcnica

    ou mesmo nas referncias bibliogrficas.

    Provocar, instituir e trabalhar com essa polifonia e, ao mesmo tem-

    po, tentar conferir uma organicidade para um material de referncia em

    um Programa Oficial de Formao; esse foi o desafio que assumimos.

    Mais de dez Instituies de Ensino Superior e, tambm, de escolas, das

    cinco regies brasileiras, participaram diretamente da elaborao desse

    material. Pesquisadores de universidades e centros de estudo, professo-

    res de grandes centros urbanos e de zonas rurais, totalizando mais de

    uma centena de envolvidos. Essas pessoas construram o material que

    ser distribudo para aproximadamente 400 mil professores alfabetiza-

    dores e pretende auxiliar no letramento das crianas brasileiras com at

    oito anos de idade.

    A alfabetizao matemtica na perspectiva do letramento foi um

    pressuposto adotado em consonncia com o material de formao em

    linguagem. Dessa forma, a alfabetizao matemtica entendida como

    um instrumento para a leitura do mundo; uma perspectiva que supera a

    simples decodificao dos nmeros e a resoluo das quatro operaes

    bsicas.

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    A P R E S E N T A O

    Se por um lado, a quantidade de pessoas envolvidas nos traz a certe-

    za de contemplarmos parte da diversidade da educao brasileira; pas-

    sando por grandes centros e pequenas comunidades rurais, indgenas,

    ribeirinhas, quilombolas, crianas do norte, do sul, nordeste, centro-

    oeste e sudeste; por outro lado, o texto materializa algo um tanto in-

    cmodo para alguns: a diversidade das opinies e das escritas. Sendo

    assim, no segredo que o leitor, os professores, os formadores, en-

    contraro diferenas de perspectiva, de opinio, de fundamentao,

    mas certamente vo se deparar com algo em comum e que optamos

    no denominar como concepo, o que temos em comum aqui so

    princpios ou pressupostos.

    O princpio mais amplo que nos governa, a todos, denomina-se Edu-

    cao Matemtica. E no temos a iluso de que seja fcil ou tranquilo

    definir, sequer delinear, o que venha a ser aceito como Educao

    Matemtica. Podemos dizer, por um lado, que a Educao Matemtica

    uma rea de pesquisa, sempre enraizada nas prticas de sala de aula,

    tanto assim que nos possibilitou constituir um grupo de pessoas de todo

    o Brasil e dispostas a trabalhar para a construo deste material que, in-

    diretamente chegar a praticamente todas as crianas brasileiras de seis

    a oito anos de idade; uma imensa responsabilidade!

    Por outro lado, a Educao Matemtica tambm um movimento,

    algo como a voz das ruas e dos professores, algo fugidio e dificilmen-

    te captado, mas que pode estar presente, seja em relatos de pesquisa,

    seja em relatos de experincias em salas de aula das diversas regies.

    Um texto no capta este movimento, mas pode abrir-se a revel-lo. De

    modo que, nesse Editorial antecipamos e respondemos a uma pergunta:

    os pressupostos e fios condutores da composio desse material sero

    mobilizados pelos mais diversos leitores que, se esta for a necessidade,

    podero lhes dar um nome, mas que no conseguiro vincul-los a

    uma pessoa, um terico, a no ser que ignorem tudo o que escre-

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    A P R E S E N T A O

    vemos acima sobre a diversidade das vozes, dos dizeres, dos modos de

    tecer os diversos textos. Esse Caderno de Apresentao explicita alguns

    dos pressupostos que foram adotados na orientao da elaborao do

    conjunto dos cadernos

    Isso posto, e seguindo adiante, esperamos que este material contri-

    bua para a ampliao das reflexes, das prticas e das experincias de

    cada uma das professoras, de cada um dos professores, auxiliando-nos

    na tarefa de conquistar a alfabetizao matemtica, na perspectiva do

    letramento, de todas as crianas brasileiras.

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    A P R E S E N T A O

    Introduo

    O Pacto Nacional pela Alfabetizao na Idade Certa um acordo formal assu-mido pelo Governo Federal, Distrito Federal, estados, municpios e entidades para firmar o compromisso de alfabetizar crianas at, no mximo, 8 anos de idade, ao final do ciclo de alfabetizao.

    Na histria do Brasil, temos vivenciado a dura realidade de identificar que muitas crianas tm concludo sua escolarizao sem estarem plenamente alfabetizadas. Assim, este Pacto surge como uma luta para garantir o direito de alfabetizao plena a meninas e meninos, at o 3.o ano do ciclo de alfabetizao. Busca-se, para tal, contribuir para o aperfeioamento da formao dos professores alfabetizadores. Este Pacto constitudo por um conjunto integrado de aes, materiais e refern-cias curriculares e pedaggicas a serem disponibilizados pelo MEC, tendo como eixo principal a formao continuada de professores alfabetizadores.

    A este conjunto de cadernos cabe a tarefa de subsidiar as discusses relativas formao continuada presencial para professores alfabetizadores e seus orien-tadores de estudo, ampliando as discusses sobre a alfabetizao na pe