PROCEDIMENTOS FBA

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Procedimentos de Laboratrio para Testes de Fluidos Base guaAPOSTILA DO CURSO DE FLUIDOS: Fluidos de Perfurao Estimulao e Completao Mdulo: Fundamentos Sobre Fluidos de Perfurao UFRN / CCET / Dep de Qumica / LAPET - Laboratrio de Pesquisa em Petrleo Natal -RN

Material compilado e adaptado de Procedimentos do API e da Petrobras, por Pedro Marcelo Tavares Tcnico de Fluidos Senior Julho 2010

PROCEDIMENTOS DE LABORATRIO PARA FLUIDOS BASE GUA 1. OBJETIVO Estes procedimentos estabelecem a metodologia para a realizao de testes laboratoriais das propriedades dos fluidos de perfurao base de gua usados em poos de petrleo. 2. CAMPO DE APLICAO Suas aes so aplicveis aos Fluidos de Perfurao base gua, mais especificamente aos servios dos Tcnicos de Fluidos em operaes de campo e Tcnicos de Laboratrio, nos Laboratrios de centros de pesquisa, prestadores de servios ou em instituies de ensino. 3. REFERNCIAS ISO 10414-1:2001: Field testing of drilling fluids - Part 1: Water-based fluids. API 13 B1: Recommended Practice for Field Testing Water-based Drilling Fluids : 2003 Petrobras/E&P-Serv/SF/PE-3D-00313: Testes de Laboratrio para Fluidos de Perfurao 4. DEFINIES E SIGLAS TF - Tcnico de Fluidos o responsvel pelo desenvolvimento, preparo e manuteno dos diversos Sistemas de Fluidos associados Perfurao e Completao de Poos de Petrleo. Ele o Responsvel Tcnico da que representa a Empresa de Fluidos nas locaes e atravs de seus conhecimentos deve prover solues Tcnicas e Econmicas ao cliente, proprietrio do poo. RDF Relatrio Dirio de Fluidos o documento gerado diariamente a partir dos resultados obtidos nos testes com o fluido. Alm disso, contm informaes importantes sobre as operaes de perfurao, incluindo dados de broca e coluna, horas perfuradas, etc. Na Petrobras se utiliza o DFP (Dados de Fluido de Perfurao).

5. RESPONSABILIDADE TAREFA Coletar amostra de fluido nos tanques. Realizar testes fsicos e qumicos no fluido conforme procedimentos. Colocar os resduos nos recipientes apropriados para posterior disposio. Devolver para os tanques as amostras que no foram contaminadas por reagentes qumicos perigosos. Limpar e guardar os equipamentos e vidrarias utilizados. Registrar os resultados dos testes. Tcnico de fluidos RESPONSABILIDADE

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6. DESCRIO DO PROCEDIMENTO Coletar uma amostra no flow line ou tanque de suco com volume suficiente para realizar os testes necessrios (normalmente um litro, usando-se o caneco Marsh). Verificar e registrar a temperatura do fluido no ponto de coleta. Para o teste de Fluidos base gua podem ser realizados diariamente os seguintes ensaios, de acordo com o tipo de fluido e as necessidades da Operadora, segundo os procedimentos relacionados: _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE _TESTE DE DE DE DE DE DE DE DE DE DE DE DE DE DE DE DE PESO ESPECIFICO PESO ESPECIFICO COM BALANCA PRESSURIZADA VISCOSIDADE MARSH FILTRADO API pH ALCALINIDADES - FLUIDOS BASE AGUA CLORETOS - FLUIDOS BASE AGUA DUREZA TOTAL, Ca & Mg TEOR DE AREIA - FLUIDOS BASE AGUA MBT REOLOGIA E GEIS RETORTA POTASSIO (K+) POLIMERO CATIONICO LIVRE SULFETOS GARRET GAS TRAIN TEOR DE ESPONJA DE FERRO

6.1. RECOMENDAES O TF deve sempre utilizar todos os EPI recomendveis em suas prticas dirias de laboratrio: Luvas de borracha; culos de proteo contra respingos; mscaras contra poeiras ou contra gases e vapores; macaco, jaleco ou avental impermevel; protetor auricular; botas; etc. Recomenda-se que os testes do fluido no campo sejam realizados trs vezes ao dia, sempre que possvel, de acordo com as operaes realizadas no poo. Coletar a amostra de fluido e realizar os testes. Se os parmetros no estiverem de acordo com as especificaes do programa de fluido para o poo, realizar teste piloto, no laboratrio, para definir os produtos e suas respectivas concentraes para um eficaz tratamento do sistema. Lanar os dados no Relatrio Dirio, juntamente com as demais informaes do poo. Todos os processos e mtodos de teste que gerem gases ou vapores perigosos devero ser realizados em capelas ou reas apropriadas dotadas de exaustor. Reagentes que possam liberar gases ou vapores perigosos devero ser estocados e manuseados em capelas ou reas apropriadas dotadas de exaustor. Todos os reagentes qumicos em uso devero ser mantidos em embalagens adequadas e em boas condies. Devem estar corretamente identificados e rotulados, com informaes que permitam sua fcil identificao, seu grau de periculosidade, datas de fabricao e coleta, alm de seu prazo de validade. Descarte ou encaminhe para disposio final tudo que estiver fora dos padres de qualidade.3

6.2. EFLUENTES E RESDUOS O fluido remanescente aps a realizao dos testes dever ser acondicionado temporariamente em bombonas plsticas e devolvido aos tanques de fluido. No descartar na pia ou sistemas de esgoto. Os resduos e efluentes gerados nos testes de laboratrio devero ser destinados de acordo com sua classificao: Itens inertes ou no perigosos (lixo comum, papis, plsticos, vidros, vasilhames vazios e limpos, etc.) devero ter a destinao segundo os critrios adotados na prpria Unidade (Base, Sonda ou Plataforma); Resduos do fluido e reagentes utilizados em seus testes sero acondicionados temporariamente em bombonas plsticas junto com o fluido remanescente e retornaro aos tanques de fluido, pois no causam interferncia na qualidade do fluido e nem agregam substncias perigosas, por suas baixas concentraes e volumes; Resduos que possam ser enquadrados como perigosos, por conter cromatos, nitratos, hidrocarbonetos, cidos ou bases em elevadas concentraes (tais como reagentes vencidos), devero ser segregados em embalagens adequadas para posterior envio a Unidade Coletora de Resduos para disposio final segundo as normas da Empresa. 6.3. CUIDADOS COM EQUIPAMENTOS Faa regularmente a inspeo visual dos equipamentos e suas partes quanto a suas condies operacionais e integridade. Nunca opere com equipamentos defeituosos ou instalaes precrias que possam comprometer a qualidade e a segurana das operaes. Verifique com freqncia a aferio e a validade da certificao dos equipamentos em uso. Em caso de no-conformidades, providencie a substituio ou programe a recalibrao dos equipamentos ou a substituio dos materiais inadequados. Adote o costume de lavar e secar todas as partes dos aparelhos, equipamentos e vidrarias imediatamente aps cada teste realizado, com especial ateno as peas que devam ser lavadas com gua e detergente, para remover sais e evitar problemas de corroso. Quando for necessrio armazen-los por perodos prolongados sem utilizao recomendamos que as partes passveis de corroso sejam banhadas com um lubrificante aerossol (como White Lub, WD, Free All ou similar) antes de guard-las, para preservao. Todas as partes e gaxetas de borracha devem ser lavadas e secas e acondicionadas em sacos plsticos, sem dobrar para evitar deformao. As vidrarias devem ser protegidas com material de embalagem, como papel, plsticobolha ou espuma sinttica e estocadas adequadamente. Nunca use Oxignio ou gs combustvel como fonte de presso. Normalmente so usados ar comprimido, CO2 ou N2. Caso sejam utilizados cilindros grandes de CO2 ou N2, estes devem ser instalados externamente ao laboratrio e eles devem estar dotados de reguladores de presso adequados a sua presso interna. Suas linhas e/ou mangueiras devem ser adequadas para alta presso at o ponto de alimentao interno dos equipamentos do laboratrio. 7. CONSIDERAES DE SEGURANA, MEIO AMBIENTE E SADE O Tcnico de Fluidos deve sempre usar os EPI's adequados a cada atividade: luvas de borracha, culos de proteo, botas e capacete, mscara para vapores orgnicos ou inorgnicos, a depender da natureza do fluido e dos aditivos.4

Os efluentes das anlises qumicas devem ser acondicionados em recipientes adequados para posterior descarte. Todos os processos e produtos devem ser monitorados e medidos conforme procedimentos de Levantamento de Aspectos e Impactos, a fim de que a sade, segurana e meio ambiente sejam preservadas. Ao executar suas atividades deve sempre privilegiar aes que minimizem a gerao de resduos, tais como efluentes, embalagens, sacos, plsticos, papis, vidros, metais e outros, devendo segreg-los em local adequado, quando da existncia de coleta seletiva, de modo a possibilitar sua reutilizao ou reciclagem. 8. REGISTROS Relatrio Dirio de Fluidos (RDF), Dados de Fluido de Perfurao (DFP) ou outro Relatrio adotado pela Empresa de Fluidos.

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9. TESTE DE PESO ESPECFICO DO FLUIDO DE PERFURAO 9.1. Peso Especfico () Teste padro: API-13B-1 2003 A presso hidrosttica que imposta formao por uma coluna de fluido a qualquer profundidade depende do valor do peso especfico do fluido. Portanto, extremamente importante que sua medio seja executada da maneira mais precisa possvel. O API no estipula o tipo de instrumento requerido para este teste, entretanto reconhece a balana densimtrica como o equipamento mais comumente usado. Ela deve ser capaz de medir um peso especfico com preciso de 0,1 lb/gal. A rigor, a balana densimtrica mede a massa especfica do fluido, mas popularmente usam-se os termos peso especfico () ou densidade. 9.1.1 Equipamento: Balana densimtrica Fann 140, ou similar 9.1.2 Escalas A Balana densimtrica apresenta leituras em 4 escalas: lb/gal; lb/ft; g/cm; e psi/100 ft. 9.1.3 Procedimento 1) Posicionar a base da balana em uma superfcie firme e nivelada (verificar com o indicador de nvel no brao da balana). 2) Anotar a temperatura do fluido. 3) Remover a tampa e encher o copo da balana (previamente limpa e seca) com a amostra de fluido at transbordar. 4) Remover o ar trapeado no fluido e colocar a tampa girando-a levemente at que as bolhas saiam pelo orifcio superior. 5) A balana pode ser considerada cheia quando fluido excedente e sem bolhas sair pelo orifcio superior. 6) Pondo o polegar sobre o orifcio central, lavar o fluido do exterior d