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Prova 2 – Língua Portuguesa e Literaturas em Língua Portuguesa

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  • GABARITO 1

    Prova 2 Lngua Portuguesa e Literaturas em Lngua Portuguesa, Lngua Estrangeira e Redao

    QQQUUUEEESSSTTTEEESSS OOOBBBJJJEEETTTIIIVVVAAASSS

    N.o DE ORDEM: N.o DE INSCRIO: NOME DO CANDIDATO:

    IIINNNSSSTTTRRRUUUEEESSS PPPAAARRRAAA AAA RRREEEAAALLLIIIZZZAAAOOO DDDAAA PPPRRROOOVVVAAA 1. Confira os campos N.o DE ORDEM, N.o DE INSCRIO e NOME, conforme o que consta na etiqueta fixada em sua carteira. 2. Confira se o nmero do gabarito deste caderno corresponde ao constante na etiqueta fixada em sua carteira. Se houver divergncia,

    avise, imediatamente, o fiscal. 3. proibido folhear o caderno de provas antes do sinal, s 9 horas. 4. Aps o sinal, verifique se este caderno contm os textos de apoio para a elaborao da redao, 20 questes objetivas e/ou qualquer

    tipo de defeito. Qualquer problema, avise, imediatamente, o fiscal. 5. Redija a verso definitiva da redao na folha destinada a esse fim. 6. O tempo mnimo de permanncia na sala de 1h e 30min aps o incio da prova. 7. No tempo destinado a esta prova (4 horas), est includo o de preenchimento da Folha de Respostas. 8. Transcreva as respostas deste caderno para a Folha de Respostas. A resposta correta ser a soma dos

    nmeros associados s proposies verdadeiras. Para cada questo, preencha sempre dois alvolos: um na coluna das dezenas e um na coluna das unidades, conforme exemplo ao lado: questo 13, resposta 09 (soma das proposies 01 e 08).

    9. Se desejar, transcreva as respostas deste caderno no Rascunho para Anotao das Respostas constante abaixo e destaque-o, para retir-lo amanh, ao trmino da prova. Caso o seu curso no tenha optado pela realizao da Prova 3 (Conhecimentos Especficos), o Rascunho para Anotao das Respostas dever ser retirado, hoje, nesta sala, no horrio das 13h15min s 13h30min, mediante apresentao do documento de identificao do candidato. Aps esse perodo, no haver devoluo.

    10. Ao trmino da prova, levante o brao e aguarde atendimento. Entregue ao fiscal este caderno, a Folha de Respostas e o Rascunho para Anotao das Respostas.

    Corte na linha pontilhada. ....................................................................................................................... RRRAAASSSCCCUUUNNNHHHOOO PPPAAARRRAAA AAANNNOOOTTTAAAOOO DDDAAASSS RRREEESSSPPPOOOSSSTTTAAASSS

    N.o DE ORDEM: NOME:

    01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

    UEM Comisso Central do Vestibular Unificado

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 2

    REDAO A coletnea de recortes de textos abaixo, retirados de fontes variadas, aborda uma temtica social contempornea. Tendo a coletnea como apoio, redija os gneros textuais solicitados. Quando surgiram, no final da dcada de 1950, as sacolas de plstico eram motivo de orgulho das redes de supermercados e smbolo de status entre as donas-de-casa. Em meio sculo, passaram de smbolo da modernidade a vils do meio ambiente. (Revista da Semana, 15/10/2007. Site: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia) Estima-se que os brasileiros joguem fora, mensalmente, um bilho de sacolinhas distribudas pelo comrcio, principalmente os supermercados cada consumidor descarta mensalmente 66 unidades. (...) no Brasil j se vem comerciantes e consumidores tomarem a iniciativa de substituio da velha sacolinha, politicamente incorreta, e as autoridades comeam a buscar solues para que ela v saindo do nosso dia-a-dia. (Revista ISTO, 17/10/2007, p. 76-77) Grifes brasileiras vo apresentar bolsas de compras reutilizveis em uma Exposio em So Paulo (...) No dia 12 de setembro, a exposio Eu no Sou de Plstico exibir 110 bolsas de compras criadas por estilistas brasileiros (...) Algumas criaram peas a partir de materiais ecologicamente corretos. (...) A idia da Secretaria do Meio Ambiente criar o conceito de que saco de plstico feio, e sacola reutilizvel bonita. (...) Segundo os estudos (...) uma bolsa de lona pode substituir cem saquinhos plsticos. (...) Mas preciso orientar as pessoas. Quem faz compras para o ms inteiro no vai levar um monte de sacolas de pano para o mercado. Ainda ser preciso criar alternativas para as compras do ms, que enchem o porta-malas do carro. Uma opo usar caixas de papelo. (Revista poca, 13/7/2007, p. 96-97) Sacolas retornveis substituindo as de plstico opo em Ponta Grossa e ganha mercado (...) sacolas retornveis, confeccionadas com sacos de rfia de farinha e acar e decoradas com fuxicos e alas de tecidos, opo em Ponta Grossa para os sacos plsticos utilizados em padarias e supermercados. O movimento Ns Podemos Paran em Ponta Grossa lanou uma Campanha para retirar do meio ambiente as sacolas plsticas e ao mesmo tempo gerar renda para famlias carentes (...) O legal desse projeto que reutiliza material e no extrai mais matria-prima virgem. (www.fiepr.org.br/nospodemosparana) Sacolas Reutilizveis As sacolas reutilizveis de longa vida to pouco so a soluo (...) so muito mais grossas e caras (...) Elas tambm no so higinicas, a menos que sejam limpas aps o uso. Apesar de s vezes serem chamadas embalagem para a vida inteira, sua vida til limitada, dependendo do tratamento que recebem do usurio, e acabam por se tornar detritos extremamente resistentes quando descartadas. (Site: www.romaflex.com.br) ASSEMBLIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARAN PROJETO DE LEI N 134/2007 DECRETA: Art. 1. Os supermercados, estabelecimentos congneres e o comrcio em geral ficam obrigados a oferecerem aos seus clientes sacolas ou sacos plsticos de material biodegradvel ou reutilizvel para embalagens dos produtos. (...) (www. crea-pr.org.br/crea2/html/projetos_lei)

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 3

    GNERO TEXTUAL 1

    Redija um resumo, com at 15 linhas, que exponha as idias e as informaes consideradas fundamentais para a compreenso da temtica abordada na coletnea de textos.

    GNERO TEXTUAL 2

    Como leitor, escreva uma carta ao editor de uma revista semanal, com at 15 linhas, expressando sua opinio sobre a temtica abordada na coletnea de textos. Assine a carta com apenas a inicial do seu sobrenome final.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 4

    LNGUA PORTUGUESA

    Texto 1

    De classes e esperanas Clvis Rossi

    5 10 15 20 25 30 35 40

    Talvez nada seja to didtico a respeito do que Elio Gaspari chama de andar de cima e andar de baixo do que o caso dos brasileiros inadmitidos na Espanha. Antes, confesso que acho esse inadmitidos um horror, mas tecnicamente isso: quem nem sequer foi admitido, no pode ser expulso, como seria a palavra mais adequada, tecnicalidades parte.

    Voltemos ao tema central. Todos os dias, brasileiros so inadmitidos ao desembarcarem no aeroporto de Barajas. No ms passado, foram 452, o que d 15,5 por dia, j que houve apenas 29 dias.

    Ningum nunca fala nada (nem ns da mdia, que, de resto, nem ficamos sabendo). Basta, no entanto, que trs universitrios uma no ms passado e dois agora entrem na lista de inadmitidos para que se arme um baita escndalo e se chegue ao ponto do olho por olho/dente por dente, com a inadmisso de espanhis em Salvador.

    Os universitrios, ainda por cima, pertencem cobertura do andar de cima, posto que so uma da USP e os dois outros do Iuperj.

    Nada contra o escndalo. Tenho, no entanto, dvidas sobre a eficcia da represlia adotada. Pode lavar a alma de brasileiros cujos brios patriticos esto flor da pele, mas no vai livrar a cara de brasileiros que chegam a Barajas. Ao contrrio, pode provocar uma escalada de retaliaes.

    O ideal ou o possvel nesse crculo de ferro a poltica espanhola para os pases pobres da frica: tentar ajud-los para evitar que seus habitantes emigrem. At agora, funciona precariamente, verdade. Mas melhor ajud-los no ponto de partida do que barr-los no de chegada.

    No vale para o Brasil, que no pobre, embora tenha inaceitvel quantidade de pobres. O ideal seria que a esperana vencesse mesmo o medo, na vida real e no s no gog de governantes, como demonstra o tamanho da dispora.

    Folha de S. Paulo, sbado, 8 de maro de 2008. A2, Opinio.

    01 Assinale o que for correto quanto ao emprego dos elementos lingsticos no texto 1. 01) Antes (linha 4) e At agora (linha 35)

    expressam tempo. 02) no entanto (linhas 15-16 e 25) e Ao

    contrrio (linhas 29-30) expressam adversida-de.

    04) posto que (linha 23) e j que (linha 12) expressam explicao.

    08) que (linha 4) e que (linha 39) so pronomes relativos.

    16) se (linha 18) e se (linha 19) indeterminam o sujeito dos verbos arme e chegue, respectivamente.

    02 De acordo com o texto 1, a causa do baita escndalo se deve ao fato de 01) a notcia ter repercutido negativamente na

    imprensa brasileira e internacional. 02) um elevado nmero de brasileiros ter sido

    impedido de entrar na Espanha. 04) a imagem do Brasil ter sido comprometida no

    exterior. 08) os brasileiros terem sido ofendidos e

    humilhados pelos espanhis. 16) universitrios de instituies renomadas terem

    sido impedidos de entrar na Espanha.

    03 De acordo com os dois ltimos pargrafos do texto 1, possvel inferir que 01) os brasileiros emigram porque no tm

    esperana no Brasil. 02) os governantes no cumprem as promessas de

    acabar com as desigualdades sociais. 04) a poltica espanhola conseguiu evitar a

    emigrao de povos africanos. 08) a Espanha mais condescendente com a

    imigrao africana do que com a brasileira. 16) o Brasil um pas rico, mas apresenta ndices de

    m distribuio de renda.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 5

    Texto 2

    Espanha 5 10 15

    Os pases europeus tm uma dvida de honra e de sangue com os povos da Amrica Latina. Foram exploradores cruis, principalmente os espanhis, que levaram extino as civilizaes asteca e maia num banho de sangue! Os palcios europeus esto lindamente enfeitados com o nosso ouro, e agora querem nos expulsar como bandidos? Espero que o governo brasileiro refresque a memria desse pas, que necessita urgentemente ler a cartilha dos direitos humanos. Hoje eles precisam mais de ns do que ns deles. Sugesto: vamos taxar pesadamente com impostos as empresas espanholas que ganham muito dinheiro aqui. Melhor que a via diplomtica o prejuzo no bolso.

    Folha de S. Paulo, 9 de maro de 2008. A3, Painel do Leitor.

    Texto 3

    Espanha

    5 10 15 20 25

    Parece-me absurdo o cavalo de batalha que vem sendo construdo sobre um fato corriqueiro. A expulso de brasileiros da Espanha por no apresentarem as mnimas exigncias prtica legal em todos os pases do Espao Schengen. O embaixador brasileiro sabe, ou deveria saber, que no caso dos estudantes bastava ir ao departamento de polcia do aeroporto e dizer que se responsabilizava pela estada deles no pas, e os policiais teriam aceitado deix-los sair do confinamento.

    Tambm verdade que, em toda a Europa, h a tentativa de muitas pessoas tentarem ficar, chegando com visto de turista e se esquecendo de voltar. Para isso basta ver, no Yahoo Respostas, quantas vezes as pessoas perguntam como devem fazer para ficar. A ordem de devolver sete espanhis de Salvador, em retaliao, uma das maiores estupidezes que conheo, pois estou quase absolutamente seguro de que eram turistas, uma vez que Air Europa uma empresa que faz vos regulares de turistas para Salvador e Fortaleza. Assim o governo est fechando uma das portas de ingresso de dinheiro na conta turismo.

    Folha de S. Paulo, 9 de maro de 2008. A3, Painel do Leitor.

    INSTRUO: as questes de 4 a 6 referem-se ao contedo dos textos 1, 2 e 3. 04 Assinale o que for correto quanto ao emprego dos

    elementos lingsticos nos textos. 01) Em ...acho esse inadmitidos... (texto 1, linha

    5), esse aplica-se aos seres que esto mais perto do interlocutor.

    02) Em ... tecnicamente isso:... (texto 1, linha 6), isso refere-se a algo que est na seqncia; portanto, segundo a norma padro, deveria ter sido utilizado o pronome isto.

    04) Em ...a esperana vencesse mesmo o medo... (texto 1, linhas 41-42), o elemento mesmo refora o nome medo.

    08) Em ...refresque a memria desse pas... (texto 2, linha 9), desse remete ao referente Espanha.

    16) Em Para isso basta ver... (texto 3, linha 15), isso apresenta um argumento.

    05 Assinale o que for correto.

    01) O texto 1 justifica a atitude dos espanhis em relao aos imigrantes brasileiros.

    02) O texto 2 defende a idia de retaliao aos pases europeus.

    04) O texto 3 menciona o prejuzo econmico para o Brasil de uma possvel retaliao.

    08) Os textos 1 e 3 condenam a poltica de reciprocidade diplomtica.

    16) Os textos 1 e 2 enaltecem o brio patritico dos brasileiros.

    06 Assinale o que for correto quanto aos argumentos apresentados nos textos 1, 2 e 3. 01) No texto 1, o autor no se posiciona

    favoravelmente em relao ao escndalo dos universitrios.

    02) No texto 2, o autor fundamenta seus argumentos com base na explorao histrica do continente latino-americano.

    04) No texto 3, o autor fundamenta seus argumentos com base na permanncia irregular de brasileiros na Espanha.

    08) Nos textos 2 e 3, os autores mencionam possveis prejuzos econmicos para o Brasil.

    16) No texto 3, o autor critica o embaixador brasileiro por no se responsabilizar pela estada dos estudantes brasileiros na Espanha.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 6

    INSTRUO: a questo 07 refere-se charge abaixo e ao contedo dos textos 1, 2 e 3.

    ESPANHA - AEROPORTO

    Folha de S. Paulo, 8 de maro de 2008. A2, Opinio.

    07 Assinale o que for correto quanto ao que se pode

    inferir. 01) O aeroporto retratado pelo chargista evoca o

    sentimento de desamparo do imigrante brasileiro na Espanha.

    02) O chargista marca a posio do imigrante brasileiro em relao a andar de cima e a andar de baixo (texto 1, linhas 2-3).

    04) O aeroporto situa-se em uma arena de touradas e remete-se expresso banho de sangue (texto 2, linha 5).

    08) A arena representa os espanhis em posio de expectadores das humilhaes e dos constrangimentos do imigrante brasileiro.

    16) A mochila da personagem da charge representa o turista brasileiro se esquecendo de voltar (texto 3, linhas 14-15).

    INSTRUO: a questo 08 refere-se ao anncio abaixo.

    Procura-se moas para dividir aluguel. Quarto individual mobiliado com hbitos higinicos e sem vcios. Apartamentos em frente a Universidade. Tratar pelo fone XXXXX.

    Anncio encontrado nas circunvizinhanas de uma universidade.

    08 Assinale o que for correto quanto ao anncio acima.

    01) Em procura-se moas, no h necessidade de concordncia do verbo com o substantivo, pois moas, nesse contexto, complemento verbal.

    02) Subentende-se que a descrio do quarto oferea condies para o futuro morador evitar vcios e maus hbitos de higiene.

    04) A preposio a de em frente a deveria receber acento indicador de crase, pois introduz uma locuo feminina indicativa de lugar.

    08) H uma contradio entre a oferta de um quarto individual mobiliado e apartamentos, no plural.

    16) O proprietrio do imvel intolerante porque impe restries aos possveis interessados em alugar o quarto.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 7

    INSTRUO: as questes 09 e 10 referem-se tirinha abaixo.

    Folha de S. Paulo, 9 de maro de 2008. Ilustrada E11.

    09 Assinale o que for correto quanto aos elementos

    lingsticos empregados na tirinha. 01) As reticncias evidenciam a dificuldade de o

    paciente se expor. 02) Algum expressa a incerteza do terapeuta

    quanto natureza do rompimento. 04) Sei revela o conhecimento prvio do terapeuta

    sobre o problema do paciente. 08) por qu, nos quadrinhos 1 e 2, est grafado

    com acento porque est em final de frase. 16) isso refere-se, especificamente, aos elementos

    elo, rompimento e ruptura.

    10 Assinale o que for correto quanto ao que se pode inferir do contedo da tirinha. 01) O paciente exclui a me dos seus possveis

    transtornos psicolgicos. 02) A auto-estima do paciente se rompeu devido aos

    seus relacionamentos amorosos. 04) O terapeuta e o paciente tm diferentes pontos

    de vista sobre a imagem materna. 08) O autor no v relao entre me e

    relacionamentos amorosos. 16) O paciente no v relao entre me e

    sentimento de abandono.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 8

    LITERATURAS EM LNGUA PORTUGUESA

    11 Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for

    correto sobre o conto do qual eles foram retirados, sobre sua autora e sobre a tendncia ficcional da poca qual ela pertence.

    Eu amo meu marido. De manh noite. Mal acordo, ofereo-lhe caf. Ele suspira exausto da noite sempre maldormida e comea a barbear-se. Bato-lhe porta trs vezes, antes que o caf esfrie. Ele grunhe com raiva e eu vocifero com aflio. No quero o meu esforo confundido com um lquido frio que ele tragar como me traga duas vezes por semana, especialmente no sbado. Sou grata pelo esforo que faz em amar-me. Empenho-me em agrad-lo, ainda que sem vontade s vezes (...). Sinto ento a boca seca, seca por um cotidiano que confirma o gosto do po comido s vsperas, e que me alimentar amanh tambm. Um po que ele e eu comemos h tantos anos sem reclamar, ungidos pelo amor, atados pela cerimnia de um casamento que nos declarou marido e mulher. Ah, sim, eu amo meu marido. (Nlida Pion. I love my husband. In: O calor das coisas.)

    Observao: esses fragmentos consistem, respectivamente, no primeiro pargrafo e em parte do ltimo pargrafo do conto.

    01) O conto narrado em primeira pessoa pela

    protagonista, uma mulher dividida entre a aceitao dos valores matrimoniais regidos pela ideologia dominante (patriarcal por excelncia) e a transgresso desses valores.

    02) A ambigidade e a ironia emergem como marcas distintivas da linguagem de que se vale a narradora-protagonista para narrar os fatos pertinentes ao modo como se constitui seu relacionamento conjugal. Em vista disso, o/a leitor/a convidado/a a relativizar a afirmativa que d ttulo, abre e fecha o conto.

    04) Tendo em vista o binmio aparncia-essncia, pode-se afirmar que, embora a narradora-protagonista enfatize, inicialmente, questes que conferem a seu casamento um carter de mera conveno social (aparncia), ao final da narrativa, h uma espcie de reverso dessa situao: valores mais autnticos so resgatados e a expresso Eu amo meu marido se despe da conotao de ambigidade e passa a ser

    proferida a partir de seu sentido direto (essncia).

    08) A literatura produzida por Nlida Pion fixada segundo o estilo narrativo conhecido como intimista, uma das diversas vertentes das tendncias contemporneas da literatura, que aponta para o carter introspectivo das personagens. No Brasil, essa tendncia ganhou flego a partir da publicao dos textos de Clarice Lispector e tem sido amplamente explorada por escritores como Lcio Cardoso e Lygia Fagundes Telles.

    16) O estilo intimista adotado por Nlida Pion nas narrativas reunidas em O calor das coisas aproxima-se do estilo desenvolvido por Rubem Fonseca, escritor preocupado em retratar os conflitos do homem nas grandes cidades, enfocando questes sociais, conjugais e polticas, como a misria, a violncia, a angstia e a solido. Trata-se da chamada prosa urbana.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 9

    12 Assinale o que for correto. 01) Nos contos Apenas um saxofone, de Lygia

    Fagundes Telles, e O jardim das oliveiras, de Nlida Pion, as personagens principais evocam seu passado e expem suas dores e seus medos, demonstrando uma relao tensa das personagens com o mundo. Nesses contos, ganham mais relevo a vida emocional das personagens e as sensaes provocadas pelos acontecimentos do que os acontecimentos em si.

    02) No conto O homem que sabia javans, de Lima Barreto, o falso saber e a mentira so o instrumento para o sucesso social e poltico. A personagem principal um pseudo-intelectual que se aproveita da ignorncia alheia para benefcio pessoal. A denncia social presente no texto consiste na constatao de que, no meio poltico e burocrtico, o uso oportunista de um conhecimento raso pode substituir o verdadeiro saber.

    04) A poesia de lvares de Azevedo expressa uma concepo tranqila de amor. A mulher, retratada de forma realista, sempre uma pastora que possibilita o apaziguamento para a tormenta existencial. A viso serena em relao ao amor revela a forte influncia da esttica rcade na produo do poeta.

    08) A produo potica de Joo Cabral de Melo Neto e a de Manuel Bandeira coincidem na temtica voltada para a vida sertaneja. No entanto, Joo Cabral de Melo Neto sempre esperanoso e confiante em relao ao futuro, enquanto Manuel Bandeira pessimista e amargo.

    16) No conto O cobrador, de Rubem Fonseca, bem como no conto Negrinha, de Monteiro Lobato, a violncia est presente na relao entre os indivduos. No texto de Fonseca, o homicdio o ajuste de contas com injustias sociais. No texto de Lobato, a agresso fsica o instrumento de que se vale a patroa para punir pequenas infraes da menina.

    13 Assinale o que for correto sobre Dom Casmurro, de Machado de Assis. 01) O propsito de Bentinho, narrador do romance,

    compor um retrato do passado e reviver fatos da vida conjugal. Trata-se da tentativa de compreender os motivos pelos quais, segundo ele, fora trado por Capitu.

    02) No que diz respeito caracterizao psicolgica das personagens, a obra pertence esttica naturalista. Bentinho e Capitu apresentam freqentes reaes instintivas de forte ndole sexual. No so capazes de sentimentos intensos e duradouros um pelo outro, porque esto centrados nos seus prprios interesses e desejos. Tal como as personagens naturalistas, Bentinho e Capitu pensam um no outro como instrumentos para obteno de fins egostas.

    04) O foco narrativo em primeira pessoa aquele que, em tese, impede o acesso do narrador ao estado mental das personagens. Sendo assim, o narrador, em Dom Casmurro, busca conhecer a psicologia de Capitu, atentando para aquilo que ela demonstra por meio do olhar. As constantes referncias aos olhos dessa personagem (olhos de cigana oblqua e dissimulada, olhos de ressaca) ajudam a compor o seu perfil enigmtico. Segundo o narrador, esses olhos traduzem as intenes secretas e inconfessveis que a herona busca camuflar.

    08) Explica-se a conduta moral de Capitu, ao trair Bentinho, pelo determinismo cientfico que influenciou os escritores realistas. Segundo essa teoria, a herana gentica torna inevitvel o desenvolvimento de determinadas caractersticas fsicas e de certos padres de comportamento. Capitu traiu Bentinho porque descende de pais adlteros, o que condiciona suas aes.

    16) H, na obra, a presena do discurso narrativo e do discurso potico, o que faz do texto uma prosa potica ou poesia em prosa. Isso pode ser comprovado pela presena de rimas, um recurso que, ao lado da estrutura inovadora dos captulos, d obra um sentido de renovao.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 10

    14 Leia o poema a seguir e assinale o que for correto.

    Arte de Amar

    Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.

    A alma que estraga o amor. S em Deus ela pode encontrar satisfao, No noutra alma. S em Deus ou fora do mundo.

    As almas so incomunicveis.

    Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

    Porque os corpos se entendem, mas as almas no.

    (Manuel Bandeira. In: Melhores poemas.) 01) Com versos como os de Arte de amar, Manuel

    Bandeira, embora refletindo as transformaes estticas do Modernismo brasileiro, retoma o caminho trilhado pela poesia parnasiana brasileira, sobretudo no que se refere mtrica clssica e aos conflitos de natureza amorosa, relacionados ao binmio corpo-alma.

    02) Dentre os autores da primeira gerao modernista, Manuel Bandeira produziu poesias que, transcendendo os limites histrico-estticos da poca, retratam temas universais, como o amor caso do poema , a paixo pela vida e a morte.

    04) Uma das inovaes modernistas facilmente identificvel no poema, relacionada proposta de recriao de um novo lirismo, o uso das formas livres, tanto no que se refere mtrica (versos livres), quanto no que tange s rimas (brancas) e, tambm, estrofao (livre).

    08) No poema destacado, Manuel Bandeira pe em discusso um dos mais recorrentes temas da literatura em todos os tempos o amor. Diferentemente de tantas clssicas e complexas definies desse sentimento, edificadas por tantos artistas ao longo da histria literria, o poeta, por meio de uma linguagem simples e direta, retrata-o como um sentimento inatingvel em sua plenitude anmica to sonhada, j que apenas os corpos se entendem, mas as almas so incomunicveis.

    16) A concepo de amor presente no poema de Bandeira negativa, por excelncia, j que o sujeito que ama nunca plenamente amado de corpo e alma ope-se viso de amor comumente veiculada em poemas de Carlos Drummond de Andrade, quase sempre otimista e positiva. o que acontece nesses fragmentos do poema Amar: Esse o nosso destino: amor

    sem conta,/ distribudo pelas coisas prfidas ou nulas,/ doao ilimitada a uma completa ingratido,/ e na concha vazia do amor a procura medrosa,/ paciente, de mais e mais amor.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 11

    15 Leia atentamente o poema abaixo e assinale o que for correto.

    Meu Sonho

    EU

    Cavaleiro das armas escuras, Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sangenta na mo? Por que brilham teus olhos ardentes E gemidos nos lbios frementes Vertem fogo do teu corao?

    Cavaleiro, quem s? o remorso? Do corcel te debruas no dorso... E galopas do vale atravs... Oh! da estrada acordando as poeiras No escutas gritar as caveiras E morder-te o fantasma nos ps?

    Onde vais pelas trevas impuras, Cavaleiro das armas escuras, Macilento qual morto na tumba?... Tu escutas... Na longa montanha Um tropel teu galope acompanha? E um clamor de vingana retumba?

    Cavaleiro, quem s? que mistrio, Quem te fora da morte no imprio Pela noite assombrada a vagar?

    O FANTASMA

    Sou o sonho de tua esperana, Tua febre que nunca descansa, O delrio que te h de matar!...

    (lvares de Azevedo. In: Poesias completas.)

    01) O cenrio do sonho propcio para os desabafos sentimentais do eu lrico. Nele, a presena do cavaleiro e do corcel remete a uma concepo rcade do espao em que se situam.

    02) No ltimo terceto, o Fantasma se define como sonho, febre e delrio, caractersticas que indicam tambm a forte inquietao emocional do Eu. A resposta do Fantasma demonstra a impossibilidade do descanso sereno e aponta os males que levaro o Eu morte.

    04) O cenrio e a ao se configuram como delrio. A viso que o eu lrico tem do cavaleiro se d em um espao sobrenatural, de pesadelo espectral e noturno, envolvendo a morte e um contexto gtico, o que vincula o poema esttica ultra-romntica.

    08) O poema composto por versos de nove slabas e os acentos tnicos recaem, predominantemen-te, nas 3., 6. e 9. slabas. A cadncia rtmica dos versos, ao mesmo tempo em que confere musicalidade ao poema, sugere o deslocamento do corcel.

    16) As trevas impuras por onde galopa o cavaleiro e a espada sangenta que ele traz na mo metaforizam a morte. Do mesmo modo, o Fantasma, tal como descrito e como age, representa a ligao com a morte.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 12

    ESPANHOL

    Texto

    Vivir para contarla

    5

    10

    15

    20

    25

    30

    35

    40

    (...) Un amigo de mi pap a quien nunca conocimos me consigui un empleo de vacaciones en una imprenta cercana a la casa. El sueldo era muy poco ms que nada, y mi nico estmulo fue la idea de aprender el oficio. Sin embargo, no me quedaba un minuto para ver la imprenta, porque el trabajo consista en ordenar lminas litografiadas para que las encuadernaran en otra seccin. Un consuelo fue que mi madre me autoriz para que comprara con mi sueldo el suplemento dominical de La Prensa que tena las tiras cmicas de Tarzn, de Buck Rogers que se llamaba Rogelio el Conquistador y la de Mutt and Jeff que se llamaban Benitn y Eneas . En el ocio de los domingos aprend a dibujarlos de memoria y continuaba por mi cuenta los episodios de la semana. Logr entusiasmar con ellos a algunos adultos de la cuadra y llegu a venderlos hasta por dos centavos.

    El empleo era fatigante y estril, y por mucho que me esmerara, los informes de mis superiores me acusaban de falta de entusiasmo en el trabajo. Debi ser por consideracin a mi familia que me relevaron de la rutina del taller y me nombraron repartidor callejero de lminas de propaganda de un jarabe para la tos recomendado por los ms famosos artistas de cine. Me pareci bien, porque los volantes eran preciosos, con fotos de los actores a todo color y en papel satinado. Sin embargo, desde el principio ca en la cuenta de que repartirlos no era tan fcil como yo pensaba, porque la gente los vea con recelo por ser regalados, y la mayora se crispaba para no recibirlos como si estuvieran electrificados. Los primeros das regres al taller con los sobrantes para que me los completaran. Hasta que me encontr con unos condiscpulos de Aracataca, cuya madre se escandaliz de verme en aquel oficio que le pareci de mendigos. Me rega casi a gritos por andar en la calle con unas sandalias de trapo que mi madre me haba comprado para no gastar los botines de pontifical. (...)

    GARCA MRQUEZ, Gabriel. Vivir para Contarla. Buenos Aires: Editorial Sudamericana, 2002, p. 172-173.

    16 Sobre o trabalho que o narrador-personagem obteve, graas a um contato do seu pai, assinale o que for correto. 01) Era em uma grfica, perto de sua casa. 02) Significou para ele uma experincia muito

    valiosa e, tambm, uma boa contribuio econmica para a famlia.

    04) Permitiu-lhe adquirir, semanalmente, um suplemento no qual lia histrias de Tarzn, de Rogelio el Conquistador e de Benitn y Eneas.

    08) Provocou, desde o comeo, uma rejeio nele, pois no lhe sobrava tempo algum para distrair-se.

    16) Deixou-o tremendamente entusiasmado s nos primeiros dias e, posteriormente, desmotivou-o, devido monotonia do trabalho.

    17 Tomando como referncia o segundo pargrafo do texto, identifique o que for correto. 01) Nomearam ao narrador distribuidor de

    propagandas, e isso lhe proporcionou a oportunidade de conhecer alguns artistas famosos.

    02) As palavras consideracin (linha 23) e regres (linha 35) so acentuadas por serem agudas terminadas em n e em vogal, respectivamente.

    04) O narrador se deu conta de que no era fcil distribuir as propagandas, porm conseguia alcanar a meta diria, pois a maioria das pessoas recebia os papis de bom grado.

    08) No fragmento ... regres al taller con los sobrantes para que me los completaran. (linhas 35-36), a partcula sublinhada se refere ao termo das (linha 35).

    16) A me do narrador ficou abismada ao v-lo com sandlias, pois tinha comprado botas novas para que ele fosse ao trabalho.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 13

    18 Sobre o fragmento do texto Logr entusiasmar con ellos a algunos adultos de la cuadra y llegu a venderlos hasta por dos centavos. (linhas 17-19) e considerando aspectos lexicais e sintticos da lngua espanhola, correto afirmar que 01) os verbos logr (linha 17) e llegu (linha

    18) so do pretrito indefinido, modo indicativo, primeira pessoa do singular.

    02) a partcula los, de venderlos (linha 18), desempenha, nesse enunciado, a funo de artigo e est determinando o substantivo adultos (linha 18).

    04) a palavra cuadra (linha 18) pode ser traduzida em portugus pela palavra vizinhana.

    08) a palavra ellos (linha 17) refere-se a uma criao artstica do narrador.

    16) a preposio hasta (linha 18) indica que o preo mximo o qual o narrador conseguia pelo seu produto era dois centavos.

    19 De acordo com o texto, o narrador-personagem 01) desenhava personagens de tiras cmicas e criava

    textos para seus desenhos, material que depois vendia a La Prensa, para o suplemento dominical.

    02) foi removido de sua primeira funo no emprego, para outro cargo que lhe agradou mais.

    04) teve uma grande decepo quando seus patres o acusaram de negligncia no trabalho.

    08) gostava muito de ir ao cinema para admirar os artistas mais famosos.

    16) encontrou-se, na rua, com umas pessoas conhecidas de Aracataca, enquanto trabalhava.

    INSTRUO: a questo 20 refere-se tirinha abaixo.

    Disponvel em .

    20 Segundo a tira de Mafalda, assinale o que for correto.

    01) A pergunta que a menina faz para sua me denota expectativa e curiosidade. 02) Quando a me respondeu sopa, a menina descarregou toda sua ira por meio de uma reao violenta. 04) A resposta de Mafalda no se dicen malas palabras en la mesa deixa em evidncia que ela no gosta de sopa. 08) A me respondeu sopa no es mala palabra, pois ela adora as comidas que faz. 16) Quando a menina responde tampoco se dicen mentiras en la mesa, est reafirmando sua averso comida que

    a me preparou.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 14

    FRANCS

    Texto

    Un conglateur du monde vgtal en Arctique

    5 10 15 20 25

    30 35 40 45

    Une rserve mondiale regroupant 4,5 millions dchantillons vgtaux prservs dans un bunker a t inaugure au Nord de la Norvge.

    Dans les scnarios les plus catastrophiques, si

    la plante devait connatre lan 0 de lre vgtale, elle aurait dsormais de quoi reproduire son actuelle biodiversit. Grce lArche de No verte, abritant des graines des principales cultures vivrires, et inaugure mardi en plein coeur de lArctique.

    Ce grenier, vritable cocon pour la diversit vgtale menace par les catastrophes naturelles, les guerres et le changement climatique, a t enfouie dans une montagne de Longyearbyen, chef-lieu de larchipel norvgien du Svalbard, 1.000 km du ple Nord. Le projet a t financ par la Norvge pour un montant de 6 millions deuros.

    4,5 millions de semences vont y tre terme stockes une temprature de moins 18C. Plus concrtement, le bunker se compose dun long tunnel qui dbouche sur trois grandes alcves. Les graines y reposeront dans des sachets hermtiques aligns sur des tagres mtalliques. Si une varit de culture vient disparatre, les Etats et institutions pourront rcuprer les graines quils ont dposes et dont ils demeurent propritaires.

    Un important dispositif de scurit

    Cest un jardin dEden glac, a affirm le prsident de la Commission europenne, Jos Manuel Barroso, lors de la crmonie dinauguration. Le monde est un endroit plus sr aujourdhui, a assur le pre du projet, Cary Fowler, directeur du Fonds mondial pour la diversit des cultures (GCDT) tandis que la militante cologiste knyane Wangari Maathai et le premier ministre norvgien Jens Stoltenberg ont dpos symboliquement des graines de riz dans une des chambres froides.

    Tout a t prvu pour que cette banque de la biodiversit soit labri des mes mal attentionnes. Protge par des tonnes de roc, des portes blindes et des parois en bton arm, elle peut rsister une chute davion ou un missile nuclaire. Camras de tlsurveillance et ours polaires compltent le dispositif. Et si les systmes de rfrigration deviennent dfaillants, la nature prendra le relais : larchipel est recouvert dun permafrost, des sols gels, qui garantit lArche

    50

    suffisamment de fracheur pour les annes venir.

    Disponvel em . Acesso em 19/3/2008. 16 No trecho ...elle aurait dsormais de quoi

    reproduire son actuelle biodiversit. (linhas 7-8), a palavra sublinhada pode ser substituda, sem alterao de sentido, por 01) partir du moment actuel. 02) dornavant. 04) lavenir. 08) partir du moment prsent. 16) malgr.

    17 No quinto pargrafo do texto, a expresso mal

    attentionnes (linhas 41-42) pode ser traduzida, sem alterao de sentido, por 01) mal-intencionadas. 02) desprecavidas. 04) maldirecionadas. 08) desprevenidas. 16) mal-educadas.

    18 De acordo com os trs primeiros pargrafos do texto,

    assinale o que for correto. 01) O ano 0 da era vegetal est muito prximo. 02) A Arca de No verde um instrumento de

    preservao da biodiversidade. 04) A Noruega vendeu 1.000 km do plo Norte. 08) Um depsito de gros foi inaugurado em uma

    tera-feira, no rtico. 16) Os gros depositados no possuem

    proprietrios.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 15

    19 Sabe-se que o pronome y em francs indica algo expresso anteriormente. No trecho 4,5 millions de semences vont y tre terme stockes une temprature de moins 18C. (linhas 19-20), y refere-se a 01) grenier (linha 12). 02) montagne (linha 15). 04) archipel (linha 16). 08) ple Nord (linha 17). 16) Norvge (linha 18).

    20 De acordo com o quarto e o quinto pargrafos,

    assinale o que for correto. 01) Os ecologistas manifestaram-se contrrios

    Arca de No verde. 02) Gros de soja foram depositados

    simbolicamente na Arca de No verde durante a cerimnia de inaugurao.

    04) Para Cary Fowler, o congelamento de gros sinnimo de segurana.

    08) Existe o risco de a Arca de No verde ser invadida por ursos polares.

    16) Os sistemas de refrigerao da Arca de No verde so passveis de falhas.

    INGLS

    Texto

    Technology and the death of handwriting

    5 10 15 20 25 30 35 40

    The art of handwriting is being threatened by the rise of the machine, research suggests.

    One in three children struggle with their

    handwriting and almost one in five slip into text message language when they do put pen to paper, according to a recent survey. Meanwhile, one in five parents surveyed for My Child magazines Write a Letter Week said they last penned a letter more than a year ago. If the figures are representative, this apparent demise of handwriting could have serious implications for educational achievement.

    Currently, four out of 10 boys and 25% of girls, aged 11, fail to meet the required standards for writing in their national tests. Although only 3% of the marks in this test are awarded for good writing and spelling skills, experts argue the childs ability to write and the quality of their text is inextricably linked.

    Professor Rhona Stainthorp, who is conducting research into childrens writing abilities, says there is growing evidence those who write faster and more legibly get better marks.

    It is hardly surprising that many children growing up in an age where instant messages have replaced handwritten notes to friends, will struggle when they take up a pen.

    It is not just childrens over-reliance on computers and mobile phones for communication that is the problem, it is the way technology encroaches on leisure time too. Chairman of the National Handwriting Association Angela Webb says children generally have far less physical play these days. Instead of going outside and doing handstands against the wall, they are playing computer games inside, she says.

    This has an impact because while they were playing outside they were also fine-tuning the physical skills needed for writing. But these days they are more likely to be wearing their thumbs out on games consoles.

    Excerto do texto disponvel em . Acesso em 17/3/2008.

  • GABARITO 1 UEM/CVU Vestibular de Inverno/2008 Prova 2 16

    16 Choose the alternative(s) in which the information about the verb forms is correct. 01) The art of handwriting is being threatened by

    the rise of the machine... (lines 1-2) is in the passive form.

    02) do, in ...when they do put pen to paper... (line 5), is used to give emphasis to the main verb.

    04) will, in ...many children...will struggle when they take up a pen. (lines 24-27), is used to express uncertainty.

    08) The ing form, in Instead of going outside and doing handstands... (lines 34-35), is used because the actions are happening at the moment.

    16) In the extract ...while they were playing outside they were also fine-tuning the physical skills... (lines 37-39), the underlined verbs refer to activities that were in progress in the past.

    17 Assinale o que for correto quanto ao que se afirma a

    respeito dos vocbulos retirados do texto. 01) penned (linha 8) pode ser traduzido como

    digitaram. 02) their (linha 15) refere-se a required

    standards (linha 14). 04) skills (linha 17) e abilities (linha 22) tm

    significados semelhantes. 08) leisure time (linha 31) refere-se ao tempo em

    que uma pessoa no est estudando ou trabalhando, mas relaxando.

    16) Instead (linha 34) poderia ser usado com a preposio on sem alterao de sentido.

    18 Choose the alternative(s) whose idea(s) best

    describe(s) what the text is about. 01) The fast development of technology. 02) How children choose to play outdoors. 04) The lack of handwriting skills. 08) The influence of parents who have not written a

    letter for more than a year. 16) The difficulty some children have in writing by

    hand.

    19 De acordo com o texto, pode-se afirmar que as crianas de 11 anos pesquisadas 01) so incapazes de escrever uma carta. 02) tm dificuldade de expressar-se textualmente. 04) sofrem o efeito da tecnologia em suas atividades

    fsicas. 08) trocam brincadeiras tradicionais por jogos

    virtuais. 16) usam apenas o computador e o celular para a

    comunicao.

    20 Pelas informaes contidas no texto, correto

    afirmar que 01) a inabilidade de escrever mo influencia

    negativamente na aprendizagem. 02) as crianas utilizam as mensagens virtuais para

    escrever bem. 04) a letra legvel e a rapidez na escrita esto

    diretamente relacionadas a boas notas. 08) certas brincadeiras auxiliam no

    desenvolvimento da habilidade de escrever. 16) o fim da escrita mo poderia afetar o progresso

    escolar das crianas.