Click here to load reader

Um mercado atraente

  • View
    222

  • Download
    4

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Complemento da revista EXAME PME

Text of Um mercado atraente

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1PB

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    32

    Embora os dados utilizados neste trabalho tenham sido coletados pelo Con-srcio GEM, suas anlises e interpretaes so de responsabilidade exclusiva dos autores.

    A permisso para reproduzir sees do GEM 2010 Global Executive Report, que compem este relatrio, foi gentilmente cedida pelos detentores dos di-reitos autorais. O GEM um consrcio internacional e este relatrio foi pro-duzido a partir de dados provenientes de 59 pases no ciclo 2010 da pesquisa. Nosso agradecimento especial aos autores, pesquisadores, organismos finan-ciadores e outros colaboradores que fizeram com que isso fosse possvel.

    Depsito legal junto Biblioteca Nacional,

    conforme Lei n. 10.994, de 14 de dezembro de 2004

    Dados Internacionais de Catalogao-na-Publicao (CIP)

    E55 Empreendedorismo no Brasil: 2010 / Simara Maria de Souza Silveira Greco et al. Curitiba : IBQP, 2010.

    286 p.ISBN: 978-85-87466-14-5

    1. Empreendedorismo Brasil. I. Greco, Simara Maria de Souza Silveira. II. Fried-

    laender Junior, Romeu Herbert. III. Duarte, Eliane Cordeiro de Vasconcellos Garcia. IV. Rissete, Csar Reinaldo. V. Felix, Jlio Csar. VI. Macedo, Mariano de Matos. VII. Pala-dino, Gina. VIII. Ttulo

    CDD (20.ed) 658.42CDU (2.ed.) 65.012.4 (81)

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    32

    COORDENAO INTERNACIONAL DO GEMBabson CollegeUniversidad Del DesarrolloGlobal Entrepreneurship Research Association (GERA)

    PROJETO GEM BRASIL

    INSTITUIO EXECUTORA:

    Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP)Eduardo Camargo Righi Diretor PresidenteMaurcio Fernando Cunha Smijtink Diretor Executivo

    INSTITUIES PARCEIRAS:

    Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE)Roberto Simes Presidente do Conselho Deliberativo NacionalLuiz Eduardo Pereira Barretto Filho Diretor PresidenteCarlos Alberto dos Santos Diretor TcnicoJos Claudio dos Santos Diretor de Administrao e FinanasEnio Duarte Pinto Gerente da Unidade de Atendimento IndividualMaria Del Carmen Martin y Tom Stepanenko Coordenadora de Parcerias

    Servio Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/PR)Rodrigo Costa da Rocha Loures Presidente do Conselho Regional SENAI/PRJoo Barreto Lopes Diretor Regional

    Servio Social da Indstria (SESI/PR)Rodrigo Costa da Rocha Loures Diretor Regional SESI/PRJos Antonio Fares Diretor Superintendente

    Universidade Federal do Paran (UFPR)Zaki Akel Sobrinho ReitorSergio Scheer Pr-reitor de Pesquisa e Ps-graduao

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    54

    EQUIPE TCNICA

    Coordenao Simara Maria de Souza Silveira GrecoRomeu Herbert Friedlaender JuniorMario Tamada Neto

    Pesquisadores e analistasSimara Maria de Souza Silveira GrecoRomeu Herbert Friedlaender JuniorPaulo Alberto Bastos JuniorMario Tamada NetoJoana Paula MachadoEliane Cordeiro de Vasconcellos Garcia DuarteCleonice Bastos PompermayerCsar Reinaldo RisseteAriane Marcela Crtes

    Autores de Tpicos EspeciaisGina PaladinoJlio Csar FelixMariano de Matos Macedo

    RevisoVanderlei Moroz Jlio Csar FelixEliane Cordeiro de Vasconcellos Garcia Duarte

    Pesquisa de Campo com Populao AdultaBonilha Comunicao e Marketing S/C Ltda.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    54

    Pesquisa de Campo com Especialistas Nacionais em Empreende-dorismo

    EntrevistadoresSimara Maria de Souza Silveira GrecoEvnio do Nascimento FelippeRomeu Herbert Friedlaender JuniorAriane Marcela CrtesPaulo Alberto Bastos Junior

    Pesquisa de Campo com Especialistas Nacionais em Empreende-dorismo Entrevistados

    Adelmir Santana

    Senador da RepblicaPresidente do Conselho Deliberativo Nacional do SebraePresidente da Fecomrcio/DF, Sesc/DF e Senac/DF

    Afonso CozziNcleo de EmpreendedorismoProfessor e CoordenadorFundao Dom Cabral

    Alceni Guerra Deputado FederalCmara dos Deputados Braslia

    Alexsandro Vanin

    Jornalista, Universidade Federal de Santa CatarinaEditor-executivoRevista Empreendedor / Editora Empreende-dor

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    76

    Aline Regina Santos

    Doutorado, Universidade Federal de Santa Catarina, FlorianpolisCoordenadora do Ncleo de Pesquisa e Prtica em AdministraoComplexo de Ensino Superior de Santa Cata-rina - CESUSC

    Antonio Tadeu Pagliuso

    MBA, Fundao Getlio Vargas e University of California, IrvineScio DiretorHOLUS Gesto Empresarial e Educacional Ltda.

    Carla BottinoDoutora em Psicologia Clnica pela PUC-Rio.Psicloga, terapeuta de famlia.Professora na PUC-Rio .

    Claudio Ferreira da Silva

    Msc. em Cincia PolticaEspecialista em Cooperao IndustrialAgncia Brasileira de Desenvolvimento Indus-trial (ABDI)

    Claudio Marlus Skora

    Mestre, Universidade Federal do ParanDiretor GeralFaculdade de Cincias Sociais de Florianpo-lis - FCSF/CESUSC

    Enio Duarte PintoGerenteUnidade de Atendimento IndividualSEBRAE Nacional

    Gilson Fonseca

    PhD,Consultor de Tecnologia e NegciosGerencia de Tecnologia Industrial SENAISistema Federao das Industrias do Estado do Paran

    Gircilene Gilca de Castro

    Bacharel, Universidade Helio Alonso - Rio de Janeiro, RJPresidenteGSA Solues em Alimentao Ltda.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    76

    Glucia Maria Vasconcelos Vale

    Doutora, UFLAMembro, Programa de Ps Graduao em Administrao/ PUC Minas e Fundao Dom Cabral

    Gustavo Rabelo Executivo de Relaes GovernamentaisIBM

    Hazime Sato

    Engenheiro, Escola Politcnica da Universi-dade de So Paulo - BrasilConsultant and Councillor - IMT Instituto Mau de Tecnologia - So Paulo, Brasil.

    Hong Yuh ChingProf Dr Hong Yuh ChingCoordenador do Curso de Administrao do Centro Universitrio da FEI

    Joo Marcos Varella Psiclogo, PUCSPConsultor de EmpreendedorismoFundamenta Psicologia Ltda

    Joo Paulo Garcia LealMestre em Economia, UNICAMP.Scio da EDAP - Edgard Pereira & Associa-dos.

    Jos Humberto Mauricio de Lira

    MBA - IBMEC CURITIBACOORDENADOR-PNMPO/MTEPrograma Nacioanl de Microcrdito Produtivo OrientadoMinistrio do Trabalho e Emprego

    Karl Heinz Klauser DiretorImpacta Tecnologia

    Leandro Carioni

    Marketing Certificate UC BerkeleyCEO Entrepreneurship Innovation CenterCERTI Foundation

    Luiz Carlos FlorianiPresidenteAMCRED/SC Assoc. Orgs.de Microcdito de SC

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    98

    Luiz Fernando GarciaAdministrador de empresasFundador da Body Plus e da Render Capaci-tao

    Marcus RizzoFranchising Specialist Rizzo Franchise Venture CapitalEconomista

    Maria Luisa Campos Macha-do Leal

    Diretora da Agencia Brasileira de Desenvolvi-mento Industrial.

    Maure Roder PessanhaDiretora do Centro de Formaes em Neg-cios SociaisArtemisia Brasil

    Newton Pereira

    Innovation Management Expert, Unicamp, So PauloTechnology & Innovation Management Direc-torSiemens Brazil

    Paola Tucunduva

    Administrao de Empresa, EAESP-Fundao Getulio Vargas, SPDiretora da Evolution TrainingApresentadora do Programa Alma do Negcio

    Regina Maria Joppert LopesMBA, ISAE/FGV, CuritibaCoordenadoraCentro de Inovao Empresarial Brasil

    Renata AlvesJornalista, UNESP, So PauloCEOGrupo GF de Comunicao

    Rodrigo Telles Diretor GeralEndeavor Brasil

    Rommel BarionPresidenteBarion Indstria e Comrcio de Alimentos S.AColombo/PR - Brasil

    Ronaldo DuschenesArquiteto e DesignerPresidente do Conselho AdministrativoFlexiv, Mveis para Escritrio

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    98

    Rose Mary Almeida Lopes

    DRA, Universidade de So Paulo, So Paulo Professsora ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing FAAP - Fundao Armando lvares Penteado

    Sergio LozinskyConsultor em gesto de negcios e tecnologia, autor do livro Implementando Empreende-dorismo na sua Empresa

    Vanessa Ishikawa RasotoAdministradora, Mestre em Administrao e Doutora em Engenharia de ProduoDiretora da Agncia de Inovao da UTFPR

    EditoraoFabiane Solarewicz de LimaMario Tamada Neto

    CapaFabiane Solarewicz de LimaGabrielle Velloso PortesIsabelle Velloso Portes

    Grfica Universidade Federal do Paran - UFPR

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1110

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1110

    Sumrio

    Lista de Quadros: 13Lista de Figuras 18Agradecimentos 21Apresentao 23Prefcio 25Introduo 271- ATIVIDADE EMPREENDEDORA 311.1 Principais taxas em 2010: Brasil e demais pases participantes 341.1.2 Oportunidade e necessidade 391.1.3 Consideraes finais sobre as taxas e caractersticas dos grupos de pases 43

    1.2 Principais taxas e evoluo segundo caractersticas demogrficas 451.2.1 Gnero 451.2.2 Faixa etria 491.2.3 Escolaridade 531.2.4 Renda familiar 581.2.5 Fontes de recursos 601.3 Principais taxas segundo setores de atividades dos empreendimen-tos 63

    1.3.1 Situao global 631.3.2 Situao do Brasil 66Tpico especial: UMA QUESTO DE GNERO 762- ATITUDES EMPREENDEDORAS 852.1 Oportunidades e capacidades percebidas 882.2 Medo do fracasso 922.3 Percepes sobre o empreendedorismo 962.4 Inteno Empreendedora 1013- ASPIRAES EMPREENDEDORAS 105

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1312

    3.1 Gerao de empregos 1073.2 Inovao, Novidade do Produto &Concorrncia 1143.2.1 Novidade do Produto 1163.2.2 Concorrncia 1203.2.3 Novidade do Produto e Concorrncia 1243.3 Tecnologia 1283.4 Orientao internacional 1333.5 Anlise Final 1364 - CONDIES PARA EMPREENDER NO BRASIL 1394.1. Evoluo das Condies de Empreender no perodo 2002 a 2010 1424.2 Fatores limitantes 1484.3. Fatores favorveis 1664.4 Recomendaes 178Tpico Especial: O papel das incubadoras na atividade empreendedora de negcios sociais 187

    5 - AMBIENTE ECONMICO E EMPREENDEDORISMO 193REFERNCIAS 205APNDICE 1 - Aspectos metodolgicos e procedimentos operacionais 2131.1Introduo 2131.2 O objetivo do GEM 2141.3 A definio de empreendedorismo adotada pelo GEM 2151.4 Pblico alvo 2161.5 O modelo GEM 2171.6 Procedimentos operacionais da coleta de dados no pas 225APNDICE 2 - Principais dados, taxas e estimativas 234APNDICE 3 - Equipe e patrocinadores do GEM 2010 nos pases 267

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1312

    Lista de QuadrosQuadro 1.1 Taxas mdias TEA, empreendedores de negcios nas-centes e empreendedores de negcios novos, segundo o nvel de desen-volvimento econmico Grupo de pases 2010 Taxas (%)

    35

    Quadro 1.2 Empreendedores iniciais e nascentes, segundo razo entre oportunidade e necessidade Brasil 2002:2010 41

    Quadro 1.3 Empreendedores iniciais segundo necessidade, oportu-nidade e razo entre oportunidade e necessidade Grupo de pases 2010 - Taxas (%)

    42

    Quadro 1.4 Empreendedores iniciais segundo gnero Brasil 2002:2010 Proporo (%) 48

    Quadro 1.5 Empreendedores iniciais segundo faixa etria Brasil 2002:2010 Taxas (%) 51

    Quadro 1.6 Empreendedores iniciais por motivao segundo faixa etria e razo oportunidade/necessidade Brasil 2010 Taxas (%) 53

    Quadro 1.7 Equivalncia de nveis de escolaridade do GEM para o sistema educacional brasileiro 54

    Quadro 1.8 Empreendedores iniciais segundo nveis de educao Grupo de pases 2010 Taxas (%) 55

    Quadro 1.9 Empreendedores iniciais segundo escolaridade Brasil - 2002:2010 Proporo (%) 56

    Quadro 1.10 Empreendedores iniciais segundo escolaridade Brasil 2002:2010 Taxas (%) 57

    Quadro 1.11 Empreendedores iniciais segundo motivao e escolari-dade Brasil 2010 Taxas (%) 58

    Quadro 1.12 Empreendedores iniciais segundo renda Grupo de pases 2010 Taxas (%) 59

    Quadro 1.13 Empreendedores iniciais segundo motivao e renda Brasil 2010 Taxas (%) 59

    Quadro 1.14 Quantidade de recursos totais necessrios para iniciar um novo negcio e de recursos prprios para iniciar um novo negcio Brasil 2002:2010 Proporo (%)

    61

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1514

    Quadro 1.15 Relao investidor/empreendedor Brasil 2002:2010 Proporo (%) 62

    Quadro 1.16 Empreendedores iniciais e CNAE segundo motivao e estgio Brasil 2010 Proporo (%) 70

    Quadro 1.17 Empreendedores iniciais e CNAE segundo gnero Brasil 2010 71

    Quadro 1.18 Empreendedores iniciais e CNAE segundo escolaridade e faixa etria Brasil 2010 73

    Quadro 2.1 Percepo de oportunidades e capacidades empreendedo-ras segundo grupo de pases 2010 90

    Quadro 2.2 Percepo de oportunidades e capacidades empreendedo-ras Brasil 2010 90

    Quadro 2.3 Medo do fracasso segundo grupo de pases 93Quadro 2.4 Medo do fracasso - Brasil 2010 94Quadro 2.5 Percepes sobre o empreendedorismo segundo grupo de pases 2010 98

    Quadro 2.6 Percepes sobre o empreendedorismo Brasil 2010 98Quadro 2.7 Inteno empreendedora segundo grupos de pases 2010 102

    Quadro 2.8 Inteno empreendedora Brasil 2010 102Quadro 3.1 Expectativa de criao de 10 ou mais empregos pelos empreendedores iniciais segundo grupo de pases 2010 109

    Quadro 3.2 Expectativa de criao de 10 (dez) ou mais empregos nos prximos 5 (cinco) anos pelos empreendedores iniciais Brasil 2010 110

    Quadro 3.3 Expectativa de criao de empregos pelos empreende-dores iniciais Brasil 2010 111

    Quadro 3.4 Expectativa de criao de pelo menos 6 empregos pelos empreendedores iniciais segundo nvel de escolaridade Brasil 2010 112

    Quadro 3.5 Expectativa de criao de empregos pelos empreende-dores iniciais segundo motivao Brasil 2010 113

    Quadro 3.6 Novidade do produto ou servio Grupo de pases 2010 116

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1514

    Quadro 3.7 Novidade do produto ou servio Brasil 2010 117Quadro 3.8 Empreendedores iniciais segundo conhecimento do produto ou servio Brasil 2010 117

    Quadro 3.9 Conhecimento do produto ou servio dos empreende-dores iniciais segundo grau de escolaridade Brasil 2010 118

    Quadro 3.10 - Nvel da concorrncia dos empreendedores iniciais Grupo de pases 2010 120

    Quadro 3.11 Nvel da concorrncia dos empreendedores iniciais Brasil 2010 121

    Quadro 3.12 Nvel da concorrncia dos empreendedores iniciais Brasil 2010 Proporo (%) 122

    Quadro 3.13 Nvel da concorrncia dos empreendedores iniciais segundo grau de escolaridade Brasil 2010 Proporo (%) 122

    Quadro 3.14 Inovao na atividade empreendedora em estgio inicial Grupo de pases 2008:2010 125

    Quadro 3.15 Tecnologia disponvel por menos de um ano utilizada pelos empreendedores iniciais Grupo de pases 2010 129

    Quadro 3.16 Tecnologia disponvel por menos de um ano utilizada pelos empreendedores iniciais Brasil 2010 130

    Quadro 3.17 - Idade da tecnologia utilizada pelos empreendedores iniciais Brasil 2010 130

    Quadro 3.18 - Tecnologia disponvel por menos de um ano ou at cinco anos, utilizada pelos empreendedores iniciais segundo grau de escolari-dade Brasil 2010

    131

    Quadro 3.19 Orientao internacional dos produtos ou servios dos empreendedores iniciais (pelo menos 1%) Grupo de pases 2010 134

    Quadro 3.20 Orientao internacional dos produtos ou servios dos empreendedores iniciais (pelo menos 1%) Brasil 2010 135

    Quadro 3.21 Orientao internacional dos produtos ou servios dos empreendedores iniciais Brasil 2010 136

    Quadro 4.1 Fatores limitantes ao empreendedorismo mais citados pelos especialistas Brasil 2010 145

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1716

    Quadro 4.2 Fatores limitantes ao empreendedorismo mais citados pelos especialistas 2002 a 2010 perguntas abertas 149

    Quadro 4.3 Resultados do questionrio com especialistas com per-guntas estruturadas sobre Polticas Governamentais 2000 a 2010 152

    Quadro 4.4 Resultados do questionrio com especialistas com per-guntas estruturadas sobre Apoio Financeiro 2000 a 2010 158

    Quadro 4.5 Resultados do questionrio com especialistas com per-guntas estruturadas sobre Educao e Capacitao Brasil 2000 a 2010

    163

    Quadro 4.6 Fatores favorveis ao empreendedorismo mais citados pelos especialistas Brasil 2002 a 2010 166

    Quadro 4.7 Resultados do questionrio com especialistas com per-guntas estruturadas sobre normas Culturais 2000 a 2010 168

    Quadro 4.8 Resultados do questionrio com especialistas com per-guntas estruturadas sobre oportunidades para novos negcios Brasil 2000 a 2010

    172

    Quadro 4.9 Resultados do questionrio com especialistas com per-guntas estruturadas sobre acesso ao mercado Brasil 2000 a 2010 173

    Quadro 4.10 Recomendaes mais citadas pelos especialistas Brasil 2002 a 2010 178

    Quadro 5.1 - Taxa de Crescimento Real do Produto Interno Bruto em pases selecionados, segundo projees do Fundo Monetrio Internac-ional

    197

    Quadro A1.1 Glossrio de terminologias e principais medidas do GEM 221

    Quadro A1.2 Descrio das condies que afetam o empreendedoris-mo (EFCs) - GEM 223

    Quadro A1.3 Pases participantes da pesquisa de 2001 a 2010 226Quadro A1.4 Resumo do plano amostral da pesquisa com populao adulta GEM Brasil 2010 230

    Quadro A1.5 Principais diferenas entre os dados da pesquisa com populao adulta do GEM e os dados de registros formais de negcios 233

    Quadro A2.1 - Populao segundo gnero - Pases GEM 2010 234

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1716

    Quadro A2.2 - Empreendedores iniciais segundo estgio da economia e do empreendimento - Pases GEM 2010 236

    Quadro A2.3 - Empreendedores iniciais segundo estgio da economia e motivao - Pases GEM 2010 239

    Quadro A2.4 - Empreendedores iniciais segundo estgio da economia e gnero - Pases GEM 2010 242

    Quadro A2.5 - Empreendedores iniciais segundo estgio da economia e idade - Pases GEM 2010 245

    Quadro A2.6 - Empreendedores iniciais segundo estgio da economia e grau de escolaridade - Pases GEM 2010 248

    Quadro A2.7 - Empreendedores iniciais segundo estgio da economia e renda - Pases GEM 2010 251

    Quadro A2.8 - Caractersticas dos empreendedores iniciais segundo estgio - Brasil 2010 254

    Quadro A2.9 - Caracteristicas dos empreendedores iniciais segundo motivao - Brasil 2010 255

    Quadro A2.10 - Caractersticas dos empreendimentos segundo estgio - Brasil 2010 256

    Quadro A2.11 - Caractersticas dos empreendimentos segundo moti-vao - Brasil 2010 257

    Quadro A2.12 - Estimativa de empreendedores segundo estgio - Pases GEM 2010 259

    Quadro A2.13 - Estimativa de empreendedores segundo motivao - Pases GEM - 2010 261

    Quadro A2.14 - Estimativa de empreendedores segundo gnero - Pases GEM - 2010 264

    Quadro A3.1 Equipes e patrocinadores do GEM 2010 nos pases 267

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1918

    Lista de Figuras

    Figura 1.1 Evoluo da taxa de empreendedores iniciais (TEA) - Brasil - 2002: 2010 36

    Figura 1.2 - Evoluo da taxa de empreendedores novos - Brasil - 2002: 2010 38

    Figura 1.3 Evoluo da taxa de empreendedores nascentes - Brasil - 2002: 2010 39

    Figura 1.4 Empreendedores iniciais segundo gnero - Brasil 2010 - Taxas (%) 47

    Figura 1.5 Distribuio dos empreendedores segundo idade e fase de desenvolvimento econmico Grupo de pases 2010 Proporo (%)

    50

    Figura 1.6: Distribuio dos Setores de Atividade Econmica da Ativi-dade Empreendedora em Estgio Inicial pela fase de Desenvolvimento Econmico

    63

    Figura 1.7: Distribuio dos Setores de Atividade Econmica da Ativi-dade Empreendedora em Estgio Inicial pela Regio Geogrfica

    66

    Figura 1.8 Empreendedores iniciais segundo tipo de atividade Brasil 2002:2010 67

    Figura 1.9 Empreendedores iniciais segundo tipo de atividade Brasil 2010 68

    Figura 3.1 Gerao de pelo menos 6 empregos pelos empreendedores iniciais segundo tipo de atividade Brasil 2010 114

    Figura 3.2 - Conhecimento do produto ou servio dos empreendedores iniciais segundo tipo de atividade Brasil 2010 119

    Figura 3.3 Empreendedores iniciais que enfrentam pouca ou nen-huma concorrncia segundo tipo de atividade Brasil 2010 124

    Figura 3.4 Tecnologia disponvel por menos de um ano ou at cinco anos, utilizada pelos empreendedores iniciais segundo tipo de atividade Brasil 2010

    132

    Figura 4.1 Condies para empreender no Brasil segundo percepo dos especialistas Brasil Comparativo 2002 e 2010 143

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    1918

    Figura 4.2 Condies que afetam o empreendedorismo segundo per-cepes dos especialistas Brasil 2010 147

    Figura 4.3 Polticas governamentais em mbito federal, estadual e municipal segundo percepes dos especialistas Pases GEM 2010 153

    Figura 4.4 Polticas governamentais: impostos e tempo de resposta segundo percepes dos especialistas Pases GEM 2010 154

    Figura 4.5 Suporte financeiro segundo percepes dos especialistas Pases GEM 2010 159

    Figura 4.6 Educao e treinamento: ensino fundamental e mdio segundo percepes dos especialistas Pases GEM 2010 164

    Figura 4.7 Educao e treinamento: ensino superior e aperfeioamen-to segundo percepes dos especialistas Pases GEM 2010 165

    Figura 4.8 Normas sociais e culturais segundo percepes dos espe-cialistas Pases GEM 2010 169

    Figura 4.9 Oportunidade empreendedora segundo percepes dos especialistas Pases GEM 2010 174

    Figura 4.10 Mercado: interno e dinamismo/oportunidade segundo percepes dos especialistas Pases GEM 2010 176

    Figura 4.11 Mercado: maiores barreiras, custos, concorrncia e legis-lao segundo percepes dos especialistas Pases GEM 2010 177

    Figura 4.12 Municpios com a Lei Geral das Micro e Pequenas Em-presas regulamentada Brasil 2010 182

    Figura A1.1 O modelo GEM 217Figura A1.2 O processo empreendedor 220

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2120

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2120

    AGRADECIMENTOS

    O Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade tem como um de seus ob-

    jetivos a promoo e a valorizao de uma cultura cada vez mais empreende-

    dora no Brasil.

    Por essa razo, desde 2000 o IBQP est frente da pesquisa GEM (Global En-

    trepreneurship Monitor) no Brasil, a fim de, com isto, entender melhor o perfil

    empreendedor do cidado brasileiro.

    Para a concretizao de tal pesquisa fundamental o apoio do SEBRAE.

    Merece, portanto, um agradecimento especial pela parceria na realizao, utili-

    zao e propagao dos dados fornecidos, valorizando o papel do empreende-

    dor na sociedade contempornea brasileira.

    Outro especial agradecimento deve ser feito para a Federao das Indstrias

    do Estado do Paran - FIEP, para o SESI/PR e para o SENAI/PR, parceiros

    constantes que muito contribuem para o sucesso da pesquisa.

    O apoio da UFPR, Universidade Federal do Paran, como importante parceiro

    tcnico para o sucesso desta publicao merece, outrossim, o nosso agradeci-

    mento.

    Um agradecimento especial aos especialistas entrevistados, que engrandecem

    esta pesquisa com suas opinies, dividindo o conhecimento e experincia so-

    bre empreendedorismo com os leitores desta obra.

    Gostaria tambm de agradecer ao Instituto Bonilha responsvel pela pesqui-

    sa de campo , a todos os outros colaboradores, a equipe do IBQP e analistas

    convidados, pela anlise dos dados coletados.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2322

    Por fim, agradeo ainda aos professores, cientistas, especialistas, mestres,

    doutores, e demais pesquisadores brasileiros que, ao utilizar os resultados da

    pesquisa, auxiliam no desenvolvimento do estudo sobre o empreendedorismo

    no Brasil.

    Com escopo semelhante, procura o IBQP aprofundar o tema do empreende-

    dorismo nacional, no apenas com a Pesquisa GEM, mas com aes, progra-

    mas e cursos sobre capacitao em empreendedorismo, os quais constituem

    uma parte importante dos projetos da instituio.

    guisa de concluso, como disse o grande estadista francs George Clem-

    enceau, a vida uma oportunidade de ousar.

    Parabns ento a todos os empreendedores brasileiros pela ousadia, pois com

    suas atitudes, atividades e aspiraes empreendedoras desempenham um papel

    fundamental no crescimento econmico do Brasil.

    Eduardo Righi

    Diretor Presidente do IBQP

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2322

    APRESENTAO

    Neste ano, a pesquisa GEM completa 11 anos de publicao e estudo ininter-

    rupto sobre a realidade empreendedora em nosso pas, fruto do trabalho incan-

    svel da equipe do IBQP. A pesquisa GEM referncia no debate do tema no

    Brasil e no mundo, constituindo-se em um estudo completo sobre o panorama

    do empreendedorismo, sendo a nica utilizada para anlises comparativas, tan-

    to em relao a dados de outros pases quanto a indicadores de edies prvias.

    A crise econmica no abalou o empreendedorismo no Brasil. Em 2010, a

    Taxa de Atividade Empreendedora (TEA) foi a mais alta desde o incio da

    realizao da pesquisa no Pas. Isso demonstra uma tendncia de crescimento

    inclusive no empreendedorismo motivado pela oportunidade, que volta a ser

    maior que o dobro do que o empreendedorismo por necessidade.

    So dados como estes que demonstram a vocao empreendedora do brasi-

    leiro. Em nmeros absolutos, apenas a China tem mais empreendedores que

    o Brasil. Isso muito auspicioso, pois o empreendedor o grande ator do

    crescimento econmico e do desenvolvimento sustentvel de uma nao. Sua

    atuao se reflete nas transformaes econmicas, sociais e ambientais da so-

    ciedade e responsvel direta pela evoluo e bem-estar do cidado.

    No entanto, apesar da clara vocao de nossa gente ao empreendedorismo, a

    pesquisa GEM nos mostra que a inovao ainda incipiente no seu dia-a-dia,

    apesar da clara evoluo nos ltimos anos. Uma empresa s consegue ser ino-

    vadora atuando em um ambiente inovador, e esse um desafio que precisamos

    enfrentar.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2524

    Se considerarmos a cidade como lugar de empreendedores e seus negcios, a

    potencializao dos espaos inovadores nas cidades a melhor forma de criar-

    mos ambientes propcios ao florescimento de novas empresas no Pas. Este

    outro grande desafio: conseguir trazer s cidades o planejamento de longo

    prazo para que possam se criar ambientes inovadores em um futuro prximo.

    Desta forma, divulgando os resultados da pesquisa GEM 2010, acreditamos

    estar contribuindo para o aprofundamento do conhecimento sobre a realidade

    do empreendedorismo no Brasil, oferecendo os dados mais completos e im-

    portantes a respeito do tema.

    Rodrigo da Rocha Loures

    Presidente do Conselho Deliberativo do IBQP

    Presidente da Federao das Indstrias do Estado do Paran

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2524

    PREFCIO

    Pela 11 vez o Brasil participa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o maior estudo contnuo sobre a dinmica empreendedora do mundo. Desde sua primeira edio, em 1999, mais de 80 pases j participaram da pesquisa, sen-do apenas 13 por mais de 10 anos seguidos. E pelo 10 ano seguido, o Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas parceiro na realizao da pesquisa no Brasil.

    Neste perodo, as MPEs brasileiras se consolidaram como elementos funda-mentais para o crescimento econmico do pas, gerando emprego e renda para a populao. O papel de destaque na economia ganha ainda mais fora com a entrada em vigor da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em 2007, e da Lei do Empreendedor Individual, em 2008. Leis decisivas para impulsionar o empreendedorismo no Brasil.

    Neste cenrio, chama a ateno a Taxa de Empreendedores em Estgio Ini-cial (TEA) em 2010, de 17,5%, que a maior j registrada desde que a GEM comeou a ser realizada no pas. Levando em conta uma populao adulta no pas em torno de 120 milhes de pessoas, esse valor representa 21,1 milhes de brasileiros empreendendo no ano passado. Em nmeros absolutos de em-preendedores, este menor apenas que o registrado na China. Alm disso, ao longo dos 11 anos em que o Brasil participa da GEM, o pas mantm uma TEA superior a mdia dos pases participantes.

    O crescimento da atividade empreendedora no pas no apenas quantitati-vo, mas tambm qualitativo. O empreendedorismo por oportunidade, mais benfico para a economia do pas, tambm registrou alta. Quando comparado

    com o empreendedorismo por necessidade, a proporo entre os dois foi de 2,1 empreendedores por oportunidade para cada empreendedor por necessidade.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2726

    O ambiente econmico favorvel pelo qual o Brasil passa favorece o surgi-mento de novas oportunidades aos micro e pequenos empresrios, que preci-sam se preparar para enfrentar os desafios que viro. Neste cenrio, o Sebrae

    ter papel fundamental para auxiliar os empreendedores na identificao de

    oportunidades e na preparao para enfrentar os desafios que viro nos prxi-mos anos.

    Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho

    Diretor Presidente do SEBRAE

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2726

    INTRODUO

    O empreendedorismo basilar para o desenvolvimento scio-econmico de

    um pas, dado que fundamental para a concepo de oportunidades de traba-

    lho e considerado um catalisador e um incubador do progresso tecnolgico

    e de inovaes de produto, servios e de mercado (MUELLER & THOMAS,

    2000; JACK & ANDERSON, 1999).

    No Brasil, o empreendedorismo ganhou foras e se popularizou a partir da

    dcada de 90 com a abertura da economia, que propiciou a criao de diversas

    entidades voltadas para o tema, bem como com o envolvimento mais ativo

    do Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas, SEBRAE, o

    processo de privatizao das grandes estatais e a abertura do mercado interno

    para concorrncia externa. Antes disso, o termo empreendedor era praticamen-

    te desconhecido e a criao de pequenas empresas era limitada em funo do

    ambiente poltico e econmico, nada favorvel ao pas.

    Hoje est disseminado no Pas que o empreendedorismo fundamental para

    a gerao de riquezas, promovendo o crescimento econmico e aprimorando

    as condies de vida da populao. tambm um fator importantssimo na

    gerao de empregos e renda.

    Portanto, pelo enfoque acima descrito, percebe-se que o indivduo empreende-

    dor deva ser um ser inquieto, com aspiraes de criar algo novo ou de no se

    conformar com o modo como as coisas esto, de ser til, produtivo e grande-

    mente realizado. Aspiraes estas fundamentais na medida em que se estimula

    a inovao e a criatividade.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2928

    Porm, no somente as aspiraes empreendedoras levam o indivduo a em-

    preender, mas tambm as questes relativas mentalidade, ao ambiente s-es relativas mentalidade, ao ambiente s- relativas mentalidade, ao ambiente s-

    cio-cultural e ao mercado consumidor so levadas em conta, agregadas aos

    fatores relacionados aos negcios, tais como poltica, infraestrutura, capital

    formal etc.

    Nessa perspectiva, ressalta-se a importncia de desenvolver empreendedores

    que contribuam com o pas no seu crescimento e que gerem possibilidades

    de trabalho, renda e investimentos, dado que nada acontece sem pessoas com

    perfil empreendedor, com viso e disposio para mudanas.

    Pelo 11 ano consecutivo o Brasil participa da pesquisa Global Entrepreneur-ship Monitor, GEM, maior estudo contnuo sobre a dinmica empreendedora no mundo. Mais de 80 pases participaram do estudo desde o seu incio, em

    1999. J, o Brasil, iniciou a pesquisa GEM em 2000.

    Os principais objetivos do estudo so: medir a diferena entre o nvel em-

    preendedor entre os pases que participam do trabalho e descobrir os fatores

    favorveis e limitantes atividade empreendedora no mundo, identificando

    as polticas pblicas que possam favorecer o empreendedorismo nos pases

    envolvidos.

    Os resultados do GEM incluem comparaes globais, relatrios nacionais e

    tpicos especiais baseados no ciclo de coleta de dados anual. Portanto, mais

    de 300 (trezentos) acadmicos e pesquisadores participam ativamente do pro-

    jeto e, como membros do consrcio que realiza a pesquisa mundialmente, tm

    acesso programao de entrevistas, procedimentos de coleta de dados e ou-

    tros detalhes para anlises sistemticas.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    2928

    Desta forma, no captulo 1, a Atividade Empreendedora no Brasil e suas prin-

    cipais taxas em 2010 so analisadas, comparando o pas com outros em relao

    ao mesmo nvel de desenvolvimento e posio geogrfica. Tambm so avalia-

    das as caractersticas demogrficas do empreendedor nacional, bem como as

    principais atividades econmicas desenvolvidas.

    Vale ressaltar que neste captulo h um tpico especial, escrito por Gina Pa-

    ladino, onde analisada a mulher empreendedora brasileira, dado que histo-

    ricamente o Brasil um pas onde a presena feminina na criao e gesto de

    novos negcios forte e constante.

    No captulo 2, as Atitudes Empreendedoras no Brasil so apresentadas na for-

    ma de opinies e percepes que a sociedade e o empreendedor em estgio

    inicial desenvolvem perante o empreendedorismo. So analisadas, neste cap-o analisadas, neste cap-as, neste cap-

    tulo, a percepo de oportunidade, capacidades, medo do fracasso, inteno de

    empreender, o empreendedorismo como escolha de carreira aceitvel, o status e valorizao social do empreendedorismo, bem como a ateno da mdia para

    o assunto.

    No captulo 3, analisada a Aspirao Empreendedora dos empreendedores

    em estgio inicial no Brasil, refletindo a natureza qualitativa do empreen-

    dedorismo, manifestando suas intenes de gerao de empregos, novidade

    do produto, tamanho da concorrncia, idade da tecnologia a ser utilizada e a

    orientao internacional dos novos negcios.

    No captulo 4, so analisadas as Condies para Empreender no pas, segun-

    do a opinio dos especialistas entrevistados. Neste captulo, os especialistas

    em empreendedorismo contribuem com suas opinies sobre as condies que

    afetam, positiva e negativamente, o empreendedorismo no Brasil, avaliando

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    PB30

    o ambiente empreendedor. Vale lembrar que o papel das incubadoras de ne-

    gcios sociais nas atividades empreendedoras relevante. Para tanto, h um

    tpico especial escrito por Jlio Csar Felix.

    No captulo 5, o Ambiente Econmico e o Empreendedorismo no Brasil so

    analisados por Mariano de Matos Macedo, com comentrios sobre como a

    conjuntura econmica influencia a atividade empreendedora.

    Tendo em vista que a atividade empreendedora dinmica e de anlise com-

    plexa, neste livro abordam-se alguns aspectos que a pesquisa GEM, em 2010,

    no Brasil apresentou. Neste sentido, h muitas consideraes sobre dados e

    resultados da pesquisa que no foram elaboradas nem includas neste trabalho.

    Para tanto, possvel fazer outras anlises que demonstrem o dinamismo da

    atividade empreendedora.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    31PB

    1ATIVIDADE EMPREENDEDORA

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    3332

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    3332

    A atividade empreendedora traduzida pelo nmero de pessoas dentro da po-pulao adulta de um determinado pas envolvida na criao de novos neg-cios. Na pesquisa GEM esses dados so obtidos por meio de pesquisa quanti-tativa com uma populao na faixa etria entre 18 e 64 anos. Os resultados so apresentados na forma de taxas dentro das categorias analisadas e tambm em propores entre os classificados como empreendedores (Apndice 1 Aspec-tos metodolgicos e procedimentos operacionais).

    Observam-se diferentes caractersticas relativas ao empreendedorismo, con-forme o estgio do empreendimento nascente ou novo; motivao oportu-nidade ou necessidade, ocorrendo variaes de acordo com o setor de ativida-de econmica, bem como com o gnero, idade, escolaridade e renda familiar.

    Para fins de comparaes com os dados de outros pases foram utilizadas clas-sificaes j propostas por outras instituies internacionais, tais como o G201, BRICs2, Amrica Latina e Caribe e o estgio de desenvolvimento econmico3.

    O relatrio internacional divide os pases em trs categorias, segundo a fase de desenvolvimento econmico: (i) economias baseadas na extrao e comer-cializao de recursos naturais, doravante tratadas aqui como pases impul-sionados por fatores; (ii) economias norteadas para a eficincia e a produo

    industrial em escala, que se configuram como os principais motores de desen-volvimento, doravante nominados pases impulsionados pela eficincia; (iii)

    economias fundamentadas na inovao ou simplesmente impulsionadas por ela (SCHWAB, 2009).

    1 G20. Grupo criado em 1999 com os ministros de finana e chefes dos bancos cen-trais das 19 maiores economias do mundo mais a Unio Europia.

    2 BRIC. Acrnimo cunhado pelo economista Jim ONeill que so as siglas de pases: Brasil, Rssia, ndia e China.

    3 Classifi cao utilizada no Relatrio de competitividade do Frum Econmico Mun Classificao utilizada no Relatrio de competitividade do Frum Econmico Mun-dial.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    3534

    Tambm considera fatores geogrficos, agrupando os pases em: frica Sub-saariana, Oriente Mdio e Norte da frica, Amrica Latina e Caribe, Leste Europeu, siaPacfico e Estados Unidos e Europa Ocidental.

    1.1 Principais taxas em 2010: Brasil e demais pases participantes

    1.1.1 Taxa de Empreendedores em Estgio Inicial - TEA

    A Taxa de Empreendedorismo em Estgio Inicial, TEA, a proporo de pes-

    soas na faixa etria entre 18 e 64 anos envolvidas em atividades empreendedo-

    ras na condio de empreendedores de negcios nascentes ou empreendedores

    frente de negcios novos, ou seja, com menos de 42 (quarenta e dois) meses

    de existncia.

    A anlise global do relatrio internacional afirma que para as 50 (cinqenta)

    economias que participaram da Pesquisa GEM, em 2009 e 2010, a metade

    manteve ou aumentou a TEA de um ano para o outro.

    As economias impulsionadas por fatores apresentam maiores taxas TEA, em

    mdia, seguidas pelas economias impulsionadas por eficincia. As menores

    taxas mdias so encontradas no grupo de pases impulsionados pela inovao

    (quadro 1.1). Essas diferenas sero mais bem analisadas no item 1.1.3 deste

    captulo, onde so apresentadas consideraes do GEM internacional sobre o

    assunto.

    Vale ressaltar que Vanuatu foi o pas com maior TEA entre os 59 (cinqen-

    ta e nove) pases participantes da pesquisa, sendo um pas impulsionado por

    fatores e, o Peru e a Islndia so pases com as mais altas taxas de empre-

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    3534

    endedorismo em estgio inicial, dentro do grupo de pases de mesmo grau de

    desenvolvimento econmico, eficincia e inovao, respectivamente. A Itlia,

    pas impulsionado pela inovao, foi quem obteve a menor TEA em 2010.

    Egito, Rssia e Uruguai foram apontados como os pases com menores taxas

    de empreendedorismo em estgio inicial dentro de suas categorias de desen-

    volvimento econmico (eficincia e inovao).

    Esses resultados refletem a tendncia que se confirma ano aps ano, de que

    quanto maior o grau de desenvolvimento econmico do pas, menor a sua

    TEA e vice-versa.

    Quadro 1.1 Taxas mdias TEA, empreendedores de negcios nascentes e

    empreendedores de negcios novos, segundo o nvel de desenvolvimento eco-

    nmico Grupo de pases 2010 Taxas (%)

    Grupo de Pases

    Empreendedores Nascentes

    Empreendedores Novos

    Empreendedores Iniciais (TEA)

    Mx

    imo

    Mn

    imo

    Md

    ia

    Mx

    imo

    Mn

    imo

    Md

    ia

    Mx

    imo

    Mn

    imo

    Md

    ia

    Todos os pases partici-pantes 31,2 1,3 6,4 28,2 1,0 5,8 52,2 2,3 11,7

    Impulsionada por fatores 31,2 2,1 11,8 28,2 2,6 12,3 52,2 7,0 22,8

    Impulsionados pela eficincia

    22,1 1,4 6,7 12,7 1,1 5,2 27,2 3,9 11,7

    Impulsionados pela eficin-cia (Amrica Latina) 22,1 5,8 10,1 12,7 2,0 7,2 27,2 10,5 16,8

    Impulsionada pela inovao 7,4 1,3 2,9 4,8 1,0 2,7 10,6 2,3 5,5

    Brasil 5,8 11,8 17,5

    Fonte: Pesquisa GEM 2010

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    3736

    No Brasil, a TEA de 2010 foi de 17,5%, a maior desde que a pesquisa GEM

    realizada no pas, demonstrando a tendncia de crescimento da atividade

    empreendedora, conforme pode ser observado na figura 1.1, considerando a

    populao adulta brasileira de 120 milhes de pessoas. Isto representa que

    21,1 milhes de brasileiros estavam frente de atividades empreendedoras no

    ano. Em nmeros absolutos, apenas a China possui mais empreendedores que

    o Brasil, a TEA chinesa de 14,4% representa 131,7 milhes de adultos frente

    de atividades empreendedoras no pas.

    Figura 1.1 Evoluo da taxa de empreendedores iniciais (TEA) - Brasil -

    2002: 2010

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Em todos os anos o Brasil mantm uma TEA superior mdia dos pases ob-

    servados pela pesquisa GEM, que foi de 11,7% em 2010. Dos 59 (cinqenta e

    nove) pases que participaram da pesquisa (apndice 2), o Brasil ficou na 10

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    3736

    posio em porcentagem da populao adulta com alguma atividade empre-

    endedora. A TEA mdia brasileira de 2002 a 2010 de 13,38%.

    Quando comparado ao grupo de pases impulsionados pela eficincia, o Brasil

    est colocado na 4 posio, abaixo do Peru, com 27,2%, do Equador, com

    21,3% e da Colmbia com 20,6%. Vale ressaltar que apenas pases da Amrica

    Latina alcanaram taxas superiores brasileira entre os pases impulsionados

    pela eficincia.

    Segundo relatrio global, os pases da Amrica Latina e Caribe tendem a ocu-

    par altas posies em termos de taxas de empreendedorismo dentro do grupo

    dos impulsionados pela eficincia, sendo que, todos os pases atingem taxas

    superiores a 10% e tiveram um crescimento em relao ao ano de 2009.

    Entre os 17 pases membros do G20 que participaram da pesquisa em 2010, o

    Brasil o que possui a maior TEA seguido pela China, com 14,4% e a Argen-

    tina com 14,2% (ver apndice 2).

    Nos pases do BRIC, o Brasil tem a populao mais empreendedora, com

    17,5% de empreendedores em estgio inicial, a China teve 14,4%, a Rssia

    3,9%, enquanto a ndia no participou da pesquisa nos ltimos 2 (dois) anos.

    Sendo que, em 2008, a TEA da ndia foi de 11,5%.

    Portanto, o que se observa no Brasil em 2010 que o crescimento da TEA

    resultado do maior nmero de empreendedores de negcios novos. Essa cate- do maior nmero de empreendedores de negcios novos. Essa cate-

    goria de empreendedores vem apresentando um constante crescimento desde

    2005, que se acentua em 2010 (figura 1.2). A taxa brasileira de 2010 de 11,8%

    superior mdia dos pases participantes da pesquisa, que de 5,8%.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    3938

    Observa-se que, entre os empreendedores nascentes, brasileiros esto na 21

    posio, pouco abaixo da mdia dos 59 pases pesquisados, que foi de 6,3%.

    Os empreendedores nascentes no Brasil mantiveram-se na mesma proporo

    que em 2009, permanecendo acima da mdia do perodo em que a pesquisa foi

    realizada, conforme mostra a figura 1.3.

    Figura 1.2 - Evoluo da taxa de empreendedores novos - Brasil - 2002: 2010

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    3938

    Figura 1.3 Evoluo da taxa de empreendedores nascentes - Brasil - 2002:

    2010

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Vale ressaltar que, na situao onde os empreendedores de negcios novos

    superam os nascentes diferente da mdia dos demais pases participantes do

    estudo, onde ocorre o inverso, com leve predomnio dos nascentes.

    1.1.2 Oportunidade e necessidade

    A motivao para iniciar uma atividade empreendedora um dos temas mais

    fundamentais para a pesquisa GEM porque denota a natureza do empreendi-

    mento nos pases analisados.

    Vale lembrar que o empreendedorismo por oportunidade mais benfico para

    a economia dos pases, onde os empreendedores que iniciaram o seu negcio por vislumbrarem uma oportunidade no mercado para empreender e como for-ma de melhorar sua condio de vida tem maiores chances de sobrevivncia e

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4140

    de sucesso. Em compensao h pessoas que empreendem como nica opo, ou seja, pela falta de melhores alternativas profissionais. So os empreende-dores por necessidade. Porm, mesmo o empreendedorismo por necessidade pode gerar oportunidades de negcios e se transformar em empreendimentos por oportunidade.

    No Brasil, desde o ano de 2003 os empreendedores por oportunidade so maioria, sendo que a relao oportunidade X necessidade tem sido superior a 1,4 desde o ano de 2007. Em 2010 o Brasil novamente supera a razo de dois empreendedores por oportunidade para cada empreendedor por necessidade, o que j havia ocorrido em 2008. Em 2010, para cada empreendedor por ne-cessidade havia outros 2,1 que empreenderam por oportunidade. Este valor semelhante mdia dos pases que participaram do estudo este ano, que foi de 2,2 empreendedores por oportunidade para cada um por necessidade.

    Ainda no Brasil em 2010, entre os empreendedores por oportunidade 43% o fizeram pela busca de maior independncia e liberdade na vida profissional;

    35,2% pelo aumento da renda pessoal; 18,5% apenas para a manuteno de sua renda pessoal, enquanto 3,3% citaram outros motivos, ou seja, 78,2% vislum-bram uma oportunidade de aprimorar a vida com o negcio que esto abrindo .

    Focando a anlise, segundo o estgio do empreendimento nascentes ou no-vos, tem-se que a razo ainda maior entre os empreendedores nascentes. Desde 2004 a razo entre oportunidade e necessidade para empreendedores nascentes superior verificada na TEA. Em 2010 foi de 3,1, ou seja, para

    cada empreendedor iniciando seu negcio por necessidade, havia outros 3,1

    que o faziam por oportunidade (quadro 1.2).

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4140

    Quadro 1.2 Empreendedores iniciais e nascentes, segundo razo entre opor-

    tunidade e necessidade Brasil 2002:2010

    Razo Oportunidade /Necessidade 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

    Empreendedores Iniciais 0,8 1,2 1,1 1,1 1,1 1,4 2 1,6 2,1

    Empreendedores Nascentes 0,7 1,1 1,3 1,7 2,3 1,7 2,6 2,9 3,1

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Observa-se pela pesquisa que o empreendedorismo por necessidade est mais

    suscetvel conjuntura econmica, por isso tende a diminuir quando aumenta

    a oferta de emprego. Em 2010 houve uma diminuio da taxa de desemprego

    acompanhada do aumento dos trabalhadores formais na economia nacional.

    Conseqentemente muitos dos brasileiros que seriam impelidos a empreender

    por necessidade encontraram um emprego. Dessa forma h maior probabili-

    dade de surgirem os empreendedores por oportunidade, por serem estes mais

    preparados e vocacionados para se aventurar no mundo dos negcios.

    Nos pases com maior desenvolvimento econmico, a razo entre oportunida-

    de e necessidade superior a dos demais pases (quadro 1.3). Por exemplo, na

    Islndia, para cada empreendedor motivado pela necessidade h outros 11,2

    por oportunidade e, nos Estados Unidos essa razo est um pouco acima da

    brasileira, com 2,4.

    Vale ressaltar que, no grupo de pases impulsionados pela inovao, os pases

    asiticos possuem razo inferior brasileira, tais como o Japo, com 1,8 em-

    preendedores por oportunidade para cada 1 por necessidade, a Coria, com

    1,5, e Taiwan com 2,0.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4342

    Quadro 1.3 Empreendedores iniciais segundo necessidade, oportunidade e

    razo entre oportunidade e necessidade Grupo de pases 2010 - Taxas (%)

    Grupo de Pases

    Necessidade Oportunidade Razo entre oportuni-dade e necessidade

    Mx

    imo

    Mn

    imo

    Md

    ia

    Mx

    imo

    Mn

    imo

    Md

    ia

    Mx

    imo

    Mn

    imo

    Md

    ia

    Todos os pases participantes 19,7 0,3 3,6 31,8 2 7,8 11,2 0,6 2,2

    Impulsionada por fatores 19,7 0,9 7,7 31,8 3,1 14,3 9,4 0,8 1,8

    Impulsionados pela eficin-cia 8,2 0,6 3,6 21,1 2,5 7,8 7,1 0,6 2,2

    Impulsionados pela eficin-cia (Amrica Latina) 8,2 2 4,7 21,1 8,1 11,8 5,8 1,5 2,5

    Impulsionada pela inovao 2,6 0,3 1,1 6,8 2 3,9 11,2 1,5 3,5

    Brasil 5,4 11,9 2,1

    Fonte: Pesquisa GEM 2010

    A maioria dos pases pesquisados possui mais empreendedores motivados por

    oportunidade que por necessidade. Como excees, apenas a Macednia, pas

    impulsionado pela eficincia, com 1,6 empreendedores por necessidade para

    cada outro por oportunidade e Egito, pas impulsionado por fatores, onde para

    cada empreendedor por oportunidade h 1,2 por necessidade.

    Observa-se que os pases com menor desenvolvimento econmico apresentam

    razes menores entre os empreendedores por oportunidade e necessidade, ou

    seja, na medida em que se desenvolvem, aumenta o nmero de empreendimen-

    tos por oportunidade, o que altera favoravelmente a razo apresentada.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4342

    1.1.3 Consideraes finais sobre as taxas e caractersticas dos grupos de pases

    No Relatrio Global GEM 2010 so feitas importantes consideraes a respeito

    da situao econmica e social dos pases e a motivao para empreender, as

    quais so reproduzidas a seguir.

    Empreendedores por necessidade so aqueles que inicia-ram um empreendimento autnomo por no possurem me-lhores opes para o trabalho e ento abrem um negcio a fim de gerar renda para si e suas famlias. Empreendedores por oportunidade optam por iniciar um novo negcio, mes-mo quando possuem alternativas de emprego e renda. Pes-quisando mais profundamente essas pessoas e seus motivos, o GEM verifica ainda se esses empreendedores por oportu-nidade o fazem para manter ou aumentar sua renda ou pelo desejo de independncia no trabalho.

    A atividade empreendedora orientada pela necessidade ten-de a ser maior em termos de proporo da TEA em econo-mias menos desenvolvidas. Setores agrcolas e extrativistas, negcios locais baseados no consumo, dominam nessas re-gies. H mais procura de emprego nesses locais do que os empregadores podem oferecer. Conseqentemente muitas pessoas criam seus prprios negcios para gerao de ren-da. As pequenas empresas, em grande nmero, so predo-minantes neste nvel de desenvolvimento.

    Com o desenvolvimento advm a estabilidade macroeco-nmica e poltica e o crescimento dos setores produtivos. Acompanhando este processo vem o desenvolvimento de instituies fortes que organizam e regulam as funes da sociedade e sua economia. A mudana ocorre onde a con-fiana sobre normas de comportamento comumente aceitas passa a ser substituda por sistemas legais e reguladores respeitveis e transparentes.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4544

    A industrializao e as economias de escala favorecem em-presas maiores e mais estabelecidas, que podem satisfazer os apetites de mercados em crescimento, aumentando o seu papel na economia. Acompanhando tudo isso, ocorre uma expanso da capacidade de trabalho, permitindo que mais pessoas encontrem empregos estveis em grandes plantas industriais. Como resultado, reduz-se a proporo do em-preendedorismo por necessidade. Ao mesmo tempo, as melhorias em termos de riqueza e do desenvolvimento de requisitos bsicos (infraestrutura, estabilidade econmica, educao) permitem que as novas empresas, baseadas na oportunidade, prosperem, alterando a natureza da atividade empreendedora. Porm, o domnio das grandes empresas tambm leva a uma reduo no nmero de novas empresas.

    Nos nveis mais ricos das sociedades, os indivduos possuem acesso a sofisticados requisitos bsicos e a mecanismos potencializadores de eficincia. Mais importante, eles tm acesso ao financiamento empresarial, aos mercados aber-tos, ao conhecimento e tecnologias, entre outras condies que interferem diretamente na atividade empreendedora. medida que aumenta a riqueza dos pases, o papel desem-penhado pelo setor empresarial pode tambm crescer, dado que mais pessoas passam a acessar os recursos necessrios para iniciar seus prprios negcios em ambientes de conhe-cimento intensivo com oportunidades abundantes.

    Nos pases com baixos nveis de renda per capita, um de-crscimo na prevalncia do empreendedorismo em fase inicial, pode ter um significado positivo. Ele pode sinalizar uma maior sustentabilidade, especialmente se este fato for acompanhado de crescimento econmico e estabilidade po-ltica. Como tal, representa uma evoluo natural no desen-volvimento, uma vez que as economias dependem cada vez mais de organizaes estabelecidas.

    Portanto, enquanto TEAs baixas, ou uma queda nas taxas, podem demonstrar um motivo de preocupao em alguns

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4544

    pases, poderia, ao invs disso, significar que o clima eco-nmico geral tem melhorado e que as oportunidades de em-prego esto em crescimento. Alm disso, esse resultado pode ser acompanhado por um deslocamento para aspiraes mais promissoras para o crescimento, inovao e ao comr-cio internacional, mesmo com a reduo no nmero de em-preendedores. A este respeito, cada empreendedor contribui mais significativamente para o crescimento do emprego e outros aspectos do desenvolvimento do pas.

    Para tanto, importante ressaltar que as taxas de empre-endedorismo no esto apenas em funo dos nveis de de-senvolvimento econmico dos pases. Enquanto o desenvol-vimento tende a estar associado aos nveis de sofisticao e ateno s vrias condies que interferem diretamente na atividade empreendedora, as economias tambm tm suas prprias culturas e polticas, entre outras caractersti-cas que tornam nico cada pas. Esses elementos tornam-se muito importantes quando resultados no compreensveis ou contraditrios so revelados. (TRECHO EXTRADO E TRADUZIDO DO GEM GLOBAL, 2010)

    1.2 Principais taxas e evoluo segundo caractersticas demogrficas

    1.2.1 Gnero

    A questo da participao dos gneros na atividade empreendedora, abordada

    no relatrio do GEM global, destaca a situao da mulher.

    As mulheres investem no empreendedorismo pela mesma razo que os homens, ou seja, visando o sustento de si mes-mas e de suas famlias, o enriquecimento de suas vidas com uma carreira e pela independncia financeira. importante ressaltar o fato que a participao feminina no empreen-dedorismo varia de maneira significativa no mundo, porm geralmente inferior a masculina.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4746

    As sociedades diferem em suas percepes e costumes so-bre o trabalho feminino e a sua participao em negcios. Os vrios nveis de educao e desenvolvimento podem influenciar consideravelmente s crenas sociais, o que est geralmente associado ao grau de aceitao sobre a carreira da mulher. No entanto, em alguns casos, as mulheres inves-tem no empreendedorismo, independentemente de percep-o, ou simplesmente porque suas famlias necessitam de suas rendas.

    Alm disso, a aceitao da sociedade sobre deixar os cui-dados com os filhos com outras pessoas enquanto desenvol-vem uma carreira, adicionada ao custo e disponibilidade de servios com esse fim, podem pesar significativamente. A mulher empreendedora tambm necessita da cooperao e apoio de investidores e financiadores, empregados, forne-cedores e consumidores. Quando estes fatores agem como impedimento, a sociedade perde uma oportunidade de ga-nhar a energia empreendedora de metade de sua populao.

    (TRECHO EXTRADO E TRADUZIDO DO GEM GLOBAL 2010)

    Do Relatrio Global GEM 2010, observa-se no quadro A2.4 (Apndice) os n-

    veis de participao masculina e feminina entre os empreendedores em estgio

    inicial, como porcentagem da TEA, comparando os grupos de pases, segundo

    os nveis de desenvolvimento econmico.

    Observa-se tambm que nos grupos de pases impulsionados por fatores e pela

    eficincia as mdias de participao da mulher em empreendimentos em estdias de participao da mulher em empreendimentos em est-dias de participao da mulher em empreendimentos em est--

    gio inicial so semelhantes. No grupo de pases impulsionados pela inovao

    as mdias so inferiores.

    Quanto questo observada, no Brasil h um constante equilbrio entre gne-

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4746

    ros quanto ao empreendedorismo, dado que a oscilao entre homens e mulhe-

    res constante quando analisase o perfil de quem empreende.

    Conforme pode ser observado na figura 1.4, as taxas de empreendedorismo

    feminino e masculino cresceram em 2010, em relao aos anos anteriores.

    Figura 1.4 Empreendedores iniciais segundo gnero - Brasil 2010 - Taxas

    (%)

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Portanto, a mulher brasileira historicamente uma das que mais empreende

    no mundo. Apenas em Gana as mulheres atingiram TEAs mais altas que os

    homens, entre todos os 59 (cinqenta e nove) pases participantes da pesquisa

    em 2010.

    Em 2010, entre os empreendedores iniciais, 50,7% so homens e 49,3% mu-

    lheres, mantendo o equilbrio entre gneros no empreendedorismo nacional

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4948

    (quadro 1.4). Entre os 21,1 milhes de empreendedores brasileiros, 10,7 mi-

    lhes pertencem ao sexo masculino e 10,4 milhes ao feminino.

    Quadro 1.4 Empreendedores iniciais segundo gnero Brasil 2002:2010

    Proporo (%)

    Gnero

    Empreendedores Iniciais Brasil

    Proporo (%)

    2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2002:2010

    Masculino 57,6 53,2 56,6 50,0 56,2 47,6 52,7 47,0 50,7 52,4

    Feminino 42,4 46,8 43,4 50,0 43,8 52,4 47,3 53,0 49,3 47,6

    Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Neste sentido, a participao da mulher na vida econmica do pas est aumen-

    tando consideravelmente. Podese verificar a questo no Relatrio GEM 2007

    onde j se abordava o aumento da presena feminina no mercado de trabalho,

    atribudo a fatores que vo desde o maior nvel de escolaridade em relao aos

    homens at as mudanas na estrutura familiar. Hoje, as famlias possuem me-

    nor nmero de filhos e novos valores relativos insero da mulher na socie-

    dade brasileira. Essa crescente participao da mulher no mercado de trabalho

    tambm se reflete nas informaes de empreendedores no enfoque de gnero.

    H uma tendncia indicando que as mulheres buscam alternativa de empreen-

    dimentos para complementar a renda familiar, alm do que nos ltimos anos

    elas vm assumindo cada vez mais o sustento do lar como chefe da famlia,

    ampliando a participao na economia do pas.

    Neste captulo h um tpico especial, escrito por Gina Paladino, analisando a

    mulher empreendedora brasileira.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    4948

    1.2.2 Faixa etria

    Segundo as anlises do Relatrio Global GEM 2010:

    A sociedade pode se beneficiar de empreendedores de todas as faixas etrias. Num extremo as pessoas jovens tm idias holsticas, perspectivas diferentes de observar o ambiente e formao diferente dos seus pais. Comparativamente os jovens tm menos a perder em questes como pagamento de financiamentos imobilirios e sustento de famlias. No outro extremo as pessoas mais velhas possuem experincia, conta-tos e acumulam capital durante sua longa carreira. Apesar de a atividade empreendedora ser mais dinmica nas idades intermedirias, os formuladores de polticas pblicas no devem perder de vista o potencial empreendedor dos extre-mos das faixas etrias. (TRECHO EXTRADO E TRADUZIDO DO GEM GLOBAL, 2010)

    A figura 1.5 apresenta a distribuio dos empreendedores por idade, agrupados

    segundo os nveis de desenvolvimento econmico dos pases. Observa-se que

    nas 3 (trs) economias a faixa de 25-34 anos apresenta maiores taxas de em-

    preendedorismo que as demais, seguida pela faixa dos 35-44 e de 45-54 anos.

    Desta forma as taxas mais baixas esto nas 2 (duas) faixas extremas.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5150

    Figura 1.5 Distribuio dos empreendedores segundo idade e fase de desen-

    volvimento econmico Grupo de pases 2010 Proporo (%)

    Fonte: GEM Global Report 2010

    De acordo com as anlises do Relatrio Global GEM 2010:

    Todos os trs grupos econmicos (figura 1.5) mostram as distribuies em forma de sino com desenhos mais ngremes do lado esquerdo. Mas cada um apresenta uma singularida-de. Os empreendedores das economias impulsionadas por eficincia so mais uniformemente espalhados por todos os grupos etrios em relao aos demais. Economias impul-sionadas por inovaes tm grande concentrao de empre-srios na faixa etria mdia, 25 a 54 anos, demonstrando

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5150

    acentuada reduo em ambas as faixas laterais. As econo-mias impulsionadas por fator possuem mais empreendedo-res nesses extremos jovens (18-24) e idosos (55-64) em comparao com as outras economias. (TRECHO EXTRADO E TRADUZIDO DO GEM GLOBAL, 2010)

    Vale ressaltar que, em 2010, no Brasil todas as faixas etrias tiveram aumentos

    nas taxas de empreendedorismo. Verificouse que a faixa etria que obteve

    a mais alta taxa aquela que vai dos 25 aos 34 anos com 22,2%. Isto quer

    dizer que entre os brasileiros com idades entre 25 e 34 anos, 22,2% estavam

    envolvidos em algum empreendimento em 2010. Neste ponto o Brasil segue

    a mesma tendncia dos grupos de demais pases analisados, nos quais esta a

    faixa etria que prevalece (quadro 1.5).

    Quadro 1.5 Empreendedores iniciais segundo faixa etria Brasil

    2002:2010 Taxas (%)

    Faixa etria (anos)

    Empreendedores Iniciais BrasilTaxa (%)

    2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2002:201018 a 24 10,0 12,6 12,6 10,7 10,9 10,6 15,4 13,5 17,4 12,625 a 34 18,6 16,0 17,2 14,7 16,5 14,4 12,8 17,9 22,2 16,735 a 44 15,2 14,4 14,7 12,1 10,7 16,1 13,7 18,7 16,7 14,745 a 54 12,1 11,5 10,5 10,0 8,8 13,3 10,4 14,4 16,1 11,955 a 64 6,0 3,7 7,3 2,9 6,0 4,3 3,0 6,5 9,5 5,5Total 12,4 11,6 12,5 10,1 10,6 11,7 11,1 14,2 17,5 12,3

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5352

    A partir de 2008, os jovens de 18 a 24 anos ampliaram sua participao no uni-

    verso empreendedor brasileiro. Em 2010, sem considerar a faixa etria mais

    empreendedora, de 25 a 34 anos, os jovens de 18 a 24 anos tiveram taxas

    superiores a dos brasileiros com 35 anos ou mais, demonstrando a jovialidade

    dos empreendedores em estgio inicial. Mais da metade, ou seja, 56,9%, dos

    empreendedores ainda no esto na faixa etria de 35 anos de idade. O Brasil

    e a Rssia so os nicos pases do G20 em que a faixa de 18 a 24 anos mais

    empreendedora que a de 35 a 44 anos, aps a faixa etria mais empreendedora

    de ambos os pases, que dos 25 a 34 anos. Ainda, se comparado ao grupo de

    pases impulsionados pela eficincia, cuja taxa mdia de 9,4%, o Brasil se

    destaca significativamente com uma taxa 85% mais alta.

    Vale ressaltar que o jovem brasileiro possui uma caracterstica de assumir ris-

    cos, predicado que tambm inerente atividade empreendedora, favorecendo

    a existncia de jovens empreendedores.

    Sob tica da motivao (quadro 1.6), embora se observe uma razo de 1,7

    jovens entre 18 a 24 anos empreendendo por oportunidade para cada outro o

    fazendo por necessidade, essa razo inferior mdia do pas, bem como s 2

    (duas) faixas etrias subseqentes (25 a 34 e 35 a 44).

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5352

    Quadro 1.6 Empreendedores iniciais por motivao segundo faixa etria e

    razo oportunidade/necessidade Brasil 2010 Taxas (%)

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2010

    1.2.3 Escolaridade

    Embora seja difcil estabelecer equivalncias entre os pases quando se trata de

    nveis de escolaridade, para comparar os grupos, o GEM adota uma classifica-

    o prpria baseada naquela utilizada pelas Naes Unidas.

    So ento considerados 5 (cinco) nveis de classificao para a escolaridade,

    conforme Quadro 1.7:

    Faixa Etria (anos) TEAMOTIVAO Razo oportunidade /

    necessidade

    Oportunidade Necessidade

    18 a 24 17,4 10,7 6,3 1,7

    25 a 34 22,2 16,8 5 3,4

    35 a 44 16,7 12,4 4,3 2,9

    45 a 54 16,1 8,9 7,2 1,2

    55 a 64 9,5 5,3 4,2 1,3

    Todas as faixas 17,5 11,9 5,4 2,2

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5554

    Quadro 1.7 Equivalncia de nveis de escolaridade do GEM para o sistema

    educacional brasileiro

    Fonte: GEM Global 2010

    Para a comparao entre os pases, o GEM global parte da categoria alguma

    educao secundria o que desconsidera 35% da populao brasileira como

    ser visto na seqncia das anlises.

    O quadro 1.8 a seguir, revela que os pases impulsionados pela eficincia situ-

    am-se prximos a mdia global de 12,8%, tendo a sua taxa mdia de empre-

    endedorismo mais alta (13,4%) entre a populao com formao universitria,

    ou seja, com mais de 11 (onze) anos de estudo. Dentro deste grupo, os pases

    da Amrica Latina e Caribe com taxas bem mais elevadas alcanam a mdia de

    19,4%. Por sua vez, o Brasil acompanha o grupo da Amrica Latina na cate-

    goria ps-secundrio - com formao universitria - , porm se destaca pela

    taxa mais alta entre aqueles com nvel de ps-graduao (22,2%).

    Designao Aproximao para o Brasil

    Nenhuma educao formal ou primria At a quarta srie do ensino fundamental (qua-tro anos de estudo)

    Alguma educao secundria Da quinta oitava srie do ensino fundamental (at oito anos de estudo)

    Secundrio completo Ensino mdio (at onze anos de estudo)

    Ps-secundrio Universidade (bacharelado, especializaes/mais de onze anos de estudo)

    Psgraduao Mestrados e doutorado (mais de onze anos de estudo)

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5554

    Quadro 1.8 Empreendedores iniciais segundo nveis de educao Grupo de

    pases 2010 Taxas (%)

    Fonte: Pesquisa GEM 2010

    Para um aprofundamento das anlises sobre a escolaridade do empreendedor

    brasileiro foi utilizada a classificao de anos de estudo, o qual permite um

    maior detalhamento das informaes, principalmente no que tange aos nveis

    mais baixos de escolaridade.

    Ao avaliar-se o contexto educacional brasileiro, o que se constata que, em

    termos quantitativos, a escolaridade da populao tem se aquilatado nos l-

    timos anos, dado que observaram-se quedas no analfabetismo, aumento sig-

    nificativo na frequncia escolar, menor xodo de estudantes e mais tempo de

    estudo para a populao.

    Grupo de Pases

    Nveis de Educao

    Alguma educao

    secundria

    Secundrio completo

    Ps- se-cundrio

    Ps- gradu-ao

    Mdia Mdia Mdia Mdia

    Todos os pases 9,6 11,2 12,8 12,5

    Impulsionado por fatores 21 23 22,7 19,3

    Impulsionado pela eficincia 8,8 11,1 13,4 13,3

    Amrica Latina (Impulsionado pela eficincia)

    13,9 16,2 19,4 17,3

    Impulsionado pela inovao 3,2 4,1 6 7,1

    Brasil 15,9 18 19,2 22,2

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5756

    A populao brasileira est assim dividida: 10% no possuem educao for-

    mal, 25,5% tm entre 1 (um) e 4(quatro) anos de estudo, 53,2% entre 5 (cin-

    co) e 11(onze) anos e 11,3% possuem mais de 11(onze) anos(FIBGE, 2007).

    A ao empreendedora e sua relao com o nvel de escolaridade denotam

    que 78,6% dos empreendedores brasileiros tm acima de 5 anos de estudo.

    Portanto, considerando que a parcela da populao brasileira com esse tempo

    de escolaridade de 64,7%, podese afirmar que o empreendedor possui mais

    anos de estudo do que a mdia do cidado brasileiro (quadro 1.9).

    Para tanto, a porcentagem de empreendedores com maior escolaridade tem au-

    mentado nos ltimos anos, vindo ao encontro do crescimento na escolaridade

    da populao do pas.

    Quadro 1.9 Empreendedores iniciais segundo escolaridade Brasil -

    2002:2010 Proporo (%)

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Educao (anos de estudo)

    Empreendedores Iniciais Brasil

    Proporo (%)

    2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2002:2010

    Sem educao formal 2,3 1,6 2,3 5,0 0,9 3,0 3,0 1,0 1,2 2,3

    1 a 4 48,5 43,7 29,4 24,1 28,8 25,7 27,8 27,6 20,2 30,6

    5 a 11 37,4 40,9 54,2 50,9 51,3 54,0 52,7 52,7 53,5 49,7

    Mais de 11 11,8 13,9 14,2 20,0 19,0 17,3 16,5 18,7 25,1 17,4

    Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5756

    Quadro 1.10 Empreendedores iniciais segundo escolaridade Brasil

    2002:2010 Taxas (%)

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Neste sentido, retornando as taxas de empreendedorismo para os nveis de

    escolaridade, as quais expressam a dinmica do empreendedorismo em cada

    categoria, observa-se que a mdia do perodo de 2002 a 2010 revela claramen-

    te que medida que aumentam os anos de estudo da populao, crescem as

    taxas de empreendedorismo.

    Esse fato ainda mais expressivo quando analisados sob a tica da motivao

    (quadro 1.11). Quando avaliada a razo oportunidade/necessidade, nota-se a

    inexistncia da influncia da motivao no ato de empreender nas primeiras

    faixas de escolaridade. Essa diferena tornase exponencialmente significativa

    para as faixas de escolaridade mais altas, chegando a ter 4,6 empreendedores

    por oportunidade para cada 1 (um) 1 por necessidade na faixa da populao

    Educao (anos de estudo)

    Empreendedores Iniciais Brasil

    Taxas (%)

    2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2002:2010

    Sem educao formal 6,7 5,1 5,0 10,0 3,2 17,1 13,0 5,0 9,3 8,3

    1 a 4 12,3 10,6 10,1 8,0 9,7 10,4 11,2 15,2 15,7 11,5

    5 a 11 16,0 16,2 16,3 11,3 12,4 13,4 12,3 16,5 17,1 14,6

    Mais de 11 15,9 16,1 16,6 18,6 13,0 13,3 11,6 16,2 19,7 15,7

    Total 13,6 12,8 13,3 11,0 11,3 12,6 11,9 15,8 17,5 12,5

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5958

    com mais de 11 (onze) anos de estudo.

    Quadro 1.11 Empreendedores iniciais segundo motivao e escolaridade

    Brasil 2010 Taxas (%)

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2010

    1.2.4 Renda familiar

    Para analisar-se a renda familiar dos empreendedores brasileiros, utilizou-se

    a mesma diviso que o GEM faz em todos os pases estudados pela pesquisa,

    dividindo em 3 (trs) partes iguais, ou seja, entre o tero de renda mais baixa,

    o tero de renda mais alta e o tero mdio, entre os dois extremos.

    A TEA brasileira indica que entre os brasileiros de renda mais baixa, 6,1% so

    empreendedores. Este ndice vai a 15,1% entre os de renda mdia e 16% entre

    os de renda mais alta (quadro 1.12).

    Escolaridade anos de estudo) TEA

    MOTIVAO Razo opor-tunidade /

    necessidadeOportunidade Necessidade

    Sem educao formal 9,3 4,7 4,7 1,0

    1 a 4 15,7 7,9 7,9 1,0

    5 a 11 17,1 11,7 5,3 2,2

    Mais de 11 19,7 15,6 3,4 4,6

    Todas as faixas 17,5 11,9 5,4 2,2

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    5958

    Quadro 1.12 Empreendedores iniciais segundo renda Grupo de pases

    2010 Taxas (%)

    Fonte: Pesquisa GEM 2010

    O Brasil segue a mesma tendncia da maior parte dos pases analisados na pesquisa em 2010, onde a medida em que a renda cresce a taxa de empreende-dorismo tambm aumenta.

    Quadro 1.13 Empreendedores iniciais segundo motivao e renda Brasil 2010 Taxas (%)

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2010

    Grupo de Pases

    Renda

    33% Menor 33% Central 33% Maior

    Mdia Mdia Mdia

    Todos os pases 4,8 8,0 10,0

    Impulsionado por fatores 10,7 16,9 18,3

    Impulsionado pela eficincia 5,1 8,0 11,0

    Amrica Latina (Impulsionado pela eficincia) 8,2 12,3 16,3

    Impulsionado pela inovao 2,4 2,9 4,0

    Brasil 6,1 15,1 16,0

    Faixa de Renda (salrios mnimos) TEA

    Motivao Razo oportu-nidade/necessi-

    dadeOportunidade Necessidade

    Menos de 3 16,3 9,1 6,9 1,3

    De 3 a 6 19,0 14,6 4,2 3,5

    Mais de 6 19,2 15,3 3,7 4,1

    Total 17,5 11,9 5,4 2,2

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6160

    A motivao para que o empreendedor brasileiro em estgio inicial inicie um

    negcio pode variar conforme a faixa de renda em que se encontra. Seguindo a

    mesma linha de comparao com a diviso utilizada pelo GEM, demonstrada

    no quadro 1.12, os empreendedores por oportunidade tambm crescem a me-

    dida em que a renda familiar aumenta. Os empreendedores com rendas mais

    baixas so os que possuem maiores taxas de empreendedorismo motivado pela

    necessidade, conforme demonstra o quadro 1.13.

    1.2.5 Fontes de recursos (quadro 1.14)

    A informao sobre o montante de recursos necessrios para abertura do

    empreendimento ao longo dos anos de pesquisa denota que 18% dos empre-

    endedores consideram que menos de R$2.000,00 so recursos suficientes,

    enquanto 40% avaliam que o valor mais coerente situa-se entre R$2.000,00 e

    R$10.000,00.

    Pelo menos 25% afirmam ser necessrios mais de R$ 20.000,00 para iniciar

    um novo negcio no pas, aumentando o valor considerado suficiente pelos

    empreendedores brasileiros ao longo do tempo.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6160

    Quadro 1.14 Quantidade de recursos totais necessrios para iniciar um

    novo negcio e de recursos prprios para iniciar um novo negcio Brasil

    2002:2010 Proporo (%)

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Os prprios empreendedores se autofinanciam, utilizando recursos prprios

    para iniciarem o seu negcio. Quanto menor o recurso necessrio para iniciar

    um novo negcio, maior a participao dos recursos do prprio empreen-

    dedor. medida que o volume de recursos suficientes para iniciar o negcio

    cresce, diminui a participao dos prprios recursos do empreendedor no pro-

    cesso de abertura.

    Entre os empreendedores que consideram valores necessrios acima de

    R$30.000,00, a porcentagem que emprega seu prprio capital tem diminudo ao longo dos anos.

    Montante

    Empreendedores nas-centes que afirmam ser a quantia de recursos totais

    para iniciar um novo negcio

    Empreendedores nas-centes que afirmam ser a quantia de recursos

    prprios para iniciar um novo negcio

    2002:2010 2002:2010

    Menos de R$ 2.000,00 18,4 35,2

    De R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00 39,7 36,4

    De R$ 10.000,00 a R$ 20.000,00 17,3 16,0

    De R$ 20.000,00 a R$ 30.000,00 5,8 3,6

    Mais de R$ 30.000,00 18,9 8,8

    Total 100,0 100,0

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6362

    No caso brasileiro, a mdia de recursos necessrios para abertura de negcios

    e a relao com a parcela que o prprio empreendedor participa neste incio

    de 36%. Este ndice inferior ao dos Estados Unidos, onde os empreendedores

    utilizam 86% de capital prprio na abertura do negcio, da Rssia, que de

    44% e China, de 67%.

    Alm do uso do prprio capital, o empreendedor, para complementar os recur-

    sos necessrios para abrir o seu negcio, busca auxlio na famlia, ou seja, em

    cnjuges, pais, avs ou irmos, os quais representam cerca de 70% dos inves-

    tidores, sem alterao significativa nos anos anteriores (quadro 1.15).

    Quadro 1.15 Relao investidor/empreendedor Brasil 2002:2010 Pro-poro (%)

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Relao Investidor/EmpreendedorEmpreendedores Iniciais Brasil

    2002:2010

    Familiar prximo 52,3

    Algum outro parente 18,2

    Um colega de trabalho 2,9

    Um amigo ou vizinho 22,3

    Um estranho com uma boa idia 3,8

    Outro 0,6

    Total 100,0

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6362

    1.3 Principais taxas segundo setores de atividades dos empreendimentos

    1.3.1 Situao global

    As figuras 1.6 e 1.7, retiradas do Relatrio Global 2010, demonstram a distri-

    buio da atividade empreendedora em estgio inicial em 4 (quatro) setores de

    atividades econmicas, com as divises dos pases conforme a fase de desen-

    volvimento econmico e a regio geogrfica.

    Figura 1.6: Distribuio dos Setores de Atividade Econmica da Atividade

    Empreendedora em Estgio Inicial pela fase de Desenvolvimento Econmico

    Fonte: GEM Global Report 2010

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6564

    Segundo as anlises do Relatrio Global GEM 2010:

    Os negcios extrativistas (agricultura, pecuria, pesca e minerao) so mais dominantes nas economias impulsio-nadas por fatores. Servios direcionados s empresas so mais comuns em economias impulsionadas pela inovao. Entretanto,no h nenhum grupo com predomnio na in-dstria de transformao (manufaturas e construo), que exibem igual prevalncia em todos os 3 nveis de desenvol-vimento econmico.

    Tanto os pases estimulados por fatores quanto pela efici-ncia possuem pesos fortes no setor de atendimento direto ao consumidor. Estes negcios tendem a necessitar menos recursos e muitas vezes so exercidos nos locais de moradia do empreendedor. Eles podem exercer um papel importante na atividade empreendedora onde existe pouco desenvolvi-mento em infraestrutura de transportes e comercial.

    Os pases africanos do MENA1 e Subsaarianos2 so pases estimulados por fatores, conforme seu desenvolvimento econmico. Por isso no surpresa que suas economias tenham altos nveis de empreendedorismo no setor extrativista, como ilustra a Figura 1.7. Estas regies geogrficas tm altos nveis de recursos naturais, que permitem que o setor extrativista renda. As duas regies diferem, entretanto, quando os pases do MENA dominam as atividades do setor de transformao, enquanto os do Sub--Saahara so os que possuem maior prevalncia no setor orientado ao consumidor.

    1 Pases do Oriente Mdio e Norte da frica. Em ingls Middle East and North of Africa

    2 Pases que se situam ao sul do Deserto do Sahara.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6564

    Basicamente, os pases do Leste Europeu, Amrica Latina e sia dividem suas atividades econmicas em dois setores. Analisando estes setores, nenhuma dessas regies possuem presena maior em qualquer deles. Avaliando as regies, tanto a Amrica Latina quanto a sia tem a maior parte de seus empreendedores no setor orientado ao consumidor. Po-rm, enquanto muitos pases do Leste Europeu tm seus em-preendedores operando no setor orientado ao consumidor, a distribuio semelhante aos outros setores econmicos.

    No caso dos Estados Unidos e da Europa ocidental, pases estimulados pela inovao, no surpresa seus empreen-dedores dominarem os setores de servios para empresas. Esse setor tende a necessitar de capital humano com altos nveis de educao, que mais facilmente encontrado nes-sas regies, fornecidos por um sistema bem estabelecido de educao de qualidade.(TRECHO EXTRADO E TRADUZIDO DO GEM GLOBAL 2010).

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6766

    Figura 1.7: Distribuio dos Setores de Atividade Econmica da Atividade

    Empreendedora em Estgio Inicial pela Regio Geogrfica

    Fonte: GEM Global Report 2010

    1.3.2 Situao do Brasil

    Para a anlise do empreendedorismo brasileiro e sua segmentao na atividade

    econmica foi utilizada a Classificao Nacional de Atividades Econmica,

    CNAE, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica, IBGE.

    No Brasil, o foco dos negcios criados est no atendimento ao consumidor

    final em empreendimentos orientados nessa direo. um perfil de negcio

    com propenso informalidade, pela baixa necessidade de recursos financei-

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6766

    ros para a sua abertura e pela simplificao da complexidade organizacional.

    A Figura 1.8 demonstra que em todos os anos em que a pesquisa GEM foi

    realizada no Brasil, 28% das atividades so no comrcio varejista, 15% na

    indstria de transformao e 11% em alojamento e alimentao. Estes 3 (trs)

    setores respondem por 54% dos setores econmicos envolvidos.

    Figura 1.8 Empreendedores iniciais segundo tipo de atividade Brasil

    2002:2010

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2002:2010

    Os dados concernentes a 2010 (figura 1.9), apontam uma abrangncia maior,

    com 4 (quatro)atividades ocupando 63% dos setores. O comrcio varejista per-

    manece com a maior prioridade pelos empreendedores, com 25%. Porm, alo-

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6968

    jamento e alimentao ocupam o 2 lugar no ranking, com 15%. As atividades imobilirias e aluguis com 13% e 10% na indstria de transformao.

    Figura 1.9 Empreendedores iniciais segundo tipo de atividade Brasil

    2010

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2010

    O ano de 2010 apresenta uma ligeira transformao nas atividades econ-

    micas que os empreendedores esto trabalhando, onde o comrcio continua

    forte, seguido pelo setor de servios, ganhando espao sobremaneira sobre o

    industrial.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    6968

    O comrcio varejista est concentrado em vendas de produtos por catlogo ou

    correio, alimentos, bebidas e peas de vesturio.

    As atividades de alojamento e alimentao compreendem principalmente ne-

    gcios como a abertura de bares e lanchonetes e o fornecimento de comida

    preparada na prpria casa do empreendedor, sob encomenda.

    As atividades imobilirias e aluguis abrangem principalmente servios de as-

    sessoria e consultoria voltada s empresas.

    A indstria de transformao engloba confeco de roupas e outros artigos

    txteis, produtos de marcenaria e indstria alimentcia.

    Na categoria de outras atividades e servios coletivos esto reunidos servios

    de salo de beleza, msicos, lavanderias, casas lotricas e lan houses.

    A atividade classificada como residncia com empregados abrange os servios

    domsticos como faxina, jardinagem e atendimento a demandas pessoais nas

    residncias.

    O Quadro 1.16, a seguir, ilustra as atividades econmicas e as caractersticas

    dos empreendedores brasileiros.

    Entre os empreendedores motivados por oportunidade as atividades econ-

    micas seguem a linha da TEA, onde o comrcio varejista tem a preferncia,

    seguido dos setores de alojamento e alimentao e de atividades imobilirias

    (atividades voltadas assessoria e consultoria s empresas).

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    7170

    Quadro 1.16 Empreendedores iniciais e CNAE segundo motivao e estgio

    Brasil 2010 Proporo (%)

    Tipo de AtividadeMotivao Estgio

    Oportunidade Necessidade Nascentes Novos

    Comrcio varejista 25% 26% 23% 27%

    Ind. Transformao 10% 11% 11% 10%

    Alojamento e alimentao 14% 21% 16% 10%

    Atividades servios coletivos 6% 8% 10% 8%

    Atividades imobilirias 14% 9% 13% 15%

    Construo 6% 6% 1% 8%

    Transporte e armazenagem 4% 2% 3% 4%

    Venda e manuteno de veculos 5% 5% 6% 4%

    Comrcio atacadista 1% 1% 3% 1%

    Residncia com empregados 10% 5% 10% 9%

    Outras atividades 5% 6% 4% 4%

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2010

    J entre os por necessidade, o comrcio permanece sendo o favorito, dimi-

    nuindo a participao de vendas por catlogo ou correio, mas aumentando a

    proporo de atividades de alojamento e alimentao, diminuindo as ativida-

    des imobilirias (atividades voltadas assessoria e consultoria s empresas).

    As atividades ligadas a alojamento e alimentao so buscadas mais pelos em-

    preendedores motivados pela necessidade, enquanto as imobilirias e aluguis

    surgem pelas oportunidades percebidas no mercado, por isso um ndice mais

    elevado entre os empreendedores por oportunidade.

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    7170

    O comrcio varejista o favorito entre os empreendedores nascentes, seguidos

    por atividades como alojamento e alimentao, atividades imobilirias (ativi-

    dades voltadas assessoria e consultoria s empresas) e aluguel e indstria de

    transformao.

    Entre os empreendedores de negcios novos a linha semelhante com a dos

    nascentes, apenas com a diferena que a segunda atividade econmica preferi-

    da a imobiliria e aluguis.

    Quadro 1.17 Empreendedores iniciais e CNAE segundo gnero Brasil

    2010

    Tipo de atividade

    Gnero

    Masculino Feminino

    Comrcio varejista 19% 33%

    Ind. Transformao 10% 12%

    Alojamento/alimentao 14% 20%

    Atividades serv. Colet. 10% 5%

    Atividades imobilirias 17% 9%

    Construo 11% 1%

    Transporte/ armazenagem 6% 2%

    Venda/manuteno de veculo 10% -

    Comrcio atacadista 1% 1%

    Residncia com empregados 2% 16%

    Outras atividades - 1%

    Fonte: Pesquisa GEM Brasil 2010

  • Empreendedorismo no Brasil 2010Empreendedorismo no Brasil 2010

    7372

    A preferncia masculina recai sobre o comrcio varejista e atividades imobili-

    rias (atividades voltadas assessoria e consultoria s empresas), vindo aps

    alojamento e alimentao e uma diviso semelhante entre construo, venda e

    manuteno de veculos, indstria de transformao e atividades de servios

    coletivos.

    As mulheres, em 33% dos casos, preferem atividades ligadas ao comrcio va-

    rejista, com 20% com alojamento e alimentao, 16% residncia com empre-

    gad