Pequenas Centrais Hidroenergéticas PCHs Guaraú Cascata

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Avaliação Econômica Financeira da Implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs em Estação de Tratamento de Água.

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  • 1. FUNDAO GETULIO VARGAS - FGV ESCOLA DE ECONOMIA SO PAULO EESPAvaliao Econmica Financeira daImplantao de Pequenas Centrais Hidreltricas PCHs em Estao de Tratamento de gua.Trabalho de Concluso de Curso - TCC MBA REGULAO EM INFRAESTRUTURA MARCELO DANTON SILVAOrientador: Prof. ENLINSON MATTOS So Paulo Abril - 2010

2. Descrio Bibliogrfica:DANTON SILVA, Marcelo: Economista com Especializao Relaes Econmicas Internacionais e Ps Graduao Administrao Financeira Controladoria. Tema: Avaliao Econmico Financeira das Instalaes de Pequenas Centrais Hidroeltricas em Sistema Produtor de gua Tratada da Sabesp. 2010. 76 ff. Trabalho de Concluso de Curso (MBA Executivo em Infraestrutura) Escola de Economia de So Paulo da Fundao Getlio Vargas (FGV/EESP). So Paulo, 2010.Resumo: Em alguns sistemas produtores de gua na Sabesp apresentam possibilidades de gerao hidroenergtica. Propostas apresentadas por empresas de engenharia e fornecedores de equipamentos indicam duas possibilidades mais promissoras para instalaes de PCHs Pequenas Centrais Hidroeltricas. Guara e Cascata.Palavras-chave: PCHs Guara Cascata. 3. AGRADECIMENTOS:Aos meus pais que, com esforo, puderam fornecer uma educao humanista focada no respeito ao prximo, nos direitos e nos deveres de cada um;Aos meus familiares onde buscava momentos de conforto e descontrao nos perodos difceis da vida;Aos professores e equipes de apoio da FGV que tiveram a didtica para apontar o caminho do conhecimento;A Sabesp e equipe que acreditaram e propiciaram essa jornada;Enfim agradeo a todas as pessoas com quem convivo pela pacincia, amizade e palavras incentivadoras. MUITO OBRIGADO! 4. A luz do conhecimento spermanece acesa pela dedicao e persistncia da humanidade. 5. RESUMO:Em 1988 a Sabesp contratou estudos para levantar as possibilidades, nos sistemas produtores de gua, do potencial de gerao hidroenergtica.Possibilidades identificadas, propostas surgiram atravs de empresas de engenharia e fornecedores dos equipamentos interessados nas duas mais promissoras localidades para instalaes de PCHs Pequenas Centrais Hidroeltricas.Guara com uma turbinas tipo S de quatro MW e Cascata tambm com uma turbina de trs MW, totalizando sete MW. Nmero considervel para uma empresa de saneamento bsico comear a ingressar em novo negcio. Gerao de energia.O trabalho aborda o ciclo histrico da companhia que remonta a uma So Paulo em transformao e preparao para esse gigantismo atual. A sagacidade no enfrentamento dos desafios para consolidar a vila de So Paulo de Piratininga como centro econmico relevante.Abordo tambm conceitos tcnicos do setor eltrico para dotar o leitor de conhecimento bsico para melhor entendimento da proposta. Boa leitura! 6. SUMRIO:CAPTULOS: 1. Posicionamento Histrico e Descrio do Sistema Cantareira.1.1. Histria.........................................................................................................71.2. Descrio do Sistema Cantareira Atual.................................................................202. Descrio das propostas das PCHs.2.1. Aspectos Tcnicos........................................................................................362.2. Aspectos Gerais............................................................................................452.3. Especificaes da Turbina - PCH Guara....................................................462.4. Especificaes da Turbina - PCH Cascata...................................................493. Avaliao e Modelo Econmico Financeiro das PCHs Guara e Cascata.3.1. Consideraes iniciais ...................................................................................56Concluses ...............................................................................................................58 7. 6Introduo: Em alguns sistemas produtores de gua na Sabesp apresentam possibilidades de gerao hidroenergtica.Propostas apresentadas por empresas de engenharia e fornecedores de equipamentos indicam duas possibilidades mais promissoras para instalaes de PCHs Pequenas Centrais Hidroeltricas.Guara com duas turbinas tipo S de trs MW e Cascata tambm com duas turbinas de duas MW, totalizando 7 MW.Nmero considervel para uma empresa de saneamento bsico comear a ingressar em novo negcio. Gerao de energia.Esta proposta de aproveitamento hidroenergtico no Sistema Produtor de gua Potvel Cantareira foi originalmente apresentada em 1996 para estudo da viabilidade econmico- financeira.Continua um assunto atual e de grande relevncia para a companhia, pois a empresa ensaia o desenvolvimento em novos negcios h algum tempo e essa proposta vai ao encontro dos anseios da organizao.O modelo de licitao j esta na pauta para 2010 com grande possibilidade de implantao nos prximos dois anos, marcando a entrada da Sabesp no setor energtico. 8. 7Captulo 1 1.1 Histria1: O macio da Serra da Cantareira contribuiu significativamente para o desenvolvimento da cidade de So Paulo na formao e crescimento da atualmente denominada macro metrpole paulista (conceito expandido da Regio Metropolitana de So Paulo: RMSP +, Baixada Santista, regio Campinas, regio Sorocaba e regio de So Jos dos Campos,).O mapa histrico (Figura 12), que delineia a capitania de So Vicente e os aldeamentos indgenas existentes no perodo de 1552-1597, nomeia a Serra da Cantareira como Jaguamimbaba. Do ponto de vista histrico, possvel contextualizar a ocupao do entorno do Parque Estadual da Cantareira no sculo XVI, uma vez que, quando os europeus chegaram ao Brasil, encontraram um territrio povoado, e cuja populao indgena, segundo as estimativas, era de aproximadamente cinco milhes. Divididos, em linhas gerais, entre os tupis que ocupavam a costa brasileira do Nordeste ao litoral sul de So Paulo, e o guarani entre o litoral Sul e o interior, nas bacias dos rios Paran e Paraguai. As tribos que no falavam as lnguas do tronco tupi eram genericamente chamados Tapuia, e ocupavam outras regies da extenso territorial brasileira. Em So Paulo, palco de contato com as primeiras presenas europias, sua populao era constituda essencialmente pelos Tupiniquins, embora, vivessem tambm no planalto, outros grupos do tronco lingstico macro-j, como os Maromomi, que habitavam as regies da Serra da Mantiqueira, tambm chamada no incio do sculo XVII, como montes Guarimunis, ou Marumininis. Nos textos do sculo XVII, que tratam da doao de sesmarias, surgem grupos Maromomi, em Atibaia: uma lgua de terras (...) comeando da tapera dos Garomemis at o rio Juqueri 2. Eram caador-coletores e segundo o padre Manoel Viegas, que se empenhou em sua catequizao, andava atraz delles pelos matos, capes e praias todo em seu remedio;1 Resenha da Publicao Ligao SABESP; So Paulo 2003 Saneamento Cenrios Histricos - Anexo 15. 2 PREZIA, Benedito A. Os indgenas do Planalto Paulista nas crnicas quinhentistas e seiscentistas. So Paulo, Humanitas 2000, p. 179. 3 ABREU, Capistrano de. Os Guaianazes de Piratininga. Artigo publicado no Jornal do Comrcio de 25 de janeiro de 1917. 9. 8Figura 1: Mapa Histrico da Regio So Paulo. 10. 9mas como estes Maramumis no se aquietam em seu lugar, e seu viver sempre pelos matos, caa, ao mel e s frutas, difficultava isto muito a esperana de sua converso. Elle comtudo a todos resistia... e assim aos poucos foi domesticando, e fez fazer assento em um lugar e aldeia em que at hoje habitam todos juntos; a aldeia a que chamam Nossa Senhora da Conceio de Goarulho.3 O aldeamento desapareceu, mas este nome que surge no sculo XVII, persiste com pequena alterao, at hoje. Os demais aldeamentos e aldeias, tambm tiveram o mesmo destino, em idntico perodo, aps a sistemtica preagem do indgena, e as constantes epidemias que dizimavam suas populaes. Muito alm do clima favorvel aos costumes europeus e do relevo, a melhor descrio do ento povoamento de So Paulo de Piratininga esta na frase de um religioso jesuta: So Paulo no apenas o resultado de seu local, de sua situao e de seu clima: antes disso tudo, o produto do trabalho dos homens que, em pocas diferentes, conforme as circunstncias histricas mutveis, tiraram partido da natureza inerte. Obra humana, So Paulo e o seu crescimento so o reflexo e, ao mesmo tempo, o fruto das civilizaes e das sociedades que se sucederam nas margens do Tiet durante quatro sculos.4 Um planalto suavemente ondulado, com campos e clareira aprazveis, boas guas e clima sadio.5 A definio da localidade perfeita para comportar um povoado pequeno ao redor das catequeses dos jesutas, sem muitas ambies de crescimento, mas que atendia a poltica crist da poca em expandir sua teologia ao ento denominado Novo Mundo. Na realidade So Paulo de Piratininga estava a poucos quilmetros das nascentes dos belos rios descritos nos documentos da poca (Tamanduate, Anhangaba e Tiet), mas no apresentam grandes volumes perenes, assim a gua comearia se mostrar escassa (1744) com o crescimento da populao em virtude do desenvolvimento econmico. As terras frteis e relativamente fceis de cultivar se comparadas ao litoral, a captura de ndios para trabalho escravo (primeiras Bandeiras), tornaram So Paulo centro de abastecimento e 4 MONBEIG, P. Aspectos geogrficos do crescimento de So Paulo. Ed. Anhambi, SP, 1958, p.17. 5 ARQUIVO DO ESTADO DE SO PAULO. Memria Urbana: a Grande So Paulo at 1940. Imprensa Oficial, SP, 2001, p.13. 11. 10ponto de partida dos bandeirantes e concentrao de tropeiros com suas mulas a saciarem a sede nas margens do Tamanduate (atual regio do Parque Dom Pedro Segundo), antes de seguirem viagem. Rio de Janeiro, por exemplo, quando alado centro administrativo da colnia (1763), demandava grandes quantidades de produtos, assim desenvolveram rotas e consolidaram vilas ao longo do vale do Paraba/Baixada Fluminense. Criaes de animais, grandes tropas de muares e aumento populacional, comearam a poluir a j escassa gua. Surgiram as epidemias. A Serra da Cantareira (franja sul) estava preservada e seus diversos cursos dguas, apesar de pequenos, juntos iriam fornece