Jornal outubro

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Text of Jornal outubro

  • 1. www.anoticiadovale.comOutubro | 2010 | Ano VII | N 90 R$ 1,50 Casa Nova realiza Festa da Cebola a Expofeira Regional do Nordeste 2010 O municpio de Casa Nova estar bastan- te movimentado nos dias 05 e 06 de novem- bro com a realizao da Expofeira Regional do Nordeste 2010, uma festa para celebrar a Ce- bola, que contar com a diversidade tpica da regio, reunindo diver- sas atraes artsticas e culturais, shows, festival gastronmico, palestras, desfile de mquinas agrcolas, concurso da Rainha da Cebola, entre outras manifestaes da cultura local. [+] Pgina 09 Deputado eleito de Casa Nova come- mora vitria [+] Pgina 05 Juzes participam de palestra sobre a Emenda Constitucional 66 [+] Pgina 07 Estrada que liga Sobradinho BR 235 est sendo asfaltada [+] Pgina 05 Editorial O povo nunca esteve to certo... [+] Pgina 02 Genilson Silva inau- guraobradoLuzpara Todos SINDAE promove 2 Torneio de Integra- o em Sobradinho O prefeito de Sobra- dinho, Genilson Silva (PT), preocupado em cobrir cada vez mais as comunidades interio- ranas com o sistema de eletrificao rural, atra- vs do programa Luz para Todos, inaugurou obra do referido progra- ma dia 24 nas comuni- dades de Tatau II, III, IV, V, Santa Teresa e Calderozinho. [+] Pgina 03 Realizado dia 09 na ci- dade de Sobradinho o 2 Torneio de Integrao dos SAAEs da regio norte, promovido pelo SINDAE (Sindicato dos Trabalhadores em gua e Esgoto e Meio Ambien- te no Estado da Bahia). [+] Pgina 06 Pgina 10 Opinio De dilemas morais [+] Pgina 02

2. 12 Vale do So Francisco, Outubro de 2010 - Ano VII - N 90 - www.anoticiadovale.com 3. 02 Vale do So Francisco, Outubro de 2010 - Ano VII - N 90 - www.anoticiadovale.com As eleies do primeiro turno no Vale do So Francisco mostrou, entre outras surpresas, que o eleitorado da regio est mais consciente e aberto s novas possibilidades de gesto, e principalmen- te aos novos nomes na poltica local, para compro- missos mais efetivos e srios. Embora no tenha se consolidado a mudana dos velhos nomes, dando lugar a novo flego na poltica, pelo menos se re- gistrou a queda dos atrasados modelos polticos, carreiristas, que pouco ou quase nada fizeram pelo desenvolvimento do Vale. O eleitor, em seu silncio sbio, deu a melhor resposta aos traidores da sociedade, e veio me- lhor de todas as surpresas, a no eleio e a no renovao de seus mandatos patronais, sem ne- nhuma identificao com os interesses populares. O povo mostrou que est em boa forma, com boa sade mental e se dirigiu s urnas, no exatamen- te para votar, mas para registrar uma indignao generalizada, h muito tempo engasgada, e um alvio social, isso sim, podemos chamar de o ver- dadeiro exerccio da democracia, sem amarras po- lticas, dvidas, troca de favores, cabresto poltico, lavagem de dinheiro, usura capitalista, entre ou- tros adjetivos para angariar votos. Quem disse que o povo errou, o mesmo que disse que o rock errou, pois ao som de uma tur- binada democracia rebelde, nos fez lembrar os tempos ureos da militncia estudantil, da passe- ata dos 100 mil, das Diretas J, entre tantos outros atos de protesto, em meio loucura dos bottons, do jeans sujo e rasgado, das bandeiras, das guitar- ras eltricas e da fria da multido, no o mesmo ato, mas a mesma conscincia, o povo acertou e venceu! Que venha o segundo turno, com a mesma ar- rogncia e voracidade, e o povo com a sua inteli- gncia, simplicidade e maturidade dar a melhor resposta. Quando esta edio sair, estiver em cir- culao nas ruas, o resultado da eleio deva estar a caminho, as urnas j desvirginadas pelo elei- tor afoito e a matemtica das apuraes j tenha revelado o novo nome para dirigir os destinos da nao brasileira, e a, colocar os joelhos no cho e desfiar um rosrio de lamentaes, porque tanto um quanto outro, ser a grande dvida do pas: avanaremos ou seremos tragados pelo subdesen- volvimento em quatro anos? E no venham nos dizer que isso s vai acontecer se o Serra (PSDB) for o grande vitorioso, e que Dilma a sucessora ideal, que vai dar continuidade aos programas do PT, porque isso mais fantasioso do que a chega- da de papai Noel. Cremos sim, nas propostas dos dois, mas prin- cipalmente num pas srio, sem agresses, inva- ses, nem mensales, e isso o povo conhece muito bem, e sabe reconhecer a diferena. Mais do que emolas sociais, tica acima de tudo! E se o pr- ximo no fizer a diferena, no atender aos nossos anseios surra nele tambm, novas caras, alter- nncia de poder, porque esse o verdadeiro valor da DEMOCRACIA! O povo nunca esteve to certo... Estudos lingsticos e seus reflexos nas provas de Lngua Portuguesa no vestibular De dilemas morais Durante dcadas, o ensino de Lngua Portu- guesa em nossas escolas teve como foco o ensino de regras e normas gra- maticais, a fim de levar o aluno a produzir res- postas sempre corretas. Nesse modelo, a gram- tica normativa tinha um lugar privilegiado, por meio de exerccios mec- nicos e estruturais. Isto , a partir de frases soltas, isoladas e descontex- tualizadas. Tal postura refletiu-se nos livros di- dticos, nas gramticas, nas avaliaes e, sobre- tudo, nos processos se- letivos, dentre as quais destacamos as provas de vestibular. Segundo Eliana Bor- ges C. de Albuquerque, professora do Centro de Educao da UFPE, a dcada de 80 assistiu a um amplo desenvol- vimento de pesquisas na rea de Lngua Por- tuguesa. Pesquisadores de diferentes campos Psicologia, Histria, Sociologia, Pedagogia, Certamente todos pronunciam a palavra Bem, mas no percebem o que ela pode ser. Eis porque no percebem tambm o que Deus, mas por ignorncia, cha- mam bons os deuses e certos homens, ainda que no o possam ser e se tornar: pois o Bem o que menos se pode ti- rar de Deus, insepar- vel porque o prprio Deus. (Hermes, sbio, antigo Egito) Nascemos, todos e todas, com forte ten- dncia ao egosmo. E vivemos, desde ento, o conflito entre o egosmo e o altrusmo. Em nossa primeira e marcante ex- perincia de convivncia social - a famlia - somos etc. tomaram como temtica e objeto de es- tudo a leitura e a escrita buscando redefini-las. A partir de tais estudos, o texto passa a ser obje- to de ensino. Com isso, o ensino da gramatica passa a ser abordado de forma contextualizada. Essas novas abordagens da lngua vm sendo, continuamente, adota- das pelos rgos que elaboram provas em vestibulares. Assim, as questes j apresentam um novo enfoque dado aos contedos de Lngua Portuguesa. Dentre es- sas mudanas, podemos citar: A leitura passa a ser trabalhada numa pers- pectiva de diversidade textual, o que engloba diversos gneros. Alm disso, no se limita linguagem verbal, mas tambm engloba a no verbal. Mas, acima de tudo, destacamos o fato de as questes aborda- rem vrios aspectos re- lacionados ao ato de ler, tais como: a) identificar a idia central, as idias como realizaes lingus- ticas expressas por meio de imagens, como, por exemplo: anncios, char- ges, propagandas, tiri- nhas, pinturas,etc. Nesse sentido, per- cebemos que os estudos lingsticos ocasionaram diversas alteraes no s na metodologia de en- sino da lngua, mas, so- bretudo nas avaliaes e nos processos seletivos, como o caso das pro- vas de vestibular. Ape- sar de suas diferenas tericas e conceituais, esses estudos tm uma mesma perspectiva que propor mudanas sig- nificativas na forma de se conceber e, por conse- guinte, ensinar a lngua. Sob a tica desses estu- dos, a gramtica passa a ser abordada com base nos postulados da se- mntica, da pragmtica, da lingstica textual e da anlise do discurso, o que ocasiona o ensino de lngua contextualizado. *Aluno do Curso de Letras da UFRPE - silvio_profirio@ yahoo.com.br secundrias e os objeti- vos do texto; b) localizar informaes explcitas e implcitas no texto; c) inferir e o significado de diversas palavras, por intermdio do contexto; d) estabelecer relao de causa/ conseqncia entre as diversas partes do texto; e) interpretao de textos com auxlio de material grfico diverso (charges, imagens, qua- drinhos, etc.). Outra mudana o ensino contextualizado da gramtica, no qual o papel de determina- da categoria gramatical passa a ser trabalhado relacionado ao sentido do texto. Ou seja, a in- sero do contexto a fim de desenvolver reflexes sobre o funcionamento da lngua relacionada com o contexto situacio- nal e sua realizao nos mais variados gneros textuais. nesse contexto que os gneros imagti- cos passam a ser utiliza- dos como suporte, para abordar a gramtica de forma contextualizada. Eles podem ser definidos Silvio Profirio da Silva * Nei Alberto Pies E X P E D I E N T E Este jornal produto da empresa A Notcia do Vale. Fundado em 15 de maio de 2003. Luiz Washington Diretor Natlia Aguiar - DRT- 3476 Jornalista Responsvel Thas Mariano Valente Diagramao Grfica Franciscana Impresso Rua das Algarobas, 238 - Centenrio - Juazeiro - Bahia - Fone: (74) 3611-1561 Site: www.anoticiadovale.com - E-mail: anoticiadovale@hotmail.com Paulo Carvalho Editor No de nossa responsabilidade os textos assinados. Juazeiro, Petrolina, Casa Nova, Remanso, Pilo Arcado, Sobradinho, Sento-S,Cura, Uau e outras. CirculaoCirculao nos EDITORIALEDITORIAL OpinioOpinio lapidados a superar o egosmo. Os pais, avs, tios e tias, professores e professoras fazem um imenso esforo para con- vencer que vida acontece na partilha, na solida- riedade, no dilogo, na compreenso de que os outros so importantes para a nossa vida. Mas h quem nunca aprenda que a felicidade huma- na perpassa a existncia e o reconhecimento dos outros e viva sempre tentando enquadrar a si mesmo ou aos demais sob a tica do bem e do mal, do certo e do erra- do, do justo e do injusto. Autodenominar- se bom ou mau um problema de natureza egocntrica, uma vez que o julgamento mo- ral sempre precedido pela anlise dos outros, no da gente. Pode ain- da ser um problema de etiqueta, usado para distinguir-se dos de- mais, para esconder a verdadeira face ou para parecer aquilo que no se . Ningum do bem e ningum do mal. Somos de ns mesmos, com acentuadas e den- sas contradies, dvi- das e incertezas,