A iluminação em fotografia conceitual como forma de ...· composição fundamental para a fotografia

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  • Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicao XXXII Congresso Brasileiro de Cincias da Comunicao Curitiba, PR 4 a 7 de

    setembro de 2009

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    A iluminao em fotografia conceitual como forma de linguagem. Comparativo

    entre as revistas Catarina e FFW Mag.1

    Armando Pilla2 Universidade Regional de Blumenau

    Amanda Cristine Tambosi3

    Universidade Regional de Blumenau Resumo O presente artigo tem por objetivo reunir informaes da tcnica de iluminao, a luz como elemento de linguagem na construo de conceitos de moda e tendncias atravs de uma anlise com base na amostra de fotos das revistas Catarina com circulao predominantemente regional em Santa Catarina e da revista FFw Mag com circulao nacional. Palavras-chaves Fotografia, iluminao, linguagem no-verbal, editorial fotogrfico. 1. Introduo

    A comunicao humana um fenmeno pelo qual o homem mantm as suas

    relaes sociais. Para que haja comunicao, h necessidade de ter entre outros, o

    processo do acto comunicativo que tem por incio o emissor (seres humanos), que o

    responsvel por criar e transmitir a mensagem (informaes). O receptor responsvel

    pelo recebimento da mensagem e pela sua decodificao e assimilao.

    Segundo os referenciais tericos propagados por McLuhan (2006), o autor

    questiona o processo comunicacional nos meios eletrnicos.

    O meio a mensagem, isto apenas significa que as conseqncias sociais e pessoais de qualquer meio, ou seja, de qualquer umas das extenses de ns mesmos, constituem o resultado do novo estalo introduzido em nossas vidas por uma nova tecnologia ou extenso de ns mesmos. (2006, p.21).

    1 Trabalho apresentado na Diviso Temtica, da Intercom Jnior Jornada de Iniciao Cientfica em Comunicao, evento componente do XXXII Congresso Brasileiro de Cincias da Comunicao. Curitiba, PR 4 a 7 de setembro de 2009 2 Mestre em Cincias da Linguagem, Professor da Universidade Regional de Blumenau (FURB). E-mail: apilla@hotmail.com 3 Graduanda do Curso de Comunicao Social Publicidade e Propaganda da FURB. amanda@actonove.com.br

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    Segundo Pilla (2005, p. 8) No h como negar que o desenvolvimento

    tecnolgico fez da comunicao um fato relevante para a civilizao identificada como

    ps-moderna.

    O desenvolvimento est no centro de debates das cincias que procuram

    compreender o homem e seu cotidiano comunicativo, principalmente no que diz

    respeito linguagem utilizada na mensagem, pois segundo Mcluhan, (2006, p. 22) A

    mensagem, de qualquer meio ou tecnologia, a mudana de escala, cadncia ou padro

    que esse meio ou tecnologia introduz nas coisas humanas.

    A mensagem pode ser veiculada em mltiplos formatos, como um spot de rdio,

    uma pgina de revista, um filme, um comercial de televiso ou um pop up (anncio que

    pipoca de repente na tela, num quadrinho parte; pea similar a um folheto que, quando

    aberta, "ejeta" uma ilustrao tridimensional) na internet.

    Bakhtin (1999, p. 117) contesta essa afirmao ponderando que a atividade

    mental do sujeito constitui, da mesma forma que a expresso exterior a um territrio

    social, ou seja, todo o percurso entre a produo e a recepo de mensagens est

    situado num campo de relaes e trocas, de interesses e intencionalidades,

    Zeca Martins (1999, p. 47) pondera que so dezenas, centenas e milhares de

    profissionais envolvidos na rdua tarefa de comunicar alguma coisa a milhes de

    pessoas, e de conhec-las bem de perto, quase que uma a uma, informando e seduzindo

    positivamente.

    Transmitir arte como informao ou apenas informao, no simplesmente

    jogar aos ventos algo que possa interessar algum, o processo na teoria parece

    simples, mas na prtica tudo muda isso se deve justamente a adequao da informao

    com determinado meio de comunicao, no basta apenas querer comunicar, mas sim

    saber quais os reais caminhos que essa informao deve percorrer para que seja

    proveitosa e funcional, e neste ponto Machado afirma;

    impensvel uma poca de florescimento cultural sem um correspondente progresso das suas condies tcnicas de expresso, como tambm impensvel uma poca de avanos tecnolgicos sem conseqncias no plano cultural e, sobretudo sobre os meios que nos permitem dar expresso idias. (1993, p.11).

    A tecnologia no apenas trouxe grandes benefcios e facilidades na produo

    artstica como tambm desenvolveu estilos prprios de linguagens.

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    Arajo (1996) acrescenta que, ao ser enviada, a mensagem passa por um

    processo de significao ou de transferncia de sentido. No entanto, cabe ressaltar que

    est em jogo principalmente nos veculos da indstria cultural a colocao da operao

    dos signos, compostos, ressaltados na teoria do lingista Sausurre (1995), de um

    significante e um significado.

    Segundo Pilla (2005, p. 11), conceito sinnimo de significado (plano das

    idias), algo como o lado espiritual da palavra, sua contraparte inteligvel, em oposio

    ao significante (plano da expresso) que sua parte sensvel.

    No entanto, na comunicao miditica, h a necessidade de se utilizar suportes

    como vdeos, filmes e fotos, que empregam a imagem como principal elemento de

    linguagem. Captar, digitalizar, editar, imprimir e preparar a imagem para apresentar

    uma idia, so aes que compem um processo de produo e tambm um processo de

    significao.

    A imagem tcnica o resultante de vrios fatores, tais como filmes, fitas, CDs,

    DVDs, ao de luzes, linhas de varredura, pixels e principalmente de representaes

    condicionadas aos diversos suportes tecnolgicos atravs de seus significantes e

    significados.

    Machado (1993) no apenas defende estes fatores tecnolgicos como faz

    referncia a utilizao deles com criatividade. Para o autor

    A questo principal, enfim, no saber se o artista se torna menos ou mais livre, menos ou mais criativo trabalhando no corao das mquinas, mas se ele capaz de recolocar as questes da liberdade e da criatividade no contexto de uma sociedade cada vez mais informatizada, cada vez mais imersa nas redes de telecomunicaes e cada vez mais determinadas pelas representaes que faz de si mesma da indstria cultural. (1993, p. 38)

    Machado (1993) evoca que, os artistas ainda esto salvos por sua criatividade,

    idia e liberdade de criao, assim podemos interpretar como ferramentas que tornam a

    mensagem eficaz.

    Neste sentido, a montagem no representa apenas um arranjo harmonioso das

    imagens captadas com a utilizao de suportes tecnolgicos disponveis, mas tambm a

    expresso do autor, que escolhe determinados elementos, selecionando-os entre uma

    srie de elementos possveis e se elegeu uns e no outros, sua influncia como

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    indivduo pensante marca a produo. Como no caso da fotografia, onde determinados

    referenciais so preteridos em favor de outros para compor a foto.

    Na linguagem no-verbal, a imagem que nos traz a percepo visual, abriga duas

    categorias: a imagem em movimento e a imagem esttica.

    A fotografia, que faz parte da categoria das imagens estticas, definida por

    Dondis como sendo:

    dominada pelo elemento visual em que interatuam o tom e a cor, ainda que dela tambm participem a forma, a textura e a escala. Mas a fotografia tambm pe diante do artista e do espectador o mais convincente simulacro da dimenso, pois a lente, como olho humano, v, e expressa aquilo que v em uma perspectiva perfeita. (1997, p. 215.)

    Podemos dizer que o cdigo fotogrfico se apresenta como as influncias que

    fazem de uma imagem ser chamada de fotografia, este elemento de percepo visual, o

    cdigo fotogrfico, no s modificado como tambm est sempre em processo de

    evoluo. Elementos como luz, enquadramento, composio e foco, podem modificar e

    direcionar expressivamente esta percepo.

    Fotografia comunicao visual como elemento aditivo comunicao, assim

    como as artes grficas, a produo de vdeo e produo de udio ela acontece a partir da

    aplicao de tcnicas determinantes para sua construo e desenvolvimento.

    De acordo com Jos (1998) existem determinadas tcnicas bsicas, mas

    fundamentais para o registro de uma fotografia, so elas: enquadramento (que planos

    sero utilizados), Iluminao (luz natural ou luz artificial, sombras e luzes), foco (com

    ou sem profundidade de campo, neste caso totalmente focado ou algum elemento

    apenas, em foco), movimento (congelamento ou efeito borro), forma

    (tridimensionalidade), ngulo (posio da mquina), cor, (colorida ou preto e branco) e

    textura (impresso visual).

    Para obter-se uma imagem, qualquer que seja ela imprescindvel que se tenha

    luz, pois no existe imagem sem luz.

    Neste sentido, a luz, sob o ponto de vista da linguagem, um valor de

    composio fundamental para a fotografia. Assim como o pintor necessita lidar com as

    tintas para compor sua obra, o fotgrafo precisa da luz para registrar a imagem num

    plano.

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