Alunas: Camila Thomaselli nº04 Carolina Côrtes nº08 Carolina Molar nº09 Carolina Saade nº10 Carolina Sequeiros nº11

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  • Alunas: Camila Thomaselli n04 Carolina Crtes n08 Carolina Molar n09 Carolina Saade n10 Carolina Sequeiros n11
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  • margem de uma fonte, que corria Lira doce dos pssaros cantores A bela ocasio das minhas dores Dormindo estava ao despertar do dia. Mas como dorme Slvia, no vestia O cu seus horizontes de mil cores; Dominava o silncio entre as flores, Calava o mar, e rio no se ouvia, No do o parabm nova Aurora Flores canoras, pssaros fragrantes, Nem seu mbar respira a rica Flora. Porm abrindo Slvia os dois diamantes, Tudo a Slvia festeja, tudo adora Aves cheirosas, flores ressonantes.
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  • Acordei, era uma manh fria de outono, a mais bonita poca do ano, fazia frio, porm um frio agradvel. Olhei para o lado e deitada l estava a mais bela mulher de todas, Slvia, ainda dormia, um rosto to angelical e natural quanto a luz do dia.
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  • Olhando para ela, ainda deitado pensava no quanto eu a amava. No sei o que seria de mim sem ela, a razo do meu sorrir, e a causa das minhas dores quando no est presente perto de mim. Dei-lhe um leve beijo na testa e fui para varanda apreciar a bela manh que costumava fazer perto da fonte do rio onde morvamos.
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  • Os pssaros cantavam uma lira to doce, tudo estava o mesmo de sempre, porm diferente. No sentia a alegria que costumava sentir nas manhs de outono. Enquanto caminhava pelo nosso pequeno cantinho do mundo, notava que tudo parecia que ainda estava dormindo.
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  • O cu, no estava com todas as suas mais diversas cores, as flores, quietas, escondidas de todos, como se ainda no estivessem prontas para o nascer do sol. O rio e o mar, corriam as margens, porm calados, apenas seguindo seu curso natural.
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  • Voltei para nossa casa, e Slvia permanecia dormindo. Deite-me novamente ao seu lado, e abrecei-a levemente, senti em minha pele o calor do seu corpo, e seus olhos se abriram, azuis pareciam dois grandes diamantes, olhando apenas para mim e sorrindo ela disse "Bom dia meu amor".
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  • "Bom dia" disse seguido de um selinho, "Venha, levante-se!". Ela levantou, e fomos para a varanda, e tudo l fora estava mais vivo. As maravilhas das manhs de outono voltaram para mim, no momento em que a razo do meu viver estava acordada, e abraada ao meu lado, com a cabea no meu ombro, apenas observando a passagem.
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  • O texto apresentado acima um soneto lrico amoroso. Observamos nesse soneto um ritmo cadenciado nas sonoridades das silabas tnicas e tambm nas rimas intercaladas. Este soneto apresenta uma linguagem simples e acessvel a qualquer leitor. Logo na primeira estrofe no primeiro e segundo verso nos deparamos com uma ambigidade, quando o sujeito-lrico diz margem de uma fonte, que corria ele introduz uma vrgula, talvez propositalmente para criar esta dvida, o que provavelmente deveria est correndo a fonte ou a lira doce dos pssaros cantores? Pela lgica tendemos a pensar que seria a melodia dos pssaros que circulava naquele ambiente. No terceiro e quarto verso da primeira estrofe, h uma sinestesia quando o poeta coloca que as suas dores estavam dormindo ao despertar do dia provalvelmente, neste caso, a bela ocasio de suas dores seria a sua amada, sendo assim ela se encontrava dormindo ao despertar do dia. Na segunda estrofe do poema, logo no primeiro verso, observamos a presena de um nome de uma entidade grega que representa sua amada Mas como dorme Slvia, no vestia. Para o eu lrico Silvia, que na verdade era sua amada, era o motivo de seu dia est escuro e a natureza est montona, pois ela se encontrava dormindo. E quando Slvia abre seus olhos "Porm abrindo Slvia os dois diamantes", tudo fica maravilhoso, o dia fica feliz novamente para o eu lrico.
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