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MADEIRAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS E MOSTRUÁRIO LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DE ENGENHARIA ENG.ª AGRONÓMICA SILVICULTURA GERAL 2017/2018 NUNO MIGUEL SOARES MARTINS DE CARVALHO OUTUBRO 2017

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  • MADEIRAS

    CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS E

    MOSTRUÁRIO

    LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DE ENGENHARIA – ENG.ª AGRONÓMICA

    SILVICULTURA GERAL

    2017/2018

    NUNO MIGUEL SOARES MARTINS DE CARVALHO

    OUTUBRO 2017

  • MADEIRAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS E MOSTRUÁRIO

    1 – INTRODUÇÃO

    A produção de madeira, nas suas múltiplas fases, constitui um processo de enorme complexidade, dada a multiplicidade de intervenientes e o facto dos ciclos de produção serem muito longos. Neste trabalho serão abordadas a propriedades das madeiras, que irão influenciar o seu uso, nomeadamente: cor, estética, resistência, comportamento em serviço, preço, etc. Bem como outros factores relacionados considerados relevantes. Portugal tem excelentes condições para a produção de diversas espécies/ variedades de madeira, e possui um saber acumulado enorme (embora disperso e por vezes desconhecido). A acumulação e gestão do conhecimento, e a sua efectiva aplicação prática constituí um enorme desafio que importa dar resposta, sob pena de Portugal, em termos de Silvicultura, continuar a ser incapaz de honrar os seus pergaminhos.

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    2 – FORMAÇÃO DO LENHO

    Representação tridimensional do câmbio vascular [3]

    Sector circular da secção transversal do tronco de jovem Pinheiro [3]

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    2 – FORMAÇÃO DO LENHO

    Sector circular da secção transversal do tronco de jovem Pinheiro [3]

    Secção transversal do tronco mostrando as principais componentes do lenho e da casca [3]

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    3 – CARACTERÍSTICAS APARENTES

    Cor – deriva das substâncias químicas presentes no tronco e varia de acordo com o teor de humidade, normalmente tomando um aspeto mais escuro quando exposta ao ar, ao sol, quando em contato com certos metais ou quando atacada por certos fungos e bactérias. A cor tende a alterar-se com o passar do tempo; Cheiro e gosto – o odor característico de algumas madeiras é resultado da presença de certas substâncias voláteis que se concentram principalmente no cerne. São particularmente aromáticas certas coníferas, curiosamente, quase todas as folhosas são inodoras. Fio – corresponde à orientação dos elementos verticais constituintes do lenho em relação ao eixo da árvore. As orientações são influenciadas durante o crescimento da árvore; Grão – impressão visual produzida pelos poros da madeira, podendo ser grosso, médio ou fino; Textura – depende das dimensões, da distribuição e percentagem dos diversos elementos estruturais constituintes do lenho no seu conjunto; Brilho – depende da intensidade dos raios medulares. A faixa longitudinal radial é sempre a mais reluzente; Desenho – corresponde à aparência natural das faces da madeira resultante das várias características macroscópicas

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    4 – CARACTERIZAÇÃO DAS MADEIRAS

    Planos fundamentais da madeira [3]

    Exemplo de corte de um tronco [3]

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    4 – CARACTERIZAÇÃO DAS MADEIRAS

    Caracteristicas físicas da madeira:

    Densidade Retracção e anisotropia Humidade de saturação das fibras e higroscopicidade Dureza

    Caracteristicas tecnológicas da madeira:

    Conversão primária Preparação e impregnabilidade Defeitos e anomalias Durabilidade natural Laboração mecânica Ligações Acabamento superficial

    Caracteristicas mecânicas da madeira:

    Compressão axial e flexão estática Fendimento e tracção transversal Flexão dinâmica

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    4 – CARACTERIZAÇÃO DAS MADEIRAS

    Ensaio de flexão dinâmica [3]

    Ensaio de flexão estática [3]

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    Diagrama força/ deformação em ensaio de flexão estática [3]

    4 – CARACTERIZAÇÃO DAS MADEIRAS

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    4 – CARACTERIZAÇÃO DAS MADEIRAS

    RESINOSAS FOLHOSAS

    Lenho de compressão e reacção para resinosas e folhosas [2]

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    4 – CARACTERIZAÇÃO DAS MADEIRAS

    Propriedades físicas e mecânicas (LNEC, Fichas M1 a M9, madeira para construção)

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    5 – NORMAS PORTUGUESAS

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    5 – NORMAS PORTUGUESAS

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    6 – MADEIRAS AGLOMERADAS / RECONSTRUÍDAS

    MADEIRAS AGLOMERADAS MDF HDF

    Medium-Density Fiberboard (MDF), material derivado da madeira. O MDF é fabricado através da aglutinação de fibras de madeira com resinas sintéticas e outros aditivos

    hIGH-Density Fiberboard (hDF), MAIS DURO E MAIS DESNSO QUE O mdf

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    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: AFRICANA

    [10]

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    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: AFRICANA

    [10]

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    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: EUROPEIA

    [10]

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    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: género Larix (coníferas família Pinaceae, ordem Pinales)

    [11]

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    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: género Quercus

    [11]

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    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: FICHAS

    CARVALHO americano (Quercus rubra L.) Madeira com cerne distinto, castanho-anegado, brilhante, de contorno mais ou menos regular, definido e muito abundante; borne amarelo-acastanhado. Medula estrelada e pouco volumosa. Camadas de crecimento bem marcadas , tanto no borne como no cerne, por espessa zona porosa, de contorno definido e regular. Fio recto. Grão grosseiro e desigual. Textura suave, mas forte. Veio radial, dado sobretudo pelas camadas de crescimento; Veio tangencial, igualmente fornecido apenas pelas camadas de crescimento, uma vez que os raios finos pouco se destacam. Propriedades físicas Densidade(kg/m3) 750 Moderadamente pesada Dureza(Kgf) 620 Alta Propriedades Tecnológicas Defeitos Fuste escasso. Fendas rachas e empenos de secagem Durabilidade Média ( sensível ao caruncho) Laboração Moderadamente fácil. Boa aptidão ao aplainamento e furação.

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    CARVALHO português (Quercus faginea Lam.) Madeira com cerne distinto, castanho amarelado, de contorno mais ou menos regular e definido, e abundante; borne branco-amarelado. Medula estrelada e pouco volumosa. Camadas de crecimento bem marcadas , tanto no borne como no cerne, por pronunciada zona porosa, de contorno regular e definido. Fio em geral recto. Grão grosseiro e desigual. Textura desigual e forte. Veio radial, dado sobretudo pelos raios lenhosos que lhe dão aspecto espelhado; Veio tangencial, igualmente fornecido apenas pelas camadas de crescimento e pelos raios seccionados de topo. Propriedades físicas Densidade(kg/m3) 890 Pesada Dureza(Kgf) 799 Muito alta Propriedades Tecnológicas Defeitos Modesta vocação madeireira:Fuste torto e escasso. Nós e vergadas. Durabilidade Alta vulnerabilidade ao ataque dos insectos mas durável em situações de risco (fungos lenhívoros) Laboração Delicada pelos defeitos referidos: arrepelamentos, lascados, abrasividade. Peças limpas permitem torneamento.

    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: FICHAS

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    PINHEIRO bravo (Pinus Pinaster) Madeira com cerne distinto, vermelho claro, de contorno regular e definido, medianamente abundante; borne esbranquiçado ou branco-amarelado e largo (>6 cm). Medula sensivelmente circular, mais ou menos volumosa. Camadas de crecimento muito distintas. Grão grosseiro. Textura desigual, por vezes medianamente desigual nas madeiras de aneis largos. Fio, em geral direito, frequentemente espiralado; Veio: tanto radial como tangencial, apenas desenhado pelas camadas de crescimento: veio listado, forte ou fraco. Propriedades físicas Densidade(kg/m3) 640 Pesada Dureza(Kgf) 330 Alta Propriedades Tecnológicas Defeitos Nós mortos soltadiços frequentes.Fio inclinado e fuste espiralado.Textura heterogénea Durabilidade Vulnerável a carunchos grandes e pequenos, Medianamente resistente a fungos e térmitas. Laboração Aplainamento fácil, molduragem perfeita.

    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: FICHAS

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    CHOUPO Branco (Populus alba L.) Madeira com cerne distinto, de cor rosada, de contorno regular, mas indefinido e pouco abundante; borne branco-amarelado. Medula estrelada de cinco pontas e medianamente volumosa. Camadas de crecimento nítidas, de contorno regular e definido. Fio recto. Grão fino e Textura uniforme. Veio radial, conferido apenas pelas camadas anuais; Veio tangencial , análogo ao anterior. Propriedades físicas Densidade(kg/m3) 510 Muito Leve Dureza(Kgf) 244 Muito Branda Propriedades Tecnológicas Defeitos Fuste com frequencia nodoso. Deformações durante a secagem. Durabilidade Sensível ao ataque de carunchos pequenos em madeiras velhas demasiado secas. Pouco resistente a podridões. Laboração Aplainamento delicado: Fio lascado. Torneamento satisfatório.

    7 – VARIEDADES DE MADEIRA: FICHAS

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    8 – ÓLEOS ESSENCIAIS CONÍFERAS

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    9 – PREÇO DAS MADEIRAS – OUT. 2017

    SOALHO MACIÇO

    Nogueira americana (Juglans nigra), 19mm de espessura: 159€/m² Carvalho americano (Quercus alba), 19mm de espessura: 90€/m² Pinho nacional, 19mm de espessura: 50€/m²

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    10 – XILOTECA ALBINO DE CARVALHO - Estação Agronómica Nacional - Oeiras

    «Albino Alves Pereira de Carvalho (1925-2008) foi um dos mais eminentes cientistas que se dedicaram à ciência e tecnologia dos produtos florestais, com um grande trabalho desenvolvido na área da caracterização de propriedades e do melhoramento tecnológico dos produtos da floresta.» [9]

    [7]

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    11 – EVOLUIR É PRECISO

    «A elevada complexidade do ecossistema florestal e da vida moderna

    requere mais, não menos, informação e conhecimento e melhor organização onde os

    investigadores possam dar asas à sua capacidade e engenhosidade. Se os

    investigadores, e eu aqui diria também os professores, não forem capazes de ajudar os

    jovens investigadores a verem para além de si próprios e dos seus papers, eleitos

    como objectivo de vida profissional, a melhor compreenderem a natureza

    interdependente do nosso mundo, e a viver responsavelmente, a capacidade da nova

    geração de investigadores do que foi a EFN será perigosamente limitada.» [5]

  • LIVROS [1] ALVES, ANTÓNIO MONTEIRO / PEREIRA, JOÃO SANTOS / CORREIA, ALEXANDRE VAZ 2012 – SILVICULTURA, A GESTÃO DOS ECOSSISTEMAS FLORESTAIS. Fundação Calouste Gulbenkian

    CARVALHO, ALBINO de

    [2] 1962 – MADEIRA DE EUCALIPTO (EUCALYPTUS GLOBULUS LABILL. – ESTUDOS, ENSAIOS E OBSERVAÇÕES). Estudos e Divulgação Técnica. Direcção – Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas.

    [3] 1996 – MADEIRAS PORTUGUESAS, ESTRUTURA ANATÓMICA, PROPRIEDADES, UTILIZAÇÕES Vol. I e II (1997). Instituto Florestal.

    OUTROS TEXTOS [4] MARTINS, JOÃO GUERRA / ARAÚJO, JORGE 2005 (modificado em 2011) – MADEIRAS. Universidade Fernando Pessoa.

    [5] SARDINHA, RAUL MANUEL ALBUQUERQUE, Eng.º Silv. (UTL), 2014 – Albino de Carvalho e a Investigação Florestal

    WWW [6] http://jardinseparquesdeportugal.blogspot.pt/2014/05/estacao-agronomica-nacional.html (acedido em 13 Out. 2017) [7] http://www.iniav.pt/fotos/editor2/xiloteca.pdf (acedido em 13 Out. 2017) [8] http://recordaralbino.blogspot.pt/ (acedido em 13 Out. 2017) [9] http://www.spcflorestais.pt/index.php/85-recordar-albino-de-carvalho (acedido em 14 Out. 2017) [10] http://maximinobarbosa.pt/produtos/ (15 Out. 2017) [11] https://www.admonter.eu/en/floors_natural_wood_floors/ (15 Out. 2017)

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    12 – REFERÊNCIAS