Bilionarios por acaso

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bilionários por acaso

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  • 1. DADOS DE COPYRIGHT Sobre a obra: A presente obra disponibilizada pela equipe Le Livros e seus diversos parceiros, com o objetivo de oferecer contedo para uso parcial em pesquisas e estudos acadmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. expressamente proibida e totalmente repudavel a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente contedo Sobre ns: O Le Livros e seus parceiros disponibilizam contedo de dominio publico e propriedade intelectual de forma totalmente gratuita, por acreditar que o conhecimento e a educao devem ser acessveis e livres a toda e qualquer pessoa. Voc pode encontrar mais obras em nosso site: LeLivros.Net ou em qualquer um dos sites parceiros apresentados neste link. Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutando por dinheiro e poder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novo nvel.

2. Copyright 2009 Ben Mezrich Traduo publicada mediante acordo com Doubleday, uma editora de Knopf Doubleday Publishing Group, uma diviso de Random House, Inc. ttulo original The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal preparao Ana Julia Cury reviso Julio Ludemir Rodrigo Rosa reviso de ePub Tatiane Souza gerao de ePub Geogrfica e-isbn 978-85-8057-077-9 edio digital 2011 Todos os direitos desta edio reservados Editora Intrnseca Ltda. Rua Marqus de So Vicente, 99, 3 andar 22451-041 Gvea Rio de Janeiro RJ Tel./Fax: (21) 3206-7400 www.intrinseca.com.br 3. 4. PARA TONYA, ESSA GAROTA DOS SONHOS DE UM GEEK... 5. Aviso Esta obra foi postada pela equipe iOS Books em parceria com o grupo LegiLibro para proporcionar, de maneira totalmente gratuita, o benefcio de sua leitura queles que no podem compr-la. Dessa forma, a venda desse eBook ou at mesmo a sua troca por qualquer contraprestao totalmente condenvel em qualquer circunstncia. A generosidade e a humildade a marca da distribuio, portanto distribua este livro livremente. Aps sua leitura considere seriamente a possibilidade de adquirir o original, pois assim voc estar incentivando o autor e publicao de novas obras. Se gostou do nosso trabalho e quer encontrar outros ttulos visite nossos sites: iOS Books LegiLibro 6. NOTA DO AUTOR Bilionrios por acaso uma narrativa dramtica baseada em dzias de entrevistas, centenas de fontes e milhares de pginas de documentos, incluindo registros de algumas aes judiciais. H opinies diferentes e quase sempre contraditrias sobre alguns dos eventos narrados. Tentar recriar uma cena a partir da lembrana de dzias de fontes algumas, testemunhas diretas; outras, indiretas pode, com frequncia, levar a discrepncias. Recriei as cenas deste livro com base em informaes que descobri em documentos e entrevistas, e em meu melhor julgamento sobre qual verso mais se aproximava dos registros documentados. Outras cenas foram escritas de forma a apresentar percepes individuais, sem endoss-las. Tentei manter a cronologia o mais prximo possvel da realidade. Em alguns exemplos, descries e detalhes do ambiente foram modificados ou imaginados, e informaes especficas que pudessem identificar algumas pessoas foram alteradas para manter sua privacidade. Com exceo das personalidades pblicas que povoam esta histria, nomes e descries pessoais dos envolvidos foram alterados. Utilizo, de fato, a tcnica de recriar dilogos. Baseei tais dilogos nas memrias dos envolvidos sobre o teor destas conversas. Alguns dos dilogos recontados neste livro ocorreram durante longos perodos e em vrias localidades; por isso, algumas dessas conversas e cenas foram recriadas e resumidas. Em vez de esticar essas conversaes, s vezes as mantive em cenrios provveis. Farei dedicatrias s minhas fontes nos agradecimentos deste livro, mas aqui devo reconhecer em particular a ajuda de Will McMullen por ter me apresentado a Eduardo Saverin, sem o qual esta histria no poderia ter sido escrita. Mark Zuckerberg, em todo o seu direito, recusou-se a dar um depoimento para este livro, apesar de meus inmeros pedidos. 7. CAPTULO 1 | OUTUBRO DE 2003 Foi provavelmente o terceiro coquetel. Era difcil para Eduardo ter certeza, porque os trs drinks se sucederam com tal velocidade copos plsticos vazios agora se empilhavam como uma sanfona no parapeito da janela atrs dele que ele no pudera ser preciso quanto ao momento da mudana. Mas no havia como negar, ele era a prpria prova. O rubor delicioso e quente em suas bochechas normalmente amareladas; a forma relaxada, quase emborrachada, com que ele se recostava na janela um contraste extremo em relao sua habitual postura calcificada, quase encurvada; e, mais importante, o sorriso fcil em seu rosto, algo que ele praticara sem sucesso no espelho por duas horas antes de deixar seu quarto do alojamento naquela noite. No havia dvidas de que o lcool havia surtido efeito e Eduardo no tinha mais medo. Na pior das hipteses, ele no estava mais se sentindo oprimido pela necessidade premente de dar o fora dali. Certamente o salo sua frente era intimidador: o imenso candelabro de cristais pendurado no teto arqueado de catedral; o grosso carpete vermelho que parecia sangrar das paredes de mogno real; a escada curvilnea que se bifurcava como uma serpente rumo s catacumbas ultrassecretas dos andares superiores. At as cortinas atrs da cabea de Eduardo pareciam traioeiras, iluminadas por trs pela fria bruxuleante de uma fogueira que consumia boa parte do ptio estreito l fora, labaredas de chamas que lambiam o vidro antigo cheio de marcas do tempo. Era um lugar assustador, especialmente para um garoto como Eduardo. Ele no era pobre havia passado a maior parte de sua infncia entre comunidades de classe mdia alta no Brasil e em Miami antes de se matricular em Harvard , mas sentia que o tipo de opulncia do Velho Mundo que a sala representava lhe era completamente estranha. Mesmo com o lcool, Eduardo perceberia suas inseguranas remoendo as profundezas de seu estmago. Ele se imaginou mais uma vez como um calouro, pisando pela primeira vez o ptio de Harvard, pensando o que diabos estava fazendo ali e como poderia fazer parte de um lugar como aquele. Como ele poderia fazer parte de um lugar como aquele? Ele se inclinou na soleira, analisando a multido de jovens que enchiam a maior parte daquele salo cavernoso. Uma turba, de verdade, que se amontoava ao redor dos bares improvisados que haviam sido instalados especialmente para aquele evento. Os prprios bares eram muito malfeitos mesas de madeira que no passavam de meras tbuas, completamente fora de sintonia em um ambiente to austero , mas ningum sequer notava, pois eles eram coordenados pelas nicas garotas no lugar; loiras peitudas parecidas umas com as outras vestindo tops pretos e curtos, trazidas de alguma faculdade local s para mulheres a fim de atender aquele bando de garotos. O bando era, de muitas formas, mais assustador que o local. Eduardo no poderia dizer com certeza, mas achava que havia cerca de duas centenas deles todos homens, todos vestidos com ternos escuros parecidos. A maior parte era do segundo ano; uma mistura de todas as raas, mas havia algo muito comum em todos os rostos os sorrisos pareciam muito mais seguros do que o de Eduardo, havia confiana naqueles duzentos pares de olhos , eles no estavam acostumados a serem postos prova. Eles eram dali. Para a maioria deles, essa festa e esse lugar era s uma formalidade. Eduardo respirou fundo, e fez uma leve careta ao inalar o ar poludo. As cinzas da 8. fogueira l fora aos poucos atravessavam as cortinas, mas ele sequer se moveu de onde estava, pelo menos no por enquanto. Ainda no estava pronto. Em vez disso, dirigiu sua ateno para um grupo de ternos ao seu redor quatro garotos de porte mdio. No os reconheceu de nenhuma de suas aulas; dois deles eram loiros e com cara de calouros, como se tivessem acabado de saltar de um trem vindo de Connecticut. O terceiro era oriental e parecia um pouco mais velho, mas era difcil dizer com certeza. O quarto, contudo afro-americano e aparentemente muito educado, do sorriso ao cabelo perfeitamente aparado , era certamente veterano. Eduardo sentiu suas costas se enrijecerem e olhou para a gravata do garoto negro. A cor do material era a certeza de que Eduardo precisava. O garoto era veterano e agora era a hora de ele fazer o que tinha de fazer. Endireitou seus ombros e descolou-se da janela. Acenou para os garotos de Connecticut e para o asitico, mas sua ateno permanecia concentrada no mais velho e em sua gravata preta, com estampas to peculiares. Eduardo Saverin apresentou-se, apertando a mo do garoto com fora , prazer em conhec-lo. Ele respondeu com seu prprio nome, Darron alguma coisa, que Eduardo arquivou em sua memria. O nome dele pouco importava; sua gravata j havia lhe contado tudo o que precisava saber. O propsito de toda essa noite resumia-se nos pequenos pssaros brancos que salpicavam o tecido preto. A gravata o apresentava como sendo integrante do Phoenix K- S; ele era um das duas dezenas de anfitries que estavam espalhados entre os duzentos alunos de segundo ano. Saverin. Do fundo de hedge,1certo? Eduardo corou, mas por dentro ele estava excitadssimo com o fato de que um Phoenix o reconhecia pelo nome. Havia algum exagero ele no tinha um fundo de hedge, s conseguiu ganhar algum dinheiro em uma aplicao que fez com o irmo no segundo vero na universidade , mas no iria corrigir Darron. Se os integrantes do Phoenix falavam sobre ele, se de alguma forma ficaram impressionados com o que ouviram bem, talvez ele tivesse alguma chance. Era um pensamento excitante, e seu corao comeou a bater mais forte enquanto ele tentava tirar onda na medida certa para manter o veterano interessado. Mais do que qualquer prova que ele tivesse feito em seus dois primeiros anos, esse momento poderia definir seu futuro. Eduardo sabia que poderia significar seu ingresso no Phoenix garantindo seu status social nos ltimos dois anos de fa