A Corti§a

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Relatório Elaborado por:João DantasMarco Nogueira Pedro ValenteRui CamposRui CostaA cortiça é um material que tem acompanhado várias gerações, distinguindo-se bem cedo em aplicações ligadas à construção, nos países mediterrâneos, nomeadamente Portugal. Esta “herança” faz de Portugal líder mundial na produção, transformação e exportação da cortiça, sendo, portanto, importante que no nosso país se realizem estudos aprofundados acerca deste material, nomeadamente na criação de novos produtos que tenham como base a cortiça.Este trabalho tem como objectivo caracterizar a cortiça e as suas propriedades. Pretende-se que este material contenha propriedades que satisfaçam as necessidades a nível de isolamento e a nível mecânico testando essas propriedades através de ensaios realizados.Os resultados apresentados mostram que o produto tem um enorme potencial, apresentando propriedades muito promissoras tanto a nível mecânico como térmico, sendo um forte rival dos materiais plásticos para revestimentos e isolamentos.O que podemos concluir com este trabalho é que existe margem para a inovação de novos produtos que tenham como base a cortiça.

Text of A Corti§a

  • UNIVERSIDADE DO MINHO

    Mestrado Integrado em Engenharia Mecnica

    Integradora I

    A CORTIA

    Grupo 10:

    A68623- Joo Dantas

    A68599- Marco Nogueira

    A68642- Pedro Valente

    A68632- Rui Campos

    A68556- Rui Costa

    Coordenador: Fernando Sousa Castro

    Tutor: Marques Pinho

    Guimares, Janeiro 2013

  • 2

    Agradecimentos

    Apesar do empenho demonstrado pelos elementos que constituem o grupo no podemos

    deixar de salientar a importncia que os tutores desta unidade curricular tiveram para que a

    execuo deste trabalho fosse possvel. Mais especificamente ao tutor Antnio Marques

    Pinho, responsvel pela nossa orientao, ao coordenador Fernando Castro e aos restantes

    tutores. Alm destes ltimos estamos tambm gratos ao professor Nuno Peixinho por nos

    disponibilizar cortia para os ensaios e ao tcnico de laboratrio, Sr. Arajo, que tornou

    possvel as suas execues.

  • 3

    Resumo

    A cortia um material que tem acompanhado vrias geraes, distinguindo-se bem cedo

    em aplicaes ligadas construo, nos pases mediterrneos, nomeadamente Portugal. Esta

    herana faz de Portugal lder mundial na produo, transformao e exportao da cortia,

    sendo, portanto, importante que no nosso pas se realizem estudos aprofundados acerca deste

    material, nomeadamente na criao de novos produtos que tenham como base a cortia.

    Este trabalho tem como objectivo caracterizar a cortia e as suas propriedades. Pretende-

    se que este material contenha propriedades que satisfaam as necessidades a nvel de

    isolamento e a nvel mecnico testando essas propriedades atravs de ensaios realizados.

    Os resultados apresentados mostram que o produto tem um enorme potencial,

    apresentando propriedades muito promissoras tanto a nvel mecnico como trmico, sendo

    um forte rival dos materiais plsticos para revestimentos e isolamentos.

    O que podemos concluir com este trabalho que existe margem para a inovao de

    novos produtos que tenham como base a cortia.

  • 4

    Abstract

    Cork is a material that has accompanied several generations, distinguished himself early in

    applications related to construction in Mediterranean countries, where it comes from. This

    "inheritance" of Portugal makes him a world leader in the production, processing and export of

    cork is therefore important that in Portugal are held in-depth studies on this material,

    including the creation of new products that are based on cork.

    This study aims to characterize the cork and its properties. It is intended that this material

    contains properties which meet both the isolation level as the mechanical level. Properties

    which can be tested in the laboratory.

    The results show that the product has huge potential, showing that his properties are very

    promising both in a mechanical level and in a thermal level, being a strong rival of plastic

    materials for coatings and insulations.

    What can we conclude whit this work is that there is room for innovation of new products

    that are based on the cork.

  • 5

    ndice Agradecimentos ............................................................................................................................ 2

    Resumo .......................................................................................................................................... 3

    Abstract ......................................................................................................................................... 4

    ndice ............................................................................................................................................. 5

    ndice de Figuras ........................................................................................................................... 6

    ndice de Tabelas ........................................................................................................................... 7

    1. Introduo ............................................................................................................................. 8

    2. Enquadramento Terico ....................................................................................................... 8

    2.1. A origem da cortia ....................................................................................................... 8

    2.2. O sobreiro ...................................................................................................................... 9

    2.3. Etapas de produo da cortia .................................................................................... 10

    2.4. Estrutura celular .......................................................................................................... 11

    2.5. Composio qumica ................................................................................................... 13

    2.6. Caractersticas e propriedades mecnicas .................................................................. 13

    2.7. Campos de aplicao ................................................................................................... 14

    2.7.1. Rolha .................................................................................................................... 15

    2.7.2. Montado .............................................................................................................. 15

    2.7.3. Remoo por adsoro........................................................................................ 15

    2.7.4. Outras aplicaes ................................................................................................ 15

    2.8. Sustentabilidade e importncia para a economia ...................................................... 16

    3. Metodologia .................................................................................................................... 16

    3.1. Ensaio de trao .......................................................................................................... 16

    3.1.1. Descrio de ensaio ............................................................................................. 16

    3.1.2. Condies de ensaio ............................................................................................ 17

    3.2. Ensaio de compresso ................................................................................................. 17

    3.2.1. Descrio de ensaio ............................................................................................. 17

    3.2.2. Condies de ensaio ............................................................................................ 18

    4. Resultados e Concluses ..................................................................................................... 18

    4.1. Ensaio de trao .......................................................................................................... 18

    4.2. Ensaio de compresso ................................................................................................. 20

    5. Concluso ............................................................................................................................ 20

    6. Bibliografia .......................................................................................................................... 21

    7. Anexos ................................................................................................................................. 22

  • 6

    ndice de Figuras

    FIGURA 1 - VRIAS PARTES DE UM SOBREIRO ............................................................................................. 9

    FIGURA 2 - LOCALIZAO DOS MONTADOS EM PORTUGAL E VOLTA DO MEDITERRNEO. .................. 10

    FIGURA 3 - DESCORTIAMENTO. ................................................................................................................ 10

    FIGURA 4 - PERODO DE REPOUSO ............................................................................................................. 11

    FIGURA 5 - ESTRUTURA CELULAR DA CORTIA NO MICROSCPIO ELETRNICO. ..................................... 11

    FIGURA 6 PAREDE CELULAR DA CORTIA; A) DIFERENCIAO DAS CAMADAS DA PAREDE; B)

    DEFINIO DAS PAREDES NA SECO TANGENCIAL; C) SECO TRANSVERSAL. ............................. 12

    FIGURA 7 - MATERIAL UTILIZADO, MQUINA E PROVETE. ........................................................................ 17

    FIGURA 8 - MATERIAL UTILIZADO, MQUINA E PROVETE. ........................................................................ 18

    FIGURA 9 - PROVETE 1 APS ENSAIO ......................................................................................................... 19

    ../Downloads/Relatrio%20Integradora%20I%20...docx#_Toc347687915../Downloads/Relatrio%20Integradora%20I%20...docx#_Toc347687916../Downloads/Relatrio%20Integradora%20I%20...docx#_Toc347687917../Downloads/Relatrio%20Integradora%20I%20...docx#_Toc347687918../Downloads/Relatrio%20Integradora%20I%20...docx#_Toc347687918

  • 7

    ndice de Tabelas

    TABELA 1 - VALORES MDIOS DAS CARACTERSTICAS DA CORTIA........................................................... 14

    ../Downloads/Relatrio%20Integradora%20I%20...docx#_Toc347688238

  • 8

    1. Introduo

    No mbito da unidade curricular Integradora I foi nos proposta a elaborao de um

    trabalho acera da cortia. A cortia um material de origem vegetal com origem nos sobreiros.

    A cortia uma matria-prima que actualmente muito uti