Mestrado - Rioux

  • View
    5

  • Download
    0

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Estudo-mestrado-

Text of Mestrado - Rioux

A memria coletiva

A memria coletivaJean-Pierre RiouxPara realizarmos uma prova sobre memria, ns podemos utilizar os exemplos de Clio, Mnemsine e Zeus (p. 308);Em sociedades de constantes transformaes, as memrias e lembranas esto em evidncia (p. 307);E os historiadores, interessam-se de forma considervel pela memria das pessoas e dos povos (p. 307);A histria cultural, com a sua considerao das produes de sentidos e das formas de agir e consumir dos indivduos, contribui para essa busca das memrias (p. 307);Antes da histria cultural, a memria j era utilizada na historiografia, mas na sua dimenso de busca da verdade ou das mentalidades (p. 307);Histria e memria so oposies, ou seja, a histria uma reflexo sobre as significaes do passado, enquanto que a memria, uma maneira de rememorao (p. 308);

O historiador trabalha com o tempo da memria, colocando-a em prosa, por meio da narrativa, que uma representao do passado (p. 308);A memria-longa dilacerada pelo historiador, que a corta em partes (p. 308);Devemos desalojar a memria dos seus espaos naturais, sabendo que as temticas so construdas de com mtodos de um ofcio (p. 308);A memria recusa a descontinuidade e a cronologia (p. 308);Ao contrrio da memria que busca remontar um passado, o historiador deseja dobra-lo, ou seja, retira-lo daquele posto de naturalidade (p. 308);O historiador tem a funo de colocar incompatibilidade entre Clio e Mnemsine (p. 309);A relao entre as memrias e as identidades, existe com fora nos estudos historiogrficos (p. 309);As memrias patrimoniais e o curso da histria, em tempos de crise, serve para realocar as identidades (p. 309);Entre as memrias, existe uma diviso: o domnio do cultural institudo e o vivido, ou seja, as memrias nacionais em continuado e as memrias compartilhadas, comunitrias (p. 309);

Uma figura impostaO que motiva os estudos sobre memria so os processos de rememorao (p. 310);Ao longo das dcadas de 1950 e 1960, os trabalhos de memria de alguns historiadores buscavam verdades boa de dizer (p. 310);E durante a dcada de 1970, por meio da histria oral, julgavam dar vozes para sujeitos esquecidos da histria, sendo os ex-combatentes de guerras (p. 311);Ao longo da dcada de 1980, as maneiras de lidar com a memria, por parte da histria cultural, mudaram de figura (p. 311);Aps a II Guerra Mundial, a Frana Urbana prevaleceu sobre a Frana Rural, essa ltima conservadora das foras de memria. So as disputa de memria. E relaciona-se com as discusses de Raymond Williams, em O campo e a cidade (p. 312);A partir de 1945, o Estado francs perdeu a sua eficincia memorizante, sem conseguir atualizar as condies da transmisso pblica dos valores e dos saberes (p. 312);Assim a memria social conseguiu passar a frente da memria nacional (p. 312);Mas, a memria rural e a dos operrios, diluda nos modelos comuns de consumo definhou-se com o crescimento do urbano (p. 312);O domnio dos media, tambm ajuda no diluir dessas memrias, dadas a velocidades informaes e do esquecimento (p. 312);A diluio dessas memrias provocou a diminuio da unio cvica, prevalecendo uma afetividade individualista. Consequentemente, existe a insegurana com o presente e imprevisibilidade do futuro. Relaciona-se com Confiana e medo na cidade, de Zygmunt Bauman (p. 313);Diante das incertezas do futuro e o medo do presente, o passado volta a ser buscado, rememorado (p. 313);Apelo ao mtodoAps a II Guerra Mundial, algumas memrias foram reativadas na Frana (p. 314);Ao final do sculo XX, a memria havia ganhado ares de descontinuidade. O que torna a histria cultural importante nesse processo (p. 314);O presente possui apego s memrias, na busca de encontrar razes que aliviem as incertezas do futuro (p. 314);Levantou a importncia da histria cultural em estudar os eventos mais imediatos, na busca de compreender o presente desestabilizado. Destacou a importncia do jornalismo para o estudo da histria do tempo presente (p. 315-316);A negao da modernidade linear foi uma das caractersticas que a histria cultural trouxe para a historiografia (p. 316);O estudo das memrias, possibilita histria tambm ser questionada. Mas a memria um tempo suspeito para o historiador, que deve desnaturaliza-la, j que a memria possui os voluntarismos nacionais e das comunidade (p. 317);Sem a narrativa, a histria s seria memria em sofrimento e desordem (p. 317); Memrias comunsPara Nora, a memria a economia do passado no presente (p. 318);A discusso de memria ganhou impulso com a histria oral, de carter antropolgico, e a memria moda de Halbwachs, percebendo que ela tem um poder de integrao na Nao ou no grupo (p. 318);Os estudos perceberam que a histria no deformaria uma realidade social e que ela no era um espelho que fixava um ponto de realidade do social (p. 318);A histria oral serviu para fixar uma mistura de verdade, de vivido e de aprendido (p. 318);Fortaleceu a histria de grupos humanos negligenciados pela tradio escrita, ligados s suas recordaes, em desarmonia com uma viso linear e oficial do decorrer do tempo (p. 318);

Citou Philippe Joutard para falar da possibilidade de quatro memrias:Uma memria histrica viva;A memria histrica folclorizada;A memria institucional;A memria de grupos (p. 319);

Os historiadores tambm produzem memria, junto com os cineastas e com os media em geral (p. 320);Uma memria pode ser ainda: individual, ligada a histria de vida pessoal; a coletiva, organizada pelo Estado, as instituies; e uma memria comum, sendo bem compartilhada e coerente pelos portadores de memria (p. 320);Prope um exame das diferenas de memrias, levando em conta os lugares de memria, a influncia do Estado e da educao, alm dos media modernos (p. 321);A dimenso cultural da histria : o fato histrico sempre mediatizado (p. 321);

Uma singularidade revisitadaOs lugares de memria discutidos por Pierre Nora, fazem parte da discusso do Estado que tentou singularizar a Frana, objetivando controlar o que se deveria lembrar e esquecer (p. 322);A memria do Estado se pretende mais coesa, enquanto a memria cvica no se permite ser agrupada, sendo menos (des)sacralizada (p. 325);Quando os mitos coletivos indefinidamente memorizveis se quebraram no choque do individualismo da crise, quando os ritos foram laicizados, entraram em cena os lugares de memria, que no so vida, mas que no so morte (p. 325);A grande contribuio do estudo da histria cultural para o das memrias foi a individualizao das mentalidades (p. 326);A memria antiga estar desarticulada, porque os lugares de memria esto abandonados ou devastados e a transmisso das memrias, entre as geraes nem sempre feita de forma competente (p. 326);O Estado utiliza os media para hierarquizar e escolher as formas de lembrar, mas quando o assunto so as memrias, a diluio anda presente (p. 327);Os efeitos da crise e do desencanto ideolgico, tornaram as memrias mais desejosas de um retorno ao passado, tido como o lugar da segurana (p. 328);A relao que existe entre as polticas pblicas culturais e a memria : uma busca pelas origens (p. 328);Existe uma relao entre o patrimnio e as nostalgias (p. 328);A relao dos patrimnio com a memria, que sem se deixar esquecer, pelo patrimnio nada se recorda, porque a memria precisa do esquecimento para que seja lembrada novamente (p. 330);A memria-patrimnio s entra em cena, por meio do definhamento da memria-nacional (p. 330);