O Culto Bíblico-ok

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liturgia crista

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FACULDADE TEOLGICA DAS ASSEMBLIAS DE DEUS DE SO PAULO ADMINISTRAO ACADMICA TEOLGICA

INSTITUTO TEOLGICO GAMALIEL

CURSO BACHAREL EM MISSIOLOGIAMatria: O CULTO BBLICO

INTRODUOMuitasvezes,aspessoasseperguntamporquexistem.Paraqufomos criados? A Bblia nos mostra que existimos para o louvor e glria de Deus. Sendoeste um fato espiritual, natural concluirmos que o culto est vinculado nossa natureza. Nascemos com um "instinto cultual". Tal afirmativa endossada pelos historiadores, antroplogos e arquelogos. Em todas as civilizaes de todos os tempos,encontrasepresenteofenmenochamado"culto".Ocultoa expresso da f. o tributo de honra, louvor e servio quele que se venera. Quem "aquele"? Bem... Nesse ponto as civilizaes no se entendem.Os alvos do culto humano tm sido os mais diversos possveis. H quem adore osol, a lua, as estrelas, os rios, os animais. Outros veneram o seu semelhante, vivooumorto,ouimagensdesuaprpriacriao.Maislongevoosque espiritualizam o culto: adoram espritos que so identificados por centenas ou milhares de nomes. Em muitos povos foi constatada tambm a adorao a um"ser supremo", criador de todas as coisas. Provavelmente, tais pessoas tiveram algum tipo de experincia espiritual genuna. Entretanto, atravs do povo deIsrael que o criador se apresentou humanidade. Jesus disse: "Vs adorais o queno sabeis.Ns adoramos o que sabemos, porque a salvao vem dos judeus". (Joo 4:22). Aleluia ! A est aquele que deve ser o alvo de culto de todo ser humano: o Deusde Abrao, de Isaque e de Jac. Os judeus so o nosso ponto de referncia religiosa na histria. Portanto, convm que nos dediquemos a conhecer aspectosdo seu culto que nos sero de grande utilidade no entendimento de nossas prticas atuais.Enquanto muitos se perdem em cultos vos, adorando ao que no se deve, a Bblia nos mostra que Deus est procura de verdadeiros adoradores. Antes de buscar pregadores, intercessores, evangelistas, etc. o Senhor procura pessoasquesedediquemacultulo.OcultoaDeusestfundamentadono conhecimento que se tem dele. Na medida em que o conhecemos, o adoramos.O verdadeiro culto um relacionamento purificador e transformador com o Pai,o Filho e o Esprito Santo.Que o Senhor nos ajude a encontrar as diretrizes do culto que o agrada. Esta questo a principal. Normalmente, temos o hbito de fazer avaliaes doscultos em que participamos. Depois dizemos : "No gostei do culto hoje", ou , "fiquei muito satisfeito com o culto". Falamos como se o culto fosse dirigido ans. Deus nos livre de usurparmos a glria que lhe devida. Que ele nos abenoee que possamos ser encontrados como aqueles que adoram ao Pai em esprito eem verdade.A ESSNCIA DO CULTO BBLICOHaver, em meio s mltiplas maneiras de cultuar, um sine qua non na adorao,umelementoquesejaimprescindvel?Cremosfirmementequeh.Jesus reafirmouoqueMoiss,noAntigoTestamento,deixouclaro:o

primeiro mandamento exige um amor a Deus, sem limites (Dt.6:4,5). Sculos depois que Deuteronmio foi escrito, um intrprete da lei levantou esta pergunta para Jesus: "Qual o grande mandamento da lei?" Respondeu o Mestre: "Amars o Senhor teu Deus de todo o teu corao, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento"(Mt. 22:3637).No texto original de Deuteronmio, encontramos a palavra "fora" em lugar de "entendimento". O texto de Marcos (12:30) transcreve ambos, "entendimento" e "fora", na resposta de Jesus. O cristo, cuja mente e corao esto voltadospara o Criador e Pai Eterno, percebe nestas palavras de Jesus um verdadeiro desafio, pois nelas esto a raiz, o tronco e o fruto da adorao.Sem o incentivo do amor por Deus, o culto no passa de palha, pura "casca", isento de qualquer valor. Pode at se tornar em culto a Satans. Uma adoraoque se realiza sem o objetivo de expressar e aumentar nosso amor por aquele"de quem, e por meio de quem e para quem, so todas as coisas" (Rm.11:36), falha completamente. Deixa de ser culto a Deus, pois carece da essncia, que o amor.Ora, quando se trata de amor por pessoas amigas ou entes queridos da famlia,no encontramos dificuldades em atender o sentido de amar. Mas, como se hde amar a Deus, a quem "ningum jamais viu"? (Jo.1:18) Como havemos de colocar o Senhor no centro de nossas ambies? Ou, como nutriremos a amizadeque venhamos a oferecer a Deus, sendo ns pecadores, enquanto Ele Esprito infinito e mora em luz inacessvel? Como faremos de Deus o "Senhor absoluto"de nossa existncia? Os cristos, reunidos em adorao a Deus, devem ter este objetivo como prioritrio.O culto verdadeiro requer amor de todo o coraoPara o hebreu, o corao, no sentido metafrico, representava o centro da vida intelectual e espiritual. Associandose de perto com a alma, o leitor original de Deuteronmio teria pensado em seus sentimentos, suas avaliaes, sua vontade,todos emanando do corao. Esta realidade pessoal emite emoes tais como alegria,pesar,tranqilidadee ansiedade.

Igualmente

alcana asreas intelectuaistais comocompreensoeconhecimento,

e

exerceopoderde raciocinaroulembrar. Diramos,enfim,

quecoraoealmarepresentamo homem interior como um todo. Em seu corao o homem responsvel diantede Deus, em todos os seus atos e palavras. Somente um corao inclinado paraDeus capaz de adorlo, agradlo e amlo.Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, o amor que h no corao o alvo da busca de Deus. Ele se dirige ao corao porque ali est a sededo amor. Prof. Bruce Waltke, do Regent College, no Canad, lembranos que antes de o Senhor mandar seu povo busclo unicamente no lugar onde Ele estabeleceria seu nome (Dt.12), Deus, em seis captulos antecedentes (Dt. 611), exorta os israelitas a daremse a si mesmos inteiramente ao Senhor. "Circuncidai,pois, o vosso corao" (Dt. 10:16). Pois no corao que o Todopoderoso toca,ao fazer contato conosco, "... aquela parte do homem ... onde, em primeira instncia, se decide a questo pr ou contra Deus" (Gutbrod).Por ser o corao essencialmente espiritual, mantendo o que resta da imagem deDeus no homem cado, possvel amar quele que no tem corpo fsico e nemexiste ao alcance dos nossos cinco sentidos? Evidentemente, para amarmos aDeus, precisamos crer que Ele se revelou atravs de palavras por Ele inspiradas(II Tim. 3:16), e uma vez recebidas pelos profetas, homens por Ele escolhidos, estes fizeram seus devidos registros. Contudo, sua revelao no se limita transmisso de conceitos comunicveis por linguagem humana. Inclui atos que claramenteevidenciamseuamorepacinciaparacomseresquetm negligenciado e ignorado as evidncias do seu profundo interesse por eles. Inclui convico criada por Deus no corao que ele decide abrir (At.16:14), para fazer brilhar a luz de sua personalidade (II Cor. 4:4,6). Resulta no reconhecimento do testemunho do Esprito Santo de Deus "com o nosso esprito que somos filhos de Deus" (Rm.8:16).Enquanto Deus revela a si mesmo no ntimo do corao pela Palavra lida e recebida, peloreconhecimento de sua ao no mundoe pelacomunicao pessoal do Esprito residente, ns devemos responder em adorao a ele que declara e aprofunda nosso amor.Uma moa presa numa casa em chamas foi resgatada por um jovem bombeiroque ps sua prpria vida em risco para retirla do incndio. Ela sentiu profunda responsabilidade de agradecerlhe o ato sacrificial. Poucos dias depois, a jovem,quefoiresgatada,procurouobombeiroparaexternarsuagratido.Eles conversaram, passearam, e, finalmente, acabaram se casando. Ela, que devia avidaaojovembombeiro,passouanamorloe,lentamente,ummero sentimento de gratido transformouse num amor profundo. Pagou uma dvidade vida com a oferta permanente do seu amor e mostrou sua alegria em conviver com aquele que arriscou sua vida para lhe resgatar.Assim Deus procura uma comunho por meio da experincia verdadeira comcada pessoa que experimentou passar da morte para a vida (Jo.5:24), pelo sacrifcio de Jesus Cristo. O novo adorador comea com um sentimento de obrigao de servir a Deus no culto; vai aprendendo a amlo e progride at quetodo o seu corao se concentre na beleza da pessoa do Senhor: "Eis que Deus a minha salvao; confiarei e no temerei, porque o Senhor Deus a minha foraeomeucntico...vscomalegriatirareisguadasfontesdasalvao" (Is.12:2,3). Davi, no deserto de Jud, disse: " Deus, tu s meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti" (Sl. 63:1). Desse modo se expressaram os que, na Antiga aliana, amavam a Deus. natural, para quem experimentou a "graa melhor do que a vida" (Sl. 63:3), descobrirumecosemelhantenoseucorao.Agostinhoafirmou,acertadamente, nas linhas bem conhecidas que deixou para a posteridade: "Ohomem mantmse agitado at encontrar seu descanso em Deus".O evangelho deveras uma posio doutrinria, mas antes um relacionamentodo cristo com Deus. "Se algum me ama, guardar a minha palavra; e meu Pai o amar, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo. 14:23). "E ns o amamos porque ele nos amou primeiro" (I Jo.4:19). Porque na realidade, "cada indivduod seu corao quilo que considera de mxima importncia, e esta lealdade determina a direo e o contedo da sua vida".O general William Booth, fundador do Exrcito da Salvao, foi indagado acercado segredo do seu sucesso. Hesitou um instante e, com os olhos cheios de lgrimas, respondeu: "Eu compartilharei o segredo. Deus tem se apoderado detudo que h em mim. Podem ter havido homens com maiores oportunidades,mas desde o dia em que os pobres de Londres dominaram meu corao e ganheiuma viso daquilo que Jesus Cristo podia fazer, determinei que Deus teria tudodo que houvesse em William Booth. Se h algum poder no Exrcito da Salvao, hoje, porque Deus tem recebido toda a adorao do meu corao, todo o poder da minha vontade e toda a influncia da minha vida.Conclumos que Deus nos quer como seus verdadeiros adoradores, por nos amar profundamente ( I Jo. 4:8/16) . Seu mandamento singular requer que ns o amemos de todo