Perd£o Para os Maiores Pecadores, por Jonathan Edwards

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  • PERDO PARA OS

    MAIORES PECADORES

  • Issuu.com/oEstandarteDeCristo

    Traduzido do original em Ingls

    Pardon for the Greatest Sinners

    By Jonathan Edwards

    Via: The-HighWay.com

    Traduo por Amanda Ramalho

    Reviso e Capa por William Teixeira

    1 Edio: Janeiro de 2015

    Salvo indicao em contrrio, as citaes bblicas usadas nesta traduo so da verso Almeida

    Corrigida Fiel | ACF Copyright 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bblica Trinitariana do Brasil.

    Traduzido e publicado em Portugus pelo website oEstandarteDeCristo.com, com a devida permisso

    do website The-HighWay.com, sob a licena Creative Commons Attribution-NonCommercial-

    NoDerivatives 4.0 International Public License.

    Voc est autorizado e incentivado a reproduzir e/ou distribuir este material em qualquer formato,

    desde que informe o autor, as fontes originais e o tradutor, e que tambm no altere o seu contedo

    nem o utilize para quaisquer fins comerciais.

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    Perdo Para os Maiores Pecadores Por Jonathan Edwards

    Por amor do Teu nome, Senhor, perdoa minha iniquidade, pois grande.

    (Salmos 25:11)

    evidente por algumas passagens deste Salmo, que quando foi escrito, era um momento

    de aflio e perigo para Davi. Isto transparece particularmente at o 15 e seguintes versos:

    Meus olhos esto sempre voltados para o Senhor; pois ele tirar os meus ps da rede, e

    etc. Seu sofrimento o faz pensar de seus pecados, e leva-o a confess-los e clamar a Deus

    por perdo, como apropriado em um momento de aflio. Veja o verso 7: No te lembres

    dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgresses; e verso 18: Olha para

    a minha aflio, e minha dor, e perdoa todos os meus pecados.

    observvel no texto que argumentos o salmista usa ao implorar por perdo.

    1. Ele implora perdo por causa do nome de Deus. Ele no tem nenhuma expectativa de

    perdo por causa de qualquer justia ou merecimento dele por quaisquer boas aes que

    ele tenha feito, ou por qualquer compensao que havia feito por seus pecados; mesmo

    que se a justia de um homem pudesse ser usada como argumento, Davi teria tido tantos

    argumentos quanto a maioria. Mas ele implora que Deus o perdoe por causa de Seu prprio

    nome, por Sua prpria glria, pela glria da Sua prpria livre graa, e pela honra da Sua

    prpria fidelidade.

    2. O salmista usa a grandeza de seus pecados como argumento para misericrdia. Ele no

    apenas no usa sua justia prpria como argumento, ou a insignificncia de seu pecado;

    ele no apenas no diz: Perdoa minha iniquidade, pois eu tenho feito tanto para compens-

    las; ou Perdoa minha iniquidade, pois pequena, e Tu no tens tanta razo para estar

    zangado comigo; minha iniquidade no to grande que Tu tenhas qualquer justa causa

    para us-la contra mim; minha ofensa no tal que no possas negligenci-la, mas ao

    contrrio, ele diz: Perdoe minha iniquidade, pois ela e grande; ele argumenta a grandeza

    de seu pecado, no a pequenez dele; ele refora sua orao com essa considerao, que

    seus pecados so muito hediondos.

    Mas como ele podia fazer disso um pleito para perdo? Eu respondo: Porque quanto maior

    sua iniquidade, maior a necessidade tinha de perdo. como se ele tivesse dito, Perdoe

    minha iniquidade, pois ela to grande que eu no posso suportar a punio; meu caso

    ser excessivamente miservel, a no ser que Te agrades em me perdoar. Ele faz uso da

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    grandeza do seu pecado, para reforar seu apelo por perdo, como um homem usaria uma

    grande calamidade para implorar por alvio. Quando um mendigo implora por po, ele argu-

    mentar sua grande pobreza e necessidade.

    Quando um homem em perigo implora por piedade, que argumento mais adequado pode

    ser usado alm da extremidade do seu caso? E Deus permite tal argumento como este, po-

    is ele no movido misericrdia para conosco por nada em ns, alm da grande misria

    do nosso caso. Ele no se apieda de pecadores porque so dignos, mas por eles precisam

    de Sua compaixo.

    DOUTRINA: Se ns realmente formos a Deus por misericrdia, a grandeza do nosso

    pecado no ser impedimento para perdo. Se fosse um impedimento, Davi jamais teria

    usado isso como argumento, como vemos que ele faz neste texto.

    As seguintes coisas so necessrias a fim de realmente irmos a Deus por misericrdia:

    I. Devemos ver a nossa misria, e nos sensibilizarmos da nossa necessidade de misericr-

    dia. Os que no esto conscientes de sua misria no podem realmente olhar a Deus por

    misericrdia; pois a prpria noo da misericrdia Divina, que a bondade e a graa de

    Deus para com o miservel. Sem misria no objeto, no pode haver exerccio da miseri-

    crdia. Supor misericrdia sem supor misria, ou compaixo sem calamidade uma contra-

    dio. Portanto os homens no podem olhar para si mesmos como apropriados objetos de

    misericrdia, a menos que eles primeiro conheam a si mesmos como miserveis; e ento,

    a no ser que este seja o caso, impossvel que eles vo a Deus por misericrdia. Eles de-

    vem perceber que so filhos da ira; que a lei est contra eles, e que esto expostos mal-

    dio dela: que a ira de Deus permanece sobre eles; e que Ele est irado com eles todos

    os dias enquanto esto debaixo da culpa do pecado. Eles precisam sensibilizarem-se de

    que a culpa do pecado faz deles criaturas miserveis, no importando qual alegria temporal

    eles tenham; que eles no podem ser nada alm de miserveis, criaturas desfeitas, enquan-

    to Deus est zangado com eles; que eles esto sem fora, e devem perecer, e isto eterna-

    mente, a no ser que Deus os ajude. Eles precisam ver que o caso deles de completo

    desespero, por qualquer coisa ou qualquer um possa fazer por eles; que eles pairam sobre

    o abismo da misria eterna; e que eles necessariamente devem cair nele, se Deus no tiver

    misericrdia deles.

    II. Eles devem ser sensveis que no so dignos da misericrdia de Deus. Aqueles que real-

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    mente vm a Deus por misericrdia, vm como mendigos, e no como credores. Eles vm

    por mera misericrdia. Por graa soberana, e no por qualquer coisa que lhes devido.

    Portanto, eles devem ver que a misria sob a qual esto justamente trazida a eles, e que

    a ira na qual esto expostos ameaado contra eles justamente tambm; e que eles tm

    merecido que Deus seja seu inimigo. Eles devem ser sensveis que seria justo da parte de

    Deus fazer como Ele ameaou em sua santa Lei, isto , fazer deles objetos da Sua ira e

    maldio no inferno por toda a eternidade. Aqueles que vm a Deus por misericrdia de

    uma maneira correta no esto dispostos a achar falta em Sua severidade, mas eles vm

    num senso de sua completa indignidade, como com cordas em seus pescoos, e deixados

    no p aos ps da misericrdia.

    III. Eles devem vir a Deus por misericrdia em e atravs de Jesus Cristo somente. Toda

    sua esperana de misericrdia deve vir da considerao de quem Ele , do que Ele fez e

    do que Ele sofreu; e que no h outro nome dado debaixo do cu, entre os homens, pelo

    qual possamos ser salvos, alm do nome de Cristo; que Ele o Filho de Deus, e o Salvador

    do mundo; que o Seu sangue limpa todo pecado, e que Ele to digno, que todos os peca-

    dores que esto nEle podem ser perdoados e aceitos. impossvel que qualquer um venha

    a Deus por misericrdia, e ao mesmo tempo no tenha nenhuma esperana de misericr-

    dia. A vinda deles a Deus por misericrdia, implica que eles tm alguma esperana de obt-

    la, de outro modo eles no pensariam valer a pena o tempo de vir. Mas aqueles que vm

    de maneira correta tm toda sua esperana atravs de Cristo, ou da considerao de sua

    redeno e suficincia dela. Se pessoas assim vm a Deus por misericrdia, a grandeza

    de seus pecados no ser impedimento de perdo. Deixe que seus sejam tantos, e gran-

    des, e graves isso no far Deus nem um grau menos disposto a perdo-los. Isso pode ser

    evidenciado pelas seguintes consideraes:

    1. A misericrdia de Deus to suficiente para o perdo de grandes pecados quanto para

    os menores; e isso porque Sua misericrdia infinita. O que infinito est muito acima do

    que grande, Ele est to acima dos reis como ele est acima dos mendigos; Ele est to

    acima do maior anjo, como est do pior verme. Uma medida finita no chega nem perto da

    extenso do que infinito. Ento a misericrdia de Deus sendo infinita, deve ser to sufici-

    ente para o perdo de todo pecado quanto de um s. Se um dos menores pecados no

    est alm da misericrdia de Deus, ento tambm no est o maior, ou dez mil deles. No

    entanto, deve-se reconhecer que isso apenas no prova a doutrina. Pois apesar de que a

    misericrdia de Deus possa ser suficiente, e ainda sim os outros atributos podem se opor

    dispensao de misericrdia em outros casos. Portanto eu observo,

    2. A satisfao do sacrifcio de Cristo to suficiente para a remoo da maior culpa quanto

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    da menor, 1 Joo 1:7: O sangue de Cristo purifica de todo pecado. Atos 14:39: Por ele

    todo aquele que cr justificado de todas as coisas que no pudestes ser justificados pela

    lei de Moiss. Todos os pecados daqueles que verdadeiramente vm a Deus por misericr-

    dia, sejam o que forem, so propiciados, se Deus verdadeiramente o que nos diz ser; e

    se eles so satisfeitos, certamente no incrvel que Deus estaria pronto para perdo-los.

    Sendo o sacrifcio de Cristo completamente satisfeito por