CADERNO DE QUESTÕES - Copese :: .CADERNO DE QUESTÕES Verifique se este CADERNO contém um total

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  • CADERNO DE QUESTES

    DATA: 17/12/2017

    HORRIO: das 08 s 12 horas

    LEIA AS INSTRUES E AGUARDE AUTORIZAO PARA ABRIR O CADERNO DE QUESTES

    Verifique se este CADERNO contm um total de 50 (cinquenta) questes do tipo mltipla escolha, com 5 (cinco) opes de resposta cada, das quais, apenas uma correta. Se o caderno no estiver completo, solicite ao fiscal de sala um outro caderno. No sero aceitas reclamaes posteriores.

    As questes esto assim distribudas:

    LNGUA PORTUGUESA: 01 a 10

    LEGISLAO DO SUS: 11 a 20

    CONHECIMENTOS ESPECFICOS DO CARGO: 21 a 50

    O candidato no poder entregar o caderno de questes antes de decorridos 60 (sessenta) minutos do incio da prova, ressalvados os casos de emergncia mdica.

    As respostas devem ser marcadas, obrigatoriamente, no carto-resposta, utilizando caneta esferogrfica, tinta preta ou azul escrita grossa.

    Ao concluir a prova, o candidato ter que devolver o carto-resposta devidamente ASSINADO e o caderno de questes. A no devoluo de qualquer um deles implicar na eliminao do candidato.

    CARGO

    TCNICO EM ENFERMAGEM

    Realizao:

    PREFEITURA MUNICIPAL DE DEMERVAL LOBO-PI CONCURSO PBLICO EDITAL 02/2017

  • Prefeitura Municipal de Demerval Lobo - Concurso Pblico Edital 02/2017 Tcnico em Enfermagem

    2 | P g i n a

    Leia o texto I a seguir para responder s questes de 01 a 10.

    Religio, tica, moral A religio deveria ser ensinada em casa, pelos pais, e praticada no seio das comunidades confessionais. Nas escolas

    pblicas, deveria prevalecer a discusso de princpios ticos

    01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41

    A deciso do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar o ensino religioso vinculado a uma crena especfica em escolas pblicas mais um indcio de que caminhamos velozmente para trs. O Brasil um Estado laico e, portanto, deveria incentivar o dilogo entre as mais diferentes confisses, no intuito de formar cidados tolerantes com as opinies divergentes. Optando pelo ensino doutrinrio de uma religio exclusivista, afundamos ainda mais no pntano do sectarismo em que estamos estacionados.

    O que a sociedade deveria exigir do Estado a implantao de um sistema pblico de ensino de qualidade que privilegiasse a educao para a cidadania. E isso se obtm com discusses sobre tica, que encontra-se no domnio da filosofia, e no sobre moral, submetida a preceitos religiosos. Embora alicerce as religies, a tica as suplanta, pois seus princpios so universais, ou seja, valem em qualquer tempo e em qualquer lugar enquanto a moral muda conforme os hbitos e costumes e interesses caractersticos do tempo e do lugar.

    Um exemplo: a inviolabilidade da vida humana, no matar, um conceito tico, que independente da poca e do pas em que se vive e que est presente, acredito, na base de todas as religies do mundo. No entanto, como as religies defendem princpios morais e no ticos, em nome de Deus cristos matam judeus, muulmanos matam cristos, budistas matam muulmanos... Deveramos lutar para que nas escolas pblicas se ensinasse o princpio tico no matar em geral, ou seja, o respeito vida de todos igualmente, e no sua derivao moral, de que a ideia de no matar no serve para aqueles que pensam ou agem diferente de ns.

    Recente pesquisa do departamento de Psicologia da Universidade de Chicago (EUA) concluiu que crianas educadas em lares no religiosos so mais tolerantes e generosas que as criadas segundo princpios religiosos. Os investigadores recrutaram 1.170 crianas de diferentes crenas em seis pases (Canad, China Jordnia, Turquia, EUA e frica do Sul) e demonstraram que h maior coeso entre os membros de grupos religiosos e maior nvel de intolerncia com quem est de fora. As pessoas que no tm religio tendem a ser mais solidrias, exatamente por no fazerem distino entre as diversas crenas religiosas.

    Nos ltimos tempos, a sociedade brasileira, imersa em denncias de corrupo e acuada pela incompetncia generalizada da gesto do Poder Pblico, vem ancorando seu desencanto na falsa segurana do moralismo. Falsa segurana porque o moralismo diferente da tica funda-se em interesses momentneos de alianas esprias. Em geral, o moralismo uma cortina que esconde a hipocrisia e o cinismo. O moralismo censura obras de arte, persegue confisses divergentes, reprime opinies contrrias, e, pior, mata homens e mulheres.

    Em nome de moralismo, quatro mulheres morrem por dia devido a complicaes provocadas por abortos clandestinos mulheres pobres, diga-se de passagem. Em nome do moralismo, todo dia uma pessoa LGBT assassinada. Em nome do moralismo, as religies afro-brasileiras (umbanda e candombl) so cada vez mais hostilizadas, principalmente pela militncia fundamentalista evanglica, a ponto de praticamente desaparecerem em alguns nichos tradicionais, como as comunidades do Rio de Janeiro. Em nome do moralismo, julgam-se e probem-se obras de arte...

    A religio deveria ser ensinada em casa, pelos pais, e praticada no seio das comunidades confessionais. Nas escolas pblicas, deveria prevalecer a discusso de princpios ticos, comuns a todas as pessoas, sejam elas ligadas ou no a crenas religiosas. S assim poderamos pleitear uma sociedade mais justa e tolerante. Infelizmente, parece que estamos optando por trilhar o caminho contrrio, de represso, do obscurantismo, da intransigncia.

    Adaptado de: RUFFATO, Luiz. Disponvel em:

    https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/09/opinion/1507561856_745482.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM (Acesso em 11/10/2017).

    LNGUA PORTUGUESA

    https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/09/opinion/1507561856_745482.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM

  • Prefeitura Municipal de Demerval Lobo - Concurso Pblico Edital 02/2017 Tcnico em Enfermagem

    3 | P g i n a

    01. Sobre a leitura e interpretao do texto I, analise as afirmaes a seguir e assinale a opo CORRETA.

    I. O posicionamento do autor de crtica deciso do Supremo Tribunal Federal de autorizar o ensino religioso nas escolas vinculado a uma crena especfica, uma vez que o Estado laico e essa deciso vai fomentar ainda mais a intolerncia entre os cidados;

    II. O autor utiliza a questo da inviolabilidade da vida humana, para justificar o seu ponto de vista de que a tica um princpio fundamental e deveria estar frente de qualquer princpio religioso, uma vez que se tivessem tica as religies no discriminariam umas s outras;

    III. A pesquisa feita na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas religiosas so tolerantes com os membros do seu grupo e intolerantes com os membros de outros grupos, o que explica o conflito entre as religies do mundo inteiro.

    (A) Apenas a afirmao I verdadeira. (B) A penas a afirmao II verdadeira. (C) Apenas a afirmao III verdadeira. (D) Apenas as afirmaes I e II so verdadeiras. (E) Apenas as afirmaes I e III so verdadeiras.

    02. Segundo informaes do texto I, sobre o moralismo, tratado nos pargrafos 5 e 6, correto afirmar EXCETO

    que:

    (A) uma falsa segurana da sociedade brasileira. (B) favorece a intolerncia entre as religies. (C) responde at pela morte de homens e mulheres. (D) ancora o desencanto com a poltica nacional. (E) uma forma de esconder hipocrisia e cinismo.

    03. No trecho Infelizmente, parece que estamos optando por trilhar o caminho contrrio, de represso, do

    obscurantismo, da intransigncia (linhas 40 e 41), as expresses em itlico tm a mesma funo sinttica e seguem a mesma estrutura textual. Essa forma de composio textual conhecida como:

    (A) paralelismo lingustico. (B) paralelismo textual. (C) paralelismo de sentido. (D) paralelismo morfolgico. (E) paralelismo sinttico.

    04. Acerca do uso da expresso Embora (linha 08), verdadeiro afirmar que:

    (A) insere no texto uma oposio e tem o mesmo valor de todavia. (B) insere no texto uma consequncia e tem o mesmo valor de de forma que. (C) insere no texto uma concesso e tem o mesmo valor de conquanto. (D) insere no texto uma comparao e tem o mesmo valor de como. (E) insere no texto uma causa e tem o mesmo valor de uma vez que.

    05. Os vocbulos sectarismo (linha 05), suplanta (linha 09) e esprias (linha 28), significam, respectivamente:

    (A) intolerncia; supera; ilegtimas. (B) dividido; completa; adulteradas. (C) segmentado; excede; questionveis. (D) leigo; sobrepe; imorais. (E) arbitrrio; derruba; ilegais.

    06. Considerando as unidades lexicais morrem, privilegiasse, alicerce e poderamos, assinale a opo que

    apresenta CORRETAMENTE os tempos verbais das unidades selecionadas.

    (A) Presente do indicativo, pretrito imperfeito do subjuntivo, no verbo e futuro do pretrito do indicativo, respectivamente.

    (B) Presente do indicativo, pretrito imperfeito do subjuntivo, presente do subjuntivo e futuro do pretrito do indicativo, respectivamente.

    (C) Presente do indicativo, pretrito perfeito do subjuntivo, presente do subjuntivo e futuro do pretrito do indicativo, respectivamente.

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    4 | P g i n a

    (D) Pretrito imperfeito do indicativo, pretrito imperfeito do subjuntivo, no verbo e futuro do presente do indicativo, respectivamente.

    (E) Pretrito imperfeito do indicativo, pretrito imperfeito do subjuntivo, presente do subjuntivo e futuro do pretrito do indicativo, respectivamente.

    07. Levando em considerao o desmembramento dos elementos estruturais que compem a forma verbal

    ensinasse, analise as afirmaes e assinale a opo CORRETA:

    I. ensina, no verbo ensinar, na forma ensinasse, o conjunto de dois elementos mrficos denominado de tema.

    II. O verbo ensinar, na sua forma conjugada ensinasse