Daniel Miyazaki Namba

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  • PREVALNCIA DE ALTERAES POSTURAIS EM INDIVDUOS SEDENTRIOS

    E PRATICANTES DE FUTEBOL

    Daniel Miyazaki Namba, talo Dany Cavalcante Galo, Jefferson Rodrigues Soares, Tas

    Malysz Sarzenski

    Unidade Acadmica/Departamento: Universidade Federal de Gois, Campus Jata/Cincias

    Biolgicas

    Palavras-chave: postura, futsal, sedentrios, posturograma.

    1. INTRODUO:

    A postura corporal ideal um estado de bom alinhamento e equilbrio

    musculoesqueltico importante tanto no repouso quanto em atividades corporais dinmicas,

    por diminuir a quantidade de estresse colocado sobre os ligamentos, msculos e tendes

    (KEELY, 2003). Consequentemente a boa postura favorece a execuo correta dos

    movimentos, melhores resultados em diferentes modalidades esportivas, melhora o equilbrio

    pela igual distribuio de peso, prevenindo leses decorrentes de exerccios.

    O futsal um esporte que vem crescendo no mundo, uma modalidade do futebol que

    jogado em uma quadra coberta com superfcie dura (YASIN; SINGH, 2009). Trata-se de um

    esporte caracterizado por aes motoras intermitentes de alto impacto, alta intensidade e curta

    durao, alternadas com perodos de aes motoras de menor intensidade e maior durao

    (ANASTASIADIS et al., 2004). Nesse sentido, cabe ressaltar que alteraes articulares e

    desequilbrios de fora e flexibilidade nos msculos dos membros inferiores podem predispor

    o atleta perda de rendimento e a leses musculares (MOREIRA et al., 2004; BERTOLLA et

    al., 2007).

    As exigncias de treinamento intenso e repetitivo conduzem hipertrofia muscular e

    diminuio da flexibilidade, provocando desequilbrios entre msculos agonistas e

    antagonistas, que favorecem a ocorrncia de alteraes posturais, dores e leses

    musculoesquelticas. As alteraes musculoesquelticas resultam em efeitos deletrios para a

    postura, o que, adicionado a gestos especficos da modalidade e erros na tcnica de execuo

    dos movimentos, podem aumentar a prevalncia de leses durante a prtica do esporte

    (LADEIRA, 1999; RIBEIRO et al., 2003; KLEINPAUL et al., 2010).

    Capa ndice 1010

    Anais do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extenso- CONPEEX (2012) 1010 - 1024

  • A incidncia de leses e seus fatores de risco em adultos praticantes de futebol so

    objetos de muitos estudos (LADEIRA, 1999; NIELSEN; YDE; 1989), no entanto poucos

    trabalhos tm abordado os desvios posturais decorrentes da prtica desta modalidade

    (RIBEIRO et al., 2003; KLEINPAUL et al., 2010) e no foram encontrados estudos que os

    comparem com o de indivduos sedentrios.

    2. OBJETIVOS

    Atravs deste estudo pretendemos detectar a prevalncia de alteraes posturais

    comparativamente entre grupos de indivduos praticantes regulares de futebol e sedentrios

    3. METODOLOGIA

    Fizeram parte desta pesquisa 131 indivduos, do sexo masculino, com idade entre 18 e

    21 anos, sedentrios (n=80) ou praticantes de Futsal a mais de 1 ano (n=51), que concordaram

    em participar da pesquisa atravs da assinatura do Termo de Consentimento Livre e

    Esclarecido (CEP/UFG 290/2010). Dentre os jogadores de Futsal e sedentrios a mdia de

    idade foi de 18,290,67 e 18,650,63 anos e a mdia do ndice de massa corprea (IMC) foi

    de 22,613,6 e 22,433,79 Kg/m, respectivamente Os indivduos que no se enquadraram

    nos critrios de incluso e os que tiveram histrico de leso, doena ou anormalidade que

    tenha dificultado ou impossibilitado a realizao de movimentos por pelo menos quatro

    meses, no fizeram parte deste trabalho. Foram considerados sedentrios os que no

    praticaram atividade fsica regular a mais de um ano e, os praticantes de futsal, os que nos

    ltimos doze meses, realizaram pelo menos trs sesses semanais de treino, com durao de

    no mnimo 90 min cada.

    Para este estudo, os indivduos foram questionados sobre qual membro superior era

    utilizado como preferencial para escrever e qual membro inferior era utilizado

    preferencialmente para chutar. De acordo com o relato de cada um, os que respondiam serem

    os membros do lado direito ou lado esquerdo foram considerados destros ou sinistros,

    respectivamente.

    A avaliao foi realizada atravs do software Posturograma 3.0, onde dados referentes

    a idade, peso, altura, prtica de exerccio fsico e histrico clnico foram registrados.

    Posteriormente foi realizada a aquisio de imagens para a avaliao postural. Foram obtidas

    6 fotos digitalizadas (Sony Cyber-shot DSC-N1), no formato de 640x480 pixels que

    Capa ndice 1011

  • permitiram avaliar a face ventral e dorsal, perfil direito, perfil esquerdo, flexo anterior (vista

    face ventral) e flexo anterior (vista face perfil). Foram usadas etiquetas adesivas de 5 mm de

    raio para marcao dos pontos anatmicos: glabela, acrmio, espinha ilaca ntero-superior

    (EIAS), bordo anterior do malolo lateral e trago bilateralmente. Para fins de escala em

    medies do programa, rguas de 10 cm de comprimento foram fixadas na superfcie anterior

    e lateral do brao direito e na superfcie posterior e lateral do brao esquerdo.

    As fotos foram realizadas no 41. Batalho de Infantaria Motorizada de Jata GO em

    uma sala privada com uma parede branca e no vestirio do ginsio onde os praticantes

    regulares de futsal treinavam, com os indivduos trajados com roupa de ginstica. A mquina

    fotogrfica posicionada em um trip a uma distncia de 3 m da pessoa que foi avaliada que

    esteve em posio ortosttica com o p a 20 (rotao lateral a partir da articulao de

    quadril). Uma pessoa de cada vez foi fotografada e depois realizada a mensurao das

    imagens na tela de edio do programa, verificando a distncia entre os pontos anatmicos e

    permitindo quantificar os desvios posturais.

    Atravs do programa, na vista anterior, foi traada uma linha no meio dos malolos

    mediais (representando o fio de prumo), esta deveria estar alinhada com a glabela (ponto

    craniomtrico localizado entre as sobrancelhas), se no alinhada, a distncia foi calculada em

    desvio da glabela. Ainda na vista anterior foram mensuradas a distncia do acrmio direito e

    esquerdo ao solo em vista anterior, distncia das EIAS ao solo. Em vista posterior,

    bilateralmente, foi traada uma rgua medindo a distncia entre o epicndilo medial do mero

    e o tronco, representando a distncia do Tringulo do Talhe.

    Em perfil direito e esquerdo tambm foram traadas retas representando o fio de

    prumo que comeou na borda anterior do malolo lateral e este deveria estar alinhado com o

    ponto mdio do acrmio e trago. Tambm foi traada a linha posterior tangente regio mais

    posterior de cada indivduo. Para identificar os desalinhamentos e rotaes foram calculadas

    as distncias bilaterais entre o acrmio e o trago ao fio de prumo e distncia da EIAS a linha

    posterior. Foi traada uma rgua partindo desta linha at o occipital para calcular a distncia

    do occipital a linha posterior (normalmente alinhados),e a distncia do pice da curva da

    lordose lombar e a linha posterior.

    Em flexo de tronco na vista anterior foi traada bilateralmente uma rgua para

    mensurar as distncias dos pices das curvaturas torcicas ao solo, para detectar a presena de

    gibosidade torcica. Em flexo de tronco em perfil foi traada uma rgua da espinha ilaca

    pstero-superior (EIPS) ao solo (distncia do EIPS ao solo em flexo) e outra do pice da

    curvatura torcica ao solo (distncia do pice da curvatura torcica ao solo em flexo). O

    Capa ndice 1012

  • encurtamento de cadeia muscular posterior foi detectado neste trabalho, nos casos em que a

    distncia da espinha ilaca pstero-superior ao solo foi maior que a distncia do pice da

    curvatura torcica ao solo.

    A avaliao postural observacional foi realizada, segundo Bienfait (1995) para

    verificar alinhamento dos malolos mediais e cndilos mediais, classificando assim o joelho

    em varo, valgo ou normal. O indivduo foi caracterizado com joelho varo se este apresentasse

    alguma distncia entre os cndilos mediais femorais e contato dos malolos mediais na

    tentativa de manter contatos entre as duas regies, se o indivduo teve contato entre os

    cndilos mediais femorais e teve alguma distncia entre os malolos mediais, este foi

    caracterizado como valgo. O alinhamento de joelho no plano sagital foi realizado segundo

    Santos (2001), sendo considerado joelho em flexo aquele que mostra patela sem mobilidade

    ltero-lateral (indicando contrao de msculo quadrceps femoral), e, em hiperextenso, o

    joelho que apresenta valor menor que 170 no ngulo formado por retas que, numa vista

    lateral, partem do trocnter maior do fmur e do centro do malolo lateral e que se cruzam ao

    nvel do centro do cndilo femoral.

    A avaliao do arco longitudinal plantar foi realizada por meio da anlise da impresso

    plantar do p direito e esquerdo de cada atleta, utilizando um Pedgrafo da marca SalvaP. A

    anlise foi feita atravs do ndice de Chipaux Smirak (ICS), conforme descrito por Pezzan

    et al., (2009). Para a obteno desse ndice, foram traadas duas tangentes, uma passando

    pelos pontos mais mediais e outra passando pelos pontos mais laterais nas regies das cabeas

    dos metatarsos e do calcneo. Em seguida foram traadas duas retas paralelas, a primeira

    ligando o ponto mais medial ao mais lateral na regio das cabeas dos metatarsos, obtendo

    nesse ponto a maior largura da impresso (segmento a); a segunda reta foi traada sobre a

    menor largura do arco longitudinal plantar (segmento b). Ambos os segmentos foram

    medidos, e o valor de b foi divido por a. Para esse ndice, os valores de referncia foram: 0 -

    p cavo; 0,01 a 0,29 - p normal; 0,30 a 0,39 - p intermedirio; 0,40 a 0,44 - p rebaixado e

    0,45 ou maior - p plano.

    A anlise estatstica foi realizada com o software SPSS for Windows verso 17

    (SPSS Inc., Chicago IL, EUA). Os dados foram apresentados por meio de estatstica

    descritiva (percentual e mdiaerro padro da mdia). Padronizou-se utilizar o valor negativo

    para indicar desvios da cabea para o lado esquerdo e positivo para indicar desvio para o lado

    direito. Utilizou-se o teste t Student pareado (p

  • praticantes de Futsal e sedentrios foram comparadas entre os mesmos as seguintes variveis:

    desvio da glabela, distncia do occipital linha posterior, distncia do pice da curvatura

    lombar linha posterior, ndice plantar direito e esquerdo. Alm disso, foram comparados

    entre os grupos os valores das diferenas existentes entre variveis coletadas bilateralmente

    (valor obtido do lado direito menos o valor obtido do lado esquerdo para cada varivel). As

    variveis analisadas desta forma diferena entre as distncias bilaterais do acrmio ao solo,

    diferena entre as distncias da EIAS ao solo, diferena entre as distncias do tringulo do

    Talhe, diferena entre as distncias da EIAS a linha posterior, diferenas das distncias do

    trago ao prumo e do acrmio ao prumo. Para tais anlises entre os grupos foi usado o teste t

    Student para amostras independentes (p

  • Em relao aos desequilbrios rotacionais 98,03% dos indivduos praticantes de futsal

    apresentaram rotao de cabea para um dos lados (68,62% com rotao esquerda e 29,41%

    com rotao direita), nos sedentrios todos apresentaram rotao de cabea (87,5% com

    rotao esquerda e 12,5% com rotao direita). Todos os indivduos avaliados

    apresentaram rotao de tronco para um dos lados, sendo que dentre praticantes de futsal,

    62,74% tiveram rotao para a esquerda e 37,25% apresentaram rotao para a direita e dentre

    sedentrios foram 78,75% com rotao para a esquerda e 21,25% com rotao para a direita.

    A maioria dos avaliados tambm apresentou rotao plvica, sendo 98,03% dos praticantes de

    futsal (sendo 72,54% para a esquerda e 25,49% para a direita) e 97,5% dos sedentrios

    (76,25% para a esquerda e 21,25% para a direita).

    Na comparao bilateral das mdias das distncias do trago e do acrmio ao prumo, da

    distncia do tringulo do Talhe e distncia da EIAS a linha posterior, nos praticantes de futsal

    foram evidenciadas diferenas estatisticamente significativas entre as do lado direito e as do

    lado esquerdo (p=0,001, p=0,027, p=0,003, p=0,001 respectivamente; Tabela 01 e Fig 01). As

    mesmas variveis quando comparadas bilateralmente nos sedentrios tambm apresentaram

    diferena significativa (p=0,000, p=0,000, p=0,001, p=0,000 respectivamente; Tabela 01 e Fig

    02). Estes resultados evidenciaram significativa rotao de cabea, tronco e pelve para a

    esquerda e inclinao de tronco para a esquerda.

    As variveis comparadas bilateralmente que no apresentaram diferenas

    significativas foram a distncia do acrmio ao solo, distncia da EIAS solo e ndice plantar,

    tanto em praticantes regulares de futsal (p=0,363, p=0,827 e p=0,389 respectivamente) como

    nos sedentrios (p=0,642, p=0,655 e p=0,162 respectivamente; Tabela 01).

    Na comparao de variveis entre os grupos (praticantes de futsal X sedentrios), no

    foram encontradas diferenas significativas no desvio da glabela (p=0,135), a distncia do

    occipital e a linha posterior (p=0,66), a distncia do pice da curvatura lombar e a linha

    posterior (p=0,08), a mdia das distncias entre o trago e o acrmio ao prumo (p=0,45 e

    p=0,59, respectivamente) e o ndice plantar direito e esquerdo (p=0,1 e p=0,26

    respectivamente; Tabela 01). Entre os valores de diferenas das variveis coletadas

    bilateralmente comparativamente entre os grupos de praticantes regulares de futsal e de

    sedentrios no foram encontradas diferenas significativas entre as distncias do acrmio ao

    solo (p=0,78), diferena entre as distncias da EIAS ao solo (p=0,92), diferena entre as

    distncias do tringulo do Talhe (p=0,80) e diferena entre as distncias da EIAS a linha

    posterior (p=0,34; Tabela 01). Entretanto, foram encontradas diferenas significativas entre os

    valores de diferenas das distncias do trago ao prumo (p=0,01) e do acrmio ao prumo

    Capa ndice 1015

  • (p=0,0012) comparativamente entre os grupos de praticantes regulares de futsal e de

    sedentrios (Tabela 01; Fig 03). Estas diferenas indicaram que as rotaes de cabea e tronco

    para a esquerda foram menores no grupo de praticantes de futsal em comparao com o grupo

    de sedentrios.

    Tabela 01 Tabela demonstrativa das variveis posturais (mdia erro padro da mdia) dos grupos de praticantes regulares de futsal e sedentrios.

    Variveis posturais Futsal Sedentrios Distncia do acrmio direito ao solo 141,390,95 140,610,68 Distncia do acrmio esquerdo ao solo 141,530,94 140,690,72 Diferena entre as distncias dos acrmios ao solo** -0,140,15 -0,080,12 Distncia do EIAS direita ao solo 99,350,77 99,010,72 Distncia do EIAS esquerda ao solo 99,370,77 99,010,57 Diferena entre as distncias da EIAS ao solo** -0,0190,1 -0,0060,08 Desvio da glabela -1,270,2 -1,820,2 Distncia do Tringulo do Talhe direito 3,990,21# 3,680,14# Distncia do Tringulo do Talhe esquerdo 4,380,22 4,110,18 Diferena entre as distncias dos Tringulos do Talhe** 0,390,13 0,430,11 Distncia do trago direito ao prumo 8,510,42# 9,550,36# Distncia do trago esquerdo ao prumo 6,980,34 6,610,29 Diferena entre as distncias dos tragos ao prumo** 1,530,45* 2,930,31 Mdia entre as distncias dos tragos ao prumo 7,740,31 8,080,29 Distncia do occipital a linha posterior 6,660,39 6,450,30 Distncia do acrmio direito ao prumo 6,040,52# 7,820,38# Distncia do acrmio esquerdo ao prumo 4,570,31 4,390,34 Diferena entre as distncias dos acrmios ao prumo** 1,460,59* 3,360,31 Mdia entre as distncias dos acrmios ao prumo 6,350,35 6,100,29 Distncia da EIAS direita a linha posterior 21,990,27# 21,530,35# Distncia da EIAS esquerda a linha posterior 21,160,29 20,380,25 Diferena entre as distncias das EIAS a linha posterior** 0,830,22 1,140,22 Distncia do pice da lordose lombar a linha posterior 6,420,16 6,080,12 ndice Plantar Direito 0,320,016 0,350,012 ndice Plantar Esquerdo 0,310,016 0,340,016

    # p

  • Figura 01 Grfico representando a mdia e desvio de erro padro das variveis posturais mensuradas bilateralmente em vista posterior na posio ortosttica (tringulo do talhe) e em perfil direito e esquerdo (distncia do trago ao prumo, distncia do acrmio ao prumo, distncia da EIAS linha posterior) em praticantes regulares de futsal. * p
  • Figura 03 Grfico representando a mdia e desvio de erro padro das diferenas entre variveis posturais mensuradas bilateralmente em vista lateral na posio ortosttica em indivduos sedentrios e praticantes regulares de futsal. * p
  • 5. DISCUSSO

    Os resultados deste estudo mostraram que a maioria dos praticantes regulares de futsal

    e sedentrios apresentaram desequilbrios associados presena da postura escolitica, no

    entanto, 40 e 48,75% dos indivduos atletas e sedentrios, respectivamente apresentaram

    gibosidade torcica. A presena da gibosidade torcica em associao a desequilbrios laterais

    caracterstica da escoliose (TRIBASTONE, 2001). O percentual de indivduos com

    gibosidade foi maior nos sedentrios, possivelmente por menor fortalecimento muscular,

    favorecendo o desequilbrio corporal e sua estabilizao atravs da rotao vertebral.

    Corroborando com os nossos resultados a maioria dos nadadores do sexo masculino e

    feminino tambm apresentou postura escolitica (MANSOLDO; NOBRE, 2007; MELISCKI

    et al., 2011), assim como a maioria dos praticantes regulares de musculao (BARONI et al.,

    2010; FALQUETO et al., 2011), de praticantes de atletismo (BASTOS et al., 2009), de futebol

    de campo (VEIGA et al., 2011) e de Taekwondo (TAMBORINDEGUY et al., 2011)

    Neste trabalho foi constatado que a inclinao de tronco, assim como as rotaes de

    cabea, tronco e pelve foram significativamente maiores para o lado esquerdo tanto nos

    praticantes de futsal como nos sedentrios. A inclinao e rotao de tronco

    predominantemente para a esquerda em atletas, assim como em nosso estudo, tambm foi

    descrita por outros autores (MELISCKI et al., 2011; TAMBORINDEGUY et al., 2011;

    BASTOS et al., 2009; NETO JNIOR et al., 2004). Estes resultados podem estar indicando

    que as alteraes posturais rotacionais comuns entre indivduos desta faixa etria. Segundo

    Bienfait (1995) 60% das pessoas tm rotao horizontal plvica com uma EIAS mais

    anteriorizada que a outra, sendo preferencialmente direita. Esta significativa rotao plvica

    para a esquerda tambm j foi identificada por outros autores (KLEINPAUL et al., 2010) e

    pode ter correlao com o padro de dominncia destra da maioria dos indivduos

    (KENDALL et al., 1995).

    Todos os praticantes de futsal e sedentrios avaliados nesta pesquisa apresentaram

    projeo anterior de cabea e ombros, que segundo Santos (2001) est associada com

    encurtamento da cadeia muscular anterior. De acordo com Kendall et al., (1995) na

    anteriorizao ceflica os msculos extensores de pescoo ficam em posio forte e

    encurtada, com grande tendncia de desenvolvimento do encurtamento adaptativo destes

    msculos e postura ciftica, tambm descrita por outros autores (NETO JNIOR et al., 2004;

    MANSOLDO; NOBRE, 2007; BASTOS et al., 2009; BARONI et al, 2010; FALQUETO et

    al., 2011; VEIGA et al., 2011; TAMBORINDEGUY et al., 2011). Os desequilbrios de

    Capa ndice 1019

  • cintura escapular com projeo anterior de ombros por retrao da musculatura tnica anterior

    e fraqueza da musculatura escapular posterior praticamente comum na maioria dos

    indivduos (KENDALL et al., 1995; BIENFAIT, 1995) e pode estar associado com vcios

    posturais e maior solicitao da musculatura anterior em atividades de vida diria.

    Assim como encontrado em praticantes regulares de musculao (FALQUETO et al.,

    2011) e em jogadores de futebol de campo (VEIGA et al., 2011), a maioria dos indivduos

    avaliados neste estudo, tanto de praticantes de futebol quanto de sedentrios, apresentou

    encurtamento muscular da cadeia posterior, que segundo Marques (2005) est associada a

    alteraes de posicionamento dos joelhos e dos ps, tambm encontrados neste estudo. O

    maior percentual de indivduos sedentrios com encurtamento muscular pode estar associado

    com a prtica insuficiente de exerccios de alongamento muscular, praticada comumente pelos

    praticantes de futsal durante os treinos. Os joelhos flexos podem indicar a retrao dos

    msculos isquiotibiais, os quais fazem parte da cadeia muscular posterior, e os joelhos varos

    podem estar associados com pronao dos ps (caracterstica de ps com reduo de arco

    plantar) e com rotao medial de fmur e tbia (KENDALL et al., 1995; SANTOS, 2001). O

    joelho em varo de praticantes regulares de futsal tambm pode ser resultado da sobrecarga nos

    treinos, podendo comprimir as epfises de crescimento na poro medial, causando

    desenvolvimento assimtrico das mesmas (BOWEN; et al., 2002; IWAMOTO et al., 2005).

    Esta maior prevalncia de indivduos com joelhos varos tambm foi identificada em

    praticantes regulares de musculao (BARONI et al., 2010).e em jogadores de futsal (VIEGA

    et al., 2011). Entretanto, no estudo realizado por Ribeiro et al. (2003) a maioria dos

    praticantes de futebol de campo apresentou joelho em valgo e ps planos e, no estudo de Neto

    Jnior et al (2004) a maioria dos praticantes de provas de potncia muscular apresentou

    tornozelos valgos e ps cavos.

    Como descrito nos resultados os percentuais de indivduos com reduo do arco

    plantar que foram maiores nos sedentrios e do lado direito. Estes percentuais maiores

    poderiam ser explicados pela maior fraqueza muscular plantar dos indivduos sedentrios,

    maior descarga maior de peso no membro inferior dominante e como adaptao postural

    associada a prpria rotao plvica esquerda, favorecendo reduo do arco plantar.

    Neste estudo, comparando os valores quantitativos da postura de praticantes de futsal

    com os de indivduos sedentrios verificamos que as rotaes de cabea e tronco, presentes

    em ambos os grupos, foram significativamente menores nos praticantes de futsal. No estudo

    com atletas de ginstica olmpica verificou-se que as mesmas apresentam menor percentual de

    joelho valgo, rotao medial de quadril e desnvel de pelve em relao as no atletas, no

    Capa ndice 1020

  • entanto maior incidncia de inclinao plvica anterior e aumento da hiperlordose lombar

    (GUIMARES et al., 2007). Tambm neste contexto Figueiredo et al., (2012) atravs da

    avaliao postural comparativa entre cadetes e pilotos da Academia da Fora Area Brasileira

    e verificaram que embora as alteraes posturais estivessem presentes em ambos os grupos, o

    desalinhamento horizontal das EIAS foi menor nos pilotos, alterao esta possivelmente

    atribuda ao intenso treinamento fsico dos mesmos. Sabe-se que a prtica de atividade fsica

    regular proporciona melhora da capacidade muscular e cardiorrespiratria, aumento na

    longevidade, fora e resistncia muscular, ajuda na nutrio, controle de peso e preveno de

    doenas, e melhora nas funes cognitivas (WILMORE; COSTIL, 2001). Desta forma,

    acreditamos que as rotaes de cabea e tronco menores no grupo de praticantes de futsal em

    relao ao grupo dos sedentrios estejam principalmente associadas melhora da simetria,

    mobilidade e estabilizao corporal estimuladas pelo alongamento, resistncia e

    fortalecimento muscular durante os treinamentos.

    6. CONCLUSES E CONSIDERAES FINAIS

    Em concluso, todos os indivduos apresentaram protuso de cabea e de ombros e a

    maioria dos indivduos avaliados apresentou postura escolitica, desvio da cabea para o lado

    esquerdo, encurtamento da cadeia muscular posterior e reduo do arco plantar longitudinal

    medial. As rotaes de cabea, tronco e pelve e a inclinao de tronco foram

    predominantemente para a esquerda em ambos os grupos e os praticantes de futsal

    apresentaram menor rotao de cabea e de tronco quando comparados aos sedentrios.

    Acreditamos que seja de fundamental importncia a realizao de um trabalho

    personalizado no que se refere postura de cada atleta, tanto do ponto de vista de avaliao e

    abordagem fisioteraputica como da realizao de um programa de treinamento bem

    elaborado, com grande quantidade de exerccios simtricos, assimtricos direcionados a

    fortalecer a musculatura posterior do corpo e do lado esquerdo (frequentemente mais

    enfraquecidos), a fim de tentar normalizar as assimetrias, aumentar a eficincia muscular,

    diminuir o gasto energtico e o risco de leses.

    Capa ndice 1021

  • 7. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

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    Revisado pelo Orientador

    Capa ndice 1024

  • Evolues do Estado CoerenteDanilo Pires Valverde e Clia M. A. Dantas

    Instituto de Fsica, Universidade Federal de Gois

    Caixa Postal 131, CEP 74.001- 970 - Goinia (GO), Brazil

    E-mail: [email protected]; [email protected]

    Palavras-chave: Estado Coerente, Coerncia Quntica..

    1 Introduo

    A luz desempenha um papel muito importante na vida do ser humano, sem ela a

    vida no seria possvel. At o sculo XIX todos os fenmenos relacionados luz eram

    explicados pelas equaes de Maxwell, que mostrou ser a luz, uma onda composta por

    campos eltricos e magnticos. At o incio do sculo XX o tratamento dado a luz era

    considerado semi clssico, mesmo aps a quantizao do campo eletromagntico feito por

    Dirac em 1927.

    Com a quantizao do campo eletromagntico surgiu ento a ptica Quntica, que

    estuda a luz utilizando um tratamento quntico. Esta teoria s ganhou importncia a

    partir de 1977 com a descoberta de alguns fenmenos puramente qunticos. Um desses

    fenmenos cou conhecido atravs da experiencia de Kimble Dagenais e Mandel [1],

    que vericaram o efeito de antiagrupamento de ftons em luz uorescente emitida por

    tomos de sdio excitado por laser, efeito este previsto teoricamente no ano anterior por

    Carmichael e Walls [2]. Outro fenmeno tambm muito importante e que necessita, para

    o seu entendimento, de uma teoria no clssica do campo eletromagntico denominado

    de compresso do rudo quntico.

    Antes da descoberta dos fenmenos puramente qunticos da luz, os trabalhos na p-

    tica eram direcionados para estados semi- clssicos, onde podemos citar como exemplo o

    Estado Coerente, que foi o objeto de nosso interesse neste trabalho. Este estado tornou-

    se popular a partir de 1963 com o trabalho pioneiro de Glauber [3] e a partir da da

    Capa ndice 1025

    Anais do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extenso- CONPEEX (2012) 1025 - 1037

  • vastamente investigado pela literatura. Neste trabalho mostraremos como alguns estados

    qunticos da luz podem ser obtidos a partir do estado coerente.

    2 Objetivos

    Neste trabalho, estudamos algumas peculiaridades do Estado Coerente, assim como

    discutimos alguns dos estados que j foram propostos na literatura e que so obtidos a

    partir dele. Entre eles podemos citar: o Estado Coerente Comprimido [5] que obtido

    atuando o operador de compresso no Estado Coerente e a superposio de dois estados

    coerentes com diferena de fase , chamado Estado Coerente Par.

    Para investigarmos as peculiaridades do estado coerente e dos estados que so evolues

    do estado coerente, utilizamos as propriedade estatsticas: distribuio de nmero de

    ftons e funo de Husime Q(), que uma das funes de distribuio no espao de fase.

    3 Metodologia

    Nosso objetivo principal foi investigar as peculiaridades especcas do estado coerente

    e sua evoluo temporal, ou seja, os estados que so gerados a partir dele. Comparamos

    estes estados com o estado coerente, atravs do estudo de suas propriedades estatsticas.

    Desta forma, mostraremos as principais caracterstica do estado coerente, obtemos seus

    coecientes Cm da representao de nmero de ftons e mostramos a partir da, sua dis-

    tribuio de nmero de ftons e a funo de Husime no espao de fase Q(). Em seguida

    mostramos duas possveis evolues temporais, que o estado coerente comprimido e o

    estado coerente par. Para analisarmos as propriedades estatsricas dos estados menciona-

    dos, zemos seu respectivos grcos usando o editor de grcos Origin e utilizando os

    pontos obtidos atravs das simulaes que zemos utilizando o compilador fortran 90.

    4 Resultados

    A seguir, mostraremos as propriedades estatsticas do estado coerente e alguns estados

    obtidos como evolues do estado coerente. Obteremos seus coecientes da representao

    Capa ndice 1026

  • de nmero, a partir dos quais poderemos mostrar suas respectivas distribuies de nmero

    de ftons e funo Q().

    4.1 Estado Coerente

    Schrdinger tentando encontrar estados qunticos que apresentasse um comportamento

    clssico, descobriu o estado coerente. Schrodinger estava interessado em encontar estados

    qunticos que apressentassem as mesmas propriedades para outros potenciais alm do

    oscilador harmnico.

    Os estados coerentes so denidos como auto-estado do operador de aniquilao:

    a|i = |i. (1)

    Sabemos que:

    a|i =| 1i e a|i =

    + 1|+ 1i

    O operador a destroi fotns de energia, e o operador a cria fotns de energia, onde a

    energia criada ou destruda E = ~, em que ~ = h2no nsimo termo nivel de energia

    .

    Como o operador a no Hermitiano, seu auto-valor ser de modo geral complexo.

    Expandindo em srie de Fourier, estamos fazendo uma transformao nesse estado:

    |i =X

    m=0

    Cm|mi, (2)

    onde Cm so os coecientes de Fourier da expanso. Temos a relao de completeza dos

    estados de nmero |mi :

    Xm=0

    |mihm| = 1, (3)

    Quando sabemos que a base completa podemos expandir qualquer vetor nela, e o

    estado de nmero uma base completa por denio

    Expandindo em srie de fourier e usando (3) temos:

    Capa ndice 1027

  • |i = |i

    |i =X

    m=0

    |mihm|| {z }1

    i =X

    m=0

    Cm()|mi, (4)

    onde Cm() = hm|i sendo Cm o coeciente de Fourier da expanso.A probabilidade de encontramos o sistema em um estado coerente com n-fotns dado

    por P (m) = |hm|i|2.Sabemos que:

    a|mi =m|m 1i , (5)

    combinando (1) e (4) temos:

    a|i =X

    m=1

    Cm()|mi =X

    m=1

    Cm()m|m 1i =

    Xm=1

    Cm()|mi (6)

    Fazendo m0 m+ 1 temos que :

    Xm0=0

    Cm+1()m+ 1|m0i =

    Xm=0

    Cm()hm0|mi

    Como os estado de nmeros so ortogonais, hn0|ni = nn0 e est equao diferentede zero quando m = m0, portanto temos:

    Cm+1()m+ 1 = Cm()

    Cm+1() =

    m+ 1Cm(). (7)

    Analizando a equao (7) temos:

    C1 =1C0

    C2 =2C1 =

    221C0 =

    22!C0

    Capa ndice 1028

  • C3 =3C2 =

    3321C0 =

    33!C0

    C4 =4C3 =

    44321C0 =

    44!C0

    Ao analizar temos :

    Cm =nm!

    C0 (8)

    Substituindo (8) em (4) temos:

    |i = C0Xn=0

    mm!|mi (9)

    Fazemos o conjugado temos:

    |i = h| = C0X

    m=0

    ()mm!hm| (10)

    Usando (9) e (10) e sabendo que hm|mi = 1 temos:

    h|i = C0C0X

    m=0

    m()m

    m!hm|mi

    |C0|2X

    m=0

    (||2)mm!

    = 1. (11)

    Sabemos que:

    ex = 1 + x+x2

    2!+

    x3

    3!+ + x

    n

    n!=

    Xn=0

    xn

    n!, (12)

    substituindo (12) em (11) temos:

    |C0|2e||2

    = 1 = |C0|2 = e||2

    C0 = e 1

    2||2 (13)

    Capa ndice 1029

  • Substituindo (12) em (8) temos os coecientes da representao de nmero dados por

    Cm =mm!

    e12||2. (14)

    4.1.1 Distribuio de nmero de ftons do estado coerente

    Sabemos que a distribuio de nmero de ftons dada por P (m) = |Cm|2, de ondeobtemos

    P (m) =||2mm!

    e||2

    (15)

    Que a probabilidade de encontrar n-fotns em um sistema no estado coerente.

    Na Figura 1 mostramos esta distribuio de nmero de ftons para o estado coerente

    dado pela Eq.(15) para o parmetro de coerncia = 5.

    Figure 1: Distribuio de nmero de ftons do estado coerente para o parmetro dedeslocamento = 5

    4.1.2 Funo de Husimi do estado coerente

    A funo de distribuio no espao de fase de Husimi Q() denida para um estado

    genrico |i como sendoQ() =

    1

    |h|i|2 . (16)

    Capa ndice 1030

  • Utilizando a relao de completeza dos estados estados de nmero dado pela Eq.(3) obte-

    mos

    Q() =1

    X

    m=0

    h|mihm|i2

    =1

    X

    m=0

    C|im C |im

    2

    (17)

    onde C|im so os coecientes do estado coerente |i dados por

    C|im =mm!

    e12||2, (18)

    sendo um nmero complexo e C |im os coecientes do estado genrico |i, denido comoC|im = hm|i. Para o estado coerente |i eles so dados pela Eq.(14). Substitundo asEqs.(14) e (18) na Eq.(17) obtemos a funo de Husimi Q() para o estado coerente, a

    qual est mostrada na Figura (2). Para ilustrao, mostramos ao lado a sua respectiva

    curva de nvel.

    Figure 2: Funo de Husime Q() para o estado coerente com parmetro de coerncia = 2. Ao lado sua respectiva curva de nvel.

    Capa ndice 1031

  • 4.2 Estado Coerente Comprimido

    O Estado Coerente Comprimido gerado a partir do estado de vcuo pela atuao suces-

    siva dos operadores de deslocamento e de compresso, ou seja [4]

    |, zi = S(z)D() |0i = S(z) |i (19)

    onde S(z) o operador de compresso, dado por

    S(z) = ezau2za2 (20)

    S(z) dito unitrio porque bS (z) bS (z) = bS (z) bS (z) = 1 e z um nmero complexoarbitrrio, z = r ei.

    Os coecientes Cm dos Estados Coerentes Comprimidos so dados por

    Cm = < m|, z >

    =1m!

    (

    2)m2 e

    ||22

    + 22 Hm[(2)

    12 ]. (21)

    onde Hm so os polinmios de Hermite, e so dados por

    = cosh r, (22)

    = ei sinh r. (23)

    e

    = (+ ) . (24)

    4.2.1 Distribuio de nmero de ftons do estado coerente comprimido

    Na Figura 3 mostramos a distribuio de nmero de ftons para o Estado Coerente

    Comprimido, dada por Pm = |Cm|2, onde Cm dado pela Eq.(21) para o parmetro dedeslocamento = 5, = 0, e parmetro de compresso: a) r = 0; b) r = 0, 5 e e c)

    r = 1, 0 para = 0.

    Capa ndice 1032

  • Figure 3: Distribuio de nmero de ftons do Estado Coerente Comprimido, con-siderando o parmetro de coerncia = 5 e parmetro de compresso r = 0, 0,5 e 1,conforme legenda.

    4.2.2 Funo de Husimi do estado coerente comprimido

    Na Figura 4 mostramos a funo de Husime denida pela Eq.(17) para o estado coerente

    comprimido, cujos coecientes so dados pela Eq.(21), com parmetro de coerncia = 2

    e parmetro de compresso r = 0, 5. Para comparao mostramos ao lado a sua respectiva

    curva de nvel.

    Figure 4: Funo de Husime Q() para o estado coerente comprimido com parmetro decoerncia = 2 e parmetro de compresso r = 0, 5. Ao lado sua respectiva curva denvel.

    Capa ndice 1033

  • 4.3 Estado Coerente Par

    O Estado Coerente Par obtido a partir da superposio de dois estados coerentes

    com uma diferena de fase de , sendo este denido em termos do estado coerente, como

    |+i = N (|i+ |i) , (25)

    onde N o fator de normalizao obtido da condio h+|+ i = 1, dada por

    N =h2(1 + e2||

    2

    )i1

    2. (26)

    os coecientes Cm da representao de n,ero do estado coerente par so dados por

    C+m = N e12||2

    n

    m!

    [1 + (1)m] . (27)

    Pela Eq.(27) podemos notar facilmente que para todo m mpar, [1 + (1)m] = 0 o queimplica obtermos C+2m+1 = 0. Para todo m par, [1 + (1)m] = 2, o que implica C+2m 6= 0.Da o nome Estado Coerente Par. Neste estado todos os coecientes mpares so nulos,

    resultando da uma oscilao na distribuio de nmero de ftons.

    4.3.1 Distribuio de nmero de ftons do estado coerente par

    Na Figura 5 mostramos a distribuio de nmero de ftons para o Estado Coerente

    Par, onde Cm dado pela Eq.(27) para o parmetro de deslocamento = 5.

    Figure 5: Distribuio de nmero de ftons do estado coerente par para o parmetro dedeslocamento = 5

    Capa ndice 1034

  • 4.3.2 Funo de Husimi do estado coerente par

    Na Figura 6 mostramos a funo de Husime denida pela Eq.(17) para o estado coerente

    par, cujos coecientes so dados pela Eq.(27), com parmetro de coerncia = 2 e

    parmetro de compresso r = 0, 5. Para comparao mostramos ao lado a sua respectiva

    curva de nvel.

    Figure 6: Funo de HusimeQ() para o estado coerente para com parmetro de coerncia = 2. Ao lado sua respectiva curva de nvel.

    5 Concluso

    Como podemos ver na Figura 1, o mximo da distribuio de nmero de ftons do

    estado coerente ocorre em torno do nmero mdio de ftons hmi = ||2 . medida que seaumenta o parmetro de deslocamento, aumenta o nmero mdio de ftons e o mximo

    da distribuio. Neste caso, a altura da curva tambm diminui a m de manter a rea

    sob a curva. A sua funo de Husime, Figura 2 uma gaussiana, suas curvas de nveis

    sendo crculos.

    Por outro lado, para o estado coerente comprimido, sua funo de Husime, Figura

    4 apresenta suas curvas de nveis na forma de elipses, mostrando que numa determinada

    varivel apresenta reduo do rudo quntico menor que no estado coerente, enquanto na

    outra canonicamente conjugada este rudo maior, de forma a no violar o princpio de

    Capa ndice 1035

  • incerteza de Heisenberg. Como podemos ver, dependendo da compresso, podemos ter

    uma distribuio de nmero de ftons mais denida que o estado coerente, estatstica

    sub-poissoniana e tambm menos denida, dita estatstica super-poissoniana, conforme

    Figura 3. O interesse maior est na estatstica sub-poissoniana, que um efeito puramente

    quntico e uma boa aproximao para o Estado de Nmero.

    Na Figura 5 mostramos o grco da distribuio de nmero de ftons do estado co-

    erente par, para o parmetro de deslocamento = 5. Como podemos ver, esta distribuo

    apresenta oscilaes, P2m+1 = 0, que devido aos efeitos de interferncia proveniente da

    superposio dos dois estados, como pode ser tambm observado nos dois picos da funo

    de Husimi.

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    Revisado pela orientadora

    Capa ndice 1037

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    estuda a luz utilizando um tratamento quntico. Esta teoria s ganhou importncia a

    partir de 1977 com a descoberta de alguns fenmenos puramente qunticos. Um desses

    fenmenos cou conhecido atravs da experiencia de Kimble Dagenais e Mandel [1],

    que vericaram o efeito de antiagrupamento de ftons em luz uorescente emitida por

    tomos de sdio excitado por laser, efeito este previsto teoricamente no ano anterior por

    Carmichael e Walls [2]. Outro fenmeno tambm muito importante e que necessita, para

    o seu entendimento, de uma teoria no clssica do campo eletromagntico denominado

    de compresso do rudo quntico.

    Antes da descoberta dos fenmenos puramente qunticos da luz, os trabalhos na p-

    tica eram direcionados para estados semi- clssicos, onde podemos citar como exemplo o

    Estado Coerente, que foi o objeto de nosso interesse neste trabalho. Este estado tornou-

    se popular a partir de 1963 com o trabalho pioneiro de Glauber [3] e a partir da da

    Capa ndice 1038

    Anais do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extenso- CONPEEX (2012) 1038 - 1050

  • vastamente investigado pela literatura. Neste trabalho mostraremos como alguns estados

    qunticos da luz podem ser obtidos a partir do estado coerente.

    2 Objetivos

    Neste trabalho, estudamos algumas peculiaridades do Estado Coerente, assim como

    discutimos alguns dos estados que j foram propostos na literatura e que so obtidos a

    partir dele. Entre eles podemos citar: o Estado Coerente Comprimido [5] que obtido

    atuando o operador de compresso no Estado Coerente e a superposio de dois estados

    coerentes com diferena de fase , chamado Estado Coerente Par.

    Para investigarmos as peculiaridades do estado coerente e dos estados que so evolues

    do estado coerente, utilizamos as propriedade estatsticas: distribuio de nmero de

    ftons e funo de Husime Q(), que uma das funes de distribuio no espao de fase.

    3 Metodologia

    Nosso objetivo principal foi investigar as peculiaridades especcas do estado coerente

    e sua evoluo temporal, ou seja, os estados que so gerados a partir dele. Comparamos

    estes estados com o estado coerente, atravs do estudo de suas propriedades estatsticas.

    Desta forma, mostraremos as principais caracterstica do estado coerente, obtemos seus

    coecientes Cm da representao de nmero de ftons e mostramos a partir da, sua dis-

    tribuio de nmero de ftons e a funo de Husime no espao de fase Q(). Em seguida

    mostramos duas possveis evolues temporais, que o estado coerente comprimido e o

    estado coerente par. Para analisarmos as propriedades estatsricas dos estados menciona-

    dos, zemos seu respectivos grcos usando o editor de grcos Origin e utilizando os

    pontos obtidos atravs das simulaes que zemos utilizando o compilador fortran 90.

    4 Resultados

    A seguir, mostraremos as propriedades estatsticas do estado coerente e alguns estados

    obtidos como evolues do estado coerente. Obteremos seus coecientes da representao

    Capa ndice 1039

  • de nmero, a partir dos quais poderemos mostrar suas respectivas distribuies de nmero

    de ftons e funo Q().

    4.1 Estado Coerente

    Schrdinger tentando encontrar estados qunticos que apresentasse um comportamento

    clssico, descobriu o estado coerente. Schrodinger estava interessado em encontar estados

    qunticos que apressentassem as mesmas propriedades para outros potenciais alm do

    oscilador harmnico.

    Os estados coerentes so denidos como auto-estado do operador de aniquilao:

    a|i = |i. (1)

    Sabemos que:

    a|i =| 1i e a|i =

    + 1|+ 1i

    O operador a destroi fotns de energia, e o operador a cria fotns de energia, onde a

    energia criada ou destruda E = ~, em que ~ = h2no nsimo termo nivel de energia

    .

    Como o operador a no Hermitiano, seu auto-valor ser de modo geral complexo.

    Expandindo em srie de Fourier, estamos fazendo uma transformao nesse estado:

    |i =X

    m=0

    Cm|mi, (2)

    onde Cm so os coecientes de Fourier da expanso. Temos a relao de completeza dos

    estados de nmero |mi :

    Xm=0

    |mihm| = 1, (3)

    Quando sabemos que a base completa podemos expandir qualquer vetor nela, e o

    estado de nmero uma base completa por denio

    Expandindo em srie de fourier e usando (3) temos:

    Capa ndice 1040

  • |i = |i

    |i =X

    m=0

    |mihm|| {z }1

    i =X

    m=0

    Cm()|mi, (4)

    onde Cm() = hm|i sendo Cm o coeciente de Fourier da expanso.A probabilidade de encontramos o sistema em um estado coerente com n-fotns dado

    por P (m) = |hm|i|2.Sabemos que:

    a|mi =m|m 1i , (5)

    combinando (1) e (4) temos:

    a|i =X

    m=1

    Cm()|mi =X

    m=1

    Cm()m|m 1i =

    Xm=1

    Cm()|mi (6)

    Fazendo m0 m+ 1 temos que :

    Xm0=0

    Cm+1()m+ 1|m0i =

    Xm=0

    Cm()hm0|mi

    Como os estado de nmeros so ortogonais, hn0|ni = nn0 e est equao diferentede zero quando m = m0, portanto temos:

    Cm+1()m+ 1 = Cm()

    Cm+1() =

    m+ 1Cm(). (7)

    Analizando a equao (7) temos:

    C1 =1C0

    C2 =2C1 =

    221C0 =

    22!C0

    Capa ndice 1041

  • C3 =3C2 =

    3321C0 =

    33!C0

    C4 =4C3 =

    44321C0 =

    44!C0

    Ao analizar temos :

    Cm =nm!

    C0 (8)

    Substituindo (8) em (4) temos:

    |i = C0Xn=0

    mm!|mi (9)

    Fazemos o conjugado temos:

    |i = h| = C0X

    m=0

    ()mm!hm| (10)

    Usando (9) e (10) e sabendo que hm|mi = 1 temos:

    h|i = C0C0X

    m=0

    m()m

    m!hm|mi

    |C0|2X

    m=0

    (||2)mm!

    = 1. (11)

    Sabemos que:

    ex = 1 + x+x2

    2!+

    x3

    3!+ + x

    n

    n!=

    Xn=0

    xn

    n!, (12)

    substituindo (12) em (11) temos:

    |C0|2e||2

    = 1 = |C0|2 = e||2

    C0 = e 1

    2||2 (13)

    Capa ndice 1042

  • Substituindo (12) em (8) temos os coecientes da representao de nmero dados por

    Cm =mm!

    e12||2. (14)

    4.1.1 Distribuio de nmero de ftons do estado coerente

    Sabemos que a distribuio de nmero de ftons dada por P (m) = |Cm|2, de ondeobtemos

    P (m) =||2mm!

    e||2

    (15)

    Que a probabilidade de encontrar n-fotns em um sistema no estado coerente.

    Na Figura 1 mostramos esta distribuio de nmero de ftons para o estado coerente

    dado pela Eq.(15) para o parmetro de coerncia = 5.

    Figure 1: Distribuio de nmero de ftons do estado coerente para o parmetro dedeslocamento = 5

    4.1.2 Funo de Husimi do estado coerente

    A funo de distribuio no espao de fase de Husimi Q() denida para um estado

    genrico |i como sendoQ() =

    1

    |h|i|2 . (16)

    Capa ndice 1043

  • Utilizando a relao de completeza dos estados estados de nmero dado pela Eq.(3) obte-

    mos

    Q() =1

    X

    m=0

    h|mihm|i2

    =1

    X

    m=0

    C|im C |im

    2

    (17)

    onde C|im so os coecientes do estado coerente |i dados por

    C|im =mm!

    e12||2, (18)

    sendo um nmero complexo e C |im os coecientes do estado genrico |i, denido comoC|im = hm|i. Para o estado coerente |i eles so dados pela Eq.(14). Substitundo asEqs.(14) e (18) na Eq.(17) obtemos a funo de Husimi Q() para o estado coerente, a

    qual est mostrada na Figura (2). Para ilustrao, mostramos ao lado a sua respectiva

    curva de nvel.

    Figure 2: Funo de Husime Q() para o estado coerente com parmetro de coerncia = 2. Ao lado sua respectiva curva de nvel.

    Capa ndice 1044

  • 4.2 Estado Coerente Comprimido

    O Estado Coerente Comprimido gerado a partir do estado de vcuo pela atuao suces-

    siva dos operadores de deslocamento e de compresso, ou seja [4]

    |, zi = S(z)D() |0i = S(z) |i (19)

    onde S(z) o operador de compresso, dado por

    S(z) = ezau2za2 (20)

    S(z) dito unitrio porque bS (z) bS (z) = bS (z) bS (z) = 1 e z um nmero complexoarbitrrio, z = r ei.

    Os coecientes Cm dos Estados Coerentes Comprimidos so dados por

    Cm = < m|, z >

    =1m!

    (

    2)m2 e

    ||22

    + 22 Hm[(2)

    12 ]. (21)

    onde Hm so os polinmios de Hermite, e so dados por

    = cosh r, (22)

    = ei sinh r. (23)

    e

    = (+ ) . (24)

    4.2.1 Distribuio de nmero de ftons do estado coerente comprimido

    Na Figura 3 mostramos a distribuio de nmero de ftons para o Estado Coerente

    Comprimido, dada por Pm = |Cm|2, onde Cm dado pela Eq.(21) para o parmetro dedeslocamento = 5, = 0, e parmetro de compresso: a) r = 0; b) r = 0, 5 e e c)

    r = 1, 0 para = 0.

    Capa ndice 1045

  • Figure 3: Distribuio de nmero de ftons do Estado Coerente Comprimido, con-siderando o parmetro de coerncia = 5 e parmetro de compresso r = 0, 0,5 e 1,conforme legenda.

    4.2.2 Funo de Husimi do estado coerente comprimido

    Na Figura 4 mostramos a funo de Husime denida pela Eq.(17) para o estado coerente

    comprimido, cujos coecientes so dados pela Eq.(21), com parmetro de coerncia = 2

    e parmetro de compresso r = 0, 5. Para comparao mostramos ao lado a sua respectiva

    curva de nvel.

    Figure 4: Funo de Husime Q() para o estado coerente comprimido com parmetro decoerncia = 2 e parmetro de compresso r = 0, 5. Ao lado sua respectiva curva denvel.

    Capa ndice 1046

  • 4.3 Estado Coerente Par

    O Estado Coerente Par obtido a partir da superposio de dois estados coerentes

    com uma diferena de fase de , sendo este denido em termos do estado coerente, como

    |+i = N (|i+ |i) , (25)

    onde N o fator de normalizao obtido da condio h+|+ i = 1, dada por

    N =h2(1 + e2||

    2

    )i1

    2. (26)

    os coecientes Cm da representao de n,ero do estado coerente par so dados por

    C+m = N e12||2

    n

    m!

    [1 + (1)m] . (27)

    Pela Eq.(27) podemos notar facilmente que para todo m mpar, [1 + (1)m] = 0 o queimplica obtermos C+2m+1 = 0. Para todo m par, [1 + (1)m] = 2, o que implica C+2m 6= 0.Da o nome Estado Coerente Par. Neste estado todos os coecientes mpares so nulos,

    resultando da uma oscilao na distribuio de nmero de ftons.

    4.3.1 Distribuio de nmero de ftons do estado coerente par

    Na Figura 5 mostramos a distribuio de nmero de ftons para o Estado Coerente

    Par, onde Cm dado pela Eq.(27) para o parmetro de deslocamento = 5.

    Figure 5: Distribuio de nmero de ftons do estado coerente par para o parmetro dedeslocamento = 5

    Capa ndice 1047

  • 4.3.2 Funo de Husimi do estado coerente par

    Na Figura 6 mostramos a funo de Husime denida pela Eq.(17) para o estado coerente

    par, cujos coecientes so dados pela Eq.(27), com parmetro de coerncia = 2 e

    parmetro de compresso r = 0, 5. Para comparao mostramos ao lado a sua respectiva

    curva de nvel.

    Figure 6: Funo de HusimeQ() para o estado coerente para com parmetro de coerncia = 2. Ao lado sua respectiva curva de nvel.

    5 Concluso

    Como podemos ver na Figura 1, o mximo da distribuio de nmero de ftons do

    estado coerente ocorre em torno do nmero mdio de ftons hmi = ||2 . medida que seaumenta o parmetro de deslocamento, aumenta o nmero mdio de ftons e o mximo

    da distribuio. Neste caso, a altura da curva tambm diminui a m de manter a rea

    sob a curva. A sua funo de Husime, Figura 2 uma gaussiana, suas curvas de nveis

    sendo crculos.

    Por outro lado, para o estado coerente comprimido, sua funo de Husime, Figura

    4 apresenta suas curvas de nveis na forma de elipses, mostrando que numa determinada

    varivel apresenta reduo do rudo quntico menor que no estado coerente, enquanto na

    outra canonicamente conjugada este rudo maior, de forma a no violar o princpio de

    Capa ndice 1048

  • incerteza de Heisenberg. Como podemos ver, dependendo da compresso, podemos ter

    uma distribuio de nmero de ftons mais denida que o estado coerente, estatstica

    sub-poissoniana e tambm menos denida, dita estatstica super-poissoniana, conforme

    Figura 3. O interesse maior est na estatstica sub-poissoniana, que um efeito puramente

    quntico e uma boa aproximao para o Estado de Nmero.

    Na Figura 5 mostramos o grco da distribuio de nmero de ftons do estado co-

    erente par, para o parmetro de deslocamento = 5. Como podemos ver, esta distribuo

    apresenta oscilaes, P2m+1 = 0, que devido aos efeitos de interferncia proveniente da

    superposio dos dois estados, como pode ser tambm observado nos dois picos da funo

    de Husimi.

    References

    [1] D. Stoler, Phys. Rev. D1, 3271(1970); H. P. Yuen, Phys. Rev. A13, 2226(1976).

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    Publish, Inc., 1973).

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    with a Squeezed Displaced Number State, Int. J. of Mod. Phys. B21, 2723(2007).

    Capa ndice 1049

  • [8] G. C. de Oliveira, A. R. de Almeida, A. M. Moraes, Marta J. F. S. Souza e Clia M.

    A. Dantas, Scattering of Atoms by Light: Measuring the Quantum State of the Filed

    in a Cavity, Int. J. of Mod. Phys. B20, 325(2006).

    [9] G. C. de Oliveira, E. S. Leite, P. S. Melo e Clia M. A. Dantas, Even and Odd

    Displaced Number State, Mod. Phys. Lett. B19, 1347(2005).

    [10] M. A. Marchiolli, L. F. da Silva, Paulo S. Melo e Clia M. A. Dantas, Physica A291,

    449(2001).

    Revisado pela orientadora

    Capa ndice 1050

  • AUTOPERCEPO DOS ESTUDANTES EM RELAO S COMPETNCIAS E

    HABILIDADES ADQUIRIDAS NO CURSO DE ODONTOLOGIA.

    Danilo Pereira da Silva

    Maria de Ftima Nunes

    Maria do Carmo Matias Freire

    Aline de Paula Ferreira

    Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Gois

    Email: [email protected]; [email protected]

    INTRODUO

    As Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Odontologia (DCNO) propostas

    pela Organizao Mundial de Sade (OMS) e pelo Grupo de Estudos sobre Ensino de

    Odontologia do Ncleo de Pesquisas sobre Ensino Superior (NUPES) foram estabelecidas em

    fevereiro de 2002, e definem os princpios, fundamentos, condies e procedimentos da

    formao de cirurgies-dentistas a serem observados na organizao curricular das

    Instituies do Sistema de Educao Superior do Pas. As DCNO caracterizam as

    competncias e habilidades previstas para serem desenvolvidas durante o curso, tais como

    ateno sade, tomada de decises, comunicao, liderana, administrao e gerenciamento

    e educao permanente (BRASIL, 2002).

    As diretrizes curriculares buscam um profissional em permanente preparao, capaz

    de alcanar uma progressiva autonomia profissional, preparado para superar novos desafios

    da profisso e demandas emergentes do mercado de trabalho (KRIGER, 2005). Mas para isso,

    o professor deve exercer seu papel de orientar o processo de aprendizagem, estimulando o

    raciocnio do aluno (SOUBHIA, RUFFINO e DESSUNTI, 2005) para que ele seja capaz de

    assim o fazer depois de formado. importante que o processo educativo passe a ser pensado

    como um processo social, cultural e individual, e para que ocorram mudanas

    comportamentais nesta direo, necessrio criar ou mudar percepes, utilizar foras

    motivadoras e tomar decises para agir (MESTRINER JNIOR et al.,2011).

    Capa ndice 1051

    Anais do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extenso- CONPEEX (2012) 1051 - 1063

  • Secco e Pereira (2004) consideram que estudantes de odontologia apresentam certa

    dificuldade de construir um perfil profissional que articule a formao acadmica e as

    exigncias profissionais, sobretudo, devido saturao do mercado de trabalho, e Gondim

    (2002) afirma que essa dificuldade de delimitar sua identidade profissional, est relacionada

    ausncia de clareza das habilidades e competncias adquiridas durante o perodo de

    graduao.

    A insegurana do egresso pode ser reduzida com as atuais propostas das DCNO que

    se apresentam como eixo norteador s faculdades e aos estudantes para uma

    [...] formao generalista, humanista, crtica e reflexiva, para atuar em todos os nveis de ateno sade, com base no rigor tcnico e cientfico. Capacitado ao exerccio de atividades referentes sade bucal da populao, pautado em princpios ticos, legais e na compreenso da realidade social, cultural e econmica do seu meio, dirigindo sua atuao para a transformao da realidade em benefcio da sociedade. (p.1)

    Assim, as DCNO buscam a transformao do antigo egresso puramente tecnicista,

    individualista e com a ateno especializada e curativa dos modelos Flex e Gies, num

    profissional dotado de conhecimento cientfico, mais humanizado, com a percepo do

    indivduo como um todo, alm de ser capaz de se integrar a uma equipe multiprofissional.

    Apesar de institudas nacionalmente no comeo de 2002, a Faculdade de Odontologia

    da Universidade Federal de Gois realizou suas mudanas curriculares apenas em 2006,

    formando suas duas primeiras turmas pertencentes nova matriz curricular, em 2010 e 2011.

    Com a implantao do novo currculo e considerando a escassa disponibilidade de

    estudos referentes ao tema, houve necessidade de analisar os resultados obtidos nas primeiras

    turmas que se submeteram ao mesmo, visando subsidiar as reflexes no meio acadmico

    sobre os acertos e/ou necessidade de novos rumos a serem tomados.

    OBJETIVO

    Conhecer a autopercepo de estudantes de Odontologia ao final do curso, em

    relao s competncias e habilidades estabelecidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais do

    Curso de Odontologia.

    Capa ndice 1052

  • METODOLOGIA

    O estudo foi do tipo observacional transversal, utilizando-se um questionrio auto-

    aplicvel aos estudantes do final da graduao (2010 e 2011) da Faculdade de Odontologia da

    Universidade Federal de Gois (FO/UFG). Os dados foram coletados no ltimo ms letivo de

    2010 e 2011.

    A populao de estudo constituiu-se de 107 estudantes, sendo 53 formandos de 2010

    e 54 formandos de 2011. O critrio de incluso foi terem realizado todo o curso na FO/UFG,

    enquanto que o de excluso foi terem iniciado o curso de odontologia em outras instituies,

    ou serem de nacionalidade estrangeira, objetivando evitar a influncia das mesmas nas

    respostas (Esquema 1).

    Esquema 1. Esquema da populao de estudo/taxa de resposta do estudo sobre competncias e habilidades das

    DCNO entre acadmicos do curso de Odontologia da Universidade Federal de Gois (2010/2011) .

    Foi realizada anlise descritiva dos dados (frequncias absolutas e relativas de cada

    ano separadamente e em conjunto) utilizando-se o programa SPSS (Statistical Package for the

    Social Sciences) for Windows, verso 16.

    Capa ndice 1053

  • O projeto foi aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa da UFG em dezembro de

    2006 (protocolo n085/06). Os indivduos participantes em 2010 e 2011 assinaram o Termo

    de Consentimento Livre e Esclarecido, concordando em participar da pesquisa de forma

    annima.

    RESULTADOS

    A taxa de resposta foi de 106 estudantes (99,06%), sendo 68 mulheres e 38 homens.

    Os resultados esto apresentados nas Tabelas 1 a 6, dispostas as habilidades e

    competncias gerais e as especficas segundo um eixo comum.

    Os dados apresentados nas tabelas mostram que a maioria dos formandos considera

    ter adquirido parcial ou totalmente as competncias e habilidades propostas pelas DCNO. E

    quando questionado cada item das competncias gerais e especficas, em geral, predominou a

    resposta de aquisio total das mesmas. Entretanto, o quesito Administrao e

    gerenciamento das competncias gerais (Tabela 1) foi o nico que apresentou uma

    porcentagem relevante de graduandos que no se considerava apto a desenvolver tal

    capacidade (17%), embora a maioria afirmasse possuir competncia parcial (66%).

    DISCUSSO

    Os princpios orientadores adotados para as mudanas curriculares dos cursos de

    graduao envolvem dentre outros, a flexibilidade na organizao curricular, a dinamicidade

    do currculo, a adaptao s demandas do mercado de trabalho, a nfase na formao geral e a

    definio e desenvolvimento de competncias e habilidades gerais (CATANI, OLIVEIRA,

    DOURADO, 2001). Saracchini (2012) afirma que, na educao, competncia a capacidade

    de articular conhecimentos, procedimentos, habilidades, atitudes e valores para solucionar

    com pertinncia e eficcia as diversas situaes, e habilidades esto associadas ao saber

    fazer: ao fsica ou mental que indica a capacidade adquirida.

    Pautadas nas DCNO, as mudanas curriculares preveem a mudana paradigmtica na

    formao de um profissional crtico, capaz de aprender a aprender, de trabalhar em equipe, e

    de levar em conta a realidade social (CARVALHO, 2008), necessitando de uma mudana

    didtico-pedaggica. Dessa forma, fica claro o motivo e/ou necessidade da erradicao do

    Capa ndice 1054

  • modelo antigo de ensino universitrio, em que o acadmico no tinha nenhum tipo de

    participao na sua educao e profissionalizao, sendo ento um aluno dependente daquele

    que lhe transmitia o conhecimento julgado necessrio.

    A escassa literatura que aborda algum aspecto relativo s competncias e habilidades

    previstas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (MESTRINER JNIOR et al, 2011;

    COSTA e ARAJO, 2011), especialmente com dados de autopercepo, refora a

    importncia de estudos pertinentes a essa temtica, visto que as DCNO apresenta com clareza

    esses aspectos.

    No presente estudo, os acadmicos tendo como referncia um novo modelo de

    educao, generalista e humanista, em sua maioria, afirmaram ter adquirido, parcial ou

    totalmente as competncias e habilidades gerais e especficas previstas pelas novas diretrizes.

    Competncias essas, que prepararam futuros profissionais para um saber-fazer reflexivo,

    crtico, o suficiente para que se sinta participante do seu contexto social, o que lhe permitir

    decidir, utilizar, modificar e mobilizar recursos disponveis para resolver com sucesso,

    problemas surgidos na prtica profissional (COSTA E ARAJO, 2011). Os resultados

    indicam os aspectos positivos da implantao das DCNO e apontam aqueles que ainda

    precisam de alguma ateno pela comunidade acadmica.

    Dentre as competncias e habilidades especficas questionadas, Reconhecer e aplicar

    padro de tica profissional e conduta, Reconhecer suas limitaes e estar adaptado e

    flexvel face s mudanas circunstanciais e Realizar a preservao da sade bucal

    apresentaram mais de 85% de acadmicos que se julgavam totalmente competentes para tais,

    enquanto Planejar e administrar servios de sade comunitria, Analisar e interpretar os

    resultados de relevantes pesquisas experimentais, epidemiolgicas e clnicas, Organizar,

    manusear e avaliar recursos de cuidados de sade efetiva e eficientemente e Identificar,

    investigar, prevenir, tratar e controlar as doenas e distrbios bucomaxilo-faciais em pacientes

    e em grupos populacionais apresentaram porcentagem inferior a 50% dos acadmicos que se

    julgavam totalmente competentes para as mesmas. Mas considerando que estes no se

    sentiam incompetentes ou sem habilidades para essas aes e, considerando que uma das

    premissas das novas diretrizes curriculares a importncia da educao continuada (aprender

    a aprender), pode-se ponderar que os resultados alcanados nas duas primeiras turmas do

    novo currculo na FO/UFG foram positivos, alcanando os objetivos propostos.

    A maioria dos formandos da FO/UFG considerou ter adquirido competncia total para

    se ingressar no mercado com o currculo implantado. Segundo um estudo de Gontijo do

    Centro Universitrio do Tringulo (2009), em que se observa o perfil dos acadmicos, bem

    Capa ndice 1055

  • como, sua viso da sade bucal coletiva, 88% dos acadmicos participantes da pesquisa

    tinham expectativa de obter uma formao profissional voltada para o mercado de trabalho. J

    os estudos de Rezende et al. (2007) e Lemos e Fonseca (2009) afirmaram o contrrio, ao

    colocar que o estudante de odontologia no se sente totalmente preparado para a vida

    profissional, visto sua deficincia de conhecimento em algumas matrias especficas. Lemos e

    Fonseca (2009) discorre, ainda, que essa deficincia frequentemente intencionada por alguns

    professores, visando criar uma dependncia de especializaes e atualizaes. Estas

    percepes dos acadmicos pode indicar uma insegurana com o novo modelo de ensino-

    aprendizagem que se aproxima da interdisciplinaridade, do ensino reflexivo, do aprender a

    aprender e, se distancia da educao bancria centrada no conhecimento do docente

    especialista que era transmitido verticalmente ao estudante.

    Mesmo nas competncias especficas em que alguns estudantes se sentiam

    totalmente incompetentes para Planejar e administrar servios de sade comunitria e

    Organizar, manusear e avaliar recursos de cuidados de sade efetiva e eficientemente, a

    representatividade foi muito baixa. Mas mesmo assim, so aspectos que devem ser analisados

    no conjunto da gesto e do corpo docente. Tanto nas competncias gerais como especficas,

    h indicativo de que os aspectos que apresentam maiores dificuldades esto relacionados ao

    planejamento e gerncia.

    Costa e Arajo (2011) afirmam em seu trabalho a necessidade da mudana curricular

    nas diversas faculdades de Odontologia do pas. Ao investigar, entre cirurgies-dentistas do

    servio pblico do Rio Grande do Norte, dificuldades em sade coletiva apresentadas durante

    o exerccio profissional, perceberam deficincias em trabalho em equipe e gesto, despreparo

    para enfrentar problemas coletivos, falta de humanizao e de viso preventiva por parte de

    alguns profissionais, alm de notar visvel precarizao do trabalho e dificuldades

    tecnolgicas. Os autores propem que as mudanas curriculares na formao podem

    solucionar vrios dessas faltas, prestando, assim, uma ateno sade maus humana e de

    qualidade.

    As diretrizes curriculares surgem como norte para a reconstruo da graduao, mas

    no basta a ideia otimista, de que as DCN vo revolucionar a formao dos estudantes de

    odontologia, preciso que as universidades participem dessa mudana de forma mais efetiva,

    participando de forma ativa da profissionalizao dos futuros cirurgies-dentistas (SENNA e

    LIMA, 2009). preciso tambm investimento das instncias superiores para melhor

    qualificao docente e de infraestrutura para ampliao no s do ensino, mas tambm da

    pesquisa e da extenso, que so fundamentais para se alcanar os quatro pilares propostos pela

    Capa ndice 1056

  • UNESCO por meio de sua Comisso Internacional sobre a Educao para o Sculo XXI:

    aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver junto, aprender a ser (SILVA,

    CUNHA, 2002).

    CONCLUSO

    Conclui-se que os acadmicos formados em 2010 e 2011 no curso de Odontologia da

    Universidade Federal de Gois acreditam ter adquirido as competncias e habilidades gerais e

    especficas previstas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Odontologia.

    REFERNCIAS

    BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAO. CMARA DE EDUCAO

    SUPERIOR. Resoluo CNE/CES 3, de 19 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes

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    Tabela 1. Autopercepo dos formandos (2010 e 2011) do curso de Odontologia da Universidade Federal de Gois com relao s competncias gerais descritas nas DCNO. n=106.

    Capa ndice 1058

  • Competncias gerais Categorias 2010 2011 TOTAL

    n (%) n (%) n (%)

    Ateno sade

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 11 (20,8) 11 (20,8) 22 (20,8) Competncia total

    Sem resposta 41 (77,4) 1 (1,9)

    42 (79,2) 0

    83 (78,3) 1 (0,9)

    Tomada de decises

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 0 1 (0,9) Competncia parcial 26 (49,1) 32 (60,4) 58 (54,7) Competncia total 26 (49,1) 21 (39,6) 47 (44,3)

    Comunicao

    Nenhuma competncia 2 (3,8) 0 2 (1,9) Competncia parcial 10 (18,9) 15 (28,3) 25 (23,6) Competncia total 41 (77,4) 38 (71,7) 79 (74,5)

    Liderana

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 2 3 (2,8) Competncia parcial 21 (39,6) 27 (50,9) 48 (45,3) Competncia total 31 (58,5) 24 (45,3) 55 (51,9)

    Administrao e gerenciamento

    Nenhuma competncia 9 (17) 9 (17) 18 (17) Competncia parcial 36 (67,9) 34 (64,2) 70 (66) Competncia total 8 (15,1) 10 (18,9) 18 (17)

    Educao permanente

    Nenhuma competncia 0 1 (1,9) 1 (0,9) Competncia parcial 15 (28,3) 25 (47,2) 40 (37,7) Competncia total 38 (71,7) 26 (49,1) 64 (60,4)

    Sem resposta 0 1 (1,9) 1 (0,9) TOTAL 53 (100) 53 (100) 106 (100)

    Tabela 2. Autopercepo dos formandos (2010 e 2011) do curso de Odontologia da Universidade Federal de Gois sobre as competncias e habilidades especficas referentes ao aspecto legal da profisso. n=106.

    Competncias e Habilidades Especficas Categorias

    2010 2011 TOTAL

    n (%) n (%) n (%)

    Respeito aos princpios ticos e legais

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 2 (3,8) 3 (5,7) 5 (4,7) Competncia total 51 (96,2) 39 (73,6) 90 (84,9)

    Sem resposta 0 11 (20,8) 11(10,4)

    Reconhecer e aplicar padro de tica profissional e conduta

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 4 (7,5) 10 (18,9) 14 (13,2) Competncia total 49 (92,5) 43 (81,1) 92 (86,8)

    Cincia e responsabilidade com as regras dos

    trabalhadores da rea da sade bucal na sociedade

    Nenhuma competncia 0 1 (1,9) 1 (0,9) Competncia parcial 12 (22,6) 19 (35,8) 31 (29,2) Competncia total 41 (77,4) 33 (62,3) 74 (69,8)

    TOTAL 53 (100) 53 (100) 106 (100)

    Capa ndice 1059

  • Tabela 3. Autopercepo dos formandos (2010 e 2011) do curso de Odontologia da Universidade Federal de Gois sobre as competncias e habilidades especficas referentes sua atuao enquanto profissional. n=106. Competncias e Habilidades

    Especficas CATEGORIAS 2010 2011 TOTAL n (%) n (%) n (%)

    Atuar em todos os nveis de ateno sade integrando os diversos

    programas de promoo, manuteno, preveno, proteo e

    recuperao da sade

    Nenhuma competncia 0 0 0

    Competncia parcial 14 (26,4) 11 (20,8) 25 (23,6)

    Competncia total 39 (73,6) 40 (75,5) 75 (74,5) Sem resposta 0 2 (3,8) 2 (1,9)

    Atuar multiprofissionalmente, inter e transdisciplinarmente baseado na convico cientfica, de cidadania e

    de tica

    Nenhuma competncia 0 0 0

    Competncia parcial 23 (43,4) 20 (37,7) 43 (40,6)

    Competncia total 30 (56,6) 33 (62,3) 63 (59,4) Reconhecer a sade como direito e condies dignas de vida e atuar de

    forma integral e em rede nos diversos nveis de complexidade do

    sistema.

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 8 (15,1) 10 (18,9) 18 (17) Competncia total 44 (83) 43 (81,1) 87 (82,1)

    Sem resposta 1 (1,9) 0 1 (0,9)

    Desenvolver assistncia odontolgica individual e coletiva

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 11 (20,8) 9 (17) 20 (18,9) Competncia total 39 (73,6) 44 (83) 83 (78,3)

    Sem resposta 3 (5,7) 0 3 (2,1)

    Comunicar e trabalhar efetivamente Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 8 (19,5) 14 (26,4) 24 (22,6) Competncia total 33 (80,5) 39 (73,6) 82 (77,4)

    Participar em educao continuada como um componente da obrigao

    profissional e manter esprito crtico

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 0 1 (0,9)

    Competncia parcial 12 (22,6) 16 (30,2) 28 (26,4) Competncia total 40 (75,5) 37 (69,8) 77 (72,6)

    Reconhecer suas limitaes e estar adaptado e flexvel face s mudanas circunstanciais

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 0 1 (0,9) Competncia parcial 4 (7,5) 10 (18,9) 14 (13,2) Competncia total 48 (90,6) 43 (81,1) 91 (85,8)

    Propor e executar planos de tratamento adequados

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 16 (30,2) 27 (50,9) 43 (40,6) Competncia total 37 (69,8) 26 (49,1) 63 (59,4)

    Realizar a preservao da sade bucal

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 3 (5,7) 7 (13,2) 10 (9,4) Competncia total 49 (92,5) 46 (86,8) 95 (89,6)

    Sem resposta 1 (1,9) 0 1 (0,9)

    Trabalhar em equipes interdisciplinares e atuar como agente de promoo de sade

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 0 1 (0,9) Competncia parcial 5 (7,3) 12 (22,6) 17 (16) Competncia total 46 (90,2) 39 (73,6) 85 (80,2)

    Sem resposta 1 (2,4) 1 (1,9) 2 (1,9) Resposta incorreta 0 1 (1,9) 1 (0,9)

    Acompanhar e incorporar inovaes tecnolgicas no exerccio

    da profisso

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 1 (1,9) 2 (1,9)

    Competncia parcial 19 (35,8) 22 (41,5) 41 (38,7) Competncia total 33 (62,3) 30 (56,6) 63 (59,4)

    TOTAL 53 (100) 53 (100) 106 (100)

    Capa ndice 1060

  • Tabela 4. Autopercepo dos formandos (2010 e 2011) do curso de Odontologia da Universidade Federal de Gois sobre as competncias e habilidades especficas referentes ao exerccio da sua profisso em conjunto comunidade. n=106.

    Competncias e Habilidades Especficas CATEGORIAS

    2010 2011 TOTAL n (%) n (%) n (%)

    Exercer sua profisso de forma articulada,

    entendendo-a como uma forma de participao e

    contribuio social

    Nenhuma competncia 0 0 0

    Competncia parcial 16 (30,2) 10 (18,9) 26 (24,5)

    Competncia total 37 (69,8) 43 (81,1) 80 (75,5)

    Melhorar a percepo e providenciar solues

    diferentes para necessidades da comunidade

    Nenhuma competncia 0 0 0

    Competncia parcial 22 (41,5) 24 (45,3) 46 (43,4) Competncia total 31 (58,5) 29 (54,7) 60 (56,6)

    Comunicar-se com pacientes, com profissionais

    da sade e com a comunidade

    em geral

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 7 (13,2) 9 (17) 16 (15,1) Competncia total 46 (86,8) 43 (81,1) 89 (84)

    Resposta incorreta 0 1 (1,9) 1 (0,9)

    Planejar e administrar servios de sade

    comunitria

    Nenhuma competncia 2 (3,8) 5 (9,4) 7 (6,6)

    Competncia parcial 24 (45,3) 26 (49,1) 50 (47,2)

    Competncia total 27 (50,9) 21 (39,6) 48 (45,3) Resposta incorreta 0 1 (1,9) 1 (0,9)

    TOTAL 53 (100) 53 (100) 106 (100)

    Capa ndice 1061

  • Tabela 5. Autopercepo dos formandos (2010 e 2011) do curso de Odontologia da Universidade Federal de Gois sobre as competncias e habilidades especficas referentes necessidade de renovao de conhecimentos e dedicao pesquisa enquanto profissional. n=106.

    Competncias e Habilidades Especficas CATEGORIAS

    2010 2011 TOTAL

    n (%) n (%) n (%)

    Conhecer mtodos e tcnicas de investigao e elaborao de

    trabalhos acadmicos e cientficos

    Nenhuma competncia 0 1 (1,9) 1 (0,9) Competncia parcial 29 (54,7) 21 (39,6) 50 (47,2)

    Competncia total 24 (45,3) 31 (58,5) 55 (51,9)

    Obter, gravar e avaliar informaes confiveis de forma eficiente e objetiva

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 0 1 (0,9) Competncia parcial 15 (28,3) 21 (39,6) 36 (34) Competncia total 37 (69,8) 31 (58,5) 68 (64,2)

    Sem resposta 0 1 (1,9) 1 (0,9)

    Analisar e interpretar os resultados de relevantes pesquisas experimentais,

    epidemiolgicas e clnicas

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 2 (3,8) 3 (2,8)

    Competncia parcial 30 (56,6) 32 (60,4) 62 (58,5)

    Competncia total Sem resposta

    22 (41,5) 1 (1,9)

    19 (35,8) 0

    41 (38,7) 1 (0,9)

    Organizar, manusear e avaliar recursos de cuidados de sade

    efetiva e eficientemente

    Nenhuma competncia 3 (5,7) 1 (1,9) 4 (3,8) Competncia parcial 21 (39,6) 32 (60,4) 53 (50) Competncia total 28 (52,8) 20 (37,7) 48 (45,3)

    Sem resposta 1 (1,9) 0 1 (0,9) Participar de investigaes

    cientficas e preparar-se para aplicar os resultados em

    cuidados de sade

    Nenhuma competncia 2 (3,8) 1 (1,9) 3 (3,2)

    Competncia parcial 27 (50,9) 23 (43,4) 50 (47,2) Competncia total 24 (45,3) 29 (54,7) 53 (50)

    Colher, observar e interpretar dados para a construo do

    diagnstico

    Nenhuma competncia 0 0 0

    Competncia parcial 13 (24,5) 17 (32,1) 30 (28,3)

    Competncia total 39 (73,6) 36 (67,9) 75 (70,8)

    Sem resposta 1 (1,9) 0 1 (0,9)

    Identificar as afeces buco-maxilo-faciais prevalentes

    Nenhuma competncia 0 0 0

    Competncia parcial 21 (39,6) 24 (45,3) 45 (42,5) Competncia total 32 (60,4) 29 (54,7) 61 (57,5)

    TOTAL 53 (100) 53 (100) 106 (100)

    Capa ndice 1062

  • Tabela 6. Autopercepo dos formandos (2010 e 2011) do curso de Odontologia da Universidade Federal de Gois sobre as competncias e habilidades especficas referentes promoo de sade que devem ser adotadas enquanto profissionais. n=106.

    Competncias e Habilidades Especficas CATEGORIAS

    2010 2011 TOTAL n (%) n (%) n (%)

    Identificar, investigar, prevenir, tratar e controlar as doenas e distrbios bucomaxilo-faciais em pacientes e

    em grupos populacionais

    Nenhuma competncia 0 2 (3,8) 2 (1,9) Competncia parcial 30 (56,6) 28 (52,8) 58 (54,7) Competncia total 23 (43,4) 21 (39,6) 44 (41,5)

    Sem resposta 0 2 (3,8) 2 (1,9)

    Cumprir investigaes bsicas e procedimentos operatrios

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 8 (15,1) 13 (24,5) 21 (19,8) Competncia total 44 (83) 38 (71,7) 82 (77,4)

    Sem resposta 1 (1,9) 2 (3,8) 3 (2,8)

    Promover a sade bucal e prevenir doenas e distrbios bucais

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 9 (17) 9 (17) 18 (17) Competncia total 44 (83) 41 (77,4) 85 (80,2)

    Sem resposta 0 3 (5,7) 3 (2,8) Buscar solues mais adequadas em

    conhecimento e outras reas da sade para os problemas clnicos no

    interesse de indivduo e comunidade

    Nenhuma competncia 0 0 0 Competncia parcial 22 (41,5) 24 (47,2) 46 (43,4)

    Competncia total 31 (58,5) 29 (52,8) 60 (56,6)

    Aplicar conhecimentos de sade bucal, de doenas e tpicos

    relacionados no melhor interesse do indivduo e da comunidade

    Nenhuma competncia 1 (1,9) 0 0 Competncia parcial 12 (22,6) 19 (39,6) 31 (29,2) Competncia total 39 (73,6) 33 (58,5) 72 (67,9)

    Sem resposta 1 (1,9) 1 (1,9) 3 (2,8) TOTAL 53 (100) 53 (100) 106 (100)

    REVISADO PELA ORIENTADORA

    Capa ndice 1063

  • A liberdade entre Deus e a Natureza

    Aluno: Darley Alves Fernandes ([email protected])

    Orientadora: Prof Dr Mrcia Zebina Arajo da Silva1 ([email protected])

    FAFIL-Faculdade de Filosofia

    PALAVRAS-CHAVE: Ideia, providncia, histria, juzo reflexivo, razo, crtica.

    1. INTRODUO E OBJETIVO

    Talvez a maior dificuldade que a filosofia kantiana apresenta ao nefito pesquisador

    seja o fato de que no h no seu sistema filosfico uma espcie de obra introdutria que

    sirva de ponta p inicial. Os principais obstculos para o iniciante so: (i) lidar e

    compreender a diversidade de conceitos que surgem nas suas diversas obras, por

    exemplo, juzos sintticos e analticos, imperativo categrico, juzo reflexivo; (ii)

    articular tais conceitos que est