HUME David Hume Investigacoes Sobre o Entendimento Humano

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    Seo 6Da probabilidade . 91Seo 7Da idia de conexo necessria . 95Seo 8Da liberdade e necessidade . 119Seo 9Da razo dos animais . 147Seo 10Dos milagres . 153Seo 11De uma providncia particulare de um estado vindouro . 183Seo 12Da filosofia acadmica ou ctica . 203Uma investiga{o sobre os princpios da moralSeo zDos princp ios gerais da moral . 225Seo 2Da benevolncia : 233Seo 3Da justia . 241Seo 4Da sociedade poltica . 269

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    Investigaes sobre o entendimento humano e sobre os princpios da moral

    Seo 5Por que a utilidade agrada . 277Seo 6Das qualidades teis a ns mesmos . 303SeO 7Das qualidades imediatamente agradveisa ns mesmos . 323SefO 8Das qualidades imediatamente agradveisaos outros . 337Seo 9Concluso . 347Apndice z.Sobre o sentimento moral . 367Apndice 2Do amor de si mesmo . 379Apndice 3Algumas consideraes adicionaiscom relao justia . 389Apndice 4Algumas disputas verbais . 40 1Um dilogo . 415

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    Nota a esta edio

    David Hume (I 7 I I- I 776) conta-sc ctltrc os csp(ritosmais luminosos de seu sculo c ocupa um lugar procmincnteentre os autores de lngua inglesa, niio aprnas pnr sua obrafilosfica, mas tambm como cnsa(sta r histndador. Cot1tinuador da tradio empirista inaugurada por nacon e desenvolvida po r Locke e Berkeley, levou-a ;\ su;\ mais extremaconcluso, culminando em um sistema tJUe trm sido injustamente acusado de ser excessivamente dt ico r dr pl'ivar a ci ncia e a moral de qualquer justificao racional.

    Os dois textos aqui apresentados uma origem comum,sendo ambos condensaes c nllaboraes de partes de umaobra mais vasta, o Tratado da ttaturr{a humana, que DavidHume redigiu em sua juvenrudc, trndo-a iniciado em 1734,enquanto residia na Frana, e conclu(do em I 73 7, aps seu

    * Para uma breve, mas til introdulo l obra de David Hume, consulte-se QUINTON, A. 1-lumt. So P;llllo: Editora UNESP, 1999. 63p.(Coleo "Grandes Filsofos").

    ** HUME, D. Tratado da naturt{.a humana. Trad. Dbora Danowsky. SoPaulo: Editora UNESP, 20 0 I. 712p.

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    retorno para a Inglaterra. Essa obra fora concebida po rHume em escala monumental, e suas trs partes, ou "livros"

    "D E d' " "D P . - " "D M 1"o nten tmento ; as atxoes e a ora - , pre-tendiam realizar uma verdadeira revoluo filosfica pelaintroduo, nos estudos humansticos, do "mtodo experimental" propugnado por Isaac Newton para as cincias danatureza.

    Sem pretender examinar os mritos e limitaes da aplicao de um "mtodo experimental" filosofia, basta notar,aqui, que Hume pretendia, com essa idia, apenas defender aprimazia, nessas investigaes, dos fatos experimentalmenteconstatados sobre a forma como os seres humanos pensam eso emocionalmente afetados em sua experincia do mundo eno convvio com seus semelhantes. O que se recusa a representao da natureza humana segundo modelos derivados dehipteses puramente conjeturais sobre, por exemplo, sua "racionalidade", e a conseqente tentativa de fundamentar na razo todas as atividades que so prprias do ser humano, entreas quais se incluem a aquisio do conhecimento de fatosempricos e o julgamento moral sobre as aes de outros ede si mesmo.

    Outra caracterstica distintiva do "mtodo experimental"de Hume a precisa concentrao em seu objeto de estudo,que o ser humano, ou antes, o fluxo de experincias queconstituem a vida mental dos seres humanos. Assim, ao tratardo problema do conhecimento, Hume procede de forma puramente imanente e no recorre a uma ordem exterior e necessria do mundo que pudesse servir como referncia e pedra de toque de nosso sistema de crenas: a aquisio deconhecimento se caracteriza pelo desenvolvimento de idiasou expectativas acerca do comportamento das coisas e sua

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    Investigaes sobre o entendimento humano e sobre os princpios da moral

    corroborao pelas impresses l]Ue efetivamente recebemosdelas. Do mesmo modo, nossos julgamentos e avaliaes morais no so referidos a um padro transcendente do que intrinsecamente bom ou mau, mas derivam integralmente dossentimentos de aprovao ou drsaprovao l]UC experimentamos dia nte de certas aes, comportamentos c inclinaes, edas conseqncias prticas dessas avaliaes para o bom funcionamento da sociedade.

    Uma importante consclliincia da escolha de Hume de seumtodo de investigao , portanto, a Ulldadt que essa escolhapermite conferir a toda a obra. primrira vista, o Tratado aparece como um conjunto IHrerognw dr investigaes sobrecampos no relacionados, cobrindo drsde llUestes ligadas anosso conhecimento factual do mundo, da11 rrLtes causais edos objet os exteriores, at o l'Studo aprofundado do repertrio de noss os afetos e emoes, c de nou;u atitudes valorativas diante de nossas aes c de nutras pe:uons. Seu escopoabrange assim a epistemologia, a p s i c o l o ~ i a e a filosofia moral, reas que a sensibilidade contl'lll)Hlrnea acostumou-se aconsiderar estanques c i n c o m u n i d v r i : ~ . I >r fato, uma corretacompreenso da obra de Huml' wmra prlo reconhecimentoda profunda unidade que subjaz sua aburdngem de cada umdesses campos de estudo; uma unidnde lllle deriva de suaperspectiva metodolgica comum aplicnda ao exame de umobjeto igualmente unificado: o si11tema de capacidades do serhumano que lhe permitem desenvolver tanto suas crenasempricas acerca do comportamento dos objetos exteriorescomo seus julgamentos llllll'ais das prticas e caracteres deoutros homens.

    Sabemos qual foi o triste destino do Tratado, uma obraque, nas palavras do autor, "saiu natimorta do prelo". Embo-

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    ra a tenaz oposio dos crculos acadmicos e eclesisticosoficiais tenha tido um papel nesse fracasso, seu estilo pesado,complexo e emaranhado sem dvida dificultou sua recepo.Convencido de que o problema no estava em seu contedomas no estilo de sua exposio, Hume decidiu, alguns anosmais tarde, extrair dele duas obras mais curt as, nas quais procurou dar um tom acessvel ao texto, eliminar a prolixidadeargumentativa, suprimir os tpicos no-essenciais para aconduo de seu argumento central e cuidar ao mximo daclareza da expresso. So essas as duas Investigaes reunidasno presente volume: a InvestigaO sobre o entendimento humano e aInvestigaO sobre os princpios da moral, extradas do primeiro e doterceiro livros do Tratado e publicadas respectivamente emI748 e I75I.*

    Nessa nova verso, as propostas de Hume alcanaram imensa penetrao e influncia, e cons titu em hoje pontos de passagem obrigatrios no estudo da teoria do conhecimento e dafilosofia moral. Conforme a prpria recomendao do autor,s esses novos textos revisados representam a expresso finale definitiva de suas idias e princpios filosficos, e, aindaque no estejamos obrigados a aceitar esse julgamento e continuemos a nos fascinar com o texto mais denso, profundo edesafiador do Tratado, no h dvida de que so essas versesposteriores que constituem a melhor porta de entrada para opensamento do autor.

    * Uma terceira obra, a Dissertaro sobre as paixes, extrato do Livro l i doTratado e publicada em I 757, carece de maior relevncia. De fato, ostpicos de maior interesse filosfico do Livro li , como a discusso daliberdade e da necessidade, j haviam sido includos na primeira Inves-tigaco.

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    lnvestigares sobre o entendimento humano e sobre os princpios da moral

    Acrescento algumas palavras sobre as presentes tradues.As duas Investigaes j haviam sido anteriormente publicadasno Brasil- a primeira (em duas tradues distintas) na cole

    ~ o "Os Pensadores", c a segunda, traduzida por mim para aEditora da Unicamp, em I 99 5, tomando-se como base, emtodos esses casos, a clssica rdio de L. A. Selby-Biggc, poca a edio mais respeitada desses textos de Hume. Oaparecimento, em I 998 e I 999, dils novas edies preparadaspor Tom L. Beauchamp para a s ~ r i e Oxjord Philosophical Texts,da Oxford University Prcss, estabrlrceu um novo standardacadmico e abriu a oportunidade p;mt o prrp;tro de novastradues brasileiras, o que fui feito llUase imediatamente nocaso da Investigao sobre omtmditmttto h u m a t ~ o , publicada j emI 99 9 pela Editora UNESP.** H tempos esgotada, esta atraduo reimpressa neste volume, com illgumils poucas correes tipogrficas. Quanto presente lnvtstigarilo sobre os p r i n ~cpios da moral, trata-se de uma traduo inteiramente nova,que inclui o apndice final, "Um dilogo", omitido na traduo de I995.

    Nesta traduo, modifitJUl" o empargu dus sinais de pontuao e das letras maisculas r idlilas pill'il melhor refletir asmodernas convenes, que so signifinnivamente diferentesdaquelas usualmente praticadas nu dculo XVIII. Todas asnotas de rodap numeradas so de autoria do prprio Hume,* HUME, D. An Enquiry Conremlnz IJumlfll Understlfnding. Tom L. Bea-

    champ (Ed.) Oxford U n i v c r ~ i t y Prns, 1999; e HUME, O. An En-quiry Concerning the Principlrs Morais. Tnm L. Beauchamp (Ed.) Oxford University Press, 1998.

    ** HUME, O. Uma investigaco sobrr omtmdlmmto humano. Trad. Jos Oscrde Almeida Marques. So P ~ u l o : F.ditnril UNESP, 1999. 212p. (Biblioteca Clssica).

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    e sempre que acrescentei alguma informao (como dados bibliogrficos mais completos ou tradues para o portugusde citaes originalmente em lngua