Igreja Batista - Compêndio Doutrinário (Salvo Automaticamente)

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Igreja Batista - Compêndio Doutrinário (Salvo Automaticamente)

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Perspectivas de VidaIgreja: A Igreja a nica superpotncia mundial. Ela durar para sempre!Pr. Jadai Silva de Souza

INTRODUOVivemos num tempo onde muita confuso tem sido gerada pelo entendimento distorcido do que seja a igreja. Muitos pensam nela como a construo ou o prdio onde os crentes se renem. Outros atribuem a ela o valor social e agem em relao a ela como se fosse mais uma agremiao ou clube social. Neste ambiente confuso surgem desvios de comportamento tico e de atuao dos crentes no mundo, prejudicando a expanso do reino de Deus. , pois, absolutamente necessrio que os crentes em Jesus, agregados em igreja, tenham uma clara compreenso dessa realidade humano-divina de que fazem parte.No oitavo artigo de nossa Declarao Doutrinria entitulado IGREJA encontramos a seguinte definio: "igreja uma congregao local de pessoas regeneradas e batizadas aps profisso de f. nesse sentido que a palavra igreja empregada no maior nmero de vezes nos livros do Novo Testamento. Tais congregaes so constitudas por livre vontade dessas pessoas com a finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanas de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bblia para a edificao mtua e para a propagao do evangelho. As igrejas neo-testamentrias so autnomas, tm governo democrtico, praticam a disciplina e se regem em todas as questes espirituais e doutrinrias exclusivamente pela Palavra de Deus, sob a orientao do Esprito Santo. H nas igrejas, segundo as Escrituras, duas espcies de oficiais: pastores e diconos. As igrejas devem relacionar-se com as demais igrejas da mesma f e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer sejam de natureza eclesistica ou outra, no deve envolver a violao da conscincia ou o comprometimento da lealdade a Cristo e sua Palavra. Cada igreja um templo do Esprito Santo. H tambm no Novo Testamento um outro sentido da palavra, "igreja" em que ela aparece como a reunio universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e sobre ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual ele mesmo a cabea. Sua unidade de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperao voluntria na realizao dos propsitos comuns do reino de Deus"(1).1. Mateus 18.17; Atos 5.11; 20.17,28; 1 Corntios 4.17; 1 Timteo 3.5; 3 Joo 9. 2. 1 Corntios 1. 2,10; Atos 2.41,42. 3. Mateus 18.15-17. 4. Atos 20.17,28; 6.3-6; 13.1-3; 1Timteo 3.1-13; Filipenses 1.1; 1 Corntios 3.16,17; Atos 14.23; 1 Pedro 5.1-4. 5. Mateus 16.18; Colossenses 1.18; Hebreus 12.22-24; Efsios 1.22,23; 3.8-11; 4.1-16; 5.22-32; Joo 10.16; Apocalipse 21.2,3.

I - CONCEITO DE IGREJA 1. O sentido etimolgico da palavra.Quando se fala em igreja, hoje em dia, logo se pensa numa organizao ou instituio. Mas nos tempos do Novo Testamento a igreja era conhecida como um organismo vivo e dinmico. O significado dos termos que a originam tanto no grego(ekklesia) quanto no hebraico(qahal) nos ajudam a compreender o dinamismo de sua existncia.a) EKKLESIA - A palavra ekklesia(igreja) vem da expresso grega ek kalo, que significa, literalmente, chamado para fora. A idia de uma assemblia de pessoas convocadas para sarem da rotina comum da vida para se dedicarem a sua atividade especfica. Entre os gregos, a expresso era usada para designar a assemblia democrtica dos atenienses, convocados para tomarem decises sobre a administrao da cidade. A idia fundamental da palavra a de uma reunio formada de pessoas convocadas. Dentro do aspecto do seu uso clssico pode se dizer que: definida por Lidell e Scott como "uma assemblia de cidados chamados por um porta-voz; uma assemblia legislativa". Cremer disse que "o termo comum para uma reunio dos Ekleti, reunidos para discutir os assuntos de um estado livre". Segundo Trench "Ekklesia, como todos sabem, era uma assemblia legal em uma cidade grega livre, de todos os que possuam o direito de cidadania para a transao dos assuntos pblicos. Que foram chamados se expressa pela ltima parte da palavra; que foram chamados para que sassem fora da massa do povo; uma poro escolhida dele, no os populares, nem os estrangeiros, nem os que haviam perdido os direitos civis. Isto se expressa na primeira. Tanto na palavra chamar como na palavra a parte existem significaes que se devem, recordar quando a palavra se usa no mais elevado sentido cristo, porque nelas se encontram a parte principal de sua adaptao a seu uso augusto".b) QAHAL - A palavra qahal(congregao) tambm encontrada no Antigo Testamento e nos aponta uma idia de assemblia de servos de Deus. Os Judeus pensavam em congregao como um grande ajuntamento de pessoas pertencentes ao reino de Deus. Quando eles foram dispersos pelo mundo, por estarem longe de Jerusalm, onde estava o templo. criaram as sinagogas, onde se reuniam para cultuar a Deus, para se dedicarem ao ensino das Escrituras e para julgarem as pendncias que surgiam entre os membros de suas comunidades. A comparao com o povo de Israel que foi chamado para fora do Egito linda e extraordinria. Deus chamou-nos para fora do poder do pecado. Se analisarmos o uso de Ekklesia na Septuaginta observaremos que a traduo usual de qahal que significa "congregao", "ajuntamento de pessoas", "multido". De acordo com Vitringa, denota "a multido inteira de qualquer povo, unidos pelos vnculos de uma sociedade, e constituindo uma repblica ou estado". J Genesius a define como "uma assemblia ou convocao do povo de Israel". Nos livros de Deuteronmio e Neemias encontramos: "um Amonita ou Moabita no entrar na Grande Ekklesa de Jeov". O salmo 22.25 declara: "De ti ser meu louvor na grande Ekklesa, meus votos pagarei diante dos que o temem". Pode se entender que a palavra assinala a congregao do Senhor, composta somente dos israelitas feitos idneos por cumprir os deveres do povo do Senhor, a participar no culto do Santurio. Excluindo-se os incircuncisos, os imundos, e a multido mesclada. A mesma restrio evidente no uso de Ekklesa no Novo Testamento quando se refere ao Antigo Testamento como igreja do Senhor.Dentro do mundo cristo no Novo Testamento o uso de Ekklesa assinalado 115 vezes e pode ser classificado como: 2 vezes se refere congregao hebraica do Senhor; 3 vezes a assemblia grega; e 110 vezes igreja crist. Basicamente no Novo Testamento seu uso para designar uma assemblia especfica e local de cristos organizados para a manuteno do culto, doutrinas, ordenanas e disciplinas do Evangelho. Unidos sob uma aliana especial com Cristo e entre si mesmos. Porm surge tambm uma conotao do corpo inteiro dos escolhidos nos cus e na terra. Ekklesa nesse segundo aspecto designa uma igreja invisvel chamada assim porque no tem organizao mundana ou visvel. Embasada nas seguintes caractersticas: unidade, santidade, universalidade e perpetuidade.As duas palavras assemblia e igreja, so equivalentes. Porm, assemblia tem a vantagem de nos recordar constantemente o verdadeiro significado que a palavra igreja perdeu atravs dos tempos. Alm de que este ltimo corre o risco de se prestar a equvocos, pois que ele atribudo particularmente a denominaes religiosas.

2. Origem da Igreja.a) A Igreja no Antigo Testamento - O Antigo Testamento traz no seu bojo a idia de congregao, que na Septuaginta traduzida pela mesma palavra empregada na lngua grega quando se fala de igreja. Outras palavras tambm transmitem esta idia de congregao e so similarmente traduzidas. Assim sendo as Escrituras do Antigo Testamento designam: 1. A corporao poltica de Israel, composta de homens e mulheres(xodo 12.3,19,47; xodo 16.1,22; Levtico 4.13,15; Levtico 24.14; Nmeros 1.2; 4.1; 15.26; 19.20; Juzes 20.1). 2. A assemblia do povo especialmente para fins religiosos, ou para adorao a Deus(1 Reis 8.14,65; 1 Crnicas 30.24; Salmo 22.22,25). 3. O tabernculo da congregao, lugar onde Iaweh e seu povo se encontravam(xodo 27.21). 4. Na religio judaica, a assemblia ou reunio dos israelitas nas sinagogas; a comunidade formada em torno da sinagoga e em funo dos servios religiosos sinagogais. Uma classificao importante igreja(congregao) no Antigo Testamento a que a denomina como uma "comunidade em peregrinao". Faz-se necessrio salientar que a Bblia e a igreja subsistem juntas. Porm, a igreja mesmo tendo as suas razes no Antigo Testamento uma instituio do Novo Testamento(2). No entanto, o que podemos concluir das seguintes passagens?"Porque toda a Escritura Sagrada inspirada por Deus til para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver." (2 Timteo 3.16 BLH)"Tudo o que aconteceu com os nossos antepassados como exemplos para os outros, e estas coisas foram escritas como aviso para ns. Pois estamos vivendo numa poca em que o fim dos tempos est chegando." 1 Corntios 10.11BLH" Essas coisas, que eram cpias das realidades celestiais, deviam ser purificadas desse modo; mas as prprias coisas celestiais exigem sacrifcios bem melhores." Hebreus 9.23 BLHAssim, os sacrifcios do Antigo Testamento so figuras da pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo, o Tabernculo e o Templo - a casa de Deus na terra - so para a viso natural representaes visveis da casa espiritual de Deus da qual o Novo Testamento fala. Consideremos o Antigo Testamento luz destas afirmaes e tentemos descobrir o que ele fala acerca da igreja.No livro de Gnesis no se fala de reunir os crentes. Encontramos apenas indivduos servindo a Deus, rodeados de homens mpios e pagos. Contudo, nota-se que Deus comea a separar para si um povo dando indcios de que ele desejava habitar no meio dos seus filhos, a fim de que o seu povo se aproxime dEle. Percebemos a relao de culto e existncia entre o homem Abrao e Deus. Logo que chegou a Cana, Abrao "invocou o nome do Senhor" em Betel - casa de Deus; Jac tambm tem um encontro significativo com o Senhor neste mesmo lugar. Mas estas consideraes so apenas esboos, pois s a partir do captulo 19 do livro de xodo que se comea a tratar verdadeiramente deste assunto. Moiss declara ao Fara que o povo deve oferecer sacrifcios coletivamente, mas isto no pode ser feito no Egito. O cordeiro da pscoa deveria ser morto, o povo teria que ser resgatado e todo o contato com o Egito rompido; Deus declara que Israel o seu povo, e Ele pode habitar no meio do seu povo e ter ali um lugar onde o povo se reuna com Ele.Seguindo os captulos 25 a 40 de xodo encontramos as indicaes e mandamentos concernentes ao Tabernculo e seu servio. O tabernculo era chamado de: tabernculo, tenda da congregao e tenda da revelao ou testemunho. Estes nomes indicam claramente o significado que ele possua. Era a casa de Deus, o lugar onde Deus habitava no meio do seu povo. Porm, nessa habitao a congregao reunia-se com Deus. E era tambm o testemunho de Deus na terra. Logo aps o tabernculo ter sido levantado, segundo os desgnios divinos, o prprio Deus veio, de um modo visvel a todos, ao meio do seu povo para ali habitar. E da sua habitao falava-lhes e comunicava-lhes os seus pensamentos maravilhosos. Estreitam-se os laos entre Deus e a comunidade judaica numa relao de obedincia e adorao. Este processo interrompido porque o povo abandonou o nico local de reunies e foi a outros stios e ambientes onde Iaweh no estava.Ao fim das peregrinaes durante quarenta anos o povo chegava ao Jordo para entrar na Terra Prometida. Deus d-lhes indicaes e orientaes de como devem se comportar nesta nova terra. A congregao deveria separar-se do culto e das influncias idlatras do povo cananeu a fim de que adorassem o nico Deus. O Senhor criador dos cus e da terra, o todo poderoso Iaweh que exigia o direito de determinar onde e como o seu povo, que habita na sua terra, podia aproximar-se dEle. Deus desejava que todo o seu povo fosse praticamente um, ou seja que a unidade fosse formada pela possesso de um propsito comum de adorao, e um mesmo parecer. O nome de Deus possui este poder unificador e enquanto o povo estivesse reunido em torno deste nome seria uno.Depois do cativeiro babilnico, segundo as narrativas de Esdras e Neemias, encontramos outra vez uma nova poca na histria do culto e da existncia de Israel. Como fruto da infidelidade do povo, a glria de Deus havia abandonado Jerusalm. A congregao chamada de mulher adltera e prostituta. Contudo em sua infinita graa, Deus lembrou-se do remanescente fiel e moveu corao de Ciro, rei da Prsia, para deixar o povo de Jud regressar a Jerusalm. J eram passados mais de mil anos desde que Moiss dera a conhecer os estatutos e direitos, pelos quais Deus estabeleceu o nico lugar de culto das doze tribos nas quais as funes sacerdotais eram expressamente determinadas. Haviam decorridos quinhentos anos desde que Salomo havia edificado o templo e instalado tudo segundo as ordens divinas.Mas no meio do remanescente aps der determinado quem era ou no povo de Israel e quem podia exercer o sacerdcio, a primeira coisa a ser feita era reunirem-se para o culto. Certamente aquele pequeno nmero de fieis e extremamente pobres economicamente no poderiam reedificar o Templo com a magnificncia, tal como Salomo o construra. Mas, por mais fracos e pobres que fossem os seus esforos aos olhos humanos, aos olhos de Deus o edifcio era maravilhoso. Deus continuou interagindo no meio do seu povo, enviou-lhes seus profetas e deu-lhes suas promessas. Percebemos que a tnica continua sendo a mesma, reunir-se no "lugar que o Senhor escolheu para ali fazer habitar o seu Nome". b) A Igreja no Pensamento de Jesus - impossvel falar de igreja sem falar de Jesus Cristo. A igreja acha-se fortemente ligada ao seu fundador. E somente ele em todo o Novo Testamento fala da igreja como "minha igreja". A igreja Jesus Cristo porque foi fundada por ele. Ele o cabea, o noivo e o cordeiro que deu a sua vida por ela, entregando-se ao sacrifcio para salv-la. Dentro do pensamento de Jesus a igreja caracteriza-se por algumas marcas como:1) Uma comunidade redentiva = Esta comunidade possui a meta principal de alcanar outras pessoas com a mensagem de salvao. Dentro do sonho de Jesus a igreja surge como uma comunidade embuda duma misso sacerdotal. "Tambm eu os enviei ao mundo...." enviado apstolo e missionrio. Os discpulos foram mandados como apstolos. Mas todos ns somos missionrios de Deus neste mundo sem Deus; envolvendo ainda o carter ou fator multiplicador via testemunho, "pela sua palavra ho de crer em mim". Para a expanso do seu reino Deus usa o testemunho da igreja. Pois a nossa palavra que leva a Palavra de Deus ao mundo. Uma comunidade que abrace a palavra da vida e encarne a misso proftica, proclamando altissonantemente a salvao. 2) Uma comunidade que viva o amor = "que vos ameis uns aos outros". A igreja de Jesus uma comunidade de amor. Ela a igreja de Deus e Deus amor. Nada, ento, justifica a ausncia de amor na igreja, entre os crentes salvos por Jesus Cristo. Deus quer que sejamos agentes de seu amor(3) e no somente objetos do seu amor. Ele deseja que tenhamos o perdo como estilo de vida.3) Uma comunidade de adoradores santificados para a adorao a Deus = "santifica-os na verdade". A igreja chamada de comunidade dos santos no Novo Testamento e Jesus quer que sejamos santos. Tanto que pede ao Pai que opere em ns a real santificao. E esta s pode ser realizada por meio da Palavra de Deus e ento a funo principal da igreja, que a adorao, poder ser realizada. 4) Uma comunidade peregrina = A igreja de Jesus Cristo foi instituda neste mundo a partir da relao que se estabelece entre homens e mulheres convertidos, transformados, com o seu Salvador. A ns foi prometida uma vida eterna, com sua plenitude no mundo vindouro. Entretanto, essa nova vida j teve seu incio aqui desde o arrependimento de nossos pecados, a confiana em Cristo como salvador e a entrega a ele, como servos ao seu Senhor. Porm, somos peregrinos e como tais temos incumbncias a cumprir, de modo que Deus de ns se agrade. Como uma comunidade peregrina a igreja deve seguir a vontade de Deus. Ento a igreja deve obedecer e viver pela f, ouvindo a voz divina, seguindo suas ordens, crendo absolutamente na fidelidade e bondade do seu Senhor. Deve aguardar a recompensa futura reconhecendo o cuidado de Deus. Deve render louvores a Deus e colocar em prtica a beneficncia e o amor ao prximo. Deve andar em santidade e testemunhar para os no crentes.c) A Igreja no Livro de Atos - O livro de Atos dos Apstolos, escrito por Lucas o mdico amado para seu amigo Tefilo, d conta dos primeiros passos e do crescimento da igreja de Jesus Cristo. No cenculo, reuniram-se a princpio aproximadamente 20 pessoas que perseveraram em orao. Logo depois j se fala de uma reunio de 120 pessoas. No Dia de Pentecostes, quase trs mil pessoas se agregam igreja. No captulo 4, menciona-se a quantidade de quase cinco mil homens. Da para frente, aparecem com freqncia a palavra multido e o verbo multiplicar.A igreja cresceu conduzida pelo Esprito Santo que concedia aos crentes o poder sobrenatural para a vida segundo a vontade de Deus. Os crentes experimentavam a plenitude do Esprito Santo que os capacitava vitria sobre o pecado e ao testemunho ousado a respeito de Jesus Cristo como Salvador. Havia disposio de ouvir a voz de Deus, de seguir o caminho traado pelo Senhor, e disposio de contar aos outros as boas novas de Jesus Cristo. Entretanto, a vida no foi um mar de rosas para a igreja iniciante. Houve muita perseguio, crentes deram suas vidas derramando sangue cristo para se manterem fiis ao Senhor; e mesmo dentro da igreja surgiram inmeros problemas e dificuldades que a narrativa bblica no esconde. Mas a despeito de tudo isso a igreja cresceu.A fora do Esprito Santo e a Palavra que rene os homens de maneira nova, so os dois elementos fundamentais da comunidade crist, modelo tornado ideal para as outras comunidades que surgiram em conseqncia da atividade missionria. Em Antioquia, feso, Corinto e at Roma. Tal como emerge dos Atos, a igreja pode ser descrita como "a convocao(4) dos homens libertos em torno de Jesus Cristo ressuscitado". A vida da igreja a perseverana nessa liberdade. O prprio autor do livro de Atos define as bases da comunidade perseverante dizendo que "eles se mostravam assduos ao ensinamento dos apstolos, comunho fraterna, frao do po e as oraes".d) A Igreja no Pensamento de Paulo - Paulo pensa a igreja a partir da proclamao de Jesus Cristo. Quando os homens a recebem pela f, cristo torna-se presente e real na experincia deles. A igreja surge como evento atravs do qual Deus cumpre sua eleio atravs da chamada pessoal. Por esta razo o apstolo quando fala da ekklesa refere-se aos chamados. Nos seus escritos epistolares Paulo adiciona a idia de igreja local com a idia de evento. possvel perceber ainda a incorporao da idia bsica do qahal do Antigo Testamento. O evento ekklesa envolve o aspecto de continuidade. A igreja visvel e concreta, qualquer espiritualizao no sentido dogmtico de uma igreja invisvel, ainda est fora de cogitao. A ekklesa tem sua localizao, existncia e ser, dentro de limites geogrficos que se podem definir. Pertencendo ao povo do lugar, e tendo qualidades novas e diferentes.H igrejas em lugares especficos, e entre povos especficos, mas no ao ponto de exclurem as demais. Aqueles que so contados como santos, so os que o Senhor chama, aos quais d f, e o batismo indica que eles pertencem a nova vida. Ao falar de ekklesa Paulo usa o termo corpo, envolvendo a idia de que a comunidade eclesial o corpo de Cristo. O fato de pertencer a Cristo significa tornar-se semelhante a um membro do corpo, parte de um organismo onde cada um tem a sua funo particular. Cada partcula deste corpo recebe dons espirituais que permitem o bom funcionamento de toda estrutura. Paulo fala tambm de diversas ekklesas, denotando a existncia de diversas congregaes nos diferentes lugares. E o que conta no o nmero de pessoas nem o local, mais a presena de Cristo entre elas e a f que as alimenta. No havia no pensamento paulino nenhuma igreja superior as outras.Paulo ainda enfatiza que a igreja sempre se descreve e organiza em termos de sua forma especfica e local. No necessrio haver uniformidade, nem na sua vida, nem nos dons que determinam aquele padro especfico. Mesmo assim, h um sentido em que h apenas uma ekklesa. uma s porque o seu Senhor um s. A ceia e o batismo so eventos especficos; ao mesmo tempo, porm, se relacionam com a totalidade do corpo de Cristo. A f nica mas alm dela, as regras e at as ordenanas, definidas e ordenadas pela autoridade do apstolo.

3. Natureza da Igreja.A igreja um evento sobrenatural. Todos os grupamentos so regidos pelas leis psicossociais, ambientais, econmicas, etc., menos a igreja pois os seus membros so interligados pelo novo nascimento. Fato este que as leis da cincia no conseguem explicar devido a sua origem em Deus. A natureza da comunho existente na comunidade crist o amor de Deus elemento sobrenatural. Sendo assim a sobrevivncia da mesma depende do aspecto sobrenatural. O aspecto missiolgico da igreja tambm sobrenatural pois sua mensagem ministrada pelo Esprito Santo. O alvo da igreja tambm o pois o cu destaca-se tambm como um elemento sobre-humano.No interesse de administr-la necessrio utilizar todos os recursos que estejam nossa disposio. Mesmo que o seu aspecto sobrenatural seja real importante que estejamos bem preparados para govern-la. No processo de comunicao do evangelho, como tambm no cuidado pastoral importante a participao em conjunto do seu lado sobrenatural(o Esprito Santo) como do lado humano(capacitaes pessoais, mtodos e tcnicas de comunicao, psicologia, administrao, etc..).a) A Igreja uma Instituio Divina - O Novo Testamento apresenta a igreja como instituio divina pelo menos oito vezes(1 Tessalonicenses 2.14; Romanos 16.16; Atos 2.47; Atos 20.28; Efsios 5.25; 1 Corntios 6.19-20; Joo 20.21; Mateus 28.19-20). Na opinio de Turner(5) a igreja divina porque: 1) foi idealizada por um Arquiteto divino; 2) foi edificada por um Construtor divino; 3) foi comprada por um Comprador divino; e 4) foi comissionada pelo divino Senhor. b)A Igreja um Organismo espiritual - Voc sabe me dizer qual a diferena entre um organismo e uma organizao? Organismo = "1. O conjunto dos rgos dos seres vivos. 2. A constituio do corpo humano. 3. Qualquer ser, sistema ou estrutura organizada"(6). Organizao = "1. Ato ou efeito de organizar(-se). 2. Modo por que um ser vivo organizado. 3. Associao ou instituio com objetivos definidos. 4. Entidade que exerce funes de carter social, poltico, etc."(7). Pensando ento num organismo como algo que tem vida porque ser que a igreja de Sardes recebeu esta advertncia? "Ao anjo da Igreja de Sardes escreva o seguinte: esta a mensagem daquele que tem os sete espritos de Deus e as sete estrelas. Eu sei o que vocs esto fazendo. Vocs dizem que esto vivos, mas de fato esto mortos!" Apocalipse 3.1 BLH 1) A igreja espiritual porque composta daqueles que tiveram uma experincia espiritual e que possuem vida espiritual - Aquele que no nasceu de novo no pode ser membro da igreja. Ser um crente em Jesus uma condio bsica para fazer parte da igreja, este organismo espiritual e vivo composto de pessoas que tem uma nova vida.2) A igreja espiritual porque a morada do Esprito Santo A igreja(pessoas redimidas) o santurio de Deus pois Ele habita nela por meio do Esprito Santo. Essa uma grande e maravilhosa verdade: ns somos o santurio de Deus. Quem faz mal a igreja arrisca-se a severa punio. Deste modo as dissenses prejudicam a igreja. Aqueles pois que com inveja, contendas e procedimentos carnais e infantis, dividem o povo de Deus devem tomar cuidado pois esto abusando de algo sagrado."Certamente vocs sabem que so o templo de Deus e que o Esprito de Deus vive em vocs. Assim se algum destruir o templo de Deus, Deus o destruir. Porque o templo de Deus santo, e vocs mesmos so o seu templo" 1 Corntios 3.16-17 BLHc) A Igreja um Grupo Comprado Pelo Sangue de Jesus - "Cuidem de vocs mesmos e de todo o rebanho que o Esprito Santo entregou aos cuidados de vocs. Sejam pastores da igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do prprio Filho" Atos 20.28 BLH"A igreja uma comunidade comprada com sangue. No existe igreja verdadeira exceto a comprada com sangue. Qualquer organizao ou instituio que no est baseada nessa verdade fundamental, no igreja de Deus, e no tem o direito a chamar-se de igreja"(8). Uma vez que entendemos que a igreja formada de pessoas cremos que tais pessoas que a integram tem que ser tambm compradas pelo sangue de Jesus. No h lugar na igreja de Deus para homens e mulheres que no tenham sido salvos por Jesus. d) A Igreja uma Organizao Democrtica - indiscutvel o fato de que as igrejas do Novo Testamento foram estabelecidas sobre princpios democrticos(falaremos mais sobre este aspecto mais adiante) e que em linhas gerais foram marcadas por: cada igreja foi um corpo de governo prprio e os membros desfrutavam de igualdade de privilgios; no havia organizaes extraordinrias que nela mandava nem senhores que governavam. Eis algumas das figuras ou smbolos que foram empregadas para descrev-la e que nos do condies de compreender algo de sua natureza:1) A igreja como um edifcio espiritual - Cristo mesmo pensou na igreja como um edifcio espiritual quando declarou que: "sobre esta pedra edificarei a minha igreja". Sabemos que existem outras passagens que fortalecem esta compreenso como por exemplo: "Porque ns somos companheiros que trabalhamos juntos para Deus, e vocs so o terreno ode Deus faz o seu trabalho. Vocs so o edifcio de Deus." 1 Corntios 3.9 BLH"...Pois ns somos o templo do Deus Vivo. Como o prprio Deus j disse: eu vou morar e viver com eles. Serei o Deus deles, e eles sero o meu povo." 2 Corntios 6.16 BLH"Vocs so como um edifcio e esto colocados sobre o alicerce que os apstolos e os profetas puseram. E o prprio Cristo Jesus a pedra fundamental desse edifcio. ele quem mantm o edifcio todo bem ajustado e o faz crescer como templo dedicado ao Senhor. Assim tambm vocs. Unidos com Cristo, so construdos, junto com os outros, para se tornarem uma casa onde Deus vive por meio do seu Esprito." Efsios 2.20-22 BLH"Vocs, tambm, como pedras vivas, deixem que Deus os use na construo de um templo espiritual onde vocs serviro como sacerdotes consagrados a Deus. E isso para que, por meio de Jesus Cristo, ofeream sacrifcios que Deus aceite." 1 Pedro 2.5 BLH2) A igreja como um corpo - vrias vezes o Novo Testamento descreve a igreja como um corpo do qual cristo a cabea(Efsios 1.22-23, Colossenses 1.18, Romanos 12.4-5 e a principal delas que 1 Corntios 12.12-27). Estude com ateno os comentrios a seguir extrados da ltima passagem citada: Cada Crente um Membro do Corpo de Cristo, Com um Ministrio Definido Porque...A unidade deve ser acentuada pois esta a tarefa do Esprito Santo(v.12).a. Ns formamos um corpo em Cristo Jesus. H unidade na diversidade. b. A unidade na igreja no se d somente em relao aos dons espirituais, que tm a mesma origem(Deus) e a mesma finalidade(o proveito comum, a bno e a edificao). c. A unidade mostra-se tambm no fato de que somos membros de Cristo e nos identificamos nEle. d. Cristo = Igreja - porque Cristo a Igreja. A igreja Cristo. Qualquer problema que fere a igreja fere a Cristo. Ns nascemos de novo pela operao do Esprito Santo(v.13).a. O Esprito batiza o crente, imergindo-o no Corpo de Cristo. b. As diferenas, causa de muitas lutas e divergncias entre ns, so inteiramente secundrias ante o nosso batismo no corpo de Cristo. c. Raa, nacionalidade, condio social, cultural, econmica, tudo isso torna-se sem sentido em relao nossa unio em Cristo. d. O Esprito que penetrou no ntimo do nosso ser nos habilita a vivermos unidos. A analogia do corpo: os dons diversos so vitais e funcionais para a unidade(vv.14-27).a. A diversidade de funes dos membros e a unidade do corpo(14-16). 1. Paulo descreveu a igreja como corpo de Cristo porque conhecia o esprito grego de rivalidade e diviso. Os gregos dificilmente agiriam em unio. 2. O emprego da figura da igreja como corpo demonstrava a necessidade de unidade e cooperao nos propsitos e trabalhos da mesma(14). 3. Nenhuma membro deve equiparar-se ao corpo. Precisa-se de muitos membros para formar um corpo(14). 4. A diversidade no um atributo acidental do corpo, antes, a sua prpria essncia(14). 5. O membro que ignora a cooperao e age independentemente viola o conceito de sua igreja como corpo de Cristo e desmembra o mesmo(16). 6. H muitos membros do corpo que no so vistos, mas so vitais. Os membros da igreja funcionam como corao, pulmes, veias e artrias no so vistos, mas ningum ignora a sua importncia. O corpo possui sade quando cada membro est exercendo bem as suas funes especficas(15). 7. O corpo no pode ter existncia plena se alguns membros no trabalham(15). 8. Cada cristo, membro de uma igreja, pertence quele corpo de Cristo. Ele deve fazer o possvel para o bem geral do corpo inteiro(sua igreja local)(16). b. A solidariedade dos membros do corpo(17-20). 1. H diversidade na unidade do corpo de Cristo(v.12), a vida do corpo depende do funcionamento de seus diversos membros(17). 2. H uma necessidade de existirem vrios membros no corpo e nenhum membro pode realizar as funes do outro(17). 3. O p no enxerga. A mo nada ouve. A cabea no pode comer. Mesmo assim quem desejaria um corpo sem ps, mos e cabea? 4. O corpo de Cristo precisa de pessoas com capacidades espirituais diferentes. Se no existem diferenas, no h corpo(18-20). Os que insistem em ensinar que todos precisamos ter o mesmo dom espiritual(lnguas) para mostrar que temos o Esprito Santo ignoram o principal ensino bblico acerca dos dons espirituais com relao ao corpo. Os que valorizam a experincia pessoal em detrimento da coletividade agem mal. O Novo Testamento deixa claro em ensinar que os dons do Esprito Santo so concedidos para o aproveitamento do corpo total, e no para um membro individualmente. A preocupao egosta estranha ao conceito de solidariedade. O corpo no um membro mais muitos(17,20). precisamente na distribuio dos dons diferentes que Cristo cria a igreja e a transforma em seu corpo(18). O ensino que no reconhece isso peca contra Cristo e seu corpo. c. A participao vital em Cristo(21-27) = Colossenses 12.6-17. 1. Os membros da igreja so participantes de Cristo. A unio com Cristo encontra uma explicao simples na figura do corpo: o crente pertence ao corpo, cuja cabea Cristo. A relao do crente nada menos do que aquela que existe entre o corpo e a cabea. 2. Assim como nenhum membro do corpo humano pode ser desprezado; tambm no corpo espiritual todos os membros so importantes(21). 3. A figura de Cristo como cabea do corpo revela o essencial senhorio de Jesus sobre a igreja. A cabea determina a ao do corpo. Assim deve ocorrer entre Cristo e a igreja. Ele cabea = o princpio, o criador da igreja, o primognito de toda criao, o autor da vida. A cabea = a nica pessoa a ser exaltada na igreja, o nico ser dotado de autoridade suprema. 4. A necessidade de crescimento alimentada(25): O crescimento decorrncia da obedincia a Cristo; normal que a igreja cresa. A desunio impede o crescimento da igreja(divises, contendas, discrdias). Se a igreja a qual voc faz parte no est crescendo tanto em qualidade como em quantidade, deve ser motivo de grande preocupao. Uma igreja unida cresce com mais vitalidade; e esta unidade deve ser vista no sofrimento, na alegria, no cuidado mtuo(26). Sejamos responsveis pelo crescimento do corpo de Cristo j que fazemos parte dele(27). Deus ps na igreja tudo no lugar certo(vv. 28-31).a. Apstolos = "enviado", "mensageiro" ou o que "proclama". aquele que possui autoridade de quem envia. Num sentido restrito, se refere aos doze apstolos chamados por Jesus. As condies para o exerccio do cargo so : ser testemunha da ressurreio e ter recebido uma chamada diretamente de Cristo(Lucas 24.48; Joo 20.2; 1 Corntios 9.1; Atos 1.20-22; Joo 20.21; 1 Corntios 2.12). Num sentido amplo, todos ns somos apstolos porque somos comissionados por Deus para pregar o evangelho(28). b. Profetas = o dom da palavra, da proclamao com autoridade sobre as coisas de Deus. No primordialmente prever coisas futuras, mas advertir e admoestar sobre a vontade de Deus. a proclamao daquilo que Deus revela. Hoje, para ns, a revelao est na Bblia(28). c. Mestres = Estes tem o dom do ensino da Palavra de Deus, sendo esta tarefa essencial a qualquer pessoa chamada para o exerccio do ministrio( 1 Timteo 3.2; 2 Timteo 2.24; Efsios 4.11). funo bsica na igreja(28). d. Operadores de Milagres = Esse dom de poder tinha a finalidade de autenticar o apostolado e a mensagem crist(Atos 14.3). Pode-se tambm reconhec-lo como o dom de "poderes", "sinais" ou "prodgios". Nem todos os crentes possuam este dom(29). e. Dons de Curar = a manifestao do poder de Deus para a restaurao da sade do corpo. A cura uma obra divina e tem propsitos divinos. No parece algo automtico, pois alguns homens de Deus tinham problemas de sade e no foram curados(30). f. Socorro = o dom da beneficncia, do despreendimento dos prprios bens para ajudar os necessitados. o dom da ajuda. Numa poca de tanta pobreza, esse dom inestimvel(28). g. Governos = Kubernsis. Paulo usa aqui uma palavra que s aparece em dois outros lugares no Novo Testamento(Atos 17.11 e Apocalipse 18.17) e nestes casos significa "timoneiro", "piloto do navio". No caso especfico podemos entender governo como uma funo de liderana. Capacitao para o comando, a direo e a presidncia(28). h. Variedade de Lnguas = dialetos ou lnguas extticas(Atos 2, 1 Corntios 12) faladas pelos crentes por obra do Esprito Santo. i. Paulo alinha os dons mostrando que eles so diferentes porm importantes. Ainda que alguns dons sejam maiores do que outros(31). j. Ningum tem todos os dons e ningum fica sem dom(29,30). Ningum precisa ambicionar o dom do irmo. k. o amor que deve dominar o corao de cada crente, assim estaremos trilhando o caminho sobremodo excelente(31). 3) A igreja uma esposa - A figura da igreja como esposa de Cristo se refere mais especialmente a igreja glorificada(Efsios 5.25-32). Este casamento espiritual entre Cristo e sua igreja ser consumado quando Jesus vier em glria para reunir-se com o seu povo. O que nos ensina a passagem seguinte? "Fiquemos alegres e contentes! Louvemos a sua grandeza! Porque chegou a hora da festa do casamento do Cordeiro, e a noiva j se preparou. Ela recebeu linho finssimo, linho brilhante e puro para se vestir. O linho so os atos puros do povo de Deus. Ento o anjo me disse: Escreva isso: felizes so aqueles que foram convidados para a festa do casamento do Cordeiro. E o anjo disse ainda: so estas as verdadeiras palavras de Deus." Apocalipse 19.7-9 BLHNa figura do edifcio prevalece a idia da fora e da segurana. A igreja est edificada sobre um alicerce seguro. Esta fundada sobre uma rocha e nada pode destrui-la nem mesmo as portas do inferno(Mateus 16.18). Na figura do corpo o servio sugerido. Os membros do corpo so os instrumento com os quais se realiza o trabalho de acordo com a obedincia e submisso a cabea. atravs da igreja, o seu corpo, que Cristo realiza sua obra no mundo. Cada membro da igreja tem o seu prprio lugar a ocupar, seu trabalho a realizar debaixo da liderana de Cristo. A figura da noiva(ou esposa) sugere a pureza(2 Corntios 11.2; Efsios 5.26-27). Como esposa de Cristo, a igreja tem que ser pura! Existem, ainda, outras figuras ou ttulos usados para referir-se a igreja.No podemos estudar a natureza da igreja sem aumentarmos nossa convico de que o fato de sermos membros dela no deve ser tomado ou vivido levianamente. Eu e voc precisamos ter a conscincia bem aclarada de que exige uma vida limpa e dedicada ao servio. Nenhum cristo verdadeiro deseja realmente ser uma pedra desmoronada no edifcio espiritual, ou um galho infrutfero, ou um membro enfermo do corpo de Cristo, ou uma mancha na esposa ou uma ovelha desgarrada.

4. Misso da Igreja.Jesus disse que havia uma condio para que a igreja executasse bem sua misso no mundo. O que Jesus disse que a igreja deveria fazer? "E peo que todos eles sejam completamente unidos. E assim como tu, meu pai, ests em mim, e eu estou em ti, que eles tambm estejam em ns para que o mundo creia que tu me enviaste." Joo 17.21 BLHA igreja deveria estar unida entre si e unida a Cristo, a fim de desempenhar sua misso. Esta unio est bem descrita em Atos 2.44 e 4.32 e se na igreja no houver comunho entre os crentes e obedincia a Cristo no ser possvel a ela exercer seu papel na sociedade. O que a igreja, como casa espiritual e sacerdcio santo, deve fazer? Tais sacrifcios espirituais que devemos oferecer a Deus so:"E ele disse com voz forte: Temam a Deus e louvem a sua grandeza! Pois j chegou a hora de Deus julgar a humanidade. Adorem aquele que fez o cu, a terra, o mar e as fontes das guas!" Apocalipse 14.7 BLHa) A Misso da Igreja envolve a Adorao - Uma das tarefas da igreja adorar a Deus, oferecendo-lhe "sacrifcios espirituais". Joo 4.23,24 aponta essa direo na vida do Cristo. Voc sabe a maneira correta de adorar a Deus? No dilogo com a mulher samaritana o Senhor Jesus fala que os verdadeiros adoram em esprito e em verdade. Deste encontro conclumos que o objetivo do cristo deve ser prestar uma adorao verdadeira ao Deus Vivo e Verdadeiro. Definir um termo como "adorar" no deixa de ser um desafio a todos que se preocupam em alcanar uma verdadeira adorao.Por um lado adorar significa uma atribuio de honra e glria a quem ou ao que o adorador considera de valor supremo. Seria uma venerao ou devoo expressa a Deus em pblico ou pessoalmente. Por outro lado, pensa-se, popularmente, que adorao requer uma expresso visvel, a prtica dos ritos religiosos que identificam a sua forma. Das diversas formas de adorao praticadas percebemos que dois extremos so perigosos: o formalismo que institui o modo de adorar a Deus e o liberalismo que no apresenta limites.Na opinio do professor Loureno Stlio Rega "adorar a Deus inclui muito mais do que culto, louvor e liturgia. Inclu vida submissa Sua vontade, vida de servio, de cooperao e convivncia comunitria"(9) e desta forma temos a misso da igreja direcionada para Deus. No contexto em que Jesus instruiu a mulher de Samaria, acerca da verdadeira adorao, ele declara que gua que Ele daria ao sendento, "seria nele uma fonte a jorrar para a vida eterna". A fonte se abre no Novo Nascimento, jorra em adorao e flui em rios de gua viva em servio obediente. O que fazemos quando assentamos nos bancos do templo? Ser que percebemos com verdadeiros adoradores? Quero desafi-lo a crescer na adorao a Deus. Quero ajud-lo a compreender o desejo de Deus Verdadeiro. Quero aprender com voc a celebrar com jbilo ao Senhor. Voc est disposto a estreitar os laos de comunho com o Senhor ? Que ele te abenoe nesta esforo por alcanar uma Adorao Verdadeira porque.... Ns adoramos o que conhecemos.1. Tentar adorar a Deus sem de fato conhec-lo e o que produz coraes endurecidos. 2. No conhecimento de idias e palavras somente, mas de comunho com o Senhor. 3. O conhecimento de Deus vem por intermdio de Cristo. 4. O Esprito Santo o veculo pelo qual conhecemos a Deus. Ns adoramos no lugar certo( 2.19).1. Qual o lugar o lugar de adorar ? 2. O templo do corpo de Cristo. O novo templo no feito por mos humanas e o corpo ressurreto de Cristo. 3. O nosso culto depende somente da presena de Cristo. 4. O local fsico perdeu a santidade e as pessoas reunidas debaixo do senhorio de Cristo ganharam uma nova posio(Joo 14). 5. Corpo/Templo = 1 Corntios 3.16 Ns adoramos quando estamos unidos(Filipenses)1. A falta de sua unidade divide, racha o templo. 2. H maldio contra os que dividem a igreja. 3. necessrio buscar a unanimidade. Ns adoramos quando ns reunimos( 1 Pedro... "chegando-vos a ele")1. Ns formamos o templo quando reunimos com outros irmos = "pedras vivas". 2. O propsito sermos edificados como em casa espiritual onde o Esprito Santo comunica. 3. Na casa espiritual somos feitos sacerdotes e temos oportunidades de ministrarmos uns aos outros(Efsios 4.11-12) Ns adoramos quando servimos1. Sacerdcio = Romanos 12 = o corpo deve ser apresentado a Deus. Oferta = dedicao integral dos corpos ao Senhor. Crentes com dedicao integral ! 1 Corntios 10.31 = "fazei tudo para a glria de Deus". 2. Sacrifcios Espirituais = recursos, dinheiro, "oferta", para abenoar outras pessoas. Misses, ministrios, socorro. Hebreus 13:15,16 = louvor e confisso nome de Deus; boas obras(Glatas 6.10). "Sacrifcios que agradam a Deus". 3. Leiturgos = "Ministro de Cristo" - no trabalho sacerdotal dentro do templo - anunciar o evangelho. A oferta do ministro a Deus so os que se convertem. Concluses 1. Todo culto de fato carismtico(Efsios 4) e tem a finalidade de treinar, educar, equipar as pessoas para produzir frutos. 2. Todo culto tem como alvo principal criar mais amor entre os irmos(1 Corntios 13), como aumentar nosso amor pelo Senhor. 3. O culto vivo uma expresso de satisfao com Deus. 4. O ministrio sacerdotal orao e exortao mtua. 5. Tudo que se faz no culto deve ser para a edificao.b) A Misso da Igreja envolve a Proclamao - Examine essa outra tarefa da igreja lendo 1 Pedro 2.9. O que a igreja deve fazer? "Mas vocs so a raa escolhida, os sacerdotes do Rei a nao completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele. Vocs foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escurido para a sua maravilhosa luz."Veja tambm o pensamento de Paulo sobre esta questo em:"No tenho o direito de ficar orgulhoso por anunciar o Evangelho. Afinal de contas, minha obrigao fazer isso. Ai de mim se no anunciar o Evangelho!" 1 Corntios 9.16A proclamao das boas novas do evangelho foi um imperativo do Senhor Jesus Cristo aos seus discpulos(Mateus 28.16-20 e Atos 1.5-8). luz da ordem de Jesus, qual deve ser a misso primordial da igreja? Este aspecto da misso da igreja tambm compreendido como a misso da igreja voltada para o mundo. Quais os limites geogrficos que Jesus estabeleceu para a igreja, no desempenho da grande comisso? O que voc como membro desta comunidade, pretende fazer ainda hoje, para realizar a ordem de Jesus Cristo? c) A Misso da Igreja envolve o Servio - A igreja, como corpo de Cristo, deve ser marcada por uma vida de servio aos outros(Marcos 10.45). O Esprito de Cristo deve ser a caracterstica constante de todos os seus membros. "Porm vocs, irmos, foram chamados para serem livres. Mas no deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para se deixarem dominar pelos desejos humanos. Ao contrrio, que o amor faa que sirvam uns aos outros"(Glatas 5.13 BLH). O servio cristo uma questo de obedincia ao chamado que recebemos do Senhor e devemos faz-lo movidos pelo amor. "Assim ns anunciamos a Cristo a todos. Aconselhamos e ensinamos a cada um, com toda sabedoria possvel, para trazer todos presena de Deus, como pessoas espiritualmente adultas e unidas em Cristo"(Colossenses 1.28 BLH).1. O Filho do Homem exemplo de servio = o versculo 45 do captulo 10 de Marcos a chave de todo o evangelho de Marcos, pois apresenta o propsito do ministrio de Jesus Cristo. Por que a morte? Qual a razo do sofrimento? Precisaria haver rejeio e humilhao? Com poucas palavras Jesus procura colocar qual a razo de ser de seu ministrio aqui na terra. Jesus demonstra em aes o que significa ser de fato grande. Ele no veio para ser grande de acordo com os conceitos correntes da poca. A atitude de Jesus para com os homens e seu comportamento diante de sua misso faz dele um louco e no um sbio, conforme o senso social comum. Em vez de ser servido, Jesus vem para servir. O servio chega a ser sacrificial, pois ele veio "para dar a sua vida em resgate de muitos". A palavra resgate fala do preo pago pela alforria de um escravo. Aqui no significa que Jesus pagou um preo ao reino do mal pelas almas dos homens. A declarao para dar nfase a que Jesus deu-se a si mesmo. Para redimir o ser humano. Olhando para Filipenses 2:5-11, temos uma idia mais precisa do que Jesus fez para fazer com que o ser humano pudesse ter paz com Deus. O que ele fez foi "por muitos", ou literalmente, "em lugar de muitos". Esta expresso tem conotaes sacrificiais e mostra que o que foi feito os substitudos no tinham condies de faz-lo por si mesmos ou para si mesmos. O sacrifcio de Jesus voluntrio e deliberado. No foi nem coao nem algo acidental. Outro aspecto a imparcialidade do sacrifcio, pois Jesus o fez por muitos, e no por alguns apenas. O sacrifcio lhe custou a vida. Jesus o supremo exemplo de servio, sem visar o seu prprio bem. Ele tem em mira o bem de toda a humanidade. Ele no veio resgatar s os bons, mas a todos os homens. O seu servio no dirigido s a um povo em particular, mas a todos os povos.2. A busca pelo prestgio e pela posio como meio de estar acima dos outros no condiz com a natureza do discipulado cristo - alm de demonstrar falta de compreenso do valor do ser humano, que isso faz demonstra no estar consciente do ministrio de Jesus nem do crente no mundo de hoje. Devemos viver para servir, e no para lutar por conquistar prestgio ou lugar de proeminncia. Jesus nos convida para uma vida de demonstrao de profundo de amor pelos nossos semelhantes. a chamada para a morte do egosta e, a ressurreio do servo.3. A verdadeira grandeza tem como exemplo a vida de Jesus - Jesus o servo sofredor de Isaas 53, pois encarnou em sua vida o exemplo de entrega pessoal para toda a humanidade. A sua presena entre ns se fez sentir pela constante ateno que dava a todas as pessoas, sem fazer distino entre elas. Existem muitas pessoas que so marginalizadas por causa da condio social, emocional e at por questo de sade; elas precisam do amor verdadeiro que foi demonstrado por Jesus e ns podemos demonstr-lo atravs de atitudes concretas, e no apenas de palavras. Que possamos aprender com Jesus o servio motivado pelo amor ao ser humano, e no pelos interesses egostas ensinados pelos padres da sociedade em que vivemos.d) A Misso da Igreja envolve a Educao Crist - Alm de adorar a Deus, evangelizar e servir ao prximo, a igreja deve tambm ensinar. A educao crist uma tarefa indispensvel para que a igreja cumpra sua misso de proclamar o reino de Deus. Voc est disposto a participar da misso da igreja? Se unirmos os dois itens anteriores podemos dizer que a misso da igreja apresenta esta dimenso voltada para si mesma e que se alimenta dentre outras coisas da vida em comunidade. " a igreja promovendo a sua prpria manuteno e fortalecimento para que seus membros tenham uma vida equilibrada de glorificao a Deus, uma vida dedicada a comunidade, ao seu trabalho e desenvolvimento, ao treinamento para o servio e testemunho ao mundo(10). Aqui est includo o treinamento operacional dosa crentes, a administrao, a admoestao, o ensino da Palavra, a assistncia espiritual e material aos domsticos da f(Glatas 6.10), a manuteno da prpria convivncia ou comunho entre os irmos, etc"(11).

II - ESTRUTURA DA IGREJA1. Constituio e Governo da Igreja.Na opinio de Horrell: "geralmente as teologias iniciam as discusses sobre a igreja local com uma discusso da estrutura e organizao; assim o que identifica a igreja a sua organizao. Mas a Bblia no faz isto. O Novo Testamento comea com as aes, experincias vitais e funes dinmicas da igreja local. De certo, o Novo Testamento no enfatiza muito a estrutura da igreja. Isto indica um fato importante: a funo da igreja tem prioridade sobre a forma"(12). Concordo que a funo mais importante do que a forma mas gostaria de falar um pouco sobre este tema e ajud-lo quem sabe a entender mais sobre esta questo. J temos dito que a igreja constituda de pessoas que aceitaram a Jesus e que se unem em nome dele por obra do Esprito Santo para adorar e servir a Deus. Uma igreja assim constituda rege-se por princpios como: "cada igreja completa em si mesma: suas decises no esto sujeitas a reviso de nenhum tribunal na terra(...); cada igreja, ainda que independente de toda autoridade eclesistica na terra, tem que dar conta a Cristo como a sua cabea soberana(...); as igrejas so mutuamente independentes; por isto cada igreja tem relaes e deveres para com as outras(...); a comunidade das igrejas, existente onde o carter e os atos de uma igreja local afetam seu nome e o bem estar comum, tm certos direitos e deveres na sua relao com cada igreja(...); as relaes externas das igrejas se mantm por associaes, conclios e sociedades beneficentes(...); a igreja, nas coisas temporais, est sujeita ao estado, mas nas espirituais independente dele e est sujeita somente a Cristo"(13).

2. Formas de Governo Eclesistico.Atualmente as igrejas so governadas de quatro formas bsicas: congregacionalista, representativa, Episcopal e Estatal. Dentro destas formas polticas de governo da igreja so distribudas as diferentes denominaes religiosas como:a) Congregacionalista - Nesta forma de governo destaca-se a autonomia da igreja local. No h hierarquia entre pastores e bispos. No h assemblias que governam por representao. Cada igreja local a autoridade mxima para resolver seus assuntos prestando obedincia a Cristo. Todos os membros tm direitos iguais e por isso democrtico. A oportunidade de expresso garantida a todos. So regidos por esta forma de governos cristos como: Ladmarkistas, Irmos e Batistas. Voc sabe dizer por que os batistas escolheram a forma democrtica congregacional? Podemos dizer que foi por uma questo histrica: os anabatistas suspiravam por liberdade do jugo do exageros dos governos monrquicos(polticos e religiosos). Todos os governos que surgiram a partir do sculo XVI so democrticos. Entre os povos do mundo havia esta nsia por liberdade. O movimento batista surgiu num momento de mudanas no mundo que influenciaram os movimentos reformadores. Podemos dizer que foi por uma questo de base bblica: h registros de comportamentos e atitudes democrticas na igreja do Novo Testamento. Nos Atos dos Apstolos fica bem claro momentos de plena liberdade de opinio e escolha. Tambm existe indcios de governo episcopal nas igrejas do Novo Testamento.b) Representativa - Nesta forma de governo destaca-se a autonomia limitada da igreja local por causa do lderes eleitos para represent-la. Este movimento est identificado com Calvino. O termo igreja sinnimo de denominao. O seu governo representativo. O povo elege os seus ancios. Estes governam, atravs do presbitrio, todas as igrejas locais. Nem o presbitrio pode tomar decises finais. Este direito cabe Assemblia Geral, composta dos representantes dos snodos. So regidos por esta forma de governo os irmos Presbiterianos.c) Episcopal - Nesta forma de governo constitui-se uma hierarquia inter-eclesistica. No caso dos Anglicanos h um bispo, o seu mandato varia de igreja para igreja, na inglesa(14) o bispo vitalcio, na americana por 12 anos. No caso da igreja Metodista o bispo escolhido para o perodo de 12 anos. No que refere-se a delegao de poderes tambm h diferenas. H tambm o modelo episcopal monrquico onde um s vitalcio e governa a igreja, eleito pelos cardeais, e a autoridade mxima. So regidos por estas formas de governos cristos como: a) Anglicanos, Metodistas e Assemblias de Deus; b) Catlicos Romanos.d) Estatal - Nesta forma de governo h o binmio Igreja-Estado onde o Estado tem voz ativa no governo da Igreja. Na Alemanha, o estado paga os superintendentes das igrejas. Em outros pases, o governo indica os bispos. A poltica luterana modifica-se em pases como o Brasil, mas favorece cooperao entre a Igreja e o Estado.

3. Estruturas Cooperativas. a) Associaes, Convenes e Conclios - J temos deixado bem claro que cremos na autonomia da igreja local e que ela no est subordinada a nenhuma autoridade eclesistica mas que pode se desejar cooperar com suas co-irms e para isto arrola-se nos diversos nveis de cooperao(15) denominacional como segue:1) Associao - "A associao uma entidade religiosa, agremiando Igrejas Batistas que se coadunam com a Declarao de F da Conveno Batista Brasileira, e que voluntariamente se associem a ela, concordando com os seus meios e fins, para alcanarem mutuamente objetivos que visem a promoo mais ampla do Reino de Deus, que de per-si no poderiam promover"(16). Eis algumas passagens bblicas que so usadas para amparar a atividade associacional entre as igrejas batistas: Atos 11.4,7,18; Atos 11.28,29; 2 Corntios 8.9; Atos 13.1-4; Filipenses 4.10-19; Atos 15.2,12,19-22; Atos 20.4-7; 2 Corntios 8.18-24. Os objetivos da associao variam de associao para associao mas de um modo geral se aliceram no que a Igreja , "como agncia que possibilita o pleno exerccio do sacerdcio dos santos, no seu auto-gerenciamento democrtico, no glorioso solidarismo exemplificado nas relaes de Cristo com o Pai. Estes objetivos so: 1) Conscientizar as igrejas acerca de suas reas de atuao; 2) estimular as igrejas mtua cooperao na causa do evangelho; 3) estimular lderes para que atuem nas reas ministeriais das igrejas da associao e da denominao em geral; 4) assessorar as igrejas em suas dificuldades ministeriais e administrativas; 5) envolver as igrejas em atividades e projetos que contribuam para a consecuo de objetivos comuns; 6) incentivar a cooperao financeira das igrejas para sustentar o trabalho regular da associao e projetos especiais"(17). Qual o nome da associao a que voc est filiado como igreja batista? Qual o nvel de participao de sua igreja em sua associao? Quais so os objetivos, projetos ou reas de sua associao que dependem de sua cooperao efetiva? 2) Conveno Batista do Estado de So Paulo - "A CBESP uma entidade religiosa, sem fins lucrativos, composta de igrejas batistas que decidem voluntariamente se unir para viverem juntas a mesma f, promoverem o reino de Deus e assumirem o compromisso de fidelidade doutrinria, cooperao e empenho na execuo dos programas convencionais. A Conveno existe em funo do propsito que o Senhor Jesus deu sua igreja. Ela no substitui a igreja local, mas aglutina recursos, analisa e sugere mtodos, planos e proporciona s igrejas condies melhores para o cumprimento de suas funes"(18).Assim podemos dizer que a CBESP tem o objetivo de incentivar e coordenar a obra cooperativa das igrejas batistas do estado de So Paulo, "buscando sempre fortalecer a viso sintica e ao sinrgica de igrejas e crentes, regida sempre pelos princpios da voluntariedade, da fraternidade, da solidariedade, do incentivo e presidida pelo respeito autonomia da igreja participante(...)estimular a criao de condies para abrir canais de cooperao, congraamento, de intercmbio entre as igrejas de mesma f e ordem, para que cumpram seus ideais e a misso dada pelo Senhor - do ideal da unidade da f no pleno conhecimento do Filho de Deus; da maturidade crist, objetivando a estatura da plenitude de Cristo; da construo de uma sociedade justa onde cada cidado encontre o seu bem estar e o desenvolvimento pleno de suas potencialidades; de formao de um povo para Deus atravs da ao da igreja e da glorificao do nome de Deus em todas as esferas da sociedade"(19).A existncia e objetivos da Conveno fundamentam-se na compreenso da natureza da igreja( Atos 2.44-47; Efsios 2.19-22; Efsios 5.25b-27), da posio do indivduo no propsito divino( 1 Timteo 2.3-4; Efsios 4.13; 2 Corntios 5.17-20), do governo democrtico das igrejas(Atos 15.22; Mateus 18.16-17), e do princpio da cooperao(2 Corntios 8.1-4,18-19; Filipenses 1.3-5). Atualmente a CBESP operacionaliza o seu trabalho por intermdio de algumas reas como: administrao, misses, ao social, educao, educao crista, educao teolgica e ministerial e msica. Cada uma destas reas coordenada por um Conselho eleito pela Assemblia Geral. 3. Conveno Batista Brasileira - A CBB uma entidade civil de carter religioso, sem fins lucrativos, constituda em nmero ilimitado, pelas igrejas batistas que com ela cooperam. Para que uma igreja seja arrolada na CBB necessrio que "aceitem as Sagradas Escrituras, como nica regra de f e prtica e reconheam como fiel a Declarao Doutrinria da Conveno"(20). A CBB tem como objetivos fundamentais os seguintes: "1) servir s igrejas nela arroladas; 2) planejar, coordenar e administrar o programa cooperativo que com elas mantm. 3) contribuir, por todos os modos, para aperfeioar, aprofundar e ampliar as aes das igrejas visando edificao dos crentes e expanso do Reino de Deus no mundo"(21).Para que estes objetivos fundamentais sejam operacionalizados a CBB mantm um programa de ao cooperativa desenvolvida pelas igrejas e coordenado por ela e que compreende as seguintes reas : evangelizao, misses, ao social, educao, educao religiosa, educao ministerial e comunicao. A CBB realiza anualmente sua assemblia geral e que conduzida por uma diretoria cuja competncia regida por instrumentos estatutrios. Tambm possui um Conselho de Planejamento e Coordenao que atua, liderado por um secretrio geral, no interregno das assemblias e que o responsvel pelo dia-a-dia da CBB. A CBB congrega entidades executivas e entidades auxiliares como segue: Entidades Executivas: Associao Evanglica Denominada Batista, Junta de Rdio e Televiso, Junta de Mocidade, Junta de Educao Religiosa, Unio Feminina Missionria Batista do Brasil, Unio Masculina Missionria Batista do Brasil, Junta Administrativa do Seminrio Equatorial, Junta Administrativa do Seminrio do Norte, Junta Administrativa do Seminrio do Sul, Junta de Misses Mundiais, Junta de Misses Mundiais. Entidades Auxiliares: Associao Brasileira de Instituies Batistas de Ensino Teolgico, Associao do Editores Batistas, Associao de Educadores Religiosos, Associao dos Msicos Batistas do Brasil, Associao Nacional de Educadores Batistas, Ordem dos Pastores Batistas do Brasil. 4) Unio Batista Latino Americana e Aliana Batista Mundial - Estas duas entidades tambm congregam igrejas batistas brasileiras seja no continente a que pertencemos ou no mundo em que vivemos. Assim o princpio de cooperao o que nos habilita e estimula a participarmos destas agremiaes. Atualmente os batistas somam mais de 100 milhes de membros em todo o mundo.5) Conclios - Ocasionalmente possvel constituirmos conclios para fins especficos. Dentre eles podemos destacar, de acordo com as suas finalidades, os seguintes: a) elucidativos = para esclarecer determinada questo. O conclio elucidativo criado para cumprir uma finalidade e dissolvido quando o assunto ou a questo resolvida; b) exortativos = para ajudar e apoiar. O conclio exortativo pode ser convocado para ajudar uma igreja que porventura esteja vivendo dificuldades doutrinrias; c) examinadores = para dar parecer sobre a organizao de igrejas e ordenao de pastores e diconos. O conclio examinador no ordena ao ministrio nem organiza uma nova igreja, pois estas atribuies pertencem igreja local que aceita recomendao do conclio que examinou e sugeriu. b) Igreja e Estado - No dcimo quinto artigo da Declarao Doutrinria da Conveno Batista Brasileira encontramos a seguinte afirmao: "Deus somente Deus o Senhor da conscincia. A liberdade religiosa um dos direitos fundamentais do homem, inerente sua natureza moral e espiritual. Por fora dessa natureza, a liberdade religiosa no deve sofrer ingerncia de qualquer poder humano. Cada pessoa tem o direito de cultuar a Deus, segundo os ditames de sua conscincia, livre de coaes de qualquer espcie. A igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivo e funes. dever do Estado garantir o pleno gozo e exerccio da liberdade religiosa, sem favorecimento a qualquer grupo ou credo. O Estado deve ser leigo e a igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado de ordenao divina para o bem-estar dos cidados e a ordem justa da sociedade, dever dos crentes orar pelas autoridades, bem corno respeitar e obedecer s leis e honrar os poderes constitudos, exceto naquilo que se oponha vontade e a Lei de Deus"(22).1) Gnesis 1.27; 2.7; Salmo 9.7,8; Mateus 10.28; 23.10; Romanos 14.4; 9.13; Tiago 4.12, 1 Pedro 2.26; 3.11-17.2) Josu 24.15; 1 Pedro 2.15,16; Lucas 20.25.3) Daniel 3.15-18; Lucas 20.25; Atos 4.9-20; 5.29.4) Daniel 3.16-18; Atos 19.35-41.5) Mateus 22.21; Romanos 13.1-7.6) Atos 19.34-41.7) Daniel 6.7-10; Marcos 17.27; Atos 4.18-20; 1 Timteo 2.1-3; Tito 3.1.O objetivo desta etapa da lio que voc compreenda os conceitos bblicos que determinam a posio dos batistas na questo da liberdade religiosa que um dos princpios batistas mais aceitos fora do contexto denominacional(23). Os batistas, porm, levam o princpio da liberdade religiosa a concluses radicais. sobre estas concluses que veremos a seguir.1) Os Batistas e a Liberdade Religiosa - Os batistas defendem a liberdade religiosa porque crem na competncia do indivduo diante de Deus. Se cada pessoa responsvel por si mesma, por que fora-la conformar-se a uma pr-determinada religio? Cada indivduo tem o direito de seguir a religio que quiser - ou at no seguir nenhuma religio. Qualquer lei que impe uma crena fere o princpio da competncia do indivduo. Medite nas seguintes afirmaes:Todos os seres humanos so livres para optarem sobre sua vida religiosa. da competncia do indivduo arrepender-se dos seus pecados e crer em Deus(Atos 3.19).Somente uma igreja regenerada pode manter uma relao com Deus satisfatoriamenteO nico poder capaz de criar uma igreja regenerada o poder de Deus. O governo pode exigir conformidade a um credo ou liturgia, mas no pode levar as pessoas a uma converso genuna. A igreja regenerada no depende do sustento pblico, nem dos favores das autoridades. Basta ao governo garantir a liberdade religiosa e promover o respeito para todas as religies. A separao entre a Igreja e o Estado: para os batistas a plena liberdade religiosa requer a separao entre a igreja e o estado apesar do fato de existirem ainda hoje algumas igrejas estatais em alguns pases(luteranas, reformadas e catlicas) e os batistas que l moram como os demais cidados que pagam seus impostos custeiam as despesas das igrejas estatais. Na opinio de Landers "os batistas tm cooperao com outros grupos - inclusive judeus - em defesa da plena liberdade religiosa. O princpio da competncia do indivduo exige respeito pelos direitos de todos. Hoje, no Brasil, catlicos, espritas, evanglicos, judeus e outros grupos vivem juntos, cada um praticando a sua religio"(24). Se por um lado rejeitamos a idia de uma religio oficial e um estado que gasta seu recursos neste empreendimento religioso por outro, proclamamos a necessidade de que a igreja seja sustentada, patrocinada, financiada e governada pelos seus prprios membros. As principais igrejas crists, mesmo pobres, custeavam suas despesas sem contar com qualquer ajuda do estado. Apesar de serem pobres, essas igrejas montaram uma obra missionria que abalou o mundo. Restou dinheiro para ajudar as vivas(1 Timteo 5.1-16). Entretanto hoje vrias alternativas surgem: subveno do governo, sustento por projetos comerciais da prpria igreja, sustento por no crentes. Voc acha isso correto? Creio que nenhuma igreja batista deve receber subveno do governo. Nenhuma igreja deve abraar qualquer partido ou candidatura poltica. Os crentes, cidados, interessam-se pelo bom governo, mas avaliam diferentemente a situao poltica. Os ideais do reino de Deus devem ser levados adiante e custeados pelos membros das igrejas do Senhor. Voc participa do sustento de sua igreja? De que maneira voc participa? 2) Os Batistas e a Liberdade Crist - Um dos problemas que temos em comum com as igrejas da poca do apstolo Paulo que hoje, como naquela poca, algumas pessoas se infiltravam na igreja para ensinar doutrinas que mais escravizavam o povo a tradies humanas do que os fazia viver uma vida que agradasse a Deus. Esse foi o problema da Igreja da Galcia. A causa do problema era a insistncia que esses falsos mestres faziam de que os cristos(do sexo masculino) se circuncidassem(da palavra circunciso = cirurgia no rgo sexual masculino, hoje denominada operao de fimose). Eles ensinavam que a garantia da salvao dependia de certas prticas que os cristos tinham de fazer, incluindo a circunciso. O apstolo Paulo considerou este problema muito grave porque era um ataque contra todo o conceito da liberdade crist ganha atravs de Cristo.a) Jesus nos chamou para a liberdade. "Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Por isso, continuem firmes nessa liberdade e no se tornem novamente escravos. Porm vocs, irmos, foram chamados para serem livres. Mas no deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para se deixarem dominar pelos desejos humanos. Ao contrrio, que o amor faa que sirvam uns aos outros"(Glatas 5:1,13 BLH). Tambm, a igreja de Colossos passou tambm por um problema semelhante. Alguns falsos mestres se introduziram na igreja e comearam a ensinar tradio de homem e a impor usos e costumes que no tinham a base na Bblia(Colossenses 2.4). Para ter dito isto, claro que ele sabia que isto estava acontecendo na igreja; alguns estavam tentando persuadir o povo a desviar-se do caminho. Qual o nome que Paulo d ao ensino dos falsos mestres? "Tenham cuidado para que ningum os prenda por meio de argumentos sem valor, que vm da sabedoria humana. Essas coisas vm dos ensinos de criaturas humanas e dos espritos que dominam o universo e no de Cristo." Colossenses 2.8 BLHQuantas pessoas repletas de tradies humanas levantam o dedo em nossa direo acusando-nos de fazer isto ou de deixar de fazer aquilo! Cuidado irmo com a tradio dos homens ou das religies ou igrejas. Veja o que o Senhor nos ensina em sua Palavra: "Assim, que ningum julgue vocs pelo que comem ou bebem, ou por causa dos dias santos, ou das Festas da Lua-Nova, ou dos sbados. Tudo isso apenas sombra daquilo que vir. A realidade Cristo"(Colossenses 2.16-17 BLH). Por que isto nos dito ? claro que o apstolo sabia o que estava acontecendo na igreja: pessoas julgando os irmos porque comiam certos tipos de comida que eles achavam na sua tradio humana, no deveriam comer; ou julgando os irmos porque no guardavam os dias de festas judaicas, ou o sbado. Eram acusados de no serem muito espirituais. Veja o que o Senhor nos ensina:"Vocs morreram com Cristo e esto livres dos espritos maus que dominam o universo. Ento, por que que vocs esto vivendo como se pertencessem a este mundo? Por que que obedecem a ordens como estas: no pegue nisto, no prove aquilo, no toque naquilo? Todas estas proibies se referem a coisas que se tornam inteis depois de usadas. So apenas leis e ensinamentos humanos"(Colossenses 2.20-22 BLH).b) A avaliao que o apstolo Paulo faz do usos e costumes sem base bblica importante - "... com o uso se destroem..." - No resistem ao tempo, os que praticam comeam animados, mas com o tempo perdem a motivao correta e se torna LEGALISMO(v. 22)."... aparncia de sabedoria..." - Quem pratica tais usos e costumes parece que muito sbio, mas APENAS APARNCIA(v. 23). "... falsa humildade..." Quem pratica tais usos e costumes parece que muito humilde, mas APENAS APARNCIA(v. 23).".... no tem valor algum contra a sensualidade..." - Quem pratica tais usos e costumes parece que controla seus desejos da carne, mas usos e costumes no conseguem acabar com a natureza pecaminosa(v. 23). Praticar usos e costumes que no sejam bblicos, mas ordenanas de homens que no se basearam na Bblia, no agrada a Deus e no leva a maturidade.c) A liberdade crist e os alimentos - Muita confuso tem sido feita por causa de algumas regras alimentares particulares do Antigo Testamento que fazem parte do contexto doutrinrio obrigatrio de alguns grupos religiosos. Ao ler Romanos 14 voc encontrar urna orientao segura acerca deste problema de usos e costumes. Deste captulo podemos extrair trs princpios: 1) todo irmo que acha que existe algum tipo de comida que no se pode comer fraco na f; 2) todo e qualquer alimento s ser impuro para aquele que para si mesmo considerar esse alimento impuro; 3) a preocupao primria do reino, o que vai demonstrar que somos cidados do cu e a justia, paz, e alegria no Esprito Santo.Ao instruir Timteo sobre o que ele deveria ensinar igreja Paulo lhe diz que:"O Esprito de Deus diz claramente que, nos ltimos tempos, alguns abandonaro a f. Eles obedecero a espritos enganadores e a ensinamentos de demnios. Esses ensinamentos vm de homens hipcritas e mentirosos, que tm a conscincia morta como se ela tivesse sido queimada com ferro em brasa. Esses homens ensinam que errado casar e que errado comer certos alimentos. Mas Deus criou esses alimentos para serem comidos pelos que crem e conhecem a verdade. Porm, antes de comerem, que faam uma orao de agradecimento. Tudo o que Deus criou bom e, portanto, nada deve ser rejeitado. Que tudo seja recebido com uma orao de agradecimento porque a mensagem de Deus e a orao tornam tudo isso aceitvel a Deus."(1 Timteo 4.1-5 BLH)Este texto nos ensina pelo menos quatro princpios: 1) quem exige que um cristo deixe de comer certos tipos de comida, e at chega a proibir isso, algum que est passando para frente o que aprendeu de demnios; 2) Deus criou o casamento e os alimentos para serem recebidos com agradecimentos pelos cristos; 3) tudo o que Deus criou bem, e no existe algo que tenhamos de recusar; 4) quando oramos agradecendo a Deus pelo alimento, ele se torna separado para o uso exclusivo de Deus que por sua vez nos d para a alimentao.d) A liberdade crist e o uso do texto bblico dentro do contexto - Temos percebido que outros usos e costumes muito discutidos como roupas, maquiagem, jias, cabelo, etc., so frutos de interpretaes mal feitas da Palavra de Deus. Vejamos os casos mais citados: Deuteronmio 22.5; Levtico 11; 1 Corntios 11.1-16. Alguns cristos baseados no texto de Deuteronmio argumentam que a mulher literalmente no deve usar cala comprida. As mesmas pessoas, porm raras vezes tomam literalmente os demais imperativos naquela lista, que incluem a construo de um parapeito no telhado da casa(v. 8), a no plantao de dois tipos de sementes na mesma vinha(v. 9), e fazer borlas nos quatro cantos dos mantos(v. 12). Por que ser que acontece isto? Veja como recomendado o uso correto em 1 Timteo 2.9,10:"Quero que as mulheres sejam sensatas e se vistam com decncia e simplicidade. Que no se enfeitem com penteados complicados, nem com jias de ouro ou de prolas, nem com vestidos caros, porm com boas aes, como devem fazer as mulheres que afirmam que so dedicadas a Deus."Um estudo bblico feito no texto de Levtico 11, sem levar em considerao a pesquisa do contexto histrico iria levar o cristo a pensar que por exemplo no se pode comer carne de porco. O estudo do contexto histrico iria mostrar que essa proibio era somente para os judeus, por motivo de sade e higiene,(imagine mais de 600 mil homens, fora mulheres e crianas, numa temperatura de 40 no deserto, quando saram do Egito, comendo carne de porco). Creio que necessrio que os que insistem nesta proibio devem estudar com honestidade Atos 15.1-29. Alguns cristos baseados no texto de 1 Corntios 11.1-16 dizem que as mulheres no devem cortar o cabelo e que devem usar vu na igreja. O que eles no sabem quem em Corinto somente as prostitutas cortavam o cabelo curto, e que tambm cabelos longos e cabea coberta com vu eram demonstraes para a sociedade da submisso das esposas a seus maridos, assim como das filhas para os pais, na cultura hebraica e do oriente mdio de uma forma geral. Por isso o apstolo Paulo teve de mencionar o assunto. Por que ele no fala do mesmo assunto s outras igrejas? e) A liberdade crist e aqueles que pensam diferente de ns - Como agir com aqueles que discordam de ns? Deixe-me compartilhar com voc alguns procedimentos cristos que devem fazer parte de sua ao: 1) No discuta "Aceitem entre vocs quem fraco na f, mas no discutam com ele as suas opinies pessoais"(Romanos 14.1BLH). 2) No despreze nem julgue "Quem come de tudo no despreze o que no faz isso, e quem como s verduras e legumes no condene o que come de tudo, pois Deus o aceitou"(Romanos 14.3 BLH). 3) No seja causa de tropeo ou escndalo do irmo - confira o ensino de Romanos 14.13-21. 4) No deixe de suportar as debilidades do irmo mais fraco "Ns, que somos fortes na f, devemos ajudar os fracos a carregar as suas cargas e no devemos agradar a ns mesmos. Ao contrrio, cada um de ns deve agradar seu irmo, para o prprio bem dele a fim de que possa crescer na f"(Romanos 15.1,2 BLH).f) A liberdade crist no libertinagem - Jesus nos chamou para a liberdade, agora isso no significa que no tenhamos que ter uma vida separada para a Deus, com atitudes que lhe agradem e que sirvam para mostrar a diferena entre a nossa velha vida e a nova vida. Deus santo, no se mistura com o pecado. Deixe-me compartilhar com voc a mensagem de Glatas 5.13 que nos ensina que: Paulo neste verso reafirma a sua tese, j apresentada no verso 1, de que "fomos chamados para a liberdade" e nos faz uma exortao. Inicia repelindo um pensamento carnal que dizia : "que se somos livres, podemos proceder do modo que bem entendermos". A carne(nossa vontade descontrolada para o pecado) quem diz assim, pois a liberdade crist no licena para pecar. Ao contrrio, liberdade que nos liberta do poder da carne e do egosmo, para servirmos, pelo amor, a Deus e ao prximo. Somos livres para servir! Essa a mais alta expresso da liberdade: o amor. H uma ntima relao entre a liberdade e o amor: quem no ama, no pode estar livre; quem ama a Deus, que melhor goza a maior e mais verdadeira liberdade. "Assim tambm vocs devem considerar-se como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, por estarem unidos com Cristo Jesus. Portanto, que o pecado no domine os seus corpos mortais, fazendo com que vocs obedeam os desejos da natureza humana. E tambm no entreguem ao pecado nenhuma parte do corpo de vocs a fim de ser usada para o mal. Ao contrrio, entreguem-se a Deus como pessoas que foram trazidas da morte para a vida; entreguem-se completamente a ele a fim de serem usados para fazer o que bom." Romanos 6.11-13 BLH"Alguns dizem assim: Podemos fazer o que queremos. Sim, mas nem tudo bom. Podemos fazer o que queremos, mas nem tudo til(...) De qualquer maneira, se vocs comem ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, faam tudo para a glria de Deus."1 Corntios 10.23,31 BLH3) Os Batistas e a Ordem Social - No dcimo sexto artigo da Declarao Doutrinria da Conveno Batista Brasileira encontramos a seguinte afirmao: "Como sal da terra e a luz do mundo, o cristo tem o dever de participar em todo esforo que tende ao bem da sociedade em que vive. Entretanto, o maior beneficio que pode prestar anunciar a mensagem do evangelho; o bem-estar social e o estabelecimento da justia entre os homens dependem basicamente da regenerao de cada pessoa e da prtica dos princpios do evangelho na vida individual e coletiva. Todavia, como cristos, devemos estender a mo de ajuda aos rfos, s vivas, aos ancios, aos enfermos e a outros necessitados, bem como a todos aqueles que forem vtimas de quaisquer injustia e opresses. Isso faremos no esprito de amor, jamais apelando para quaisquer meios de violncia ou discordantes das normas de vida expostas no Novo Testamento"(25).1) Mateus 5.13-16; Joo 12.35,36; Filipenses 2.15.2) Mateus 6.33; 25.31-46; Marcos 5.37; Lucas 10.29-37; 19.8,9; Joo 6.26-29; Atos 16.31-35; Mateus 28.19.3) xodo 22.21,22; Salmo 82.3,4; Eclesiastes 11.1,2; Miquias 6.8; Zacarias 7.10.4) Isaas 1.16-20; Miquias 6.8; Mateus 5.9; Lucas 3.10-14; Atos 4.32-35; 2 Timteo 2.24; Filemom; Tiago 1.27.H algo que o cristo pode fazer para melhorar a sociedade? A igreja proclama o evangelho, dirigindo sua palavra, em primeiro lugar, aos indivduos. Mas os crentes naturalmente querem ver uma sociedade mais justa - um governo mais honesto, melhores escolas, salrios dignos, sade para todos. Onde o evangelho de Jesus pregado em sua plenitude, os ideais do reino de Deus necessariamente entram em conflito com as injustias do mundo. O objetivo desta etapa que voc aprenda o que Jesus disse que devemos fazer em relao s pessoas necessitadas.a) Voc precisa ser responsvel pelo seu prximo - Voc recebeu uma vida nova, dada por Deus. Essa nova vida comeou no momento em que voc aceitou a Cristo, e durar eternamente. Voc est muito feliz e satisfeito, no ? Voc deve perceber que, no entanto, no nico no mundo. Existem muitas outras pessoas sua volta que so carentes e necessitadas. Voc responsvel por elas. A transformao que Deus fez na sua vida deve lev-lo a amar intensamente seu prximo, a ponto de se sentir responsvel por ele. s vezes ficamos to satisfeitos com as bnos dadas por Deus que nos esquecemos dos outros. Essa atitude, no entanto, est totalmente errada. Leia agora o texto de Lucas 10.25-37 e descubramos as lies sobre a responsabilidade pelo prximo: 1) um mandamento de Deus "O homem respondeu: ame o Senhor seu Deus com todo o corao, com toda a alma, com todas as foras e com toda a inteligncia. E ame o seu prximo como voc ama a voc mesmo." O versculo 27 nos ensina a fazer o que? O amor ao prximo estava escrito na Lei. Era e mandamento de Deus. E Jesus colocou o amor ao prximo em p de igualdade com o amor a Deus(Leia Mateus 22.34-40). Porque quem ama a Deus ama tambm o prximo. E quem no ama ao prximo tambm no ama a Deus. 2) uma expresso da vida eterna "A sua resposta est certa disse Jesus Faa isso e voc viver." O versculo 28 nos ensina o que? Ningum salvo atravs da prtica de boas obras. No o amor ao prximo que vai levar algum vida eterna. Mas quem realmente cumpre esse mandamentos experimentou uma transformao em sua vida, operada pelo amor de Deus, pela graa de Jesus Cristo e pelo controle do Esprito.3) esperado dos religiosos "Por acaso um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, passou pelo outro lado da estrada. Tambm um levita passou por ali. Olhou e tambm foi embora pelo outro lado da estrada"(vv.31-32). A expectativa era a de que os religiosos cuidassem do homem ferido, mostrando amor ao prximo. O mundo nossa volta tambm espera que quem segue uma religio que prega o amor pratique esse amor, ministrando aos carentes que existem nossa volta.4) devido at ao inimigo "Mas um samaritano estava viajando por aquele caminho e chegou at ali. Quando viu o homem ficou com muita pena dele"(v.33). Porque o samaritano ajudou o Judeu ferido? O samaritano era um homem comum. No era um religioso. O judeu considerava-se seu inimigo, Entretanto, quem ama no tem inimigos. Est pronto a ajudar, a estender as mos. Quem guarda rancor no seu corao, quem alimenta mgoas, quem deixa de ajudar algum por preconceitos e ressentimentos no serve a Deus. 5) Deve ser posto em ao "Aquele que o socorreu respondeu o professor da Lei. Pois v e faa a mesma coisa disse Jesus"(v.37). Qual a ordem de Jesus? Voc est disposto a atend-la? No basta conhecer os mandamentos. No basta estar informado do que se deve fazer. S existe realmente amor, quando ele posto em prtica. Por isso Joo nos recomenda: "filhinhos, no amemos de palavra, nem de lngua, mas por obras e em verdade(1 Joo 3.18).b) Voc deve fazer boas obras - O mundo est cheio de pessoas que sofrem muito por causa das dificuldades da vida. Sabemos que no Brasil h muita pobreza e misria. O nmero de crianas abandonadas muito grande e cresce cada vez mais. Muitos so os enfermos que no tm condio de ter uma vida saudvel. H muita injustia e sofrimento. Qual a responsabilidade que voc tem diante de tudo isso? Mas porque essa responsabilidade tem que ser minha?1) Por causa da minha f em Cristo - Existe muita confuso sobre a idia de boas-obras. Algumas pessoas pensam que as boas obras vo trazer a salvao. Essa idia errada. Ns j aprendemos que s podemos ser salvos atravs de Jesus(Joo 14.6). Jesus quem vai nos transformar para que pratiquemos as boas obras, Por causa de nossa f em Cristo vamos fazer o bem para as outras pessoas. Efsios 2.10 declara que ns fomos salvos, em Cristo Jesus, para: "... fazermos o bem que ele j havia preparado para ns." Fazer boas obras significa fazer o bem a ajudar as pessoas que precisam. O cristo tem o dever de ser bondoso para com os necessitados e carentes. Segundo o texto de 1 Timteo 6.18 o que Deus quer que ns faamos? A Bblia foi escrita para ensinar, corrigir e instruir a todos(2 Timteo 3.16). Paulo escreveu uma carta para orientar Tito sobre a finalidade da pregao da igreja. Uma das finalidades do ensino da Bblia e da pregao levar os crentes a praticarem as boas-obras.2) Por causa do meu amor ao prximo "Amem uns aos outros com carinho de irmos em Cristo e em tudo dem preferncia uns aos outros"(Romanos 12.10 BLH). O que voc deve fazer em relao aos outros? Algumas pessoas dizem que amam o prximo; mas no fazem nada para provar isso. Amam apenas atravs das palavras. Observe com ateno o texto de 1 Joo 3.17,18 e responda: Como voc deve expressar o seu amor ao prximo? "Se algum rico e v o seu irmo em necessidade, mas fecha o seu corao para ele, como pode afirmar que de fato ama a Deus? Meus filhinhos, o nosso amor no deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de aes."A seguir voc ver urna relao de passagens que ensinam como praticar o amor atravs das obras e em verdade. Aps a leitura dos textos, descubra o que voc deve fazer para ajudar os necessitados: Lucas 3.11; Deuteronmio 15.7,8; Isaas 58.7; Tiago 1.27; Provrbios 14.21; Tiago 4.17. Voc sabe que fazer o mal para os outros pecado. Mas agora voc aprendeu que no fazer o bem ao prximo tambm pecado.c) Bases para Ao Social na Igreja - Jesus lidou com a necessidade humana pois considerou a pessoa como ser integral e, por isso, viu e atendeu necessidade do homem e desafiou seus seguidores a que fizessem algo de concreto para ajudar as pessoas em suas necessidades e em todas as suas dimenses. Quero aproveitar o exemplo de Jesus e propor os seguintes desafios:1) J que somos uma comunidade que vivncia o amor, mostremos esse amor em ao - Jesus amou as pessoas e evidenciou isso em atos. Ele me amou a tal ponto de entregar-se na cruz por mim(Joo 15.13; Romanos 5.7,8) e isso deve se motivar a fazer algo de concreto pelo meu prximo. Que o amor de Cristo nos constranja a agir pelos outros. 2) No copiemos o modelo do mundo que baseado no egosmo - H muita ao social feita por entidades religiosas ou governamentais, muitas delas, porm, fazem com motivaes que exigem "retorno". Alguns querem votos nas prximas eleies, outros querem melhorar sua condio na prxima "reencarnao", como o caso dos espritas, ainda h os que querem promoo pessoal e tambm os que desejam manter as pessoas dependentes para poder control-las. No com essas motivaes que vamos fazer o trabalho de ao social. Queremos fazer isso porque as pessoas so pessoas e devem ser tratadas com toda dignidade de criaturas de Deus. A nossa ao social ser baseada no amor, que derramado em ns por ao do Esprito Santo, e no respeito pessoa humana, sem nada exigir em troca. No podemos ser acusados em querer trocar ajuda material por decises das pessoas em serem membros da igreja. A pessoa deve ter a liberdade de, ao ser tocada pelo Esprito Santo, aceitar a Jesus, independente da ajuda material que lhe prestamos.3) Assim como Jesus viu as pessoas e suas necessidades, a igreja tambm deve ter uma viso objetiva das necessidades das pessoas - A igreja deve olhar para sua comunidade e detectar as necessidades das pessoas, tanto individual como coletivamente. Quantos hospitais tem a cidade? Quantos postos mdicos tem o bairro? H dentistas na comunidade? H problemas de saneamento bsico? H programas que acompanham as grvidas? H muitos mendigos? H desabrigados por causa de enchentes ou outras calamidades? H famlias morando debaixo de viaduto e pontes? H menores abandonados ao alcance da ao da igreja? O ndice de suicdios grande na sua cidade ou no seu bairro? Poderamos multiplicar a lista de problemas! preciso abrir os olhos e ver o que se passa ao nosso redor. 4) Assim como Jesus agiu o bem das pessoas, devemos, em nome do Senhor Jesus, fazer o mesmo - No adianta s detectar os problemas; preciso agir. Quais dos problemas acima a igreja poderia ajudar a solucionar com um plano de ao bem definido? Sua igreja no tem algum espao que durante a semana poderia ser utilizado para ajudar as pessoas? s vezes uma sala basta para atender muitas pessoas. No precisamos esperar pela construo de um prdio de "multiministrio para comear a atender as pessoas. Comeamos pelo que pequeno e depois podemos ampliar, aumentar, atender mais pessoas. 5) A ao social na igreja no deve ser confundida com o mero assistencialismo - As pessoas precisam ser ensinadas, ao serem ajudadas. No apenas dar o que elas precisam hoje, mas ensin-las a construir a sua vida com dignidade. Podemos ir mais longe no ensino, quando falarmos do amor de Jesus, que ajudou tantas pessoas, mas as desafiou a uma mudana radical em suas vidas. preciso haver mudanas! Todo mundo deseja isso. Mas isso deve comear pela igreja. No esperemos que os "filhos das trevas" promovam as mudanas na sociedade para minorar as necessidades das pessoas. Sejamos ns os instrumentos de Deus para mudanas. As pessoas aprendero a ver o amor de Deus expresso em nossas vidas que ajudam outras.d) Colocando o ensino em prtica - Voc responsvel pelo seu prximo. Por causa disso voc precisa assumir um compromisso diante de Deus de ajudar os que necessitam do seu auxlio. O amor no deve ficar s nas palavras, mas deve ser colocado em prtica. Pense nas pessoas de sua comunidade, os que so crentes e os que ainda no so. Ser que h algum que precisa de alguma coisa que voc pode repartira Ser que h algum precisando de consolo pela morte de um parente querido? Ser que h algum precisando de alimento ou remdio?

III - FUNCIONAMENTO DA IGREJA Nesta etapa observaremos em linhas gerais as bases de funcionamento de uma igreja que pode ser considerada neotestamentria. E nestes princpios claro espelhamos a nossa forma de ver e compreender cada um destes temas. No estamos dizendo com isto que uma igreja batista perfeita e que no comete equvocos. O que ocorre que nossa convico acerca das nossas doutrina e prticas nos aproximam dos princpios do Novo Testamento. O que veremos a seguir um esforo de juntar algumas consideraes sobre a essncia e o funcionamento de uma igreja batista(26). 1. Definio.J ficou bem claro anteriormente quando discutimos a etmologia a compreenso que temos acerca da palavra ekklesa. Como batistas rejeitamos o conceito de que a denominao batista seja chamada de a Igreja Batista, nem to pouco somos agncia da mesma. "A igreja uma congregao local, formada por pessoas regeneradas e batizadas, aps sua pblica profisso de f, em nome do Pai, do Filho e do Esprito Santo. Ela cumpre os propsitos de Deus no mundo sob o senhorio de Jesus Cristo o qual deseja criar um novo homem segundo a imagem e semelhana do Deus Triuno e formar uma nova humanidade, um povo para louvor da glria da sua graa no tempo presente e na eternidade"(27). A igreja cumpre este propsito atravs do culto, da edificao dos salvos, da proclamao do Evangelho, da ao social e da educao, vivendo em amor. No cumprimento destas funes, a igreja coopera com Deus para a consecuo do plano divino de redeno. Baseada no princpio da cooperao voluntria, entende a igreja, que juntando seus esforos ao de igrejas irms pode realizar a obra comum de misses, educao, formao de ministros e ao social, com mais eficincia e amplitude. A igreja autnoma, tem governo democrtico, pratica a disciplina e rege-se pela Palavra de Deus em todas as questes espirituais, doutrinrias e ticas, sob a orientao do Esprito Santo.

2. Composio.Quem so as pessoas que compem uma igreja batista? O que necessrio uma pessoa que deseja ser membro de uma igreja batista? Podemos dizer que o crente batista "uma pessoa convertida, regenerada pela ao do Esprito Santo, salva mediante a graa de Deus e a f em Jesus Cristo, e se submete soberania de Cristo; se une a uma igreja, corpo de Cristo, atravs do batismo, presta culto a Deus, e somente a Ele; cr na autoridade da Palavra de Deus - sua nica regra de f e prtica - e na competncia do indivduo perante Deus. Do princpio da responsabilidade individual da criatura humana diante de Deus, derivam os demais princpios que balizam a vida do crente batista: o livre exame da Palavra de Deus, a liberdade de conscincia, a responsabilidade pessoal para com a igreja local e outras co-irms, a responsabilidade civil para com o estado, a separao entre a igreja e o Estado, e o amor que gera a conduta e respeito para com o prximo, testemunho e ao no mundo"(28). Se uma igreja batista composta de crentes batizados isto no significa dizer que os filhos ou parentes destes so membros da igreja tambm. Existem cinco maneira de uma pessoa se tornar membro de uma igreja batista como segue: 1) pelo batismo, administrado pela prpria igreja; 2) por carta de uma outra igreja batista onde o candidato membro em plena comunho. A igreja pede a transferncia; 3) por reconciliao, se a pessoa foi membro e disciplinada pela igreja e seu problema j tenha sido resolvido; 4) por declarao de f, quando o requerente no pode conseguir a carta(extino da igreja anterior, ou extravios); 5) por relao, quando algum se apresenta como crente vindo de outra denominao que proclama os princpios evanglicos do Novo Testamento(geralmente estudamos esses casos isoladamente).

3. Administrao.Os batistas adotam como forma de governo o sistema democrtico exercido pela congregao local, debaixo da soberania de Jesus Cristo, Cabea e Senhor da Igreja, e da orientao do Esprito Santo. A democracia se exprime pelo voto - cada cidado um voto. "A democracia o sistema de governo baseado no reconhecimento da competncia da pessoa humana perante Deus, nos princpios da liberdade e da responsabilidade que proporciona oportunidade para a plena realizao pessoal, o crescimento, o progresso e a expresso de sua conscincia e vontade. A democracia batista um privilgio, um desafio. O desafio de preparar e educar um povo para o reconhecimento de seu valor e para aplicao adequada desse valor em tudo o que , diz e faz"(29).Quem manda mais numa igreja batista? Graas a Deus o governo de uma igreja batista democrtico, e cabe aos membros tomar as decises e julgar seus atos. O voto da maioria resolve qualquer caso. A igreja encontra no Espr