JORNAL SANTA ROSA 1.454

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JORNAL SANTA ROSAO Jornal de NiteróiEdição 1.454 - 2ª quinzena de março 2015.

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  • ANO 36 N 1.454 R$ 1,00 2 QUINZENA DE MARO 2015 O JORNAL DE NITERI

    Rodrigo Neves participa da viagem inauguralda nova barca que faz a ligao Rio-Niteri

    Cmara de Niteri recebe Ampla para explicar reajustede 42%

    Pg. 5

    Terapia de Grupo paraa Terceira Idade

    Pg. 10

    BRASIL: CRISE MORAL

    Pg. 3

  • Santa RoSa 2a Quinzena DE MARO 20152

    RIO 2016 anuncia

    cidades que sediaro jogos de futebol nas

    OlimpadasModalidade ser a nica realizada fora do Estado do Rio

    Luiz Fernando Pezo

    Msica Medievalno TCE/RJ

    Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o Momento Cultural e a Associao dos Servidores do Tribunal do Estado do Rio de Janeiro (ASTCERJ) apresentaram o Conjunto de Msica Antiga da Universidade Federal Flu-minense (UFF), realizando o concerto Entre Ave e Eva. O sexteto de msica medie-val mostrou canes do lti-mo CD do grupo intitulado Milagres de Santa Maria, abordando modelos femini-nos na Idade Mdia e mos-tra como as figuras de Eva (mulher pecadora) e Maria (mulher santa) se tornaram to presentes e influentes no imaginrio popular.

    A apresentao interca-lou histrias dos milagres de Santa Maria com canes sobre eles escritas em galego portugus pelo rei espanhol Afonso X. Em uma dessas histrias, em um ms, Ma-

    ria transforma Musa, que le-vava uma vida mundana e desregrada, numa moa de vida pacata que vai viver no Paraso.

    Lenora Mendes (vile, uma espcie de av do violino); Mrcio Selles (solista e sopra-mino); Mrio Orlando (vi-le); Virgnia van der Linden (flauta transversa) e Snia Wegenast (solista e percus-so) chamaram a ateno pa-ra multinstrumentalidade, caracterstica dos msicos medievais. Alm dos instru-mentos principais, outros, como harpa, tambor e flautas medievais e renascentistas, contriburam para deixar o concerto ainda mais extico.

    Com mais de 30 anos de es-trada, os integrantes do Con-junto de Msica Antiga da UFF so estudiosos do gnero musical que executam. Lenora e Mrcio, por exemplo, conclu-ram o doutorado em Histria Medieval.

    Foto: Rosangela Tozzi

    O Comit Organizador dos Jogos Rio/2016 anunciou as cidades que cumprem os re-querimentos tcnicos, logsti-cos, operacionais e financeiros estabelecidos no Caderno de Encargos da Matriz de Respon-sabilidade e se habilitam para receber partidas do Torneio Olmpico de Futebol. So elas: Rio de Janeiro, So Paulo, Belo Horizonte, Braslia, Salvador e Manaus. O governador Luiz Fernando Pezo falou sobre o

    legado dos Jogos para o Rio e para o pas:

    - O futebol uma das mo-dalidades que o brasileiro e o mundo mais gostam. Os lega-dos que ficaro para o estado sero enormes, como a questo da mobilidade, to vital para ns. Vamos deixar toda a nossa frota de trens ao final de 2015 com ar condicionado, levar o metr para a Barra da Tijuca. Ainda h os investimentos da prefeitura no BRT, na rea porturia e na Barra da Tijuca.

    Esse legado no ser s para as Olimpadas, mas para toda a populao do nosso estado, do nosso pas - afirmou o go-vernador.

    A escolha final das sub sedes caber Fifa. O futebol ser a nica modalidade esportiva com disputas fora do Rio de Janeiro. Sero realizadas 58 par-tidas, em diferentes localidades. No total, 16 pases competiro na categoria masculina e 12 na feminina. O sorteio dos grupos ocorrer em abril de 2016.

    Foto: Shana Reis

    Virgnia van der Linden

    Niteri Mais Humana celebra oDia Internacional da Sndrome de Down

    Municipal, Apae, Andef, Mo-vimento Down, dentre outros, para celebrar o Dia Interna-cional da Sndrome de Down, neste sbado, dia 21na cidade.

    Hoje, exemplos bem sucedi-dos de pessoas com a Sndrome de Down nos so apresentados. Em suas diferentes reas de atuao - profissional, artstica, esportiva etc, esses cidados destacam-se por conseguirem ter autonomia e sucesso pes-soal. Porm, ainda necess-rio, refletirmos e avanarmos na quebra de preconceitos e na criao de mecanismos de incluso. O convvio com a diversidade nos impulsiona a pensar uma nova sociedade,

    onde o respeito ao outro fun-damental.

    O projeto prev diversas ati-vidades como mesa redonda, vdeo-debate, manh festiva e muita informao. Destacamos no calendrio de atividades, a Exposio Fotogrfica Niteri Down Click na Beleza produ-zida pelo renomado fotgrafo niteroiense Renato Moreth e pela fotgrafa Claudia Perp-tuo, do Coletivo de Artistas Independentes. A exposio pretende atravs da arte, das imagens inclusivas, sensibilizar a populao de Niteri para um olhar mais humano acerca da beleza da diversidade e da poltica de incluso.

    O Projeto Niteri Down Click na Beleza! uma ini-ciativa da ONG Niteri Mais Humana, com patrocnio do Complexo Mdico Hospitalar (CMH) e em parceria com a Prefeitura de Niteri, Cmara

    CRONOGRAMA DE EVENTOS Dia 18 - Memorial Roberto da Silveira - Vdeo Debate, Filme Colegas. Dia 19 - Memorial Roberto da Silveira - Contao de Histrias, de-

    clamao de Poemas por Andr Varela, dentre outras atividades. Dia 20 Cmara Municipal de Niteri - Mesa Redonda Celebrativa

    com a presena de Breno Viola - Auto Defensor do site Movimento Down e exposio fotogrfica, s 10h.

    Dia 21- Campo de So Bento - tendas informativas, estdio de fotos, Capoeira Din Din Down, Dana sobre Rodas, entre outras, s 09h30.

    Dia 21- Shopping Icara - Abertura Exposio Fotogrfica Niteri Down Click na Beleza dos fotgrafos Renato Moreth e Claudia Perptuo, s 16h. De 21 de maro at 20 de abril. Comparea, voc nosso convidado!!!

  • BRASIL: CRISE MORALAndr Santa Rosa

    Nos recentes escndalos polticos e econmicos que nos so trazidos e expostos pela imprensa (ainda) livre, podemos claramente perceber o que, de fato, est por trs desta onda malfica que assola nosso pas: o que nos falta carter. O que nos falta conduta moral.

    O brasileiro acostumou ao jeitinho para resolver as coisas. Abordados por um guarda de trnsito, imediatamente pensamos em lhe dar um trocado para nos livrarmos daquele incmodo. Em uma fila de banco, ou outra que o valha, logo damos um jeito de furar a tal

    fila para nos darmos bem. Este o esprito do esperto, que gosta de levar vantagem sobre os demais pares da sociedade.

    E no me venham falar em Lei do Grson, para justificar este desvio comportamental, pois o grande atleta nada tem a ver com este lamentvel vcio que nos assola. Grson foi um exmio jogador de futebol e que, at hoje, nos d muitas alegrias com suas escolinhas espalhadas por Niteri, onde procura dar vantagens aos pequenos e necessitados aspirantes a jogadores do esporte breto. Ali, serve lanche e frutas aos pequeninos, pois de barriga vazia no se aprende e muito menos teriam foras para os exerccios.

    A crise econmica, por sua vez, nada mais do que o re

    flexo da desonestidade dos polticos que, uma vez eleitos, passam a agir como se tivessem um mandato, e mesmo um mandado, para roubar e usufruir pessoalmente do errio. Porm, estes polticos que escolhemos, na verdade, so a cara do povo brasileiro, sujeitos malandros que s pensam em se dar bem.

    A soluo seria uma radical mudana nos costumes e tradies deste povo, no intuito de rever seus valores. Seriam necessrias duas ou trs geraes para que o cidado brasileiro realmente pudesse aprender o respeito s leis, para que o eleito para cargos polticos no usurpasse os bens pblicos como se fossem seus.

    Nenhuma sociedade saiu do caos moral e tico, no qual es

    tamos afundados, sem que extirpasse de suas entranhas as sujeiras do egosmo, da mentira, do engano em relao aos seus concidados. No h como edificar uma nao sem que o povo, ao sufragar um candidato, tenha as rdeas do seu comportamento.

    Da mesma forma, jamais haver um pas preparado para os desafios do seu tempo sem a valorizao do professor, alicerce maior de todos os povos que alcanaram estabilidade econmica e poltica. Afinal, povo esclarecido e educado, vota melhor.

    Contudo, o que vemos hoje em dia, o completo desinteresse da maioria dos mandatrios em mudar o quadro catico da educao escolar. Os reflexos so uma sociedade mal pre

    parada para alar degraus na sua qualidade de vida e o consequente baixo nivelamento do povo, a exemplo dos pases onde o regime bolivariano est sendo ou foi implantado.

    Somente a conscincia do que certo ou errado nos far alcanar melhores patamares civilizatrios. Mas isto, s com boa educao escolar e familiar. Ocorre que o ncleo familiar vem se dissolvendo por conta de condutas que fogem moralidade. No h sada em um futuro prximo. Talvez um choque de ordem fosse preciso.

    Andr Santa Rosa santarosa.ator@gmail.com

    Santa RoSa2a QUINZENA DE MARO 2015 3

    O prefeito de Niteri, Rodrigo Neves, par-t ic ipou da viagem inaugural do novo ca-tamar Po de Acar, ao lado do governador Luiz Fernando Pezo, do secretrio estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, do presidente da CCR Barcas, Mrcio Roberto de Mo-raes, entre outras autoridades municipais e estaduais.

    A Po de Acar a primei-ra das sete novas embarcaes que vo operar na travessia Rio-Niteri. A viagem inau-gural partiu da estao Arari-boia, em Niteri, com destino Praa XV, no Centro do Rio. O novo catamar tem capaci-dade para at 2 mil pessoas e equipado com espao para cadeirantes, bicicletrios e du-as proas.

    Rodrigo Neves destacou que para Niteri muito importan-te melhorar a performance e a capacidade do transporte p-blico sobre a Baa de Guana-bara. insustentvel insistir no modelo rodovirio. A Ponte Rio-Niteri est sobrecarrega-

    De autoria do vereador Bruno Lessa (PSDB), foi protocolado na Cmara Municipal um projeto de lei para alterar o artigo 279 da Lei Orgnica do Municpio. Pela nova proposio, pas-sageiros com idades entre 60 e 64 anos tero direito gratuidade no transporte pblico, que pela legislao atual assegurada somente a partir dos 65 anos.

    Bruno explica que no Es-tatuto do Idoso, pargrafo terceiro, artigo 39, deixa sob resp