JORNAL SANTA ROSA

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O JORNAL DE NITERÓI

Text of JORNAL SANTA ROSA

  • ANO 34 N 1.422 R$ 1,00 2a

    QUINZENA DE DEZEMBRO 2012

    O JORNAL

    DE NITERI

    Pg. 2 Pg. 5 Pg.11

    Moradores do Macei

    com novo mdulo do

    Mdico de Famlia

    O futuro vai comear!!!

    Pg. 7

    Balano da transio e

    medidas do choque de

    gesto so anunciados

    ao empresariado.

    Rodrigo Neves

    participa de

    reunio da

    ACEC

    Robson Gouva e

    Rodrigo Neves

    Vital Brazil entrega

    primeiro lote de

    medicamento oncolgico

    Foto: Leonardo Simplcio

    Cmara de Niteri

    cria Medalha

    Oscar Niemeyer

  • SANTA ROSA 2a

    QUINZENA DE DEZEMBRO 20122

    O Instituto Vital Brazil, vin-

    culado Secretaria de Estado

    de Sade do Rio de Janeiro, ini-

    cia a distribuio de 220 mil

    comprimidos de 400mg de Me-

    silato de Imatinibe. A medica-

    o foi encomendada pelo Mi-

    nistrio da Sade para distri-

    buio ao Sistema nico de

    Sade a partir de janeiro de

    2013. O medicamento utiliza-

    do no tratamento da leucemia

    mieloide crnica e do tumor do

    estroma gastrointestinal.

    A produo do Mesilato de

    Imatinibe para toda a deman-

    da do SUS ser realizada por

    dois laboratrios oficiais brasi-

    leiros: o Instituto Vital Brazil e

    o Instituto de Tecnologia em

    Frmacos/Farmanguinhos, da

    Fiocruz. Essa produo com-

    partilhada por dois laboratri-

    os oficiais uma forma de ga-

    rantir que o resultado seja o

    melhor possvel. As parcerias

    resultam, ainda, em benefcio

    de reduo de gastos ao SUS

    pela diminuio dos preos

    praticados, alm de economia

    de divisas, afirma Antnio

    Werneck, presidente do Institu-

    to Vital Brazil. Alm dos labo-

    ratrios oficiais, a produo do

    medicamento feita em parce-

    ria com os nacionais EMS, La-

    borvida, Cristlia, Alfa Rio e

    Globe Qumica.

    As Parcerias de Desenvolvi-

    mento Produtivo (PDP) so re-

    sultados da estratgia do Go-

    verno Federal de integrar os se-

    tores pblicos e privados para

    estimular a fabricao de medi-

    camentos de alta complexidade

    no Brasil de forma verticaliza-

    da (ou seja, produo nacional

    desde a matria-prima) e prev

    a transferncia total de tecnolo-

    gia para a fabricao e distri-

    buio do medicamento no de-

    Instituto Vital Brazil entrega ao SUS o

    primeiro lote de medicamento oncolgicoComprimidos sero entregues aos pacientes a partir de janeiro de 2013

    correr de cinco anos.

    Em 2013, a previso que se-

    jam entregues cerca de cinco

    milhes de comprimidos. Com

    a iniciativa, estima-se que a

    economia para o Sistema nico

    de Sade chegue a R$ 337 mi-

    lhes em cinco anos. Inicial-

    mente, o medicamento ser pro-

    duzido nas apresentaes de

    400 e 100mg. A produo naci-

    onal do Mesilato de Imatinibe

    reduz o custo do comprimido

    do medicamento de R$ 20,6

    para R$ 17,5 o de 100mg e de

    R$ 82,4 para R$ 70 a formula-

    o de 400mg. H ainda um

    estudo baseado na demanda

    do Instituto Nacional do Cn-

    cer (INCA) para, futuramente,

    produzir comprimidos de

    200mg, formulao que ainda

    no existe no mercado e que

    est em fase de desenvolvimen-

    to. A produo nacional do Me-

    silato de Imatinibe ser suficien-

    te para atender a toda a deman-

    da do Sistema nico de Sade

    aproximadamente oito mil de

    pacientes hospitalizados.

    Sobre as doenas De

    acordo com a Associao Brasi-

    leira de Linfoma e Leucemia, a

    leucemia mielide crnica

    uma doena adquirida (no he-

    reditria) que envolve o DNA

    na medula ssea, portanto. no

    est presente no momento do

    nascimento. Os cientistas ainda

    no compreendem o que pro-

    duz essa alterao no DNA de

    pacientes com esse tipo de leu-

    cemia. Essa alterao no DNA

    proporciona uma vantagem s

    clulas malignas em termos de

    crescimento e sobrevivncia,

    isto , devido mudana no

    DNA, as clulas doentes pas-

    sam a ter maior sobrevida que

    os glbulos brancos normais, o

    que leva a um acmulo das c-

    lulas malignas no sangue. A

    frequncia da doena aumenta

    com a idade. Nos 10 primeiros

    anos de vida, a doena aparece

    em um caso a cada 1 milho de

    crianas. Em pessoas de at 50

    anos, h um caso em cada 100

    mil indivduos. J na popula-

    o acima dos 80 anos, a fre-

    quncia de um caso em cada

    10 mil idosos.

    Rua Maestro Jos Botelho 64,

    Vital Brazil, em Niteri.

  • SANTA ROSA2a

    QUINZENA DE DEZEMBRO 2012 3

    E

    ntra ano sai ano e l

    estamos ns, achan-

    do, torcendo, rezando

    para que o ano que ini-

    cia seja diferente da-

    quele que vai embora. Este

    ano, ento, foi prdigo em nos

    revoltar. O brasileiro se viu s

    voltas com inmeros escnda-

    los na seara poltica. Porm, o

    mais famoso de todos, sem

    dvida, foi o caso do mensa-

    lo. Este sim, trouxe um re-

    sultado que lavou a alma do

    povo, j desgostoso com tanta

    pilantragem daqueles que fo-

    ram eleitos para cuidar da

    coisa pblica, e no para ser-

    vir-se dela. Alis, por falar em

    coisa pblica, vale aqui uma

    reflexo sobre este tema: o

    sistema democrtico, tendo

    origem na Grcia, significa

    A Prefeitura Municipal de Ni-

    teri, atravs da Niteri Empre-

    sa de Lazer e Turismo Neltur e

    da Fundao de Arte de Niteri,

    com o patrocnio da guas de

    Niteri, est programando uma

    grande festa de Rveillon, dia

    31, na Praia de Icara, com um

    indito show pirotcnico, com

    18 mil bombas, duas novidades

    e 20 minutos de durao, alm

    da apresentao musical em ho-

    menagem ao centenrio de Luiz

    Gonzaga.

    O show da virada ser aberto,

    s 19h30 pelo cantor Maurcio

    Praxaxar; o segundo a subir ao

    palco ser o Sotaque do Nordeste,

    s 21h; e a terceira e ltima atra-

    o ser a banda Naya, que se

    apresentar a partir das 23h.

    Aps os fogos, a festa continua

    com a segunda parte do show

    da banda Naya. Todos os gru-

    pos tocaro um repertrio em

    homenagem ao Rei do Baio,

    Luiz Gonzaga.

    Haver ainda uma tenda,

    onde funcionar a Coordenado-

    ria dos rgos de Segurana do

    Evento, com homens do Corpo

    de Bombeiros, Polcias Civil e

    Militar, Conselho Tutelar, Juiza-

    do de Menores, NitTrans e a

    Guarda Municipal. A estrutura

    da festa ter, tambm, um mini-

    hospital com 130m, que este

    ano teve sua capacidade dobra-

    da e contar com 16 leitos cli-

    matizados e UTIs disponveis

    para casos de emergncia.

    A Coordenadoria e o Posto de

    Sade sero instalados prxi-

    mos Rua Lopes Trovo, que,

    junto com a Pereira da Silva,

    que a gerncia de um determina-

    do Estado exercida diretamente

    pelo povo ou, como se d hodier-

    namente, por meio de represen-

    tantes eleitos para tal nobre

    funo. Ou seja, naquela poca,

    no tinha jeito do executor das

    medidas, votadas e decididas,

    desviar os interesses pblicos em

    prol dos seus prprios.

    Hoje em dia, porm, tendo em

    vista que o sistema representa-

    tivo, o cidado elege um abenoa-

    do que decidir os caminhos do

    Estado em nome de quem o ele-

    geu. Tudo estaria muito bem se

    no fosse o fato de que o sujeito,

    uma vez eleito e empossado, ao

    invs de cuidar dos interesses do

    povo como um todo, senta na ca-

    deira do poder e passa a defen-

    der (pasmem!) os interesses

    pessoais. No cargo, ele decide

    empregar parentes, desviar recur-

    sos de todas as fontes possveis,

    locupletando-se do poder, muitas

    das vezes de modo bastante cria-

    tivo, ludibriando a todos.

    Em sendo assim, evidente est

    que o sistema democrtico no

    mais corresponde ao seu objetivo

    inicial, uma vez que o eleito acaba

    por representar a si mesmo e seus

    interesses escusos. Portanto, no

    vivemos, como somos levados a

    crer, em uma democracia. O que

    temos a nos governar hoje uma

    oligarquia mentirosa, onde uns

    poucos tomam as decises visan-

    do deixar tudo como est. Os po-

    derosos de planto do as cartas e

    eu e voc, cidados deste pas dos

    contos de fadas, acreditamos at

    que somos livres e temos o direito

    de ir e vir, at esbarrarmos, numa

    esquina qualquer, com uma polcia

    que sai rua to s para cumprir

    seu papel de chegar em voc an-

    tes do ladro.

    Voltando ao mensalo, que

    bom seria se instalssemos um

    em cada municpio do pas! Haja

    Joaquins Barbosas para punir o

    descaso com a coisa pblica!

    Ser que teramos um Joaquim

    para cada municpio? E se a pol-

    cia os matassem, como fez com

    a juza? Quem prende a polcia? A

    ns, cidados comuns, s nos

    cabe crer que o ano que nasce

    ser melhor, mais justo, que a ren-

    da seja melhor distribuda, que o

    salrio mnimo seja realmente o

    mnimo suficiente para o sustento

    de uma famlia, que no vejamos

    mais crianas fora da sala de

    aula, que a merenda escolar no

    volte a ser desviada por polticos

    covardes e vagabundos. Fica a

    esperana de que os hospi-

    tais sejam melhores aparelha-

    dos e os mdicos se faam

    presentes, fazendo valer cada

    centavo de seu ganho mensal

    (se no estiver satisfeito com

    seu salrio, pea demisso,

    mas ganhar e no ir traba-

    lhar... no d, crime).

    Finalm