Prova ag-tipo-001

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Text of Prova ag-tipo-001

  • N do CadernooN de Inscrioo

    ASSINATURA DO CANDIDATON do Documentoo

    Nome do Candidato

    Analista Judicirio - APJBibliotecrio

    Concurso Pblico para provimento de cargos de

    Janeiro/2012

    TRIBUNAL DE JUSTIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

    Conhecimentos Gerais

    Conhecimentos EspecficosP R O V A

    INSTRUES

    VOCDEVE

    ATENO

    - Verifique se este caderno:

    - corresponde a sua opo de cargo.

    - contm 60 questes, numeradas de 1 a 60.

    Caso contrrio, reclame ao fiscal da sala um outro caderno.

    No sero aceitas reclamaes posteriores.

    - Para cada questo existe apenas UMAresposta certa.

    - Voc deve ler cuidadosamente cada uma das questes e escolher a resposta certa.

    - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que voc recebeu.

    - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o nmero da questo que voc est respondendo.

    - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que voc escolheu.

    - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo:

    - Marque as respostas primeiro a lpis e depois cubra com caneta esferogrfica de tinta preta.

    - Marque apenas uma letra para cada questo, mais de uma letra assinalada implicar anulao dessa questo.

    - Responda a todas as questes.

    - No ser permitida qualquer espcie de consulta, nem o uso de mquina calculadora.

    - Adurao da prova de 3 horas, para responder a todas as questes e preencher a Folha de Respostas.

    - Ao trmino da prova, devolva este caderno de prova ao aplicador, juntamente com sua Folha de Respostas.

    - Proibida a divulgao ou impresso parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.

    A C D E

    Caderno de Prova AG, Tipo 001 MODELO

    0000000000000000

    MODELO1

    0000100010001

    www.pciconcursos.com.br

  • 2 TJUPE-Conhecimentos Gerais4

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Lngua Portuguesa

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 1 a 4, considere o texto abaixo.

    1

    5

    10

    15

    20

    As sociedades modernas da Europa ocidental, ou dos continentes e espaos colonizados ou profunda-mente influenciados por ela, que hoje abrangem quase todo o globo terrestre, podem ser descritas sucintamen-te por alguns traos gerais: o Estado-nao, o capita-lismo, a forma industrial de organizao da produo; a convivncia e sociabilidade urbanas; e os valores jur-dicos constitucionais de liberdade e igualdade. Tais tra-os, por si ss, entretanto, no eliminaram seus con-trrios solidariedades tnicas, formas pr-capitalistas de produo, a vida rural ou as hierarquias sociais. A novidade moderna consiste, antes, na rearticulao, em todos os planos, das formas e relaes sociais antigas sob a gide desses novos traos.

    Assim, no que diz respeito organizao social, as hierarquias, os privilgios, as deferncias e os outros modos de expresso das desigualdades entre os seres humanos passaram, para serem aceitos, a depender de outras lgicas de construo e justificao. Tornaram-se, do mesmo modo, fontes permanentes de contes-tao, propiciadoras de lutas libertrias de emancipao e fermento de novas identidades sociais.

    (Antonio Srgio Alfredo Guimares. Desigualdade e diver-sidade: os sentidos contrrios da ao. In Agenda brasileira: temas de uma sociedade em mudana. So Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 168)

    1. O autor,

    (A) ao caracterizar as sociedades modernas, chama a ateno para o fato de que o perfil desenhado tem abrangncia universal, dado o cenrio globalizante da contemporaneidade.

    (B) ao realizar a descrio das sociedades modernas, por meio de seus traos gerais, ordena-os de modo a expressar sucintamente o avano de sua impor-tncia.

    (C) na srie anunciada pelos dois-pontos (linha 5), elenca caractersticas exatamente proporcionais entre si, o que motiva a sequncia delas sem a formao de qualquer tipo de subconjunto.

    (D) ao mencionar Tais traos, faz o pronome retomar especificamente o segmento os valores jurdicos constitucionais de liberdade e igualdade, ainda que sob a expresso alguns traos gerais, usada antes, tenha acolhido mais itens.

    (E) no terceiro perodo do primeiro pargrafo, com fun-damentos manifestos, expressa um juzo que nega o carter absoluto ou independente da descrio feita no perodo inicial.

    2. INCORRETO afirmar:

    (A) a expresso no que diz respeito organizao social (linha 15) traduz, no contexto, uma circunstncia, implicando um trao restritivo.

    (B) a ideia de que hierarquias, privilgios e deferncias (linha 16) expressam desigualdades entre os seres humanos est presente no texto, mas de modo subentendido.

    (C) em sociedades modernas, europeias ou no, houve uma ampla reorganizao da ordem social quando formas de ao conservadoras conseguiram se so-brepujar aos modernos modos de articulao social, forma de produo e valores jurdicos.

    (D) em aparente contradio, em quase todo o mundo, as desigualdades entre os seres humanos so con-comitantemente admitidas e rejeitadas, recusa esta que instiga alteraes na organizao social.

    (E) compreende-se do texto que grupos humanos bus-cam legitimar as desigualdades (linha 17) entre os seus componentes encadeando-as coerentemente nas convenes da sua peculiar organizao social.

    _________________________________________________________

    3. Afirma-se com correo:

    (A) em ou dos continentes e espaos colonizados ou profundamente influenciados por ela (linhas 1 a 3), ambas as sequncias introduzidas por ou conectam-se diretamente ao segmento As sociedades mo-dernas.

    (B) a expresso por si ss (linha 9) expressa, no contexto, uma causa.

    (C) se antes (linha 12) for substitudo por sobretudo, o sentido original se mantm.

    (D) admissvel considerar que a frase iniciada por Assim (linha 15) denota uma ilao.

    (E) a substituio de para serem aceitos (linha 18) por fim de serem aceitos mantm a correo e o sentido originais.

    _________________________________________________________

    4. A substituio que, acolhida pelo padro culto escrito, mantm o sentido original do texto a de

    (A) As sociedades modernas da Europa ocidental [...] podem ser descritas (linhas 1 a 4) por "As socie-dades modernas da Europa ocidental [...], pode-se descrev-las".

    (B) As sociedades modernas da Europa ocidental, ou dos continentes e espaos colonizados (linhas 1 e 2) por "As sociedades modernas, seja da Europa oci-dental, seja dos continentes e espaos colonizados".

    (C) entretanto (linha 9) por "nesse nterim".

    (D) sob a gide desses novos traos (linha 14) por "sob a camuflagem desses novos traos".

    (E) as deferncias (linha 16) por "as licenciosidades".

    Caderno de Prova AG, Tipo 001

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  • TJUPE-Conhecimentos Gerais4 3

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 5 a 7, considere o texto que segue.

    1

    5

    10

    15

    O destino cruzou o caminho de D. Pedro em si-

    tuao de desconforto e nenhuma elegncia. Ao se

    aproximar do riacho do Ipiranga, s 16h30 de 7 de se-

    tembro de 1822, o prncipe regente, futuro imperador do

    Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga. A

    causa dos distrbios intestinais desconhecida. Acredi-

    ta-se que tenha sido algum alimento malconservado

    ingerido no dia anterior em Santos, no litoral paulista, ou

    a gua contaminada das bicas e chafarizes que abas-

    teciam as tropas de mula na serra do Mar. Testemunha

    dos acontecimentos, o coronel Manuel Marcondes de

    Oliveira Melo, subcomandante da guarda de honra e

    futuro baro de Pindamonhangaba, usou em suas me-

    mrias um eufemismo para descrever a situao do

    prncipe. Segundo ele, a intervalos regulares D. Pedro

    se via obrigado a apear do animal que o transportava

    para prover-se no denso matagal que cobria as

    margens da estrada.

    (Laurentino Gomes, 1822: como um homem sbio, uma princesa triste e um escocs louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil, um pas que tinha tudo para dar errado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. p. 29)

    5. correto afirmar sobre o excerto:

    (A) Formas verbais empregadas, como, por exemplo, cruzou (linha 1) e estava (linha 5), denotam que o autor, nesse trecho, limita-se a citar fatos passados concebidos por ele como contnuos.

    (B) A presena concomitante de certas formas verbais, como, por exemplo, cruzou (linha 1) e (linha 6), evidencia que o autor, nesse trecho, mescla segmentos narrativos com comentrios a respeito dos fatos.

    (C) Transformando a orao reduzida Ao se aproximar do riacho do Ipiranga (linhas 2 e 3) em desenvolvida, obtm-se Aproximando-se do riacho do Ipiranga.

    (D) Transpondo a frase Testemunha dos acontecimen-tos, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo [...] usou em suas memrias um eufemismo (linhas 10 a 14) para a voz passiva, obtm-se a forma verbal tinha usado.

    (E) Considerado o contexto, a substituio do modo subjuntivo pelo modo indicativo em tenha sido (linha 7) no interfere no sentido original, pois em nada fica alterada a atitude do falante em relao ao fato citado.

    6. A anlise do texto legitima a seguinte afirmao:

    (A) A organizao da frase inicial exige que se con-sidere o termo subentendido sem (sem nenhuma elegncia), nica possibilidade de torn-la sintati-camente adequada.

    (B) Os segmentos futuro imperador do Brasil e rei de Portugal e o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo exercem a mesma funo sinttica nas frases em que esto inseridos.

    (C) As aspas em prover-se sinalizam o sentido pejo-rativo que o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo emprestou expresso.

    (D) Ainda que no tenha impedido a compreenso, a ausncia do plural no segundo substantivo da ex-presso tropa de mula s pode ser entendida