A DOUTRINA DO BATISMO - ub.· O alegado batismo de criancinhas irresponsáveis no caso do batismo

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A DOUTRINA DO BATISMO

O batismo talvez o assunto mais controvertido na Bblia. Por sculos ele tem sido um campo de batalha teolgico em que muitos nobres soldados da cruz lutaram, sangraram e morreram. Talvez mais sangue de mrtires tem sido derramado por causa do batismo que por qualquer outra coisa. A controvrsia tem rugido principalmente em redor de quatro aspectos do batismo. Nossa discusso, portanto, tratar desses quatro aspectos.

I. O ADMINISTRADOR

Faz alguma diferena quem administrador do batismo? Dizem alguns que no. Argumentam que o batismo um ato de obedincia por parte do batizando e que o administrador no importante; mas os que assim pensam imaginam que teria sido a mesma coisa aos olhos de Deus se o povo nos dias de Joo Batista tivesse recebido o batismo de algum fariseu ou saduceu em vez de receber o de Joo? Naquele tempo Deus teve um administrador divinamente indicado e Nosso Senhor andou em grande distncia para receber o batismo de suas mos. Se Deus, naquele tempo, teve um administrador divinamente indicado, no crvel que ele tenha um hoje? Cremos que tem. Notemos:

1. O BATISMO UMA ORDENANA DA IGREJA.

Para prova disto oferecemos as seguintes passagens:

(1) Mat. 28:18-20.

No logarsupra, como bem sabido, temos o relato de Mateus da ltima comisso de Cristo, comumente chamada de grande comisso.

A quem estava Cristo falando quando Ele pronunciou Sua ltima comisso? A promessa que a ela se junta mostra que ele no estava falando aos apstolos como indivduos. Ele prometeu sua presena at o fim dos sculos. Certamente ele no pensou que os apstolos viveriam tanto assim. Ento ele deve ter-se-lhes dirigido em alguma capacidade oficial ou corporada. Dirigiu-se-lhes como a um corpo discente apostlico que era para se perpetuar? Dificilmente pensamos assim, desde que nada se diz sobre a perpetuao do oficio apostlico. Para ser membro dos doze originais foi necessrio que algum tivesse acompanhado os demais desde o batismo de Joo e tivesse sido testemunha da ressurreio (Atos 1:21-22). Paulo foi um apostolo num sentido levemente mais amplo: em que ele teve uma comisso pessoal de Cristo, que lhe apareceu e lhe comissionou na estrada de Damasco. Num sentido ainda mais amplo outros se chamam apstolos. Mas no se d um indicio da perpetuidade do ofcio at o fim dos tempos, nem h um indicio que o ofcio pudesse ser transmitido de um para outro.

Cremos que Cristo falou aos apstolos como constituindo a igreja. Isto cremos porque:

A. A Igreja o Corpo de Cristo

Assim representada muitssimas vezes para que se precise de mencionar referncias escrituristicas. Desde que a cabea executa as obras atravs do corpo, cremos que Cristo cometeu sua obra ao seu corpo.

B. A Igreja o Templo do Esprito Santo. (O Crente )

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Vide 1 Cor. 3:16. nesta passagem, Paulo no estava falando do corpo humano do crente, o qual noutro logar se chama o templo do Esprito Santo (1 Cor 6:19); mas falando plenamente da igreja. Este captulo trata do edifcio da igreja.

Desde que a Igreja o templo do Esprito Santo e o Esprito est aqui para dirigir a obra de Cristo, parece que por meio de Igreja que ele far sua obra; logo, que foi Igreja que Cristo deu a grande comisso.

C. A Igreja coluna e fundamento da verdade.

Vide 1Tm. 3:15. A verdade toda est contida na grande comisso. Desde que a Igreja coluna e fundamento da verdade, a comisso deve ter sido confiada a ela.

(2) 1 Cor. 12:13.

Reza a escritura: "Num Esprito fomos todos batizados num corpo". Sustentam alguns que esta passagem se refere ao batismo no Esprito Santo. No h fundamento escrituristico para tal noo. No h na escritura indicio algum que cada crente receba o batismo do Esprito na ou depois da regenerao. Isto uma presuno pura e simples.

Esta passagem dignifica que estar no ou sob o poder do Esprito Santo fomos todos trazidos pelo Senhor ao batismo e assim fomos feitos membros de seu corpo, a igreja local. Assim o batismo a porta cerimonial para a Igreja.

Sendo isto verdade e sendo tambm verdade que a Igreja um corpo democrtico, segue-se que ela tem o cargo de sua prpria porta; ou, em outras palavras, a igreja tem autoridade de receber membros. Est isto implicado na excluso dos pecaminosos e na sua recepo outra vez s se arrependem e quando se arrependem (1 Cor. 5:1-7; 2 Cor. 2:6-8). Em tambm est implicado na injuno de Paulo Igreja de Roma: "ao que est fraco na f recebei-o vs" (Rom. 14:1). Assim o batismo uma ordenana da igreja.

2. O BATISMO, ENTO PODE SER ADMINISTRADO SOMENTE POR AQUELES A QUEM A IGREJA AUTORIZA.

Sem dvidas que a Igreja como um todo, no pode batizar; ela deve realizar a ordenana por meio daqueles a quem ela autoriza, tanto como Jesus batizou por meio dos apstolos (Joo 4: 1,2).

Isto levanta duas questes, que consideremos agora; a saber:

(1) Pode a Igreja autorizar qualquer um de seus membros a realizar a ordenana do batismo?

Para fazer o alcance desta pergunta mais claro, podemos apresent-la como segue: a realizao do batismo esta limitada ao ministrio, ou pode um leigo oficiar?

O Novo testamento no to claro neste ponto como noutros, mas o peso da evidncia em favor da administrao do batismo como uma funo peculiar do ministrio. Filipe foi primeiro um dicono e ento um pregador. A tradio tem que Ananias, que batizou Paulo, foi mais tarde Biso de Damasco. A verisimilitude que ele j era um ancio quando batizou Paulo. Em todos os outros casos de batismo est evidente que foi administrado por um ancio.

(2) Deveria ser considerada a ordenao como conferindo ao ministrio autoridade para batizar sem outra ao por parte da Igreja?

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Os apstolos que tiveram de Cristo sua comisso, e outros, tais como Felipe e Ananias, que estiveram intimamente associados aos apstolos em alguns casos, pelo menos, autorizados diretamente pelo Esprito Santo, batizaram crentes sem terem o juzo da Igreja sobre o assunto. Tal foi necessrio no tempo quando as Igrejas foram poucas e vagarosas e difceis s viagens. Foi parte do regime indicador do cristianismo. Mas a regra permanente que o batismo pe algum no corpo de Cristo, a Igreja; e, desde que a Igreja uma democracia e est responsvel a Deus pela fiel execuo da grande comisso, ela, devra, quando possvel e de todo praticvel, opinar sobre cada candidato ao batismo.

(3) Devra um pregador, indo a um campo abandonado, ser autorizado a batizar crentes sem outra ao por parte de qualquer Igreja?

Respondemos que isto deveria ser feito s quando absolutamente necessrio, como quando um missionrio vai para um campo estrangeiro onde no h verdadeira igreja acessvel. Onde tudo praticvel, os candidatos ao batismo deveriam ser levados a uma igreja visinha em que possam pedir o batismo. Nalguns casos pode ser achado conveniente igreja enviar um grupo de membros seus ao lugar onde os candidatos esto, para receb-los. Onde nenhum desses planos fatvel, os candidatos podem ser movidos a fazerem pedido de batismo por escrito s mos de alguma Igreja. Em todo caso as igrejas deveriam seguir o curso que estiver no mximo de harmonia com a democracia da Igreja e o que for mais seguro em principio.

II. O CANDIDATO

Quais so as qualificaes, se alguma, devem ser possudas pelo candidato antes de o batismo ser devidamente administrado? A posio de alguns que a nica qualificao requerida de adultos "um desejo de fugir da ira vindoura e salvar-se de seus pecados" (Wesley) (*). Outros ensinam que uma simples f intelectual na deidade de Jesus Cristo qualifica algum para o batismo, sustentando tambm que o batismo tem eficcia salvadora. Para uma discusso das passagens em que se baseiam para ensinar que a f evanglica uma simples crena intelectual que Jesus Cristo o filho de Deus, vide o captulo sobre arrependimento e f. tambm sustentado por alguns que as criancinhas dos crentes podem adequadamente receber o batismo.

Mas, que dizem as escrituras? As escrituras so claras e iniludveis no seu ensino que:

1. A F SALVADORA PESSOAL UM PR-REQUISITO DO BATISMO.

A f salvadora confiana e firmeza em Jesus Cristo como salvador pessoal todo-suficiente de algum. Para mais discusso vide o captulo supra referido.

(1) No h nas escrituras indicao alguma de qualquer pessoa que alguma vez foi batizado sem f.

A. Onde se do as mincias, a est claramente indicada f dos batizandos.

Para casos destes, vide Atos 2:41; 8:12-37; 18:8; 19:4. Duas destas passagens (Atos 8:37 e 19:4) bastam para mostrar que a conexo de f com batismo nestas mesmas no incidental nem acidental. Em Atos 8:37 temos a declarao virtual de Filipe que o Eunuco no podia ser batizado, salvo se cresse. Em Atos 19:4 est claro que Paulo batizou os doze homens porque no tinham compreendido corretamente a pregao de Joo Batista, de f no Messias vindouro (pregao imperfeitamente transmitida por Apolos a eles, qui), logo, no tinham crido, a assim tornaram invlidos o seu primeiro batismo.

B. Noutras passagens onde os pormenores no esto feitos explcitos, est subentendida a f dos batizandos.

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Vide Mat. 3:1,2,6; Mat. 28:19; Marcos 16:16; Joo 4:1; Atos 9:17-18; 10:47; 16:30-33. Joo pregou o arrependimento e exigiu frutos dignos do arrependimento daqueles que ele batizou. E o arrependimento e a f so graas sincrnicas, inseparveis. Na grande comisso Jesus engatou f com batismo (Marcos 16:16) e colocou discipular antes de os batizar (Mat. 28:19). A verso Revista Inglesa retamente traduz esta passagem para que se leia: "Fazei discpulos de dotas as naes", em vez de "ensinai todas as naes"; porque a palav