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CONTEÚDO DOUTRINÁRIO

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CONTEÚDO DOUTRINÁRIO. Este livro trata da questão psíquica : Os distúrbios psíquicos são analisados a partir do Plano Espiritual, trazendo a abalisada opinião de Espíritos especialistas (Instrutores espirituais ). - PowerPoint PPT Presentation

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Este livro trata da questo psquica:Os distrbios psquicos so analisados a partir do Plano Espiritual, trazendo a abalisada opinio de Espritos especialistas (Instrutores espirituais).So enfocados os encontros e desencontros da Medicina terrena ante as lies da Doutrina dos Espritos. O Espiritismo descerra o vu que encobre os mistrios dos distrbios psquicos, apontando com bom senso suas causas.Mais que isso: ilumina os caminhos da cura. Esclarecimentos espirituais, trilhando pela simplicidade e por exemplos, possibilitam a todos ns compreender como se processam e como devem ser administrados os casos de:EsquizofreniaEpilepsiaNeuroses vriasFobiasCONTEDO DOUTRINRIOIdias fixasSentimentos de culpaMongolismo (estudo de caso).

PREFCIO DE EMMANUEL: NA JORNADA EVOLUTIVADos quatro cantos da Terra diariamente partem viajores humanos, aos milhares, demandando o pas da Morte. Vo-se de ilustres centros da cultura europia, de tumulturias cidades americanas, de velhos crculos asiticos, de speros climas africanos. Procedem das metrpoles, das vilas, dos campos ...Raros viveram nos montes da sublimao, vinculados aos deveres nobilitantes. A maioria constitui-se de menores de esprito, em luta pela outorga de ttulos que lhes exaltem a personalidade.No chegaram a ser homens completos. natural; porm, cada lavrador respira o ar do campo que escolheu.

Captulo 1: Entre os dois PlanosA regio do encontro est prxima.A palavra do Assistente Calderaro interrompeu-me a meditao. O aviso fazia-me sentir o trabalho, a responsabilidade...Em breves minutos, partilharamos os trabalhos do Instrutor Eusbio, abnegado paladino do amor cristo, em servio de auxlio a companheiros necessitados.

Eusbio dedicara-se, de h muito, ao ministrio do socorro espiritual, com vastssimos crditos em nosso plano.Renunciara a posies de realce e adiara sublimes realizaes, consagrando-se inteiramente aos famintos de luz.Superintendia prestigiosa organizao de assistncia em zona intermediria, atendendo a estudantes relativamente espiritualizados, pois ainda jungidos ao crculo carnal, e a discpulos recm-libertos do campo fsico.

Captulo 1: Entre os dois PlanosNo o conhecia pessoalmente. Calderaro, porm, recebia-lhe a orientao, de conformidade com o quadro hierrquico, e a ele se referira com o entusiasmo do subordinado que se liga ao chefe, guardando o amor acima da obedincia. O Assistente, a seu turno, prestava servio ativo na prpria Crosta da Terra, a atender, de modo direto, aos irmos encarnados. Especializara-se na cincia do socorro espiritual, naquela que, entre os estudiosos do mundo, poderamos chamar psiquiatria iluminada, setor de realizaes que h muito tempo me seduzia. Captulo 1: Entre os dois Planos

A tarefa era de socorro de infelizes evitando o quanto possivel, a loucura, o suicidio e os extremos desastres morais.O vento passava cantando, em surdina; no recinto iluminado de claridades inacessveis faculdade receptiva do olhar humano, aglomeravam-se algumas centenas de companheiros, temporariamente afastados do corpo fsico pela fora liberativa do sono. Amigos de nossa esfera atendiam-nos com desvelo, mostrando interesse afetivo, prazer de servir e santa pacincia. Reparei que muitos se mantinham de p; outros, contudo, se acomodavam nas protuberncias do solo alcatifado de relva macia, em palestra grave e respeitosa.

Captulo 1: Entre os dois PlanosCalderaro avisou-me: Na reunio de hoje o Instrutor Eusbio receber estudantes do espiritualismo, em suas correntes diversas, que se candidatam aos servios de vanguarda. Oh! exclamei, curioso No se trata, pois, de assemblia, que agrupe indivduos filiados indiscriminadamente s escolas da f? A heterogeneidade de princpios em centenas de indivduos, cada qual com sua opinio, obrigaria a digresses difusas, acarretando condenveis desperdcios de oportunidades. Temos aqui, em clculo aproximado, mil e duzentas pessoas. Deste nmero oitenta per cento se constituem de aprendizes dos templos espiritualistas, em seus ramos diversos, ainda inaptos aos grandes vos do conhecimento, conquanto nutram fervorosas aspiraes de colaborao no Plano Divino. So companheiros de elevado potencial de virtudes.

Captulo 1: Entre os dois PlanosInstituies de restaurao de foras abrem-lhes as portas acolhedoras em nossas esferas de ao. A libertao pelo sono o recurso imediato de nossas manifestaes de amparo fraterno. A princpio, recebem-nos a influncia inconscientemente; em seguida, porm, fortalecem a mente. devagarinho, gravando-nos o concurso na memria, apresentando idias, sugestes, pareceres e inspiraes beneficentes e salvadoras, atravs de recordaes imprecisas. Os demais so colaboradores de nosso plano em tarefa de auxlio.

Captulo 1: Entre os dois PlanosNaturalmente, no podereis guardar plena recordao desta hora, em retomando o envoltrio carnal, em virtude da deficincia do crebro, incapaz de suportar a carga de duas vidas simultneas; a lembrana de nosso entendimento persistir, contudo, no fundo de vosso ser, orientando-vos as tendncias superiores para o terreno da elevao e abrindo-vos a porta intuitiva para que vos assista nosso pensamento fraternal.

Captulo 2: A Preleo de EusbioQuase todos os quadros da civilizao moderna se acham comprometidos na estrutura fundamental. Precisamos, pois, mobilizar todas as foras ao nosso alcance, a servio da causa humana, que a nossa prpria causa.No basta crer na imortalidade da alma. Inadivel a iluminao de ns mesmos, a fim de que sejamos claridade sublime.No busqueis o maravilhoso: a sede do milagre pode viciarvos e perder-vos. Vinculai-vos, pela orao e pelo trabalho construtivo... No galgueis os obstculos, nem tenteis contorn-los pela fuga deliberada: vencei-os, utilizando a vontade e a perseverana, ensejando crescimento aos vossos prprios valores. Captulo 2: A Preleo de Eusbio

Equilibrai-vos, pois, na edificao necessria, convictos de que impossvel confundir a Lei ou trair-lhe os ditames universais! Quando Calderaro se referiu aos meus projetos, mostrou-me Eusbio paternal sorriso e, expondo-nos providncias diversas a tomar, recomendou nos pusssemos em contacto com o grupo socorrista a que o Assistente emprestava ativa colaborao.

Captulo 2: A Preleo de EusbioCaptulo 3: A Casa Mental feita uma anlise da continuao da vida aps o desencarne, dividindo em grupos e consequncias distintas:

- Alguns, admitidos s colnias espirituais, possuem a oportunidade de projetar experincias mais elevadas no setor encarnacionista, aprimorando-se no trabalho e estudo; dilatando a capacidade de servir.

13Outros, mantinham-se na fase rudimentar do conhecimento; no permaneciam chumbados esferea carnal por maldade seno que demoravam, hesitantes, no cho terreno. Quando no includos no educandrio inicial, possuiam reencarnao quase imediata.

E por fim, um outro grupo, formado por verdadeiras falanges de criminosos e transviados consumindo-se por inmeros anos entre a revolta e a desesperao. Sempre terminavam a corrida louca nos desvos escuros do remorso e do sofrimento.

Captulo 3: A Casa Mental14O arrependimento , porm, caminho para a regenerao e nunca passaporte direto para o cu, razo pela qual esses infelizes formavam quadros vivos de padecimento e de horror. Porque motivo se demoravam tanto no hemisfrio obscuro da incompreenso? Adiavam, deliberadamente, a recepo da luz? No lhes doeria a condio de seres condenados, por si mesmos, a longas penas? No experimentariam vergonha pela perda voluntria de tempo? Muita vez, surpreendia-me a contempl-los... Os traos fisionmicos de muitos desses desventurados pareciam Captulo 3: A Casa Mental

Tais interrogaes que me esfervilhavam o crebro, me punham aflito por viver a possibilidade que se me oferecia. Aproximei-me de Calderaro, naquela manh, sedento de saber. Expus-lhe minhas indagaes ntimas, pretendia conhecer os que se entretinham na maldade, no crime, na inconformao. Calderaro comenta que para transformar-nos em legtimos elementos do auxlio aos Espritos sofredores, desencarnados ou no, imprescindvel compreender a perversidade como loucura, a revolta como ignorncia e o desespero como enfermidade.

Estas definies, em verdade, no so minhas. Aprendemo-las do Cristo, em seu trato divino com a nossa posio de inferioridade, na Crosta Terrestre.

Captulo 3: A Casa MentalO crebro o rgo sagrado de manifestao da mente, em trnsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana.

Na cincia acadmica tem-se o conceito de que o crebro apresenta, do ponto de vista evolutivo, um continuum que se evidncia pelo acrscimo de novas estruturas s que j existiam no estgio anterior.Captulo 3: A Casa Mental. Irvnia L. S. Prada - Professora Catedrtica e Mdica Veterinria da Universidade de S. Paulo (USP), sendo uma autoridade mundial na comunidade cientfica sobre Neuroanatomia Animal, tambm uma respeitada investigadora esprita em particular da Interaco Crebro-Mente dos animais. Com vrios livros e estudos cientficos e espritas publicados.

17Andr Luiz, ao analisar o crebro, nota que as irradiaes emitidas pelo crebro continham diferenas essenciais. Cada centro motor assinalava-se com peculiaridades diversas, atravs das foras radiantes.

E pergunta a Calderaro como interpretar, de maneira simples, as trs regies de vida cerebral?Captulo 3: A Casa MentalCalderaro explica que o crebro pode ser dividido em 3 partes, semelhante a um edifcio de 3 andares, no poro encontra-se o sistema nervoso, seguido pelo crtex motor e logo aps os lobos frontais.No Sistema Nervoso, o crebro inicial, repositrio dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes; poro da individualidade, onde arquivamos os menores fatos da vida; a moram hbito e automatismo.Nvel 1 Sistema NervosoNvel 2 Crtex MotorNvel 3 Lobos FrontaisNa regio do crtex motor, temos o crebro desenvolvido consubstanciando as energias motoras de que se serve a nossa mente para as manifestaes imprescindveis no atual momento evolutivo do nosso modo de ser; o domnio das conquistas atuais, residem esforo e vontade.Nos planos dos lobos frontais, jazem materiais de ordem sublime que conquistaremos gradualmente, no esforo de ascenso, representando a parte mais nobre de nosso organismo divino em evoluo; o ideal e a meta superior a ser alcanada. Captulo 3: A Casa MentalDistribumos, desse modo, nos trs andares, o subconsciente, o consciente e o superconsciente. Como vemos, possumos, em ns mesmos, o passado, o presente e o futuro.Nvel 1 Sistema NervosoSubconscienteMovimentos InstintivosNvel 2 Crtex MotorConscienteConquistas Atuais Esforo/VontadeNvel 3 Lobos FrontaisSuperconscienteO Ideal e a Meta SuperiorCaptulo 3: A Casa Mental. O lobo frontal considerado a base funcional das chamadas funes psquicas superiores, tais como capacidade de julgamento, crtica de situaes, estratgias de comportamentos, livre - arbtrio, capacidade de aprendizado e de associao de idias, ideao futura, planejamento, censura, etc. Enfim, as nossas mais nobres funes mentais so manifestadas fenomenicamente por intermdio da atuao das reas pr-frontais. 20Examinamos aqui dois enfermos: um, na carne; outro, fora dela. Ambos trazem o crebro intoxicado, sintonizando-se absolutamente um com o outroESTUDO DE CASOCaptulo 4: Estudando o Crebro Ambos detestam a vida, odeiam-se reciprocamente, desesperam-se, asilam idias de tormento, de aflio, de vingana. Em suma, esto loucos, embora o mundo no lhes vislumbre o supremo desequilbrio, que se verifica no ntimo da organizao perispiritual. Espiritualmente, rolaram do terceiro andar, onde situamos as concepes superiores, e, entregando-se ao relaxamento da vontade, deixaram de acolher-se no segundo andar, sede do esforo prprio, perdendo valiosa oportunidade de reerguer-se; caram, na esfera dos impulsos instintivos, onde se arquivam todas as experincias da animalidade anteriorH vinte anos, aproximadamente, este amigo ps fim ao corpo fsico do seu atual verdugo, num doloroso capitulo de sangue.Captulo 4: Estudando o Crebro Trabalhavam juntos, numa grande cidade, entregues ao comrcio de quinquilharias. O homicida desempenhava funes de empregado da vtima, desde a infncia, e, atingida a maioridade, exigiu do chefe, que passara a tutor, o pagamento de vrios anos de servio. Negou-se o patro, terminan-temente, a satisfaz-lo, alegando as fadigas que vivera para assisti-lo na infncia e na juventude.Palavras rudes, trocadas entre vibraes de clera, inflamaram o crebro do rapaz, que, no auge da ira, o assassinou, dominado por selvagem fria. Antes, porm, de fugir do local, o criminoso correu ao cofre, em que se amontoavam fartos pacotes de papel-moeda, retirou a importncia vultosa a que se supunha com direito, deixando intacta regular fortuna que despistaria a polcia no dia imediato. Efetivamente, na manh seguinte ele prprio veio casa comercial, onde a vtima pernoitava enquanto a pequena famlia fazia longa estao no campo, e, fingindo preocupao.O assassino foi prdigo nos cuidados de salvaguardar os interesses do morto. Mandou selar cofres e livros. Providenciou arrolamentos laboriosos. Requisitou amparo das autoridades legais para minucioso exame da situao. Foi verdadeiro advogado da viva e dos dois filhinhos do tutor falecido, os quais, merc de seu devotamento, receberam substanciosa herana. Pranteou a ocorrncia, como se o desencarnado lhe fosse pai.Conseguiu ludibriar os homens, mas no pde iludir a si mesmo. A entidade desencarnada, concentrando a mente na idia de vingana, passou, perseverante, a segui-lo. Aferrou-se-lhe organizao psquica, maneira de hera sobre muro viscoso. Tudo fez o homicida para atenuar-lhe o assdio constante.Captulo 4: Estudando o Crebro Terminada a questo, com a inanidade do aparelho judicirio diante do enigma, retirou-se, discreto, para grande centro industrial, onde aplicou os recursos econmicos em atividades lucrativas.Desposou uma jovem de alma extremamente elevada zona superior da vida humana, a qual lhe deu cinco filhinhos encantadores. No clima espiritual da mulher escolhida, conseguiu, de certo modo, equilibrar-se, conquanto a vtima nunca o largasse.Conservando as foras tenebrosas acumuladas em seu destino, desde a noite do assassnio, nosso desventurado amigo manteve enclausuradas, no poro da personalidade, todas as impresses destruidoras recolhidas no instante da queda. Repugnava-lhe uma confisso pblica do crime, a qual, de certo modo, lhe mitigaria a angstia, libertando energias nefastas, que arquivara.A mente criminosa, assediada pela presena invarivel da vtima, a perturbar-lhe a memria. Vivendo mentalmente na regio intermediria do crebro, em carter quase exclusivo, s sentia alguma calma agindo e trabalhando, de qualquer maneira, mesmo desordenadamente. Intentava a fuga atravs de todos os meios ao seu alcance. Deitava-se, extenuado pela fadiga do corpo, levantandose, no dia seguinte, abatido e cansado de inutilmente duelar com o perseguidor invisvel, nas horas de sono.Captulo 4: Estudando o Crebro Tomando por base as explicaes sobre as 3 regies cerebrais, Calderaro explana sobre os casos das mentes focadas em cada uma delas.A criatura estacionria na regio dos impulsos perde-se num labirinto de causas e efeitos, desperdiando tempo e energia;

Quem se entrega, de modo absoluto, ao esforo maquinal, sem consulta ao passado e sem organizao de bases para o futuro, mecaniza a existncia.

Os que se refugiam exclusivamente no templo das noes superiores sofrem o perigo de contemplao sem as obras, da meditao sem trabalho, da renncia sem proveito.Captulo 4: Estudando o Crebro Para que nossa mente prossiga na direo do alto, indispensvel se equilibre, valendo-se das conquistas passadas, para orientar os servios presentes, e amparando-se, ao mesmo tempo, na esperana que flui, cristalina e bela, da fonte superior de idealismo elevado; atravs dessa fonte ela pode captar do plano divino as energias restauradoras, assim construindo o futuro santificante.

Captulo 4: Estudando o Crebro 26E, como nos encontramos indissoluvelmente ligados aos que se afinam conosco, em obedincia a indefectveis desgnios universais, quando nos desequilibramos, pelo excesso de fixao mental, num dos mencionados setores, entramos em contato com as inteligncias encarnadas ou desencarnadas em condies anlogas s nossas.Captulo 4: Estudando o Crebro

27Quando questionado sobre o socorro aos Espritos que atendiam, Calderaro comenta que o conhecimento auxilia por fora e que s o amor socorre por dentro.Que falariam em vo pois ainda no sabiam am-los como se fossem seus irmos ou filhos. Que para eles, Espritos de raciocnio algo avanado, mas de sentimentos menos sublimes, os que eram atendidos no passavam de infortunados.

Captulo 5: O Poder do Amor28A providncia no foi, porm, esquecida. A irm Cipriana, orientadora dos servios de socorro do grupo em que coopero, no pode tardar. a irm Cipriana, a portadora do divino amor fraternal, que ainda no adquirimos.Estendeu as mos para os dois desventurados, atingindo-os com o seu amoroso magnetismo, e notei, assombrado, que o poder daquela mulher sublimada lhes modificava o campo vibratrio.

Reconhecendo o poder divino de que era dotada a emissria, notei que o enfermo, parcialmente liberto do corpo, e o perseguidor implacvel passaram a ver-nos com indescritvel assombro.

Captulo 5: O Poder do AmorO doente ajoelhou-se de sbito, dominado por incoercvel comoo, e desfez-se em copioso pranto. O outro, porm, embora perplexo e abalado, manteve-se ereto, qual se o bendito favor daquela hora no lhe fosse, a ele mesmo concedido. Havia uma sinceridade imensa, aliada a imensa dor, naquelas palavras de angstia e de arrependimento. Soluos sufocantes assomaram-lhe boca, interrompendo-lhe a tocante splica. Levanta-te e vem a mim. Sou tua me espiritual, em nome de Deus. A emissria, que parecia no se dar conta de nossa presena, avanou para o verdugo, sustentando Pedro nos braos, como se fora um filho doente. O perseguidor aguardou-a, ereto e altivo. revelando-se insensvel s palavras que nos haviam dominado os coraes. A missionria, longe de intimidar-se, aproximou-se, tocando-o quase, e falou, humilde: Que fazes tu, Camilo, cerrado comiserao?O algoz, demonstrando incompreensvel frieza, retorquiu, cruel: Que pode fazer uma vtima como eu, seno odiar sem piedade?Captulo 5: O Poder do Amor