Jornal Marco - Ed. 267

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Jornal laboratorio dos alunos do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicacao e Artes da PUC Minas

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    Moradores do Bairro Ouro Minas reivindicama varrio e capina dasruas que do acesso sescolas e comrcios daregio. Pgina 4

    Crianas se interessampor concursos que testamseus conhecimentos nasmais diversas reas dosaber, como matemtica e astronomia. Pgina 6

    Famlias, que ocuparamum terreno no BairroCu Azul, reivindicam alegalizao de sua possejunto Prefeitura deBelo Horizonte. Pgina 8

    Junho 2009Ano 37 Edio 267

    RAFA

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    Aos 15 anos, Carlos Fabiano teve seuprimeiro emprego na televiso, veculode comunicao que acabava de chegarao Brasil. Auxiliar de portaria, serventede pedreiro, auxiliar de carpinteiro eiluminao, foram algumas de suasocupaes na TV Itacolomi. Apaixona-do por fotografia desde os nove anos,quando ganhou sua primeira mquinafotogrfica, foi na emissora que eledesenvolveu a arte de retratar ima-gens. Pelas lentes do equipamento deFabiano foram registrados em torno desete mil negativos, dando origem a umacervo histrico da campe de audin-cia televisiva em Minas Gerais nasdcadas de 60 e 70. Atualmente, ele membro do Grupo de Gestores doPrograma do Governo Federal LuzPara Todos e atua na rea docooperativismo, participando de con-gressos ao redor do mundo. Pgina 15

    Fotgrafo guardamemrias de umaextinta emissorada TV brasileira

    UMA VIDA NA VILA 31 DE MAROA Vila 31 de Maro, localizada na

    Regio Noroeste da capital mineira,consegue mesclar tranquilidade ebem-estar, tpicos de uma cidade dointerior, com o constante barulho debuzinas provenientes da proximidadecom o Anel Rodovirio. Com 45 anosde existncia, a vila atualmente abriga1949 moradores e faz parte dahistria de trs geraes da famliaDvila, que acompanhou as vriasmudanas desde que o local tinhaapenas uma caixa dgua comunitriapara todos os moradores. Darmaris,que faz parte daquela famlia, diz notrocar a vila por nenhum outro lugar eque, quando se viu obrigada a morarem outro bairro, sentiu falta de aspec-tos prticos e da calmaria. Pgina 16

    Vizinhana solidriaaumenta segurana nas ruas da capitalBairros de Belo Horizonte tm buscado solues para

    diminuir a violncia. O projeto Rede de Vizinhos Prote-gidos, em parceria com a Polcia Militar de MinasGerais, visa inibir aes criminosas com a colaboraodos vizinhos. Por meio de apitos e senhas, e contatodireto com o policiamento local, moradores se comuni-cam e alertam para movimentos estranhos. MrciaBaio (foto) no esconde seu entusiasmo. Pgina 9

    Os dilemas da relao entre aluno e professorA professora e psicloga Margarete

    Miranda, baseada em suas experin-cias profissionais na vida acadmica,sentiu a necessidade de estudar commaior profundidade o relacionamentoem sala de aula que muitas vezes

    considerado problemtico. Autora datese A criana problema e o mal estardos professores, ela passou a ouvir osrelatos dos professores que, reunidosem pequenos grupos, expunham assituaes vividas e trocavam saberes.

    A especialista afirma que, nessas con-versas, os professores passam a enxer-gar sua contribuio para situaes deincmodo, desmistificando a ideia deque o problema estava nas aes dosalunos. Pgina 13

    Taxistas transportamhistrias e enfrentamdesconforto em BHA rotina dos motoritas de txi de Belo Horizonte no

    fcil. Problemas com trnsito, alimentao e higiene socomuns no dia a dia dessas pessoas. Um projeto de lei deautoria do vereador Fred Costa foi aprovado pela CmaraMunicipal e prope beneficiar cerca de 11 mil condutores,como Edson Fialho (foto) com instalao, em pontos de txis,de rede eltrica, gua e esgoto. Isso proporcionaria mais quali-dade de vida e condies de trabalho aos profissionais. Pgina 7

    PMELLA RIBEIRO

    MAIARA MONTEIRO

    PMELLA RIBEIRO

    MAIARA MONTEIRO

  • 2 ComunidadeJunho 2009jornalmarcolaboratriodocursodejornalismodapucminas jornalmarcolaboratriodocursodejornalismodapucminas jornalmarcolaboratriodocursodejornalismodapucminas jornalmarcolaboratriodocursodejornalismodapucminas

    jornal marcoJornal Laboratrio da Faculdade de Comunicao e Artes da PUC Minas www.pucminas.br . e-mail: jornalmarco@pucminas.br

    Rua Dom Jos Gaspar, 500 . CEP 30.535-610 Bairro Corao Eucarstico Belo Horizonte Minas Gerais Tel: (31)3319-4920

    Sucursal PucMinas So Gabriel: Rua Walter Ianni, 255 CEP 31.980-110 Bairro So Gabriel Belo Horizonte MG Tel:(31)3439-5286

    Diretora da Faculdade de Comunicao e Artes: Prof. Ivone de Lourdes Oliveira Chefe de Departamento: Prof. Glria GomideCoordenador do Curso de Jornalismo: Profa. Maria Libia Arajo BarbosaCoordenadora do Curso de Comunicao / So Gabriel: Prof. Daniela Serra

    Editor: Prof. Fernando Lacerda Subeditor: Profa. Maria Libia Arajo Barbosa Editor Grfico: Prof. Jos Maria de Morais Editor de Fotografia: Prof. Eugnio Svio

    Monitores de Jornalismo: Aline Scarponi, Camila Lam, Diana Friche, Isabella Lacer-da e Bianca Arajo (So Gabriel) Monitores de Fotografia: Maiara Monteiro e Pmella Ribeiro Monitor de Diagramao: Marcelo Coelho

    Fotolito e Impresso: Fumarc . Tiragem: 12.000 exemplares

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    ALINE SCARPONI, 3 PERODO

    Principalmente no atual contexto histrico, no qual a for-mao jornalstica discutida e desvalorizada, por meiodo fim da obrigatoriedade do diploma para o exerccioda profisso, vlido pensarmos a respeito do valor dainformao, sua repercusso na sociedade e a qualidadeda formao daqueles que a produzem. Como jornallaboratrio, o MARCO tem reflexo direto na formaode seus reprteres.

    Conceitualmente, jornal laboratrio todo aquele pro-duzido por estudantes do curso de jornalismo e que temcomo objetivo possibilitar ao acadmico a prtica das teo-rias aprendidas em sala de aula, contribuindo para odesenvolvimento de suas habilidades de apurao e escri-ta.

    Na prtica, esse conceito no se restringe ao puro apren-dizado e aperfeioamento da tcnica de entrevista eredao. Ele transcende o sentido da frma e passa aforma. Como isso possvel? Por meio da rica oportunidadeque o jornal laboratrio confere ao reprter de transitarpelas diversas realidades urbanas, e apurar seu olhar paraextrair de cada uma delas a sua essncia, a sua notcia.Mais que se propor ao constante exerccio de confecodo texto, vivenciar um jornal laboratrio se dispor aabsorver e aprimorar seu prprio contedo humano.

    Neta edio, nossos reprteres permearam diversoscenrios, procurando em cada um deles a sua singulari-dade. Gabriel Duarte, reprter da matria "Rotina ehistrias vo de txi, conta ter ficado emocionado aoouvir o depoimento de um taxista. "Ele me disse que porter sido assaltado teve que adiar a compra do colchopara a cama da filha", lembra Gabriel. Na matria"Famlias ocupam terreno em BH, a reprter RafaelaGoltara teve contato com a realidade daqueles queainda resistem e esperam um local de moradia.

    J percorrendo os campos da cincia, Fernando Rochaaborda, em sua matria, o trabalho de uma ginecologistaque convida as mulheres a se cuidarem. Ele revela quesua expectativa inicial de dificuldade na conduo daentrevista com a mdica foi contrariada devido lin-guagem informal utilizada por ela. Alm disso, embora oassunto em destaque fosse voltado ao pblico feminino,Fernando diz ter aprendido muitas "receitas" que con-tribuem para a melhoria da qualidade de vida, preocu-pao universal.

    Por isso, a existncia de um jornal laboratrio como pos-sibilidade de enriquecimento do curso de jornalismo, fundamental para garantir a associao da prtica dastcnicas de entrevista, apurao e redao, que dificul-tam sim a veiculao de notcias inverdicas, com odesenvolvimento de qualidades mais abrangentes.

    Ao vivenciar um jornal laboratrio, o reprter exercita apacincia ao ouvir a construo das narrativas, o bomsenso na seleo do que ser escrito e o respeito com afonte por meio da fidelidade na reproduo do que foidito. Observa tambm, a sutileza que se faz necessriaquando se adentra um ambiente em que no se foi con-vidado e, sobretudo, aprende a aliar o conceito deresponsabilidade e compromisso com o que de utili-

    Jornal laboratrio compromissocom a liberdadede expresso

    editorialeditorialeditorialeditorialeditorialeditorialeditorialeditorialEDITORIAL

    expedienteexpedienteexpedienteexpedienteexpedienteexpedienteEXPEDIENTE

    EVENTO MOVIMENTA APRAA DA COMUNIDADEMoradores da Regio do Dom Cabral tiveram acesso a servios de sade e participaram de vrias atividades recreativas

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    CAMILA LAM, DIANA FRICHE, 5 E 4 PERODO

    Pedro Francisco dos San-tos, de sete anos, foi Praada Comunidade com suaprima Jessiane Campos San-tos, de cinco, na manhensolarada do dia 30 demaio. A praa localizada noBairro Dom Cabral, RegioNoroeste de Belo Horizonte,abrigou o evento cujo objeti-vo era a mobilizao dosusurios e entidades deassistncia social para maiorparticipao na ComissoLocal de Assistncia Social(Clas IV). Pedro aprovou oescovdromo e foi duas vezesescovar seus dentes. "Gosteide l, o espelho legal e agente ganha escova dedentes", conta. A barraquin-ha contava com diversas piase espelhos com formato desorriso, para que a escovaofosse feita de forma descon-trada.

    Cristiane Ferreira Michele,assistente social da SociedadeMineira de Cultura e repre-sentante da PUC Minas naClas IV, diz que 50 pessoascompareceram palestra"Participao popular no con-trole social do Sistema nicode Assistncia Social (Suas)"e por volta de 150 pessoasprestigiaram o evento.

    O vice-presidente da As-sociao de Moradores doBairro Dom Cabral, Maur-cio Antnio de Sales, avaliacomo razovel a presena dosmoradores. "Muitas crianascompareceram palestra,mas o ideal era que os paisde