Prova k Tipo 001

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Text of Prova k Tipo 001

  • N do CadernooN de Inscrioo

    ASSINATURA DO CANDIDATON do Documentoo

    Nome do Candidato

    P R O V A

    A C D E

    Dezembro/2013

    TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 REGIOa

    Concurso Pblico para provimento de cargos de

    Conhecimentos Gerais

    Conhecimentos Especficos

    Redao

    INSTRUES

    VOCDEVE

    ATENO

    - Verifique se este caderno:

    - corresponde a sua opo de cargo.

    - contm 60 questes, numeradas de 1 a 60.

    - contm a proposta e o espao para o rascunho da redao.

    Caso contrrio, reclame ao fiscal da sala um outro caderno.

    No sero aceitas reclamaes posteriores.

    - Para cada questo existe apenas UMAresposta certa.

    - Voc deve ler cuidadosamente cada uma das questes e escolher a resposta certa.

    - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que voc recebeu.

    - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o nmero da questo que voc est respondendo.

    - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que voc escolheu.

    - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo:

    - Ler o que se pede na Prova de Redao e utilizar, se necessrio, o espao para rascunho.

    - Preencha os alvolos, na Folha de Respostas da Prova Objetiva, com caneta esferogrfica de material transparente e

    tinta preta ou azul.

    - Marque apenas uma letra para cada questo, mais de uma letra assinalada implicar anulao dessa questo.

    - Responda a todas as questes.

    - No ser permitida qualquer espcie de consulta, nem o uso de mquina calculadora.

    - Em hiptese alguma o rascunho da Prova de Redao ser corrigido.

    - Voc dever transcrever a Prova de Redao, a tinta, na folha apropriada.

    - A durao da prova de 4 horas para responder a todas as questes objetivas, preencher a Folha de Respostas, e

    fazer a Prova de Redao (rascunho e transcrio) na folha correspondente.

    - Ao trmino da prova, chame o fiscal da sala e devolva todo o material recebido.

    - Proibida a divulgao ou impresso parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.

    Tcnico Judiciriorea Administrativa

    Caderno de Prova K, Tipo 001 MODELO

    0000000000000000

    MODELO1

    0000100010001

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  • 2 TRT15-Conhecimentos Gerais5

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Lngua Portuguesa

    Ateno: Considere o texto abaixo para responder s ques-

    tes de nmeros 1 a 9.

    Com alguma surpresa de quem me escuta, desde h al-gum tempo venho a dizer que cada vez me interessa menos falar de literatura. Pode parecer isto uma provocao, a atitude do escritor que, para se tornar mais interessante, lana declara-es inesperadas e gratuitas. E no assim. A verdade que duvido mesmo que se possa falar de literatura como duvido, com mais razes, que se possa falar de pintura ou que se possa falar de msica. claro que se pode falar de tudo, como se fala dos sentimentos e emoes, seria absurdo pretender reduzir ao silncio aqueles que escrevem, ou aqueles que leem, ou aque-les que sentem, ou aqueles que compem msica ou que pin-tam ou que esculpem, como se a obra em si mesma j contivesse tudo quanto possvel dizer e que tudo o que vem depois no fosse mais do que interminvel glosa. No isso. Acontece, no entanto, que por vezes experimento o desejo de limitar-me a uma muda contemplao diante de uma obra acabada, pela conscincia que tenho de que, de certa maneira, nos domnios da arte e da literatura estamos lidando com aquilo a que damos o nome de inefvel. [...]

    Quero dizer, no obstante, que antes de comear a escrever sustentava como uma evidncia palmria (por outro lado nada original) que somos herdeiros de um tempo, de uma cultura e que, para usar um smile que algumas vezes empre-guei, vejo a humanidade como se fosse o mar. Imaginemos por um momento que estamos numa praia: o mar est ali, e conti-nuamente aproxima-se em ondas sucessivas que chegam costa. Pois bem, essas ondas, que avanam e no poderiam mover-se sem o mar que est por detrs delas, trazem uma pequena franja de espuma que avana em direo praia onde vo acabar. Penso, continuando a usar esta metfora martima, que somos ns a espuma que transportada nessa onda, essa onda impelida pelo mar que o tempo, todo o tempo que ficou atrs, todo o tempo vivido que nos leva e nos empurra. Convertidos numa apoteose de luz e de cor entre o espao e o mar, somos, os seres humanos, essa espuma branca brilhante, cintilante, que tem uma breve vida, que despede um breve fulgor, geraes e geraes que se vo sucedendo umas s outras transportadas pelo mar que o tempo. E a histria, onde fica? Sem dvida a histria preocupa-me, embora seja mais certo dizer que o que realmente me preocupa o Passado, e sobretudo o destino da onda que se quebra na praia, a huma-nidade empurrada pelo tempo e que ao tempo sempre regressa, levando consigo, no refluxo, uma partitura, um quadro, um livro ou uma revoluo. Por isso prefiro falar mais de vida do que de literatura, sem esquecer que a literatura est na vida e que sempre teremos perante ns a ambio de fazer da literatura vida.

    (SARAMAGO, Jos. Da esttua pedra. Belm: ed. ufpa; Lis-boa: Fundao Jos Saramago, 2013. p. 25-27)

    1. correto afirmar, considerando-se o teor do texto, que (A) a vida humana, com suas variadas manifestaes a

    todo tempo e em todos os lugares, constitui matria fundamental para a criao literria.

    (B) a literatura, que reproduz sentimentos humanos, no

    deve se sujeitar a eventuais definies, pois estas tendem a reduzir a originalidade que a valoriza.

    (C) as diversas formas de manifestao artstica, exceto

    a literatura, levam a situaes que escapam a uma avaliao crtica mais objetiva.

    (D) a obra de arte, para ser assim considerada, deve es-

    gotar em si mesma todas as infinitas possibilidades de criao que constituem a natureza humana, ao longo da histria.

    (E) a verdadeira arte, por exemplo, de uma pintura, deve

    despertar no observador sentimentos contraditrios, que vo da admirao incompreenso.

    _________________________________________________________

    2. No 1o pargrafo, o autor deixa claro que (A) sempre possvel aos artistas, em qualquer rea de

    criao, expor novas ideias e sentimentos em suas obras, pois nenhuma delas deve ser vista como algo completo e definitivamente acabado.

    (B) vem se decepcionando com a superficialidade de

    certas obras de arte, no s as que compem a literatura, pois seus autores se mostram incapazes de revelar os verdadeiros sentimentos humanos.

    (C) a criao artstica, semelhana dos sentimentos

    humanos, supera qualquer tentativa de anlise, cabendo, no mais das vezes, uma atitude contemplativa diante de algo por si indescritvel.

    (D) possvel qualificar com preciso uma obra de arte

    considerando sua originalidade ou beleza, qualquer que seja a modalidade escolhida por seus autores para manifestar suas ideias.

    (E) as verdadeiras obras de arte, principalmente as que

    compem a literatura, somente sero assim consi-deradas, se conseguirem esgotar tudo aquilo que se possa dizer sobre a vida humana.

    _________________________________________________________

    3. O texto se apresenta como (A) relato em que o autor expe as bases da criao ar-

    tstica em todas as suas manifestaes, defendendo a importncia da literatura como registro da histria da humanidade.

    (B) desabafo em que se dilui certo desencanto com as

    artes, em geral, por se mostrarem incapazes de reproduzir a totalidade da vida humana.

    (C) exposio terica de algumas formas de expresso

    artstica, inclusive da criao literria, principalmente as que transmitem uma beleza incontestvel.

    (D) defesa do necessrio respeito natureza, por ser

    ela a imagem perfeita dos sentimentos e dos valores em toda a histria da humanidade.

    (E) depoimento do escritor, de que se depreende que o

    ser humano constitui sua prioridade absoluta, como objeto da criao artstico-literria.

    Caderno de Prova K, Tipo 001

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  • TRT15-Conhecimentos Gerais5 3

    4. ... a humanidade empurrada pelo tempo e que ao tempo sempre regressa, levando consigo, no refluxo, uma parti-tura, um quadro, um livro ou uma revoluo.

    A imagem criada pela afirmativa acima traduz, em sntese,

    (A) a viso de que o homem, que ocupa um breve ins-

    tante na histria, ser sempre um criador, sujeito s influncias de sua poca.

    (B) toda a histria da humanidade representada no vai-

    vm das ondas martimas que, apesar de sua bele-za, trazem tambm destruio e dor.

    (C) a impotncia do ser humano, pequeno diante da

    fora da natureza, em reproduzir com profundidade todas as caractersticas de seu tempo.

    (D) a noo de que o tempo dever assinalar sempre o

    eterno retorno do ser humano ao incio de sua histria e de suas primeiras manifestaes artsticas.

    (E) a incapacidade humana de superar os limites impos-

    tos pelo tempo, que dificulta a criao de obras de arte que possam ser valorizadas pelas geraes seguintes.

    _________________________________________________________ 5. ... sustentava como uma evidncia palmria (por outro

    lado nada original) que somos herdeiros de um tempo... O comentrio isolado pelos parnteses deve ser entendido

    como (A) citao de interlocutor alheio ao contexto, para

    facilitar o entendimento da ideia exposta. (B) reconhecimento do escritor de que sua obra, ao

    reproduzir a vida, nada tem de particular e diferente. (C) observao crtica a respeito da presena do senso

    comum em algumas obras de arte atuais. (D) especificao de elementos que devem constituir a

    base da elaborao de uma obra de arte. (E) constatao de que a evidncia sustentada era de

    conhecimento geral e amplamen