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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS – UNISINOS · PDF file A minha esposa e paciente companheira Joseane pelo eterno apoio. A minha sogra e segunda mãe Aíres e meu sogro Francisco

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  • UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM CINCIAS DA COMUNICA O DOUTORADO

    CARLOS FERNANDO MARTINS FRANCO

    MODULAES DO TEMPO NO AUDIOVISUAL:

    DOS ESPAOS DENSOS AOS TEMPOS ESPESSOS

    SO LEOPOLDO JUNHO, 2010

    CARLOS FERNANDO MARTINS FRANCO

  • MODULAES DO TEMPO NO AUDIOVISUAL: DOS ESPAOS DENSOS AOS TEMPOS ESPESSOS

    Tese apresentada Banca de Avaliao do Programa de Ps-Graduao em Cincias da Comunicao da Universidade do Vale do Rio Dos Sinos UNISINOS, como requisito obteno do ttulo de doutor.

    ORIENTADORA DRA. SUZANA KILPP

    SO LEOPOLDO JUNHO, 2010

  • Catalogao na Publicao: Bibliotecria Eliete Mari Doncato Brasil - CRB 10/1184

    F825m Franco, Carlos Fernando Martins

    Modulaes do tempo no audiovisual: dos espaos densos aos tempos

    espessos / por Carlos Fernando Martins Franco. -- 2010.

    158 f . : il., color. ; 30cm.

    Tese (doutorado) -- Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Ps-Graduao em Cincias da Comunicao, So Leopoldo, RS, 2010.

    Orientao: Prof. Dr. Suzana Kilpp, Cincias da Comunicao.

    1. Comunicao - Massa - Audiovisual. 2. Modulao - Tempo - Audiovisual. 3. Percepo. 4. Ritmo. I. Ttulo. II. Kilpp, Suzana.

    CDU 659.3:316.774

  • A tia Rachel (in memorian)

    A tia Emlia (in memorian)

    A tia Wanda (in memorian)

  • AGRADECIMENTOS

    A minha colega especial Mary Stella Mller pela ajuda nos momentos de consolidao do

    anteprojeto.

    A Dra. Suzana Kilpp por ter acreditado e confiado em mim em todas as etapas desta tese.

    Aos colegas da UFT, do colegiado de Comunicao Social, em especial turma da velha

    guarda: Fbio DAbadia de Sousa, Maria de Ftima Caracristi, Vernica Dantas Meneses,

    Maria Alice Descardeci, inclusive ao nosso eterno fher Reitor Alan Barbiero, que tambm

    faz parte desta irmandade de primeiros irmos e colegas no Tocantins.

    A Marluce Zacariotti, Valquria Guimares e a minha conterrnea Lcia Helena Mendes

    Pereira por sempre me defenderem nos momentos burocraticamente conturbados da UFT.

    A todos os outros membros mais recentes do colegiado.

    Aos meus parceiros de audiovisual Joo Luiz Neiva e Jos Iramar e suas famlias pela torcida

    e carinho ao longo da caminhada.

    A minha famlia, ao meu pai Jos de Carvalho Martins e minha me Vera Costa Martins,

    Verinha, Celinha, Felipe, Deborah, Sueli e Susi Cristina.

    A minha esposa e paciente companheira Joseane pelo eterno apoio.

    A minha sogra e segunda me Ares e meu sogro Francisco das Chagas pelo orgulho que

    sentem de mim.

    Ao meu Pai Oxal pela inspirao.

    .

  • Cada um sabe a dor e a delcia de ser o que .

    Fernando Pessoa

  • FRANCO, Carlos Fernando Martins. Modulaes do tempo no audiovisual: dos espaos densos aos tempos espessos. Tese (doutorado em Cincias da Comunicao) Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

    RESUMO

    A presente tese buscou entender a tenso perceptria no audiovisual quando num plano no h cortes, cortes esses atravs dos quais tradicionalmente se confere ritmo a um fluxo. Partiu-se de Bergson em Matria e memria e Deleuze em Diferena e repetio, que versam sobre o tempo e o espao, bem como de pensadores do audiovisual como Eisenstein, Martin e Aumont. A desconstruo das trs dimenses do tempo (diegtico, enunciatrio e perceptrio), clssicas no cinema, se deu em paralelo anlise de planos-sequncia de materiais expressivos diversos. Utilizou-se o mtodo intuitivo de Bergson, que permitiu cogitar a existncia de uma quarta dimenso, a do tempo dos objetos no quadro, que comporta seu dinamismo bem como sua durao. Chegou-se assim a definir, como alternativa ao conceito de ritmo, a modulao do tempo como uma articulao entre o tempo perceptual e o tempo dos objetos, que abarca tanto o intervalo (enquanto espaos ou instantes perceptveis no quadro) quanto a durao (e outras virtualidades, no fluxo). PALAVRAS CHAVE: audiovisual, ritmo, percepo, intuio, modulao do tempo.

  • FRANCO, Carlos Fernando Martins. Time modulations in motion pictured expressions: among dense spaces and large times. Thesis (PhD graduation in Mass Media Sciences) Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brazil.

    ABSTRACT

    This research tried to understand framed temporality phenomena inside audiovisual expression. This has begun from Bergson and Deleuze, with these theories that studies time and space, as well as motion pictured expressions authors as Eisenstein, Martin and Aumont. The unconstructing the three classical time dimensions (story time, opera time and perceptual time) has happened simultaneously with the non-cut scene analyses of several expressive materials. This has used the intuitive method by Bergson, which permitted speculate the existence of the forth time dimension beyond the three classical, the object time on a frame, composed by its spiritual time and dynamic time. This has defined, as alternative from rithm concept, the time modulation as an articulation between perceptual and object time, that contains the dynamic interval and spiritual time (dure). Keywords: rithm, perception, intuition, time modulation, motion pictured expressions.

  • LISTA DE ILUSTRAES

    Figura 01. Esquema do misto fundamental da percepo. Desenho do autor que

    tenta explicar a teoria de Bergson.

    17

    Figura 02. Instante que tenta mostrar a plenitude temporal da durao.

    20

    Figura 03. Instante do fogo atmosfrico.

    24

    Figura 04. Diorama de Daguerre, Teatro de sombras

    29

    Figura 05. Espao da percepo que contm o espao audiovisual.

    31

    Figura 06. Desenho do autor que tenta explicar a relao entre os mtodos relativo e absoluto.

    38

    Figura 07. Instantes do filme Control de Anton Corbijn, retirado da primeira sequncia. Produo inglesa de 2007.

    39

    Figura 08. Ilustrao do autor: as trs dimenses de tempo clssicas do audiovisual.

    46

    Figura 09. Instante do filme Matrix para ilustrar a montagem rtmica.

    54

    Figura 10. Instante do filme Control.

    56

    Figura 11. Instantes do filme Control.

    57

    Figura 12. Instante de um filme de treinamento empresarial no qual se enfatiza a

    explicao verbal.

    59

    Figura 13. Instante de Terra em Transe de Glauber Rocha.

    61

    Figura 14. Instante de Laranja Mecnica (Clockwork Orange) de Stanley

    Kubrick. Produo de 1971.

    63

  • Figura 15. Instante do filme Deus e o diabo na terra do sol de Glauber Rocha,

    produo de 1964.

    64

    Figura 16. Instante de Deus e o diabo na terra do sol de Glauber Rocha,

    produo de 1964.

    65

    Figura 17. Instante do programa Balano geral da TV Record.

    68

    Figura 18. Instante de Cloverfield de Matt Reeves, produo estadunidense de

    2008.

    68

    Figura 19. Instante da primeira sequncia de Laranja Mecnica de Stanley

    Kubrick.

    70

    Figura 20. Instantes da primeira sequncia de Laranja Mecnica.

    74

    Figura 21. Instantes de Cidado Kane (Citizen Kane) de Orson Welles,

    produo estadunidense de 1941.

    76

    Figura 22. Instante de Pepi Luci Bom de Almodvar.

    77

    Figura 23. Instantes de Cidado Kane de Orson Welles.

    80

    Figura 24. Instantes de Cidado Kane de Orson Welles, manipulado

    digitalmente.

    81

    Figura 25. Instante de Cidado Kane de Orson Welles. 82

    Figura 26. Instante de Cidado Kane de Orson Welles.

    82

    Figura 27. Tabela que mostra a hierarquia dos elementos/objetos expressivos do

    audiovisual.

    83

  • Figura 28. Imagem que mostra uma falsa temporalidade cintica a partir de uma

    imagem.

    87

    Figura 29. Proposta grfica embrionria que tenta explicar o conceito de

    modulao.

    89

    Figura 30. Instantes do planossequncia de abertura de Laranja Mecnica.

    99

    Figura 31. Afrescos da Capela Sistina.

    102

    Figura 32. Instantes da sequncia final de Control.

    104

    Figura 33. Instantes de Cidado Kane de Orson Welles.

    106

    Figura 34. Instantes da sequncia inicial de Control.

    110

    Figura 35. Nova proposta de dimenses do tempo, com adio de uma quarta

    dimenso.

    114

    Figura 36. Instantes de Cloverfield.

    118

    Figura 37. Instantes de Koyaniskatsi produo estadunidense de Godfrey

    Reggio, 1982.

    122

    Figura 38. Instantes de Cloverfield.

    124

    Figura 39. Instantes de Koyanisqatsi.

    126

    Figura 40. Instante da primeira sequncia da Laranja Mecnica.

    132

    Figura 41. Instante da anlise anterior de Control.

    133

  • Figura 42. Instantes da sequncia analisada de Cidado Kane.

    136

    Figura 43. Novo entendimento da natureza vetorial incluindo a durao dos

    objetos

    153

  • SUMRIO

    1 INTRODUO 13

    2 A PERCEPO E A INTUIO........................................................................ 17

    2.1 Percepo, durao e memria............................................................................ 17

    2.2 Do audiovisual s audiovisualidades................................................................... 27

    2.3 A intuio como mtodo: dos objetos aos conceitos.......................................... 35

    3 O TEMPO, O ESPAO E O QUADRO............................................................. 45

    3.1 Das dimenses do tempo montagem no audiovisual...................................... 45

    3.2 O espao:

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