Curso completo investimento em ações - analise tecnica

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  • 1. 2 O que (ou representa) uma aoO que (ou representa) uma ao Suponha que voc e seus amigos pretendam fazer um investimento para criar um site na Internet voltado para o mercado financeiro denominado Aplicar.com e, para tal, desejem criar uma empresa. O valor do investimento a ser efetuado ser o capital social da empresa. Mas, como cada um dos amigos deseja investir valores diferentes resolveu-se dividir o capital por um nmero determinado de unidades iguais. Assim, cada um dos investidores ter um nmero determinado de unidades, representativas da proporo do seu investimento. Supondo que o investimento inicial seja de R$100.000,00 dividido em 100 partes iguais, podemos dizer, ento, que cada uma das 100 aes desta empresa vale R$1.000,00, ou que o capital social desta empresa est representado por 100 aes * no valor de R$1.000,00 cada uma. Assim, temos: Capital social: R$100,00 Uma vez criada a empresa, vamos supor que tenham sido atendidos junto aos rgos competentes todos os requisitos para que a ela possa, a partir de agora, ter as suas aes negociadas em bolsa. A partir deste momento, deparamo-nos com o problema que todo e qualquer investidor tem, ou seja, avaliar de algum modo se o preo destas aes, agora cotadas em bolsa, est caro ou barato, se vai permanecer onde est, se vai subir ou se vai cair. Existem vrias maneiras de fazer esta anlise, mais duas possuem mais seguidores: a anlise tcnica e a anlise fundamentalista. Embora ambas tentem resolver o mesmo problema da direo do preo, elas diferem na sua forma de avaliao. A escola fundamentalista estuda as causas do movimento do preo, enquanto a escola tcnica estuda os efeitos. O analista tcnico argumenta que os efeitos so tudo que ele quer ou necessita saber e que as razes pelas quais os preos se movimentam so desnecessrias. O analista fundamentalista, por outro lado, sempre tem de saber o porqu. A escola fundamentalista trabalha com dados provenientes do estudo econmico-financeiro da empresa dentro do cenrio micro e macro econmico, eventualmente, associado ao cenrio internacional, enquanto a escola tcnica trabalha com dados disponibilizados pela movimentao dos preos e volumes, bem como, indicadores matemtico-estatstico a eles relacionados. * Maiores esclarecimentos podero ser obtidos no site do Investshop trilhando o seguinte percurso: pgina principal/eu quero acessar a rea de aprendizado/curso virtual/introduo ao mercado financeiro/em primeiros passos: acessar o cone do ( $ ) - clicar em 3 aes. 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Cada quadrado interno representa 1/100% do capital social, no caso representado por uma ao no valor de R$1.000,00. O quadrado externo (o todo, a linha mais espessa), ao lado, representa a 100% do capital social da empresa, dividido em 100 partes (aes) no valor de R$1.000,00 cada.
  • 2. 3 Introduo Adepto da anlise tcnica como instrumento para tomadas de decises nas operaes de compra e venda dos diversos ativos negociados nas bolsas de valores, em 1996 lancei o livro Anlise Tcnica: Teorias, Ferramentas e Estratgias. Minha inteno foi a de preencher uma lacuna no mercado editorial brasileiro e colocar, ao alcance do leitor, uma viso abrangente de algumas das vrias, teorias da escola tcnica, bem como mostrar sua enorme utilidade. Ao escrev-lo, procurei fazer uma obra didtica acessvel a qualquer pessoa disposta a encar-lo como um livro de estudos, imaginando que, para absorver seu contedo, seriam necessrias muitas horas de trabalho combinado de leitura, papel, lpis, rgua e borracha e releitura. Em vias de lanar a segunda edio, percebi, ao longo destes anos, graas ao advento da Internet como um meio de comunicao rpida e barata, que meu intento foi praticamente atingido. Um ou outro conceito bsico que aos meus olhos parecia fcil de ser assimilados pelo leigo, mostrou-se, na prtica, um pouco complexo. Felizmente, como disse, a Internet gerou o elo de comunicao para que, aqueles poucos que ficaram com algumas dvidas diante do texto, pudessem esclarec-las. H um ano e meio atrs, com a Internet comeando a se disseminar pelo Brasil, organizei uma revista eletrnica (arquivo enviado pelo correio eletrnico) integrada com cursos de anlise tcnica. De fato, pensei na revista como sendo o complemento dinmico do curso, uma oportunidade de mostrar, num cenrio real e quase ao vivo, as aplicaes prticas das teorias, ferramentas e estratgias ali apresentadas. Foi uma experincia pioneira que persiste at hoje e que agora, graas nossa integrao com a Investshop, certamente se ampliar, pois, alm do curso e da revista, sero promovidos chats complementares para esclarecimento de eventuais dvidas dos cursos, chats de avaliao do mercado, palestras ao vivo, enfim, tudo o que for necessrio e estiver ao nosso alcance para prepar-lo para um confronto vitorioso contra este adversrio astuto e enganador: o mercado. Nossa inteno, nesta experincia inicial, a de lhe oferecer um curso que comea dos conceitos tcnicos elementares e termina com a conquista do conhecimento terico e prtico de uma metodologia operacional. Ainda que, no futuro, possa vir a discordar desta metodologia, garanto que s o far porque, no decorrer deste curso, ter adquirido conhecimento suficiente para permitir a opo por novos caminhos. O que anlise tcnica? Anlise tcnica, de uma maneira simples, uma abordagem que permite ao seu praticante avaliar qual o melhor momento (timing) para se iniciar e encerrar uma operao de compra ou de venda de um ativo financeiro ou quando ficar fora do mercado. Para tanto, utiliza grficos e teorias formuladas sobre sua dinmica e, mais recentemente, estudos matemticos-estatsticos complementares que conhecero ao longo deste e de outros cursos que aqui sero ministrados. As primeiras teorias e mtodos operacionais surgiram no incio do sculo XX1 . Pesquisando, encontrei que, em 1901, durante a fuso da U.S.Steel, um dos seus diretores James R. Keene utilizava a tcnica dos grficos Ponto-Figura intensamente. Posteriormente, alguns scalpers (operadores de prego) passaram a utiliz-la nas suas operaes day-trade (intra dia) e a prtica do mercado acabou convertendo-a numa teoria de uso comum, no se sabendo ao certo quem foi o seu criador. 1 Cabe registrar, porm, que o mtodo tcnico mais antigo que se tem registro para analisar preos data da segunda metade do sculo XVIII. Trata-se do Candelabro Japons. Entretanto, esta tcnica s se popularizou no ocidente a partir da dcada de 90.
  • 3. 4 Na mesma poca, Charles H. Dow, proprietrio de um servio de informaes voltado para o mercado financeiro - Dow-Jones Financial News - e a quem creditada a inveno dos ndices no mercado de aes, em artigos escritos para o Wall Street Journal definiu os conceitos bsicos do viria a se tornar uma teoria. Aps sua morte em 1902, seu sucessor na editoria do jornal, William P. Hamilton, continuou escrevendo nos 27 anos seguintes novos editoriais e dando forma quilo que hoje mundialmente conhecido como A Teoria de Dow, na minha opinio a essncia da anlise tcnica e por onde comearemos. Mas, antes, ser preciso que conhea algumas noes bsicas para melhor entendimento de suas regras e conceitos. Noes bsicas 1) A BARRA DE PREOS: Uma barra de preos, simbolizada por uma barra vertical, o registro pictogrfico (o traado) de um dia de atividade do preo (um prego) de um ativo financeiro (podem ser ndices, aes ou mercadorias agro-pecurias/financeiras), onde cada preo um consenso momentneo de valor de todos os participantes do mercado, expresso em movimento. Cada barra de preo fornece alguns pedaos de informao sobre o equilbrio de foras entre compradores e vendedores. No saber interpret-la como tentar ler desconhecendo o alfabeto. Na barra vertical, atravs de um trao (tique) horizontal sua esquerda est representado o nvel de preo do primeiro negcio do dia, a abertura. O ltimo negcio do dia, o fechamento, representado por um tique horizontal sua direita. As extremidades superior e inferior representam respectivamente amxima e a mnima atingidas neste dia. O preo de abertura de uma barra reflete a opinio de valor dos leigos. Depois de ler o jornal da manh e dar alguns telefonemas, ligam para seus assessores passando-lhes ordens para serem executadas na abertura do prego. O preo de fechamento de uma barra tende a refletir a atividade dos investidores profissionais. Eles observam o mercado durante o dia, respondem s mudanas e tornam-se bastante ativos especialmente no final do prego, prximo do fechamento. A mxima de cada barra representa a fora mxima dos compradores naquele dia, isto , o limite at onde suas compras empurraram o preo para cima at esbarrarem na resistncia oferecida pelos vendedores. A mnima de cada barra representa a fora mxima dos vendedores naquele dia, isto , o limite at onde suas vendas empurraram o preo para baixo at esbarrarem no suporte oferecido pelos compradores. A distncia entre a mxima e a mnima de qualquer barra revela a intensidade do conflito entre compradores e vendedores. Uma barra de tamanho mdio define um mercado relativamente tranqilo. Uma barra que apenas metade da de tamanho mdio revela um mercado sonolento e desinteressado. Uma barra que o dobro da mdia mostra um mercado em ebulio, onde compradores e vendedores batalham em todos os momentos. Para que possa entender melhor ainda o significado de uma barra, de como se processa a luta entre compradores e vendedores ao longo de um dia de prego, vou dissec-la, criando um desdobramento hipottico. Imagine, agora, que o prego fosse dividido em 18 perodo