Jornal Solidariedade - Outubro de 2015 JORNAL SOLIDARIEDADE Jornal Solidariedade - Outubro de 2015 1

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  • Jornal Solidariedade - Outubro de 2015 1

    Veículo de Divulgação do Sistema Divina Providência. “Nossa missão é resgatar a dignidade do ser humano”.

    JORNAL CATÓLICO ABERTO AO ECUMENISMO - EdIçãO 228 - OUTUBRO dE 2015 - BELO HORIzONTE, MG - 34 MIL ExEMpLARES

    SOLIDARIEDADE JORNAL

    Instituição é um suporte social para as pessoas que necessitam de tratamento para combater a dependência química.

    Fanfarra Lar dos Meninos participa, pelo terceiro ano consecutivo, no Desfile de Independência que acontece todos os anos na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte.

    Em um dia digno de princesa, 85 jovens viveram, no dia 25 de setembro, um momento único e belo em suas vidas.

    Pág. 16

    Pág. 15

    Pág. 17

    Pág. 21

    ARCA DE NOÉ

    CIDADE DOS MENINOS SÃO VICENTE DE PAULO

    LAR DOS MENINOS SÃO VICENTE DE PAULO

    Parceria SENAI & CEDIPRO

    Presidente do Sistema FIEMG/SENAI, Olavo Machado Júnior, conta um pouco sobre a sua trajetória profissional e fala sobre a importância da parceria entre o SENAI e o Sistema Divina Providência.

    SISTEMA

  • 2 Jornal Solidariedade - Outubro de 2015

    Índice

    EXPEDIENTE

    Diretor Rômulo Raymundo

    Coordenação Geral Luciana Vargas

    Jornalista

    Responsável Paola Patrício

    19403/MG

    Revisão Breno Magalhães

    Diagramação Rafael Conti

    Colunistas Jairo Azevedo Mário Cenni

    Rômulo Raymundo Pe. Luiz Fernando N. Oliveira

    Zulmira Ribeiro Diniz Carla Aparecida da Silva

    Bruna Braga. Os artigos assinados são

    de inteira responsabilidade de seus autores e não caracterizam

    necessariamente o pensamento do Sistema

    Divina Providência.

    Impressão Sempre Editora Ltda.

    Sistema Divina Providência de Resgate da

    Dignidade Humana

    Presidente Jairo Siqueira Azevedo

    Rua Caetés, 741 - Centro 30120-080

    Belo Horizonte - MG

    Tiragem: 34.000 exemplares

    Distribuição: gratuita e endereçada

    Periodicidade: mensal

    Contato, Assinatura e Anúncios: (31) 3517-3901

    Email: contato@sistemadivinaprovidencia.org

    Facebook: facebook.com/

    SistemaDivinaProvidencia

    Site: www.sistemadivinaprovidencia.org

    VERSÃO DIGITAL DISPONÍVEL EM NOSSO SITE

    JORNAL

    SOLIDARIEDADE

    "Aos homens é isso impossível, mas para Deus nada é impossível.” Mateus 19:26

    03 – Gestão de Pessoas / Papa 04 – Editorial / Princípios Morais 05 – Opinião / Funcionários Exemplos 06 – Santo do Mês / Relação dos Santos do Mês 07 – Notícias Diversas 08 – Centro Infantil Creche União / CPF Montes Claros 09 – Entretenimento / Voluntário Virtual / Calendário do Mês / Relação de Obras / Fases da Lua 10 – Centros de Formação Profissional / Mil e uma Crianças 11 – Centro Infantil Divina Providência 12 – Vocabulário / Português / Humor / Gastronomia 13 – Solidariedade Pelo Mundo / Uma Luz no Fim do Túnel 14 – Literatura / Histórias de Sucesso de Ex-alunos 15 – Lar dos Meninos São Vicente de Paulo 16 – Matéria de Capa 17 – Arca de Noé 18 – Problemas Sociais pelo Mundo 19 – Colaboradores Exemplos / O que nos Ensinou o Mestre 20 – Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo 21 – Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo 22 – CEDIPRO 23 – CEDIPRO 24 – Coaching para Adolescentes / O que Aconteceu no Mundo em Outubro 25 – Outubro Rosa 26 – Central de Empregos / Personalidades da Humanidade 27 – Data Destaque / O Evangelho 28 – Balancetes 29 – Balancetes 30 – Balancetes 31 - Balancetes

    Você Sabia?

    O Sistema divina providência é uma instituição filantrópica,

    sem fins lucrativos, que se mantêm por intermédio de doações, do apoio e

    de parcerias com pessoas físicas e jurídicas. A entidade tem como missão o resgate

    da dignidade humana de pessoas que se encontram em

    situação de vulnerabilidade social. O apoio à associação pode ser feito por meio de

    doações financeiras, roupas, agasalhos, fraldas, alimentos,

    materiais de construção, entre outros. Você também pode

    ser um voluntário em nossas obras, oferecendo um pouco

    do seu tempo.

    Ligue:

    Divulgue seu negócio, produto ou serviço.

    Anuncie aqui: (31) 3517-3901

  • Jornal Solidariedade - Outubro de 2015 3

    Mario Cenni Diretor Presidente da APHDP

    Gestão de Pessoas

    Papa

    “Todo pensamento positivo te impulsiona para a direção certa.” Autor Desconhecido

    Alguns anos atrás, estava na fila do cai- xa de uma padaria, quando senti um leve cutucão em minhas costas... “Você não é o Mário, irmão do Marcelão e do Marqui- nhos?” Sem tempo de responder, logo emendou uma nova pergunta... “Você é ex-aluno do Colégio Loyola, não é?”

    Respondi que sim, meio desconfiado, e ele continuou... “Quase que eu não re- conheci você, Mário, envelheceu muito, engordou, cabelos quase brancos... Sou o Janjão, lembra de mim”?

    Quem não se lembraria do “Janjão”? Era um colega “boa praça”, muito diver- tido e carismático, que se dava bem com todo mundo. É o que se pode chamar de “amigão”. de fato, havíamos sido colegas há pelo menos 25 anos e ele também ti- nha mudado bastante... pele castigada pelo sol, barba grisalha, ainda por fazer, cabelo também sem corte definido e bem gordo... Ele também havia muda- do bastante. Veio à minha memória, de imediato, alguns fatos da adolescência e, entre eles, quantas vezes o ajudamos a “fazer” as provas, principalmente as de matemática, seu “calvário”.

    Janjão não era um bom aluno. Na ver- dade, tinha uma dificuldade enorme de aprendizado e não se dedicava aos estudos para suprir sua deficiência. Era “burrinho” mesmo! Ouso dizer que, se não o tivéssemos ajudado nas provas e nos trabalhos em grupo, estaria até hoje num banco de escola...

    Obviamente, não poderia deixar bara-

    10%? Como assim???

    to os “elogios” que me fizera... “Claro que me lembro, Janjão, você continua feio do mesmo jeito... Apesar de bem mais velho, sua barba não conseguiu esconder sua feiura”, respondi-lhe com uma boa risa- da... “E aí, o que faz da vida? Com o que você trabalha?” perguntei-lhe.

    “Rapaz, tenho uma criaçãozinha de por- cos, aqui pertinho da cidade mesmo. Me dedico a isso..”, me respondeu com certa inibição, mas com uma enorme satisfação, estampada pelo brilho nos olhos... “Com- pro os leitõezinhos, engordo e vendo”.

    É triste como, às vezes, julgamos mal as pessoas... Jamais poderia, mesmo, ima- gina-lo como um advogado, um médico ou engenheiro, profissões “dignas” dos alunos de um colégio como aquele, mas procurei valoriza-lo... “Que legal, como é que funciona, Janjão?” Questionei-lhe, rendendo o assunto e retirando os produ- tos do carrinho para passar pelo caixa ...

    “É assim: eu compro os leitões bem pe- quenos, por exemplo, por R$ 65,00... São de raça e preço “vareia” conforme a épo- ca... Aí eu espero eles engordarem, por quase um ano, às vezes mais, as vezes me- nos, e vendo por R$ 650,00, ou seja, 10% a mais do que eu comprei, entendeu”?

    “Hã, hã”, acenei afirmando. “Entendi... 10%, né? Compra por R$ 65,00 e vende por R$ 650,00”. Bom negócio esses 10%... E está dando certo?” perguntei-lhe, ainda tentando entender o que seriam os 10% na sua matemática, enquanto eu colocava as compras na sacola...

    “A gente vai levando, acordando cedo e dormindo tarde... Hoje as duas fazen- das que tenho produzem, por mês, mais ou menos umas 600 cabeças para abate. Como eu gasto mais ou menos uns R$ 250 mil, entre capataz, veterinários, “peãoza- da”, energia elétrica, ração balanceada, remédios e vitaminas, já descontando os impostos, sobra uns “trocados”... Uns R$ 100 mil sempre entra na minha conta todo dia 30... Aí, eu separo 3% para viver, dá uns R$ 30 ou R$ 35 mil, e aplico o resto no negócio... Ou compro mais leitões ou aumento a área de engorda. Funciona as- sim, simples, entendeu?”

    pasmo, com a capacidade empreende- dora e visão de negócio, e ao mesmo tem- po perplexo com a “aula de percentagem” que havia recebido, já com os produtos em minha sacola de compras e com o pa- gamento realizado, me despedi do velho conhecido, parabenizando-o pela dedica- ção e pelo sucesso.

    Janjão havia me dado, naquela curta conversa, argumentos suficientes para repensar a forma com a qual eu enxerga- va, erroneamente, as pessoas e suas limi- tações. por que não acreditar no sucesso daqueles que a nós pareçam limitados? Qual a diferença entre um médico, enge- nheiro ou advogado e um criador de por- cos, se todos se dedicarem com esmero a serem excelentes profissionais, superan- do suas limitações, buscando a satisfação em suas profissões ou seus negócios? Na verdade, o que seria do mundo se não houvesse, também, pessoas “vocaciona-

    das” para a suinocultura? pela importância que vejo nos estudos,

    no conhecimento, acredito que se tivesse dedicado na adolescência, estaria ven- dendo o dobro, obtendo obtendo lucros mais expressivos e rendimentos pessoais muito maiores que os “3%”. Mas e daí???

    Fato é que, apesar de suas dificulda- des com a matemática, limitação real, encontrou um negócio que estava ade- quado ao seu perfil, empreendeu e se dedicou a ele de corpo e alma, fazendo